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Nazaré, um nome acima de qualquer suspeita

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Quando li uma declaração do vice-governador Major Rocha de que no seu gabinete foram comprados em dois meses 41 mil reais de sacos de lixo, convenhamos, volume muito alto, fiquei espantado. O Rocha está na cota dos que fazem denúncias com documentos. Uma denúncia que; em princípio atingia em cheio a sua antecessora Nazaré Araújo; uma figura humana sem ranço, honesta, acima de qualquer suspeita, diria que foi uma das poucas figuras que não naufragou na equipe do governo passado. Não me pronunciei de imediato porque tinha que checar uma situação que não deixava de ser absurda. E recebi a informação de que de fato a compra existiu, mas plenamente justificável, já que os sacos de lixo em contestação foram adquiridos para serem usados pelas famílias vítimas da alagação e mantidas pelo governo. Isso somente reforçou a boa imagem que tenho da então vice-governadora Nazaré Araújo. E como tal, não podia deixar que a sua figura pública ficasse com a nódoa da suspeição, por isso o comentário agora depois de vários dias do fato. E para concluir, uma observação: nunca precisei da Nazaré para nada no governo. Nem para tomar um café. Registre-se.

CORONEL MÁRIO CÉSAR: “NÃO VOU RENUNCIAR”.

O Comandante da PM, Coronel Mário César, resolveu esticar a corda com seu adversário, o vice-governador Major Rocha e seu grupo, ao anunciar ontem à coluna de que, não pensa em renunciar, cedendo assim ás pressões do grupo do Vice. “Estava na reserva, fui chamado e nomeado pelo governador Gladson Cameli para o cargo, não cometi nenhuma ilegalidade. Enquanto for da confiança do governador eu fico”, destacou o Coronel Mário César.

DIFERENÇAS CONTORNÁVEIS

Sobre a alegação para pedir a sua saída de que não tem boas relações com o secretário de Segurança, Paulo César, como denuncia o vice-governador Major Rocha, o Comandante da PM reconhece que há diferenças, mas nada que impeça a execução do que é planejado na equipe.

PONTO SEM VOLTA

Esta disputa entre o vice-governador Major Rocha e o Comandante da PM, Coronel Mário César, chegou a um ponto que não tem mais volta para o governador Gladson Cameli: ou demite o Comandante e agrada o seu Vice, ou não demite e entra em rota de colisão com ele.

CHEGA E VIAJA

A chegada do governador Gladson Cameli está prevista para amanhã, em Rio Branco. Mas é possível que emende na segunda-feira uma ida à Brasília. Fica a dúvida se vai resolver de uma vez esta questão da PM, ou se ele fará como se diz no popular, adiar e cozinhar o galo

NOME NA MESA

Os discursos de ontem na reunião do MDB foram todos no sentido de candidatura própria a prefeito de Rio Branco, com o deputado Roberto Duarte (MDB) na cabeça de chapa. Duarte é agora o presidente do diretório municipal do MDB. A sua candidatura não tem mais volta.

COM QUE ROUPA QUE VAI

A única dúvida é saber com que roupa que vai o deputado Roberto Duarte (MDB) para a disputa da PMRB: se com a atual de oposição ao governo Gladson Cameli, ou se refluirá para uma posição mais conservadora de aliado, e assim conquistar o apoio da máquina estatal.

EM QUALQUER CENÁRIO É COMPETITIVO

Em qualquer dos dois cenários: de oposição ao governo Gladson como é atualmente ou como aliado, o deputado Roberto Duarte (MDB) será um nome competitivo na eleição para a prefeitura da capital. Duarte saiu fortalecido na capital, onde foi o deputado mais votado.

NADA CONTENTE

Deputados da base do governo não estão contentes; com o líder do governo, deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISITAS), porque acham que, ele abandonou o coletivo para tratar dos interesses de um grupo que formou na ALEAC, composto pelos deputados Neném Almeida (SD), Whendy Lima (PSL) e Chico Viga (PHS). Diniz é visto por alguns colegas como Jacaré- Açu, comendo cargo atrás de cargo e chorando. O certo é que falta muito para a unidade da base.

SÓ COM CARTA-BRANCA

Perguntei ontem ao vice-governador Major Rocha se irá continuar atuando para unificar a base do governo na Assembléia Legislativa. E a resposta foi enigmática: “só se tiver carta-branca do Gladson”. Carta-branca, traduzindo, quer dizer ter o poder de resolver pedidos.

