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Uma base do governo sem lenço e sem documento

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O que se viu ontem na Assembléia Legislativa foi o retrato fiel de como se encontra a base de apoio do governador Gladson Cameli: uma canoa sem quilha, sem remo, fazendo água. Não quero nem entrar nas discussões acaloradas, as ameaças de agressões, entre membros desta base, pois, não me é novidade num parlamento. O ponto que coloco em discussão é que falta um nome que lidere congregando, dialogando, aceitando o contraditório, sem o comportamento de ideia única, sem o emocional. Se me perguntarem quem foram os parlamentares que mais e destacaram na legislatura passada, com certeza vou colocar o nome do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), entre os três melhores. Mas era outro mote: ele era oposição. Mas como líder do governo, pelo menos neste início de legislatura, o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) não tem demonstrado adaptação e aptidão para uma função espinhosa que, antes de tudo exige o diálogo, principalmente, com os aliados. Atacar colegas do mesmo barco só corrobora com a minha observação de ver um grupo sem rumo. O fato de dois deputados da base do governo, de se manifestarem, pedindo mais debates sobre dois polêmicos decretos do governo não deveria, jamais, sendo o Gerlen o líder do governo, ensejar da sua parte as agressões verbais aos colegas. Como é que se vai liderar uma bancada sem exercer o diálogo, mas adotando a prática da agressão verbal? Falo de cátedra porque há décadas cubro os trabalhos do Legislativo, do governo Wanderley Dantas até o governo Cameli, e não me lembro de ter visto um líder brigando com os seus liderados. É um caminho que leva à discórdia. Se um líder não dialoga com os seus, como dialogar com a oposição? A trilha seguida pelo Diniz não vai lhe levar e tampouco o governo que representa a um porto seguro. É bom lembrar ao Gerlen que ele representa no parlamento a figura do governador Gladson. E que este vai precisar de votos para aprovar seus projetos. Ou muda o seu comportamento emocional, ou não vejo como ele liderar os apoiadores do governo.

A CONSPIRAÇÃO NÃO SOMA

Conspirar para tirar o Ribamar Trindade da chefia do gabinete civil do Governo é um comportamento de quem pensa mais no seu umbigo de que no governador. Não tenho afinidade com o Ribamar. Mas é burrice criar bolsões de intrigas dentro de um governo.

VEM MAIS DESGASTE

A oposição se prepara para disparar uma bateria de críticas ao fato do ex-prefeito James Gomes de ocupar alto cargo de confiança com lotação no Estado, e, praticamente, ele estar morando em Brasília. É flanco aberto. Ouvi isso ontem, numa roda de políticos oposicionistas.

GRANDE OPORTUNIDADE

O Gladson Cameli, como senador, lutou muito para a construção do anel viário de Brasiléia e a ponte ligando com Epitaciolândia. Parece que agora foi dado o sinal verde para as duas obras.

TREM RECOLHIDO

O Marcus Alexandre, que foi candidato a governador e perdeu, aceitou com fleuma a derrota e recolheu o trem da campanha. Alguns companheiros acham que estão em campanha, que a eleição não acabou e podem ainda ganhar. Não se prepararam para a derrota. É o problema.

DESDE QUE NÃO SE DÊ CALOTE

Comungo com a tese do deputado José Bestene (PROGRESSISTAS) de que o Hospital Regional de Brasiléia poderia ser terceirizado. É uma prática moderna de gestão. Desde que o governo pague em dias o grupo que assumir a unidade, para não faltar medicamentos e atrasar os salários dos profissionais. É a condição essencial para uma terceirização dar certo.

EXEMPLO NEGATIVO

Um exemplo é o Hospital Regional de Cruzeiro do Sul. Quando o governo pagava em dias os repasses contratados, as religiosas que administram a unidade a transformaram em exemplo de eficiência. O governo que saiu, começou não pagar, deixou uma dívida milionária, os salários estão atrasados, e o hospital deixou de ser referência, não por culpa dos seus gestores.

NÃO ABRE MÃO

Conheço um pouco o vice-governador Major Rocha e se tem uma coisa da qual não abre mão é exercer o poder. Não é bom negócio, pois, trombar com o Rocha por espaços. É bom lembrar que ele será governador em todos os momentos de eventualidades no mandato do titular.

