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Gladson Cameli: “Meu governo não vai dar certo, já deu certo”

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Extremamente tranqüilo. Sem mostrar nenhuma mágoa com as críticas recebidas. Otimista com os seus projetos para o Acre. Assim encontrei o governador Gladson Cameli no seu escritório, quando fui fazer na tarde da última sexta-feira uma entrevista sobre os 60 dias de governo. Na parte política, garante ter o apoio de sete dos oito deputados federais e dos três senadores, que lhe garantiram votos a favor da Reforma da Previdência. Prometeu que em dois anos entrega a ponte que ligará Epitaciolândia-Brasiléia, concluir todas as obras abandonadas pelo ex-governador Tião Viana, projeta mais mil casas para a Cidade do Povo e a construção de um conjunto habitacional para o funcionalismo público, em uma área atrás do estádio “Arena da  Floresta”. Sobre a imprensa promete que no seu governo não haverá perseguição. “A imprensa não será censurada, quero é quer aponte os erros para que eu corrija”. Sobre a eleição para prefeito de Cruzeiro do Sul, riu, e diz que lá não haverá jeito de se chegar a um candidato de unidade. “Lá não tem jeito”, prevê. Para a disputa da prefeitura de Rio Branco quer que, os que querem ser candidatos vão se manifestando. Não tem um nome da preferência. Sobre uma candidatura única à PMRB tem dúvidas. Estes e outros assuntos foram abordados pelo governador Gladson Cameli, na entrevista abaixo ao BLOG DO CRICA.

BLOG DO CRICA- O QUE FALAR DOS 60 DIAS DE GOVERNO?

GLADSON – Eu digo que foram positivos. Imagine, eu pegando um governo de um grupo que esteve 20 anos no poder! Mal acostumado. Era só distribuição de CECs, CECs e CECs (cargos de confiança), deram empregos, empregos e não trabalho. Uma máquina inchada e ineficiente. Uma economia fragilizada. Um grande rombo fiscal. Atraso do 13º salário, problemas no Pró-Saúde, caos na Saúde e outros. Já na transição fiz uma Reforma administrativa, boa tecnicamente, que diminuiu a máquina do governo em 55% e dará uma economia de 100 milhões de reais, sem isso não tinha como governar. Parte da classe política não gostou, mas isso é normal. Estou organizando a casa, colocando as pessoas certas e nos lugares certos. Vamos retornar a credibilidade do Estado pagando os fornecedores e já pagamos a folha do Pró-Saúde. O que eu posso dizer é que foram 60 dias positivos para o governo. O agronegócio já está dando uma boa visão nacional para o Acre, com o apoio total do governo federal.

BLOG DO CRICA- VAMOS PARA O CALO DE TODOS OS GOVERNOS, O SISTEMA ESTADUAL DE SAÚDE. O QUE VOCÊ PENSA PARA TIRAR A SAÚDE DO CAOS QUE RECEBEU?

GLADSON- Já estamos com a Fundação que administra o Hospital de Base de Brasília trabalhando aqui no Acre, fazendo um levantamento sobre todo o sistema de saúde, e se apresentarem uma boa proposta, nós vamos terceirizar os atendimentos na área médica no HUERB, Pronto Socorro e Hospital Regional de Brasiléia. Nos moldes da parceria público-privada que já acontece no Hospital do Juruá, onde vou manter a direção com as religiosas que o administram e reforçar o apoio. Posso garantir que será tudo bem transparente. Antes de enviar o projeto de lei para a Assembléia Legislativa quero levar á Brasília uma comissão de deputados, médicos, sindicalistas, para ver o trabalho da Fundação. O que quero são as unidades de saúde funcionando, os médicos trabalhando e ganhando bem, o servidor valorizado, e com a população contente. Esta é a minha intenção.

BLOG DO CRICA-A CONSTRUÇÃO É A ATIVIDADE QUE MAIS GERA EMPREGO E RENDA NO ACRE, MAS ESTÁ COMPLETAMENTE PARADA. COMO REATIVAR O IMPORTANTE SETOR?