EXEMPLO DE POLÍTICO

Existem políticos que passam pela vida pública e saem enlameados. O ex-deputado Chagas Romão, que entregou ontem a presidência do diretório municipal do MDB, é daqueles que saiu da vida parlamentar sem uma mancha durante os vários mandatos que exerceu. Belo exemplo.

DERROTA DA MARA ROCHA

A declaração feita ontem da Colômbia pelo governador Gladson Cameli de que manterá no cargo o secretário de Agricultura, Paulo Wadt, cuja demissão é defendida pela deputada federal Mara Rocha (PSDB) e o seu grupo, foi uma derrota política para a parlamentar.

MENTORA DA NOMEAÇÃO

A deputada federal Mara Rocha (PSDB) foi a mentora da nomeação do Paulo Wadt para a Agricultura, já que a indicação partiu do seu grupo, atropelando o nome defendido pelo senador Sérgio Petecão (PSD). Mas o desencanto veio rápido, e hoje estão rompidos.

RIBAMAR É UM TAREFEIRO

O chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, virou o saco de pancadas políticas neste governo e ganhou a fama da “Bad Boy” do Cameli. Pancadas injustas, Ribamar é um tarefeiro, não move uma palha em nomeações, por um motivo simples: quem tem a caneta é o governador.

NOMES POSTOS

Os nomes postos até aqui para disputarem a PMRB no próximo ano são os do ex-deputado Jamil Asfury (PSC), Coronel Ulisses (PSL) e Roberto Duarte (MDB). Nomes ventilados, mas que não se pronunciaram: Socorro Nery (PSB), Minoru Kinpara (REDE), Mara Rocha (PSDB) e Alan Rick (DEM). Os quatro últimos somente devem se pronunciar no próximo ano.

OS CAMINHOS DA ESQUERDA

Os caminhos da chamada “esquerda” (sic), formada pelo PT-PCdoB, estão bifurcados para a disputa da prefeitura de Rio Branco em 2020. Não tenho dúvida de que se a prefeita Socorro Neri for disputar a reeleição, o PT e PCdoB estarão com ela. Não disputando, procuram outro nome. Não vejo mais alternativas.

NÃO TEM FORÇA

A situação dos médicos cubanos é calamitosa, fazendo bico fora da medicina para sobreviver. Mas é perda de tempo procurar a bancada federal por uma alternativa para trabalharem na capital na Associação dos Servidores do Acre. Os deputados federais não têm este poder.

CRM EM CIMA

Os médicos cubanos para atender em unidades de saúde, depois do fim do convênio entre Brasil-Cuba, estão impossibilitados de exercer a profissão no país. O CRM está em cima. Para clinicarem legalmente teriam que serem aprovados numa prova do REVALIDA. E ponto.

DECISÃO TOMADA

A informação que tenho do grupo do vice-governador Major Rocha é de que uma negativa do governador Gladson Cameli em demitir o Comandante da PM, Coronel Mário César, a reação de Rocha está definida: lava as mãos com o sistema de segurança com total desvinculação.

MELHOR VENDER BODÓ

Caso a bancada de apoio do governo Cameli, que é amplamente majoritária na Assembléia Legislativa, for derrotada pela minoria opositora, não aprovando os nomes de Leilane Ribeiro para o Acreprevidência e do João Pereira para a ANAC, melhor ir vender bodó na esquina.

QUEDA NA MORTANDADE

Uma boa notícia que vem de Cruzeiro do Sul na área de segurança, a queda drástica no número de execuções que estavam alarmantes naquele município. Temos que registrar o bom trabalho da PM e Polícia Civil no combate ao crime. E esperar que a violência caia ainda mais.

ANA BEIRUTE

Uma grata surpresa ontem na reunião do MDB para a escolha dos novos dirigentes municipais, foi a filiação da Dra. Ana Beirute, para ser candidata a vereadora de Rio Branco na próxima eleição. É bom para a política quando se vê pessoas capacitadas assumindo candidaturas.

ESPAÇO DAS MULHERES

Cada vez mais mulheres com qualificação devem buscar o seu espaço na política, porque será através do mandato que terão oportunidade de projetar novas conquistas. Ana Beirute terá na campanha para vereadora a experiência do marido, ex-vereador e médico Carlos Beirute.

AINDA SOBRE MULHERES

Estava ontem em uma roda de jornalistas e o comentário era o trabalho da senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS), que consegue projetar cada ação parlamentar. Sempre está criando pautas positivas novas. Ainda agora, percorreu vários municípios para priorizar as suas emendas. É boa a sua projeção, por servir de exemplo para outras mulheres entrar na política.

