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Nova pedra no tabuleiro da sucessão municipal

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A eleição para prefeito de Rio Branco só vai acontecer em outubro do próximo ano. Mas, as primeiras pedras começam a aparecer no tabuleiro da sucessão municipal. O ex-deputado Jamil Asfury (PSC) confirmou ontem à coluna de que vai ser candidato a prefeito da capital, em 2020. Argumenta sobre a sua candidatura de que o PSC, seu partido, precisa se tornar mais conhecido e representativo e que, por ser engenheiro, saberá como lidar com os principais problemas da cidade, que permanecem insolúveis a cada administração que passa. Policial Federal, com passagem pela Assembléia Legislativa, Jamil situa a sua candidatura no patamar do “novo na política”, numa linha de contrapor as velhas oligarquias da política acreana. O PSC, segundo ele, deverá também apresentar uma chapa própria para a Câmara Municipal de Rio Branco, onde a sigla já é representada pela vereadora Sandra Asfury (PSC).

BOM PARA O DEBATE

É bom para o debate ter um nome da qualidade do Jamil Asfury (PSC) na disputa pela PMRB.

CONQUISTA A SER COMEMORADA

Nestes poucos mais de dois meses do governo Gladson Cameli, a primeira grande conquista na área econômica foi conseguir em negociação com a Caixa Econômica Federal baixar os juros dos empréstimos de 155 milhões de reais do Estado, naquela instituição bancária, que cairão de 170% para 120%. Num Estado pobre como o Acre, uma redução neste teto, dará uma folga para o governo investir.

JUROS DE AGIOTA

Os juros que o Estado vinha pagando à CEF na gestão passada eram juros de agiotas.

UMA SAÍDA Á FRANCESA

O motivo para o público externo foi de que já tinha cumprido o seu ciclo como líder da prefeita Socorro Neri na Câmara Municipal de Rio Branco. Mas, para o público interno do PCdoB, a saída do vereador Eduardo Farias (PCdoB) da função tem um motivo único: estava “desconfortável” desde que não foi chamado pela prefeita, como seu líder, para discutir a Reforma Administrativa.

AFINAÇÃO ARRANHADA

Mas a afinação entre o PCdoB e a prefeita Socorro Neri já estava arranhada desde que, esta tirou o professor Márcio Batista (PCdoB) do cargo de secretário municipal de Educação. A decisão motivou um protesto público da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB).

O QUE NÃO DÁ PARA ENTENDER

O que não ficou claro nesta história é que para o lugar do Márcio Batista no comando da secretaria municipal de Educação, foi um comunista histórico, da linha de frente do PCdoB, Moisés Diniz. Não deu para entender o protesto. Diniz não foi candidato a Federal para não atrapalhar a candidatura da Perpétua Almeida (PCdoB) à Câmara Federal e nem a deputado estadual para não conturbar as candidaturas do Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Jenilson Lopes
(PCdoB) à ALEAC. O desfecho, no mínimo, foi uma descortesia para com o Moisés. O que vejo.

ORA, ORA, DONA AURORA!

Não sabia se achava graça de forma comedida ou escancarada ao saber da grande decisão do Congresso Regional do PCdoB: “seremos oposição ao presidente Jair Bolsonaro e ao governador Gladson Cameli”. Novidade seria uma declaração de apoio a ambos. Isso já tinha sido decido pelas urnas. Ora, Ora, dona Aurora!

PERDEU A AULA

O vice-governador Major Rocha não foi à aula do Jardim da Infância da política, na qual foi ensinado que, quem tem mandato não discute com quem não tem mandato. Indo para o popular: o andar de cima não debate com o andar debaixo. No momento em que vai para uma discussão na mídia dá holofote ao Coronel Ulisses Araújo (PSL), que é um candidato derrotado.

TEMPO PARA JULGAMENTO

Este início do governo Gladson teve conturbações na área política, notadamente, com nomeações de petistas para cargos de confiança, o que contraria o seu discurso. Mas no macro não dá para fazer uma avaliação crítica de como será sua gestão em pouco mais de 60 dias.