ATRAPALHADO OU NÃO É QUEM MANDA

Com filhos atrapalhados ou não quem manda no governo é o presidente Jair Bolsonaro. A demissão de ministro é competência exclusiva da sua caneta. E não é porque um ministro foi demitido por um motivo irrelevante ou não, se dizer que o seu governo não dará certo.

NENHUM MOVIMENTO

Até o momento o governador Gladson Cameli não externou nenhuma intenção de sacar o presidente do ACREPREVIDÊNCIA, Alércio Dias, em que pese os contratempos com a nomeação. O argumento de que foi condenado por improbidade administrativo é falso.

FUNDAMENTAL PARA O CURSO

As ações do prefeito Ilderlei Cordeiro foram fundamentais para que Cruzeiro do Sul venha a ter uma Faculdade de Medicina. E sob a coordenação da sua competente chefe de gabinete, Ildecleide Cordeiro. Na área parlamentar, quem mais ajudou foi o deputado federal Alan Rick (DEM). É um empreendimento que vai sim gerar emprego e renda para o município.

SOJA CHEGANDO

Para calafrios dos ambientalistas a soja chegou ao Acre. Convidada pelo deputado federal Alan Rick (DEM) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, estará hoje em Rio Branco para prestigiar a primeira colheita de uma safra de soja no Estado. Ninguém segura o agronegócio.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Á prefeita Socorro Neri não haveria alternativa ao não ser de decretar estado de emergência por conta da alta infestação de dengue na cidade. Houve um aumento de mais de 300% em relação ao mesmo período de 2018. Chegam perto dos mil os casos notificados.

CAMINHO TRAÇADO

O caminho do deputado Roberto Duarte (MDB) está em confronto aberto com o governo Gladson Cameli. As suas cobranças têm sido vistas como atitudes de quem faz oposição. Ou isso ou não, é difícil que o Duarte venha recuar das suas posições para só defender o governo.

PAGA UM PREÇO

A postura do deputado Roberto Duarte (MDB) tem um preço. Ela inviabiliza a sua intenção de se projetar na Assembléia Legislativa para disputar a prefeitura no próximo ano, pela coligação que apoiou o governador Gladson Cameli. Pode ser candidato, mas em outro grupo político.

VALE A INTENÇÃO

Se o aplicativo “Botão da Vida” a ser acionado por mulheres sendo agredidas já existia com outro nome no governo Tião Viana é irrelevante, vale a boa intenção da primeira-dama Ana Paula Cameli, no combate à violência contra as mulheres. Analiso pelo lado pragmático.

PROPOSTA NA MESA

O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, diz que continua com a proposta na mesa do governo municipalizar a saúde, desde que cumpra com os repasses. Quer transformar o hospital de Sena em uma referência de bom atendimento na região do Purus.

DADOS DEFASADOS

Vem a calhar o pedido da deputada Meire Serafim (MDB), feito ontem na ALEAC, de que os dados de transbordamento e alerta dos rios no Acre sejam atualizados. Sem essa atualização não há como o poder público se antecipar na montagem de um plano para acolher os desabrigados pelas cheias. A cota de alerta precisa ser modificada devido às novas ocupações.

CUMPRIA OU PREVARICAVA

Zero no quesito perseguição, a demissão do Procurador Pedro Diego, da prefeitura de Brasiléia. Aconteceu porque o Edital do concurso exigia que o candidato ao cargo tivesse 5 anos de OAB. Ele só tinha 3. Saiu agora o resultado reparando a ilegalidade. Ou a prefeita Fernada Hassem o demitia ou poderia ser enquadrada em crime de prevaricação.

TODOS SENDO APURADOS

Não há relação com a série de denúncias que o ex-Procurador Pedro fez contra a gestão da prefeita Fernanda Hassem, estas, legítimas, e estão sendo todas apuradas pela justiça, algumas já arquivadas. São situações jurídicas completamente diferentes. Que isso fique bem claro.

FAIR-PLAY

O deputado Daniel Zen (PT) deu uma aula de que mesmo entre os contrários nas posições ideológicas pode haver entendimento e diálogo. Apresentou um projeto para que a milhagem das passagens compradas pelo Estado não beneficie quem viaja, e seja utilizada na compra de passagens para custear atividades fora do Estado no setor da Educação. Como soube que projeto sobre o uso da milhagem já tinha sido apresentado pela deputada Antonia Sales (MDB), só que, com outra destinação, lhe convidou para ser co-autora do seu projeto.

