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Videomaker do ac24horas mostra a realidade de Porto Acre, o lugar que já foi o coração do Estado

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“O que me chama atenção em qualquer lugar são as pessoas. A movimentação, as conversas, a interação e as cores. Foi assim que imaginei minha pauta desse fim de semana em Porto Acre”, diz o videomaker do ac24horas, Kennedy Santos,

A Cidade, que há anos atrás era um lugar tranquilo, de um povo sorridente e cheio de orgulho se perdeu com o tempo. “Cheguei em Porto Acre no domingo, lá pelas 15 horas, logo de cara já percebi um clima triste, estava irreconhecível”, relata Kennedy.

Comum como muitos municípios do Acre, Porto Acre é apontado pelos moradores mais antigos como um lugar “que não tem nada para fazer”. A constatação é do aposentado Francisco Cezário.

A rua principal do município, onde a história conta que começou a cidade, abriga comércios antigos, vendedores de banana, macaxeira e bares.

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“Entrei nos prédios abandonados lembrando das vezes que fui ali como cinegrafista para ajudar a entrevistar políticos, empresários, porém, o que vi foi tristeza e mau cheiro. Um raio de alegria é despertado quando chego na varanda da casa limpa e bem cuidada que fica em frente a antiga sede do município. Dona Didi, 107 anos, me atrai com um sorriso salvador”, conta Santos.

A prefeitura Porto Acre mudou de lugar e não aproveitou o prédio antigo deixando tudo às moscas. O único hotel da cidade fechou e o museu não abre mais. Veja tudo isso na reportagem especial do ac24horas.

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Acre

Amigos e simpatizantes saem em defesa do médico Giovanni Casseb

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Após a prisão do médico Giovanni Casseb nessa sexta-feira, 19, detido por suspeita de envolvimento com uma rede de vendas ilegais de anabolizantes em Rio Branco, inúmeros amigos, colegas de trabalho e até mesmo quem não o conhece saíram em defesa do médico alegando, em suma, que “bandidos de verdade continuam soltos”.

Logo após anúncio da Polícia Civil informando sobre a prisão do médico, as opiniões foram diversas, mas em maioria, a favor de Casseb. “Conseguem tirar um médico fundamental do serviço de saúde do trabalho, mas não conseguem resolver a questão da criminalidade… parabéns a polícia civil”, comentou um internauta na publicação da prisão do médico.

A Operação No Pain No Gain segue com as investigações, por isso, o delegado responsável pelo caso, Pedro Rezende, decidiu manter o médico numa prisão temporária de 30 dias na Divisão de Investigações Criminais (DIC) para facilitar o acesso a novos depoimentos.

“Engraçado, né!! Tem preso que por crimes bem piores como homicídio, estupros e outros são liberados mesmo em flagrantes. Agora um médico com residência fixa e um crime que, na minha opinião, não é lá essas coisas [sic] tem que ficar detido por 30 dias pra ajudar as investigações. Essas nossas leis é que não entendo!!”, desabafou outra internauta.

No último dia 9 de julho, o garçom Whendel da Silva Rodrigues, 26 anos, também foi detido e a polícia apreendeu um grande carregamento de anabolizantes, procedentes do Paraguai, Ucrânia, México e que seriam vendidos na capital.

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Destaque 5

Opinião: precisamos falar sobre a redução da pauta bovina

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José Adriano*

Sobre a redução da pauta bovina publicada nesta semana, que discute a cobrança do ICMS como um obstáculo ao crescimento do rebanho bovino e desenvolvimento da pecuária deste estado, cumpre-nos esclarecer: discordamos da abordagem e nos traz preocupação se tal discussão não se der com a participação dos atores, sobretudo com relação aos empregos gerados pelos frigoríficos e abatedouros que, juntos, respondem por mais de três mil contratações diretas e indiretas.

De início, é preciso destacar que no estado não existe demanda reprimida de gado bovino para abate gerada por falta de capacidade de absorção das indústrias frigoríficas locais, pois, agora, no mês de julho, a escala média de abate está em sete dias, o que não justifica a redução temporária do ICMS, tendo em vista esta capacidade de abate pelos nossos frigoríficos.

Atualmente, as indústrias frigoríficas em nível nacional vivenciam um momento conturbado pela queda do preço de subprodutos como o couro, item de grande relevância em suas receitas, e, não podemos esquecer, só em Rondônia atualmente há informações de sete plantas frigoríficas fechadas. No estado do Acre, conforme dados do IBGE, houve uma redução de quase 10 mil abates de bovinos no primeiro trimestre deste ano em relação a 2018.

Diante desse impacto provocado por esta redução significativa da matéria-prima, a título de alerta, neste semestre as indústrias locais foram obrigadas a reduzir o número de abates diários, o que resultou na perda de centenas de postos de trabalho. Importante ressaltar que atravessamos um momento de grave recessão na economia e o desemprego é componente principal de todas as mazelas sociais a que estamos sujeitos a enfrentar.

Não podemos nos dar o luxo, em nosso estado, de colocar em risco a perda destes postos de trabalhos nessa atividade que beneficia outras categorias e cadeias produtivas, como transporte, energia elétrica e outros consumos diversos.

A pauta existe em todos os estados do país e, no estado de Rondônia, a pauta fiscal do boi gordo para corte é fixada em R$ 1,9 mil e não se discute necessidade de redução. Já com relação à retirada de bovinos para outros estados, a cobrança fica em torno de R$ 228.

Os preços por arroba praticados no Acre, hoje, são compatíveis com os praticados no município de Porto Velho (RO), com diferença oscilando em torno de R$ 2. E, por ser uma matéria-prima, necessita de três anos em média para chegar ao ponto de abate. A redução da base de cálculo poderá ocasionar a saída de animais vivos para outro estado, quebrando o ciclo de produção de engorda e reduzindo de forma significativa a quantidade demandada pelas indústrias locais, o que resultaria no aumento do preço do produto nos supermercados e casas de carne.

Por fim, para que não paire dúvidas sobre nossa posição, vale lembrar que o vizinho estado de Rondônia se preparou há muito tempo para o aumento do seu rebanho, o que resultou em supressão de quase 60% de sua vegetação, enquanto nossa realidade é o inverso, sem entrar no mérito da política de desenvolvimento adotada por cada estado, nos últimos anos.

*Presidente da Federação das Indústrias do Acre (FIEAC)

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