PRIMO POBRE

Pelo que se deduz das notícias sobre liberações de recursos em altos montantes do Ministério da Infraestrutura para o governo de Rondônia e nenhuma notícia para o Acre é que, entra ano e sai ano e o nosso Estado continua de pires nas mãos e primo pobre do governo federal.

LADO TRISTE DO DESEMPREGO

Além do prejuízo dos empresários com o incêndio de suas lojas no Calçadão, num tempo de crise econômica braba, há também outro lado triste nesta história. É que cerca de 150 funcionários deverão perder emprego em um Estado onde o nível de desemprego é alto.

NANICOS É UMA FRIA

Os reiterados convites ao Minoru Kinpara para que seja candidato a prefeito em 2020, mostram ser um dos nomes mais cortejados para disputar a PMRB. Se for candidato, ou ele disputa por um partido forte e com estrutura, ou pode ser bem votado e perder de novo, caso se aventure por siglas cartoriais, sem nenhuma expressão política e sem tempo de televisão.

PMRB NAS RUAS

O sol abriu e as equipes da prefeitura de Rio Branco já são vistas trabalhando em operações tapa-buracos nas vias que são os chamados corredores de ônibus. Se no verão que se aproxima a prefeita Socorro Neri fizer uma ação forte para recuperar as ruas, sobe na popularidade. É hoje o seu ponto fraco perante a população, na seriedade é irretocável.

COSME E DAMIÃO

Caso o empresário Rico venha a ser candidato a prefeito da capital na eleição do próximo ano, como se divulgou, teremos um clone político do ex-governador Tião Viana na disputa. Rico e Tião viveram em simbiose, nos últimos oito anos da gestão do petista. Foram uma espécie de Cosme e Damião da política.

HOMEM DOS BASTIDORES

Rico foi inclusive o grande coordenador quando Tião Viana foi para o segundo turno, nos contatos para trazer candidatos derrotados a deputado estadual da então oposição, para apoiar o petista. Rico candidato à PMRB, seria a volta do Tião Viana à política.

EQUILÍBRIO NO PODER

Lendo a sua entrevista nas páginas amarelas da última edição da revista VEJA, a conclusão a que cheguei é que o vice-presidente Mourão, além de qualificado, político, é o ponto de equilíbrio no governo do presidente Jair Bolsonaro. Com declarações sempre ponderadas.

SOMENTE NUM CONSENSO

A ex-deputada Leila Galvão (PT) confirmou ontem que de fato recebeu convites de lideranças petistas de Epitaciolândia para ser candidata à prefeita do município, em 2020. Me disse que é uma decisão delicada, que não pode ser de cima para baixo, e que somente dentro de um amplo entendimento de todos os líderes do partido na região e que poderia analisar se aceita.

OUTROS NOMES

Prefeito Tião Flores, que atravessa um forte desgaste na sua administração, Luizinho Hassem e Chiquinho Chaves, são nomes falados até aqui para disputar também a prefeitura de Epitaciolândia, em 2020.

A MALHADEIRA DO PROS

A direção do PROS, segundo informações, trabalha para fortalecer o partido em Brasiléia, inclusive, trazendo lideranças com mandato do PSB, para se filiar ao PROS. E neste contexto, a deputada Maria Antonia (PROS) indicaria o vice da prefeita Fernanda Hassem, na disputa da reeleição. É o que se comenta nos bastidores.

OPOSIÇÃO BUSCA A UNIDADE

Pela parte da oposição, o ex-prefeito Aldemir Lopes tem dito de que, a principal meta da oposição é juntar todas as lideranças partidárias do município, e firmar um grande acordo para que lancem um único candidato a prefeito de Brasiléia. O nome viria numa segunda etapa.

NÃO SERÁ PRESA FÁCIL

Um prefeito não pode ser avaliado se terá ou não chance de disputar com sucesso a sua reeleição nos primeiros anos de mandato. Porque pode ter um início de administração impopular e se recuperar nos últimos dois. Para o eleitor, a última imagem do gestor é a que fica. Com o prefeito Ilderlei Cordeiro em franca recuperação, ele não será presa fácil em 2020.

