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Trânsito: radares x violência

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Coincidência ou não, nosso presidente e nosso governador declararam guerra aos radares que controlam a velocidade nas ruas do Acre e nas estradas do Brasil. O principal argumento foi acabar com a indústria das multas.

Aplaudidos por uns e criticados por outros, o julgamento público ficou por conta da segurança coletiva versus a liberdade individual.

Acredito que o assunto seja bem mais amplo, para o que trago algumas constatações:

  • Há um estresse coletivo que se manifesta em violência no trânsito. O pé pesado no acelerador é só um dos reflexos disso. Ruas e estradas se tornaram o local mais democrático para se disputar poder.
  • Ao mesmo tempo que os novos veículos estão cada vez mais potentes e seguros, o sistema viário não acompanhou o desenvolvimento tecnológico nem o crescimento da frota. Veículos mais rápidos têm que se contentar com trânsito travado e congestionamentos.
  • Os meios de transporte coletivo, que poderiam desafogar o trânsito, perdem paulatinamente espaço para carros e motocicletas de uso individual.
  • A evolução tecnológica dos sensores de velocidade, transmissão e processamento das informações do trânsito criou um mercado de serviços bastante vantajoso aos órgãos de controle do trânsito.
  • As multas do sistema de trânsito se tornaram uma considerável fonte de recursos para o financiamento do setor público, dando relevância política aos órgãos fiscalizadores.

Agora a gente põe tudo isso num balaio só e mistura bastante. Daí que começam a aparecer avenidas regulamentadas a 60km/h onde você tem que baixar para 40km/h quando chega na zona de sinalização do radar e fica todo mundo, com boa dose de razão, tratando o equipamento por “caça níquel”.

Outro aspecto que, volta e meia, depõe contra os sistemas de controle de velocidade é a suspeição em relação aos contratos com as empresas que prestam esse serviço. Há notícias de fraudes pelo país todo. Em muitos locais, os órgãos fiscalizadores ficam completamente reféns da empresa que opera o sistema e que gera as notificações.

O certo é que a multa, que deveria ser educativa e punitiva, é encarada como fonte tributária por muitos administradores.

Mas, se ninguém descumprir as regras do trânsito não seria mais necessária a fiscalização? E a sinalização, manutenção de placas, pinturas e semáforos? Sem as multas, esses trabalhos precisam ser feitos da mesma forma.

O importante é que se tenha bem claro que as multas não são para financiamento das autarquias do trânsito. Deviam mesmo era serem direcionadas para a educação básica e a saúde pública, causa e consequência da violência e acidentes viários.

A tecnologia de fiscalização, por outro lado, não pode ser o bicho papão de desavisados. É sim uma forte aliada para conter os excessos que determinam situações de enorme gravidade, evitando acidentes, prejuízos e vítimas.

A integração dos sistemas que identificam veículos e sua localização permite muito mais que notificar condutores que excederam a velocidade ou cruzaram um sinal vermelho. Podem e são usados também para recuperação de veículos roubados, medição de volume do tráfego e dimensionamento dos equipamentos viários, por exemplo.

Bem utilizada, é essa mesma tecnologia que permitiria programar e sincronizar os semáforos em tempo real, dando mais fluidez ao trânsito das cidades.

No caso local, a decisão do governador de desligar os radares teve muito mais a ver com corrigir um vício das administrações anteriores que usurpavam dos municípios a atribuição sobre o trânsito. Já o presidente Bolsonaro, parece que discordava das condições dos contratos com as empresas que ganharam o serviço.

Com a evolução da tecnologia, não demorará para que os veículos sejam todos autônomos e não teremos mais controle humano do acelerador. O trânsito será um tédio extremamente seguro.

Até lá, temos que saber usar os recursos humanos e tecnológicos disponíveis para reduzir ao mínimo os acidentes e melhorar a circulação. Uma parte disso certamente são os controladores do excesso de velocidade, desde que usados para educar e punir os maus condutores. Por trás de tudo, é a transparência dos contratos que dará credibilidade a esses sistemas.


Roberto Feres escreve às terças-feiras no ac24horas.