É PROIBIDO PROIBIR

São mais de quatro décadas fazendo jornalismo político. Já apresentei programas de debates na televisão e passei por vários jornais durante esta jornada. Muita pressão e censura sofrida, por governantes. O OPINIÃO é a minha etapa mais nova. O que me surpreendeu é que neste diário se exerce a democracia plena. É natural como a qualquer órgão de comunicação, que se tenha contrato de publicidade com o governo, porque se trata de uma prestação de serviço. Pois bem, voltando ao fio da meada, mesmo assim, aqui se exerce a liberdade de expressão. Pelo menos nos meus dois anos de casa. Durante o período que escrevo a coluna neste espaço nunca me foi pedido para não publicar uma nota ou ter uma nota cortada na edição, mesmo nas críticas mais duras aos atos do governo Tião Viana, de quem fui um crítico feroz nos seus últimos quatro anos. O dono do jornal, o Acrevenus, uma figura que tem como a sua principal característica a simplicidade, a arrogância passa longe dele, dá um banho nos diretores dos concorrentes dos jornais impressos no quesito livre expressão. O OPINIÃO faz hoje 8 anos. O OPINIÃO é o caçula dos jornais acreanos. E levantando a bandeira do é proibido proibir. Não poderia deixar de neste momento em que se fala muito em democracia e não se exerce, de fazer este registro. Por essa vertente de que a imprensa tem de ser livre, vida longa, Acrevenus! Vida longa, OPINIÃO! A beleza da imprensa só existe quando se pratica a liberdade.

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Blog do Crica

Com que roupa os comunistas vão para a PMRB?

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A pergunta acima, eu fiz ontem a uma das principais lideranças do PCdoB no Estado, deputado Edvaldo Magalhães. Defende que, antes de se falar em um nome para disputar a prefeitura de Rio Branco tem de se pensar como primeiro plano na recomposição do que chama de “forças democráticas”, que traduzindo quer dizer, juntar os cacos que restaram da extinta Frente Popular do Acre, que encerrou o seu ciclo com uma derrota esmagadora nas urnas, na eleição passada. Temos que ver com quem poderemos contar para depois se traçar outras estratégias, explicou à coluna. E as conversas, defende, devem começar já a partir de Abril. Sobre se o PCdoB apoiará a reeleição da prefeita Socorro Neri, Edvaldo fez uma pergunta: “é preciso saber: ela quer ser candidata à reeleição?”. E completou: “tanto podemos lhe apoiar como não podemos, tudo vai depender das discussões que serão travadas”. O PCdoB, que vinha de derrotas importantes em eleições anteriores, recuperou-se na última campanha, conseguindo eleger dois deputados estaduais e um deputado federal, o que o coloca no centro do debate. As relações do partido com a prefeita Socorro Neri estão frias.

NA CORDA BAMBA

O destino político da ex-deputada Leila Galvão (PT) está nas mãos dos vereadores de Brasiléia. Já foram enviadas pelo TCE para a apreciação da Câmara Municipal as prestações de contas dos anos de 2009, 2010 e2011, quando era prefeita, todas rejeitadas. Se mantida a decisão do TCE, Leila ficará inelegível. Mas, não apostem nisso, tem maioria que garante a derrubada do que foi decidido pelo TCE. A votação está prevista para entrar em pauta na terça-feira.

NÃO É IMPOSITIVA

Uma decisão do TCE não é impositiva, ou seja, o vereador não é obrigado a votar no que foi decidido pelos Conselheiros, que funciona no máximo como recomendação. A Câmara Municipal de Brasiléia é soberana para votar contra o parecer emitido pelo TCE. Ponto.

NOVA REVOLUÇÃO

O jornalista Salomão Matos (PROGRESSISTAS) diz que está fazendo a segunda revolução de Porto Acre, com a sua candidatura a prefeito, com o apoio de lideranças importantes que tem recebido a sua candidatura a prefeito. Por ironia, o único obstáculo está dentro do seu partido, onde a vereadora do PROGRESSISTAS, apóia o prefeito Bené Damasceno, seu adversário.

NÃO É POSSÍVEL

Não costumo falar do que não tenho certeza, mas fica difícil não crer nas críticas que segmentos organizados da população e os vereadores vêm fazendo sobre a gestão do prefeito Tião Flores, de sérios problemas na cidade e zona rural. A lembrar: Em 2020 terá eleição.

