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Coronel Mário César: “Política e segurança é uma mistura explosiva”

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O ex-Comandante da Polícia Militar do Acre, Coronel Mário César, não tem dúvida de que foi demitido do cargo por não ter aceitado interferência política na instituição. “Como Comandante da PM não poderia aceitar ingerências políticas e outras ingerências externas”, diz. “Quando se mistura a política e a segurança a coisa se complica”, pontua. Na conversa que tivemos, o Coronel se mostrou surpreso e indignado. Surpreso pela deselegância de somente vir saber da sua demissão pela mídia, antes que fosse comunicado. E indignado por achar que não merecia este tratamento, já que estava na reserva, em sua casa, quando foi procurado pelo vice-governador Major Rocha para aceitar a missão de comandar a PM. “Acho que fiz um bom trabalho, chegava ao meu gabinete às 7 horas e sempre saia às 19 horas, a tropa foi respeitada e diminuímos os índices da criminalidade, mas saio de cabeça erguida”, enfatizou. O Coronel Mário César (foto) viu na sua queda o dedo da Associação dos Militares, que integra o grupo do vice-governador Major Rocha. “A AME com a PM sob o meu comando perdeu a legitimidade na tropa, cortei privilégios, fiz uma escala de serviço humana, e isso desagradou este grupo, que se encontra em campanha para a eleição da nova diretoria. Por isso, tentaram me jogar contra a tropa. Uma pena que se queira fazer política na Polícia Militar”, assinalou. O episódio dá um breque em toda a estratégia montada no combate ao crime organizado, até que; o novo Comandante, Coronel Ezequiel Bino, trace o seu plano contra à violência. Bino é indicação do vice-governador Major Rocha. Vamos ver se de fato a mudança foi benéfica.

SARAPATEL AZEDO
Há algo estranho nesta queda do Comandante da PM. Os índices da violência desabaram no período que o Coronel Mário César esteve na frente da Polícia Militar. Não era esse o objetivo do governo? Caiu porque fez um bom trabalho? Não deu para deglutir este sarapatel azedo.

COBERTO DE RAZÃO
Não sei se existem outros motivos ocultos na demissão do Coronel Mário César do Comando da PM. Mas, ao não aceitar ingerências políticas e externas, agiu certo. Existem duas áreas que se misturar a gestão com a política é fracasso certo: uma é a Saúde. E a outra é a Segurança.

COMPLETAMENTE EQUIVOCADO
O deputado Fagner Calegário (PV) encontra-se completamente equivocado quando debita ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, a quem chama de “emissário do mal”, entraves no governo, por um raciocínio básico: o responsável por atos do governo é o governador. Ponto.

SAMBA DESAFINADO
Mas o deputado Fagner Calegário (PV) fez uma denúncia grave e que deve ser apurada, a de que a microempresa VB da Silva ganhou uma licitação na SEC no valor de 8 milhões de reais, quando só pode movimentar 360 mil reais ano. Este samba está com nota desafinada.

CONFESSO QUE NUNCA VI
E olhe que lá se vão mais de 40 anos de cobertura política na Assembléia Legislativa. Vivendo a aprendendo. Quase toda a base do governo foi ontem à tribuna para bater firme e fazer cobranças ao governador Gladson e  secretários. Tudo isso para delírio da oposição. Nunca vi isso.

CRÍTICA JUSTA
Uma das críticas foi justa. A feita pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB), dizendo ser inaceitável que o pequeno trecho que liga o centro da cidade de Feijó ao aeroporto esteja intrafegável, com atoleiros, situação que não demanda grandes recursos da Secretaria de Infraestrutura para resolver. São pequenas coisas que acabam abalando a imagem do governo.

VIROU GOZAÇÃO
Depois de assistirem todos os deputados da base governista que foram à tribuna reclamar e denunciar situações dentro do governo, os deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Daniel Zen (PT), foram irônicos, ao comentar que, com a concorrência, vão pedir aposentadoria.

