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Mara Rocha apresenta PL criando Política de Incentivo à Apicultura e Meliponicultura

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A partir de 2013 o mundo tem se deparado com o sumiço de abelhas. Em agosto daquele ano, a revista Time já trazia uma matéria de capa sobre o tema, alertando para esse evento que preocupa dois setores aparentemente antagônicos: o agronegócio e as entidades de preservação ambiental.

Esse fenômeno motivou os membros da Associação de Criadores de Abelhas do Acre – Floresta com Abelhas a procurarem a Deputada Federal Mara Rocha (PSDB/AC) para discutir o tema. Dessa reunião surgiu o Projeto de Lei nº 2.341/2019 que cria Política Nacional de Incentivo ao Desenvolvimento da Apicultura e da Meliponicultura, O Projeto tenta organizar as atividades de criação, conservação e manejo racional das abelhas e seus enxames, além de criar incentivos para a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico da criação de apiários e meliponários.

“A Associação Floresta com Abelhas apresentou alguns dados que me alarmaram muito. O mundo tem testemunhado um fenômeno preocupante. As abelhas operárias, que servem para a polinização de plantas e para a produção de mel, estão desaparecendo das colmeias o que tem levado à morte de colônias inteiras. Isso é extremamente grave, pois se esse quadro não for revertido, a falta de polinização levará ao fim de diversas culturas, colocando em risco a própria agricultura como conhecemos ”, afirmou Mara Rocha.

A parlamentar tucana esclareceu que o Projeto tem a finalidade de dar maior viabilidade econômica à criação de abelhas mas, também, busca garantir a sobrevivência da agricultura no país. “Em termos globais, os serviços de
polinização prestados por estes operários da natureza são avaliados em R$54 bilhões por ano. Culturas como a da maçã, pera, laranja, melão, melancia, café, castanha, amêndoas, abacate, morango, pepino, algodão, soja, pêssego,
abóbora e cebola, entre outras, dependem diretamente da polinização feita pelas abelhas para desenvolver sua produção”.

Na justificativa do seu Projeto, Mara Rocha destacou a importância econômica da produção de mel no Brasil. “Apenas em 2016, a produção nacional de mel foi de 36.612 toneladas, desse total, 61% destinou-se à exportação,
contribuindo com cerca de US$ 95,63 milhões para a balança comercial brasileira. Então, a cultura das abelha é um importante ativo financeiro a ser explorado”.

Além de políticas de incentivo à cultura das abelhas, o Projeto da Deputada Mara Rocha inova ao permitir a instalação, manejo e exploração econômica de meliponários em Unidades Federais de Conservação da Natureza. “As

Melíponas são as abelhas nativas do Brasil, são aquelas abelhas que não possuem ferrão, como a uruçú, a jupará, a jataí, e podem ser criadas próximas às residências. Elas hoje se encontram em risco de extinção e, justamente por
isso, sugeri a instalação de meliponários nas Unidades de Conservação por entender que esse arranjo permitirá a preservação das nossas matas, das abelhas nativas, além de garantir uma nova fonte de renda à população do
Acre e do Brasil”.

“Esse Projeto me deixou particularmente feliz, foi um trabalho em conjunto, feito pela minha assessoria, com participação direta dos representantes da Associação. Quero deixar consignado meu reconhecimento ao trabalho da
Angélica Maciel, da Maria Edna, do Artaganan Cícero, do David de Oliveira e do Manoel Ezimar, dentre outros, que contribuíram muito para a apresentação dessa que é a primeira proposta legislativa a tentar organizar o setor”, finalizou Mara Rocha.

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Saúde de Sena Madureira integra pesquisa que detecta incidência do Zika Vírus

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O município de Sena Madureira é único no estado do Acre a participar de uma pesquisa que investiga a prevalência do Zika Vírus na região. Na noite dessa quarta-feira, 22, a prefeitura de Sena, com apoio da secretaria municipal de saúde, realizou um mutirão no auditório do Instituto Federal do Acre (Ifac) para coletas de sangue que serão utilizadas no estudo.

O projeto contou com a participação de alunos voluntários e professores, que se propuseram a fazer parte da pesquisa. De acordo com o Dr. Alan Areal, médico infectologista e coordenador da pesquisa de prevalência de infecção pelo Zika Vírus, Sena Madureira é uma cidade privilegiada por integrar essa pesquisa. “É um estudo que vai investigar a prevalência ou não do vírus no município. Sabemos do grande malefício que essa doença causa, principalmente em relação à microcefalia”, disse.

Para os profissionais da saúde no município, trata-se de um momento de extrema importância. “Num primeiro momento, chegamos a temer que não seria possível completar essa pesquisa, uma vez que esperávamos uma amostragem de 500 ou até 700 pessoas participando da pesquisa. Mas alcançamos nosso objetivo e, com certeza, esse número será superado”, conta o médico.

O trabalho é realizado pela prefeitura de Sena Madureira com apoio de equipes multiprofissionais das unidades básicas de saúde do município, Fundação Hospitalar, Instituto bioMérieux, da França, alunos e professores do Ifac.

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Destaque 4

Da bancada do Acre, apenas Mara Rocha votou para manter COAF nas mãos de Sérgio Moro

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O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) tem como missão produzir inteligência financeira e promover a proteção dos setores econômicos contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo e é considerado estratégico para as ações de combate à corrupção.

No início de seu mandato, o presidente Jair Bolsonaro transferiu o COAF para o Ministério da Justiça.

O órgão teve papel decisivo nas investigações da Lava Jato e era apontado por Sérgio Moro, atual Ministro da Justiça, como essencial para cumprir com sua promessa de combate à corrupção no país.

Mas em votação no plenário, os deputados federais decidiram nesta quarta-feira, 22, que o órgão sai do controle do Ministro da Justiça e volta a ser controlado pelo Ministério da Economia.

A votação foi apertada e a diferença foi de apenas 18 votos e a bancada acreana ajudou muito na decisão.

Dos 8 deputados federais do Acre, apenas Mara Rocha (PSDB) votou pela manutenção do COAF no Ministério da Justiça. Flaviano Melo (MDB), Vanda Milani (SD), Perpétua Almeida (PCdoB), Jéssica Sales (MDB), Jesus Sérgio (PDT) e Manuel Marcos (PRB) votaram contra a permanência do órgão sob o controle de Sérgio Moro.

Em reunião da bancada acreana, Mara Rocha já havia afirmado que votaria pela permanência do Coaf no Ministério da Justiça. “Essa decisão foi equivocada e precisa ser corrigida em plenário, pois compreendo que só conseguiremos enfrentar a corrupção se contarmos com inteligência financeira. Se queremos encontrar, rapidamente, indícios de corrupção, a solução é deixar o COAF sob a alçada do Ministro Moro. Defenderei e votarei para que o órgão permaneça com o Ministério da Justiça”

Já Alan Rick (DEM) foi o único dos deputados federais do Acre a não votar e aparece como um dos 70 parlamentares ausentes na votação.

A MP agora vai para análise do Senado Federal.

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