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Duarte quer a contratação imediata dos concursados da PM

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O deputado Roberto Duarte (MDB) apresenta hoje da tribuna da Assembléia Legislativa, três propostas ao governador Gladson Cameli sobre os concursados aprovados da PM e Polícia Civil, e os que estão no quadro de excedentes. Que são os que ficaram além da cota estipulada para contratação no Edital. Sobre a PM, Duarte defende a contratação imediata dos aprovados, porque o concurso para estas vagas caminha para expirar. Para os aprovados da Polícia Civil, a proposta é que o governador apresente um cronograma das contratações a partir de julho, com a publicação do documento no Diário Oficial. Roberto Duarte também quer que o governador assine um termo de compromisso com um cronograma para a contratação dos excedentes. O argumento usado pelo deputado é que as contratações iriam ajudar a colocar mais policiais nas ruas no combate à violência que tomou conta do Estado.

ACAMPADOS E DESCONTENTES

Desde ontem, os aprovados nos concursos da PM e Polícia Civil estão acampados na ALEAC, na busca de uma solução. Reclamam de que o Gladson Cameli se recusou na última reunião com a comissão dos concursados, a assinar um termo com o cronograma das contratações.

EXCEDENTES NA LUTA

Os excedentes dos concursos da PM e Polícia Civil também estão no movimento de pressão contra o governo, para serem incluídos num cronograma de contratações. Ao todo são 472 na relação. São 429 agentes, 36 escrivães, 7 auxiliares de necropsia. O movimento está coeso.

ALGUNS INGREDIENTES

Há alguns ingredientes neste movimento dos concursados da PM e Polícia Civil. Durante a campanha, o governador Gladson Cameli se comprometeu que as contratações seriam prioridade. É isso que está causando todo este caldo que alimenta o movimento de protesto.

BOLA COM A EQUIPE ECONÔMICA

Esta bola de espinhos vai cair no colo da equipe econômica do governo. O Estado está ou não no limite prudencial de gastos com servidores? Há recursos que garantam as contratações e os pagamentos em dias dos que venham a ser contratados? São pontos dentro deste debate.

TEM QUE TER CUIDADO

O problema é que durante campanha política os candidatos majoritários – e não escapa nenhum deste balaio – fazem promessas sem saber a real situação financeira do estado. As categorias que receberam as promessas gravam e partem para a cobrança do vencedor.

OUTRO POLO DE CRISE

Outro pólo de crise tão complicada como a questão dos aprovados da PM e Polícia Civil, é o dos funcionários do Pró-Saúde, na bica para degolas. Tirar este pessoal do sistema de saúde, que capenga por falta de pessoal, seria agravar ainda mais a crise. A solução é difícil.

DEVAGAR, QUASE PARANDO

O que se tem notado no governo Gladson Cameli é que vai absorvendo calotes do governo passado, como a não contratação dos aprovados para PM e Polícia Civil, o problema do Pró-Saúde, e não acentua na mídia que o dono do porco-espinho é o ex-governador Tião Viana.

FICA COMO RESPONSÁVEL

E quando você não diz que um problema foi gerado no governo que o antecedeu, que apenas recebeu como herança, a marca que fica é para o atual governo, como se o autor fosse ele

CONVERSA DE BÊBADO PARA DELEGADO

Esta famosa “lista” dos que estariam ganhando pelo Pró-Saúde sem trabalhar, outros com desvio de função, eu escuto falar desde o começo da gestão. Mas é igual orelha de freira. Se de fato existe a lista da mamata, era para ter sido escancarada na mídia no início do governo.

NÃO PASSA PELA ASSECOM

A ASSECOM não tem um pingo de culpa nas omissões de denunciar que os graves problemas que o governo atual vive é um presente de grego do governo passado. Se o Gabinete Civil, o secretário que recebeu o cavalo de tróia, não passa para a ASSECOM, como esta rebater?

MUITO DISPERSO

O problema é que os movimentos neste governo estão muito dispersos. Não há centralização.

ESPERAR PARA COBRAR

Dotadas de boas intenções, as propostas apresentadas pelo diretor da FUNDHACRE, Lúcio Brasil. Pelo menos mostram boa vontade de acertar com suas colocações de zerar a fila de cirurgias, aumentar os leitos da UTI e a humanização no atendimento. Esperar para cobrar.