QUATRO CAVALEIROS DO APOCALÍPSE
Quem ficou rindo de toda a situação foi o bloco do núcleo duro de oposição, formado pelos deputados Daniel Zen (PT), Edvaldo Magalhães (PCdoB), Roberto Duarte (MDB) e Jenilson Lopes (PCdoB), chamados nas rodas governistas de os “quatro cavaleiros do apocalípse”.

NENHUMA VOZ
O que chamou a atenção foi que durante o tiroteio sofrido ontem pelo governador Gladson Cameli, nenhum deputado levantou-se na sua defesa, mesmo se sabendo que têm cargos no governo. O novo líder do governo, deputado Tchê (PDT), terá trabalho para juntar os cacos.

NÃO CONHECI IGUAL
Nos últimos 20 anos não conheci nenhum governador que fosse mais habilidoso e que sabia usar o poder do que o Jorge Viana. Os seus aliados de governo na FPA tinham cargos na administração, mas lhes eram solidários. O seu líder Edvaldo Magalhães tinha a base na mão. Nunca assisti a um deputado da base do governo ocupar a tribuna para lhe criticar.

BASE AFINADA
A base de apoio do governo Jorge Viana era afinada por diapasão. Tinham o bônus de cargos no governo, mas também tinham que ter o ônus de defender sua administração na ALEAC.

NENHUMA, SEU ZÉ!
Sabem quantas vezes a cena que aconteceu ontem de quase toda a base do governo criticar o governador Gladson Cameli, aconteceria num governo do Jorge Viana? Nenhuma, seu Zé!

DITADO PERFEITO
Há um ditado chinês que se encaixa nesta situação da ALEAC: General fraco, exército fraco. General forte, exército forte. Um governador não pode ser levado ao canto do ringue.

ISSO PODE, ARNALDO!
No governo do Cameli é na base do melé solto. Aquele seu ar de bonachão não funciona na política, onde o sistema é bruto. Os deputados que têm cargos no governo se sentem no direito de disputar com a oposição para medir quem é que bate mais no governador. Confesso que tento, mas não entendo. Isso pode, Arnaldo? Político só respeita governo forte.

SABEDORIA DO GERALDO MESQUITA
Essa situação atípica da Assembléia Legislativa, onde o governo apanha sem dó da sua base, me fez lembrar uma conversa na redação de “O JORNAL”, que tive com o ex-governador Geraldo Mesquita. Guardei a frase dele: “Luis Carlos, aprenda; na política, você não vale pelo bem que você possa fazer, mas pelo mal que você pode causar ao seu adversário”.

LIÇÃO DE JADIM DE INFÂNCIA
Essa é uma lição de Jardim de Infância é que todo aquele que pretende ser candidato majoritário tem de aprender nas primeiras aulas: um governo pode até não eleger o seu candidato, mas se jogar todo o seu peso contra tem força para derrotar um adversário.

LOTADO DE “PORCOS ESPINHOS”
A deputada Antonia Sales (MDB), que sempre foi adversária dos petistas e sabe como jogavam duro contra ela, debitou os desencontros que estão acontecendo no governo do Gladson, ao fato dele ter entupido a sua administração de “porcos espinhos” do PT em cargos de confiança. E a deputada se encontra correta, conheço vários destes “porcos espinhos”.

EQUÍVOCO DE ALVO
Mas a deputada Antonia Sales (MDB) se equivoca quando faz duras cobranças ao secretário da Infraestrutura, Thiago Caetano, pela não recuperação da BR-364, no trecho entre Sena Madureira-Cruzeiro do Sul. O responsável pela obra é o DNIT, e não o Estado.

VOZ NO DESERTO
A única voz que se levantou ontem para defender o governador Gladson Cameli dos ataques dos deputados da sua base de apoio na ALEAC, veio de fora do parlamento, da Linda Cameli, mãe do governador. Foi a única defesa solitária a contrapor os ataques ao Gladson.

NÃO PODE ACONTECER
Primeiro que os atuais secretários só estão nos seus cargos porque aconteceu uma eleição, e na qual os candidatos eleitos e os derrotados, a militância, foi à rua pedir votos. Não se justifica, pois, que não atendam telefonemas de deputados. Não são donos dos cargos.

