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Gladson Cameli: “Rocha será meu candidato a prefeito de Rio Branco”

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FOTO: ALTINO MACHADO

Em entrevista exclusiva ontem à coluna e ao colega Astério Moreira, o governador Gladson Cameli anunciou em primeira mão que, o seu candidato a prefeito de Rio Branco no próximo ano será o vice-governador Major Rocha. Fez o convite ao próprio na minha frente e de outros presentes e obteve um sinal positivo como resposta do Rocha: “um convite vindo do governador só tenho mais é que aceitar”. E completou Gladson: “então tá fechado”. Foi uma revelação inesperada pela relevância que pode acarretar na mexida da sucessão municipal do próximo ano. Uma coisa é o governador entrar como apoiador na campanha da PMRB, a outra é ter um candidato escolhido por ele. De cara significaria uma aliança que envolveria PROGRESSISITAS e o PSDB. Foi um recado curto e grosso dado por Cameli na entrevista, do tipo: quem quiser vir comigo que venha, porque terei candidato para a prefeitura da capital. Colocou fogo na sucessão.

UM NOME DE PESO

É uma escolha que mexe forte com o tabuleiro da sucessão municipal. O Major Rocha é um político vencedor, elegeu-se deputado estadual, deputado federal, com a sua maior votação sendo concentrada em Rio Branco. A definição do seu nome acaba com as especulações sobre que candidato teria o apoio do governador para a PMRB. E pode ser o candidato de unidade da aliança que chegou ao governo, o que coloca em xeque as candidaturas de outros aliados.

SURPRESO COM O CONVITE

À coluna o vice-governador Major Rocha se disse “surpreso e alegre” com o convite feito na frente de jornalistas, e que já no café da manhã que o PSDB vai dar na próxima sexta-feira, deverá colocar o assunto ao conhecimento dos dirigentes tucanos. “Me sinto prestigiado”, observou.

NÃO APENAS ISSO

O vice-governador Major Rocha não só saiu prestigiado com a escolha para ser o candidato do governador a prefeito; mas também, teve atendido o seu pedido para a troca do comandante da PM, Coronel Mário César. Será sucedido pelo seu indicado, o Coronel Ezequiel Bino.

MELHORAR 50,1%

Durante a entrevista de ontem à coluna com o governador Gladson Cameli, ele disse que não está satisfeito com os avanços na Saúde. Deu um teto ao secretário Alysson Bestene, de até agosto melhorar em 50.1% os serviços que são prestados à população, que não pode esperar muito. “O povo não pode esperar mais, vamos acabar com a mania de culpar o PT, queremos resultados”, disse de forma enfática.

NÃO VOU ESPERAR POR NINGUÉM

Sobre a escolha do deputado Luiz Tchê (PDT) para ser o líder do governo, destacou Cameli que, esperou que o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISITAS) viesse lhe comunicar que não pretendia mais continuar como líder; ele não veio, não vou esperar ninguém, chamei o Tchê, convidei, e ele aceitou a missão, enfatizou. Não tem um deputado da base que não recebi no meu gabinete, completou.

APOSTANDO TUDO NA PREVIDÊNCIA

Sobre a pergunta de quando o seu governo vai deslanchar, Gladson Cameli disse que aposta tudo na aprovação do projeto da Previdência Social até julho. “Vai ser aprovado”, garante. E com os sete votos da bancada da Câmara Federal e os votos dos três senadores. A partir da aprovação vamos começar a pôr em prática os nossos projetos.

ACAMPAMENTO EM BRASÍLIA

Para Cameli, a salvação do país e dos governadores na área econômica está na aprovação do pacote da Previdência Social e no Pacto Federativo. “Eu vou acampar em Brasília para acompanhar tudo de perto”. A aprovação destes dois pontos, segundo ele, será a chave que vai abrir e colocar em execução os projetos voltados para o desenvolvimento do Estado.