GLADSON- Nós temos projetos para construir mil unidades habitacionais na Cidade do Povo e a construção na área atrás do estádio “Arena da Floresta” – cujo nome devo mudar – de um conjunto para os funcionários públicos do Estado. Quero os empresários trabalhando no meu governo. Vamos reativar a economia, paralisada no governo passado.

BLOG DO CRICA- O ESTADO TEM PARTICIPAÇÃO EM PROJETOS FALIDOS COMO PEIXES DA AMAZONIA, FÁBRICA DE TACOS, ZPE, COMPLEXO DO PEIXE DE CRUZEIRO DO SUL E OUTROS, O QUE FAZER COM ESTES ELEFANTES BRANCOS. O GOVERNO VAI CONTINUAR INVESTINDO?

GLADSON – De jeito nenhum. Vou passar tudo para a iniciativa privada. Já me reuni com os empresários sócios da “Peixes da Amazônia” e dei ciência que o governo sairá do negócio. O Estado não vai se meter mais em nada do setor privado. Isso está decidido. Quero é gerar emprego. O Estado está fora das empresas em que o governo tem participação.

BLOG DO CRICA- E AS OBRAS PREVISTAS E OUTROS PROJETOS?

GLADSON- Vamos licitar os 12 quilometros do Anel Viário de Brasiléia, a construção de uma ponte de mão dupla; que vai ligar os municípios de Epitaciolândia e Brasiléia, vamos recuperar as obras abandonadas pelo governo passado, a Segurança terá novos investimentos de mais de 30 milhões de reais, só com compra de veículos serão mais 60 unidades. Vamos licitar 98 milhões de reais para ramais. Conseguimos um avião para o SAMU. Plantios de soja, feijão, arroz e café já começaram. Estou muito otimista com uma virada na economia do Acre. Espero entregar em dois anos a ponte de Brasiléia.

BLOG DO CRICA- E ESTA SUA BRIGA COM ALIADOS, COMO O PREFEITO MAZINHO SERAFIM?

GLADSON- Esta briga de Sena Madureira estava com os dias contados. Não vou pagar um preço por brigas internas.Tinha os grupos do Mazinho, do deputado Gehrlén, da Toinha Vieira, brigando pelo Núcleo da Educação. Não leram a Reforma e pensavam que o setor ainda tinha 300 cargos e só ficou com 20. Coloquei no comando uma pessoa de nenhum dos grupos. Considero o Mazinho um bom prefeito, se excede nas críticas, já lhe disse, mas lhe respeito, e o governo não vai retaliar com perseguição ao prefeito, porque tenho um compromisso com o povo de Sena Madureira. Eu só lamento a situação.

BLOG DO CRICA- VOCE TEM OUTRO PROBLEMA DE REBELDIA NA SUA BASE DE APOIO. O DEPUTADO ROBERTO DUARTE (MDB) TEM SIDO UM CRÍTICO FEROZ DO SEU GOVERNO. COMO VOCÊ ENCARA ISSO?

GLADSON- Eu me dou bem com o deputado Roberto. O melhor possível. Ele deve ter confundido que eu possa ter tido alguma influência nele não ter sido escolhido primeiro secretário da Assembléia Legislativa. Não tive nenhuma. Os deputados é que escolheram o deputado Luiz Gonzaga. Os decretos que ele foi contra eram para a segurança do Estado. O seu discurso de ser um deputado independente é questão dele, e eu vou respeitar. Quando a crítica for construtiva acatarei e vou procurar uma correção. Pode ser independente como quiser. Falar o que bem entender. O mandato é seu. E eu vou tocar o meu governo.

BLOG DO CRICA- REFORMA DA PREVIDENCIA?

GLADSON- Não tem jeito. Se não aprovar a Reforma da Previdência os estados quebram. Por isso, todos os governadores estão empenhados na sua aprovação. Nós estamos lutando por três objetivos: Reforma da Previdência, Pacto Federativo e Negociação das Dívidas dos Estados. Já foi autorizada pelo governo federal uma renegociação das dívidas do Acre com a Caixa Econômica Federal. Não vamos pagar mais juros de agiota como no governo passado.