CONFIANDO COM RESSALVA

Em relação ao diretor da FUNDHACRE, Lúcio Brasil, há de se dar um crédito de confiança, porque mal chegou ao cargo. Mas fico com um pé atrás. Este mesmo tipo de promessas eu vi de gestores petistas e ficou no papo. Por isso, confio, mas com uma boa margem de ressalva.

VELHO DITADO

E tem o velho, mas sempre aplicável ditado: “o inferno está cheio dos bem intencionados”.

DEFINITIVAMENTE NA BASE

O deputado federal Jesus Sérgio (PDT), depois das nomeações de familiares para cargos no governo, não há outra interpretação de que estará na base de apoio ao governo Cameli.

O CALOTE É VERDADEIRO

A Central de Transplantes foi sim um dos raros segmentos na gestão passada que deu certo. Mas é verdade também que deixaram o governo e não pagaram o médico Tércio Genzini, respeitado nacionalmente, e que montou toda a estrutura de funcionamento e comandava os transplantes. Ele ficou os últimos meses sem receber. E pararam os transplantes. O secretário de Saúde, Alysson Bestene, fala a verdade ao dizer que recebeu o setor já sem funcionar.

TERÁ QUE SER REATIVADO

A reativação da Central de Transplantes tem de ser prioritária. É uma política nacional de saúde e pacientes com hepatites em grau elevado, só podem se salvar pelos transplantes. E a permanência do médico Tércio Genzini à frente da unidade é essencial para o sucesso.

ELEIÇÃO ACABOU

Vejo como um ato de cordialidade do governador Gladson Cameli ceder o engenheiro Marcus Alexandre, a quem derrotou na última eleição para o governo, ao Tribunal de Justiça do Acre. A eleição acabou. Mantê-lo no atual governo por birra seria um revanchismo barato.

ATENÇÃO, SENHORES PAIS!

Foi anunciado que a ministra dos Direitos Humanos do governo Bolsonaro, Damares Alves, virá ao Acre participar da “Marcha para Jesus”, uma espécie de passeata evangélica. Senhores pais, vistam as suas meninas de rosa e os meninos de azul, como preconiza esta figura polêmica.

CONVERSA COM JESUS

A ministra Damares é aquela que disse ter conversado com Jesus trepada numa goiabeira.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Quando vejo figuras públicas no poder ou que já deixaram o poder se enchendo de dedos com uma crítica, rememoro a famosa decisão do Juiz dos EUA, Stanley Mosk, sobre liberdade de expressão: “aquele que se torna uma celebridade ou figura pública renuncia ao direito de privacidade e não o recupera ao mudar a sua profissão”. Imprensa livre, sempre!

BONS DEBATES

Devem gerar bons debates hoje na Assembléia Legislativa as questões dos concursados da PM e Polícia Civil e dos servidores do Pró-Saúde. São temas que a base governista terá de encarar.

MUITO MAIS IMPORTANTE

Muito mais importante que o debate na base do toma que o filho é teu, é se buscar uma solução prática para resolver os problemas do Pró-Saúde e dos concursados da Segurança.

É UM GOZADOR

O deputado Luiz Tchê (PDT) é um dos políticos mais sagazes que conheço, aqui na terrinha. Mas, também, é um tremendo gozador. Diz que, se depender dele o PDT irá para a base do governo Gladson Cameli. Como se não fosse ele, quem desse as cartas dentro do partido!

CALMA, AFOBADOS!

Chega uma postagem com a pergunta se eu sabia que o vereador Raimundo Neném (PHS), não apresentou um Projeto de Lei. Calma, afobados, ele ainda e Neném, quando crescer apresenta.

NADA O MUDA

Mesmo no segundo cargo mais importante do Senado, o senador Sérgio Petecão (PSD), mantém a sua rotina de nunca deixar de atender a um telefonema. Não é por acaso ser popular. Nunca se chega em sua casa na hora do almoço, que não tenha mais de dez na mesa se servindo.Conheço o Petecão mais de 30 anos, sempre foi esse eterno bonachão.

COMPLETAMENTE A FAVOR

Somo com o senador Márcio Bittar (PSDB) neste seu projeto de reduzir a maioridade penal para 16 anos. O adolescente de hoje não tem o mesmo perfil do da década de quarenta. Com 16 anos, neste mundo globalizado, o menor sabe perfeitamente que apertar o gatilho é crime, mas sabe também que, com as penalidades do Estatuto do Menor, com pouco tempo está na rua.