QUERO CELERIDADE

Gladson falou que já chamou o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, e pediu a ele que aumente o número de técnicos, corra nos trabalhos de conclusão das obras deixadas pelo seu antecessor, e conclua os projetos que pretende colocar em prática ainda durante este ano.

PONTE DE BRASILÉIA

O governador anunciou ainda durante a conversa que pretende este mês liberar a licitação para a construção do Anel Viário e da ponte que ligará os municípios de Brasiléia-Epitaciolândia. A obra foi uma eterna promessa nos governos petistas dos últimos 20 anos.

NEM A PERPÉTUA ESCAPA

O governador Gladson Cameli avisou que a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), com quem tem bom relacionamento político será procurada por ele para dar seu voto a favor do projeto da Previdência: “Ela pode até negar, mas eu vou pedir o seu voto”, prometeu.

TROCA CONFIRMADA

Durante a entrevista o governador Gladson Cameli confirmou que haverá troca no comando da PM. No lugar do atual comandante Coronel Mário César, entrará o Coronel Ezequiel de Oliveira Bino, ficando o Coronel Messias como o subcomandante. As escolhas foram em comum acordo com o vice-governador Major Rocha. Para o futuro Departamento de Polícia Civil irá o Delegado Henrique Maciel. Ficará no lugar do Delegado Rêmullo Diniz.

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

O Delegado de Polícia Civil, Henrique Maciel, chegou a denunciar durante a campanha que foi transferido de Delegacia após participar da convenção que homologou a candidatura de Gladson Cameli ao governo. Bateu de frente com o vice do PT, Delegado Emylson Farias.

UM NOME TÉCNICO

Para surpresa, Gladson anunciou em primeira mão que vai mandar o nome do servidor do ACREPREVIDÊNCIA, Francisco Assis, para ser apreciado pelos deputados para ocupar a presidência do órgão. O nome tinha sido sugerido pelo deputado Roberto Duarte (MDB).

NÃO SERÁ CABIDE DE EMPREGO

Sobre comentários de que o novo indicado Francisco Assis teria ligações com o PT, disse,que não quer saber, porque acima de tudo está em colocar na frente do órgão um técnico competente e do quadro. “Não esperem eu transformar o ACREPREVIDÊNCIA num cabide de emprego, isso não vou fazer, jamais!”, assegurou.

MAYARA ARAÚJO

Este é o nome que o governador Gladson Cameli revelou que mandará á Assembléia Legislativa para ser votado como indicação do governo para comandar a AGEAC. Mayara já teve seu nome sido enviado à casa, mas não foi aprovado por estar nomeada sem passar pelo crivo dos parlamentares. Volta agora para nova votação dentro do formato legal.

NOVA REFORMA PRONTA

Sobre a nova Reforma Administrativa o governador garantiu que estará pronta para ser enviada à ALEAC. Será criada a Secretaria de Ação Social, a ser comandada por Claire Cameli. O IMC voltará a ter sua base administrativa anterior, a Secretaria de Polícia Civil passará a ser um Departamento. E a SEPLAN se fundirá com a secretaria de Administração.

MEIO-AMBIENTE

Gladson Cameli destacou durante a entrevista de que pode, sim, ter um o projeto de governo tendo o agronegócio como eixo central e ao mesmo tempo estar em harmonia com o meio-ambiente. “Mas aliado a isso tem que ser criado mais emprego, isso acima de tudo”, pontuou.

PAULO WADT FICA

Sobre o secretário de Agricultura, Paulo Wadt, garantiu Gladsson Cameli de que ele será mantido. A questão de alguns políticos com ele e que querem cargos e não tem, explicou.

NÃO TEM PORQUE NÃO FUNCIONAR

Acerca de problemas com a sua base de apoio na Assembléia Legislativa, o governador destacou que a partir de agora vai se afinar e não vê razão para isso não acontecer, com o deputado Luiz Tchê (PDT) como seu líder, porque nunca deixou de receber um deputado.

