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Uma base do governo sem lenço e sem documento

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O que se viu ontem na Assembléia Legislativa foi o retrato fiel de como se encontra a base de apoio do governador Gladson Cameli: uma canoa sem quilha, sem remo, fazendo água. Não quero nem entrar nas discussões acaloradas, as ameaças de agressões, entre membros desta base, pois, não me é novidade num parlamento. O ponto que coloco em discussão é que falta um nome que lidere congregando, dialogando, aceitando o contraditório, sem o comportamento de ideia única, sem o emocional. Se me perguntarem quem foram os parlamentares que mais e destacaram na legislatura passada, com certeza vou colocar o nome do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), entre os três melhores. Mas era outro mote: ele era oposição. Mas como líder do governo, pelo menos neste início de legislatura, o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) não tem demonstrado adaptação e aptidão para uma função espinhosa que, antes de tudo exige o diálogo, principalmente, com os aliados. Atacar colegas do mesmo barco só corrobora com a minha observação de ver um grupo sem rumo. O fato de dois deputados da base do governo, de se manifestarem, pedindo mais debates sobre dois polêmicos decretos do governo não deveria, jamais, sendo o Gerlen o líder do governo, ensejar da sua parte as agressões verbais aos colegas. Como é que se vai liderar uma bancada sem exercer o diálogo, mas adotando a prática da agressão verbal? Falo de cátedra porque há décadas cubro os trabalhos do Legislativo, do governo Wanderley Dantas até o governo Cameli, e não me lembro de ter visto um líder brigando com os seus liderados. É um caminho que leva à discórdia. Se um líder não dialoga com os seus, como dialogar com a oposição? A trilha seguida pelo Diniz não vai lhe levar e tampouco o governo que representa a um porto seguro. É bom lembrar ao Gerlen que ele representa no parlamento a figura do governador Gladson. E que este vai precisar de votos para aprovar seus projetos. Ou muda o seu comportamento emocional, ou não vejo como ele liderar os apoiadores do governo.

A CONSPIRAÇÃO NÃO SOMA

Conspirar para tirar o Ribamar Trindade da chefia do gabinete civil do Governo é um comportamento de quem pensa mais no seu umbigo de que no governador. Não tenho afinidade com o Ribamar. Mas é burrice criar bolsões de intrigas dentro de um governo.

VEM MAIS DESGASTE

A oposição se prepara para disparar uma bateria de críticas ao fato do ex-prefeito James Gomes de ocupar alto cargo de confiança com lotação no Estado, e, praticamente, ele estar morando em Brasília. É flanco aberto. Ouvi isso ontem, numa roda de políticos oposicionistas.

GRANDE OPORTUNIDADE

O Gladson Cameli, como senador, lutou muito para a construção do anel viário de Brasiléia e a ponte ligando com Epitaciolândia. Parece que agora foi dado o sinal verde para as duas obras.

TREM RECOLHIDO

O Marcus Alexandre, que foi candidato a governador e perdeu, aceitou com fleuma a derrota e recolheu o trem da campanha. Alguns companheiros acham que estão em campanha, que a eleição não acabou e podem ainda ganhar. Não se prepararam para a derrota. É o problema.

DESDE QUE NÃO SE DÊ CALOTE

Comungo com a tese do deputado José Bestene (PROGRESSISTAS) de que o Hospital Regional de Brasiléia poderia ser terceirizado. É uma prática moderna de gestão. Desde que o governo pague em dias o grupo que assumir a unidade, para não faltar medicamentos e atrasar os salários dos profissionais. É a condição essencial para uma terceirização dar certo.

EXEMPLO NEGATIVO

Um exemplo é o Hospital Regional de Cruzeiro do Sul. Quando o governo pagava em dias os repasses contratados, as religiosas que administram a unidade a transformaram em exemplo de eficiência. O governo que saiu, começou não pagar, deixou uma dívida milionária, os salários estão atrasados, e o hospital deixou de ser referência, não por culpa dos seus gestores.

NÃO ABRE MÃO

Conheço um pouco o vice-governador Major Rocha e se tem uma coisa da qual não abre mão é exercer o poder. Não é bom negócio, pois, trombar com o Rocha por espaços. É bom lembrar que ele será governador em todos os momentos de eventualidades no mandato do titular.

