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Uma prefeita não contaminada pela rejeição

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Falar em PT, no governo passado, é ouvir xingamentos. E rejeição que foi refletida nas urnas na maior derrota que o partido já sofreu no Acre. Mas, há petistas e petistas. A prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem (PT), por exemplo, pelo que mostraram as pesquisas não teve a sua aceitação afetada. Pelo contrário, entre os prefeitos do Alto Acre, disparada, é a melhor avaliada. Até os seus adversários da oposição costumam comentar que não será uma missão fácil lhe derrotar na eleição do próximo ano. A Fernanda foi esperta. Pegou uma cidade em pandarecos, às escuras, foi arrumando aos poucos, melhorando as ruas, ramais, e Brasiléia perdeu o seu ar de cidade fantasma. Há ainda cobranças a serem feitas, é natural, principalmente, de quem trabalha com um orçamento contido, economizando cada centavo. Mas ninguém pode lhe acusar de ser omissa. Outro ponto a se ressaltar é que a página da Prefeitura na internet é de uma transparência exemplar. Cada investimento está registrado.

FALANDO EM PREFEITOS

Ontem, dois colegas de profissão me comunicaram que serão candidatos a prefeitos. Salomão Matos, em Porto Acre; e o Chiquinho, em Tarauacá. Salomão quer sair pelo PSDB e focado em derrotar o prefeito Bené Damasceno. E o Chiquinho, que se apresenta como “candidato ficha limpa”, diz estar certo de que derrota a prefeita Marilete Vitorino. E o jogo será jogado.

SUMIDOS DO MAPA

Dois secretários que estão sumidos neste governo: Ney Amorim e Vagner Sales. E ambos sempre foram muito atuantes. Se estão desempenhando algum papel, não é divulgado.

QUEM MAIS REIVINDICA

Basta se pegar o conjunto das suas ações para ver que o deputado federal Alan Rick (DEM) é da bancada federal acreana o parlamentar mais propositivo. O seu diferencial é que as suas ações não são individuais, para beneficiar um só segmento, mais coletivas. Bom para o Acre.

ABRIR A AGENDA

O deputado Neném Almeida (SD) reclamou ontem na tribuna da ALEAC de que não conseguiu ainda uma vaga na agenda da prefeita Socorro Neri para uma audiência em que que apresentar reivindicações. Não pode acontecer! A prefeita Socorro tem de fazer mais política.

SEJAMOS JUSTOS

Sobre a questão da Balsa que faz a travessia de carros entre o bairro da Sibéria e o centro de Xapuri, e sobre a ponte sobre o Rio Acre, naquele município, ninguém fez mais cobranças na tribuna da ALEAC do que o deputado Antonio Pedro (DEM). Bateu na tecla sem parar.

ACORDA, SEBASTIÃO!

O deputado Jonas Lima (PT) fez ontem uma denúncia grave: alunos da área rural do município de Rodrigues Alves não estão frequentando escolas porque até sapo atola nos ramais do município. E 70% dos moradores estão no meio rural. Acorda, prefeito Sebastião Correia!

SUPLÍCIO DIÁRIO

Não será demais se os moradores de Brasiléia e Epitaciolândia fecharem a ponte que liga os dois municípios, que virou um cacareco. De mão única, filas imensas de carros se formam nas duas cabeceiras para a travessia, alternadamente. Com perdão da palavra: 20 anos de governos do PT e não fizeram porra nenhuma para acabar com o problema. E ficam bodejando? Vão arrumar uma lavagem de roupa. A urna os derrotou, não assimilaram?

VAI PARA CIMA

O deputado Roberto Duarte (MDB) juntou material e promete abrir debate sobre a Saúde. Somente o fará na próxima semana porque, ele teve que se deslocar ontem até Brasília.

A EQUIPE ECONÔMICA ÁS FAVAS

O governador Gladson tem de ter prioridades. E nenhuma é mais urgente do que a Saúde. É hoje o seu calcanhar de Aquiles. Assim como pagou as pendências do Hospital Santa Juliana, deveria pagar as dívidas do Hospital do Juruá, região onde nasceu, cujo atendimento é deficiente por falta de condições aos profissionais de saúde e pagar a empresa que presta atendimento cardíaco. O pipocar de cobranças do povão, não está caindo no colo da equipe econômica, mas no seu. As queixas na saúde estão abalando seu capital de aceitação popular.

NÃO ACREDITE!