PUXÃO DE ORELHA

Perguntado se a sua mãe Linda Cameli lhe dá alguns “puxões de orelha” por algum fato acontecido no governo, riu e disse: “e como dá!”. Contou que, ela liga perguntando: “Gladson, o que é que estes seus secretários estão fazendo no governo?”. Ela lê tudo, confessou ele.

TV-ALDEIA

Sobre o sistema Público de Comunicação destacou de que pretende passar a TV-ALDEIA para ser administrada pela Universidade Federal do Acre, projeto que será colocado em discussão.

GABINETE ABENÇOADO

Gladson Cameli disse que começará a despachar com seu gabinete no Palácio Rio Branco após a realização da “Marcha para Jesus” e a benção a ser dada pelos Pastores Evangélicos.

TERCEIRIZAÇÃO

Foi revelado ainda na entrevista que colocará em curso a terceirização das unidades de saúde, a começar pelo Hospital Regional de Brasiléia. E que pretende também melhorar os salários dos médicos. Gladson falou que voltou convencido que o modelo é a saída para a Saúde, após visitar o Hospital de Base de Brasília, que funciona nestes moldes, e com bom atendimento.

O DESAFIO DO NOVO LÍDER

O que dá para se notar no governador Gladson Cameli quando se faz uma entrevista com ele é a sua gana de começar a colocar em prática os seus projetos. Por isso é que aposta tudo na aprovação do Projeto da Previdência Social para melhorar a economia. É grande a sua preocupação em melhorar os índices de atendimento no sistema de saúde e nas ações da segurança pública. Mas, uma preocupação que deve aliar a estes pontos é a questão da Assembléia Legislativa. Não é simplesmente colocar o deputado Luiz Tchê (PDT) na liderança do governo em substituição ao deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS). É preciso que seja dado ao novo líder condições de dar solução ou encaminhar reivindicações da base de apoio. Sem uma afinação de liderança do governo, governador, e deputados estaduais, poderemos continuar a presenciar na Assembléia Legislativa a oposição minoritária a dar o tom nos debates e derrubando projetos enviados pelo governo. A escolha em si do deputado Tchê deve ser vista pelo ângulo positivo. Político de vários mandatos, ele é do diálogo, e sabe como é que as coisas funcionam no parlamento. Outra meta que não poderá ficar de fora para levar a se ter uma base unificada, é que a defesa do governo não fique restrita somente ao líder quando se trata de confrontar os ataques da oposição. Mas fazer com que todos os deputados de apoio também façam a defesa do governo. Sem a observação destes aspectos, o governo continuará frágil na ALEAC. Vamos esperar como se conduzirá o novo líder Luiz Tchê (PDT).

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Governo passa com rolo compressor na oposição

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FOTO: SÉRGIO VALE

No parlamento, quem decide o que deve ou não deve ser aprovado é a maioria. À minoria cabe protestar, criticar, mas lhe fica reservado o papel do derrotado. O que vinha acontecendo até a votação de ontem do projeto da reforma, era uma inversão de valores na ALEAC, aonde a oposição vinha derrotando um governo amplamente majoritário. Mas acabou a festa. O governo rearticulou a sua base, unificou, e impôs uma derrota fragorosa à oposição, aprovando o projeto da nova reforma com 15 votos a favor e 8 contrários. Só não teve 16 votos por o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), como presidente, não poder votar. O deputado Roberto Duarte (MDB) ainda tentou através de um artifício regimental, separar o projeto da reforma dos demais, e votar em destaque nas comissões legislativas. Foi derrotado. Nos demais projetos, estes foram aprovados por 23 votos. O que se pode destacar neste novo momento da base do governo: primeiro, é que o governador Gladson Cameli resolveu usar o poder e dar o comando de que, a votação serviria para definir quem daqui para frente seria ou não seu aliado. General forte, exército forte. Também teve outro componente decisivo na vitória: a articulação política do governo funcionou. A chegada do deputado Luiz Tchê (PDT) na liderança do governo foi outro fator preponderante. É que o Tchê é preparado, conhece o parlamento e os seus humores, e soube dialogar com os deputados dissidentes. O papel do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), neste processo, com seu perfil conciliador, também foi importante. E terem dado ao secretário Ney Amorim, pela primeira vez, a liberdade que lhe faltava para trabalhar na aglutinação da base governista, acertaram em cheio. Ponha ainda neste cadinho a participação positiva do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade. Foi um cenário que a oposição não esperava. Apostava tudo em dissidências acontecidas em votações anteriores em que derrotou o governo, que não ocorreram. E foi o que se viu: a oposição foi esmagada pelo rolo compressor do governo na votação de todos os projetos levados ontem ao plenário. A derrota estava no semblante dos oito deputados da oposição. E o jogo foi jogado. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