ATRAPALHADO OU NÃO É QUEM MANDA

Com filhos atrapalhados ou não quem manda no governo é o presidente Jair Bolsonaro. A demissão de ministro é competência exclusiva da sua caneta. E não é porque um ministro foi demitido por um motivo irrelevante ou não, se dizer que o seu governo não dará certo.

NENHUM MOVIMENTO

Até o momento o governador Gladson Cameli não externou nenhuma intenção de sacar o presidente do ACREPREVIDÊNCIA, Alércio Dias, em que pese os contratempos com a nomeação. O argumento de que foi condenado por improbidade administrativo é falso.

FUNDAMENTAL PARA O CURSO

As ações do prefeito Ilderlei Cordeiro foram fundamentais para que Cruzeiro do Sul venha a ter uma Faculdade de Medicina. E sob a coordenação da sua competente chefe de gabinete, Ildecleide Cordeiro. Na área parlamentar, quem mais ajudou foi o deputado federal Alan Rick (DEM). É um empreendimento que vai sim gerar emprego e renda para o município.

SOJA CHEGANDO

Para calafrios dos ambientalistas a soja chegou ao Acre. Convidada pelo deputado federal Alan Rick (DEM) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, estará hoje em Rio Branco para prestigiar a primeira colheita de uma safra de soja no Estado. Ninguém segura o agronegócio.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Á prefeita Socorro Neri não haveria alternativa ao não ser de decretar estado de emergência por conta da alta infestação de dengue na cidade. Houve um aumento de mais de 300% em relação ao mesmo período de 2018. Chegam perto dos mil os casos notificados.

CAMINHO TRAÇADO

O caminho do deputado Roberto Duarte (MDB) está em confronto aberto com o governo Gladson Cameli. As suas cobranças têm sido vistas como atitudes de quem faz oposição. Ou isso ou não, é difícil que o Duarte venha recuar das suas posições para só defender o governo.

PAGA UM PREÇO

A postura do deputado Roberto Duarte (MDB) tem um preço. Ela inviabiliza a sua intenção de se projetar na Assembléia Legislativa para disputar a prefeitura no próximo ano, pela coligação que apoiou o governador Gladson Cameli. Pode ser candidato, mas em outro grupo político.

VALE A INTENÇÃO

Se o aplicativo “Botão da Vida” a ser acionado por mulheres sendo agredidas já existia com outro nome no governo Tião Viana é irrelevante, vale a boa intenção da primeira-dama Ana Paula Cameli, no combate à violência contra as mulheres. Analiso pelo lado pragmático.

PROPOSTA NA MESA

O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, diz que continua com a proposta na mesa do governo municipalizar a saúde, desde que cumpra com os repasses. Quer transformar o hospital de Sena em uma referência de bom atendimento na região do Purus.

DADOS DEFASADOS

Vem a calhar o pedido da deputada Meire Serafim (MDB), feito ontem na ALEAC, de que os dados de transbordamento e alerta dos rios no Acre sejam atualizados. Sem essa atualização não há como o poder público se antecipar na montagem de um plano para acolher os desabrigados pelas cheias. A cota de alerta precisa ser modificada devido às novas ocupações.

CUMPRIA OU PREVARICAVA

Zero no quesito perseguição, a demissão do Procurador Pedro Diego, da prefeitura de Brasiléia. Aconteceu porque o Edital do concurso exigia que o candidato ao cargo tivesse 5 anos de OAB. Ele só tinha 3. Saiu agora o resultado reparando a ilegalidade. Ou a prefeita Fernada Hassem o demitia ou poderia ser enquadrada em crime de prevaricação.

TODOS SENDO APURADOS

Não há relação com a série de denúncias que o ex-Procurador Pedro fez contra a gestão da prefeita Fernanda Hassem, estas, legítimas, e estão sendo todas apuradas pela justiça, algumas já arquivadas. São situações jurídicas completamente diferentes. Que isso fique bem claro.

FAIR-PLAY

O deputado Daniel Zen (PT) deu uma aula de que mesmo entre os contrários nas posições ideológicas pode haver entendimento e diálogo. Apresentou um projeto para que a milhagem das passagens compradas pelo Estado não beneficie quem viaja, e seja utilizada na compra de passagens para custear atividades fora do Estado no setor da Educação. Como soube que projeto sobre o uso da milhagem já tinha sido apresentado pela deputada Antonia Sales (MDB), só que, com outra destinação, lhe convidou para ser co-autora do seu projeto.