PERTUBAR TODA SESSÃO
Irritado, o deputado Neném Almeida (SD), prometeu ontem que vai ocupar a partir de hoje todo dia à tribuna da ALEAC para cobrar do secretário Thiago Caetano, a recuperação das ruas Peru, Venezuela e Chile, que ficam na Cadeia Velha e, e se tornaram quase intrafegáveis. Uma pergunta: são da competência do Estado? Se elas foram beneficiadas no programa “Ruas do Povo”, foi por uma facilitação municipal na época do ex-prefeito Marcus Alexandre.  Se é isso, o Estado não é o mais responsável por estas ruas. É bom o Neném verificar.

“QUISERAM ME QUEIMAR”
O ex-líder do governo, deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISITAS), revelou ontem que o vice-governador Major Rocha tentou lhe queimar junto aos colegas, ao falar que o parlamentar teria 70 cargos em Plácido de Castro. Foi feita a checagem e só encontrou três, ironizou.

GRUPO FECHADO
O deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISITAS) nega que o grupo que integra junto com os deputados Wendy Lima (PSL), Neném Almeida (SD) e Chico Viga (PHS) são de dissidentes, e que exigiram uma secretaria para apoiar o governo. “Somos da base de apoio”, garante Diniz.

PARA SE ANALISADA
Quando a crítica vem de um parlamentar estabanado que joga para a platéia, fico com um pé da credibilidade atrás. Mas quando o deputado Jenilson Lopes (PCdoB), prudente, equilibrado, denuncia que o atendimento no Pronto Socorro piorou é para ser analisada pelos gestores.

CONFUSO E MUITO CONFUSO
Eu defino num comentário, o que está acontecendo no governo Gladson Cameli: Está tudo confuso, está tudo muito embaçado, principalmente, na Assembléia Legislativa.

FUNCIONA NOTA 10
O superintendente da FUNDHACRE, Lúcio Brasil, tem no SAE uma equipe profissional competente e da mais extrema qualificação. E importante na Central de Transplantes.

COMECEI A LER E ESTOU GOSTANDO
Estou debruçado lendo o livro do professor Marcos Inácio Fernandes, figura do bem, ex-comunista do pecebão, que hoje aburguesou; é lulista de balançar bandeira e chorar gritando “Lula Livre” e petista ferrenho; sobre a trajetória do PT, no Acre. Os primeiros capítulos são uma aula de história sobre partidos políticos que funcionaram no Estado muito antes das eleições diretas. Estou na metade. E, inclusive, aprendendo! Não entrei nos capítulos sobre o PT, que sei que nasceu debaixo das batinas dos bispos e padres do Acre, nas CEBs. Por muitos anos a Igreja Católica, no Acre, funcionou como um Consulado do PT, tendo como Consul Honorário o hoje Arcebispo Dom Moacyr Grechi. Hoje termino de ler. Recomendo aos colegas jornalistas da área política. É de um texto claro e gostoso de leitura. Nome do livro “PT – A expressão Política de Amor ao Acre”. Leia. Não precisa concordar. Onde comprar, Marcão?

NÃO É HISTORINHA DE NINAR
Estão contando uma historinha que não é de ninar, envolvendo um ex-governador, que tentou agir como intermediário de um banco numa operação de negociação para a compra das dívidas do Estado. Quando o representante do governo entrou na sala de negociação, voltou da porta, porque deu de cara com ele. E isso resultou até em demissão de secretário. Aberto o escritório de apostas para adivinhar quem são os personagens deste inusitado episódio.

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Governo passa com rolo compressor na oposição