DISCURSOS INCISIVOS

O que se notou ainda na votação da nova reforma administrativa foi a participação de deputados da base governista na defesa do projeto. O deputado Luiz Tchê (PDT) fez um discurso demolindo ponto por ponto os argumentos levantados pelos deputados da oposição contrários à matéria. O deputado José Bestene (PROGRESSISITAS) também teve uma fala incisiva dos tempos do velho Zeca de outras legislaturas. Também é de se destacar o pronunciamento fulminante contra os opositores pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB).

EQUILÍBRIO É FUNDAMENTAL

Dos discursos da oposição pinço o feito pelo deputado Daniel Zen (PT), que votou contra o aumento de cargos de confiança, mas destacou que o projeto do governo tinha pontos bons, como a volta das estruturas do Instituto Dom Moacyr e do Instituto de Mudanças Climáticas.

NÃO PODE SER O NADA PRESTA

Oposição tem que ser feita a quem está no poder. Firme e incisiva. A oposição é um instrumento da democracia, sem ela vira ditadura. Só não pode ser a oposição de que o que vem de quem governa não presta. Por isso sempre destaco o deputado Daniel Zen (PT), como um político de que sabe ser um oposicionista num contexto de equilíbrio e de coerência.

FACETA INTERESSANTE

O governador Gladson Cameli mostrou ontem uma faceta interessante. De livre iniciativa saiu do seu gabinete no Palácio Rio Branco e foi sentar e dialogar com os policiais civis que estavam acampados na praça palaciana protestando por cumprimentos de pautas da categoria. Disse o que podia ser resolvido e o que não podia. E saiu aplaudido. Não se governa numa redoma.

DIA DE VITÓRIAS

Ontem, foi o dia de vitórias para o Gladson. Entregou na Caixa Econômica Federal os projetos para a recuperação de ramais no valor de 94 milhões de reais, parados desde o governo passado. Se os projetos não fossem entregue até o fim de junho o recurso seria perdido.

FORÇA-TAREFA

Para que os projetos fossem entregues na CEF em tempo recorde foi preciso o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, montar uma força-tarefa com outros órgãos do governo para a conclusão. A prioridade é usar o recurso num menor número de ramais, mas com um serviço de qualidade com pavimentação. Serão priorizados os com maior população e produção.

CONVITE NA MESA

O advogado Edinei Muniz estuda filiar-se ao MDB. Foi convidado pelo deputado Roberto Duarte (MDB). Edinei é um quadro político dos mais preparados e somaria muito no MDB.

ALAN RICK

O deputado Alan Rick (DEM) tem se empenhado na defesa do direito dos portadores de doenças raras de recorrer à justiça para conseguir seus medicamentos. O assunto está em análise no STF. São 3 milhões de pacientes no país. Alan defende ainda que o governo federal negocie com os laboratórios preço menor para os medicamentos e garantir o tratamento.

O MÍNIMO QUE SE ESPERA

Depois da aprovação da criação de mais de 450 CECs, o mínimo que se espera do governador Gladson Cameli é de que estes cargos sejam ocupados por pessoas competentes e não usados como cabides de emprego. Estará todo mundo de olho no Diário Oficial.

