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Tocando quase o mesmo som no violino

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A bancada de apoio ao governo na Assembléia Legislativa, que estava uma Casa de Noca, onde todos mandavam e tinha virado uma bagunça, dá mostras que começa a tocar quase o mesmo som do violino. Eu disse, quase! Uma das notas discordantes é o deputado Roberto Duarte (MDB), que tem dito ter autorização da direção do seu partido para ter uma posição independente em relação ao governo Gladson Cameli, de quem tem sido um crítico duro. E o MDB tem duas secretarias e uma diretoria na gestão Cameli. A deputada Meiri Serafim (MDB), segue a orientação do prefeito Mazinho Serafim, seu marido, que está rompido com o governador. Mas, o restante da base fez valer a maioria e ficou com as presidências das comissões mais importantes da casa, essencial no trâmite e análise dos projetos a serem enviados pelo governo. Alguns deputados aliados do governo que vinham atuando na base do rompante, já recuaram para evitar o isolamento. Na política, tem de ter lado: ser a favor ou contra. O trabalho do novo articulador político do governo Gladson Cameli, Ney Amorim, tem sido importante para buscar afinar o canto. Não era possível que os deputados eleitos pela oposição, uma minoria, continuassem a ditar o rumo político do Legislativo. Na política, quem tem a maioria é quem dá as cartas. Fora isso seria uma inversão do que foi decretado pelas urnas. Não conheço um parlamento que seja direcionado pela minoria.

RESPEITO QUEM TEM POSIÇÃO

Eu respeito muito quem tem posição na política, não toma decisão ao sabor do vento, não fica no muro. É o caso do prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, que disse estar rompido com o governo, declarou em alto e bom som na mídia e pronto. Virou adversário. É uma posição pessoal que tem de ser respeitada. Até por ele ser um prefeito bem avaliado.

OSSO DURO DE ROER

E independente do prefeito Mazinho continuar ou não rompido com o governo, derrotá-lo na disputa da prefeitura de Sena no próximo ano não será fácil. É um osso duro de roer.

CARGO DE CONFIANÇA NÃO É PROFISSÃO

Li, na página de um ex-secretário do governo derrotado, um desabafo de uma servidora, lamentando o que chama de “perseguição” do Gladson Cameli, a perda do seu cargo. E revoltada com a chegada de novos ocupantes de CECs na secretaria que trabalha. É mais uma que pensava que cargo de confiança era profissão e não função passageira. E não disseram para ela, que o PT perdeu a eleição. Caiam na real! Perderam! Aos vencedores, as batatas!

MUITO INTERESSANTE, PARA NÃO DIZER, CÔMICO!

Risível, cômico, se afirmar que por mudar um cargo de confiança mantido nos governos petistas, o novo governo está promovendo “perseguição”. Desde quando o PT quando estava no poder manteve em cargo de confiança um adversário político? Pisava! E como pisava!

QUE COMPETÊNCIA É ESSA?

E que “competência” alardeada é esta, que entregou o governo em cacareco?

HAMAS E JUDEUS

O jornalista Nelson Liano, novo assessor de Comunicação da prefeitura de Cruzeiro do Sul, por ser uma figura da conciliação, defendeu um período de paz entre os grupos adversários do prefeito Ilderlei Cordeiro e do ex-prefeito Vagner Sales. Nem em sonho! É mais fácil ver uma foto de solados israelenses e militantes do Hamas, abraçados dançando na fronteira de Gaza.

INTERESSES CONTRÁRIOS

Além de adversários políticos, Ilderlei Cordeiro e Vagner Sales têm interesses conflitantes para a eleição de 2020. Ilderlei, possivelmente, disputará a reeleição, e o Vagner terá o seu candidato a prefeito de Cruzeiro. E pela lei da Física, dois corpos não ocupam o mesmo espaço.

MALHADEIRA NO RIO

O MDB está com a sua malhadeira de malha fina no rio da política, na busca de novas adesões. Já convidou o professor Minoru Kinpara (REDE) para disputar a PMRB pelo partido, e investiu na filiação do deputado Fagner Calegário (PV). Quer ser protagonista na disputa da PMRB.

SENHORES DA TERCEIRA IDADE

O que o MDB precisa pensar é em uma renovação dos seus quadros, apostando na formação de novas lideranças. Os principais dirigentes do MDB já estão na chamada “terceira idade.”