BLOG DO CRICA- QUAL A SUA RELAÇÃO COM A OPOSIÇÃO?

GLADSON- Muito boa. Sem problema. Respeito a opinião de todo mundo. Falo com o deputado Jenilson (PCdoB), com o deputado Zen (PT), com qualquer um e aceitarei toda a crítica que vier da oposição que for construtiva.

BLOG DO CRICA- ESTÁ SENDO FEITO UM LEVANTAMENTO DOS CONTRATOS, E UM PENTE FINO NAS SECRETARIAS. O QUE VOCÊ VAI FAZER COM OS RESULTADOS DA INVESTIGAÇÃO?

GLADSON- O que estiver legal, tudo bem. Não é para perseguir ninguém, mas para ter uma noção como foram recebidas as secretarias. O que estiver de errado será encaminhado ao Ministério Público. É isso.  

BLOG DO CRICA- ESTÁ VALENDO A PROMESSA DE DEMITIR OS SECRETÁRIOS QUE NÃO APRESENTAREM RESULTADOS?

GLADSON- Valendo. Todos estão cientes de que os que não apresentarem resultados serão demitidos. Deixo todos os secretários a vontade para trabalhar. Mas na hora certo vou cobrar de cada um. Eles sabem disso.

BLOG DO CRICA- VOCÊ TEM UMA PROMESSA DE CAMPANHA DE CONTRATAR OS APROVADOS NOS CONCURSOS PARA A POLÍCIA CIVIL E A POLÍCIA MILITAR. COMO ESTÁ ESTA PROMESSA?

GLADSON- Chamei a minha equipe econômica e disse: se virem nos 40, eu quero contratar em julho os que foram aprovados nos concursos para a Polícia Civil e Polícia Militar. A ordem foi dada. E vou cumprir a minha promessa de campanha.

BLOG DO CRICA – VOCÊ FEZ UMA NOMEAÇÃO QUE RECEBEU CONTESTAÇÃO DE ALIADOS, A DO EX-CANDIDATO AO SENADO PELO PT, NEY AMORIM. COMO VOCÊ REAGE?

GLADSON- Estou gostando do trabalho do Ney Amorim como assessor. É muito hábil. Está muito bem. Não me arrependo da nomeação. Tem quem não gostou, mas é um direito. Só posso dizer que estou muito satisfeito com o seu trabalho e a ajuda no campo político.

BLOG DO CRICA – SUA MÃE, LINDA CAMELI, É MUITO PRESENTE NAS REDES SOCIAIS, INCLUSIVE, REBATENDO CRÍTICAS À SUA PESSOA. COMO É ESTA RELAÇÃO?

GLADSON- É verdade (ri da pergunta). Ela lê tudo. Já disse para ela ter calma. Mas é coisa de mãe. E assim mesmo.

BLOG DO CRICA – FECHANDO A CONVERSA: TRÊS PERGUNTAS. VOCÊ TEM A GA RANTIA DE QUANTOS VOTOS DA BANCADA FEDERAL PARA APROVAR A REFORMA DA PREVIDENCIA? NESTES 60 DIAS, VOCÊ VOLTOU ÁS RUAS PARA SENTIR O TERMÔMETRO POPULAR? VAI DEMITIR OS SECRETÁRIOS QUE O MP RECOMENDOU?

GLADSON- Votando na Reforma da Previdência teremos sete dos oito deputados federais e nossos três senadores. Já disse a eles: não me façam prometer entregar uma mercadoria e não entregar. Não deixei as ruas. Visitei hospitais, Praças, conversei com o povo, tudo sem imprensa, e recebendo muito incentivo. Gosto de ouvir de perto o que diz a população. Isso me deixa mais otimista. Sobre a recomendação do MP, enviei o documento para a análise da Procuradoria Geral do Estado para dar um parecer.

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Blog do Crica

Com que roupa os comunistas vão para a PMRB?