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FOTO: SÉRGIO VALE

No parlamento, quem decide o que deve ou não deve ser aprovado é a maioria. À minoria cabe protestar, criticar, mas lhe fica reservado o papel do derrotado. O que vinha acontecendo até a votação de ontem do projeto da reforma, era uma inversão de valores na ALEAC, aonde a oposição vinha derrotando um governo amplamente majoritário. Mas acabou a festa. O governo rearticulou a sua base, unificou, e impôs uma derrota fragorosa à oposição, aprovando o projeto da nova reforma com 15 votos a favor e 8 contrários. Só não teve 16 votos por o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), como presidente, não poder votar. O deputado Roberto Duarte (MDB) ainda tentou através de um artifício regimental, separar o projeto da reforma dos demais, e votar em destaque nas comissões legislativas. Foi derrotado. Nos demais projetos, estes foram aprovados por 23 votos. O que se pode destacar neste novo momento da base do governo: primeiro, é que o governador Gladson Cameli resolveu usar o poder e dar o comando de que, a votação serviria para definir quem daqui para frente seria ou não seu aliado. General forte, exército forte. Também teve outro componente decisivo na vitória: a articulação política do governo funcionou. A chegada do deputado Luiz Tchê (PDT) na liderança do governo foi outro fator preponderante. É que o Tchê é preparado, conhece o parlamento e os seus humores, e soube dialogar com os deputados dissidentes. O papel do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), neste processo, com seu perfil conciliador, também foi importante. E terem dado ao secretário Ney Amorim, pela primeira vez, a liberdade que lhe faltava para trabalhar na aglutinação da base governista, acertaram em cheio. Ponha ainda neste cadinho a participação positiva do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade. Foi um cenário que a oposição não esperava. Apostava tudo em dissidências acontecidas em votações anteriores em que derrotou o governo, que não ocorreram. E foi o que se viu: a oposição foi esmagada pelo rolo compressor do governo na votação de todos os projetos levados ontem ao plenário. A derrota estava no semblante dos oito deputados da oposição. E o jogo foi jogado. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

DISCURSOS INCISIVOS

O que se notou ainda na votação da nova reforma administrativa foi a participação de deputados da base governista na defesa do projeto. O deputado Luiz Tchê (PDT) fez um discurso demolindo ponto por ponto os argumentos levantados pelos deputados da oposição contrários à matéria. O deputado José Bestene (PROGRESSISITAS) também teve uma fala incisiva dos tempos do velho Zeca de outras legislaturas. Também é de se destacar o pronunciamento fulminante contra os opositores pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB).

EQUILÍBRIO É FUNDAMENTAL

Dos discursos da oposição pinço o feito pelo deputado Daniel Zen (PT), que votou contra o aumento de cargos de confiança, mas destacou que o projeto do governo tinha pontos bons, como a volta das estruturas do Instituto Dom Moacyr e do Instituto de Mudanças Climáticas.

NÃO PODE SER O NADA PRESTA

Oposição tem que ser feita a quem está no poder. Firme e incisiva. A oposição é um instrumento da democracia, sem ela vira ditadura. Só não pode ser a oposição de que o que vem de quem governa não presta. Por isso sempre destaco o deputado Daniel Zen (PT), como um político de que sabe ser um oposicionista num contexto de equilíbrio e de coerência.

FACETA INTERESSANTE

O governador Gladson Cameli mostrou ontem uma faceta interessante. De livre iniciativa saiu do seu gabinete no Palácio Rio Branco e foi sentar e dialogar com os policiais civis que estavam acampados na praça palaciana protestando por cumprimentos de pautas da categoria. Disse o que podia ser resolvido e o que não podia. E saiu aplaudido. Não se governa numa redoma.

DIA DE VITÓRIAS

Ontem, foi o dia de vitórias para o Gladson. Entregou na Caixa Econômica Federal os projetos para a recuperação de ramais no valor de 94 milhões de reais, parados desde o governo passado. Se os projetos não fossem entregue até o fim de junho o recurso seria perdido.

FORÇA-TAREFA

Para que os projetos fossem entregues na CEF em tempo recorde foi preciso o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, montar uma força-tarefa com outros órgãos do governo para a conclusão. A prioridade é usar o recurso num menor número de ramais, mas com um serviço de qualidade com pavimentação. Serão priorizados os com maior população e produção.

CONVITE NA MESA

O advogado Edinei Muniz estuda filiar-se ao MDB. Foi convidado pelo deputado Roberto Duarte (MDB). Edinei é um quadro político dos mais preparados e somaria muito no MDB.

