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Amnésia

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Nos momentos em que a Frente Popular dirigiu simultaneamente os Governos do Acre e da Capital Rio Branco houve uma simbiose entre as duas instâncias de poder. Ficaram juntos e misturados, conforme título de programa televisivo atual. Como o Executivo Estadual é mais poderoso, coube-lhe mais facilmente adentrar as competências da municipalidade e tornar a plasticidade de Rio Branco em duas faces de uma mesma moeda.

Essa simbiose foi paulatinamente sendo desfeita com a renúncia de Marcus Alexandre à PMRB para candidatar-se ao Governo do Estado e a elevada poupança forçada patrocinada no começo do Governo de Gladson Cameli.

A petição de miséria da buraqueira de Rio Branco, por sua vez, também carrega um pouco dessa marca: o recolhimento em si mesmo do Governo do Acre e a condenação à solidão política da Prefeita Socorro Neri.

As atitudes das administrações do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal parecem ter previsto contar com a anistia dos cidadãos/ munícipes, isto é, com seu providencial esquecimento; e foi feito de caso pensado e meticulosamente calculado.

No caso da brutal poupança patrocinada pelo Governo do Estado, liquidando salários e impedindo a transformação da potência em atos, a repercussão deu-se imediatamente com a pauperização do conjunto social mas, também, adiou e cancelou investimentos de empresários e comuns.

É conhecido o fato de que, em seus cálculos econômicos, os players da economia são desestimulados fortemente ao se depararem com situações de miséria, especialmente de miséria crescente, como sói ocorrer agora, nestas plagas. E isso acontece em qualquer lugar e em qualquer tempo.

Por consequência, o caixa governamental engordou e restou bem reforçado para dispêndios futuros em obras certamente úteis e necessárias, e que serão bem aplaudidas. Mas tais investimentos em obras serão feitos, na maioria dos casos, sobre “ terras arrasadas”.

É como se existisse uma horta, com vários tipos de verduras, que tivesse que atravessar o rigoroso “ verão “ amazônico dos meses mais secos; e que quando mais as hortaliças necessitaram de água não se lhes regou uma única gota. A água foi sendo armazenada pelos próceres governistas para dar-lhe inteligentes usos futuros. Decorridos setenta dias de seca total, os condestáveis – com grandes mananciais de água acumulados pela poupança forçada – ordenaram profusa irrigação da desgraçada horta abandonada. O desperdício de água teria de ser total: não havia nada mais verde, nenhum sopro de vida vegetal, tudo morrera, tudo havia sucumbido, não sobrara vivalma. Água e mais água derramada não tocaria mais em vida e nada haveria mais para ressuscitar.

É claro que a nomenclatura do Governo Gladson Cameli não ordenaria a tentativa de regar a horta hipotética; por certo ela daria de ombros ao fato de nela tudo ter sido destruído, afinal de contas o povo, esse zé povim, tem memória mais curta de que coice de porco. Têm-se como certo de que à vista das novas obras, o zé povim ficará mais alegre de que pinto em beira de cerca e bailará como os indígenas na dança da chuva ou nos grupos religiosos de Ayhuasca.

Uma pequena digressão impõe-se, nessa altura: a exoneração, ontem, do Secretário Estadual de Planejamento, Raphael Bastos, tem algo bem substantivo a ver com o pensamento e a intervenção governamental nesta questão. O Ex Secretário, com a noção de que cabe ao Estado estimular as atividades produtivas para fomentar o aumento na ocupação das pessoas e fatores de produção e gerar efeitos multiplicadores de emprego e renda trombou com o núcleo duro do Governo do Acre, representado na ponte Manaus- TCE e daí a tentáculos operacionais no Executivo.

Este núcleo duro – optante de um encolhimento radical dos gastos do Governo – adepto, portanto, de uma política recessiva e, no limite, depressiva, considerou as propostas de Rafael Bastos um sacrilégio a ser punido. Como não se tem pena de morte no ordenamento jurídico, decorre daí uma das causas de sua demissão.

Finda a digressão e retomando-se o tema específico, no que diz respeito à PMRB, é possível que algo de semelhante esteja a ocorrer com a Prefeita Socorro Neri e seu entorno. Sabe-se que a Prefeitura investirá a cifra de 50 milhões de reais numa mega operação tapa buracos, assim que o engenheiro verão mostrar sua cara. Isso foi bastante alardeado, cantado em prosa e versos. De fato, Rio Branco, a Capital, guarda muitas semelhanças com a face visível da lua, a olhos nus.