CONTO DO VIGÁRIO

Quando no governo Binho os atuais servidores do Pró-Saúde  fizeram concurso e foram aprovados, parecia que, enfim, os seus futuros profissionais estavam garantidos. Foi o início do inferno. O MTB declarou o órgão ilegal para o tipo de contratação. E no governo passado começaram a ser demitidos, e a degola pode se completar em março, no atual governo. Não sabiam que estavam caindo no conto do vigário. A culpa deles é zero. Fizeram um concurso de boa fé. Não sei que meio jurídico o governo vai achar para manter nos cargos os que ainda não foram demitidos. Só sei dizer uma coisa: se a saúde ainda tem problemas com esses profissionais, sem eles o sistema de saúde do Estado será internado na UTI. Atentem para isso.

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Governo passa com rolo compressor na oposição

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FOTO: SÉRGIO VALE

No parlamento, quem decide o que deve ou não deve ser aprovado é a maioria. À minoria cabe protestar, criticar, mas lhe fica reservado o papel do derrotado. O que vinha acontecendo até a votação de ontem do projeto da reforma, era uma inversão de valores na ALEAC, aonde a oposição vinha derrotando um governo amplamente majoritário. Mas acabou a festa. O governo rearticulou a sua base, unificou, e impôs uma derrota fragorosa à oposição, aprovando o projeto da nova reforma com 15 votos a favor e 8 contrários. Só não teve 16 votos por o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), como presidente, não poder votar. O deputado Roberto Duarte (MDB) ainda tentou através de um artifício regimental, separar o projeto da reforma dos demais, e votar em destaque nas comissões legislativas. Foi derrotado. Nos demais projetos, estes foram aprovados por 23 votos. O que se pode destacar neste novo momento da base do governo: primeiro, é que o governador Gladson Cameli resolveu usar o poder e dar o comando de que, a votação serviria para definir quem daqui para frente seria ou não seu aliado. General forte, exército forte. Também teve outro componente decisivo na vitória: a articulação política do governo funcionou. A chegada do deputado Luiz Tchê (PDT) na liderança do governo foi outro fator preponderante. É que o Tchê é preparado, conhece o parlamento e os seus humores, e soube dialogar com os deputados dissidentes. O papel do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), neste processo, com seu perfil conciliador, também foi importante. E terem dado ao secretário Ney Amorim, pela primeira vez, a liberdade que lhe faltava para trabalhar na aglutinação da base governista, acertaram em cheio. Ponha ainda neste cadinho a participação positiva do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade. Foi um cenário que a oposição não esperava. Apostava tudo em dissidências acontecidas em votações anteriores em que derrotou o governo, que não ocorreram. E foi o que se viu: a oposição foi esmagada pelo rolo compressor do governo na votação de todos os projetos levados ontem ao plenário. A derrota estava no semblante dos oito deputados da oposição. E o jogo foi jogado. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

DISCURSOS INCISIVOS

O que se notou ainda na votação da nova reforma administrativa foi a participação de deputados da base governista na defesa do projeto. O deputado Luiz Tchê (PDT) fez um discurso demolindo ponto por ponto os argumentos levantados pelos deputados da oposição contrários à matéria. O deputado José Bestene (PROGRESSISITAS) também teve uma fala incisiva dos tempos do velho Zeca de outras legislaturas. Também é de se destacar o pronunciamento fulminante contra os opositores pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB).

EQUILÍBRIO É FUNDAMENTAL

Dos discursos da oposição pinço o feito pelo deputado Daniel Zen (PT), que votou contra o aumento de cargos de confiança, mas destacou que o projeto do governo tinha pontos bons, como a volta das estruturas do Instituto Dom Moacyr e do Instituto de Mudanças Climáticas.

NÃO PODE SER O NADA PRESTA

Oposição tem que ser feita a quem está no poder. Firme e incisiva. A oposição é um instrumento da democracia, sem ela vira ditadura. Só não pode ser a oposição de que o que vem de quem governa não presta. Por isso sempre destaco o deputado Daniel Zen (PT), como um político de que sabe ser um oposicionista num contexto de equilíbrio e de coerência.

FACETA INTERESSANTE

O governador Gladson Cameli mostrou ontem uma faceta interessante. De livre iniciativa saiu do seu gabinete no Palácio Rio Branco e foi sentar e dialogar com os policiais civis que estavam acampados na praça palaciana protestando por cumprimentos de pautas da categoria. Disse o que podia ser resolvido e o que não podia. E saiu aplaudido. Não se governa numa redoma.