É PROIBIDO PROIBIR

São mais de quatro décadas fazendo jornalismo político. Já apresentei programas de debates na televisão e passei por vários jornais durante esta jornada. Muita pressão e censura sofrida, por governantes. O OPINIÃO é a minha etapa mais nova. O que me surpreendeu é que neste diário se exerce a democracia plena. É natural como a qualquer órgão de comunicação, que se tenha contrato de publicidade com o governo, porque se trata de uma prestação de serviço. Pois bem, voltando ao fio da meada, mesmo assim, aqui se exerce a liberdade de expressão. Pelo menos nos meus dois anos de casa. Durante o período que escrevo a coluna neste espaço nunca me foi pedido para não publicar uma nota ou ter uma nota cortada na edição, mesmo nas críticas mais duras aos atos do governo Tião Viana, de quem fui um crítico feroz nos seus últimos quatro anos. O dono do jornal, o Acrevenus, uma figura que tem como a sua principal característica a simplicidade, a arrogância passa longe dele, dá um banho nos diretores dos concorrentes dos jornais impressos no quesito livre expressão. O OPINIÃO faz hoje 8 anos. O OPINIÃO é o caçula dos jornais acreanos. E levantando a bandeira do é proibido proibir. Não poderia deixar de neste momento em que se fala muito em democracia e não se exerce, de fazer este registro. Por essa vertente de que a imprensa tem de ser livre, vida longa, Acrevenus! Vida longa, OPINIÃO! A beleza da imprensa só existe quando se pratica a liberdade.

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Blog do Crica

A nova versão da historinha do lobo mau e do chapeuzinho vermelho

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Um ensinamento que aprendi nos meus mais de 40 anos de jornalismo na área política foi o de nunca acreditar cegamente em brigas de políticos; porque se tomar partido, acabam se entendendo e você termina ficando com a cara de trouxa, mais sem jeito do que cão que caiu do caminhão de mudança no meio da estrada. Na semana que finda, rodou nas televisões um vídeo produzido e bancado pela FIEAC, por orientação do seu presidente José Adriano, hoje, o braço sindical do MDB, responsabilizando o atual governo pela derrocada do setor industrial e empresarial do Acre. Isso com cinco meses de governo! Portanto, uma inverdade a atribuição. Aliados (sic) do Gladson Cameli que possuem cargos de relevância no governo calaram-se. Apenas alguns do escalão inferior do governo saíram em sua defesa nas redes sociais. A turma do andar de cima que se calou, parece que estava adivinhando o final da nada edificante historinha, e por isso não piaram. Eu assisti tudo de camarote, e conhecendo os caciques da nova aldeia azul, fiquei como espectador. Até porque não me cabe sair na defesa do governador, pois, não sou seu empregado. Pois bem, tudo acabou numa grande Ópera-Bufa. O presidente da FIEAC, José Adriano, foi recebido ontem com pompas e tapete vermelho pelo governador Gladson Cameli, e ainda posaram sorridentes numa fotografia na saída do encontro no gabinete governamental. Qual a impressão que passou? Foi a de que o governador reconheceu ser o responsável pelo fato da maioria quase esmagadora do empresariado da construção civil estar quebrada. Foi como se houvesse uma mudança no roteiro de uma conhecida história infantil do Lobo Mau e do Chapeuzinho Vermelho. No novo roteiro cameliano, o Lobo Mau não morre fuzilado pelo caçador, mas termina feliz da vida abraçado com a personagem Chapeuzinho Vermelho; cantando ciranda/cirandinha/vamos todos/cirandar/vamos/dar a meia volta/volta/e/meia/vamos dar. E todos viveram felizes para sempre no reino azul. Eu tento, me esforço, mas não consigo entender o Gladson Cameli (foto). Confesso. E desisti de entender. Se alguém tem a fórmula do enigma, que me passe.

FIQUE NA SUA PARA NÃO CAIR DO CAMINHÃO
Você que anda bravo com o deputado Roberto Duarte (MDB), porque se tornou a principal figura da oposição ao Gladson na ALEAC, tome o caso do presidente da FIEAC, José Adriano; de exemplo, e não ataque o parlamentar. Pode virar o cão que caiu do caminhão de mudança.

O NOSSO PONCIO PILATO
Neste confronto que dividiu o MDB (como se o MDB algum dia se uniu), entre os que defendem o atual governo, como os secretários do partido; e, os deputados que são contra, não esperem uma posição firme do deputado federal Flaviano Melo (MDB) na busca do apaziguamento. O Velho Lobo é o nosso Poncio Pilatos, sempre opta pelo gesto de lavar as mãos.