ESFORÇADO EM CAUSA PRÓPRIA

Perguntei ontem a uma liderança tradicional do PT, por qual razão a aversão ao presidente Cesário Braga. Argumentei que é um moço esforçado na reorganização do partido. A resposta foi irônica: “esforçado até demais, mas para fortalecer a DR, movimento que o fez presidente”.

SAÍDA BENÉFICA

O PSDB vai ganhar com as saídas dos vereadores Clézio Moreira e Célio Gadelha do partido. Sem os dois vereadores os tucanos terão maior facilidade em formar uma chapa para disputar vagas na Câmara Municipal, no próximo ano. Com dois vereadores, a missão seria complicada.

NÃO SERÁ TÃO FÁCIL

Os vereadores Célio Gadelha (PSDB) e Clézio Moreira (PSDB), que devem sair do partido para não serem expulsos, não terão facilidade em encontrar um partido que os queira abrigar. É que as suas presenças em uma chapa afastarão os candidatos novos, por já terem mandatos.

REAÇÃO RÁPIDA

Houve um aumento, em Rio Branco, na modalidade de assaltos aos motoristas para tomar os seus veículos. Mas, também, nota-se que, a polícia está sendo rápida na prisão dos bandidos.

NOVO MOMENTO

A corrida dos partidos na busca de atrair novos nomes tem a projeção em 2020, onde por força do fim das coligações proporcionais, terão de ter chapa própria para a Câmara Municipal. E para ficar mais ajustado ter candidato a prefeito, para dar palanque aos candidatos a vereadores. Poderemos ter na próxima eleição, um mínimo de quatro nomes na briga pela PMRB.

IMPROVÁVEL A DEMISSÃO

É improvável que a decisão da PGE seja no sentido de que o governo demita os secretários Vagner Sales, James Gomes e Alércio Dias, pelo fato não terem condenações com trânsito em julgado. E ao que tudo indica a “recomendação” do MP, ficará apenas no campo da sugestão.

CAMINHO INVERSO

Claro que, com a Reforma Administrativa do governo, diminuiu o número de emprego e terá menos dinheiro em circulação. Mas tinha de ser assim, por essa história de Estado-Patrão, com seu trem da alegria, é que o governo passado acabou sem pagar o 13º salário dos servidores e deixou uma montanha de dívidas ao sucessor. Tem que se fortalecer a iniciativa privada.

ECONOMIA NA SAÚDE

No momento em que o governo passado deixou nos últimos seis meses de comprar material ortopédico e kits para cirurgias buco-maxilo-facial para o Hospital do Juruá, toda a demanda de pacientes foi direcionada para a capital, resultando num maior custo. Tremenda burrice!

RESOLVE NO PRÓPRIO JURUÁ

Com material hospitalar, os casos de fraturas faciais e de um modo em geral podem se resolver no próprio Hospital do Juruá. Este é um problema urgente a ser resolvido pelo secretário de Saúde, Alysson Bestene. E quitar as dívidas das religiosas gestoras da unidade.

MENOS OS DOIS

A torcida para uma briga entre o governador Cameli e o seu vice Major Rocha é perda de tempo. Não são burros. Sabem que uma briga entre ambos acabaria este governo no início.

OUTRA INVESTIDA TOLA

Outra investida tola foi contra o chefe de gabinete Ribamar Trindade, que cumpre com perfeição o seu papel de ser um anteparo para o governador e não servir de joguete a grupos políticos. O pior é que a capital é terra de muro baixo e se sabe tudo o que é armado.

SEM ESPAÇO PARA EXIGIR

Fechamos dois meses do governo Gladson. E o que se tem notado é um engessamento do Estado por conta da equipe econômica, em manter as secretarias a pão e água. Se os secretários não têm os recursos necessários, como exigir prestação de contas nos 100 dias?

NO CAMPO DAS IDÉIAS

Um governo não pode só ficar na base do entusiasmo e das boas idéias, mas levar para o campo da ação. Ou vai terminar com uma poupança bojuda e sem realizações para mostrar.

META OUSADA

É uma meta ousada, mas, dependendo da habilidade na articulação política, o governo pode chegar a ter na Assembléia Legislativa uma base de apoio de 18 deputados. Na oposição, por se tratar de diferenças ideológicas, podem ficar só os deputados do PT e do PCdoB. E numa posição política própria de não ser da base do governo, os deputados Meiri Serafim (MDB) e Roberto Duarte (MDB).