Bem aplicados, 50 milhões poderão até ser insuficientes para dar conta das necessidades de calafetação das ruas e praças da Capital, mas farão incomensurável diferença aos tristíssimos dias de hoje.

Será que os munícipes ficarão felizes feito pintos em beira de cerca e empreenderão danças da chuva e rituais de Daime, também? É possível que sim e é possível que não, ou seja, tudo é possível. Há os mais alegres, mais festeiros, mas há, também, os que não se livram do ressentimento de ter familiares atropelados (em desvios de buracos); de terem as suspensões de seus carros, motos e bicicletas danificados; de terem tido que meter a mão no bolso para permanentes consertos de seus equipamentos; de terem sido assaltados pela impossibilidade de desenvolver maior velocidade; de terem brigado e se estressado na aventura de trilhar as ruas de Rio Branco etc etc.

E, nos dois casos, tudo será escrutinado pela memória dos cidadãos. Se olvidarão ou não, quem poderá afirmar de certo?

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João Correia

Previdência: condição suficiente?

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A maioria absoluta dos brasileiros, repentinamente, concordou com a necessidade da Reforma da Previdência, mesmo consciente de que ela afetava direitos reais e presumidos. As reações estrepitosas em todos os lugares em que ocorreu mundo afora foram relativamente amenas no Brasil de agora.

A folgada vitória na primeira votação da Câmara Federal marcou um desconhecido protagonismo do Parlamento brasileiro vis- à- vis o predomínio do Presidencialismo de Coalisão, absoluto desde a promulgação da Constituição Federal de 1988.

É certo que a Reforma da Previdência restou pela metade; ficaram a seu largo Estados e Municípios, que somam déficit equivalente ao do Governo Federal. Todavia, notícias profusas têm sido divulgadas de que no Senado Federal eles serão reincluídos através de Proposta de Emenda à Constituição – PEC – que, lá aprovada, voltará à Câmara para obter seu desfecho. Se tal ocorrer, o protagonismo revelado pelo Presidente da Câmara Federal e o feixe de lideranças partidárias que o amparam terá se deslocado para o Senado da República e ali poderá ser renovada a proeminência parlamentar nesta quadra delicada da vida nacional.

Se, por infortúnio dos brasileiros, os Estados e Municípios não entrarem na Reforma Geral, os resultados em curto prazo serão desalentadores. Os 800 bilhões previstos não dispendidos em dez anos na esfera federal serão anulados nos cinco primeiros anos pela explosão dos déficits dos entes estaduais e municipais, situados, agora, acima de 150 bilhões de reais anuais. Será uma vitória de Pirro para o esforço de saneamento fiscal empreendido. O Tesouro Nacional, nessa hipótese infeliz, terá de socorrer os entes federados em frangalhos, recomeçando a espiral geométrica do crescimento da dívida pública, com todas suas sequelas.

Como é sabido, formações estatais, lato sensu, não quebram para sumir do mapa; elas empobrecem, inviabilizam-se crescentemente e vagam feito almas penadas, no ritmo do choro e do ranger de dentes da miséria e da ruína dos vivos.
No plano local, por sua vez, é preciso reconhecer que o Governo Gladson Cameli e a bancada federal do Acre portaram-se com acentuada responsabilidade pública nesse evento. Com efeito, 7 dos 8 Deputados Federais votaram favoráveis à Reforma e, ao que se desenha, os três Senadores marcharão unidos também. Se tal ocorrer, proporcionalmente, a participação da representação parlamentar acreana terá sido das mais espetaculares dentre os Estados do Brasil inteiro.
Se os Estados e Municípios não puderem adentrar o âmago da Reforma da Previdência, em trânsito neste momento, não significa que ela não possa ser feita pelos 26 Estados, Distrito Federal e por 5.570 Municípios. Ela poderá ser experimentada nesses entes. Contudo, os resultados serão incertos. Imagine-se o esforço ciclópico consumido e a energia vital a ser desperdiçada numa ebulição sócio política sem fim, em todo território nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais. Preveja-se, também, as tensões na Sociedade Política e na Sociedade Civil num debate figadal que toca até de maneira física o poderio avassalador das corporações contrariadas. Não, decididamente, esta não pode ser uma boa ideia. Dos 8 votos dos Deputados do Acre apenas 1 deles foi contrário à aprovação da PEC da Reforma. Foi um voto de esquerda. Tão legítimo quanto os demais, por certo. O problema é que a esquerda não apresentou uma única alternativa de Reforma da Previdência, nenhum esboço, nenhuma ideia; preferiu negar sua necessidade, optando pela opacidade do olhar desfocado da realidade concreta da tragédia fiscal do Brasil de hoje; contentou-se em colocar argueiros nas retinas. Felizmente não triunfou.