MOVIMENTO POLÍTICO

A reunião da vereadora Mailza Gomes (PROGRESSISITAS) com o prefeito de Senador Guiomard, Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), pode ser um passo de uma aliança política para a eleição de prefeito no próximo ano. Seu grupo saiu fortalecido na última campanha.

FEITO DE PESO

O fato do ex-prefeito James Gomes, ter feito da Meire Serafim, a candidata a deputada mais votada de Senador Guiomard, sem ela ter qualquer afinidade política com o município, foi um feito de peso. Por isso, seu apoio e da mulher Mailza, serão decisivos na eleição municipal.

O DEBATE PERDEU MUITO

Falo do que acompanhei. A base de apoio do novo governo perdeu muito com a derrota da ex- deputada Eliane Sinhasique (MDB). Fluente na palavra, por certo estaria na linha de frente da defesa do governo. Mas, a política tem nuances, nem sempre os melhores se reelegem.

DOIS COMANDOS

O MDB tem praticamente hoje dois comandos distintos. No Juruá, reina soberano o grupo do ex-prefeito Vagner Sales. E na capital e região do Alto Acre o deputado federal Flaviano Melo (MDB) dá as cartas. O quinhão do partido ficou reduzido no governo a três secretárias sem muita expressão política. Seus cardeais perderam a disputa pelas pastas mais importantes.

EXPLICA A CORRIDA PELA PMRB

É uma das explicações pelas quais o MDB quer ser protagonista na eleição de prefeito da capital. Ao procurar o professor Minoru Kinpara, bem votado para o Senado em Rio Branco, para ser o nome do partido na disputa da PMRB, o MDB não quer ser apenas bucha de canhão.

AÇODAMENTO NÃO É BOM COMPANHEIRO

Na política, o açodamento nunca foi bom companheiro. A oposição à prefeita Socorro Neri tentou jogá-la como “mentirosa” na opinião pública na questão da compra dos kits escolares. Depois que provado foi de que a aquisição aconteceu como foi anunciado, calaram-se. Deveriam ter reconhecido o erro, não seria demérito.

NEM PAIS E NEM MÃES BASTARDOS

O mérito na liberação de recursos para a construção da ponte de mão dupla que ligará Brasiléia à Epitaciolândia é exclusivamente do governador Gladson, que trava a luta desde que era senador. O registro tem de ser feito, para não aparecer os pais e mães bastardos da obra.

CALMA, VALENTES!

O desastrado governo anterior passou oito meses sem dar uma ajuda ao Hospital Sousa Araújo, que trata dos hansenianos. Os críticos de hoje, todos ligados ao governo antecessor, e que denunciam o caos e cobram providências do atual governador, só agora viraram valentes?

VAI QUE É TUA, GLADSON!

Lideranças de Brasiléia que apoiaram o governador Gladson estão cuspindo marimbondos contra a inércia da sua gestão, onde a única troca de comando acontecida foi na Educação, cota do MDB, e os demais até hoje chupam os dedos. E perguntam: “Valeu nosso apoio?”

CHOROS E RISOS

Os que mais choram pelo “abandono” depois da campanha do Cameli são as lideranças do PROGRESSISITAS, que não conseguem nomeação nem de vigias dos órgãos estaduais, em Brasiléia. Em compensação, em Rio Branco e Sena Madureira, o PROGRESSISTAS nomeou parentes e aderentes. Na política é assim mesmo, enquanto alguns choram, outros gargalham.

MAIOR VITÓRIA PROPORCIONAL

É bom lembrar que foi em Brasiléia que, proporcionalmente, Gladson Cameli obteve o seu maior percentual de votos na disputa do governo. É a história: bocado comido, bocado esquecido. Tudo bem, vocês que são do mesmo partido que se entendam e se resolvam.

FILÃO PARA INVESTIGAÇÃO

O vereador João Luz (MDB) levantou um ponto que merece reflexão e uma discussão política profunda, a questão da má qualidade das obras do “Ruas do Povo”, projeto menina dos olhos do Tião Viana, e que nas primeiras chuvas o asfalto derreteu. Com a palavra, o DEPASA.

ATESTADO DE BURRICE

Reforço o artigo do ex-deputado federal João Correia, publicado no ac24horas, criticando o acordo burro pelo qual o ex-governador Tião Viana mandaria o projeto da Reforma Administrativa do Gladson para a ALEAC (na ocasião, só ele podia fazê-lo) e em troca teria as contas do seu governo aprovadas. E aconteceu. Foi um atestado de burrice do novo governo.