AFINADOS NA POLÍTICA

As lideranças da associação dos servidores penitenciários partiram na busca do entendimento para afinar os objetivos políticos para 2020. Renê Fontes, Arlenilson Cunha, Betho Calixto e Eden Azevedo, foram candidatos e cada um teve mais de 2 mil votos, totalizando 6.500 votos. A próxima etapa será definir qual deles deve ser o candidato único a vereador pela categoria

DECISÃO ACERTADA

Na política, quem não tem mandato a voz é fraca; é como boi sem chocalho, não puxa manada. A decisão da categoria dos agentes penitenciários de ter alguém com mandato, é acertada. Unidos podem conseguir, separados, é bem mais difícil ter sucesso.

UM NOME DE COMBATE

As redes sociais são hoje uma ferramenta política importante. O governador Gladson trouxe para o seu lado uma peça certa nesta área, onde é um dos mais ativos, e com o diferencial de ser bem informado e não fugir do debate. É o Hedislande Gadelha. Já colocou os petistas nas cordas.

DILEMA QUE MARCA

Marca como ferro em brasa no gado. O dilema dos ex-integrantes do governo passado e que hoje são críticos do governo Gladson, é que eles criticam tudo o que os governos que serviram não fizeram durante 20 anos no poder. Isso tira toda a legitimidade da crítica. E, irônico!

MAIOR ELEITOR

Caso o Gladson Cameli chegue na eleição do próximo ano com a ponte sobre o Rio Acre, que ligará Brasiléia-Epitaciolândia, concluída junto com o Anel Viário, ele se tornará o maior eleitor do Alto Acre. E no candidato que colocar a mão no ombro se tornará muito forte para prefeito.

O OUTRO LADO DO PRÓ-SAÚDE

Existe ou não existe remédio jurídico para salvar as demissões programadas dos funcionários do Pró-Saúde? Há quem diga que não, por já ter decisão transitada em julgado. Vamos ver o lado dos que acham haver uma saída favorável: “Em resumo, o governador Binho Marques não possuía autorização constitucional para criar uma Paraestatal. O motivo é simples; Paraestatal é uma das nomenclaturas dadas para as entidades que compõem o Terceiro Setor, que, por sua vez, são aquelas entidades criadas a partir da organização de pessoas da sociedade civil em torno de um ou vários objetivos em comum, a exemplo da Associação Nossa Senhora da Saúde – ANSSAU, uma OSCIP criada por freiras católicas. Outros exemplos de paraestatais são as Organizações Sociais, o SESC, o SENAC, dentre outros. O que essas entidades têm em comum? Todas foram criadas pela sociedade civil e não pelo Governo, até porque não teria a menor lógica o Governo criar uma entidade governamental. Se o Pró-Saúde não é uma Paraestatal o que deveria ser? Para não alongar a resposta, basta dizer que o PLENO do TJAC, seguindo o voto-condutor da saudosa desembargadora Cezarinete, já se manifestou sobre esse assunto e confirmou, por unanimidade, que, apesar da Lei chamar o Pró-Saúde de Paraestatal, esta entidade é verdadeiramente uma Fundação Pública. E mais: neste julgamento, o próprio PLENO do TJAC afirmou que a Lei do Pró-Saúde é uma Quimera (monstro mitológico composto de várias partes de animais diferentes). Sendo assim, em breves palavras, o Governador havia se comprometido a regularizar essa situação que já havia sido reconhecida pelo PLENO do TJAC. E quanto à mudança de regime jurídico? As Constituições Federal e Estadual determinam que, Fundações Públicas e Autarquias criadas e mantidas pelo Estado do Acre (caso do Pró-Saúde) devem ter o mesmo regime jurídico do Estado, ou seja, estatutário…. Para finalizar a história: os servidores do Pró-Saúde fizeram concurso público; a entidade foi criada e é 100% mantida pelo Estado do Acre; os gastos são fiscalizados pela CGE e pelo TCE, suas despesas são contabilizadas no limite prudencial do Estado; o Superintendente do Pró-Saúde, por força de Lei, é o próprio secretário de Estado de Saúde do Acre e os seus servidores prestam serviços exclusivamente para o Estado do Acre. Não há nada que impeça o Governador a regularizar o Pró-Saúde…na verdade ele tem o dever de corrigir as inconstitucionalidades presentes na Lei instituidora”. Marcelo Neri – Assessor Jurídico do Sintesac.