É O QUE SALVA O BARCO
Votei sim, mas não sou apaixonado. O que sustenta o governo do presidente Jair Bolsonaro é a credibilidade do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, dos ministros militares e o do Sérgio Moro. Se dependesse das outras alas porraloucas, o barco presidencial já estava no fundo.

TESTE DE FOGO
Aliás, falando no presidente Bolsonaro, o seu governo passará neste domingo pela sua primeira prova de prestígio, ao patrocinar uma mobilização popular na defesa do seu projeto. Os atos, tanto podem ser benéficos ou maléficos à sua imagem. A presença popular dirá.

VALENTIA ENTORPECIDA
Em que planeta do sistema solar, eles estavam escondidos? Como alguns colegas do jornalismo, eu também fico atarantado e surpreso com o surgimento de tantos críticos ao atual governo. Durante os últimos 20 anos, o Acre desabou, e a valentia ficou hibernada?

O SECRETÁRIO DE SETE VIDAS
Até o momento o placar é o seguinte: secretário de Agricultura, Paulo Wadt, 3×0 sobre o grupo dos Rochas –vice-governador Major Rocha e deputada federal Mara Rocha (PSDB). Por três vezes a imprensa anunciou a sua queda e ao que parece, o moço é como gato, com sete vidas.

UMA PEDREIRA PARA OS OPOSITORES
Não sei quem serão os adversários do prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, mas sejam quais forem não será fácil lhe derrotar, porque sabe os caminhos da política. É só pegar como exemplo ter feito da mulher Meire Serafim, a deputada estadual mais votada do Acre. Será uma pedreira para os opositores.

CAMINHO ALTERNATIVO
O que pode garantir a permanência do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, no PROGRESSISTAS, é assumir a presidência do partido. Não assumindo, ninguém duvide que acabe por se filiar ao DEM, pelas boas relações com o deputado federal Alan Rick (DEM) e por já ter sido do partido, onde até hoje mantém boas relações com a cúpula nacional.

A CRISE DO GLORIOSO
A frase foi grafada pela secretária de Turismo, Eliane Sinhasique, numa crítica direta à ala do seu partido que optou por ser oposição ao governo Gladson Cameli na ALEAC. Na postagem na internet se mostra incomodada e marcou a sua posição, na base do tenho lado e sou Governo. É o primeiro desdobramento público dessa crise intestina no Glorioso do Dr.Ulisses Guimarães.

TODO VERÃO PELA FRENTE
Tenho me deparado com várias frentes de serviço da prefeitura de Rio Branco. É natural que o trabalho não chegou a ruas em que a situação é crítica com os buracos. Mas, a prefeita Socorro Neri ainda tem todo um verão que mal começou, para executar seu planejamento.

AGORA É FORA DO PODER
Os vereadores do PT, PCdoB e aliados da FPA que se elegeram debaixo do guarda-chuva das benesses do poder vão disputar a reeleição num contexto novo: sem a máquina estatal ao seu favor. Sem os esquemas poderosos que o PT montava para auxiliar os seus. O jogo será outro.

NÃO ESTÁ PARADA
As páginas policiais mostram todos os dias prisões de bandidos e apreensão de armas e drogas. Os registros destes fatos provam que, a polícia está agindo no combate ao crime organizado. Os crimes são elucidados com uma maior rapidez, e isso é um ponto positivo.

DEIXE OS VELHINHOS EM PAZ, MARILETE!
Primeiro tem que se ver a legalidade do ato, mas em princípio se verdade for que a prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, pretende demitir servidores aposentados, para resolver o problema de caixa da prefeitura, ela entrou em parafuso. Não resolverá. Já está mal na fita popular e ficará pior. Deixe os velhinhos em paz, Marilete! O seu problema é de gestão.

REAÇÃO NATURAL
Sem falar que tomar uma medida de demitir aposentados e reduzir os salários dos servidores vai causar uma revolta em cadeia contra a sua administração, que não conseguiu decolar.

NADA DE ANORMAL
Não foi nenhuma crítica ácida, apenas externou o seu ponto de vista de como entende um governo. Assim deve ser visto o comentário da Marfisa Galvão, sobre o que pensa das ações do governador Gladson. O fato de ser mulher do senador Petecão (PSD) não a torna muda.

