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Um governo em busca de um rumo

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Seria desprovido de fatos se apontar algum avanço excepcional do governo Gladson Cameli, como é temerário cobrar solução imediata para todo o desmanche deixado, principalmente, pelos últimos quatro anos da administração Tião Viana. Afinal, não se fechou nem 60 dias de gestão. Um ponto, para quem milita na imprensa é importante, o dele vir cumprindo a sua defesa de que em seu governo a liberdade de expressão ia prevalecer. Até aqui tem mantido a postura. É salutar que isso aconteça. Muito embora alguns súditos, na ânsia de agradar, queiram ser mais reais que o rei e se insurgem contra uma simples visita do vice-governador Major Rocha, acompanhado da imprensa no HUERB, com notas toscas, sentimentais e sem sentido. Foi uma defesa do nada. Mas voltando ao governador Gladson Cameli, é preciso que defina de maneira urgente, de forma oficial, quem é o seu articulador político e consulte sempre a PGE quando tomar medidas que impliquem em repercussões jurídicas. Ao praticamente acabar com o IMC, brecou o canal da vinda de recursos internacionais na área ambiental. O que mais tem causado desgaste à sua imagem nas redes sociais é o fato de nomear figuras exponenciais nos governos petistas para cargos de confiança, prática que prometeu abolir. E continua acontecendo. Tem sido muito criticado, neste aspecto. Está tudo muito solto. Sobre medidas práticas pode-se citar como positiva a determinação de concluir as várias obras abandonadas pelo antecessor, definido a contratação dos aprovados nos concursos da Polícia Militar e Civil e de pagar o calote do 13º salário do servidor deixado pela gestão passada. Quer apresentar um pacote de obras concluídas nos 100 dias de governo. E a missão está em boas mãos, do jovem e competente engenheiro Thiago Caetano, Secretário de INFRAESTRUTURA. Na parte política é que está mais resguardado: tem maioria dos deputados estaduais, federais e todos os três senadores ao seu lado. Isso é importante para abrir portas, em Brasília, aprovar projetos, principalmente, agora quando se trata da Reforma da Previdência. Em suma tem que arranjar recursos extras, nos ministérios, fazer empréstimos, se quiser tocar projetos de maior relevância. Pelo tempo exíguo é cedo, muito cedo, para uma análise profunda do governo Gladson. Mas, no momento oportuno será feita. Até porque a lua de mel política com todo novo governante tem prazo de validade. O ponto concreto que se pode antever é de que terá de se esforçar muito para conseguir ser pior que o desastrado governo passado. Não consigo acreditar, mesmo no início de administração, que quebre o recorde negativo. No mais é esperar para ver qual é mesmo o rumo deste governo.

SERVIU DE RISOS

As várias “notas” de setores do PROGRESSISTAS serviram de riso. Eram de “solidariedade” ao secretário Alysson Bestene, a quem em nenhum momento da visita do vice-governador Major Rocha ao HUERB, tenha sido lhe atribuída a culpa pelo caos em que se encontra a saúde.

QUEM É QUE VAI ATRIBUIR?

Como é que pode atribuir ao secretário Alysson, que mal assumiu, o desastre da Saúde?

QUEM É QUE PODE?

E tem um caroço neste angu, o Rocha visitou o HUERB como o governador em exercício, com os mesmos poderes constitucionais que tem o titular do cargo. Se ele, como governador no momento, não podia fazer uma visita a uma unidade de saúde, quem é que pode?

AGRESSÃO DE NADA

O fato de terem sido encontradas portas danificadas e outras mazelas não se pode dizer que culpa lhe cabe, todo mundo sabe o tamanho das dívidas que o secretário de saúde, Alysson Bestene, herdou dos gestores passados. Indicar pontos a serem sanados não é agressão.

PODEM IR SE ACOSTUMANDO

Ainda é cedo para cobranças mais efetivas. Mas os secretários e os que os circundam assimilem de vez que não estão mais na oposição, mas na situação, e que na campanha foi prometido acabar com o caos. Passado os 100 acabou a lua de mel e cobranças acontecerão.

QUEM DISSE FOI QUEM MANDA

Não foi a imprensa, nenhum badeco, que disse que chegado aos 100 dias de governo, o secretário que não apresentasse algum resultado o caminho era o da rua foi o governador Gladson Cameli. E o fez de forma reiterada. Então para todos, mais trabalho e menos faniquitos.

