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Audiência termina com Ministro Paulo Guedes alfinetando Perpétua

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Depois de mais de quatro horas de debate , um bate-boca entre o ministro da Economia , Paulo Guedes , e parlamentares quebrou o clima de tranquilidade na audiência sobre reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. O momento de tensão ocorreu após a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) ter feito referência a uma investigação da operação Greenfield, sobre fundos de pensão, que cita Guedes.

O ministro também se sentiu ameaçado pela fala do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que o acusou de crime de responsabilidade por não apresentar detalhes sobre o custo de transição para o sistema de capitalização.

— Depois de umas seis horas, a escalada fica um pouco mais pessoal. Estou sendo ameaçado de crime de responsabilidade, estão entrando no Google para pegar coisas minhas. Já estou compreendendo um pouco mais como funciona a Casa. Não vou reagir nem à ameaça, nem à ofensa — disse Guedes, se confundindo ao citar a duração da sessão.

Na sequência, no entanto, o ministro começou a responder as provocações:

— Para a deputada Perpétua, depois vou para um canto e explico para ela o problema de quando tentam confundir quem assaltou… Vai na operação Greenfield, quem está na cadeia, quem está na Justiça, e vai ver quem assaltou os fundos de pensão e quem devolveu três vezes o dinheiro que eles botaram. Não posso ser acusado do que vários companheiros da deputada podem estar sendo acusados.

A tensão escalou ainda mais quando Guedes foi responder a uma pergunta do deputado José Guimarães (PT-CE), que havia questionado sobre o custo de transição para o regime de capitalização proposto pelo governo.

— O custo de transição, respondendo ao nosso deputado José Guimarães… Também se eu “Googlar” dinheiro na cueca vai aparecer coisa, né? Depois de seis horas a baixaria começa, né? É o padrão da casa, né? Ofensa… Já entendi o padrão — disse o ministro, provocando uma indignação generalizada no plenário.

Em meio aos debates e às trocas de acusações, o ministro da Economia disse que se sentiu desrespeitado durante a sessão na Câmara. Guedes chegou a pedir desculpas aos parlamentares por momentos de exaltação, entretanto, disse que “merece respeito quem respeita”.

Ministro pede desculpa

O presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PR-AM) precisou intervir e concedeu o direito de resposta a Guimarães, que negou envolvimento ao caso dos dólares na cueca flagrados com um assessor do parlamentar, no auge do escândalo do mensalão. O deputado, no entanto, foi absolvido das acusações pelo Supremo Tribunal Federal e destacou isso em sua resposta:

— Informo a Vossa Excelência que talvez seja um dos poucos que não tenho nenhum processo no STF, porque fui inocentado em todos, naquele processo dos dólares na cueca a que vossa excelência fez referência. Poderia ter mais zelo com o cargo que exerce de ministro da Economia.

Guedes reconheceu o erro e pediu desculpas:

— Faço questão de publicamente pedir desculpas ao deputado, por uma razão muito simples. Acho que quem respeita merece ser respeitado. O senhor realmente não me desrespeitou. Fui desrespeitado por outra pessoa. Eu, talvez tanto quanto o senhor, somos absolutamente inocentes, por que a Justiça diz isso.

No intervalo, o ministro foi até à bancada do deputado Ivan Valente (Psol-SP) e admitiu que não tem experiência no Parlamento, segundo o deputado. Mais cedo, Valente, num ato simbólico, levantou um enorme cheque em branco para protestar contra o fato de a equipe econômica não ter apresentado os números sobre o custo da capitalização.

O deputado disse que o ministro poderia ser acusado por crime de responsabilidade ao se recusar a entregar os dados. Ele disse que Guedes teria dito em um evento no Banco Central que já tem todos os cálculo de transição para o novo modelo e que, por isso, a economia com a reforma teria que ficar na casa de R$ 1 trilhão em 10 anos.

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Acre

Rio Branco completa 25 dias sem chuva e quase dois mil incêndios

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Baixa umidade do ar, diminuição no nível do Rio Acre e recordes de chamados de incêndios. Essas e outras problemáticas são enfrentadas atualmente na capital do Acre, Rio Branco, desde o início do período de estiagem em 2019. De acordo com o Corpo de Bombeiros, em apenas três meses – junho, julho e agosto, a cidade já registrou 1.918 acionamentos para incêndios ambientais na zona urbana.

O nível do Rio Acre na capital amanheceu nesta segunda-feira, 19, com 1,59 metros. A Defesa Civil Estadual informa que a última chuva na cidade ocorreu no dia 24 de julho. “Hoje está com 25 dias sem nenhuma chuva em Rio Branco e os chamados de incêndio aumentaram 148% no mês de agosto, com relação ao mesmo período do ano passado”, disse o Major Cláudio Falcão, do Corpo de Bombeiros. Chuvas rápidas em áreas isoladas, como as que caíram na tarde desta segunda, não são contabilizadas pelo órgão.

Hoje, a previsão meteorológica informou que em algumas regiões do estado a umidade do ar iriam atingir valores abaixo de 30%, número considerado crítico pela Organização Mundial de Saúde.

A baixa umidade tem relação direta com a incidência de queimadas. O coronel dos Bombeiros no Acre, Carlos Batista, disse que a situação é preocupante e que órgãos fiscalizadores já estão vigilantes. Segundo ele, cerca de 95% dos incêndios são causados pelo homem.

“Em relação ao mesmo período no ano passado, vimos que os focos intensificaram neste mês de agosto”, garantiu em entrevista a rádio Aldeia FM. Atualmente, as cidades em que mais foram localizados focos de calor pelos satélites foram: Rio Branco, Sena Madureira, Feijó e Tarauacá.

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Acre

Erick Venâncio recebe homenagem do Conselho Nacional da OAB

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O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Acre (OAB-AC), Erick Venâncio, recebeu nesta segunda-feira, 19, em Brasília, uma homenagem recebida da Diretoria do Conselho Federal da OAB.

Segundo ele, a homenagem se deu em razão de seu exercício do mandato de conselheiro Nacional do Ministério Público. Venâncio fez questão de “dividi-la” com toda a advocacia acreana.

“Ter o privilégio de gozar da confiança dos meus pares é o maior reconhecimento que posso ter. Espero ter acertado mais do que errei. Muito obrigado”, agradeceu o presidente da OAB aos colegas locais e a OAB nacional.

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