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Com que roupa os comunistas vão para a PMRB?

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A pergunta acima, eu fiz ontem a uma das principais lideranças do PCdoB no Estado, deputado Edvaldo Magalhães. Defende que, antes de se falar em um nome para disputar a prefeitura de Rio Branco tem de se pensar como primeiro plano na recomposição do que chama de “forças democráticas”, que traduzindo quer dizer, juntar os cacos que restaram da extinta Frente Popular do Acre, que encerrou o seu ciclo com uma derrota esmagadora nas urnas, na eleição passada. Temos que ver com quem poderemos contar para depois se traçar outras estratégias, explicou à coluna. E as conversas, defende, devem começar já a partir de Abril. Sobre se o PCdoB apoiará a reeleição da prefeita Socorro Neri, Edvaldo fez uma pergunta: “é preciso saber: ela quer ser candidata à reeleição?”. E completou: “tanto podemos lhe apoiar como não podemos, tudo vai depender das discussões que serão travadas”. O PCdoB, que vinha de derrotas importantes em eleições anteriores, recuperou-se na última campanha, conseguindo eleger dois deputados estaduais e um deputado federal, o que o coloca no centro do debate. As relações do partido com a prefeita Socorro Neri estão frias.

NA CORDA BAMBA

O destino político da ex-deputada Leila Galvão (PT) está nas mãos dos vereadores de Brasiléia. Já foram enviadas pelo TCE para a apreciação da Câmara Municipal as prestações de contas dos anos de 2009, 2010 e2011, quando era prefeita, todas rejeitadas. Se mantida a decisão do TCE, Leila ficará inelegível. Mas, não apostem nisso, tem maioria que garante a derrubada do que foi decidido pelo TCE. A votação está prevista para entrar em pauta na terça-feira.

NÃO É IMPOSITIVA

Uma decisão do TCE não é impositiva, ou seja, o vereador não é obrigado a votar no que foi decidido pelos Conselheiros, que funciona no máximo como recomendação. A Câmara Municipal de Brasiléia é soberana para votar contra o parecer emitido pelo TCE. Ponto.

NOVA REVOLUÇÃO

O jornalista Salomão Matos (PROGRESSISTAS) diz que está fazendo a segunda revolução de Porto Acre, com a sua candidatura a prefeito, com o apoio de lideranças importantes que tem recebido a sua candidatura a prefeito. Por ironia, o único obstáculo está dentro do seu partido, onde a vereadora do PROGRESSISTAS, apóia o prefeito Bené Damasceno, seu adversário.

NÃO É POSSÍVEL

Não costumo falar do que não tenho certeza, mas fica difícil não crer nas críticas que segmentos organizados da população e os vereadores vêm fazendo sobre a gestão do prefeito Tião Flores, de sérios problemas na cidade e zona rural. A lembrar: Em 2020 terá eleição.

MOVIMENTO POLÍTICO

A reunião da vereadora Mailza Gomes (PROGRESSISITAS) com o prefeito de Senador Guiomard, Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), pode ser um passo de uma aliança política para a eleição de prefeito no próximo ano. Seu grupo saiu fortalecido na última campanha.

FEITO DE PESO

O fato do ex-prefeito James Gomes, ter feito da Meire Serafim, a candidata a deputada mais votada de Senador Guiomard, sem ela ter qualquer afinidade política com o município, foi um feito de peso. Por isso, seu apoio e da mulher Mailza, serão decisivos na eleição municipal.

O DEBATE PERDEU MUITO

Falo do que acompanhei. A base de apoio do novo governo perdeu muito com a derrota da ex- deputada Eliane Sinhasique (MDB). Fluente na palavra, por certo estaria na linha de frente da defesa do governo. Mas, a política tem nuances, nem sempre os melhores se reelegem.