DEU UM SALVO-CONDUTO

O governador Gladson Cameli poderia perfeitamente tomar posse e em seguida mandar a Reforma Administrativa do governo, mas preferiu dar um salvo-conduto ao antecessor.

INTERESSA O RESULTADO

O secretário Paulo Wadat é um craque na explanação do que pretende fazer na agricultura acreana para lhe tirar da pré-história. Quero ver os resultados. Conversa bonita é para a teoria. O inferno –dizem- está cheio de bem intencionados. Aguardemos a soja, café, arroz e etc.

SÓ PODE SER BRINCADEIRA!

Leio que, o governo passado investiu 1 bilhão de reais na agricultura, no Acre. Se de fato investiu foi uma prova de incompetência, porque investiu mal. A produção no Estado continua a ser incipiente, importamos tudo, e não temos nada que possa ser visto como um avanço.

FORA DA BASE

Pelos seus pronunciamentos de muitas cobranças e críticas ao governador Gladson Cameli, o deputado Fagner Calegário (PV), não é computado na cúpula governista como integrante da base de apoio. Mas não há razão de surpresa, Calegário foi eleito na coligação da FPA.

NEM UM MELHORAL

O deputado Roberto Duarte (MDB) diz ter dados de que o governo Gladson não fez uma compra de medicamentos e insumos para a Saúde. Pelo menos, não conheço uma Nota de Empenho referente a uma aquisição, diz. Deduz-se que, trabalham com o estoque deixado.

MAIOR BESTEIRA

A maior besteira que se possa dizer para criticar o governador Gladson é de que viaja muito à Brasília. Se ficar sentado no seu gabinete só recebendo pedidos de emprego, o Acre não sairá do atoleiro que o antecessor deixou. Tem de estar nos ministérios buscando recursos extras.

AVISO AOS LEITORES

Durante uma semana a coluna não será renovada. Vou tirar umas curtas férias. Volto logo.

NÃO É A ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE

Os números de prisões, apreensões de armas, drogas, carros roubados, visivelmente, mostram que os crimes estão tendo uma solução rápida por parte da polícia. A nova equipe da Segurança não é a última bolacha do pacote, mas tem mostrado resultados satisfatórios na elucidação de crimes. Já se vê mais a presença policial nas ruas. Isso é bom, por inibir a bandidagem. As execuções na guerra entre facções vão continuar a acontecer, mas já se nota uma queda e a prisão dos envolvidos ocorre de forma rápida. Por tudo isso, o secretário de Segurança, Coronel Paulo César, até aqui mereceu o voto de confiança que lhe foi depositado.

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Blog do Crica

Marcando uma posição política

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É uma opinião, como observador dos debates nas sessões da ALEAC neste início de legislatura. Nunca nem cheguei a trocar uma palavra com ele. Mas entre os deputados que se elegeram pela aliança que apoiou o Gladson Cameli ao governo, nenhum dos novatos tem feito uma defesa mais incessante da nova administração do que o deputado Neném Almeida (SD) que não deixa um ataque ao governador sem defesa. Não deveria nem ser um fato a se destacar, mas é; pelo caso de não ser óbvio, já que, a maioria dos deputados que foram eleitos na aliança que chegou ao poder, simplesmente, dão o calado como resposta às críticas dos parlamentares oposicionistas. Caminha-se para se assistir na ALEAC o mesmo filme com a base de apoio no Legislativo do governo antecessor, com uma maioria silenciosa, em que dois ou três defendia a mais desastrada das gestões petistas, e a oposição minoritária deitava e rolava.

ACABARIA COM O JOGO DE EMPURRA

Não sei da legalidade do projeto de lei a ser proposto pelo deputado Neném Almeida (SD), de que o governo pague direto aos terceirizados e não aos donos das empresas. Tem o lado de que poria fim ao jogo de empurra do governo dizer que paga e os empresários de que não recebem. Evitaria os protestos de servidores como o de ontem da COPESERGE, na ALEAC.

OUTRO LADO

Mas há o outro lado. Aumentaria mais uma responsabilidade do Estado e poderia levar ao desestímulo do empresariado. Seria uma espécie de intervenção branca na iniciativa privada, o governo seria tutor do que não lhe pertence. Por isso a pergunta, se há legalidade no projeto?