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A pergunta acima, eu fiz ontem a uma das principais lideranças do PCdoB no Estado, deputado Edvaldo Magalhães. Defende que, antes de se falar em um nome para disputar a prefeitura de Rio Branco tem de se pensar como primeiro plano na recomposição do que chama de “forças democráticas”, que traduzindo quer dizer, juntar os cacos que restaram da extinta Frente Popular do Acre, que encerrou o seu ciclo com uma derrota esmagadora nas urnas, na eleição passada. Temos que ver com quem poderemos contar para depois se traçar outras estratégias, explicou à coluna. E as conversas, defende, devem começar já a partir de Abril. Sobre se o PCdoB apoiará a reeleição da prefeita Socorro Neri, Edvaldo fez uma pergunta: “é preciso saber: ela quer ser candidata à reeleição?”. E completou: “tanto podemos lhe apoiar como não podemos, tudo vai depender das discussões que serão travadas”. O PCdoB, que vinha de derrotas importantes em eleições anteriores, recuperou-se na última campanha, conseguindo eleger dois deputados estaduais e um deputado federal, o que o coloca no centro do debate. As relações do partido com a prefeita Socorro Neri estão frias.

NA CORDA BAMBA

O destino político da ex-deputada Leila Galvão (PT) está nas mãos dos vereadores de Brasiléia. Já foram enviadas pelo TCE para a apreciação da Câmara Municipal as prestações de contas dos anos de 2009, 2010 e2011, quando era prefeita, todas rejeitadas. Se mantida a decisão do TCE, Leila ficará inelegível. Mas, não apostem nisso, tem maioria que garante a derrubada do que foi decidido pelo TCE. A votação está prevista para entrar em pauta na terça-feira.

NÃO É IMPOSITIVA

Uma decisão do TCE não é impositiva, ou seja, o vereador não é obrigado a votar no que foi decidido pelos Conselheiros, que funciona no máximo como recomendação. A Câmara Municipal de Brasiléia é soberana para votar contra o parecer emitido pelo TCE. Ponto.

NOVA REVOLUÇÃO

O jornalista Salomão Matos (PROGRESSISTAS) diz que está fazendo a segunda revolução de Porto Acre, com a sua candidatura a prefeito, com o apoio de lideranças importantes que tem recebido a sua candidatura a prefeito. Por ironia, o único obstáculo está dentro do seu partido, onde a vereadora do PROGRESSISTAS, apóia o prefeito Bené Damasceno, seu adversário.

NÃO É POSSÍVEL

Não costumo falar do que não tenho certeza, mas fica difícil não crer nas críticas que segmentos organizados da população e os vereadores vêm fazendo sobre a gestão do prefeito Tião Flores, de sérios problemas na cidade e zona rural. A lembrar: Em 2020 terá eleição.

MOVIMENTO POLÍTICO

A reunião da vereadora Mailza Gomes (PROGRESSISITAS) com o prefeito de Senador Guiomard, Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), pode ser um passo de uma aliança política para a eleição de prefeito no próximo ano. Seu grupo saiu fortalecido na última campanha.

FEITO DE PESO

O fato do ex-prefeito James Gomes, ter feito da Meire Serafim, a candidata a deputada mais votada de Senador Guiomard, sem ela ter qualquer afinidade política com o município, foi um feito de peso. Por isso, seu apoio e da mulher Mailza, serão decisivos na eleição municipal.

O DEBATE PERDEU MUITO

Falo do que acompanhei. A base de apoio do novo governo perdeu muito com a derrota da ex- deputada Eliane Sinhasique (MDB). Fluente na palavra, por certo estaria na linha de frente da defesa do governo. Mas, a política tem nuances, nem sempre os melhores se reelegem.

DOIS COMANDOS

O MDB tem praticamente hoje dois comandos distintos. No Juruá, reina soberano o grupo do ex-prefeito Vagner Sales. E na capital e região do Alto Acre o deputado federal Flaviano Melo (MDB) dá as cartas. O quinhão do partido ficou reduzido no governo a três secretárias sem muita expressão política. Seus cardeais perderam a disputa pelas pastas mais importantes.