DOIS COMANDOS

O MDB tem praticamente hoje dois comandos distintos. No Juruá, reina soberano o grupo do ex-prefeito Vagner Sales. E na capital e região do Alto Acre o deputado federal Flaviano Melo (MDB) dá as cartas. O quinhão do partido ficou reduzido no governo a três secretárias sem muita expressão política. Seus cardeais perderam a disputa pelas pastas mais importantes.

EXPLICA A CORRIDA PELA PMRB

É uma das explicações pelas quais o MDB quer ser protagonista na eleição de prefeito da capital. Ao procurar o professor Minoru Kinpara, bem votado para o Senado em Rio Branco, para ser o nome do partido na disputa da PMRB, o MDB não quer ser apenas bucha de canhão.

AÇODAMENTO NÃO É BOM COMPANHEIRO

Na política, o açodamento nunca foi bom companheiro. A oposição à prefeita Socorro Neri tentou jogá-la como “mentirosa” na opinião pública na questão da compra dos kits escolares. Depois que provado foi de que a aquisição aconteceu como foi anunciado, calaram-se. Deveriam ter reconhecido o erro, não seria demérito.

NEM PAIS E NEM MÃES BASTARDOS

O mérito na liberação de recursos para a construção da ponte de mão dupla que ligará Brasiléia à Epitaciolândia é exclusivamente do governador Gladson, que trava a luta desde que era senador. O registro tem de ser feito, para não aparecer os pais e mães bastardos da obra.

CALMA, VALENTES!

O desastrado governo anterior passou oito meses sem dar uma ajuda ao Hospital Sousa Araújo, que trata dos hansenianos. Os críticos de hoje, todos ligados ao governo antecessor, e que denunciam o caos e cobram providências do atual governador, só agora viraram valentes?

VAI QUE É TUA, GLADSON!

Lideranças de Brasiléia que apoiaram o governador Gladson estão cuspindo marimbondos contra a inércia da sua gestão, onde a única troca de comando acontecida foi na Educação, cota do MDB, e os demais até hoje chupam os dedos. E perguntam: “Valeu nosso apoio?”

CHOROS E RISOS

Os que mais choram pelo “abandono” depois da campanha do Cameli são as lideranças do PROGRESSISITAS, que não conseguem nomeação nem de vigias dos órgãos estaduais, em Brasiléia. Em compensação, em Rio Branco e Sena Madureira, o PROGRESSISTAS nomeou parentes e aderentes. Na política é assim mesmo, enquanto alguns choram, outros gargalham.

MAIOR VITÓRIA PROPORCIONAL

É bom lembrar que foi em Brasiléia que, proporcionalmente, Gladson Cameli obteve o seu maior percentual de votos na disputa do governo. É a história: bocado comido, bocado esquecido. Tudo bem, vocês que são do mesmo partido que se entendam e se resolvam.

FILÃO PARA INVESTIGAÇÃO

O vereador João Luz (MDB) levantou um ponto que merece reflexão e uma discussão política profunda, a questão da má qualidade das obras do “Ruas do Povo”, projeto menina dos olhos do Tião Viana, e que nas primeiras chuvas o asfalto derreteu. Com a palavra, o DEPASA.

ATESTADO DE BURRICE

Reforço o artigo do ex-deputado federal João Correia, publicado no ac24horas, criticando o acordo burro pelo qual o ex-governador Tião Viana mandaria o projeto da Reforma Administrativa do Gladson para a ALEAC (na ocasião, só ele podia fazê-lo) e em troca teria as contas do seu governo aprovadas. E aconteceu. Foi um atestado de burrice do novo governo.

DEU UM SALVO-CONDUTO

O governador Gladson Cameli poderia perfeitamente tomar posse e em seguida mandar a Reforma Administrativa do governo, mas preferiu dar um salvo-conduto ao antecessor.

INTERESSA O RESULTADO

O secretário Paulo Wadat é um craque na explanação do que pretende fazer na agricultura acreana para lhe tirar da pré-história. Quero ver os resultados. Conversa bonita é para a teoria. O inferno –dizem- está cheio de bem intencionados. Aguardemos a soja, café, arroz e etc.

SÓ PODE SER BRINCADEIRA!