BOA ASSESSORIA

A senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS) foi inteligente em se cercar de bons assessores.

NÃO PODE DEIXAR PARA AMANHÃ

O governador Gladson Cameli não pode postergar e ir empurrando o problema com a barriga, porque é algo grave e que envolve a segurança, e com reflexos no Estado, notadamente, numa capital que é uma das mais violentas do país. Tem que chegar amanhã com a decisão amadurecida se manterá ou não no Comando da PM o Coronel Mário César. Se vai manter, ponto! Se não vai manter, que demita e anuncie logo um nome novo. É uma questão delicada que não pode ficar em banho-maria. E até porque é um impasse que não está transmitindo para a população uma boa imagem do seu governo. Ao contrário, molda uma imagem conturbada. Alguém sairá desfavorecido da briga, mas quem vai ganhar não importa. O que importa para o povo é que o sistema de segurança funcione e devolva a paz aos acreanos.

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Governo passa com rolo compressor na oposição

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FOTO: SÉRGIO VALE

No parlamento, quem decide o que deve ou não deve ser aprovado é a maioria. À minoria cabe protestar, criticar, mas lhe fica reservado o papel do derrotado. O que vinha acontecendo até a votação de ontem do projeto da reforma, era uma inversão de valores na ALEAC, aonde a oposição vinha derrotando um governo amplamente majoritário. Mas acabou a festa. O governo rearticulou a sua base, unificou, e impôs uma derrota fragorosa à oposição, aprovando o projeto da nova reforma com 15 votos a favor e 8 contrários. Só não teve 16 votos por o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), como presidente, não poder votar. O deputado Roberto Duarte (MDB) ainda tentou através de um artifício regimental, separar o projeto da reforma dos demais, e votar em destaque nas comissões legislativas. Foi derrotado. Nos demais projetos, estes foram aprovados por 23 votos. O que se pode destacar neste novo momento da base do governo: primeiro, é que o governador Gladson Cameli resolveu usar o poder e dar o comando de que, a votação serviria para definir quem daqui para frente seria ou não seu aliado. General forte, exército forte. Também teve outro componente decisivo na vitória: a articulação política do governo funcionou. A chegada do deputado Luiz Tchê (PDT) na liderança do governo foi outro fator preponderante. É que o Tchê é preparado, conhece o parlamento e os seus humores, e soube dialogar com os deputados dissidentes. O papel do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), neste processo, com seu perfil conciliador, também foi importante. E terem dado ao secretário Ney Amorim, pela primeira vez, a liberdade que lhe faltava para trabalhar na aglutinação da base governista, acertaram em cheio. Ponha ainda neste cadinho a participação positiva do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade. Foi um cenário que a oposição não esperava. Apostava tudo em dissidências acontecidas em votações anteriores em que derrotou o governo, que não ocorreram. E foi o que se viu: a oposição foi esmagada pelo rolo compressor do governo na votação de todos os projetos levados ontem ao plenário. A derrota estava no semblante dos oito deputados da oposição. E o jogo foi jogado. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

DISCURSOS INCISIVOS

O que se notou ainda na votação da nova reforma administrativa foi a participação de deputados da base governista na defesa do projeto. O deputado Luiz Tchê (PDT) fez um discurso demolindo ponto por ponto os argumentos levantados pelos deputados da oposição contrários à matéria. O deputado José Bestene (PROGRESSISITAS) também teve uma fala incisiva dos tempos do velho Zeca de outras legislaturas. Também é de se destacar o pronunciamento fulminante contra os opositores pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB).

EQUILÍBRIO É FUNDAMENTAL

Dos discursos da oposição pinço o feito pelo deputado Daniel Zen (PT), que votou contra o aumento de cargos de confiança, mas destacou que o projeto do governo tinha pontos bons, como a volta das estruturas do Instituto Dom Moacyr e do Instituto de Mudanças Climáticas.

NÃO PODE SER O NADA PRESTA

Oposição tem que ser feita a quem está no poder. Firme e incisiva. A oposição é um instrumento da democracia, sem ela vira ditadura. Só não pode ser a oposição de que o que vem de quem governa não presta. Por isso sempre destaco o deputado Daniel Zen (PT), como um político de que sabe ser um oposicionista num contexto de equilíbrio e de coerência.

