fbpx
Conecte-se agora

Estatísticas, segurança pública e o foco contra a violência

Publicado

em

O Brasil é um país violento. Os números não mentem e as estatísticas estão aí para comprovar.

Anualmente morrem 40 mil pessoas em acidentes de trânsito, 60 mil por homicídios e há mais de 20 mil estupros registrados, considerados os dados divulgados pelo IBGE, em números redondos.

Das 100 mil mortes violentas ocorridas no ano de 2016, a maioria das vítimas foram homens (82,5% no trânsito e 92,5% dos homicídios). Os jovens entre 15 e 29 anos foram um terço das vítimas do trânsito e mais da metade das vítimas por homicídios.

Dois terços dos homicídios registrados foram por uso de armas de fogo, cujo acesso lícito é extremamente restrito no país, seja pelas regras legais ou pelo preço de aquisição.

Infelizmente as estatísticas têm sido usadas para justificar ideias pré concebidas ao contrário de servirem ao diagnóstico para enfrentar os verdadeiros problemas. Grupos de defesa racial ou de gênero fazem seu recorte customizado, da mesma forma como os que pretendem a proibição de armas ou liberação das drogas.

Em ordem de grandeza, armas matam tanto quanto os automóveis e há três vezes mais homicídios de homens brancos que o total de mulheres assassinadas, anualmente.

O problema da violência no Brasil não é racial ou de gênero ou de armas ou de veículos. Está sim associado à enorme desigualdade econômica e à impunidade. Nossa persecução criminal soluciona menos que 10% dos delitos.

Temos leis e proibições em excesso, acreditando que papel resolve todos os nossos problemas, e não cuidamos bem da prevenção, nem da punição.

Precisamos olhar para a violência como um todo. Há sim aspectos que determinam a que ocorre contra mulheres, negros, homossexuais e indígenas. A violência doméstica é sim um problema enorme na nossa sociedade atual, independentemente das visões liberal ou conservadora, sociológica ou religiosa da questão. Mas o problema está em como reduzir a violência como um todo.

Ou alguém é simplório ao ponto de entender que a violência que ocorre dentro de casa está dissociada da que ocorre no trânsito, nos ambientes de trabalho, nos estádios de futebol ou no buteco da esquina ou ainda no bullying escolar?

Proibir não é prevenir. Se carros e armas matam aproximadamente a mesma quantidade de pessoas anualmente, abolir o trânsito reduziria à metade nosso problema, além de evitar uma legião de sequelados pelos acidentes.

É necessário tratar a violência. Descobrir suas causas e formas não violentas de dissipar as tensões e o estresse. E também é necessário encontrar modos de coibir os atos violentos pela perspectiva de punibilidade legal, e também social.

Enxergo nas proibições indiscriminadas a tentativa de tolhimento das pessoas à autodeterminação. A perda de graus de liberdade do cidadão implica em tomar decisões entre o legal e o ilegal e não entre o bom e o ruim, o bem ou o mal, o certo e o errado, banalizando a própria noção de legalidade.

Pessoalmente, não funciono bem com as proibições cuja justificativa é do objeto ser potencialmente perigoso. Ter que por focinheira num cão bem socializado porque há proprietários irresponsáveis que caminham na rua com animais ferozes e perigosos, para mim é uma afronta, da mesma forma que me agredia, na década passada, em Rio Branco, não poder chegar num restaurante às 10 da noite, com filhos menores, porque a partir das 11 era proibida a presença de crianças em razão do elevado tráfico e consumo de drogas na cidade.

Somente quando tive acesso a armas, como policial, que entendi que andar armado não melhora, ou até piora, minha própria segurança. Essa é uma condição que varia de pessoa a pessoa e exige uma avaliação, entendimento e decisão individuais. Prefiro que haja menor regulação, mais oportunidades para prática de tiro esportivo e condições para que cada um tome sua decisão e assuma sua responsabilidade.

Ter uma sociedade regulada e fundada em proibições de papel e um sistema repressivo de baixíssima eficiência é uma ilusão que precisamos superar com urgência. O pragmatismo mostra que a liberdade responsável tem um custo muito menor e mostra resultados mais facilmente tangíveis.


Roberto Feres escreve às terças-feiras no ac24Horas.

Propaganda

Coluna do Astério

Angelim, PT e o pijama!