ALAN RICK

O deputado Alan Rick (DEM) tem se empenhado na defesa do direito dos portadores de doenças raras de recorrer à justiça para conseguir seus medicamentos. O assunto está em análise no STF. São 3 milhões de pacientes no país. Alan defende ainda que o governo federal negocie com os laboratórios preço menor para os medicamentos e garantir o tratamento.

O MÍNIMO QUE SE ESPERA

Depois da aprovação da criação de mais de 450 CECs, o mínimo que se espera do governador Gladson Cameli é de que estes cargos sejam ocupados por pessoas competentes e não usados como cabides de emprego. Estará todo mundo de olho no Diário Oficial.

SABE QUE NÃO HÁ COMO

É um problema complexo, que envolve decisão judicial tomada, por isso a cobrança por parte do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) para que o governo mande um projeto regularizando o Pró-Saúde é jogo para a platéia. Sabe que não se resume a um ato simples de só mandar.

NÃO ENTENDI

Um policial militar tem entre as atribuições apreender armas ilegais encontradas durante uma ação. Não entendi o projeto do deputado Cadmiel Bomfim (PSDB) que torna lei a gratificação ao policial por arma recolhida. A alegação, menos ainda: de que sem o benefício o número de armas aprendidas diminuiu. Passou a impressão que a apreensão é vinculada ao pagamento.

NOME NOVO NA DISPUTA

O policial federal aposentado, Eden Barros, é um dos nomes que pode disputar a prefeitura de Xapuri no próximo ano. Atualmente, Eden é filiado ao PV, mas discute entrar no MDB.

PONTO PARA A POLÍCIA

Ponto para a polícia civil, numa investigação recorde prendeu os envolvidos no crime de decapitação, uma cena impactante e cruel que inundou as redes sociais. Não são humanos.

NÃO SE AFINA

Sempre que pode o deputado Fagner Calegário (PV) dá uma estocada no chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, lhe atribuindo os desacertos em atos do governador. Calegário dá ao Ribamar um poder que não tem, como de determinar o que pode ou não ser feito no governo.

NINGUÉM LHE TIRA

Não sei os motivos das críticas do deputado Fagner Calegário (PV) – um direito seu – mas não se pode deixar de em relação ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, reconhecer ser um auxiliar do governo competente nas atribuições que recebe. Mas não é quem tem a caneta.

MAS É VIRADA

Não sei se os seus projetos para o setor do empreendedorismo e turismo vão decolar. Mas a secretária Eliane Sinhasique não tem se limitado ao gabinete, ao lamento, mas corre atrás.

NÚMEROS DO GERLEN

Na contabilidade do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), com a nova reforma aprovada ontem na ALEAC, além de garantir o funcionamento da máquina pública o atual governo economiza 7 milhões de reais se for feita uma comparação com o governo do PT. No governo do PT eram pagos com CECs 17 milhões de reais. No governo Gladson serão pagos 10 milhões de reais.

200 MILHÕES DE REAIS

É o valor, segundo o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), que o atual governo pagou só de dívidas deixadas pelo governo petista. E nisso está incluído o 13º salário atrasado herdado.

LONGE DO FANATISMO

O presidente Bolsonaro divulgou um vídeo de um Pastor evangélico que o cita como alguém “enviado por Deus” para comandar o Brasil. Não embarco na canoa do fanatismo religioso.