FACETA INTERESSANTE

O governador Gladson Cameli mostrou ontem uma faceta interessante. De livre iniciativa saiu do seu gabinete no Palácio Rio Branco e foi sentar e dialogar com os policiais civis que estavam acampados na praça palaciana protestando por cumprimentos de pautas da categoria. Disse o que podia ser resolvido e o que não podia. E saiu aplaudido. Não se governa numa redoma.

DIA DE VITÓRIAS

Ontem, foi o dia de vitórias para o Gladson. Entregou na Caixa Econômica Federal os projetos para a recuperação de ramais no valor de 94 milhões de reais, parados desde o governo passado. Se os projetos não fossem entregue até o fim de junho o recurso seria perdido.

FORÇA-TAREFA

Para que os projetos fossem entregues na CEF em tempo recorde foi preciso o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, montar uma força-tarefa com outros órgãos do governo para a conclusão. A prioridade é usar o recurso num menor número de ramais, mas com um serviço de qualidade com pavimentação. Serão priorizados os com maior população e produção.

CONVITE NA MESA

O advogado Edinei Muniz estuda filiar-se ao MDB. Foi convidado pelo deputado Roberto Duarte (MDB). Edinei é um quadro político dos mais preparados e somaria muito no MDB.

ALAN RICK

O deputado Alan Rick (DEM) tem se empenhado na defesa do direito dos portadores de doenças raras de recorrer à justiça para conseguir seus medicamentos. O assunto está em análise no STF. São 3 milhões de pacientes no país. Alan defende ainda que o governo federal negocie com os laboratórios preço menor para os medicamentos e garantir o tratamento.

O MÍNIMO QUE SE ESPERA

Depois da aprovação da criação de mais de 450 CECs, o mínimo que se espera do governador Gladson Cameli é de que estes cargos sejam ocupados por pessoas competentes e não usados como cabides de emprego. Estará todo mundo de olho no Diário Oficial.

SABE QUE NÃO HÁ COMO

É um problema complexo, que envolve decisão judicial tomada, por isso a cobrança por parte do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) para que o governo mande um projeto regularizando o Pró-Saúde é jogo para a platéia. Sabe que não se resume a um ato simples de só mandar.

NÃO ENTENDI

Um policial militar tem entre as atribuições apreender armas ilegais encontradas durante uma ação. Não entendi o projeto do deputado Cadmiel Bomfim (PSDB) que torna lei a gratificação ao policial por arma recolhida. A alegação, menos ainda: de que sem o benefício o número de armas aprendidas diminuiu. Passou a impressão que a apreensão é vinculada ao pagamento.

NOME NOVO NA DISPUTA

O policial federal aposentado, Eden Barros, é um dos nomes que pode disputar a prefeitura de Xapuri no próximo ano. Atualmente, Eden é filiado ao PV, mas discute entrar no MDB.

PONTO PARA A POLÍCIA

Ponto para a polícia civil, numa investigação recorde prendeu os envolvidos no crime de decapitação, uma cena impactante e cruel que inundou as redes sociais. Não são humanos.

NÃO SE AFINA

Sempre que pode o deputado Fagner Calegário (PV) dá uma estocada no chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, lhe atribuindo os desacertos em atos do governador. Calegário dá ao Ribamar um poder que não tem, como de determinar o que pode ou não ser feito no governo.

NINGUÉM LHE TIRA

Não sei os motivos das críticas do deputado Fagner Calegário (PV) – um direito seu – mas não se pode deixar de em relação ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, reconhecer ser um auxiliar do governo competente nas atribuições que recebe. Mas não é quem tem a caneta.

MAS É VIRADA

Não sei se os seus projetos para o setor do empreendedorismo e turismo vão decolar. Mas a secretária Eliane Sinhasique não tem se limitado ao gabinete, ao lamento, mas corre atrás.

NÚMEROS DO GERLEN

Na contabilidade do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), com a nova reforma aprovada ontem na ALEAC, além de garantir o funcionamento da máquina pública o atual governo economiza 7 milhões de reais se for feita uma comparação com o governo do PT. No governo do PT eram pagos com CECs 17 milhões de reais. No governo Gladson serão pagos 10 milhões de reais.

200 MILHÕES DE REAIS

É o valor, segundo o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), que o atual governo pagou só de dívidas deixadas pelo governo petista. E nisso está incluído o 13º salário atrasado herdado.

LONGE DO FANATISMO

O presidente Bolsonaro divulgou um vídeo de um Pastor evangélico que o cita como alguém “enviado por Deus” para comandar o Brasil. Não embarco na canoa do fanatismo religioso.