HONESTIDADE POLÍTICA

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foi honesto ao reconhecer que, o governo do PT, ao qual serviu, não cumpriu com as obrigações salariais, em relação aos servidores terceirizados.

INFLUÊNCIA ZERO

Ontem, critiquei os governos do PT por não fazer nada para a construção de uma nova ponte ligando Brasiléia-Epitaciolândia. Agora, veio a boa notícia de que o governo federal garantiu a liberação dos recursos. Volto dizer: se até a eleição de 2020 a obra for concluída, o Gladson Cameli passa a ser o grande eleitor do Alto Acre nas eleições municipais para prefeito de Brasiléia e Epitaciolândia.

PARA FICAR REGISTRADO

É bom na política se situar o mérito em quem merece o mérito. Por isso é que faço o registro

ENTREGUE AS BARATAS

É preciso cautela antes de acusar o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno, de desonesto, com base apenas na abertura de CPI na Câmara Municipal. O que se pode dizer é que a sua administração anda bamba de realizações, é só ir aos ramais, onde até trator de esteira atola.

UMA FORTE CONCORRENTE

Havendo um convite dentro de uma densidade partidária não tenho muita dúvida de que a ex-deputada Leila Galvão (PT) aceitaria disputar a prefeitura de Epitaciolândia, na eleição do próximo ano. Foi bem votada no município. E se entrar no jogo torna-se forte concorrente.

VOLTA EM 2020

Os nomes do PT que escaparam da enxurrada medíocre que foi o governo passado e que, por conseguinte, foi responsável pela maior derrota do partido no Acre, mesmo perdendo a eleição, foram o Angelim, Jorge Viana e Marcus Alexandre. Nenhum candidato em 2020.

JV CONTINUA PERIGOSO

Dentro do PT, Jorge Viana continua sendo o nome mais perigoso para a oposição em 2022, sendo como candidato a senador ou a governador. JV perdeu a eleição dentro de um contexto de burrice do seu partido de lançar dois candidatos e ser herdeiro do péssimo governo do irmão.

NÃO TRANSMITE SIMPATIA

O Coronel Ulisses Araújo (PSL), de posições firmes e um bom currículo profissional, e que já manifestou o desejo de disputar a prefeitura da capital no próximo ano precisa melhorar a sua postura na televisão, onde na última eleição, nos debates e entrevistas, não transmitiu simpatia e profundidade no que defendia. Mas a sua candidatura enriquecerá o pleito.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Na Reforma da Previdência fico com a opinião dos profissionais mais qualificados da área econômica brasileira, de que a aprovação é essencial para não afundar o Brasil e o país voltar a crescer, do que com os que pensam de forma politiqueira e ideológica, para assegurar os privilégios de uma elite existente nos poderes.

NOVAS REGRAS FORÇAM

As novas regras eleitorais com o fim das coligações proporcionais é que estão levando os partidos nanicos a terem candidatos a prefeito, como forma de assegurar palanque aos candidatos a vereadores. O PSC atentou para o novo momento e vai de Jamil Asfury à PMRB.

CASA DO SILÊNCIO

Não se fala nada nos gabinetes governamentais sobre a recomendação do MP de demitir os secretários com problemas jurídicos. E como passaram os 10 dias de prazo dados pelo MP para que a medida fosse efetivada e não se cumpriu, a dedução é de que ninguém será exonerado.

NOMES NA MIRA

Os secretários que estavam na mira do MP, eram Vagner Sales, James Gomes e Alércio Dias. Nenhum com qualquer obstáculo a que possam continuar no secretariado do governo.

NÃO FICARÁ FORA

A tendência natural do SOLIDARIEDADE e ter uma candidatura própria a prefeito de Epitaciolândia, até pelo fato da sua maior liderança, a deputada Vanda Denir (SD), ter sido bem votada no município. As eleições municipais são pólos formadores de base para 2022.

DILEMA POLÍTICO

Deputados como Antonia Sales (MDB) e Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), por virem de legislaturas em que sempre estiveram na linha de frente de cobrança aos governos petistas, agora na situação, ficam no dilema de evitar cobrar do novo governo o que sempre cobraram da tribuna do PT.

POSIÇÃO DE TRANQUILIDADE

O senador Petecão (PSD) participa da próxima campanha municipal numa posição privilegiada, pelo fato de ter ainda vários anos de mandato pela frente, a sua vaga não estará em disputa na eleição de 2022. Deverá trabalhar apenas para reforçar a bancada de vereadores do PSD.

