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União reduz investimentos no Acre e aumenta em Estados fortes em ano eleitoral, mostra CNM

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Estado pequeno e de baixo apelo político, o Acre está entre os cinco entes da Federação que menos recursos federais recebem nos ciclos eleitorais, segundo o estudo “Transferências de Capital e Ciclos Políticos-Eleitorais”, divulgado nesta quinta-feira (2) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O levantamento separou, para efeito de comparação, cinco Estados que mais e menos recursos receberam de 2001 a 2018: SP, MG, BA, RS e RJ foram os que mais verbas levaram, enquanto Amazonas, Sergipe, Acre, Distrito Federal e Amapá são os que menos recursos receberam. Ou seja: a União tende a reduzir os repasses da conta investimento a Estados mais fracos eleitoralmente.

O Acre, por exemplo, recebeu 1,59 bilhão de reais ao longo de oito anos levando-se em conta a relação transferência de capitais e períodos de eleição. Rio de Janeiro levou mais de R$10 bilhões.

O estudo se fundamenta na consolidação da base de dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). O objetivo foi realizar uma radiografia das transferências de capital do governo federal para os municípios (conta de investimento GND 4, modalidade 40). “Diante disso, foi examinado o caminho e o destino dos recursos entre os municípios brasileiros, decorrentes dessa conta durante os anos de 2001 a 2018, além de investigar como os ciclos político-eleitorais se entrelaçam com os ciclos da política fiscal e influenciam as transferências de recursos”, diz a CNM.

Em 2003, segundo o estudo, o total de cidades que ficaram sem repasses da conta investimento do governo federal foi de 2.484. No ano seguinte, quando foram realizadas eleições municipais, o número de cidades que não receberam recursos caiu pouco mais de 31%, para 1.711. O mesmo fenômeno se repetiu no biênio 2011-2012. E, também, no período 2015-2016, quando o total de prefeituras não contempladas passou de 212 para 191.

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Deputado José Bestene revela crise familiar com Alysson Bestene

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FOTO: SÉRGIO VALE

O deputado José Bestene (Progressistas) usou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 21, para desabafar acerca dos últimos acontecimentos que ocorreram na pasta da saúde. Demonstrando certo descontentamento, o parlamentar afirmou que não “manda na Saúde”, como alguns setores da imprensa propagava.

“Com relação a mudança na Fundação, a gente sente que tinha muitos setores da saúde que funcionava, que recebia elogio de todas as parte, do hospital que voltou a fazer os transplantes, voltou a fazer as cirurgias eletivas, sem filas. Agora, o motivo eu não sei. Eu acho quem deve colocar isso para a população é próprio governador Gladson Cameli”, argumentou o deputado demonstrando certa contrariedade em relação a decisão.

O parlamentar revelou que “nunca mandou na saúde”. “Por diversas vezes eu fui a imprensa dizer que a indicação do Alysson para a saúde foi pessoal [do governador] que foi pessoal também a demissão dele. Ele foi o único que saiu da saúde e muitos que andavam do lado do Alysson não falaram a verdade, já sabia que ia haver mudança, pois essa secretária já estava no Estado há dias andando no Pronto-Socorro e circulando na UPA e não tiveram a coragem de participar isso. Eu confesso que eu estou há mais de 90 dias que não falo com o Alysson, que é um problema muito sério”, disse.

Bestene destacou que as mudanças ocorridas na saúde serão esperadas que deem certo, mas se não dê certo, que a população julgue daqui a 3 ou 4 anos e defendeu o seu afilhado político Lúcio Brasil. “O que vai acontecer com o Lúcio , um buco maxilo de excelência, que vai fazer as pessoas sorrirem. Ele vai voltar tranquilamente para a função dele como profissional que tem feito tantas pessoas sorrirem. As vezes eu leio assim as colunas, algumas pessoas com maldade sobre a militarização da saúde”, afirmou o deputado destacando que o Acre tem grande profissionais para gerir a saúde.

Citando deputado Roberto Duarte, pré-candidato a prefeito de Rio Branco pelo MDB, Bestene diz que estuda a possibilidade de se lançar a candidato a prefeito também pelo Progressistas. “Se fala muito nessa questão de 2020, eu tô repensando isso e colocar meu nome para o partido apreciar. A gente conhecimento da capital, tem conhecimento de gerir porque não?”, questionou.

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Destaque 5

Lúcio Brasil, mais um indicado por José Bestene, deixa o governo

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O diretor-presidente da Fundação Hospitalar do Acre, o odontólogo Lúcio Brasil, acaba de sair da Casa Civil consciente de que não fica mais no cargo. O pedido partiu da secretária de saúde Mônica Feres. O Palácio Rio Branco não divulgou o nome de quem vai substituí-lo.

A informação de sua exoneração foi dada pelo chefe da Casa Civil, Ribamar Trindade na tarde desta terça-feira (20). No dia da inauguração do novo Pronto Socorro, a exoneração de Brasil já era dada como certa, mas o governador Gladson Cameli resolveu adiar o comunicado. Mas em 5 de agosto ac24horas já havia dado a informação da mudança na Fundação Hospitalar.

A permanência de Lúcio à frente da Fundação ficou complicada após a troca de farpas entre o deputado José Bestene (Progressistas) e a secretaria de saúde Mônica Feres, na última semana. Bestene incorporou o discurso de Brasil, sobre os repasses insuficientes feitos pela Sesacre à instituição.

Para deputados da base governista, o parlamentar chegou a criticar de forma pesada o governador Gladson Cameli. Em uma reunião da executiva partidária, o próprio médico teria jogado pesado contra o Palácio.

De acordo com o que o ac24horas apurou, a limpeza nos cargos indicados pelo deputado progressista começou dentro da Sesacre com a devolução de cargos comissionados até de SEC 1. O Odontólogo assumiu a Fundação Hospitalar do Acre em fevereiro desse ano, era uma indicação do parlamentar.

A exoneração de Lúcio Brasil deve ser confirmada no Diário Oficial desta terça-feira. Procurado pela reportagem, Lúcio Brasil não atendeu as chamadas feitas para o seu telefone celular.

O deputado José Bestene não foi encontrado para falar sobre o assunto.

 

 

 

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