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Blog do Crica

A doce vida nas falidas estatais

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Quem imaginar que as falidas empresas estatais estão apenas arquejando, que estão sendo mantidas até as suas extinções só por diretores da massa falida e liquidantes estão enganados com a cor da chita. As estatais viraram um imenso varal de empregos e de benesses de afilhados políticos do governo. Durante a campanha política o mote do então candidato ao governo, Gladson Cameli, era de acabar com as estatais, que segundo o seu discurso não passavam de “cabides de emprego”. E completava sempre sobre o assunto: “não vou deixar uma, vou acabar com tudo.” Primeiro, foi mal orientado pelos seus assessores políticos, porque as estatais possuem débitos ficais e o Estado precisaria saná-los antes de meter a chave na porta. Como não pôde fechar as estatais, o que se esperava do governador era que deixasse somente os liquidante e um ou outro diretor. Mas, não sei orientado por quem, transformou as estatais numa doce vida com a criação de CECs e FGs, sem a menor necessidade. Na ACREDATA foram criadas ou mantidas 12 CECs e 72 FGs. Na SANACRE, a festa foi grande com 21 CECs e 150 FGs. Vão somando. Na COLONACRE são 21 CECs e 66 FGs. Sem falar nos diretores nomeados. E com algumas destas CECs sendo nos tetos 6 e 7, com salários superiores a 5 mil reais. Tudo bem que, quem delimita o tamanho do Estado é quem governa. Não é ilegal se criar CECs, mas que venham a produzir algo para o Estado. Não é o caso das estatais, que estão com as portas abertas apenas para não dizer que fecharam, mas não dão nenhuma contribuição ao governo no campo do desenvolvimento. Existem só nos nomes. O que se pode deduzir com este quadro é que o Gladson Cameli foi pessimamente assessorado quando montou a Reforma Administrativa aprovada na Assembléia Legislativa, caso contrário não inflado as estatais que tanto combateu na campanha por serem inertes.

CONVERSANDO É QUE SE ENTENDE, SERÁ?

O líder do governo na ALEAC, deputado Luiz Tchê (PDT), pretende procurar o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, para uma conversa inicial sobre o seu retorno à base do governo Gladson Cameli. “O Mazinho é meu amigo, uma pessoa de coração grande, um político de importância, vamos o procurar para lhe ouvir. Dialogar. Seria importante ele voltar a compor com o governo, não custa nada termos uma boa conversa política”, promete o deputado Tchê.

QUESTÃO É SIMPLES

A questão do prefeito Mazinho Serafim é simples. No popular foi sacaneado, foi olhado com desdém pelo governador Gladson Cameli, que prestigiou seus adversários, e se tivesse boa vontade de uma recomposição política, por certo já teria feito uma visita á prefeitura de Sena Madureira. Mazinho é tratado pelo governo como pária, querem que, ele retribua com palmas? Por isso não acredito muito que essa prometida investida do Tchê venha a dar certo. Mesmo porque, se o Gladson tivesse interesse em uma reaproximação já teria lhe procurado.

GARANTIAS REAIS

O deputado Neném Almeida (SD) me disse ontem que somente sairá do SOLIDARIEDADE com garantia real de que não vai perder o mandato. Se sair apenas com uma “Carta de Liberação”, como quer a direção do partido, nada impede que o primeiro suplente requeira seu mandato.

COM O JURÍDICO

Não pedi para sair do partido, eles que comunicaram que estavam me dando uma “Carta de Liberação”, entreguei o caso na mão do meu advogado para me cercar juridicamente e impedir eu venha a ser vítima de uma cilada política, explica Neném. “Quero sair sem brigas, mas seguro”, diz.

CARTA BATIDA

O certo é que não há mais lugar no SOLIDARIEDADE para os grupos da deputada federal Vanda Milani (SD) e do deputado Neném Almeida (SD). Pelo fato do SD o querer fora.

PETECÃO, O REI DAS QUADRAS

Da bancada federal acreana ninguém investiu mais em esporte destinando emendas parlamentares do que o senador Sérgio Petecão (PSD). São centenas de quadras sintéticas espalhadas pelo Estado, com maior número na capital. Uma nova quadra deverá ser entregue na 6 de Agosto. Certo o Petecão, investir no esporte ajuda a tirar os jovens das drogas.

ACABOU A RECLAMAÇÃO

A intervenção do secretario de Infraestrutura, Thiago Caetano, por determinação do Gladson Cameli, de asfaltar a AC-40, que vinha sofrendo uma campanha de críticas nas redes sociais por estar deteriorada e tomada por buracos foi uma pauta positiva. É isso que o Gladson tem que procurar executar, obras e ações que afinem o seu governo com os anseios do povão.