Se alguém anda lhe dizendo que tudo se encontra às mil maravilhas na Saúde, não acredite.

IRRESPONSABILIDADES DO PASSADO

Claro que são dívidas que recebeu do desastrado governo que o antecedeu, por isso varrido nas urnas, mas são situações urgentes e não podem ficar sendo empurradas com a barriga.

CABE UMA PERGUNTA

Neste cipoal, cabe uma pergunta: de que adiantou decretar estado de emergência na Saúde?

O ACORDAR DA MARIA

A Maria Antonia (PROS) é uma parlamentar por quem nutro respeito. Mas cabe um adendo na sua justa preocupação com o suposto fechamento do Hospital Sousa Araújo: Não vi da sua parte nenhuma cobrança ao governo passado, que deixou abandonada aquela unidade.

TODO O DIREITO

O deputado Fagner Calegário (PV) tem todo o direito de fazer requerimentos aos secretários estaduais para buscar informações que subsidiem o seu mandato. E os secretários não têm que ficar de cara feia, má vontade, porque as informações são públicas e não de um gueto.

JOGO LIMPO

O governador Gladson joga limpo nesta questão da terceirização dos serviços do HUERB e Pronto Socorro de Rio Branco. Encaminha de forma transparente. Deputados da Comissão de Saúde da ALEAC embarcaram ontem à noite para Brasília, onde junto com o governador, vão conhecer os serviços prestados pela Fundação que administra o Hospital de Base do DF.

NADA MAIS JUSTA

A proposta do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) para que o governo transforme o ICMS antecipado pago pelos empresários que tiveram os seus comércios queimados no Calçadão do Colégio Acreano, em créditos, para que tenham condições de se soerguer, é muito justa.

NA TRUCULÊNCIA NÃO VAI

O ex-governador Tião Viana sofreu um vexame na ALEAC quando quis empurrar goela abaixo, sem uma discussão prévia com deputados, classe médica, sindicato, e teve a sua proposta de terceirização rejeitada. É um assunto polêmico e por isso tem de ser debatido, como ocorre neste governo.

NOME PREFERENCIAL

Um amigo influente dentro do PT me confirmou ontem que o caminho mais aberto para o partido na eleição municipal da capital é o apoio à reeleição da prefeita Socorro Neri, embora não esteja fora de pauta a candidatura própria. Não fosse assim, o PT não estaria na sua base, comentou. Candidatura própria somente em último caso, é que falta um bom nome.

NOVO LÍDER

Com a saída de cena do vereador Eduardo Farias (PCdoB), quem assumiu a liderança da prefeita Socorro Neri na Câmara Municipal foi o combativo vereador Rodrigo Forneck (PT).

FONTE INSUSPEITA

“Melhorou muito”. A afirmação foi feita ontem à coluna por um ex-político de mandato sobre como se encontra a administração do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro. Na sua avaliação, se o Ilderlei chegar nesta crescente ao fim do verão do próximo ano vira páreo duro.

QUEDA LIVRE

Quem não conseguiu mesmo superar os obstáculos foi a prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, que continua com a sua administração capenga e ainda não decolou. Tinha tudo para estar bem na população, já que sucedeu um prefeito que deixou o cargo mal avaliado.

AULA DE POLÍTICA

Pois é, o senador Sérgio Petecão (PSD), que sempre foi visto pelos adversários petistas como um “brincalhão” está dando uma aula de como fazer política. Ocupa o segundo posto mais importante do Senado e acaba de ser escolhido para vice-líder do presidente Jair Bolsonaro.

MEIO COMPLICADO

Tem deputado do Juruá bem complicado com a justiça eleitoral por compra de votos.

BEM MELHOR

O presidente Jair Bolsonaro tem muita dose de razão quando afirma que podem comparar o seu quadro de ministros com os dos antecessores recentes, para ver que são mais qualificados. Se vão decolar ao longo do mandato é aguardar para ver. Seu problema é calar os filhos.

CONTINUA ALTO

Os números mostram uma queda no número de veículos roubados e de execuções em relação ao período passado idêntico, mas nada a ser comemorado com fervor, continuam bem altos. Principalmente, em Rio Branco, que deveria servir de parâmetro para diminuir estes números.

NÃO PASSA PELO ALYSSON

A solução dos problemas da Saúde não passa só pela vontade do secretário Alysson Bestene. É injusto lhe atribuir culpa do carro estar atolado. Se a equipe econômica não libera os recursos para pagar as dívidas do sistema de saúde, o carro vai ficar atolado e ele pagando o pato.

