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Piscicultura cresce 6,3% no Acre e investidores já fazem propostas pela Peixes da Amazônia S/A

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Com o título “Governo e iniciativa privada juntam forças” o Anuário da Piscicultura 2019 lembra do modelo falido da Peixes da Amazônia S/A como um processo que deva servir de reflexão para o setor. “A participação mais ativa do setor produtivo no processo decisório dos caminhos da Piscicultura no estado, associada a uma legislação ambiental que permita a celeridade nos processos de licenciamento ambiental e a livre escolha do produtor sobre o que produzir, pode deslanchar a produção e aproveitar todo o ativo de viveiros existentes no Estado”, diz o Anuário.

A piscicultura era a menina dos olhos do governo que antecedeu ao de Gladson Cameli. Coleciona avanços impressionantes e revezes acachapantes a um só tempo. A produção no Acre é baseada essencialmente em açudes, os quais devido aos incidentes envolvendo barragens em Minas Gerais foram parar numa espécie de berlinda: levantamento da Confederação Nacional dos Municípios mostra que em dez municípios acreanos os açudes se classificam em ´risco alto´ e ´risco médio´ quanto à segurança da obra.

De todo modo, a piscicultura do Acre vem realmente se fortalecendo nos últimos anos. Em 2018, foram produzidas no estado cerca de 8,5 mil toneladas, com elevação de 6,3% sobre o ano anterior, segundo o Anuário da Piscicultura, uma publicação da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR).

Além da iniciativa privada admitir erros, os órgãos oficiais também falam de problemas com o setor. Segundo o Escritório Federal de Pesca e Aquicultura do Acre, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, em que pese o crescimento, há desafios. Entre eles, está a lentidão dos processos de regulamentação. Uma boa notícia nesse sentido foi a recente mudança da legislação que fez com que o vencimento dos registros de aquicultores era de apenas um ano; agora, são de quatro anos. Isso estimula a atividade e ajuda a alavancar a criação, com desenvolvimento da economia local.

O setor busca apoio para elaboração de novos projetos para criação, incentivo à piscicultura familiar e auxílio às pesquisas, além de dar mais oportunidades aos pequenos e médios produtores e construção de mais viveiros escavados, os açudes. Essas exposições foram feitas ao Anuário pela ex-chefe da Aquicultura no Acre, Kelly Saldanha.

O Complexo Industrial Peixes da Amazônia S/A é um grande investimento feito pelos governos federal e estadual e produtores, porém não se viabilizou no formato inicial programado, o que -assim também pensa o Governo – obriga o Estado a reavaliar todo o projeto e encontrar uma alternativa para aproveitamento da indústria de ração, frigorífico e unidade de produção de alevinos.

A participação mais ativa do setor produtivo no processo decisório dos caminhos da Piscicultura no estado, associada a uma legislação ambiental que permita a celeridade nos processos de licenciamento ambiental e a livre escolha do produtor sobre o que produzir pode deslanchar a produção e aproveitar todo o ativo de viveiros existentes no Estado.

Na noite desta terça-feira (19) o secretário de Planejamento do Acre, Rafael Bastos, confirmou ao ac24horas que há investidores, inclusive de Rondônia, já apresentando propostas para tocar a Peixes da Amazônia. O modelo mais adequado está sendo produzido pela Agência de Negócios do Acre (Anac) e ainda não chegou na fase de valores. O inventário dirá a real situação da empresa. Mas em qualquer modelo, o Governo do Acre será apenas espectador.

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Igual a gasolina, preço do diesel não para de subir no Acre

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Há muito tempo deixou de ser novidade, mas a informação traz alerta aos consumidores: o preço médio do diesel segue em alta no Acre, revela o levantamento de abril do Índice de Preços Ticket Log (IPTL). É o quarto mês consecutivo de aumento, com o litro do diesel vendido em média a R$ 4,459. E na Região Norte, o valor médio ficou próximo dos R$ 4.

O IPTL é um índice mensal de preços de combustíveis levantados com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que traz grande índice de acerto, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com média de oito transações por segundo.

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Destaque 7

Latam é obrigada a transportar idoso de Goiânia para Rio Branco

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O juiz da 30ª Vara Cível da comarca de Goiânia, William Costa Mello, concedeu liminar para obrigar a Latam Airlines Brasil a transportar um idoso enfermo de volta ao seu lar. A companhia aérea havia se negado a autorizar o embarque do passageiro, pelo caráter grave da doença, mesmo com alta médica.

A intenção é que ele consiga regressar para sua casa, em Rio Branco, no Acre, depois de tentar tratamento médico, sem sucesso, em Goiânia. A viagem deverá ser realizada em até 24 horas após a data da concessão da medida liminar. Em caso de descumprimento da medida, a empresa está sujeita a multa diária de R$ 5 mil.

Segundo a petição, o idoso é portador de neoplasia de pâncreas avançada. Ele veio a Goiás, em fevereiro deste ano, para tentar terapia. Como não conseguiu perspectiva de cura, o médico responsável indicou cuidados paliativos e sugeriu o retorno à casa, para o paciente ficar junto da família. Contudo, a viagem foi negada pela ré.

Para o magistrado, a Latam Airlines agiu com abusividade, ao impedir o idoso de viajar, justificando a necessidade de concessão da liminar. “O periculum in mora (risco da demora) resta configurado uma vez que não seria razoável exigir do autor esperar o deslinde do processo para somente ao final obter o transporte aéreo almejado. E tal ocorre ante a possibilidade do autor não usufruir o resultado prático de sua pretensão de retornar a sua casa e despedir de seus entes queridos, já que somente está realizando tratamento paliativo para a neoplasia maligna avançada”.

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