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Empreendedorismo: oportunidade de gerar renda própria; veja o vídeo e se inspire

Conheça a história da baiana que viu nos sequilhos a possibilidade de mudar de vida

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Sabe aquele dom que você tem mas nem valoriza tanto? Ele pode ser uma excelente oportunidade de negócio que está sendo desperdiçada. A história de Vanessa dos Santos, 37 anos, é um exemplo. Ela deixava muita gente com água na boca quando fazia sequilhos durante as reuniões de amigos. Só não enxergava o talento como uma oportunidade de gerar renda própria.

A garra empreendedora somou-se aos conhecimentos adquiridos quando ela cursou Administração, contando com uma bolsa de estudo do Educa Mais Brasil. “Para mim foi uma vitória muito grande. Eu fui a segunda da família a formar. Foi uma conquista de todos”, conta emocionada. Ainda na faculdade, quando fazia o curso de Administração, a baiana até pensava em ter o seu próprio negócio mas acabou trilhando outro caminho.

Naquele momento, o foco da microempresária era outro: queria trabalhar em uma multinacional.  Atuou como auxiliar-administrativo, seguiu estudando e se especializando até que conseguiu um estágio onde tanto queria. Mas como boa empreendedora que já era, sentia que faltava algo. “Eu estava um pouco insatisfeita com o trabalho, mas não com a profissão. Estava insatisfeita com a empresa porque não tinha reconhecimento que achava que deveria ter”.

Os sequilhos, feitos de modo informal por Vanessa já se mostravam como uma boa opção mas não recebiam a atenção devida. “Já vinha dando certo mas eu não estava tendo tempo e nem gás mesmo. Às vezes, chegava cansada e não dava o tempo necessário, fazia apenas uma encomenda e pronto. Não dava atenção a outros pontos, como redes sociais da sequilharia”, relembra.

Assim como Vanessa, um em cada quatro estudantes do ensino superior tem ou pretende ser o seu próprio patrão, segundo apontou a pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras, realizada pelo Sebrae em 2016. O “incentivo” que a Vanessa precisava para mudar de vida para alguns pode até ser encarado como uma situação desagradável: ela foi desligada da empresa. Elogios e muito planejamento foram os ingredientes essenciais para hoje ela assumir o comando da Lindah Sequilhos, empresa nascente que já faz sucesso na capital baiana.

Assista o vídeo da Vanessa dos Santos e se inspire

Pela ajuda de uma bolsa de estudo Vanessa realizou seu sonho

Todas as técnicas e os conceitos aprendidos no curso de Administração são hoje aplicados na sequilharia. O conhecimento na faculdade ajuda Vanessa a provar um novo sabor. “Até como empreender mesmo, eu jamais imaginaria que eu iria colocar a mão na massa literalmente. Eu sei que sempre fui mas para a parte de administrar mesmo, mas hoje eu faço o conjunto completo. Estou realizada, além de tornar o meu sonho real com a bolsa do Educa Mais Brasil”, comemora.

Agência Educa Mais Brasil

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Cotidiano

Escola é obrigada autorizar entrada de terapeuta para acompanhamento de autista

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A 5ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco deferiu liminarmente o pedido apresentado por uma mãe, para que uma escola bilíngue de Rio Branco (K.S. Centro Educacional Infantil Ltda) autorize a entrada de terapeuta para acompanhar seu filho autista. O aluno possui três anos de idade e está comprovadamente com o desenvolvimento cognitivo inferior ao esperado para sua idade cronológica.

No processo, a requerente apresentou os laudos médicos, psicológicos e fonoaudiológicos da criança, comprovando o Transtorno do Espectro Autismo (TEA) e a necessidade constante de acompanhamento terapêutico, com a utilização do método Denver, tratamento precoce para o desenvolvimento social, auxílio no aprendizado e nas interações sociais.

Decisão

Inicialmente, a escola não permitiu o acompanhamento terapêutico dentro da escola, por afirmar que oferece os cuidados necessários. Em sua defesa, descreveu que a sala de aula possui somente sete alunos, sendo estes assistidos por uma professora especialista em educação especial inclusiva e uma assistente. Além disso, a instituição possui uma psicóloga, que realiza o acompanhamento semanal.

O transtorno autista não tem cura e o tratamento não segue um padrão clínico específico, pois os sintomas diferem em cada paciente, sendo necessário o acompanhamento profissional especializado em cada caso.

Para o deferimento, a juíza de Direito Olívia Ribeiro manifestou a ocorrência dos requisitos necessários. “Com guarida na Lei 12.764/12, que trata da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a qual expressa em seu artigo 3º, parágrafo único, que, em casos de comprovada necessidade, a pessoa com TEA terá direito ao acompanhamento especializado na rede de ensino regular”, salientou.

A magistrada assinalou ainda que no caso em análise, o pedido é formulado com base no laudo médico, fonoaudiológicos e relatório psicológico, os quais apontam a necessidade de terapeuta especializado no Método Denver para acompanhar o estudante em seu ambiente escolar, “sob o risco de ter o desenvolvimento prejudicado”.

Assim, a decisão confirmou que o profissional mais adequado para assistência da criança é um profissional da saúde habilitado no Método Denver, conforme prescrito.

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Cotidiano

Semana da Justiça Pela Paz em Casa começa condenando homem a 15 anos por feminicídio

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A 14ª edição da Semana Justiça Pela Paz em Casa começou nesta quinta-feira (22) com a condenação, por júri popular, do homem identificado pelas iniciais K.A.P. por feminicídio. A condenação chega a 15 anos e 24 dias de prisão.

De acordo com os autos, o casal havia se separado após mais de oito anos de relacionamento. O réu confessou o delito e disse que havia recebido uma ligação afirmando que ela o havia traído, enquanto ele estava em Boca do Acre. Por isso, foi à residência da mulher e tentou matá-la com golpes de faca.

Sem discussão anterior, a vítima foi atingida oito vezes por golpes efetuados com arma branca, na presença de um dos filhos do casal. Ela sobreviveu e testemunhou no processo. Narrou ter sido operada e passado um longo tempo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O Júri Popular assinalou ser desproporcional tirar a vida de uma pessoa por ciúmes decorrentes da separação. Houve excesso de dolo e as consequências do crime foram graves, já que, além das lesões na vítima, os filhos foram traumatizados de forma profunda. (TJAC)

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