MOEDA DE DOIS LADOS

O ex-presidente do PT, André Kamai, disse em entrevista que o governo Gladson Cameli não é imune às críticas. Governo nenhum é. Pode é deve ser criticado. Mas falta legitimidade a quem foi avalista do desastrado último governo em se arvorar a apontar soluções para os problemas que deixaram.

REAPROXIMAÇÃO CLARA

Nomeações, visitas da cúpula petista, são sinais que estão a indicar uma reaproximação política da prefeita Socorro Neri com o PT. Até aqui vinha dando o seu perfil à sua gestão. Tenho as minhas dúvidas de que uma simbiose com um PT desgastado a ajude politicamente.

CONVERSA COM A IMPRENSA

O secretário de INFRAESTRUTURA ,Thiago Caetano, reúne a imprensa hoje ás 8 horas no Teatrão para fazer uma explanação sobre as ações da sua pasta e os projetos para executar. É um exemplo aos demais secretários de mostrar à opinião pública as metas das suas pastas.

CANDIDATO, SIM SENHOR!

Não sei os demais partidos da coligação que elegeu o governador Gladson Cameli, mas posso adiantar, porque já ouvi mais de uma vez do vice-governador Major Rocha, que o PSDB terá candidato a prefeito da capital. E já chegou aventar convite para filiação do Minoru Kinpara.

OUTRO PORTO

O ex-Reitor Minoru Kinpara, que teve uma votação estupenda na capital sem os recursos dos demais candidatos ao Senado, terá que buscar outro porto político, porque o REDE, seu partido, não atingiu a cláusula de barreira. E, ele tem de preservar o seu novo capital político.

NÃO ESCAPAVA UM

O vereador N.Lima (PSL), sem uma base jurídica, defende o impeachment da prefeita Socorro Neri, sob o argumento que a cidade está cheia de buracos em suas ruas. Se o vetor buracos fosse aplicado em todos os municípios, não escaparia um prefeito de perder o mandato.

MELHOROU A RESOLUTIVIDADE

As execuções continuam em patamares parecidos com o do governo passado, muito altas. Mas chama a atenção nesta nova gestão da segurança, o alto o grau de resolução dos crimes. E também que, os atos da secretaria de Segurança estão tendo uma divulgação ideal e célere.

UMA CORREÇÃO

O deputado Chico Viga é do PHS e a deputada Juliana Rodrigues do PRB. Fica a correção sobre nota que foi publicada com os nomes dos dois parlamentares. Foi um equívoco pela pressa.

CUMPRINDO UM RITUAL

O ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, que foi derrotado na disputa do governo, chega no horário para cumprir seu expediente na secretaria de INFRAESTRUTURA, e deixa o trabalho dentro do horário. Política, ideologia de lado, falo do cidadão: o Marcus é correto.

O POVO É QUE DÁ O TOM

O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, não deve ficar preocupado sobre quem estará ou não estará no seu palanque no próximo ano, quando disputar a reeleição. Se a sua administração chegar em alta na campanha eleitoral, é irrelevante quem estará lhe apoiando.

POVO AVALIOU DIFERENTE

O deputado Jenilson Lopes (PCdoB) avalia que, o ex-prefeito Rodrigo Damasceno não foi tão mal na gestão da prefeitura de Tarauacá, mas errou na dose política. Há controvérsias. Se tivesse sido de fato um prefeito bom na gestão, bem avaliado, as urnas não lhe rejeitariam.

DENTRO DAS LIMITAÇÕES

Dentro das suas limitações oratórias e do nervosismo de início de mandato, o deputado Neném Almeida (PSD), tem sido muito participativo nos debates na ALEAC, na defesa do governo Cameli, ao ponto de ser dito pelos adversários que, quer derrubar o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) da liderança do governo.

É UM DESASTRE

Toda vez que um filho do Jair Bolsonaro ou a ministra Damares falam, é uma crise no governo ou chacota na imprensa. Deveriam ser proibidos de falar até o fim da gestão do presidente, seria a maior contribuição que poderiam dar para o sucesso da sua corrida para mudar o Brasil.

NÃO É A HECATOMBE

Falando no presidente Jair Bolsonaro, não vem sendo a hecatombe que os petistas previam, ao contrário, vem cumprindo exatamente o papel prometido na campanha e se cercado de bons auxiliares. Não se pode é exigir do Bolsonaro e seus ministros que cultuem os mitos petistas.

