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Acre tem 53 remanescentes do programa Mais Médicos, 17 deles em Rio Branco

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Trabalhando como motoristas de aplicativos, vendedores ambulantes, cozinheiros e garçons, os médicos cubanos que atuavam no programa Mais Médicos no Acre se viram como podem até a abertura de novo programa de revalidação dos diplomas estrangeiros pelo Ministério da Educação.

Mas, a partir de agora, eles vislumbram uma nova oportunidade de trabalho como médicos através de um convênio entre a Associação dos Servidores Públicos e Privados e o Estado que vem sendo articulado pelo presidente da entidade, José Janes Gomes da Silva.

Em todo o Acre ficaram 53 remanescentes do programa federal extinto no final do ano passado com a vitória eleitoral de Jair Bolsonaro. Antes mesmo de assumir o mandato ele ameaçava romper o convênio com o governo cubano que se antecipou e chamou os seus médicos de volta, em novembro de 2018.

A decisão surpreendeu parte dos médicos, que já estavam habituados e até constituído famílias no Acre. Juan Carlos Martins Garcia, por exemplo, casado com uma acreana, tem 20 anos de experiência em clínica geral, possui mestrado em Epidemiologia e está trabalhando como vendedor de cosméticos. O mesmo destino de sua patrícia Isabel Rodrigues Guilante, clínica-geral com mestrado em Fisioterapia e que possui 25 anos de experiência. Ebert Eusébio Leon, com dez anos de experiência e mestrado em Endoscopia está trabalhando como motorista de aplicativo.

Eles fazem parte de um grupo de 17 cubanos que permanecem em Rio Branco e que se reuniram com José Janes nesta quinta-feira, 2, iniciando uma articulação para a realização de palestras e atendimentos domiciliares aos associados da ASPP e as comunidades. “Nós não podemos clinicar e nem prescrever medicação, mas temos três anos de experiência em programas de saúde preventiva aqui neste Estado, onde fomos muito bem recebidos e criamos um vínculo com os pacientes que em nada foi modificado depois do fim do Mais Médicos”, comenta Juan Carlos, o porta-voz do grupo.

Juan Carlos clinicava no Posto de Saúde da Baixada do Sobral; Ebert na unidade Bahia/Palheiral e Isabel na Cadeia Velha. “Foram três anos em que tivemos oportunidade de aprender o idioma e estabelecer laços com a comunidade, criando uma amizade que prossegue e que até tem nos ajudado a sobreviver com cestas básicas”, comenta Juan Carlos.

De acordo com ele, há médicos com aluguéis três meses atrasados que só não são despejados por contarem com a compreensão dos locadores. “É uma situação surreal num Estado que possui uma defasagem histórica de médicos, onde ninguém quer vir trabalhar”, comenta José Janes, adiantando que vai se reunir com a bancada federal do Acre para discutir os termos de uma parceria visando aproveitar a experiência dos cubanos.

“Eles atuam numa área bastante sensível da saúde no Acre, que é a medicina preventiva, a medicina da família”, lembra Janes, empolgado com a possibilidade de absorver os profissionais. Igualmente empolgado, o médico Juan Carlos informa que ele e seus colegas podem realizar palestras em igrejas e associações de moradores, o que é uma rotina na atividade da medicina de Cuba. “Nós falamos e eles ouvem atentamente, com o que mudam radicalmente o estilo de vida, pois entendem que é melhor prevenir do que se lamentar”, argumenta.

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Destaque 2

“Cidadão do partido que gastou 2 bilhões e não concluiu a BR-364 não tem moral”, diz Gerlen sobre Jorge Viana

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FOTO: SÉRGIO VALE - ac24horas.com

A entrevista exclusiva do ex-governador Jorge Viana ao ac24horas, onde fez críticas à gestão de Gladson Cameli (Progressistas) após 14 meses de governo foi alvo de um discurso enfático do deputado estadual Gerlen Diniz, também do Progressistas .

O ainda líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) não poupou críticas ao petista. Gerlen citou falta de pagamento de salário, a não conclusão da BR-364 e a pensão de ex-governador para dizer que Jorge Viana não tem moral para criticar o atual governo.

“Cidadão que é do partido que deixou o governo sem pagar salários, que gastou dois bilhões de reais e não concluiu a BR-364 ou cidadão que vai à justiça para requerer pensão de ex-governador não tem moral para criticar o governo Gladson Cameli”, argumentou o parlamentar.

Gerlen disse ainda que o ex-governador perde uma ótima oportunidade de ficar calado. “Foi sob o julgo do PT que as facções criminosas se instalaram no estado. Aliás, o Acre tem uma facção própria para chamar de sua, que é o B13, onde o número faz uma referência ao PT”, enfatizou.

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Destaque 2

Exportações de milho no Acre superam a de carne e derivados bovinos em janeiro de 2020

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Uma recente pesquisa divulgada pelo Observatório do Fórum Permanente de Desenvolvimento do Acre sobre o comércio exterior aponta o saldo de janeiro de 2020 com relação às exportações e importações do estado. A balança comercial indica que o total acumulado no último mês com as exportações foi de R$ 15.842.749,02 e R$ 937.75 referentes às importações. A tabela ainda atesta que, até agora, o milho foi o terceiro produto mais exportado este ano, ficando a frente, inclusive, da carne bovina.

Os valores significam que as exportações aumentaram 27,9% em janeiro deste ano em comparação ao mês anterior, dezembro de 2019 . No entanto, também indicam que caíram 2,7% com relação ao mesmo período do ano anterior (janeiro de 2019). Se tratando das importações, também houve uma redução de 2,4% em relação a dezembro do ano passado e um saldo negativo de 39,4% se comparado a janeiro do ano anterior.

Os quatro principais países de destino e participação das exportações do Acre nesse último mês de janeiro foram Peru, Bolívia, China e Hong Kong. Peru teve 29,5% do total de exportações do estado. Bolívia foi o segundo país que mais consumiu produtos locais, ficando com 26,1% das exportações. Em terceiro ficou a China, que arrecadou 10,3% do total de exportações em janeiro. O quarto país, Hong Kong, obteve 9,7% do total de exportações até então.

Os produtos mais exportados do Acre em janeiro de 2020 foram madeira, carvão vegetal, obras de madeira, castanha-do-Brasil, milho e carnes e derivados bovinos e outros alimentos. A surpresa nesse mês veio com a colocação do milho, terceiro produto mais exportado, mais até que a própria carne bovina. A madeira, carvão vegetal e obras de madeira foram os materiais mais exportados do Acre, representando 27, 9 % do total.

A castanha- do- Brasil (com casca e sem casca) foi o segundo produto mais comprado por outros países, totalizando 26,4% do todo. O milho exportou 15,6%. Já as carnes e miudezas e outros comestíveis somaram apenas 9,7% das exportações.

As exportações do milho cresceram 229,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O fato superou o valor das exportações de carne e derivados de bovinos, que mostraram um crescimento de apenas 10,2% no período de um ano. Já os principais países de origem e participação no total das importações nesse mês de janeiro de 2020 foram China, Índia, Argentina e Peru. China importou 43,0% de produtos para o Acre; a Índia 30,5% do todo; Argentina importou 15,2% do total e Peru 6,6%.

Entre os produtos mais importados em janeiro estão: pneus e outros pneumáticos (30,8%); sulfatos (30,5%); farinha de trigo (15,2%) e policloreto de vinila (11, 4%).

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