CONTINUO NO MESMO DIAPASÃO

Acho que é natural que já tenha políticos que se apresentaram como candidatos a prefeito de Rio Branco. Neste Estado, o povo termina de votar e já começa a discutir a próxima campanha. Mas, continuo no mesmo diapasão dos comentários anteriores que antes de se falar em favoritismo, é preciso esperar para ver como estarão perto da eleição, na avaliação popular, a prefeita Socorro Neri e o governador Gladson Cameli. Porque dependendo de como estará a aceitação de ambos poderão ou não ser as figuras protagonistas da próxima disputa da PMRB.

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Blog do Crica

Governo passa com rolo compressor na oposição

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FOTO: SÉRGIO VALE

No parlamento, quem decide o que deve ou não deve ser aprovado é a maioria. À minoria cabe protestar, criticar, mas lhe fica reservado o papel do derrotado. O que vinha acontecendo até a votação de ontem do projeto da reforma, era uma inversão de valores na ALEAC, aonde a oposição vinha derrotando um governo amplamente majoritário. Mas acabou a festa. O governo rearticulou a sua base, unificou, e impôs uma derrota fragorosa à oposição, aprovando o projeto da nova reforma com 15 votos a favor e 8 contrários. Só não teve 16 votos por o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), como presidente, não poder votar. O deputado Roberto Duarte (MDB) ainda tentou através de um artifício regimental, separar o projeto da reforma dos demais, e votar em destaque nas comissões legislativas. Foi derrotado. Nos demais projetos, estes foram aprovados por 23 votos. O que se pode destacar neste novo momento da base do governo: primeiro, é que o governador Gladson Cameli resolveu usar o poder e dar o comando de que, a votação serviria para definir quem daqui para frente seria ou não seu aliado. General forte, exército forte. Também teve outro componente decisivo na vitória: a articulação política do governo funcionou. A chegada do deputado Luiz Tchê (PDT) na liderança do governo foi outro fator preponderante. É que o Tchê é preparado, conhece o parlamento e os seus humores, e soube dialogar com os deputados dissidentes. O papel do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), neste processo, com seu perfil conciliador, também foi importante. E terem dado ao secretário Ney Amorim, pela primeira vez, a liberdade que lhe faltava para trabalhar na aglutinação da base governista, acertaram em cheio. Ponha ainda neste cadinho a participação positiva do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade. Foi um cenário que a oposição não esperava. Apostava tudo em dissidências acontecidas em votações anteriores em que derrotou o governo, que não ocorreram. E foi o que se viu: a oposição foi esmagada pelo rolo compressor do governo na votação de todos os projetos levados ontem ao plenário. A derrota estava no semblante dos oito deputados da oposição. E o jogo foi jogado. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

DISCURSOS INCISIVOS

O que se notou ainda na votação da nova reforma administrativa foi a participação de deputados da base governista na defesa do projeto. O deputado Luiz Tchê (PDT) fez um discurso demolindo ponto por ponto os argumentos levantados pelos deputados da oposição contrários à matéria. O deputado José Bestene (PROGRESSISITAS) também teve uma fala incisiva dos tempos do velho Zeca de outras legislaturas. Também é de se destacar o pronunciamento fulminante contra os opositores pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB).

EQUILÍBRIO É FUNDAMENTAL

Dos discursos da oposição pinço o feito pelo deputado Daniel Zen (PT), que votou contra o aumento de cargos de confiança, mas destacou que o projeto do governo tinha pontos bons, como a volta das estruturas do Instituto Dom Moacyr e do Instituto de Mudanças Climáticas.

NÃO PODE SER O NADA PRESTA

Oposição tem que ser feita a quem está no poder. Firme e incisiva. A oposição é um instrumento da democracia, sem ela vira ditadura. Só não pode ser a oposição de que o que vem de quem governa não presta. Por isso sempre destaco o deputado Daniel Zen (PT), como um político de que sabe ser um oposicionista num contexto de equilíbrio e de coerência.

FACETA INTERESSANTE

O governador Gladson Cameli mostrou ontem uma faceta interessante. De livre iniciativa saiu do seu gabinete no Palácio Rio Branco e foi sentar e dialogar com os policiais civis que estavam acampados na praça palaciana protestando por cumprimentos de pautas da categoria. Disse o que podia ser resolvido e o que não podia. E saiu aplaudido. Não se governa numa redoma.