SABE QUE NÃO HÁ COMO

É um problema complexo, que envolve decisão judicial tomada, por isso a cobrança por parte do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) para que o governo mande um projeto regularizando o Pró-Saúde é jogo para a platéia. Sabe que não se resume a um ato simples de só mandar.

NÃO ENTENDI

Um policial militar tem entre as atribuições apreender armas ilegais encontradas durante uma ação. Não entendi o projeto do deputado Cadmiel Bomfim (PSDB) que torna lei a gratificação ao policial por arma recolhida. A alegação, menos ainda: de que sem o benefício o número de armas aprendidas diminuiu. Passou a impressão que a apreensão é vinculada ao pagamento.

NOME NOVO NA DISPUTA

O policial federal aposentado, Eden Barros, é um dos nomes que pode disputar a prefeitura de Xapuri no próximo ano. Atualmente, Eden é filiado ao PV, mas discute entrar no MDB.

PONTO PARA A POLÍCIA

Ponto para a polícia civil, numa investigação recorde prendeu os envolvidos no crime de decapitação, uma cena impactante e cruel que inundou as redes sociais. Não são humanos.

NÃO SE AFINA

Sempre que pode o deputado Fagner Calegário (PV) dá uma estocada no chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, lhe atribuindo os desacertos em atos do governador. Calegário dá ao Ribamar um poder que não tem, como de determinar o que pode ou não ser feito no governo.

NINGUÉM LHE TIRA

Não sei os motivos das críticas do deputado Fagner Calegário (PV) – um direito seu – mas não se pode deixar de em relação ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, reconhecer ser um auxiliar do governo competente nas atribuições que recebe. Mas não é quem tem a caneta.

MAS É VIRADA

Não sei se os seus projetos para o setor do empreendedorismo e turismo vão decolar. Mas a secretária Eliane Sinhasique não tem se limitado ao gabinete, ao lamento, mas corre atrás.

NÚMEROS DO GERLEN

Na contabilidade do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), com a nova reforma aprovada ontem na ALEAC, além de garantir o funcionamento da máquina pública o atual governo economiza 7 milhões de reais se for feita uma comparação com o governo do PT. No governo do PT eram pagos com CECs 17 milhões de reais. No governo Gladson serão pagos 10 milhões de reais.

200 MILHÕES DE REAIS

É o valor, segundo o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), que o atual governo pagou só de dívidas deixadas pelo governo petista. E nisso está incluído o 13º salário atrasado herdado.

LONGE DO FANATISMO

O presidente Bolsonaro divulgou um vídeo de um Pastor evangélico que o cita como alguém “enviado por Deus” para comandar o Brasil. Não embarco na canoa do fanatismo religioso.

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Blog do Crica

A doce vida nas falidas estatais

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Quem imaginar que as falidas empresas estatais estão apenas arquejando, que estão sendo mantidas até as suas extinções só por diretores da massa falida e liquidantes estão enganados com a cor da chita. As estatais viraram um imenso varal de empregos e de benesses de afilhados políticos do governo. Durante a campanha política o mote do então candidato ao governo, Gladson Cameli, era de acabar com as estatais, que segundo o seu discurso não passavam de “cabides de emprego”. E completava sempre sobre o assunto: “não vou deixar uma, vou acabar com tudo.” Primeiro, foi mal orientado pelos seus assessores políticos, porque as estatais possuem débitos ficais e o Estado precisaria saná-los antes de meter a chave na porta. Como não pôde fechar as estatais, o que se esperava do governador era que deixasse somente os liquidante e um ou outro diretor. Mas, não sei orientado por quem, transformou as estatais numa doce vida com a criação de CECs e FGs, sem a menor necessidade. Na ACREDATA foram criadas ou mantidas 12 CECs e 72 FGs. Na SANACRE, a festa foi grande com 21 CECs e 150 FGs. Vão somando. Na COLONACRE são 21 CECs e 66 FGs. Sem falar nos diretores nomeados. E com algumas destas CECs sendo nos tetos 6 e 7, com salários superiores a 5 mil reais. Tudo bem que, quem delimita o tamanho do Estado é quem governa. Não é ilegal se criar CECs, mas que venham a produzir algo para o Estado. Não é o caso das estatais, que estão com as portas abertas apenas para não dizer que fecharam, mas não dão nenhuma contribuição ao governo no campo do desenvolvimento. Existem só nos nomes. O que se pode deduzir com este quadro é que o Gladson Cameli foi pessimamente assessorado quando montou a Reforma Administrativa aprovada na Assembléia Legislativa, caso contrário não inflado as estatais que tanto combateu na campanha por serem inertes.