NÃO APOSTEM NO INSUCESSO

Não é pelo episódio controverso do carnaval que a competência da secretária de Turismo, Eliane Sinhasique, terá a sua gestão avaliada, mas pelo saldo futuro. O governo mal deu os seus primeiros passos. Conheço a Eliane de décadas, não aposte no fracasso da sua missão.

BOM PARA A DEMOCRACIA

Quando os debates na Assembléia Legislativa acontecem de forma dura, mas qualificada, como está ocorrendo neste início de legislatura, é bom para a população, porque se vê bem representada e para o governo, que vê os seus erros apontados. O pior que pode acontecer a um governador é ter um Legislativo sem uma oposição de qualidade, porque isso acontecendo, vai praticar atos danosos e todos ficarão a lhe dizer amém e sim senhor. Uma oposição forte, propositiva, é da maior importância no parlamento. É unanimidade entre os colegas de imprensa de que a atual composição do Legislativo tende a ser mais ativa, com mais debates importantes do que foi na última safra da ALEAC. A omissão tem de ser varrida.

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Não pode é fazer politicagem

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A prefeita Socorro Neri determinou com acerto à sua equipe que nas vias estruturantes e de grande tráfego, não recupere apenas os buracos, mas também os pontos em que o asfalto está trincado e com desnível. Aliás, desnível resultante de serviço mal feito por empresas contratadas pelo DEPASA, órgão do governo. Se não se tiver este cuidado, depois será acusada de ter aplicado mal os recursos limitados que tem e de ter feito um serviço porco. Na gestão pública as decisões devem ser técnicas, e não para o gestor ser agradável para este ou para aquele grupo político. Porque se assim não for a Prefeitura será acusada de tapar um buraco numa semana e pouco tempo depois a mesma rua estar com buracos. Não pode também é por politicagem prometer que vai asfaltar todas as ruas da capital como fizeram e deu no fracasso que deu. É a primeira vez que vejo alguém ser criticada por estar fazendo um bom serviço.

DEPOIS RECLAMAM DO GOVERNO

O governo passado construiu uma moderna Estação de Tratamento de Esgoto na Cidade do Povo. Pois bem, foi toda destruída. Vândalos roubaram os fios, as bombas, e a sucatearam, deixando-a inoperante. Não vai demorar estarão reclamando de falta de saneamento, bueiros entupidos e cobrando do governo pelo que foi vandalizado. Podem aguardar que vai ocorrer.

DEFININDO O PARTIDO

Márcio Pereira, filho do ex-prefeito Luiz Pereira, confirmou à coluna a sua candidatura a prefeito de Plácido de Castro, faltando apenas definir o partido, que pode ser pelo PTB. Márcio é um político jovem com idéias modernas, que fogem à mesmice da política tradicional.

FRASEOLOGIA DA BALSA PARA MANACAPURU

Após ouvir ontem vários lamentos de deputados contrários à reforma e que foram derrotados pela base do governo, o deputado Luiz Tchê (PDT), usou a fraseologia da “Balsa Para Manacapuru, que simboliza os derrotados no embate político: “É o choro do surubim”, disse.

OUTRA VERSÃO IRÔNICA

O deputado Fagner Calegário (PV) usou do bom humor para falar sobre a derrota da oposição na votação da reforma política do governo: “estou numa rebordosa, numa ressaca”. E não deixou de alfinetar o governo ao recomendar que, os desempregados procurem a Casa Civil.

QUEM SÃO OS MEMBROS DO CARTEL?

Uma boa pergunta para afirmação feita pelo governador Gladson Cameli de que um “cartel” está boicotando a administração da secretaria de Saúde. Que Cartel é este? Profissionais da Saúde? Grupos Políticos? Fogo amigo? Empresários? Quem são? Foi uma acusação grave.

O CÔNCAVO E O CONVEXO

O artigo com o título acima, publicado no ac24horas pelo ex-deputado Luiz Calixto, define com maestria o que é o MDB e seu comportamento. Vale a pena ser lido. Sintetizando, o MDB sempre se divide em duas alas: uma incrustada no governo e a outra fazendo a oposição. Se o governo der certo o MDB colaborou. Se não der certo, diz que foi crítico. É bom ler na íntegra.