É necessário referir, por derradeiro, de que a Reforma da Previdência é “conditio sine qua non“ para a retomada do crescimento econômico no Brasil, mas ela está longe de ser suficiente. Está mais distante de que as estrelas no firmamento. Pode-se dizer de forma mais compreensível: ela é condição necessária, mas não é suficiente. De fato, ela não é panaceia; ela é mais uma espécie de código-fonte, de chave, de senha, de palavra de ordem, de fácil refrão de uma marchinha de carnaval, sinalizando para os agentes econômicos internos e estrangeiros de que o Brasil resolveu colocar em ordem suas contas públicas; que estabeleceu uma meta para estancar o vertiginoso crescimento da dívida pública sobre o Produto Interno Bruto (Dívida Pública / PIB), que seguia descontrolado; que cansou de uma recessão devastadora na vida de grande parte de seu povo, especialmente de sua banda mais vulnerável etc.

O Presidente da República teve o grande mérito de propor e não obstar a Reforma da Previdência como era do seu feitio fazer em sua longa trajetória de parlamentar. Entretanto, não assumiu o comando político enquanto organizador de uma coalisão de forças políticas para construir maiorias; preferiu dedicar-se às miuçalhas e átimos de ações políticas laterais, quase subalternas.

Por toda ventura da vida dos brasileiros, o Presidente da Câmara Federal ocupou o espaço vazio deixado pelo Presidente da República e parece ter gostado de “ fazer a coisa acontecer “; tomou-se, parece, de um vigoroso ímpeto reformista, certamente positivo. A questão essencial, todavia, é a de que esse espaço institucional não lhe pertence e nem pode pertencer-lhe. Afinal de contas, o país não vive o parlamentarismo e nem é possível existir a figura operacional executiva de um Primeiro Ministro.

Como compreender o desenrolar dessa contradição ainda não é possível divisar. Mas este é outro assunto para se acompanhar e refletir.

PS: este artigo interrompeu a sequência das exposições das opiniões sobre as ações dos Governos do Acre. Ela será retomada depois do próximo artigo que abordará aspectos econômicos das possibilidades de crescimento brasileiro pós Reforma da Previdência.


João Correia escreve todas às quintas-feiras no ac24horas.

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João Correia

De seringueiros a colonos

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Foi dito no artigo anterior que o Governo de Geraldo Mesquita, sucessor imediato de Wanderley Dantas, significou uma inflexão no apoio das autoridades locais aos “paulistas” e que essa decisão, apesar de bem importante, não impediu a expansão da pecuária de corte no Estado.

É lógico que o ritmo expansivo diminuiu, mas o conjunto do empreendimento pecuário foi se impondo paulatinamente em áreas importantes e nobres da zona rural acreana. Foi visto, também, que procedimentos de intervenção estatal estaduais foram criados na esfera do poder local (imprimindo forte escopo estatizante) e replicadas ações federais que objetivavam a proteção dos deserdados da terra.

Efetuava-se, assim, uma interessante aliança branca e contraditória entre segmentos da Sociedade Política (agências estatais) e da
Sociedade Civil (Igreja Católica do Alto Acre e sindicatos ligados à CONTAG, em todo Acre) no sentido de redução dos danos sociais à vista de todos. Essa junção, é possível, diga-se, “em passant”, talvez colabore na explicação do surgimento de um movimento um tanto nativista nominado de “ acreanismo “ que terá ulteriores implicações políticas e sociais.

Das instituições federais, duas delas merecem realce: o INCRA e a SUDHEVEA. O INCRA foi criado em julho de 1970 absorvendo as atividades do IBRA (Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, criado pelo Estatuto da Terra, de novembro de 1964) e do INDA (Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário) juntando numa só autarquia as condições de Colonização, Desenvolvimento e Reforma Agrária.

Os militares respondiam com essa evolução institucional (IBRA + INDA = INCRA) das ações de Reforma Agrária a uma das mais radicalizadas e principais reivindicações das Reformas de Base, postas pelo Governo de João Goulart, antes do Golpe Militar de 1964, que foi a Reforma Agrária. Ficou mundialmente conhecido o refrão disruptivo brandido por Francisco Julião, líder das Ligas Camponesas, de: “Reforma Agrária na Lei ou na Marra”.

A hipótese aqui acolhida é a de que o Acre moldado por Wanderley Dantas não seria objeto substantivo, nem mesmo adjetivo, de ações de Reforma Agrária; se elas ocorressem, seriam laterais. Os militares aplicavam-nas já, com êxito exemplar, no Território Federal de Rondônia, e o Acre trilhara o caminho grandiloquente de desenvolvimento empresarial agroexportador.