DIA DE VITÓRIAS

Ontem, foi o dia de vitórias para o Gladson. Entregou na Caixa Econômica Federal os projetos para a recuperação de ramais no valor de 94 milhões de reais, parados desde o governo passado. Se os projetos não fossem entregue até o fim de junho o recurso seria perdido.

FORÇA-TAREFA

Para que os projetos fossem entregues na CEF em tempo recorde foi preciso o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, montar uma força-tarefa com outros órgãos do governo para a conclusão. A prioridade é usar o recurso num menor número de ramais, mas com um serviço de qualidade com pavimentação. Serão priorizados os com maior população e produção.

CONVITE NA MESA

O advogado Edinei Muniz estuda filiar-se ao MDB. Foi convidado pelo deputado Roberto Duarte (MDB). Edinei é um quadro político dos mais preparados e somaria muito no MDB.

ALAN RICK

O deputado Alan Rick (DEM) tem se empenhado na defesa do direito dos portadores de doenças raras de recorrer à justiça para conseguir seus medicamentos. O assunto está em análise no STF. São 3 milhões de pacientes no país. Alan defende ainda que o governo federal negocie com os laboratórios preço menor para os medicamentos e garantir o tratamento.

O MÍNIMO QUE SE ESPERA

Depois da aprovação da criação de mais de 450 CECs, o mínimo que se espera do governador Gladson Cameli é de que estes cargos sejam ocupados por pessoas competentes e não usados como cabides de emprego. Estará todo mundo de olho no Diário Oficial.

SABE QUE NÃO HÁ COMO

É um problema complexo, que envolve decisão judicial tomada, por isso a cobrança por parte do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) para que o governo mande um projeto regularizando o Pró-Saúde é jogo para a platéia. Sabe que não se resume a um ato simples de só mandar.

NÃO ENTENDI

Um policial militar tem entre as atribuições apreender armas ilegais encontradas durante uma ação. Não entendi o projeto do deputado Cadmiel Bomfim (PSDB) que torna lei a gratificação ao policial por arma recolhida. A alegação, menos ainda: de que sem o benefício o número de armas aprendidas diminuiu. Passou a impressão que a apreensão é vinculada ao pagamento.

NOME NOVO NA DISPUTA

O policial federal aposentado, Eden Barros, é um dos nomes que pode disputar a prefeitura de Xapuri no próximo ano. Atualmente, Eden é filiado ao PV, mas discute entrar no MDB.

PONTO PARA A POLÍCIA

Ponto para a polícia civil, numa investigação recorde prendeu os envolvidos no crime de decapitação, uma cena impactante e cruel que inundou as redes sociais. Não são humanos.

NÃO SE AFINA

Sempre que pode o deputado Fagner Calegário (PV) dá uma estocada no chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, lhe atribuindo os desacertos em atos do governador. Calegário dá ao Ribamar um poder que não tem, como de determinar o que pode ou não ser feito no governo.

NINGUÉM LHE TIRA

Não sei os motivos das críticas do deputado Fagner Calegário (PV) – um direito seu – mas não se pode deixar de em relação ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, reconhecer ser um auxiliar do governo competente nas atribuições que recebe. Mas não é quem tem a caneta.

MAS É VIRADA

Não sei se os seus projetos para o setor do empreendedorismo e turismo vão decolar. Mas a secretária Eliane Sinhasique não tem se limitado ao gabinete, ao lamento, mas corre atrás.

NÚMEROS DO GERLEN

Na contabilidade do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), com a nova reforma aprovada ontem na ALEAC, além de garantir o funcionamento da máquina pública o atual governo economiza 7 milhões de reais se for feita uma comparação com o governo do PT. No governo do PT eram pagos com CECs 17 milhões de reais. No governo Gladson serão pagos 10 milhões de reais.

200 MILHÕES DE REAIS

É o valor, segundo o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), que o atual governo pagou só de dívidas deixadas pelo governo petista. E nisso está incluído o 13º salário atrasado herdado.

LONGE DO FANATISMO

O presidente Bolsonaro divulgou um vídeo de um Pastor evangélico que o cita como alguém “enviado por Deus” para comandar o Brasil. Não embarco na canoa do fanatismo religioso.