COMO DISSE CHE GUEVARA

Ninguém é mais oposição na ALEAC ao governo Gladson que o deputado Daniel Zen (PT). Piada pensar o contrário. A diferença é que faz uma oposição dura, sem gritos, mas com classe, na tribuna. Como disse o velho Che Guevara: pode-se ser duro, mas sem jamais perder a ternura.

POSTAGEM IRÔNICA

O secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, fez ontem uma postagem irônica nas redes sociais: “É rolo compressor na Assembléia. “É rolo compressor nas rodovias”. Alusão à aprovação da reforma administrativa na ALEAC e às obras do governo na rodovia AC-40.

REGISTRE A TENDÊNCIA, JV!

O guerreiro petista Marcos Fernandes critica o ex-senador Jorge Viana por estar querendo mudar o PT de fora para dentro, montando um grupo com Binho Marques, Raimundo Angelim e Marcus Alexandre. “Se quer criar uma nova Tendência, registre-a no partido”, comentou ontem à coluna com ironia. O PT é dominado hoje pela Tendência “Democracia Radical”.

COBROU, MAS NÃO FOI DECISIVO

Por respeito ao bom deputado Roberto Duarte (MDB), faço uma correção ao seu discurso de ontem, na ALEAC, de que os projetos dos ramais só chegaram na CEF porque alertou para o fim do prazo. De fato cobrou. Mas a força tarefa já trabalhava na montagem mais de mês.

FALANDO DE RAMAIS

Ainda sobre ramais, o governo tem de gastar bem os 94 milhões de reais. Não adianta pulverizar os recursos em serviços de raspagem, porque fica um trabalho porco, que não resistirá ao inverno. Certo, o critério de maior produção e população para a escolha dos ramais. Tem que acabar no serviço público se politizar obras e fazer por cima da pausada.

ATÉ PARECE…….

Quem assiste os deputados do PCdoB e do PT criticando na tribuna da ALEAC o fato do governo atual criar novos cargos de confiança e conhece como era o jogo nos governos do PT, fica rindo. Até não parece que nos governos do PT não tinham CECs e os ocupantes indicados por eles. Tá bom: aproveitem e contem uma piada do português ou se preferirem de papagaio.

REVOLTA NA BASE

Deputados da base governista comentavam ontem em uma roda na ALEAC que vão chamar o líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), para uma conversa séria sobre o MDB. Diziam que não aceitam ver o MDB com secretarias, diretorias e em sua maioria ser oposição ao Gladson.

VOCÊS QUE SE ENTENDAM

Para estes deputados é cômodo o MDB ser oposição na ALEAC e lotado de cargos e secretarias no governo. Vocês que são políticos que se entendam. Por mim, o Gladson Cameli pode dar quantos cargos quiser ao MDB e nomear quem bem entender para as 450 CECs. Até petistas.

ENFRAQUECENDO O MORO

Fora o deputado Alan Rick (DEM), que não estava no plenário, e a deputada federal Mara Rocha (PSDSB) que votou a favor de fortalecer as ações do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, o restante da bancada federal acreana votou contra deixar o COAF nas mãos do Moro, enfraquecendo suas ações. Depois que reclamam que o Brasil é o país da impunidade

SEM HIPOCRISIA

O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT) não usou da hipocrisia e disse que a base do governo tem sim o direito de indicar pessoas para ocupar cargos de confiança na relação aprovada de 450 CECs. Desde que sejam competentes e não meros filhados, sem problema.

ESPERANDO O RESULTADO

Desde a discussão sobre a sua instalação disse que a CPI da ENEGISA era dotada de boas intenções, mas que não teria condições legais de reduzir um centavo das contas de energia elétrica. Todos querem a redução. Mas não é justo ficar iludindo o consumidor com a CPI.

NÃO SABE NEM EM QUEM VOTOU

O deputado Jonas Lima (PT) diz que o povo vai cobrar dos deputados que votaram a favor da reforma administrativa do governo nas urnas. Jonas, se você fizer uma enquete com a população para saber em quem votou na última eleição, a maioria nem se lembra. Quanto mais daqui quatro anos….

A LEGALIDADE É INDISCUTÍVEL

Na política, cada deputado é dono do seu voto e livre para decidir se votará contra ou a favor de um projeto. Quando se trata de uma aberração, cabe a crítica. O que não se aplica ao caso da reforma. Pode-se concordar ou discordar, mas não se discute a sua legalidade. Ora, pois!