DIA DE VITÓRIAS

Ontem, foi o dia de vitórias para o Gladson. Entregou na Caixa Econômica Federal os projetos para a recuperação de ramais no valor de 94 milhões de reais, parados desde o governo passado. Se os projetos não fossem entregue até o fim de junho o recurso seria perdido.

FORÇA-TAREFA

Para que os projetos fossem entregues na CEF em tempo recorde foi preciso o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, montar uma força-tarefa com outros órgãos do governo para a conclusão. A prioridade é usar o recurso num menor número de ramais, mas com um serviço de qualidade com pavimentação. Serão priorizados os com maior população e produção.

CONVITE NA MESA

O advogado Edinei Muniz estuda filiar-se ao MDB. Foi convidado pelo deputado Roberto Duarte (MDB). Edinei é um quadro político dos mais preparados e somaria muito no MDB.

ALAN RICK

O deputado Alan Rick (DEM) tem se empenhado na defesa do direito dos portadores de doenças raras de recorrer à justiça para conseguir seus medicamentos. O assunto está em análise no STF. São 3 milhões de pacientes no país. Alan defende ainda que o governo federal negocie com os laboratórios preço menor para os medicamentos e garantir o tratamento.

O MÍNIMO QUE SE ESPERA

Depois da aprovação da criação de mais de 450 CECs, o mínimo que se espera do governador Gladson Cameli é de que estes cargos sejam ocupados por pessoas competentes e não usados como cabides de emprego. Estará todo mundo de olho no Diário Oficial.

SABE QUE NÃO HÁ COMO

É um problema complexo, que envolve decisão judicial tomada, por isso a cobrança por parte do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) para que o governo mande um projeto regularizando o Pró-Saúde é jogo para a platéia. Sabe que não se resume a um ato simples de só mandar.

NÃO ENTENDI

Um policial militar tem entre as atribuições apreender armas ilegais encontradas durante uma ação. Não entendi o projeto do deputado Cadmiel Bomfim (PSDB) que torna lei a gratificação ao policial por arma recolhida. A alegação, menos ainda: de que sem o benefício o número de armas aprendidas diminuiu. Passou a impressão que a apreensão é vinculada ao pagamento.

NOME NOVO NA DISPUTA

O policial federal aposentado, Eden Barros, é um dos nomes que pode disputar a prefeitura de Xapuri no próximo ano. Atualmente, Eden é filiado ao PV, mas discute entrar no MDB.

PONTO PARA A POLÍCIA

Ponto para a polícia civil, numa investigação recorde prendeu os envolvidos no crime de decapitação, uma cena impactante e cruel que inundou as redes sociais. Não são humanos.

NÃO SE AFINA

Sempre que pode o deputado Fagner Calegário (PV) dá uma estocada no chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, lhe atribuindo os desacertos em atos do governador. Calegário dá ao Ribamar um poder que não tem, como de determinar o que pode ou não ser feito no governo.

NINGUÉM LHE TIRA

Não sei os motivos das críticas do deputado Fagner Calegário (PV) – um direito seu – mas não se pode deixar de em relação ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, reconhecer ser um auxiliar do governo competente nas atribuições que recebe. Mas não é quem tem a caneta.

MAS É VIRADA

Não sei se os seus projetos para o setor do empreendedorismo e turismo vão decolar. Mas a secretária Eliane Sinhasique não tem se limitado ao gabinete, ao lamento, mas corre atrás.

NÚMEROS DO GERLEN

Na contabilidade do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), com a nova reforma aprovada ontem na ALEAC, além de garantir o funcionamento da máquina pública o atual governo economiza 7 milhões de reais se for feita uma comparação com o governo do PT. No governo do PT eram pagos com CECs 17 milhões de reais. No governo Gladson serão pagos 10 milhões de reais.

200 MILHÕES DE REAIS

É o valor, segundo o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), que o atual governo pagou só de dívidas deixadas pelo governo petista. E nisso está incluído o 13º salário atrasado herdado.

LONGE DO FANATISMO

O presidente Bolsonaro divulgou um vídeo de um Pastor evangélico que o cita como alguém “enviado por Deus” para comandar o Brasil. Não embarco na canoa do fanatismo religioso.

