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Católicos pedem até R$ 1,00 para pagar estrutura usada na peça da Paixão de Cristo

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A apresentação da Paixão de Cristo, em Rio Branco, não contou com dinheiro público esse ano. Com isso, foi preciso recorrer aos fiéis pela primeira vez. A apresentação ocorreu nas escadarias do Palácio Rio Branco, no Centro, e reuniu milhares de pessoas, como todos os anos.

A estrutura montada, incluindo sonorização, iluminação e instrumentos musicais, tendas e equipamentos da peça teatral foram frutos de parcerias conseguidas pelos irmãos da igreja. No microfone, o orador do evento pedia minuto a minuto: “até mesmo R$ 1,00 para ajudar no pagamento da estrutura usada” no evento.

O bispo de Rio Branco, dom Joaquím Pertiñez, confirmou que não houve apoio do Governo do Acre, e a única forma viável foi recorrer aos fiéis. “Infelizmente não tivemos esse apoio, porque não houve condições por parte do governo, mas estamos aqui fazendo essa linda encenação, como todos os anos”, limitou-se a comentar.

Antes da apresentação, pelo menos 25 mil fiéis percorreram as principais avenidas do Centro e do bairro Bosque, durante a procissão do Senhor Morto, tradicionalmente realizada na Sexta-Feira da Paixão. Em meio ao trajeto, católicos de diversas comunidades e paróquias da cidade se uniram à procissão.

A Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que não há Eucaristia e o altar fica descoberto, sem nenhuma decoração no presbitério. A sexta-feira santa, curiosamente, é um dia em que se comemora a morte e a paixão de Jesus, ocorrida, segundo a história, há cerca de 2.000 anos.

A Semana Santa expressa o momento mais forte da fé cristã. Iniciada com o Domingo de Ramos, o período é marcado pela instituição da eucaristia, o lava-pés, a Paixão de Cristo e a ressurreição. Os fiéis são chamados a vivenciar a experiência da conversão ao participar das celebrações que revivem o testemunho de Cristo.

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Saúde de Sena Madureira integra pesquisa que detecta incidência do Zika Vírus

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O município de Sena Madureira é único no estado do Acre a participar de uma pesquisa que investiga a prevalência do Zika Vírus na região. Na noite dessa quarta-feira, 22, a prefeitura de Sena, com apoio da secretaria municipal de saúde, realizou um mutirão no auditório do Instituto Federal do Acre (Ifac) para coletas de sangue que serão utilizadas no estudo.

O projeto contou com a participação de alunos voluntários e professores, que se propuseram a fazer parte da pesquisa. De acordo com o Dr. Alan Areal, médico infectologista e coordenador da pesquisa de prevalência de infecção pelo Zika Vírus, Sena Madureira é uma cidade privilegiada por integrar essa pesquisa. “É um estudo que vai investigar a prevalência ou não do vírus no município. Sabemos do grande malefício que essa doença causa, principalmente em relação à microcefalia”, disse.

Para os profissionais da saúde no município, trata-se de um momento de extrema importância. “Num primeiro momento, chegamos a temer que não seria possível completar essa pesquisa, uma vez que esperávamos uma amostragem de 500 ou até 700 pessoas participando da pesquisa. Mas alcançamos nosso objetivo e, com certeza, esse número será superado”, conta o médico.

O trabalho é realizado pela prefeitura de Sena Madureira com apoio de equipes multiprofissionais das unidades básicas de saúde do município, Fundação Hospitalar, Instituto bioMérieux, da França, alunos e professores do Ifac.

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Destaque 4

Da bancada do Acre, apenas Mara Rocha votou para manter COAF nas mãos de Sérgio Moro

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O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) tem como missão produzir inteligência financeira e promover a proteção dos setores econômicos contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo e é considerado estratégico para as ações de combate à corrupção.

No início de seu mandato, o presidente Jair Bolsonaro transferiu o COAF para o Ministério da Justiça.

O órgão teve papel decisivo nas investigações da Lava Jato e era apontado por Sérgio Moro, atual Ministro da Justiça, como essencial para cumprir com sua promessa de combate à corrupção no país.

Mas em votação no plenário, os deputados federais decidiram nesta quarta-feira, 22, que o órgão sai do controle do Ministro da Justiça e volta a ser controlado pelo Ministério da Economia.

A votação foi apertada e a diferença foi de apenas 18 votos e a bancada acreana ajudou muito na decisão.

Dos 8 deputados federais do Acre, apenas Mara Rocha (PSDB) votou pela manutenção do COAF no Ministério da Justiça. Flaviano Melo (MDB), Vanda Milani (SD), Perpétua Almeida (PCdoB), Jéssica Sales (MDB), Jesus Sérgio (PDT) e Manuel Marcos (PRB) votaram contra a permanência do órgão sob o controle de Sérgio Moro.

Em reunião da bancada acreana, Mara Rocha já havia afirmado que votaria pela permanência do Coaf no Ministério da Justiça. “Essa decisão foi equivocada e precisa ser corrigida em plenário, pois compreendo que só conseguiremos enfrentar a corrupção se contarmos com inteligência financeira. Se queremos encontrar, rapidamente, indícios de corrupção, a solução é deixar o COAF sob a alçada do Ministro Moro. Defenderei e votarei para que o órgão permaneça com o Ministério da Justiça”

Já Alan Rick (DEM) foi o único dos deputados federais do Acre a não votar e aparece como um dos 70 parlamentares ausentes na votação.

A MP agora vai para análise do Senado Federal.

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