É FOGO AMIGO?

A secretária do Turismo, Eliane Sinhasique, postou que: “se tem pessoas que te incomodam, essas pessoas são as que não vestem a camisa! Pessoas que parecem estar fazendo as coisas por fazer…” Fogo amigo, ou algum boicote interno ao seu trabalho dentro do governo, Eliane?

NÃO VAI PARA O SACRIFÍCIO

É improvável que o professor Marcelo Siqueira vá para o sacrifício sendo candidato a prefeito de Cruzeiro do Sul só com a cara e a coragem. Sem estrutura não passaria de uma aventura.

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Governo passa com rolo compressor na oposição

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FOTO: SÉRGIO VALE

No parlamento, quem decide o que deve ou não deve ser aprovado é a maioria. À minoria cabe protestar, criticar, mas lhe fica reservado o papel do derrotado. O que vinha acontecendo até a votação de ontem do projeto da reforma, era uma inversão de valores na ALEAC, aonde a oposição vinha derrotando um governo amplamente majoritário. Mas acabou a festa. O governo rearticulou a sua base, unificou, e impôs uma derrota fragorosa à oposição, aprovando o projeto da nova reforma com 15 votos a favor e 8 contrários. Só não teve 16 votos por o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), como presidente, não poder votar. O deputado Roberto Duarte (MDB) ainda tentou através de um artifício regimental, separar o projeto da reforma dos demais, e votar em destaque nas comissões legislativas. Foi derrotado. Nos demais projetos, estes foram aprovados por 23 votos. O que se pode destacar neste novo momento da base do governo: primeiro, é que o governador Gladson Cameli resolveu usar o poder e dar o comando de que, a votação serviria para definir quem daqui para frente seria ou não seu aliado. General forte, exército forte. Também teve outro componente decisivo na vitória: a articulação política do governo funcionou. A chegada do deputado Luiz Tchê (PDT) na liderança do governo foi outro fator preponderante. É que o Tchê é preparado, conhece o parlamento e os seus humores, e soube dialogar com os deputados dissidentes. O papel do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), neste processo, com seu perfil conciliador, também foi importante. E terem dado ao secretário Ney Amorim, pela primeira vez, a liberdade que lhe faltava para trabalhar na aglutinação da base governista, acertaram em cheio. Ponha ainda neste cadinho a participação positiva do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade. Foi um cenário que a oposição não esperava. Apostava tudo em dissidências acontecidas em votações anteriores em que derrotou o governo, que não ocorreram. E foi o que se viu: a oposição foi esmagada pelo rolo compressor do governo na votação de todos os projetos levados ontem ao plenário. A derrota estava no semblante dos oito deputados da oposição. E o jogo foi jogado. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

DISCURSOS INCISIVOS

O que se notou ainda na votação da nova reforma administrativa foi a participação de deputados da base governista na defesa do projeto. O deputado Luiz Tchê (PDT) fez um discurso demolindo ponto por ponto os argumentos levantados pelos deputados da oposição contrários à matéria. O deputado José Bestene (PROGRESSISITAS) também teve uma fala incisiva dos tempos do velho Zeca de outras legislaturas. Também é de se destacar o pronunciamento fulminante contra os opositores pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB).

EQUILÍBRIO É FUNDAMENTAL

Dos discursos da oposição pinço o feito pelo deputado Daniel Zen (PT), que votou contra o aumento de cargos de confiança, mas destacou que o projeto do governo tinha pontos bons, como a volta das estruturas do Instituto Dom Moacyr e do Instituto de Mudanças Climáticas.

NÃO PODE SER O NADA PRESTA

Oposição tem que ser feita a quem está no poder. Firme e incisiva. A oposição é um instrumento da democracia, sem ela vira ditadura. Só não pode ser a oposição de que o que vem de quem governa não presta. Por isso sempre destaco o deputado Daniel Zen (PT), como um político de que sabe ser um oposicionista num contexto de equilíbrio e de coerência.

FACETA INTERESSANTE

O governador Gladson Cameli mostrou ontem uma faceta interessante. De livre iniciativa saiu do seu gabinete no Palácio Rio Branco e foi sentar e dialogar com os policiais civis que estavam acampados na praça palaciana protestando por cumprimentos de pautas da categoria. Disse o que podia ser resolvido e o que não podia. E saiu aplaudido. Não se governa numa redoma.