EXPLICA A CORRIDA PELA PMRB

É uma das explicações pelas quais o MDB quer ser protagonista na eleição de prefeito da capital. Ao procurar o professor Minoru Kinpara, bem votado para o Senado em Rio Branco, para ser o nome do partido na disputa da PMRB, o MDB não quer ser apenas bucha de canhão.

AÇODAMENTO NÃO É BOM COMPANHEIRO

Na política, o açodamento nunca foi bom companheiro. A oposição à prefeita Socorro Neri tentou jogá-la como “mentirosa” na opinião pública na questão da compra dos kits escolares. Depois que provado foi de que a aquisição aconteceu como foi anunciado, calaram-se. Deveriam ter reconhecido o erro, não seria demérito.

NEM PAIS E NEM MÃES BASTARDOS

O mérito na liberação de recursos para a construção da ponte de mão dupla que ligará Brasiléia à Epitaciolândia é exclusivamente do governador Gladson, que trava a luta desde que era senador. O registro tem de ser feito, para não aparecer os pais e mães bastardos da obra.

CALMA, VALENTES!

O desastrado governo anterior passou oito meses sem dar uma ajuda ao Hospital Sousa Araújo, que trata dos hansenianos. Os críticos de hoje, todos ligados ao governo antecessor, e que denunciam o caos e cobram providências do atual governador, só agora viraram valentes?

VAI QUE É TUA, GLADSON!

Lideranças de Brasiléia que apoiaram o governador Gladson estão cuspindo marimbondos contra a inércia da sua gestão, onde a única troca de comando acontecida foi na Educação, cota do MDB, e os demais até hoje chupam os dedos. E perguntam: “Valeu nosso apoio?”

CHOROS E RISOS

Os que mais choram pelo “abandono” depois da campanha do Cameli são as lideranças do PROGRESSISITAS, que não conseguem nomeação nem de vigias dos órgãos estaduais, em Brasiléia. Em compensação, em Rio Branco e Sena Madureira, o PROGRESSISTAS nomeou parentes e aderentes. Na política é assim mesmo, enquanto alguns choram, outros gargalham.

MAIOR VITÓRIA PROPORCIONAL

É bom lembrar que foi em Brasiléia que, proporcionalmente, Gladson Cameli obteve o seu maior percentual de votos na disputa do governo. É a história: bocado comido, bocado esquecido. Tudo bem, vocês que são do mesmo partido que se entendam e se resolvam.

FILÃO PARA INVESTIGAÇÃO

O vereador João Luz (MDB) levantou um ponto que merece reflexão e uma discussão política profunda, a questão da má qualidade das obras do “Ruas do Povo”, projeto menina dos olhos do Tião Viana, e que nas primeiras chuvas o asfalto derreteu. Com a palavra, o DEPASA.

ATESTADO DE BURRICE

Reforço o artigo do ex-deputado federal João Correia, publicado no ac24horas, criticando o acordo burro pelo qual o ex-governador Tião Viana mandaria o projeto da Reforma Administrativa do Gladson para a ALEAC (na ocasião, só ele podia fazê-lo) e em troca teria as contas do seu governo aprovadas. E aconteceu. Foi um atestado de burrice do novo governo.

DEU UM SALVO-CONDUTO

O governador Gladson Cameli poderia perfeitamente tomar posse e em seguida mandar a Reforma Administrativa do governo, mas preferiu dar um salvo-conduto ao antecessor.

INTERESSA O RESULTADO

O secretário Paulo Wadat é um craque na explanação do que pretende fazer na agricultura acreana para lhe tirar da pré-história. Quero ver os resultados. Conversa bonita é para a teoria. O inferno –dizem- está cheio de bem intencionados. Aguardemos a soja, café, arroz e etc.

SÓ PODE SER BRINCADEIRA!

Leio que, o governo passado investiu 1 bilhão de reais na agricultura, no Acre. Se de fato investiu foi uma prova de incompetência, porque investiu mal. A produção no Estado continua a ser incipiente, importamos tudo, e não temos nada que possa ser visto como um avanço.