BARBEIRAGEM CONSERTADA

Cantar o Hino Nacional nas escolas, eu não vejo como nada negativo, mas salutar, até para se ter mais civismo. Não podia era continuar a maluquice do ministro da Educação, por puxa-saquismo, querer que a meninada gritasse o slogan da campanha do presidente Bolsonaro.

GRITAM OS PRIVILEGIADOS

A Reforma da Previdência não pode ser vista como um caso político, mas um caso de salvação da economia e para mais geração de emprego e renda. Claro que, privilégios terão que ser cortados. Isso gera uma gritaria. Ou a Reforma é aprovada ou o Brasil afunda na recessão.

É MUITO BANDIDO, DROGA E ARMAS

Os números mostram que a polícia todo dia prende bandidos, armas e drogas, mas é como um círculo vicioso, sempre aparecendo outros personagens. Ser bandido virou um emprego.

IDENTIFICAR E ENQUADRAR

A inteligência da polícia não pode dar mole com grupos no Zap dedicados apenas a passar informações onde está acontecendo a blitz policial, porque é uma atitude que favorece o crime, evitando que por saber onde está polícia, a malandragem passe distante. É crime!

NÃO SEI SE É REDUNDÂNCIA, MAS É UMA BOA IDÉIA

Não sei se isso já é previsto em lei, mas sendo ou não endosso a proposta do vereador João Marcos (MDB), de punir com o cancelamento do Álvara de funcionamento, as empresas flagradas como receptadoras de produtos roubados. A receptação caminha com o crime. Sem o receptador o ladrão não tem como fazer dinheiro com o roubo ou furto que foi praticado

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Blog do Crica

A nova versão da historinha do lobo mau e do chapeuzinho vermelho

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Um ensinamento que aprendi nos meus mais de 40 anos de jornalismo na área política foi o de nunca acreditar cegamente em brigas de políticos; porque se tomar partido, acabam se entendendo e você termina ficando com a cara de trouxa, mais sem jeito do que cão que caiu do caminhão de mudança no meio da estrada. Na semana que finda, rodou nas televisões um vídeo produzido e bancado pela FIEAC, por orientação do seu presidente José Adriano, hoje, o braço sindical do MDB, responsabilizando o atual governo pela derrocada do setor industrial e empresarial do Acre. Isso com cinco meses de governo! Portanto, uma inverdade a atribuição. Aliados (sic) do Gladson Cameli que possuem cargos de relevância no governo calaram-se. Apenas alguns do escalão inferior do governo saíram em sua defesa nas redes sociais. A turma do andar de cima que se calou, parece que estava adivinhando o final da nada edificante historinha, e por isso não piaram. Eu assisti tudo de camarote, e conhecendo os caciques da nova aldeia azul, fiquei como espectador. Até porque não me cabe sair na defesa do governador, pois, não sou seu empregado. Pois bem, tudo acabou numa grande Ópera-Bufa. O presidente da FIEAC, José Adriano, foi recebido ontem com pompas e tapete vermelho pelo governador Gladson Cameli, e ainda posaram sorridentes numa fotografia na saída do encontro no gabinete governamental. Qual a impressão que passou? Foi a de que o governador reconheceu ser o responsável pelo fato da maioria quase esmagadora do empresariado da construção civil estar quebrada. Foi como se houvesse uma mudança no roteiro de uma conhecida história infantil do Lobo Mau e do Chapeuzinho Vermelho. No novo roteiro cameliano, o Lobo Mau não morre fuzilado pelo caçador, mas termina feliz da vida abraçado com a personagem Chapeuzinho Vermelho; cantando ciranda/cirandinha/vamos todos/cirandar/vamos/dar a meia volta/volta/e/meia/vamos dar. E todos viveram felizes para sempre no reino azul. Eu tento, me esforço, mas não consigo entender o Gladson Cameli (foto). Confesso. E desisti de entender. Se alguém tem a fórmula do enigma, que me passe.

FIQUE NA SUA PARA NÃO CAIR DO CAMINHÃO
Você que anda bravo com o deputado Roberto Duarte (MDB), porque se tornou a principal figura da oposição ao Gladson na ALEAC, tome o caso do presidente da FIEAC, José Adriano; de exemplo, e não ataque o parlamentar. Pode virar o cão que caiu do caminhão de mudança.

O NOSSO PONCIO PILATO
Neste confronto que dividiu o MDB (como se o MDB algum dia se uniu), entre os que defendem o atual governo, como os secretários do partido; e, os deputados que são contra, não esperem uma posição firme do deputado federal Flaviano Melo (MDB) na busca do apaziguamento. O Velho Lobo é o nosso Poncio Pilatos, sempre opta pelo gesto de lavar as mãos.