CONVERSANDO É QUE SE ENTENDE, SERÁ?

O líder do governo na ALEAC, deputado Luiz Tchê (PDT), pretende procurar o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, para uma conversa inicial sobre o seu retorno à base do governo Gladson Cameli. “O Mazinho é meu amigo, uma pessoa de coração grande, um político de importância, vamos o procurar para lhe ouvir. Dialogar. Seria importante ele voltar a compor com o governo, não custa nada termos uma boa conversa política”, promete o deputado Tchê.

QUESTÃO É SIMPLES

A questão do prefeito Mazinho Serafim é simples. No popular foi sacaneado, foi olhado com desdém pelo governador Gladson Cameli, que prestigiou seus adversários, e se tivesse boa vontade de uma recomposição política, por certo já teria feito uma visita á prefeitura de Sena Madureira. Mazinho é tratado pelo governo como pária, querem que, ele retribua com palmas? Por isso não acredito muito que essa prometida investida do Tchê venha a dar certo. Mesmo porque, se o Gladson tivesse interesse em uma reaproximação já teria lhe procurado.

GARANTIAS REAIS

O deputado Neném Almeida (SD) me disse ontem que somente sairá do SOLIDARIEDADE com garantia real de que não vai perder o mandato. Se sair apenas com uma “Carta de Liberação”, como quer a direção do partido, nada impede que o primeiro suplente requeira seu mandato.

COM O JURÍDICO

Não pedi para sair do partido, eles que comunicaram que estavam me dando uma “Carta de Liberação”, entreguei o caso na mão do meu advogado para me cercar juridicamente e impedir eu venha a ser vítima de uma cilada política, explica Neném. “Quero sair sem brigas, mas seguro”, diz.

CARTA BATIDA

O certo é que não há mais lugar no SOLIDARIEDADE para os grupos da deputada federal Vanda Milani (SD) e do deputado Neném Almeida (SD). Pelo fato do SD o querer fora.

PETECÃO, O REI DAS QUADRAS

Da bancada federal acreana ninguém investiu mais em esporte destinando emendas parlamentares do que o senador Sérgio Petecão (PSD). São centenas de quadras sintéticas espalhadas pelo Estado, com maior número na capital. Uma nova quadra deverá ser entregue na 6 de Agosto. Certo o Petecão, investir no esporte ajuda a tirar os jovens das drogas.

ACABOU A RECLAMAÇÃO

A intervenção do secretario de Infraestrutura, Thiago Caetano, por determinação do Gladson Cameli, de asfaltar a AC-40, que vinha sofrendo uma campanha de críticas nas redes sociais por estar deteriorada e tomada por buracos foi uma pauta positiva. É isso que o Gladson tem que procurar executar, obras e ações que afinem o seu governo com os anseios do povão.

BEM MENOS

Se forem somados 900 cargos que ficaram na Reforma Administrativa, os 450 que devem ser aprovados pela Assembléia Legislativa, e os que foram criados nas empresas estatais, ainda assim, o governo Cameli terá bem menos cargos de confiança que no último governo do PT.

SERIA ALGO SURREAL

Com todos os desencontros deste início de governo Gladson Cameli, ainda assim não consigo acreditar que fará uma administração pior do que a do seu antecessor. Pode ajustar a gestão, tempo para isso ainda tem de sobra. E se for um governo que dê certo, melhor para o Acre.