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Blog do Crica

A doce vida nas falidas estatais

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Quem imaginar que as falidas empresas estatais estão apenas arquejando, que estão sendo mantidas até as suas extinções só por diretores da massa falida e liquidantes estão enganados com a cor da chita. As estatais viraram um imenso varal de empregos e de benesses de afilhados políticos do governo. Durante a campanha política o mote do então candidato ao governo, Gladson Cameli, era de acabar com as estatais, que segundo o seu discurso não passavam de “cabides de emprego”. E completava sempre sobre o assunto: “não vou deixar uma, vou acabar com tudo.” Primeiro, foi mal orientado pelos seus assessores políticos, porque as estatais possuem débitos ficais e o Estado precisaria saná-los antes de meter a chave na porta. Como não pôde fechar as estatais, o que se esperava do governador era que deixasse somente os liquidante e um ou outro diretor. Mas, não sei orientado por quem, transformou as estatais numa doce vida com a criação de CECs e FGs, sem a menor necessidade. Na ACREDATA foram criadas ou mantidas 12 CECs e 72 FGs. Na SANACRE, a festa foi grande com 21 CECs e 150 FGs. Vão somando. Na COLONACRE são 21 CECs e 66 FGs. Sem falar nos diretores nomeados. E com algumas destas CECs sendo nos tetos 6 e 7, com salários superiores a 5 mil reais. Tudo bem que, quem delimita o tamanho do Estado é quem governa. Não é ilegal se criar CECs, mas que venham a produzir algo para o Estado. Não é o caso das estatais, que estão com as portas abertas apenas para não dizer que fecharam, mas não dão nenhuma contribuição ao governo no campo do desenvolvimento. Existem só nos nomes. O que se pode deduzir com este quadro é que o Gladson Cameli foi pessimamente assessorado quando montou a Reforma Administrativa aprovada na Assembléia Legislativa, caso contrário não inflado as estatais que tanto combateu na campanha por serem inertes.

CONVERSANDO É QUE SE ENTENDE, SERÁ?

O líder do governo na ALEAC, deputado Luiz Tchê (PDT), pretende procurar o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, para uma conversa inicial sobre o seu retorno à base do governo Gladson Cameli. “O Mazinho é meu amigo, uma pessoa de coração grande, um político de importância, vamos o procurar para lhe ouvir. Dialogar. Seria importante ele voltar a compor com o governo, não custa nada termos uma boa conversa política”, promete o deputado Tchê.

QUESTÃO É SIMPLES

A questão do prefeito Mazinho Serafim é simples. No popular foi sacaneado, foi olhado com desdém pelo governador Gladson Cameli, que prestigiou seus adversários, e se tivesse boa vontade de uma recomposição política, por certo já teria feito uma visita á prefeitura de Sena Madureira. Mazinho é tratado pelo governo como pária, querem que, ele retribua com palmas? Por isso não acredito muito que essa prometida investida do Tchê venha a dar certo. Mesmo porque, se o Gladson tivesse interesse em uma reaproximação já teria lhe procurado.

GARANTIAS REAIS

O deputado Neném Almeida (SD) me disse ontem que somente sairá do SOLIDARIEDADE com garantia real de que não vai perder o mandato. Se sair apenas com uma “Carta de Liberação”, como quer a direção do partido, nada impede que o primeiro suplente requeira seu mandato.

COM O JURÍDICO

Não pedi para sair do partido, eles que comunicaram que estavam me dando uma “Carta de Liberação”, entreguei o caso na mão do meu advogado para me cercar juridicamente e impedir eu venha a ser vítima de uma cilada política, explica Neném. “Quero sair sem brigas, mas seguro”, diz.

CARTA BATIDA

O certo é que não há mais lugar no SOLIDARIEDADE para os grupos da deputada federal Vanda Milani (SD) e do deputado Neném Almeida (SD). Pelo fato do SD o querer fora.

PETECÃO, O REI DAS QUADRAS

Da bancada federal acreana ninguém investiu mais em esporte destinando emendas parlamentares do que o senador Sérgio Petecão (PSD). São centenas de quadras sintéticas espalhadas pelo Estado, com maior número na capital. Uma nova quadra deverá ser entregue na 6 de Agosto. Certo o Petecão, investir no esporte ajuda a tirar os jovens das drogas.

ACABOU A RECLAMAÇÃO

A intervenção do secretario de Infraestrutura, Thiago Caetano, por determinação do Gladson Cameli, de asfaltar a AC-40, que vinha sofrendo uma campanha de críticas nas redes sociais por estar deteriorada e tomada por buracos foi uma pauta positiva. É isso que o Gladson tem que procurar executar, obras e ações que afinem o seu governo com os anseios do povão.

BEM MENOS

Se forem somados 900 cargos que ficaram na Reforma Administrativa, os 450 que devem ser aprovados pela Assembléia Legislativa, e os que foram criados nas empresas estatais, ainda assim, o governo Cameli terá bem menos cargos de confiança que no último governo do PT.