FORA DA BASE

Pelos seus pronunciamentos de muitas cobranças e críticas ao governador Gladson Cameli, o deputado Fagner Calegário (PV), não é computado na cúpula governista como integrante da base de apoio. Mas não há razão de surpresa, Calegário foi eleito na coligação da FPA.

NEM UM MELHORAL

O deputado Roberto Duarte (MDB) diz ter dados de que o governo Gladson não fez uma compra de medicamentos e insumos para a Saúde. Pelo menos, não conheço uma Nota de Empenho referente a uma aquisição, diz. Deduz-se que, trabalham com o estoque deixado.

MAIOR BESTEIRA

A maior besteira que se possa dizer para criticar o governador Gladson é de que viaja muito à Brasília. Se ficar sentado no seu gabinete só recebendo pedidos de emprego, o Acre não sairá do atoleiro que o antecessor deixou. Tem de estar nos ministérios buscando recursos extras.

AVISO AOS LEITORES

Durante uma semana a coluna não será renovada. Vou tirar umas curtas férias. Volto logo.

NÃO É A ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE

Os números de prisões, apreensões de armas, drogas, carros roubados, visivelmente, mostram que os crimes estão tendo uma solução rápida por parte da polícia. A nova equipe da Segurança não é a última bolacha do pacote, mas tem mostrado resultados satisfatórios na elucidação de crimes. Já se vê mais a presença policial nas ruas. Isso é bom, por inibir a bandidagem. As execuções na guerra entre facções vão continuar a acontecer, mas já se nota uma queda e a prisão dos envolvidos ocorre de forma rápida. Por tudo isso, o secretário de Segurança, Coronel Paulo César, até aqui mereceu o voto de confiança que lhe foi depositado.

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Marcando uma posição política

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É uma opinião, como observador dos debates nas sessões da ALEAC neste início de legislatura. Nunca nem cheguei a trocar uma palavra com ele. Mas entre os deputados que se elegeram pela aliança que apoiou o Gladson Cameli ao governo, nenhum dos novatos tem feito uma defesa mais incessante da nova administração do que o deputado Neném Almeida (SD) que não deixa um ataque ao governador sem defesa. Não deveria nem ser um fato a se destacar, mas é; pelo caso de não ser óbvio, já que, a maioria dos deputados que foram eleitos na aliança que chegou ao poder, simplesmente, dão o calado como resposta às críticas dos parlamentares oposicionistas. Caminha-se para se assistir na ALEAC o mesmo filme com a base de apoio no Legislativo do governo antecessor, com uma maioria silenciosa, em que dois ou três defendia a mais desastrada das gestões petistas, e a oposição minoritária deitava e rolava.

ACABARIA COM O JOGO DE EMPURRA

Não sei da legalidade do projeto de lei a ser proposto pelo deputado Neném Almeida (SD), de que o governo pague direto aos terceirizados e não aos donos das empresas. Tem o lado de que poria fim ao jogo de empurra do governo dizer que paga e os empresários de que não recebem. Evitaria os protestos de servidores como o de ontem da COPESERGE, na ALEAC.

OUTRO LADO

Mas há o outro lado. Aumentaria mais uma responsabilidade do Estado e poderia levar ao desestímulo do empresariado. Seria uma espécie de intervenção branca na iniciativa privada, o governo seria tutor do que não lhe pertence. Por isso a pergunta, se há legalidade no projeto?

HONESTIDADE POLÍTICA

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foi honesto ao reconhecer que, o governo do PT, ao qual serviu, não cumpriu com as obrigações salariais, em relação aos servidores terceirizados.

INFLUÊNCIA ZERO

Ontem, critiquei os governos do PT por não fazer nada para a construção de uma nova ponte ligando Brasiléia-Epitaciolândia. Agora, veio a boa notícia de que o governo federal garantiu a liberação dos recursos. Volto dizer: se até a eleição de 2020 a obra for concluída, o Gladson Cameli passa a ser o grande eleitor do Alto Acre nas eleições municipais para prefeito de Brasiléia e Epitaciolândia.

