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Pesquisador roda o mundo hasteando a Bandeira do Acre

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A admiração que o pesquisador capixaba João Luiz Lani tem pelo Acre o levou a hastear a Bandeira Acreana nos lugares mais incríveis do mundo, como a Antártida, o Mar da Galiléia, e o Monte Sinai. “Vocês são um povo guerreiro”, diz o professor da Universidade Federal de Viçosa, que há dois anos hasteou a Bandeira do Acre na Antártica e passou a fazer isso em outros locais históricos. O doutor em Solos e Nutrição de Plantas que colabora há mais de 15 anos com estudos e orientações acerca da realidade acreana, relata que adotou essa prática com a intenção de que “ela não representasse só um símbolo, mas um ideal de vida”.

João Luiz disse que a presença da bandeira na Antártica é parte do reconhecimento que a humanidade presta ao Acre, principalmente pelo que representou a luta de Chico Mendes em defesa da floresta e, consequentemente, da humanidade. “A Antártica e o Acre são antagônicos em muitos aspectos, mas os desafios são os mesmos.

Lani viveu algum tempo no Acre e ainda presta consultoria na área de desenvolvimento agrário para algumas instituições. Fez amigos importantes, como o chefe da Embrapa, Eufran Amaral, e guarda sincero respeito a personagens locais, como o ambientalista Chico Mendes.

A Bandeira do Acre é tida como simples e perfeita sob o aspecto técnico, além de guardar uma história riquíssima. Tudo começa com a onda migratória do nordeste para a Amazônia. Apesar de o território acreano pertencer à Bolívia, a chegada dos imigrantes fez com que a maioria da população se constituísse de brasileiros, que não obedeciam à autoridade boliviana e exigiam a anexação do território ao Brasil.

Em 1899, na tentativa de assegurar o domínio da área, o governo boliviano instituiu a cobrança de impostos e fundou a cidade de Puerto Alonso (hoje Porto Acre). Os brasileiros revoltaram-se com a decisão, e vários conflitos se sucederam. O jornalista espanhol Luiz Galvez Rodrigues de Arias foi o primeiro a proclamar o Estado Independente do Acre, no levante de 1° de maio de 1889 e a dar-lhe estrutura administrativa.

A Bandeira do primeiro Estado Independente do Acre surgiu do Decreto nº 17 de 1899, assinado pelo mesmo Luiz Galvez Rodrigues de Arias. A bandeira era dividida em dois triângulos sendo o superior verde e o inferior amarelo.

Depois, veio Plácido de Castro e estabeleceu a Bandeira. Constando de dois triângulos retângulos (um verde e outro amarelo), unidos pelas respectivas hipotenusas, constituindo no todo um quadrilátero paralelogramo de um metro e dez de altura por dois de comprimento. No triângulo retângulo amarelo, que forma a parte superior da flâmula, Plácido de Castro acrescentou-lhe apenas uma estrela de cor vermelha na diagonal amarela, por sugestão do coronel Rodrigo de Carvalho, que simboliza o sangue dos que lutaram pela incorporação do Acre à Federação brasileira.

Epaminondas Jácome, Governador do ex-Território Federal do Acre, adotou oficialmente o símbolo criado por José Plácido de Castro, por meio do decreto de 15 de março de 1921.

Em 1995 as proporções da bandeira foram alteradas, por meio da Lei estadual 1.170/95, conforme art. 3º “ Fica determinado como tamanho oficial da Bandeira Acreana o de 1.13m de altura por 1.61m de comprimento, e a devida estrela vermelha, no vértice superior do triângulo retângulo, de 30 cm de ponta a ponta”.

Onde tem um acreano será possível ver a Bandeira do Acre -no quarto do líder do BBB18, com a Gleici Damasceno, ou com dona Graça Janse no Maracanã, para citar o exemplo mais recente. A consideração que o cientista Luiz Lani dedica a ela mostra que o amor ao Acre não tem nacionalidade. “É uma das mais bonitas, senão a mais bonita”, disse a vencedora do BBB18 ainda na casa, arrancando olhares admirados dos companheiros de programa. (Com: portais de história)

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Juíza ordena que Iapen libere entrada de salgados e refrigerante em visitas íntimas

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Numa decisão a pedido do Ministério Público Estadual, a juíza da Vara de Execuções Penais, Luana Campos, exige que o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) autorize a entrada de salgados e refrigerante durante visitas íntimas. A nova ordem contraria parte do artigo 10 da portaria 513/2019 do Iapen, que proibia a entrada de alimentos durante as visitas íntimas.

O argumento utilizado pela juíza dá conta de que falta variedades na alimentação nos presídios do estado, por isso tal decisão. A portaria permite que o visitante possa entrar com até três salgados e um refrigerante de até dois litros nos dias de visita. “… a alimentação fornecida pela unidade penitenciária não tem variedade”, alega.

Ao ac24horas, o diretor-presidente do Iapen, Lucas Gomes, disse que, a princípio, por se tratar de uma decisão, o órgão irá acatar a portaria, no entanto “o Iapen vai entrar com pedido de recurso e reconsideração na decisão da juíza e, caso ela negue, o órgão seguirá com o pedido aos órgãos superiores”.

De acordo com o documento, “o Iapen não observa as regras do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária”. O Iapen tem prazo de 10 dias para cumprir a ordem judicial.

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Destaque 7

Microempreendedores do Acre estão com seus impostos em dia

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O Acre lidera o ranking dos Estados com o maior número de Microempreendedores Individuais (MEI), que estão em dia com o pagamento do Documento de Arrecadação Mensal do Simples Nacional (DAS), segundo levantamento do Sebrae de Minas Gerais. Em abril, a média acreana de adimplência foi de 60,10%; em seguida vem Santa Catarina, com 59,96%, e Minas Gerais (58,44%). O índice nacional ficou em 53,01%, em média. São cerca de 20 mil classificados como MEI.

Os optantes por esta categoria do regime tributário simplificado ficam isentos dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL), pagando apenas o valor fixo mensal de R$ 50,90 para ocupações de comércio ou indústria e transporte intermunicipal ou interestadual, R$ 54,90 para MEI que presta serviços em geral e R$ 55,90 para ocupações mistas, ou seja, que exerçam tanto atividades de comércio ou indústria quanto serviços. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo.

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