É O QUE SALVA O BARCO
Votei sim, mas não sou apaixonado. O que sustenta o governo do presidente Jair Bolsonaro é a credibilidade do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, dos ministros militares e o do Sérgio Moro. Se dependesse das outras alas porraloucas, o barco presidencial já estava no fundo.

TESTE DE FOGO
Aliás, falando no presidente Bolsonaro, o seu governo passará neste domingo pela sua primeira prova de prestígio, ao patrocinar uma mobilização popular na defesa do seu projeto. Os atos, tanto podem ser benéficos ou maléficos à sua imagem. A presença popular dirá.

VALENTIA ENTORPECIDA
Em que planeta do sistema solar, eles estavam escondidos? Como alguns colegas do jornalismo, eu também fico atarantado e surpreso com o surgimento de tantos críticos ao atual governo. Durante os últimos 20 anos, o Acre desabou, e a valentia ficou hibernada?

O SECRETÁRIO DE SETE VIDAS
Até o momento o placar é o seguinte: secretário de Agricultura, Paulo Wadt, 3×0 sobre o grupo dos Rochas –vice-governador Major Rocha e deputada federal Mara Rocha (PSDB). Por três vezes a imprensa anunciou a sua queda e ao que parece, o moço é como gato, com sete vidas.

UMA PEDREIRA PARA OS OPOSITORES
Não sei quem serão os adversários do prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, mas sejam quais forem não será fácil lhe derrotar, porque sabe os caminhos da política. É só pegar como exemplo ter feito da mulher Meire Serafim, a deputada estadual mais votada do Acre. Será uma pedreira para os opositores.

CAMINHO ALTERNATIVO
O que pode garantir a permanência do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, no PROGRESSISTAS, é assumir a presidência do partido. Não assumindo, ninguém duvide que acabe por se filiar ao DEM, pelas boas relações com o deputado federal Alan Rick (DEM) e por já ter sido do partido, onde até hoje mantém boas relações com a cúpula nacional.

A CRISE DO GLORIOSO
A frase foi grafada pela secretária de Turismo, Eliane Sinhasique, numa crítica direta à ala do seu partido que optou por ser oposição ao governo Gladson Cameli na ALEAC. Na postagem na internet se mostra incomodada e marcou a sua posição, na base do tenho lado e sou Governo. É o primeiro desdobramento público dessa crise intestina no Glorioso do Dr.Ulisses Guimarães.

TODO VERÃO PELA FRENTE
Tenho me deparado com várias frentes de serviço da prefeitura de Rio Branco. É natural que o trabalho não chegou a ruas em que a situação é crítica com os buracos. Mas, a prefeita Socorro Neri ainda tem todo um verão que mal começou, para executar seu planejamento.

AGORA É FORA DO PODER
Os vereadores do PT, PCdoB e aliados da FPA que se elegeram debaixo do guarda-chuva das benesses do poder vão disputar a reeleição num contexto novo: sem a máquina estatal ao seu favor. Sem os esquemas poderosos que o PT montava para auxiliar os seus. O jogo será outro.

NÃO ESTÁ PARADA
As páginas policiais mostram todos os dias prisões de bandidos e apreensão de armas e drogas. Os registros destes fatos provam que, a polícia está agindo no combate ao crime organizado. Os crimes são elucidados com uma maior rapidez, e isso é um ponto positivo.

DEIXE OS VELHINHOS EM PAZ, MARILETE!
Primeiro tem que se ver a legalidade do ato, mas em princípio se verdade for que a prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, pretende demitir servidores aposentados, para resolver o problema de caixa da prefeitura, ela entrou em parafuso. Não resolverá. Já está mal na fita popular e ficará pior. Deixe os velhinhos em paz, Marilete! O seu problema é de gestão.

REAÇÃO NATURAL
Sem falar que tomar uma medida de demitir aposentados e reduzir os salários dos servidores vai causar uma revolta em cadeia contra a sua administração, que não conseguiu decolar.

NADA DE ANORMAL
Não foi nenhuma crítica ácida, apenas externou o seu ponto de vista de como entende um governo. Assim deve ser visto o comentário da Marfisa Galvão, sobre o que pensa das ações do governador Gladson. O fato de ser mulher do senador Petecão (PSD) não a torna muda.

