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Emoção marca entrega do Diploma Bertha Lutz pela senadora Mailza Gomes a mulheres acreanas

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A senadora Mailza Gomes entregou diploma para a ex-governadora Iolanda Lima Fleming e para a filha da ex-senador Laélia Alcântra, Noélia de Alcântara

A entrega do Diploma Bertha Lutz pelo Senado Federal na manhã de hoje (26) as acreanas Iolanda Lima Fleming e Laélia Alcântara (in memoriam) foi marcada pela emoção. A solenidade reconhece pessoas que se destacam na luta pelo protagonismo feminino na sociedade brasileira.

A indicação das políticas acreanas foi da senadora Mailza Gomes (Progressistas-AC) que fez questão de citar individualmente, a história de cada uma das homenageadas. “Laélia foi a primeira senadora negra do país, sua atividade como cidadã mistura-se à luta do povo acreano, e Iolanda a primeira governadora do país ainda continua nos ensinando a importância participação da mulher na política” destacou Mailza.

A primeira a ser homenageada no plenário do Senado foi Iolanda Lima Fleming, primeira mulher a governar um estado brasileiro. Em seu discurso a ex-governadora elogiou o trabalho da senadora Mailza.

“Nos sentimos representados por essa mulher” disse a homenageada. Muito emocionada, Iolanda lembrou do ex-senador Nabor Júnior, de quem foi vice-governadora.

Ao contar sua história como professora de OSPB, disse que todas mulheres do Acre têm histórias de luta, “somos filhas das dificuldades, pessoas humildes, que nasceram na roça, mas destemidas, que buscam o que querem” acrescentou Iolanda.

Noélia de Alcântara destacou que sua mãe estaria com 95 anos se estivesse viva.  Relembrou o fato da mãe ser a primeira senadora negra do país, afirmando que mesmo de origem baiana, Laélia Alcântara tinha o Acre no coração.

“Todo mundo lembra da médica Laélia Alcântara e da senadora também. Eu agradeço a Mailza, que novinha, me lembrou minha mãe. Através das mãos dela é que recebo esse diploma e agradeço a todos” concluiu Noêmia.

Para a senadora Mailza Gomes, as homenagens feitas às mulheres acreanas com um diploma de destaque como o Bertha Lutz, é um momento de fundamental importância no início de sua luta pelo fortalecimento da mulher. “Esse é um momento especial em que todas as mulheres acreanas estão sendo representadas. A minha luta é a luta de cada cidadã e cidadão acreano, pela democracia e a construção de um Brasil mais justo para todos” comentou a senadora.

 

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Destaque 5

Para Binho, educação precisa de mudanças na distribuição de recursos aos estados

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O ex-governador do Acre Binho Marques concedeu entrevista nesse final de semana ao FuturaPlay, onde falou sobre investimentos e gestão dos recursos destinados à educação no Brasil. Binho já foi dirigente do Ministério da Educação e hoje atua como consultor de políticas públicas em educação. Conceituado conhecedor da situação educacional do país, Marques destacou medidas que podem melhorar, significativamente, a qualidade da educação oferecida por municípios e estados brasileiros.

O Brasil destina cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. Um montante alto se levar em consideração a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), porém, muito baixo se considerar que o país é extenso e com uma grande dívida para com a educação de seu povo.

“Um dos meios é investir de forma correta os recursos destinados à educação. É preciso acabar com a “intriga” entre economistas e educadores para que se possa investir mais na educação”, salienta Marques.

Binho também ressalta que o país tem graves problemas de gestão. “O atraso que o Brasil tem com a educação faz com que precise investir muito mais do que já investe na educação. Não dá para continuar a gastar 3.800 dólares por aluno, enquanto que a media da OCDE por aluno é 10 mil dólares”.

Segundo o consultor, estudos recentes demonstram que o investimento na educação provoca, sim, melhora a qualidade da educação. “Todo dinheiro que você coloca na educação tem efeito na qualidade, mas as coisas precisam ser ‘casadas’, investir e evoluir proporcionalmente ao que é investido”.

Fundeb

Sobre a renovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), prevista para 2020, Binho sugeriu mais justiça na distribuição do recurso. “Estamos diante de uma oportunidade que não podemos perder, de fazer um Fundeb melhor na forma de distribuir os recursos”, garante.

Segundo ele, o ideal seria fazer uma redistribuição, não por estado, mas por ente federativo, onde se observaria cada município e estado, avaliando a situação e fragilidades socioeconômicas de cada um para enviar mais aos que têm menos.

MEC

Marques também salientou que o Ministério da Educação (MEC) possui muitos programas com pouco ou nenhum impacto real na melhora da qualidade da educação. “Poderia reduzir a quantidade de programas, dando melhor diversidade e entendendo a realidade de cada local”. Para ele, boa parte do investimento do MEC se perde. “Não tem efeito na qualidade da educação, pois não dialoga com realidades diferentes”, enfatiza.

Uma solução para esse problema, de acordo com o consultor, seria descentralizar mais os programas do MEC e repensar outros, inserindo tais recursos diretamente no Fundeb. “Tem como reunir um conjunto de ações e apontar para os municípios e estados o que deve ser feito, dando mais liberdade para os mesmos”.

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Destaque 5

Luiz Gonzaga visita Assembleia de Minas e lamenta falência do Acre

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Foto: William Dias/ALMG

O deputado Luiz Gonzaga, 1º-secretário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), visitou a Assembleia Legislativa de Minas Gerais nesta sexta-feira (17). O 2º-vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, Max da AABB (SD), também participou da visita.

Durante as visitas, os deputados conheceram diversos setores da Casa, como o Plenário, o Salão Nobre (com a galeria de fotos dos presidentes da ALMG) e a TV Assembleia, onde foram entrevistados.

A rediscussão do pacto federativo, de forma a corrigir a concentração de receitas nas mãos da União e a compensação aos estados que perderam receitas com a Lei Kandir foram os assuntos mais debatidos mas Luiz Gonzaga aproveitou para falar da situação financeira do Acre. “O atual governo assumiu um Estado falido, com uma dívida enorme, uma dificuldade que é ainda maior para estados menores, tais como o Acre, que não produz quase nada”, lamentou o deputado acreano Luiz Gonzaga.

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