OU VAI VIRAR MODA
Ou os que comandam a Segurança Pública do Acre fazem um planejamento para evitar os assaltos e arrastões em ônibus na capital ou vai virar moda. Este é o segundo assalto a ônibus esta semana. Outros já aconteceram. Os passageiros, geralmente humildes, ficam sem nada.

EVITA APADRINHAMENTOS
A decisão do secretário de Saúde, Alysson Bestene, de mandar realizar um concurso para preenchimentos de vagas no órgão através de provas objetivas foi correta. Evita que surjam as críticas de apadrinhamento comuns em concursos simplificados. E é bem mais transparente.

DESARMOU A CRÍTICA
Foi muito bom a Juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Rio Branco, Luana Campos, ter vindo esclarecer que não estipulou a entrada de só três bribotes e um litro de refrigerante nos dias de visitas aos presos. Até porque vinha servindo de chacota, por ser algo até cômico.

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Blog do Crica

Ilderlei: Gladson precisa ter o pulso forte”

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A frase foi dita pelo prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, na abertura do programa de entrevistas do ac24horas, “Direto da Redação”, programa de estúdio que teve a sua estréia ontem, e que terá como entrevistadores o jornalista Astério Moreira e eu. O primeiro entrevistado, prefeito Ilderlei, foi questionado sobre a sua administração, se falou sobre política, como a conturbada relação com o ex-prefeito Vagner Sales e uma possível disputa da reeleição. Não se furtou de encarar perguntas polêmicas, como por exemplo, o que achava dos primeiros cinco meses do governo Gladson Cameli. Para o prefeito, falta ao governador sentar na cadeira de governador e dar as ordens, ter pulso forte, e não ficar governando focado no que dizem os seus assessores mais diretos. Nega que tenha traído o ex-prefeito Vagner Sales, e não o reconhece como único responsável pela sua eleição. Uma reunião que ficou de ter ontem com o governador Gladson definirá se continuará ou não no PROGRESSISTAS, partido no qual é filiado e está reivindicando ser o presidente da executiva regional. Veja a entrevista no ac24horas.

TEMA QUE UNIFICOU

A proposta apresentada ontem pela deputada Antonia Sales (MDB) do governo aumentar o percentual orçamentário da Defensoria Pública passando de 0,9% para 2%, encontrou aparente guarida nos demais parlamentares, principalmente, os do interior, onde não há uma efetiva ação dos Defensores. A discussão deve ser travada na chegada da LDO na ALEAC.

MEIO TERMO

Na sua experiência de vários governos, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) vislumbrou dificuldade da proposta de 2,0% ser aceita pela equipe econômica do governo; e sugeriu que, a peça orçamentária da Defensoria Pública seja de 1,5%, um meio termo para superar impasses.

PEDIDOS EM CASCATA

Conversando ontem como um integrante da equipe econômica do governo, este alertou que não haveria como justificar a fixação do orçamento da Defensoria Pública em 2,0%, aumento de mais de 100º% do teto atual que é de 0,9%. “Como explicar, por exemplo, para o Judiciário, MPE, que você está reajustando em mais de 100% o orçamento da Defensoria e não serem também aquinhoados”? Fez a pergunta. Para ele, haveria pedidos de aumento em cascata.

VERBA ESPECÍFICA

Caso se consiga da equipe econômica do governo este reajuste no orçamento da Defensoria, que acho improvável no teto reivindicado, deveria ser uma verba carimbada específica para a contratação de mais Defensores e vedado o uso em reajuste salarial aos Defensores Públicos.

ONDE PASSA UM BOI PASSA UMA BOADA

E por um princípio simples. As demais categorias iriam montar acampamento na porta do governador Gladson Cameli e, também, exigir reajuste salarial. O pedido da deputada Antonia Sales (MDB) não é algo tão simples de ser atendido, tem de ver o tamanho da implicação no orçamento estadual. Mas dará um bom debate, precisamos de uma Defensoria Pública presente em todos os municípios. Mas lembrar que no governo não existe só a Defensoria.

GLORIOSO ATACA NOVAMENTE

O braço sindical do MDB, comandado pelo presidente da FIEAC, José Adriano, bateu ontem no governo Gladson Cameli, em um vídeo divulgado lhe responsabilizando pela derrocada dos empresários no Acre. O MDB, ao que parece, escolheu o governador como seu alvo fixo e saco de pancadas. Deve ser constrangedor para as secretárias Maria Alice e Eliane Sinhasique.

