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O ambiente de olhos arregalados e Gladson Cameli no Facebook: nem contra nem a favor

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Passados quase 80 dias de mandato, o governador Gladson Cameli tem parado pouco no Acre. Fisicamente não tem sido muito visto pelas Terras de Galvez mas aparece com grande frequência nas redes sociais o titular de um governo que se viu emparedado pela imprensa gringa que, em visita ao Acre na última segunda-feira (11) parece exigir do Estado posicionamento mais claro em relação à política de REDD (que promove a compensação financeira por serviços ambientais especialmente o sequestro de CO2).

Gladson estava fora do Acre, comunicando-se via chat naquela hora e o vice, Major Rocha, jogou o pepino nas mãos de Milani, da Sema, e de Carlito Cavalcante, do Instituto de Mudanças Climáticas. Aos dois incumbiu-se a responsabilidade de dizer ao mundo que apesar de ser contra a Florestania o governo não tem nada em oposto a ela. Cita-se aqui a Florestania pois é a metáfora que pariu a política de negócios ambientais ainda em vigência no Estado.

A Agência de Notícias do Acre rebolou-se para fazer do limão uma limonada. Por exemplo, o órgão noticioso de Gladson Cameli disse o seguinte sobre a entrevista dos secretários à ong internacional: “Entre os questionamentos feitos pelas jornalistas Lisa Song, com a participação e tradução de Paula Moura (ambas da organização jornalística sem fins lucrativos ProPublica, sediada em Nova York), foi pautada a exigência de posicionamento do Estado entre os que são defensores do REDD+ e os que se apresentam contra a política de baixa emissão de carbono e, ainda, o status atual do IMC no Acre“.

Quem entende dessa bagaça sabe da saia justa que viveram os secretários porque 1) o posicionamento atual do Acre é uma incógnita baseada numa possibilidade e 2) o status do IMC é o mesmo em relação ao meio ambiente, que vai da indiferença ao ´deixe estar´. Ou: “vamos ver no que dá”. A Sema está desidratada e o IMC em fase de inanição, prestes a virar autarquia.

Tudo porque o mais importante era acabar com a ideologia petista, tomar o poder e promover, como disse o Major Rocha, o “reencontro do Acre com a vocação produtiva”. Quase três meses depois, o encontro que a gestão de Gladson Cameli conseguiu promover ficou no gogó: discursos daqui, reuniões dali, visitas de um lado e outro.

E nesta terça-feira (12) mais uma reunião. Desta vez estava lá um certo João Shimada, apresentado como “especialista em agronegócio” em uma “agenda ambiental”. Sem ideia concreta ou planos objetivos para a questão ambiental e as mudanças climáticas, o governador em exercício saiu-se, nesse encontro, com mais um lero-lero: “O desafio agora que o arcabouço jurisdicional está pronto é agregar valor, garantir segurança alimentar para quem vive na floresta, nas margens dos rios, a conservação do solo e o meio ambiente”.

O ambiente inteiro está de olhos arregalados. Mas… cadê o governador?

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Ministério Público do Acre quer proibir propaganda volante do Acrecap Legal; entenda o caso

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O Ministério Público do Acre, por meio Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Meio Ambiente, instaurou um inquérito Civil visando apurar a ocorrência de poluição sonora em razão das atividades de divulgação do Acrecap, titulo de capitalização que sorteio todos os finais de semana prêmios em dinheiro e objetos de valor. A portaria informando sobre a investigação consta na edição desta segunda-feira, 18, do Diário Eletrônico do MP e é assinada pela promotora de justiça Dulce Helena de Freitas Franco.

De acordo com a portaria, informações sobre a ocorrência de poluição sonora em razão das atividades de divulgação do Acrecap, que é realizada com o emprego de propaganda volante, resultando na emissão de ruídos em níveis superiores aos estabelecidos na legislação ambiental e revela ainda o mesmo caso já havia sido alvo de investigação há mais de quatro meses, sem que tenham sido finalizadas as apurações, e os elementos de prova até então colhidos apontam a necessidade de aprofundar as investigações.

O MP requisitou à Secretaria Municipal de Meio Ambiente que, no prazo de 30 dias, adote as providências necessárias para coibir o uso de propaganda volante por parte dos divulgadores do Acrecap, uma vez que esta situação estaria violando a vedação expressa da legislação ambiental municipal e ainda notifica a empresa Prestes Publicidade Ltda ME, para que preste esclarecimento nesta Promotoria de Justiça.

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Destaque 3

O governo de Gladson e a Nova Florestania: um estudo de caso? Será isso? Como solucionar?

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Desde o belíssimo Crôa – Dona Chaguinha, moradora, e as feras aquáticas que povoam as profundezas daquele misterioso rio – o Acre parece translúcido com os mandatários chefiando pelas redes sociais. Nada de novo, pois está virando costume global.

Das feras não virtuais que o governo tem enfrentado o meio ambiente esturra como onça em pé de serra, às vezes, mas na maior parte do tempo mia como gato de rua ante as piadas produzidas até mesmo por quem poderia ser aliado. O advogado Lauro Fontes, por exemplo, cunhou a expressão “New Florestania” “Neo Florestania” ou Nova Florestania para definir as pretensões de Gladson Cameli na área ambiental: será que o governador maquiou a velha Florestania do PT e a vende como se fosse matéria-prima para o seu agrobusiness?

Lauro pega no pé do Rafael Bastos, secretário de Planejamento. “Ele é responsável por pensar o governo, sinalizar como será a vida dos acreanos. Ele vem a público e diz que vai trazer de volta a Florestania”, diz Lauro em seu programa no Facebook, o Papo Reto. “O futuro que nos acena é o mesmo do passado”, completou o advogado.

Será isso mesmo? E como solucionar?

A semana começa como sempre iniciam todas as semanas da gestão: muita indagação pouca resposta. Mas a comunicação está sendo reforçada…

Bom restabelecimento, governador.

Boa semana, colegas.

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