SERIA ALGO SURREAL

Com todos os desencontros deste início de governo Gladson Cameli, ainda assim não consigo acreditar que fará uma administração pior do que a do seu antecessor. Pode ajustar a gestão, tempo para isso ainda tem de sobra. E se for um governo que dê certo, melhor para o Acre.

AÇÃO DO ALAN RICK

Foi fruto de ação parlamentar do deputado federal Alan Rick (DEM), que o Ministério Público Federal entrou na briga pelo retorno do vôo da GOL, no trecho Rio Branco-Porto Velho.

PRATICAMENTE ELUCIDADO

O crime da decapitação de um jovem e que tomou conta das redes sociais já foi elucidado pela polícia e os autores identificados. Os policiais os tratem com o maior carinho, porque se disserem que tiveram um fio de cabelo tocado, por certo os policiais passarão a ser os vilões.

VAMOS DAR O CRÉDITO

Nada contra que notas da coluna sejam pinçadas para republicação em outros espaços nas redes sociais, mas vamos dar o crédito ao autor da matéria. A prática não vem sendo adotada.

FORA DA EQUIPE

Não havia ao governador Gladson Cameli outra medida ao não ser afastar da sua equipe de segurança o militar do BOPE, Alan Martins, que se envolveu em um acidentes com morte. O resto fica com a justiça. O que o Gladson podia fazer legalmente era o tirar da sua segurança.

VAI COMPLICAR

Caso a prefeita Socorro Neri entre na justiça contra a sangria indevida efetuada pelo Estado nos últimos 20 anos, cortando pela metade o repasse da cota legal do ICMs da PMRB, para aumentar o valor de repasse aos demais municípios, os governadores dos últimos 20 anos do PT podem ser acionados por improbidade administrativa. Está nas mãos da Socorro Neri, abrir mão ou não do percentual de 50% a que a PMRB tem direito. A PMRB não nada em dinheiro. E se não abrir mãos a quebradeira nas prefeituras do interior será geral. É um caso delicado.

MDB NA OPOSIÇÃO

A tendência é que dois dos três votos do MDB na Assembléia Legislativa sejam contra o projeto da nova reforma administrativa do governo, prevista para ser votada na sessão de hoje. Votarão contra o deputado Roberto Duarte (MDB); o mais duro opositor ao Gladsom, e a deputada Meire Serafim (MDB). A deputada Antonia Sales (MDB) deve votar a favor.

CHAMEM O CHAPOLIM COLORADO

Acompanho o Rio Branco Futebol Clube desde a década de 70. Época que tinha uma sede social que era referência em eventos. Um time de futebol temido e de muitos títulos. Nos últimos anos parece que passou um furacão pelo clube. A sede desmoronou. Uma dívida de cerca de 2 milhões de reais. E para completar a atual diretoria submete o torcedor ao vexame de ir ao estádio para ver o pior time que o Rio Branco montou nos últimos tempos ser humilhado. Fora o goleiro e os dois zagueiros, o restante é vergonhoso, não seriam titulares no campeonato do Calafate. Não se pode deixar de reconhecer alguns abnegados. Mas o futebol mudou. Não cabe mais o amadorismo, a improvisação. Tem que se moderno, planejado, profissional. Quem é o empresário que vai colocar o nome da sua empresa num projeto falido, amador, sem planejamento? Se era para o torcedor ir para o estádio passar vergonha, melhor não ter colocado o time em campo. Como torcedor das antigas do Estrelão tinha que fazer este desabafo. Lamentável assistir o fim de um memorável clube. Só uma diretoria nova, com visão profissional, poderia salvar o Estrelão. Caso não queiram este caminho, chamem o Chapolim Colorado! Pobre Rio Branco Futebol Clube!

FALTA LEGITIMIDADE

Falta legitimidade a quem participou dos últimos vinte anos do desastre administrativo do PT para atacar o governo Gladson Cameli, mesmo com as suas trapalhadas iniciais, porque foram coniventes com o fracasso da gestão petista calados, que resultou na derrota mais fragorosa que o PT sofreu, junto com seus aliados da FPA.

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