NÃO VI UMA DEFESA

Não vi um posicionamento político do governador Gladson Cameli a este respeito, como nenhum parlamentar que lhe apóia rebateu e ele ficou calado, ficará valendo o que foi divulgado sobre o setor industrial, verdadeiro ou não. Não me cabe defender o governo.

É O DONO DOS VOTOS?

O deputado Neném Almeida (SD) ameaçou ontem da tribuna de que o candidato que não ajudar a recuperar as ruas da Cadeia Velha não terá votos dos moradores em 2020. Falou com tanta autoridade na ALEAC que, quem assistiu saiu pensando que ele é o dono dos votos.

CALDO ESTÁ ENGROSSANDO

Virou unanimidade na da base de apoio do Gladson Cameli o movimento para marcar uma reunião com o governador para discutir o papel do MDB no governo. Não aceitam o MDB ter duas secretárias, diretorias, CECs, e formar e votar na ALEAC sempre com o PT e o PCdoB.

PROPOSTA QUE ROLA

A proposta que será levada ao governador Gladson Cameli é a demissão das secretárias Maria Alice, Eliane Sinhasique, de ocupantes de diretorias, deixando no governo apenas os cargos ligados ao grupo do deputado Vagner Sales (MDB), que vem votando a favor do governo.

COMPLETAMENTE INCOMODADA

Um dos deputados da base passou à coluna que a secretária Maria Alice é uma das mais agastadas com a oposição que o MDB faz ao governo Gladson Cameli, por ser ocupante de uma das pastas mais importantes do governo, depois da fusão da SEPLAN/Administração.

NOME MAIS CRITICADO

O nome mais criticado é o do deputado Roberto Duarte (MDB), hoje o maior oposicionista ao governo Gladson Cameli, sendo mais ferino que os parlamentares do PT e PCdoB. Argumentam os deputados da base que há o agravante do Roberto ser presidente municipal do MDB.

POSIÇÃO PESSOAL

Perguntei ao presidente regional do MDB, deputado federal Flaviano Melo, sobre o que pensava do fato do MDB ser aliado e oposição ao mesmo tempo ao atual governo. Saiu pela tangente e disse que a posição do deputado Roberto Duarte (MDB) é pessoal e não do partido. Ou seja, deu praticamente carta branca para que o parlamentar continue com a pancadaria.

HAVIA DISCIPLINA POLÍTICA

Pode se criticar os governadores do PT por qualquer ângulo que quiserem, mas nas alianças que os sustentavam; a FPA, jamais foi aceito um aliado ter secretarias no governo e votar contra o governo. Se há algo que os governadores do PT tinham era pulso forte na política.

NÃO FOI DE GRAÇA

Não foi de graça que o PT ficou 20 anos do poder. Foi porque os seus governadores sabiam usar o poder e tinham o pulso firme para tomar decisões políticas, o que falta ao Gladson Cameli é exatamente a falta de pulso e mostrar que tem a caneta que nomeia e demite.

TORNA INVIÁVEL O GOVERNO

Qualquer governador que ficar refém de um deputado ou de um partido, ficando no canto do ringue, a tendência natural é a de não ser respeitado pelos aliados, pela frouxidão dos atos.

FALANDO DE GULODICE

Um fato cômico aconteceu logo após a aprovação da reforma política do governo. Um dos integrantes da base chegou junto ao presidente da ALEAC, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), e falou: “vamos agora ao Gladson, quero saber quantos cargos terei”.

APOSTANDO NA UNIDADE

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, é um otimista. Diz que se for candidato á reeleição não tem dúvida que terá o apoio do ex-prefeito Vagner Sales. Tudo é possível em política, mas no presente caso me recuso a acreditar neste apoio. Mais fácil ganhar na MEGA.

NOMES SURGINDO

Os nomes vão surgindo como candidatos da oposição à prefeitura de Mâncio Lima. Entre eles, Josimar (PSDB) e Wilssilene (PROGRESSISTAS). O prefeito Isac Lima (PT) sairá à reeleição.

DADO COMO CERTO

Dirigentes do SD dão como certa a filiação do deputado Fagner Calegário (PV) no partido.

FORA DE CENA

Quem saiu de cena foi o vice-governador Major Rocha, que tem evitado os temas polêmicos.

MOSTRADO EQUILÍBRIO

Mesmo nos momentos mais tensos na ALEAC o presidente Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) mostra ponderação e equilíbrio na condução dos debates na casa. É um pacificador nato.

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