Leio que, o governo passado investiu 1 bilhão de reais na agricultura, no Acre. Se de fato investiu foi uma prova de incompetência, porque investiu mal. A produção no Estado continua a ser incipiente, importamos tudo, e não temos nada que possa ser visto como um avanço.

FORA DA BASE

Pelos seus pronunciamentos de muitas cobranças e críticas ao governador Gladson Cameli, o deputado Fagner Calegário (PV), não é computado na cúpula governista como integrante da base de apoio. Mas não há razão de surpresa, Calegário foi eleito na coligação da FPA.

NEM UM MELHORAL

O deputado Roberto Duarte (MDB) diz ter dados de que o governo Gladson não fez uma compra de medicamentos e insumos para a Saúde. Pelo menos, não conheço uma Nota de Empenho referente a uma aquisição, diz. Deduz-se que, trabalham com o estoque deixado.

MAIOR BESTEIRA

A maior besteira que se possa dizer para criticar o governador Gladson é de que viaja muito à Brasília. Se ficar sentado no seu gabinete só recebendo pedidos de emprego, o Acre não sairá do atoleiro que o antecessor deixou. Tem de estar nos ministérios buscando recursos extras.

AVISO AOS LEITORES

Durante uma semana a coluna não será renovada. Vou tirar umas curtas férias. Volto logo.

NÃO É A ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE

Os números de prisões, apreensões de armas, drogas, carros roubados, visivelmente, mostram que os crimes estão tendo uma solução rápida por parte da polícia. A nova equipe da Segurança não é a última bolacha do pacote, mas tem mostrado resultados satisfatórios na elucidação de crimes. Já se vê mais a presença policial nas ruas. Isso é bom, por inibir a bandidagem. As execuções na guerra entre facções vão continuar a acontecer, mas já se nota uma queda e a prisão dos envolvidos ocorre de forma rápida. Por tudo isso, o secretário de Segurança, Coronel Paulo César, até aqui mereceu o voto de confiança que lhe foi depositado.

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Marcando uma posição política

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É uma opinião, como observador dos debates nas sessões da ALEAC neste início de legislatura. Nunca nem cheguei a trocar uma palavra com ele. Mas entre os deputados que se elegeram pela aliança que apoiou o Gladson Cameli ao governo, nenhum dos novatos tem feito uma defesa mais incessante da nova administração do que o deputado Neném Almeida (SD) que não deixa um ataque ao governador sem defesa. Não deveria nem ser um fato a se destacar, mas é; pelo caso de não ser óbvio, já que, a maioria dos deputados que foram eleitos na aliança que chegou ao poder, simplesmente, dão o calado como resposta às críticas dos parlamentares oposicionistas. Caminha-se para se assistir na ALEAC o mesmo filme com a base de apoio no Legislativo do governo antecessor, com uma maioria silenciosa, em que dois ou três defendia a mais desastrada das gestões petistas, e a oposição minoritária deitava e rolava.

ACABARIA COM O JOGO DE EMPURRA

Não sei da legalidade do projeto de lei a ser proposto pelo deputado Neném Almeida (SD), de que o governo pague direto aos terceirizados e não aos donos das empresas. Tem o lado de que poria fim ao jogo de empurra do governo dizer que paga e os empresários de que não recebem. Evitaria os protestos de servidores como o de ontem da COPESERGE, na ALEAC.

OUTRO LADO

Mas há o outro lado. Aumentaria mais uma responsabilidade do Estado e poderia levar ao desestímulo do empresariado. Seria uma espécie de intervenção branca na iniciativa privada, o governo seria tutor do que não lhe pertence. Por isso a pergunta, se há legalidade no projeto?

HONESTIDADE POLÍTICA

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foi honesto ao reconhecer que, o governo do PT, ao qual serviu, não cumpriu com as obrigações salariais, em relação aos servidores terceirizados.

INFLUÊNCIA ZERO

Ontem, critiquei os governos do PT por não fazer nada para a construção de uma nova ponte ligando Brasiléia-Epitaciolândia. Agora, veio a boa notícia de que o governo federal garantiu a liberação dos recursos. Volto dizer: se até a eleição de 2020 a obra for concluída, o Gladson Cameli passa a ser o grande eleitor do Alto Acre nas eleições municipais para prefeito de Brasiléia e Epitaciolândia.