DIA DE VITÓRIAS

Ontem, foi o dia de vitórias para o Gladson. Entregou na Caixa Econômica Federal os projetos para a recuperação de ramais no valor de 94 milhões de reais, parados desde o governo passado. Se os projetos não fossem entregue até o fim de junho o recurso seria perdido.

FORÇA-TAREFA

Para que os projetos fossem entregues na CEF em tempo recorde foi preciso o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, montar uma força-tarefa com outros órgãos do governo para a conclusão. A prioridade é usar o recurso num menor número de ramais, mas com um serviço de qualidade com pavimentação. Serão priorizados os com maior população e produção.

CONVITE NA MESA

O advogado Edinei Muniz estuda filiar-se ao MDB. Foi convidado pelo deputado Roberto Duarte (MDB). Edinei é um quadro político dos mais preparados e somaria muito no MDB.

ALAN RICK

O deputado Alan Rick (DEM) tem se empenhado na defesa do direito dos portadores de doenças raras de recorrer à justiça para conseguir seus medicamentos. O assunto está em análise no STF. São 3 milhões de pacientes no país. Alan defende ainda que o governo federal negocie com os laboratórios preço menor para os medicamentos e garantir o tratamento.

O MÍNIMO QUE SE ESPERA

Depois da aprovação da criação de mais de 450 CECs, o mínimo que se espera do governador Gladson Cameli é de que estes cargos sejam ocupados por pessoas competentes e não usados como cabides de emprego. Estará todo mundo de olho no Diário Oficial.

SABE QUE NÃO HÁ COMO

É um problema complexo, que envolve decisão judicial tomada, por isso a cobrança por parte do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) para que o governo mande um projeto regularizando o Pró-Saúde é jogo para a platéia. Sabe que não se resume a um ato simples de só mandar.

NÃO ENTENDI

Um policial militar tem entre as atribuições apreender armas ilegais encontradas durante uma ação. Não entendi o projeto do deputado Cadmiel Bomfim (PSDB) que torna lei a gratificação ao policial por arma recolhida. A alegação, menos ainda: de que sem o benefício o número de armas aprendidas diminuiu. Passou a impressão que a apreensão é vinculada ao pagamento.

NOME NOVO NA DISPUTA

O policial federal aposentado, Eden Barros, é um dos nomes que pode disputar a prefeitura de Xapuri no próximo ano. Atualmente, Eden é filiado ao PV, mas discute entrar no MDB.

PONTO PARA A POLÍCIA

Ponto para a polícia civil, numa investigação recorde prendeu os envolvidos no crime de decapitação, uma cena impactante e cruel que inundou as redes sociais. Não são humanos.

NÃO SE AFINA

Sempre que pode o deputado Fagner Calegário (PV) dá uma estocada no chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, lhe atribuindo os desacertos em atos do governador. Calegário dá ao Ribamar um poder que não tem, como de determinar o que pode ou não ser feito no governo.

NINGUÉM LHE TIRA

Não sei os motivos das críticas do deputado Fagner Calegário (PV) – um direito seu – mas não se pode deixar de em relação ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, reconhecer ser um auxiliar do governo competente nas atribuições que recebe. Mas não é quem tem a caneta.

MAS É VIRADA

Não sei se os seus projetos para o setor do empreendedorismo e turismo vão decolar. Mas a secretária Eliane Sinhasique não tem se limitado ao gabinete, ao lamento, mas corre atrás.

NÚMEROS DO GERLEN

Na contabilidade do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), com a nova reforma aprovada ontem na ALEAC, além de garantir o funcionamento da máquina pública o atual governo economiza 7 milhões de reais se for feita uma comparação com o governo do PT. No governo do PT eram pagos com CECs 17 milhões de reais. No governo Gladson serão pagos 10 milhões de reais.

200 MILHÕES DE REAIS

É o valor, segundo o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), que o atual governo pagou só de dívidas deixadas pelo governo petista. E nisso está incluído o 13º salário atrasado herdado.

LONGE DO FANATISMO

O presidente Bolsonaro divulgou um vídeo de um Pastor evangélico que o cita como alguém “enviado por Deus” para comandar o Brasil. Não embarco na canoa do fanatismo religioso.

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