PARA FICAR REGISTRADO

É bom na política se situar o mérito em quem merece o mérito. Por isso é que faço o registro

ENTREGUE AS BARATAS

É preciso cautela antes de acusar o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno, de desonesto, com base apenas na abertura de CPI na Câmara Municipal. O que se pode dizer é que a sua administração anda bamba de realizações, é só ir aos ramais, onde até trator de esteira atola.

UMA FORTE CONCORRENTE

Havendo um convite dentro de uma densidade partidária não tenho muita dúvida de que a ex-deputada Leila Galvão (PT) aceitaria disputar a prefeitura de Epitaciolândia, na eleição do próximo ano. Foi bem votada no município. E se entrar no jogo torna-se forte concorrente.

VOLTA EM 2020

Os nomes do PT que escaparam da enxurrada medíocre que foi o governo passado e que, por conseguinte, foi responsável pela maior derrota do partido no Acre, mesmo perdendo a eleição, foram o Angelim, Jorge Viana e Marcus Alexandre. Nenhum candidato em 2020.

JV CONTINUA PERIGOSO

Dentro do PT, Jorge Viana continua sendo o nome mais perigoso para a oposição em 2022, sendo como candidato a senador ou a governador. JV perdeu a eleição dentro de um contexto de burrice do seu partido de lançar dois candidatos e ser herdeiro do péssimo governo do irmão.

NÃO TRANSMITE SIMPATIA

O Coronel Ulisses Araújo (PSL), de posições firmes e um bom currículo profissional, e que já manifestou o desejo de disputar a prefeitura da capital no próximo ano precisa melhorar a sua postura na televisão, onde na última eleição, nos debates e entrevistas, não transmitiu simpatia e profundidade no que defendia. Mas a sua candidatura enriquecerá o pleito.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Na Reforma da Previdência fico com a opinião dos profissionais mais qualificados da área econômica brasileira, de que a aprovação é essencial para não afundar o Brasil e o país voltar a crescer, do que com os que pensam de forma politiqueira e ideológica, para assegurar os privilégios de uma elite existente nos poderes.

NOVAS REGRAS FORÇAM

As novas regras eleitorais com o fim das coligações proporcionais é que estão levando os partidos nanicos a terem candidatos a prefeito, como forma de assegurar palanque aos candidatos a vereadores. O PSC atentou para o novo momento e vai de Jamil Asfury à PMRB.

CASA DO SILÊNCIO

Não se fala nada nos gabinetes governamentais sobre a recomendação do MP de demitir os secretários com problemas jurídicos. E como passaram os 10 dias de prazo dados pelo MP para que a medida fosse efetivada e não se cumpriu, a dedução é de que ninguém será exonerado.

NOMES NA MIRA

Os secretários que estavam na mira do MP, eram Vagner Sales, James Gomes e Alércio Dias. Nenhum com qualquer obstáculo a que possam continuar no secretariado do governo.

NÃO FICARÁ FORA

A tendência natural do SOLIDARIEDADE e ter uma candidatura própria a prefeito de Epitaciolândia, até pelo fato da sua maior liderança, a deputada Vanda Denir (SD), ter sido bem votada no município. As eleições municipais são pólos formadores de base para 2022.

DILEMA POLÍTICO

Deputados como Antonia Sales (MDB) e Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), por virem de legislaturas em que sempre estiveram na linha de frente de cobrança aos governos petistas, agora na situação, ficam no dilema de evitar cobrar do novo governo o que sempre cobraram da tribuna do PT.

POSIÇÃO DE TRANQUILIDADE

O senador Petecão (PSD) participa da próxima campanha municipal numa posição privilegiada, pelo fato de ter ainda vários anos de mandato pela frente, a sua vaga não estará em disputa na eleição de 2022. Deverá trabalhar apenas para reforçar a bancada de vereadores do PSD.

OLHO ESBUGALHADO

Quem está de olho esbugalhado para 2022 é o vice-governador Major Rocha, que tem dito aos amigos que, numa eventual saída do Gladson para disputar o Senado, ele disputará o governo.