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Blog do Crica

A doce vida nas falidas estatais

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Quem imaginar que as falidas empresas estatais estão apenas arquejando, que estão sendo mantidas até as suas extinções só por diretores da massa falida e liquidantes estão enganados com a cor da chita. As estatais viraram um imenso varal de empregos e de benesses de afilhados políticos do governo. Durante a campanha política o mote do então candidato ao governo, Gladson Cameli, era de acabar com as estatais, que segundo o seu discurso não passavam de “cabides de emprego”. E completava sempre sobre o assunto: “não vou deixar uma, vou acabar com tudo.” Primeiro, foi mal orientado pelos seus assessores políticos, porque as estatais possuem débitos ficais e o Estado precisaria saná-los antes de meter a chave na porta. Como não pôde fechar as estatais, o que se esperava do governador era que deixasse somente os liquidante e um ou outro diretor. Mas, não sei orientado por quem, transformou as estatais numa doce vida com a criação de CECs e FGs, sem a menor necessidade. Na ACREDATA foram criadas ou mantidas 12 CECs e 72 FGs. Na SANACRE, a festa foi grande com 21 CECs e 150 FGs. Vão somando. Na COLONACRE são 21 CECs e 66 FGs. Sem falar nos diretores nomeados. E com algumas destas CECs sendo nos tetos 6 e 7, com salários superiores a 5 mil reais. Tudo bem que, quem delimita o tamanho do Estado é quem governa. Não é ilegal se criar CECs, mas que venham a produzir algo para o Estado. Não é o caso das estatais, que estão com as portas abertas apenas para não dizer que fecharam, mas não dão nenhuma contribuição ao governo no campo do desenvolvimento. Existem só nos nomes. O que se pode deduzir com este quadro é que o Gladson Cameli foi pessimamente assessorado quando montou a Reforma Administrativa aprovada na Assembléia Legislativa, caso contrário não inflado as estatais que tanto combateu na campanha por serem inertes.

CONVERSANDO É QUE SE ENTENDE, SERÁ?

O líder do governo na ALEAC, deputado Luiz Tchê (PDT), pretende procurar o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, para uma conversa inicial sobre o seu retorno à base do governo Gladson Cameli. “O Mazinho é meu amigo, uma pessoa de coração grande, um político de importância, vamos o procurar para lhe ouvir. Dialogar. Seria importante ele voltar a compor com o governo, não custa nada termos uma boa conversa política”, promete o deputado Tchê.

QUESTÃO É SIMPLES

A questão do prefeito Mazinho Serafim é simples. No popular foi sacaneado, foi olhado com desdém pelo governador Gladson Cameli, que prestigiou seus adversários, e se tivesse boa vontade de uma recomposição política, por certo já teria feito uma visita á prefeitura de Sena Madureira. Mazinho é tratado pelo governo como pária, querem que, ele retribua com palmas? Por isso não acredito muito que essa prometida investida do Tchê venha a dar certo. Mesmo porque, se o Gladson tivesse interesse em uma reaproximação já teria lhe procurado.

GARANTIAS REAIS

O deputado Neném Almeida (SD) me disse ontem que somente sairá do SOLIDARIEDADE com garantia real de que não vai perder o mandato. Se sair apenas com uma “Carta de Liberação”, como quer a direção do partido, nada impede que o primeiro suplente requeira seu mandato.

COM O JURÍDICO

Não pedi para sair do partido, eles que comunicaram que estavam me dando uma “Carta de Liberação”, entreguei o caso na mão do meu advogado para me cercar juridicamente e impedir eu venha a ser vítima de uma cilada política, explica Neném. “Quero sair sem brigas, mas seguro”, diz.

CARTA BATIDA

O certo é que não há mais lugar no SOLIDARIEDADE para os grupos da deputada federal Vanda Milani (SD) e do deputado Neném Almeida (SD). Pelo fato do SD o querer fora.

PETECÃO, O REI DAS QUADRAS

Da bancada federal acreana ninguém investiu mais em esporte destinando emendas parlamentares do que o senador Sérgio Petecão (PSD). São centenas de quadras sintéticas espalhadas pelo Estado, com maior número na capital. Uma nova quadra deverá ser entregue na 6 de Agosto. Certo o Petecão, investir no esporte ajuda a tirar os jovens das drogas.

ACABOU A RECLAMAÇÃO

A intervenção do secretario de Infraestrutura, Thiago Caetano, por determinação do Gladson Cameli, de asfaltar a AC-40, que vinha sofrendo uma campanha de críticas nas redes sociais por estar deteriorada e tomada por buracos foi uma pauta positiva. É isso que o Gladson tem que procurar executar, obras e ações que afinem o seu governo com os anseios do povão.