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Blog do Crica

A doce vida nas falidas estatais

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Quem imaginar que as falidas empresas estatais estão apenas arquejando, que estão sendo mantidas até as suas extinções só por diretores da massa falida e liquidantes estão enganados com a cor da chita. As estatais viraram um imenso varal de empregos e de benesses de afilhados políticos do governo. Durante a campanha política o mote do então candidato ao governo, Gladson Cameli, era de acabar com as estatais, que segundo o seu discurso não passavam de “cabides de emprego”. E completava sempre sobre o assunto: “não vou deixar uma, vou acabar com tudo.” Primeiro, foi mal orientado pelos seus assessores políticos, porque as estatais possuem débitos ficais e o Estado precisaria saná-los antes de meter a chave na porta. Como não pôde fechar as estatais, o que se esperava do governador era que deixasse somente os liquidante e um ou outro diretor. Mas, não sei orientado por quem, transformou as estatais numa doce vida com a criação de CECs e FGs, sem a menor necessidade. Na ACREDATA foram criadas ou mantidas 12 CECs e 72 FGs. Na SANACRE, a festa foi grande com 21 CECs e 150 FGs. Vão somando. Na COLONACRE são 21 CECs e 66 FGs. Sem falar nos diretores nomeados. E com algumas destas CECs sendo nos tetos 6 e 7, com salários superiores a 5 mil reais. Tudo bem que, quem delimita o tamanho do Estado é quem governa. Não é ilegal se criar CECs, mas que venham a produzir algo para o Estado. Não é o caso das estatais, que estão com as portas abertas apenas para não dizer que fecharam, mas não dão nenhuma contribuição ao governo no campo do desenvolvimento. Existem só nos nomes. O que se pode deduzir com este quadro é que o Gladson Cameli foi pessimamente assessorado quando montou a Reforma Administrativa aprovada na Assembléia Legislativa, caso contrário não inflado as estatais que tanto combateu na campanha por serem inertes.

CONVERSANDO É QUE SE ENTENDE, SERÁ?

O líder do governo na ALEAC, deputado Luiz Tchê (PDT), pretende procurar o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, para uma conversa inicial sobre o seu retorno à base do governo Gladson Cameli. “O Mazinho é meu amigo, uma pessoa de coração grande, um político de importância, vamos o procurar para lhe ouvir. Dialogar. Seria importante ele voltar a compor com o governo, não custa nada termos uma boa conversa política”, promete o deputado Tchê.

QUESTÃO É SIMPLES

A questão do prefeito Mazinho Serafim é simples. No popular foi sacaneado, foi olhado com desdém pelo governador Gladson Cameli, que prestigiou seus adversários, e se tivesse boa vontade de uma recomposição política, por certo já teria feito uma visita á prefeitura de Sena Madureira. Mazinho é tratado pelo governo como pária, querem que, ele retribua com palmas? Por isso não acredito muito que essa prometida investida do Tchê venha a dar certo. Mesmo porque, se o Gladson tivesse interesse em uma reaproximação já teria lhe procurado.

GARANTIAS REAIS

O deputado Neném Almeida (SD) me disse ontem que somente sairá do SOLIDARIEDADE com garantia real de que não vai perder o mandato. Se sair apenas com uma “Carta de Liberação”, como quer a direção do partido, nada impede que o primeiro suplente requeira seu mandato.

COM O JURÍDICO

Não pedi para sair do partido, eles que comunicaram que estavam me dando uma “Carta de Liberação”, entreguei o caso na mão do meu advogado para me cercar juridicamente e impedir eu venha a ser vítima de uma cilada política, explica Neném. “Quero sair sem brigas, mas seguro”, diz.

CARTA BATIDA

O certo é que não há mais lugar no SOLIDARIEDADE para os grupos da deputada federal Vanda Milani (SD) e do deputado Neném Almeida (SD). Pelo fato do SD o querer fora.

PETECÃO, O REI DAS QUADRAS

Da bancada federal acreana ninguém investiu mais em esporte destinando emendas parlamentares do que o senador Sérgio Petecão (PSD). São centenas de quadras sintéticas espalhadas pelo Estado, com maior número na capital. Uma nova quadra deverá ser entregue na 6 de Agosto. Certo o Petecão, investir no esporte ajuda a tirar os jovens das drogas.

ACABOU A RECLAMAÇÃO

A intervenção do secretario de Infraestrutura, Thiago Caetano, por determinação do Gladson Cameli, de asfaltar a AC-40, que vinha sofrendo uma campanha de críticas nas redes sociais por estar deteriorada e tomada por buracos foi uma pauta positiva. É isso que o Gladson tem que procurar executar, obras e ações que afinem o seu governo com os anseios do povão.