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Acre

Polícia prende criminosos envolvidos em morte de Idosa de 74 anos

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Uma ação conjunta dos Policiais Militares do 4°Batalhão – Cia de Bujari e Polícia Civil durante toda sexta-feira (19), dando cumprimento a um mandado de prisão, resultou nas prisões de Kennedy Ribamar da Costa, 21 anos, Frank D’anderson Alencar, 28 anos, e Thiago Ferreira da Silva. Eles são os suspeitos envolvidos no latrocínio ocorrido no dia 16 de junho deste ano, no Ramal Abib Cury, km 8, na Fazenda Nossa Senhora das Graças na zona rural do município do Bujari-AC.

Na ocasião, a idosa Laurinete Ribeiro da Costa, de 74 anos, foi atingida com um tiro dentro da sua residência efetuado por engano pelo próprio marido, no momento em que os bandidos cometiam o crime.

Segundo informações da família, Laurinete estava em casa com um filho e o marido, quando três homens não identificados invadiram a residência pela porta de trás. No momento da ação dos criminosos, a idosa estava assistindo televisão e ficou muito nervosa e começou a gritar. O marido da idosa já estava dormindo e o filho estava no quarto. O esposo se levantou e com uma arma efetuou um tiro que atingiu por engano Laurinete.

Os criminosos fugiram do local e levaram a bolsa e o celular da vítima. Segundo Jhennifer, neta de Laurinete, a casa dos seus avós já tinha sido alvo de bandidos há algum tempo. Os criminosos foram encaminhados ao presídio Francisco de Oliveira Conde.

 

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Destaque 4

Mazinho Serafim se defende e aponta falta de isonomia em situação ocorrida na Rádio Difusora

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Informe Publicitário – O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim se viu envolvido numa lamentável situação ocorrida nos estúdios da Rádio Difusora na última sexta-feira (19). O fato se deu quando o prefeito foi ao local solicitar seu direito de resposta às declarações que foram proferidas por um vereador do município durante entrevista a emissora. Com a negativa, e o fato sendo disseminado por diversos meios de comunicação de maneira, segundo ele, completamente contrária do que realmente aconteceu, o prefeito decidiu emitir uma nota de esclarecimento ao povo de Sena Madureira e à sociedade acreana em geral.

Confira a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Venho a público esclarecer a toda população do Estado do Acre, em especial a sociedade de Sena Madureira acerca do ocorrido nos estúdios da Rádio Difusora, na sexta-feira dia 19, bem como rebater a Nota de Repúdio publicada pela Senhora Secretária de Estado de Comunicação.

Ocorre meus amigos de Sena Madureira, que existe um grupo de políticos locais usando os microfones da citada emissora para denegrir minha imagem diariamente com toda conivência da direção local, haja vista que, embora se trate de um veículo público de comunicação, as ações e realizações de minha gestão não existem espaço para divulgação, existindo sim, acesso irrestrito ao mencionado grupo político a qual me referi.

Portanto, a presente nota visa restabelecer e trazer a verdade, só para corroborar com a verdade. Por duas vezes que estava fazendo o uso dos microfones dessa emissora os mesmos foram desligados com a alegação de falta de energia elétrica. Esquece a Senhora Secretária autora da nota de repúdio a mim endereçada ao utilizar a Constituição Federal para defender aqueles que a mesma julga atacados, esqueceu o princípio constitucional da isonomia, ou seja, tratamento igual a todos e, principalmente por tratar-se de uma emissora pública.

O que ocorreu naquela oportunidade senhores foi tão somente a busca pelo meu direito de ter minhas ações também divulgadas e merecedora de espaço publicitário, jamais com intuito de agredir alguém ou desrespeitar a categoria profissional dos jornalistas. O que busquei foi apenas questionar a falta de espaço para falar das minhas ações públicas em prol da comunidade. Assim, reitero aqui o meu respeito a todos os cidadãos de Sena Madureira, especialmente aqueles que pugnam pela verdade e querem o bem da cidade.

Finalizo a minha nota indagando a todos se querem de volta a Sena Madureira que recebi de gestões anteriores, uma cidade atolada em dívidas e literalmente na lama, ou a Sena Madureira atual, com Usina de Asfalto, mais de 40 escolas reformadas e climatizadas, 12 postos de saúde revitalizados e com atendimento digno, salários em dia, abertura de ramais, entrega do estádio Marreirão, que ficou paralisado por mais de 20 anos, renegociação de dívidas, parceria com a Polícia Militar, parceria esta que resultou no combate a criminalidade e consequentemente trazendo paz e tranquilidade a nossa comunidade.

Respeitosamente,
OSMAR SERAFIM DE ANDRADE
Prefeito Municipal

 

 

 

 

 

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