BEM MENOS

Se forem somados 900 cargos que ficaram na Reforma Administrativa, os 450 que devem ser aprovados pela Assembléia Legislativa, e os que foram criados nas empresas estatais, ainda assim, o governo Cameli terá bem menos cargos de confiança que no último governo do PT.

SERIA ALGO SURREAL

Com todos os desencontros deste início de governo Gladson Cameli, ainda assim não consigo acreditar que fará uma administração pior do que a do seu antecessor. Pode ajustar a gestão, tempo para isso ainda tem de sobra. E se for um governo que dê certo, melhor para o Acre.

AÇÃO DO ALAN RICK

Foi fruto de ação parlamentar do deputado federal Alan Rick (DEM), que o Ministério Público Federal entrou na briga pelo retorno do vôo da GOL, no trecho Rio Branco-Porto Velho.

PRATICAMENTE ELUCIDADO

O crime da decapitação de um jovem e que tomou conta das redes sociais já foi elucidado pela polícia e os autores identificados. Os policiais os tratem com o maior carinho, porque se disserem que tiveram um fio de cabelo tocado, por certo os policiais passarão a ser os vilões.

VAMOS DAR O CRÉDITO

Nada contra que notas da coluna sejam pinçadas para republicação em outros espaços nas redes sociais, mas vamos dar o crédito ao autor da matéria. A prática não vem sendo adotada.

FORA DA EQUIPE

Não havia ao governador Gladson Cameli outra medida ao não ser afastar da sua equipe de segurança o militar do BOPE, Alan Martins, que se envolveu em um acidentes com morte. O resto fica com a justiça. O que o Gladson podia fazer legalmente era o tirar da sua segurança.

VAI COMPLICAR

Caso a prefeita Socorro Neri entre na justiça contra a sangria indevida efetuada pelo Estado nos últimos 20 anos, cortando pela metade o repasse da cota legal do ICMs da PMRB, para aumentar o valor de repasse aos demais municípios, os governadores dos últimos 20 anos do PT podem ser acionados por improbidade administrativa. Está nas mãos da Socorro Neri, abrir mão ou não do percentual de 50% a que a PMRB tem direito. A PMRB não nada em dinheiro. E se não abrir mãos a quebradeira nas prefeituras do interior será geral. É um caso delicado.

MDB NA OPOSIÇÃO

A tendência é que dois dos três votos do MDB na Assembléia Legislativa sejam contra o projeto da nova reforma administrativa do governo, prevista para ser votada na sessão de hoje. Votarão contra o deputado Roberto Duarte (MDB); o mais duro opositor ao Gladsom, e a deputada Meire Serafim (MDB). A deputada Antonia Sales (MDB) deve votar a favor.

CHAMEM O CHAPOLIM COLORADO

Acompanho o Rio Branco Futebol Clube desde a década de 70. Época que tinha uma sede social que era referência em eventos. Um time de futebol temido e de muitos títulos. Nos últimos anos parece que passou um furacão pelo clube. A sede desmoronou. Uma dívida de cerca de 2 milhões de reais. E para completar a atual diretoria submete o torcedor ao vexame de ir ao estádio para ver o pior time que o Rio Branco montou nos últimos tempos ser humilhado. Fora o goleiro e os dois zagueiros, o restante é vergonhoso, não seriam titulares no campeonato do Calafate. Não se pode deixar de reconhecer alguns abnegados. Mas o futebol mudou. Não cabe mais o amadorismo, a improvisação. Tem que se moderno, planejado, profissional. Quem é o empresário que vai colocar o nome da sua empresa num projeto falido, amador, sem planejamento? Se era para o torcedor ir para o estádio passar vergonha, melhor não ter colocado o time em campo. Como torcedor das antigas do Estrelão tinha que fazer este desabafo. Lamentável assistir o fim de um memorável clube. Só uma diretoria nova, com visão profissional, poderia salvar o Estrelão. Caso não queiram este caminho, chamem o Chapolim Colorado! Pobre Rio Branco Futebol Clube!

FALTA LEGITIMIDADE

Falta legitimidade a quem participou dos últimos vinte anos do desastre administrativo do PT para atacar o governo Gladson Cameli, mesmo com as suas trapalhadas iniciais, porque foram coniventes com o fracasso da gestão petista calados, que resultou na derrota mais fragorosa que o PT sofreu, junto com seus aliados da FPA.

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