PARA FICAR REGISTRADO

É bom na política se situar o mérito em quem merece o mérito. Por isso é que faço o registro

ENTREGUE AS BARATAS

É preciso cautela antes de acusar o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno, de desonesto, com base apenas na abertura de CPI na Câmara Municipal. O que se pode dizer é que a sua administração anda bamba de realizações, é só ir aos ramais, onde até trator de esteira atola.

UMA FORTE CONCORRENTE

Havendo um convite dentro de uma densidade partidária não tenho muita dúvida de que a ex-deputada Leila Galvão (PT) aceitaria disputar a prefeitura de Epitaciolândia, na eleição do próximo ano. Foi bem votada no município. E se entrar no jogo torna-se forte concorrente.

VOLTA EM 2020

Os nomes do PT que escaparam da enxurrada medíocre que foi o governo passado e que, por conseguinte, foi responsável pela maior derrota do partido no Acre, mesmo perdendo a eleição, foram o Angelim, Jorge Viana e Marcus Alexandre. Nenhum candidato em 2020.

JV CONTINUA PERIGOSO

Dentro do PT, Jorge Viana continua sendo o nome mais perigoso para a oposição em 2022, sendo como candidato a senador ou a governador. JV perdeu a eleição dentro de um contexto de burrice do seu partido de lançar dois candidatos e ser herdeiro do péssimo governo do irmão.

NÃO TRANSMITE SIMPATIA

O Coronel Ulisses Araújo (PSL), de posições firmes e um bom currículo profissional, e que já manifestou o desejo de disputar a prefeitura da capital no próximo ano precisa melhorar a sua postura na televisão, onde na última eleição, nos debates e entrevistas, não transmitiu simpatia e profundidade no que defendia. Mas a sua candidatura enriquecerá o pleito.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Na Reforma da Previdência fico com a opinião dos profissionais mais qualificados da área econômica brasileira, de que a aprovação é essencial para não afundar o Brasil e o país voltar a crescer, do que com os que pensam de forma politiqueira e ideológica, para assegurar os privilégios de uma elite existente nos poderes.

NOVAS REGRAS FORÇAM

As novas regras eleitorais com o fim das coligações proporcionais é que estão levando os partidos nanicos a terem candidatos a prefeito, como forma de assegurar palanque aos candidatos a vereadores. O PSC atentou para o novo momento e vai de Jamil Asfury à PMRB.

CASA DO SILÊNCIO

Não se fala nada nos gabinetes governamentais sobre a recomendação do MP de demitir os secretários com problemas jurídicos. E como passaram os 10 dias de prazo dados pelo MP para que a medida fosse efetivada e não se cumpriu, a dedução é de que ninguém será exonerado.

NOMES NA MIRA

Os secretários que estavam na mira do MP, eram Vagner Sales, James Gomes e Alércio Dias. Nenhum com qualquer obstáculo a que possam continuar no secretariado do governo.

NÃO FICARÁ FORA

A tendência natural do SOLIDARIEDADE e ter uma candidatura própria a prefeito de Epitaciolândia, até pelo fato da sua maior liderança, a deputada Vanda Denir (SD), ter sido bem votada no município. As eleições municipais são pólos formadores de base para 2022.

DILEMA POLÍTICO

Deputados como Antonia Sales (MDB) e Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), por virem de legislaturas em que sempre estiveram na linha de frente de cobrança aos governos petistas, agora na situação, ficam no dilema de evitar cobrar do novo governo o que sempre cobraram da tribuna do PT.

POSIÇÃO DE TRANQUILIDADE

O senador Petecão (PSD) participa da próxima campanha municipal numa posição privilegiada, pelo fato de ter ainda vários anos de mandato pela frente, a sua vaga não estará em disputa na eleição de 2022. Deverá trabalhar apenas para reforçar a bancada de vereadores do PSD.