BEM MENOS

Se forem somados 900 cargos que ficaram na Reforma Administrativa, os 450 que devem ser aprovados pela Assembléia Legislativa, e os que foram criados nas empresas estatais, ainda assim, o governo Cameli terá bem menos cargos de confiança que no último governo do PT.

SERIA ALGO SURREAL

Com todos os desencontros deste início de governo Gladson Cameli, ainda assim não consigo acreditar que fará uma administração pior do que a do seu antecessor. Pode ajustar a gestão, tempo para isso ainda tem de sobra. E se for um governo que dê certo, melhor para o Acre.

AÇÃO DO ALAN RICK

Foi fruto de ação parlamentar do deputado federal Alan Rick (DEM), que o Ministério Público Federal entrou na briga pelo retorno do vôo da GOL, no trecho Rio Branco-Porto Velho.

PRATICAMENTE ELUCIDADO

O crime da decapitação de um jovem e que tomou conta das redes sociais já foi elucidado pela polícia e os autores identificados. Os policiais os tratem com o maior carinho, porque se disserem que tiveram um fio de cabelo tocado, por certo os policiais passarão a ser os vilões.

VAMOS DAR O CRÉDITO

Nada contra que notas da coluna sejam pinçadas para republicação em outros espaços nas redes sociais, mas vamos dar o crédito ao autor da matéria. A prática não vem sendo adotada.

FORA DA EQUIPE

Não havia ao governador Gladson Cameli outra medida ao não ser afastar da sua equipe de segurança o militar do BOPE, Alan Martins, que se envolveu em um acidentes com morte. O resto fica com a justiça. O que o Gladson podia fazer legalmente era o tirar da sua segurança.

VAI COMPLICAR

Caso a prefeita Socorro Neri entre na justiça contra a sangria indevida efetuada pelo Estado nos últimos 20 anos, cortando pela metade o repasse da cota legal do ICMs da PMRB, para aumentar o valor de repasse aos demais municípios, os governadores dos últimos 20 anos do PT podem ser acionados por improbidade administrativa. Está nas mãos da Socorro Neri, abrir mão ou não do percentual de 50% a que a PMRB tem direito. A PMRB não nada em dinheiro. E se não abrir mãos a quebradeira nas prefeituras do interior será geral. É um caso delicado.

MDB NA OPOSIÇÃO

A tendência é que dois dos três votos do MDB na Assembléia Legislativa sejam contra o projeto da nova reforma administrativa do governo, prevista para ser votada na sessão de hoje. Votarão contra o deputado Roberto Duarte (MDB); o mais duro opositor ao Gladsom, e a deputada Meire Serafim (MDB). A deputada Antonia Sales (MDB) deve votar a favor.

CHAMEM O CHAPOLIM COLORADO

Acompanho o Rio Branco Futebol Clube desde a década de 70. Época que tinha uma sede social que era referência em eventos. Um time de futebol temido e de muitos títulos. Nos últimos anos parece que passou um furacão pelo clube. A sede desmoronou. Uma dívida de cerca de 2 milhões de reais. E para completar a atual diretoria submete o torcedor ao vexame de ir ao estádio para ver o pior time que o Rio Branco montou nos últimos tempos ser humilhado. Fora o goleiro e os dois zagueiros, o restante é vergonhoso, não seriam titulares no campeonato do Calafate. Não se pode deixar de reconhecer alguns abnegados. Mas o futebol mudou. Não cabe mais o amadorismo, a improvisação. Tem que se moderno, planejado, profissional. Quem é o empresário que vai colocar o nome da sua empresa num projeto falido, amador, sem planejamento? Se era para o torcedor ir para o estádio passar vergonha, melhor não ter colocado o time em campo. Como torcedor das antigas do Estrelão tinha que fazer este desabafo. Lamentável assistir o fim de um memorável clube. Só uma diretoria nova, com visão profissional, poderia salvar o Estrelão. Caso não queiram este caminho, chamem o Chapolim Colorado! Pobre Rio Branco Futebol Clube!

FALTA LEGITIMIDADE

Falta legitimidade a quem participou dos últimos vinte anos do desastre administrativo do PT para atacar o governo Gladson Cameli, mesmo com as suas trapalhadas iniciais, porque foram coniventes com o fracasso da gestão petista calados, que resultou na derrota mais fragorosa que o PT sofreu, junto com seus aliados da FPA.

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