BEM MENOS

Se forem somados 900 cargos que ficaram na Reforma Administrativa, os 450 que devem ser aprovados pela Assembléia Legislativa, e os que foram criados nas empresas estatais, ainda assim, o governo Cameli terá bem menos cargos de confiança que no último governo do PT.

SERIA ALGO SURREAL

Com todos os desencontros deste início de governo Gladson Cameli, ainda assim não consigo acreditar que fará uma administração pior do que a do seu antecessor. Pode ajustar a gestão, tempo para isso ainda tem de sobra. E se for um governo que dê certo, melhor para o Acre.

AÇÃO DO ALAN RICK

Foi fruto de ação parlamentar do deputado federal Alan Rick (DEM), que o Ministério Público Federal entrou na briga pelo retorno do vôo da GOL, no trecho Rio Branco-Porto Velho.

PRATICAMENTE ELUCIDADO

O crime da decapitação de um jovem e que tomou conta das redes sociais já foi elucidado pela polícia e os autores identificados. Os policiais os tratem com o maior carinho, porque se disserem que tiveram um fio de cabelo tocado, por certo os policiais passarão a ser os vilões.

VAMOS DAR O CRÉDITO

Nada contra que notas da coluna sejam pinçadas para republicação em outros espaços nas redes sociais, mas vamos dar o crédito ao autor da matéria. A prática não vem sendo adotada.

FORA DA EQUIPE

Não havia ao governador Gladson Cameli outra medida ao não ser afastar da sua equipe de segurança o militar do BOPE, Alan Martins, que se envolveu em um acidentes com morte. O resto fica com a justiça. O que o Gladson podia fazer legalmente era o tirar da sua segurança.

VAI COMPLICAR

Caso a prefeita Socorro Neri entre na justiça contra a sangria indevida efetuada pelo Estado nos últimos 20 anos, cortando pela metade o repasse da cota legal do ICMs da PMRB, para aumentar o valor de repasse aos demais municípios, os governadores dos últimos 20 anos do PT podem ser acionados por improbidade administrativa. Está nas mãos da Socorro Neri, abrir mão ou não do percentual de 50% a que a PMRB tem direito. A PMRB não nada em dinheiro. E se não abrir mãos a quebradeira nas prefeituras do interior será geral. É um caso delicado.

MDB NA OPOSIÇÃO

A tendência é que dois dos três votos do MDB na Assembléia Legislativa sejam contra o projeto da nova reforma administrativa do governo, prevista para ser votada na sessão de hoje. Votarão contra o deputado Roberto Duarte (MDB); o mais duro opositor ao Gladsom, e a deputada Meire Serafim (MDB). A deputada Antonia Sales (MDB) deve votar a favor.

CHAMEM O CHAPOLIM COLORADO

Acompanho o Rio Branco Futebol Clube desde a década de 70. Época que tinha uma sede social que era referência em eventos. Um time de futebol temido e de muitos títulos. Nos últimos anos parece que passou um furacão pelo clube. A sede desmoronou. Uma dívida de cerca de 2 milhões de reais. E para completar a atual diretoria submete o torcedor ao vexame de ir ao estádio para ver o pior time que o Rio Branco montou nos últimos tempos ser humilhado. Fora o goleiro e os dois zagueiros, o restante é vergonhoso, não seriam titulares no campeonato do Calafate. Não se pode deixar de reconhecer alguns abnegados. Mas o futebol mudou. Não cabe mais o amadorismo, a improvisação. Tem que se moderno, planejado, profissional. Quem é o empresário que vai colocar o nome da sua empresa num projeto falido, amador, sem planejamento? Se era para o torcedor ir para o estádio passar vergonha, melhor não ter colocado o time em campo. Como torcedor das antigas do Estrelão tinha que fazer este desabafo. Lamentável assistir o fim de um memorável clube. Só uma diretoria nova, com visão profissional, poderia salvar o Estrelão. Caso não queiram este caminho, chamem o Chapolim Colorado! Pobre Rio Branco Futebol Clube!

FALTA LEGITIMIDADE

Falta legitimidade a quem participou dos últimos vinte anos do desastre administrativo do PT para atacar o governo Gladson Cameli, mesmo com as suas trapalhadas iniciais, porque foram coniventes com o fracasso da gestão petista calados, que resultou na derrota mais fragorosa que o PT sofreu, junto com seus aliados da FPA.

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