OLHO ESBUGALHADO

Quem está de olho esbugalhado para 2022 é o vice-governador Major Rocha, que tem dito aos amigos que, numa eventual saída do Gladson para disputar o Senado, ele disputará o governo.

CASA MAL ASSOMBRADA

A sensação de quem chega ao DERACRE é de se deparar com casa mal assombrada. Prédio encardido, pintura descascando, um retrato fiel de como era a coisa na gestão passada. À noite, por certo, deve aparecer fantasma. Salva a SEOP, onde fica o secretário Thiago Caetano.

TUDO MUITO RÁPIDO

Na política você pode ir do patamar de humanista ao de um ser rancoroso, depende do que você se expressar. E depois que desaba na opinião pública e cola imagem de rancoroso, mesmo que jure aos pés do altar, jamais será considerado um humanista. É o preço amargo da palavra. As opiniões que escutei de figuras respeitáveis da sociedade, reforçam esta tese.

BOCA DE JACARÉ-AÇU

Aliados do governo reclamam de que o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS) domina a quase totalidade dos cargos nas repartições estaduais de Sena Madureira, com a indicação de afilhados para as CECS. O comparam a um “jacaré-açu”, bocarra aberta, comendo e chorando.

FIEL AO DISCURSO

O secretário da Infraestrutura, Thiago Caetano, é fiel ao discurso da campanha de expurgo do PT, e que levou Gladson Cameli ao governo, se cercando de auxiliares que efetivamente estiveram na eleição pedindo votos para tirar o PT do poder. Coisa rara, neste governo!

NÃO APOSTEM NO SILÊNCIO

Quem tem visto o deputado Daniel Zen (PT) caladão na ALEAC, não aposte que será a sua tônica, este silêncio tem prazo de validade, quando o Gladson completar 100 dias à frente do governo. Zen é um dos quadros mais preparados do PT, ferino, ele domina a tribuna como poucos. Pode anotar: o Zen vai dar uma trabalheira quando abrir a comporta de cobranças.

BOM QUE ACONTEÇA

O debate entre oposição e base do governo é bom que aconteça, para não ficar um marasmo.

COMO É QUE É?

Quer dizer, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), que o governo tem dinheiro? Por qual razão não pagar, então, os débitos do Hospital do Juruá, da empresa que prestou atendimento cardiológico, e tirar o Gladson Cameli do alvo do tiroteio por serviços de saúde mal prestados?

NOME FORTE

O ex-prefeito Marcus Alexandre não tem falado em política e de forma sábia. O momento é de recuo e ver como vai se comportar o governo Gladson. É um nome que ficará na geladeira do PT para ser tirado em 2022, para eventual disputa de um cargo majoritário ou Câmara Federal.

BOI DE PIRANHA

Acompanhei os bastidores da eleição. No meado da campanha, Marcus Alexandre já estava abandonado pelos seus padrinhos políticos. O Jorge Viana foi um dos poucos a ser leal até o fim.

BRANCA MENEZES

É um nome sempre lembrado pelas lideranças de Senador Guiomard, quando se trata da eleição do próximo ano para vir a ser candidata à prefeita do município. Um dos maiores defensores da sua candidatura é o vice-governador Major Rocha, tucano como a Branca.

LINHA DE FRENTE

As suas ações na defesa do governador Gladson Cameli mostram um afastamento político do grupo do Coronel Ulisses Araújo. Falo do advogado Valdir Perazzo, um liberal de convicção e uma figura respeitável.

CARTA MAIS POLÊMICA

O governador Gladson Cameli vai jogar na mesa a carta mais polêmica do início da sua administração, que é a decisão da terceirização das atividades do HUERB, unidade que só está lhe dando dor de cabeça e desgaste político até aqui. Se de fato a terceirização acontecer e vier uma empresa especializada em gestão hospitalar, a tendência é dos serviços de atendimento ao público melhorarem. Porque vai prevalecer o mérito, eficiência, em que o profissional da medicina receberá pelo que produzir. E haverá condições de dotar o HUERB de especialistas em todas as áreas. Em princípio, sou a favor de se buscar sempre a eficiência, o que pode acontecer deixando o comando à iniciativa privada e diminuindo o tamanho do Estado.

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