OLHO ESBUGALHADO

Quem está de olho esbugalhado para 2022 é o vice-governador Major Rocha, que tem dito aos amigos que, numa eventual saída do Gladson para disputar o Senado, ele disputará o governo.

CASA MAL ASSOMBRADA

A sensação de quem chega ao DERACRE é de se deparar com casa mal assombrada. Prédio encardido, pintura descascando, um retrato fiel de como era a coisa na gestão passada. À noite, por certo, deve aparecer fantasma. Salva a SEOP, onde fica o secretário Thiago Caetano.

TUDO MUITO RÁPIDO

Na política você pode ir do patamar de humanista ao de um ser rancoroso, depende do que você se expressar. E depois que desaba na opinião pública e cola imagem de rancoroso, mesmo que jure aos pés do altar, jamais será considerado um humanista. É o preço amargo da palavra. As opiniões que escutei de figuras respeitáveis da sociedade, reforçam esta tese.

BOCA DE JACARÉ-AÇU

Aliados do governo reclamam de que o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS) domina a quase totalidade dos cargos nas repartições estaduais de Sena Madureira, com a indicação de afilhados para as CECS. O comparam a um “jacaré-açu”, bocarra aberta, comendo e chorando.

FIEL AO DISCURSO

O secretário da Infraestrutura, Thiago Caetano, é fiel ao discurso da campanha de expurgo do PT, e que levou Gladson Cameli ao governo, se cercando de auxiliares que efetivamente estiveram na eleição pedindo votos para tirar o PT do poder. Coisa rara, neste governo!

NÃO APOSTEM NO SILÊNCIO

Quem tem visto o deputado Daniel Zen (PT) caladão na ALEAC, não aposte que será a sua tônica, este silêncio tem prazo de validade, quando o Gladson completar 100 dias à frente do governo. Zen é um dos quadros mais preparados do PT, ferino, ele domina a tribuna como poucos. Pode anotar: o Zen vai dar uma trabalheira quando abrir a comporta de cobranças.

BOM QUE ACONTEÇA

O debate entre oposição e base do governo é bom que aconteça, para não ficar um marasmo.

COMO É QUE É?

Quer dizer, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), que o governo tem dinheiro? Por qual razão não pagar, então, os débitos do Hospital do Juruá, da empresa que prestou atendimento cardiológico, e tirar o Gladson Cameli do alvo do tiroteio por serviços de saúde mal prestados?

NOME FORTE

O ex-prefeito Marcus Alexandre não tem falado em política e de forma sábia. O momento é de recuo e ver como vai se comportar o governo Gladson. É um nome que ficará na geladeira do PT para ser tirado em 2022, para eventual disputa de um cargo majoritário ou Câmara Federal.

BOI DE PIRANHA

Acompanhei os bastidores da eleição. No meado da campanha, Marcus Alexandre já estava abandonado pelos seus padrinhos políticos. O Jorge Viana foi um dos poucos a ser leal até o fim.

BRANCA MENEZES

É um nome sempre lembrado pelas lideranças de Senador Guiomard, quando se trata da eleição do próximo ano para vir a ser candidata à prefeita do município. Um dos maiores defensores da sua candidatura é o vice-governador Major Rocha, tucano como a Branca.

LINHA DE FRENTE

As suas ações na defesa do governador Gladson Cameli mostram um afastamento político do grupo do Coronel Ulisses Araújo. Falo do advogado Valdir Perazzo, um liberal de convicção e uma figura respeitável.

CARTA MAIS POLÊMICA

O governador Gladson Cameli vai jogar na mesa a carta mais polêmica do início da sua administração, que é a decisão da terceirização das atividades do HUERB, unidade que só está lhe dando dor de cabeça e desgaste político até aqui. Se de fato a terceirização acontecer e vier uma empresa especializada em gestão hospitalar, a tendência é dos serviços de atendimento ao público melhorarem. Porque vai prevalecer o mérito, eficiência, em que o profissional da medicina receberá pelo que produzir. E haverá condições de dotar o HUERB de especialistas em todas as áreas. Em princípio, sou a favor de se buscar sempre a eficiência, o que pode acontecer deixando o comando à iniciativa privada e diminuindo o tamanho do Estado.

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