OU VAI VIRAR MODA
Ou os que comandam a Segurança Pública do Acre fazem um planejamento para evitar os assaltos e arrastões em ônibus na capital ou vai virar moda. Este é o segundo assalto a ônibus esta semana. Outros já aconteceram. Os passageiros, geralmente humildes, ficam sem nada.

EVITA APADRINHAMENTOS
A decisão do secretário de Saúde, Alysson Bestene, de mandar realizar um concurso para preenchimentos de vagas no órgão através de provas objetivas foi correta. Evita que surjam as críticas de apadrinhamento comuns em concursos simplificados. E é bem mais transparente.

DESARMOU A CRÍTICA
Foi muito bom a Juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Rio Branco, Luana Campos, ter vindo esclarecer que não estipulou a entrada de só três bribotes e um litro de refrigerante nos dias de visitas aos presos. Até porque vinha servindo de chacota, por ser algo até cômico.

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Blog do Crica

Ilderlei: Gladson precisa ter o pulso forte”

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A frase foi dita pelo prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, na abertura do programa de entrevistas do ac24horas, “Direto da Redação”, programa de estúdio que teve a sua estréia ontem, e que terá como entrevistadores o jornalista Astério Moreira e eu. O primeiro entrevistado, prefeito Ilderlei, foi questionado sobre a sua administração, se falou sobre política, como a conturbada relação com o ex-prefeito Vagner Sales e uma possível disputa da reeleição. Não se furtou de encarar perguntas polêmicas, como por exemplo, o que achava dos primeiros cinco meses do governo Gladson Cameli. Para o prefeito, falta ao governador sentar na cadeira de governador e dar as ordens, ter pulso forte, e não ficar governando focado no que dizem os seus assessores mais diretos. Nega que tenha traído o ex-prefeito Vagner Sales, e não o reconhece como único responsável pela sua eleição. Uma reunião que ficou de ter ontem com o governador Gladson definirá se continuará ou não no PROGRESSISTAS, partido no qual é filiado e está reivindicando ser o presidente da executiva regional. Veja a entrevista no ac24horas.

TEMA QUE UNIFICOU

A proposta apresentada ontem pela deputada Antonia Sales (MDB) do governo aumentar o percentual orçamentário da Defensoria Pública passando de 0,9% para 2%, encontrou aparente guarida nos demais parlamentares, principalmente, os do interior, onde não há uma efetiva ação dos Defensores. A discussão deve ser travada na chegada da LDO na ALEAC.

MEIO TERMO

Na sua experiência de vários governos, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) vislumbrou dificuldade da proposta de 2,0% ser aceita pela equipe econômica do governo; e sugeriu que, a peça orçamentária da Defensoria Pública seja de 1,5%, um meio termo para superar impasses.

PEDIDOS EM CASCATA

Conversando ontem como um integrante da equipe econômica do governo, este alertou que não haveria como justificar a fixação do orçamento da Defensoria Pública em 2,0%, aumento de mais de 100º% do teto atual que é de 0,9%. “Como explicar, por exemplo, para o Judiciário, MPE, que você está reajustando em mais de 100% o orçamento da Defensoria e não serem também aquinhoados”? Fez a pergunta. Para ele, haveria pedidos de aumento em cascata.

VERBA ESPECÍFICA

Caso se consiga da equipe econômica do governo este reajuste no orçamento da Defensoria, que acho improvável no teto reivindicado, deveria ser uma verba carimbada específica para a contratação de mais Defensores e vedado o uso em reajuste salarial aos Defensores Públicos.

ONDE PASSA UM BOI PASSA UMA BOADA

E por um princípio simples. As demais categorias iriam montar acampamento na porta do governador Gladson Cameli e, também, exigir reajuste salarial. O pedido da deputada Antonia Sales (MDB) não é algo tão simples de ser atendido, tem de ver o tamanho da implicação no orçamento estadual. Mas dará um bom debate, precisamos de uma Defensoria Pública presente em todos os municípios. Mas lembrar que no governo não existe só a Defensoria.

GLORIOSO ATACA NOVAMENTE

O braço sindical do MDB, comandado pelo presidente da FIEAC, José Adriano, bateu ontem no governo Gladson Cameli, em um vídeo divulgado lhe responsabilizando pela derrocada dos empresários no Acre. O MDB, ao que parece, escolheu o governador como seu alvo fixo e saco de pancadas. Deve ser constrangedor para as secretárias Maria Alice e Eliane Sinhasique.