Publicado

em

“O PT tem candidato a prefeito de Rio Branco. Deverá ser mesmo o ex-prefeito Raimundo Angelim”. É o papo que rola em qualquer conversa política. Seja no palácio, prefeitura, Assembleia, Câmara, rodas de jornalistas, estacionamentos ou botecos. Porém, conhecendo politicamente o prefeito Angelim como eu o conheço, não creio que vá para alinha de frente dessa guerra. O motivo é simples: Não vale a pena se sacrificar por quem não se sacrifica por você. Está vivendo bem, em paz, com a família, os amigos, faz e pensa política diariamente no sentido grande da palavra. Era para ser o candidato do PT ao Senado em 2014, mas nada o magoou mais do que a eleição passada de 2018. Cortes profundos, cicatrizes também. Mas a política é assim mesmo: Muitas vezes os que mais são ajudados, são os que abandonam primeiro, apunhalam pelas costas. Isto porque dão mais valor ao dinheiro e ao poder (efêmeros) do que a amizade que é um valor duradouro. Os mesmos que o sacanearam veem a chance de voltar ao poder novamente. Vão se chegando de mansinho com os guizos falsos da alegria falando em nome do povo que verdadeiramente lhe prestigia. Acostume-se ou vista o pijama! (P. S. No particular, não creio que será candidato; porém, em política tudo é possível ao que não crer).

“Estou filtrando minha vida. Peneirando falsidade, separando de mim aqueles que me fazem mal, identificando as intrigas e eliminando tudo aquilo que não seja bom para mim”.

(Bárbara Flores)

Era potoca

Ao ver o deputado Fagner Calegário (PL) no Palácio Rio Branco durante encontro da base do governo depois de ter denunciado no dia anterior cobrança de propina na atual gestão, parlamentar da oposição comentou com jornalistas: “Era tudo potoca”.

Bestene nega ataques

O deputado José Bestene (Progressista) negou que tenha respondido as críticas do ex-governador Jorge Viana (PT) com ataques pessoais. “Defendi o nosso projeto de governo, está no meu face book para quem quiser ver, jamais faria ataques pessoais ao Jorge ou a quem quer que seja.

Estrutura mínima

O governador Gladson Cameli precisa corresponder aos investimentos que tem recebido do governo federal na área de Segurança Pública dotando a Secretaria de uma melhor estrutura administrativa. É um dos gargalos de sua gestão que precisa ser solucionado com certa rapidez. A população não pode esperar.

Mais petista…

No governo passado o deputado Jonas Filho tinha sérios problemas internos no PT desde de que a Democracia Radical (DR) foi emponderada em detrimento de outros seguimentos do partido. A discordância com Cesário Braga era pública. Ameaçou por diversas vezes sair do PT. Hoje, não! Jonas trabalha para unir mais o PT em torno da liderança de Braga no comando petistas do Acre.

O último bastião comunista

Ficou muito engraçado o presidente do PSL, Pedro Valério, fazendo uma live na frente da prefeitura de Brasiléia afirmando ser o último reduto esquerdista-comunista a ser varrido no Acre. Se tiver comunista ali dentro é porque eu sou o Papa. Valério esqueceu de Xapuri, onde o prefeito Bira também dá as cartas e é amado pelo povo.

. Alguns pré-candidatos a prefeito de partidos nanicos que desejam disputar a eleição deveriam guardar seus dinheiros ao invés de estarem gastando para fazer propaganda.

. Não terão chance alguma!

. Deve ser por que tem demais e está sobrando!

. Nesse caso, se fosse eleito não seria um bom gestor porque as sobras não se gasta se investe em algo proveitoso.

. Para o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), algumas candidaturas que aparecem bem posicionadas nas pesquisas são fortes, mas bateram no teto, ou seja, não crescem mais.

. Quando jornalistas na Aleac brincam com o deputado Daniel Zen (PT) dizendo que ele será candidato a prefeito de Rio Branco rebate:

. “Se vocês são meus amigos porque me desejam tanto o mal”!

. Minoru, Socorro e Angelim tem o mesmo perfil político: são moderados!

. O povo, ao que parece, está cansado de guerra!

. Quer paz!

. Eu também, bom dia!

Continuar lendo

Extra Total

Um mês depois, investigações não apontam responsáveis pelo acidente com helicóptero

Publicado

em

Foto: Jardy Lopes

Ainda não há previsão para que o Harpia 1 volte a funcionar

Mesmo com três frentes de investigações – Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, Ministério Público Estadual e uma empresa seguradora – o laudo que deve apontar os verdadeiros culpados pelo acidente envolvendo o helicóptero Harpia 1, do Centro Integrado de Operações Aéreas da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do estado, e um caminhão-baú, ainda não foi concluído.

Para receber a visita de peritos que vieram de Manaus e de Minas Gerais, a aeronave ficou no local do acidente por uma semana. Ainda não existe previsão para que o Harpia 1 volte a funcionar.

O segundo helicóptero, doado pelo Ministério da Justiça ano passado, encontra-se em manutenção. Segundo a secretaria de estado de Justiça e Segurança Pública, questões burocráticas estão sendo providenciadas para que a aeronave possa voltar a integrar o comando de operações aéreas.

O acidente com o Harpia 1 aconteceu na BR-364, no Segundo Distrito de Rio Branco. O laudo é considerado fundamental para a manifestação da seguradora da aeronave.

Continuar lendo

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required

Leia Também

Mais lidas