CASA MAL ASSOMBRADA

A sensação de quem chega ao DERACRE é de se deparar com casa mal assombrada. Prédio encardido, pintura descascando, um retrato fiel de como era a coisa na gestão passada. À noite, por certo, deve aparecer fantasma. Salva a SEOP, onde fica o secretário Thiago Caetano.

TUDO MUITO RÁPIDO

Na política você pode ir do patamar de humanista ao de um ser rancoroso, depende do que você se expressar. E depois que desaba na opinião pública e cola imagem de rancoroso, mesmo que jure aos pés do altar, jamais será considerado um humanista. É o preço amargo da palavra. As opiniões que escutei de figuras respeitáveis da sociedade, reforçam esta tese.

BOCA DE JACARÉ-AÇU

Aliados do governo reclamam de que o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS) domina a quase totalidade dos cargos nas repartições estaduais de Sena Madureira, com a indicação de afilhados para as CECS. O comparam a um “jacaré-açu”, bocarra aberta, comendo e chorando.

FIEL AO DISCURSO

O secretário da Infraestrutura, Thiago Caetano, é fiel ao discurso da campanha de expurgo do PT, e que levou Gladson Cameli ao governo, se cercando de auxiliares que efetivamente estiveram na eleição pedindo votos para tirar o PT do poder. Coisa rara, neste governo!

NÃO APOSTEM NO SILÊNCIO

Quem tem visto o deputado Daniel Zen (PT) caladão na ALEAC, não aposte que será a sua tônica, este silêncio tem prazo de validade, quando o Gladson completar 100 dias à frente do governo. Zen é um dos quadros mais preparados do PT, ferino, ele domina a tribuna como poucos. Pode anotar: o Zen vai dar uma trabalheira quando abrir a comporta de cobranças.

BOM QUE ACONTEÇA

O debate entre oposição e base do governo é bom que aconteça, para não ficar um marasmo.

COMO É QUE É?

Quer dizer, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), que o governo tem dinheiro? Por qual razão não pagar, então, os débitos do Hospital do Juruá, da empresa que prestou atendimento cardiológico, e tirar o Gladson Cameli do alvo do tiroteio por serviços de saúde mal prestados?

NOME FORTE

O ex-prefeito Marcus Alexandre não tem falado em política e de forma sábia. O momento é de recuo e ver como vai se comportar o governo Gladson. É um nome que ficará na geladeira do PT para ser tirado em 2022, para eventual disputa de um cargo majoritário ou Câmara Federal.

BOI DE PIRANHA

Acompanhei os bastidores da eleição. No meado da campanha, Marcus Alexandre já estava abandonado pelos seus padrinhos políticos. O Jorge Viana foi um dos poucos a ser leal até o fim.

BRANCA MENEZES

É um nome sempre lembrado pelas lideranças de Senador Guiomard, quando se trata da eleição do próximo ano para vir a ser candidata à prefeita do município. Um dos maiores defensores da sua candidatura é o vice-governador Major Rocha, tucano como a Branca.

LINHA DE FRENTE

As suas ações na defesa do governador Gladson Cameli mostram um afastamento político do grupo do Coronel Ulisses Araújo. Falo do advogado Valdir Perazzo, um liberal de convicção e uma figura respeitável.

CARTA MAIS POLÊMICA

O governador Gladson Cameli vai jogar na mesa a carta mais polêmica do início da sua administração, que é a decisão da terceirização das atividades do HUERB, unidade que só está lhe dando dor de cabeça e desgaste político até aqui. Se de fato a terceirização acontecer e vier uma empresa especializada em gestão hospitalar, a tendência é dos serviços de atendimento ao público melhorarem. Porque vai prevalecer o mérito, eficiência, em que o profissional da medicina receberá pelo que produzir. E haverá condições de dotar o HUERB de especialistas em todas as áreas. Em princípio, sou a favor de se buscar sempre a eficiência, o que pode acontecer deixando o comando à iniciativa privada e diminuindo o tamanho do Estado.

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