Diga-se de modo ligeiro de que essa talvez seja a explicação essencial das diferenças ancestrais postas entre Acre e Rondônia: a diferente forma de apropriação das terras. Enquanto aqui fez-se uma apropriação concentradora e latifundiária, lá fez-se uma apropriação democrática, plural, mitigada, uma espécie de “farmerização” das glebas.

Os efeitos para o desenvolvimento do capitalismo entre uma apropriação concentradora e uma apropriação democrática de terras por contingentes diferentes de produtores apresentam resultados profundamente dissemelhantes. As resultantes de uma apropriação democrática das terras possuem efeitos multiplicadores poderosos para a germinação de mercados e de investimentos.

Assim sendo, o Acre recebeu dois projetos de colonização do INCRA, na segunda metade dos anos 70 do século passado, no intuito de conter, de amortecer, de controlar, os conflitos fundiários recém instalados. Criaram-se, com efeito, dois PADs (Projetos de Assentamento Dirigido) o PAD Pedro Peixoto, ocupando áreas dos municípios de Rio Branco, Senador Guiomard, Plácido de Castro e Acrelândia, o segundo maior do país, com 500 mil hectares, e o PAD Boa Esperança, no Município de Sena Madureira. A confluência dos interesses do Governo Mesquita e Governo Geisel possibilitaram essa mudança. Nomes como o do General Moreno Maia e, posteriormente, da Procuradora Otilia Melo tornaram-se emblemáticos na direção da SR14 do INCRA local.

A SUDHEVEA, Superintendencia da Borracha, por seu turno, foi estruturada pelo Presidente Geisel em abril de 1976. Razões de natureza estratégica moldaram a decisão do Governo Federal em buscar a autossuficiência na oferta da matéria prima básica para a indústria de elastômeros.

Em verdade, a administração de Geisel exibiu forte conteúdo nacionalista, com a operação de um formidável processo de substituição de importações, especialmente da indústria de metais não ferrosos e da petroquímica.

O aumento da oferta de borracha natural inscreveu-se nesse objetivo, já que, desde os anos 50, com a expansão industrial interna, a produção brasileira de borracha natural estava longe de ter suprida sua crescente demanda. A SUDHEVEA foi o organismo institucional utilizado para revitalizar a produção de borracha vegetal nativa e, principalmente, para implantar a borracha de cultivo, através de um Programa denominado de PROBOR (Programa de Incentivo à Produção de Borracha Vegetal).

Pelo fato do Acre continuar como o principal polo gumífero do Brasil, o Governador Geraldo Mesquita, cioso do poder em suas mãos, foi bastante influente na SUDHEVEA. Canalizou para o Acre varias ações que intentaram recuperar o custeio do seringal nativo tradicional, revitalizando suas ações produtivas. Através do Banco da Amazônia S/A – BASA – e do então BANACRE foram ofertados financiamentos de custeio a seringalistas e a heveicultores, com taxas de juros reais negativas. Criou o Proborzinho para pequenos heveicultores. Dada a quadra inflacionária da época, em médio prazo, significou, na prática, uma verdadeira doação de capital aos tomadores desses empréstimos.

O Governo Mesquita agiu, ainda, no sentido de qualificar tecnologicamente a heveicultura regional trazendo para a Universidade Federal do Acre o curso superior de Heveicultura, inédito na Academia Brasileira.

Lastimavelmente para o Acre e o país, o conjunto das ações da SUDHEVEA não obtiveram êxito na Amazônia. Faltou ciência e tecnologia para controlar economicamente um minúsculo ente da riquíssima biodiversidade regional. O patógeno Microcyclus ulei, um fungo causador do mal das folhas ou queima das folhas da seringueira arrasou com a viabilidade dos seringais de cultivo na hiléia amazônica. O essencial desmoronou em ruínas, melancólicas ruínas.

É certo, não obstante o insucesso referido acima, que a heveicultura instalou-se com êxito no Sudeste do Brasil. Não foi a primeira vez que o calor e a umidade da Amazônia e a biodiversidade de seus microscópicos habitantes não se deixaram decifrar pela ciência e a tecnologia. No final dos anos 20, do século passado, nada mais nada menos de que a potestade máxima da modernidade capitalista mundial da época, Henry Ford, fracassou drasticamente em seus empreendimentos de Fordlândia e Belterra, no Rio Tapajós, no âmago da Amazônia. Tentou o mesmo que o PROBOR, uma geração adiante, com idêntica frustração.


João Correia escreve todas às quintas-feiras no ac24horas

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