NÃO VI UMA DEFESA

Não vi um posicionamento político do governador Gladson Cameli a este respeito, como nenhum parlamentar que lhe apóia rebateu e ele ficou calado, ficará valendo o que foi divulgado sobre o setor industrial, verdadeiro ou não. Não me cabe defender o governo.

É O DONO DOS VOTOS?

O deputado Neném Almeida (SD) ameaçou ontem da tribuna de que o candidato que não ajudar a recuperar as ruas da Cadeia Velha não terá votos dos moradores em 2020. Falou com tanta autoridade na ALEAC que, quem assistiu saiu pensando que ele é o dono dos votos.

CALDO ESTÁ ENGROSSANDO

Virou unanimidade na da base de apoio do Gladson Cameli o movimento para marcar uma reunião com o governador para discutir o papel do MDB no governo. Não aceitam o MDB ter duas secretárias, diretorias, CECs, e formar e votar na ALEAC sempre com o PT e o PCdoB.

PROPOSTA QUE ROLA

A proposta que será levada ao governador Gladson Cameli é a demissão das secretárias Maria Alice, Eliane Sinhasique, de ocupantes de diretorias, deixando no governo apenas os cargos ligados ao grupo do deputado Vagner Sales (MDB), que vem votando a favor do governo.

COMPLETAMENTE INCOMODADA

Um dos deputados da base passou à coluna que a secretária Maria Alice é uma das mais agastadas com a oposição que o MDB faz ao governo Gladson Cameli, por ser ocupante de uma das pastas mais importantes do governo, depois da fusão da SEPLAN/Administração.

NOME MAIS CRITICADO

O nome mais criticado é o do deputado Roberto Duarte (MDB), hoje o maior oposicionista ao governo Gladson Cameli, sendo mais ferino que os parlamentares do PT e PCdoB. Argumentam os deputados da base que há o agravante do Roberto ser presidente municipal do MDB.

POSIÇÃO PESSOAL

Perguntei ao presidente regional do MDB, deputado federal Flaviano Melo, sobre o que pensava do fato do MDB ser aliado e oposição ao mesmo tempo ao atual governo. Saiu pela tangente e disse que a posição do deputado Roberto Duarte (MDB) é pessoal e não do partido. Ou seja, deu praticamente carta branca para que o parlamentar continue com a pancadaria.

HAVIA DISCIPLINA POLÍTICA

Pode se criticar os governadores do PT por qualquer ângulo que quiserem, mas nas alianças que os sustentavam; a FPA, jamais foi aceito um aliado ter secretarias no governo e votar contra o governo. Se há algo que os governadores do PT tinham era pulso forte na política.

NÃO FOI DE GRAÇA

Não foi de graça que o PT ficou 20 anos do poder. Foi porque os seus governadores sabiam usar o poder e tinham o pulso firme para tomar decisões políticas, o que falta ao Gladson Cameli é exatamente a falta de pulso e mostrar que tem a caneta que nomeia e demite.

TORNA INVIÁVEL O GOVERNO

Qualquer governador que ficar refém de um deputado ou de um partido, ficando no canto do ringue, a tendência natural é a de não ser respeitado pelos aliados, pela frouxidão dos atos.

FALANDO DE GULODICE

Um fato cômico aconteceu logo após a aprovação da reforma política do governo. Um dos integrantes da base chegou junto ao presidente da ALEAC, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), e falou: “vamos agora ao Gladson, quero saber quantos cargos terei”.

APOSTANDO NA UNIDADE

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, é um otimista. Diz que se for candidato á reeleição não tem dúvida que terá o apoio do ex-prefeito Vagner Sales. Tudo é possível em política, mas no presente caso me recuso a acreditar neste apoio. Mais fácil ganhar na MEGA.

NOMES SURGINDO

Os nomes vão surgindo como candidatos da oposição à prefeitura de Mâncio Lima. Entre eles, Josimar (PSDB) e Wilssilene (PROGRESSISTAS). O prefeito Isac Lima (PT) sairá à reeleição.

DADO COMO CERTO

Dirigentes do SD dão como certa a filiação do deputado Fagner Calegário (PV) no partido.

FORA DE CENA

Quem saiu de cena foi o vice-governador Major Rocha, que tem evitado os temas polêmicos.

MOSTRADO EQUILÍBRIO

Mesmo nos momentos mais tensos na ALEAC o presidente Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) mostra ponderação e equilíbrio na condução dos debates na casa. É um pacificador nato.

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