AÇÃO DO ALAN RICK

Foi fruto de ação parlamentar do deputado federal Alan Rick (DEM), que o Ministério Público Federal entrou na briga pelo retorno do vôo da GOL, no trecho Rio Branco-Porto Velho.

PRATICAMENTE ELUCIDADO

O crime da decapitação de um jovem e que tomou conta das redes sociais já foi elucidado pela polícia e os autores identificados. Os policiais os tratem com o maior carinho, porque se disserem que tiveram um fio de cabelo tocado, por certo os policiais passarão a ser os vilões.

VAMOS DAR O CRÉDITO

Nada contra que notas da coluna sejam pinçadas para republicação em outros espaços nas redes sociais, mas vamos dar o crédito ao autor da matéria. A prática não vem sendo adotada.

FORA DA EQUIPE

Não havia ao governador Gladson Cameli outra medida ao não ser afastar da sua equipe de segurança o militar do BOPE, Alan Martins, que se envolveu em um acidentes com morte. O resto fica com a justiça. O que o Gladson podia fazer legalmente era o tirar da sua segurança.

VAI COMPLICAR

Caso a prefeita Socorro Neri entre na justiça contra a sangria indevida efetuada pelo Estado nos últimos 20 anos, cortando pela metade o repasse da cota legal do ICMs da PMRB, para aumentar o valor de repasse aos demais municípios, os governadores dos últimos 20 anos do PT podem ser acionados por improbidade administrativa. Está nas mãos da Socorro Neri, abrir mão ou não do percentual de 50% a que a PMRB tem direito. A PMRB não nada em dinheiro. E se não abrir mãos a quebradeira nas prefeituras do interior será geral. É um caso delicado.

MDB NA OPOSIÇÃO

A tendência é que dois dos três votos do MDB na Assembléia Legislativa sejam contra o projeto da nova reforma administrativa do governo, prevista para ser votada na sessão de hoje. Votarão contra o deputado Roberto Duarte (MDB); o mais duro opositor ao Gladsom, e a deputada Meire Serafim (MDB). A deputada Antonia Sales (MDB) deve votar a favor.

CHAMEM O CHAPOLIM COLORADO

Acompanho o Rio Branco Futebol Clube desde a década de 70. Época que tinha uma sede social que era referência em eventos. Um time de futebol temido e de muitos títulos. Nos últimos anos parece que passou um furacão pelo clube. A sede desmoronou. Uma dívida de cerca de 2 milhões de reais. E para completar a atual diretoria submete o torcedor ao vexame de ir ao estádio para ver o pior time que o Rio Branco montou nos últimos tempos ser humilhado. Fora o goleiro e os dois zagueiros, o restante é vergonhoso, não seriam titulares no campeonato do Calafate. Não se pode deixar de reconhecer alguns abnegados. Mas o futebol mudou. Não cabe mais o amadorismo, a improvisação. Tem que se moderno, planejado, profissional. Quem é o empresário que vai colocar o nome da sua empresa num projeto falido, amador, sem planejamento? Se era para o torcedor ir para o estádio passar vergonha, melhor não ter colocado o time em campo. Como torcedor das antigas do Estrelão tinha que fazer este desabafo. Lamentável assistir o fim de um memorável clube. Só uma diretoria nova, com visão profissional, poderia salvar o Estrelão. Caso não queiram este caminho, chamem o Chapolim Colorado! Pobre Rio Branco Futebol Clube!

FALTA LEGITIMIDADE

Falta legitimidade a quem participou dos últimos vinte anos do desastre administrativo do PT para atacar o governo Gladson Cameli, mesmo com as suas trapalhadas iniciais, porque foram coniventes com o fracasso da gestão petista calados, que resultou na derrota mais fragorosa que o PT sofreu, junto com seus aliados da FPA.

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