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Passe de mágica

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Luiz Calixto

Só um doido varrido faria cobranças de soluções imediatas de problemas a Gladson Cameli, estando o governador no cargo há pouco mais de um mês.

Ainda que a “varinha de condão” tenha sido a protagonista nos programas eleitorais de todos os candidatos, o eleitor tem discernimento suficiente para saber que aquelas peças publicitárias faziam apenas parte da estratégia marqueteira de conquistar votos através da venda de facilidades.

Quem pede votos sabe que o caminho mais curto para o embarque na balsa dos perdedores é expor a realidade nua e crua dos obstáculos a serem enfrentados.

De certa forma o eleitor é cúmplice dessa estratégia. É como se diz na gíria do futebol: “se o gol é a favor do nosso time não importa se foi feito de mão ou se o jogador estava impedido”. Para o aliado o importante é correr para o abraço.

Todavia, quando se está dentro das vísceras do Estado, passa-se a ver que o buraco é bem mais embaixo e que as soluções não são, digamos, do jeito que se imaginava.

Os cacos deixados por uma administração desastrada não serão arrumados pelo sucessor com a mesma mágica e rapidez usados para ganhar os votos.

Em 30 e poucos dias é quase impossível devolver a paz aos acreanos se nos últimos anos o crime fez gato e sapato dos homens da segurança, assim como é igualmente impossível tirar a saúde da UTI ou recuperar as finanças dilapidadas.

Por exemplo: deputada atuante, Eliane Sinhasique desfilava com um calhamaço no qual continham, segundo a mesma, 52 soluções mágicas para combater a violência e o desemprego no Acre.
Nomeada para um cargo executivo, as pilhas da varinha de condão dela pifaram e a atual secretaria de Turismo e Empreendedorismo anda às voltas para arranjar, ao menos, patrocinadores para o carnaval de rua.
Administrar não é fácil. Consertar e juntar os pedaços em períodos de escassez financeira é mais difícil ainda.

Em tempos difíceis, o “bom exemplo” é a ferramenta mais eficiente e um santo remédio para o sucesso. Quando todos se sacrificam, a dor é nivelada, sendo que ninguém tem motivos para reclamar ou rir do outro.

Todavia, fazer concessões seletivas é o início do fim. Depois de feita a primeira, não se pode negar a segunda. E o passo seguinte é estouro da boiada.

Quando a população nota que “a coisa é pra valer mesmo”, ela compreende que as respostas demoram e a paciência dela estica um pouco mais.

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Acre

TJAC presta mais de 5 mil atendimentos no interior do Acre

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O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio do Projeto Cidadão, – ação voltada à população mais necessitada, disponibilizando o direito à documentação básica, como também o acesso rápido e gratuito aos serviços públicos fundamentais – prestou mais de 5 mil atendimentos no município de Jordão, no último dia 19.

A cidade, situada na confluência dos rios Tarauacá e Jordão, possui cerca de 8 mil habitantes, e é uma das mais isoladas do país permitindo acesso somente fluvial e aéreo. A maioria dos moradores é de baixa renda e vive em situação de vulnerabilidade. A população indígena responde atualmente a 40% da comunidade.

A atividade, solicitada pela Câmara de Vereadores do Município, foi promovida em três locais por conta do alto número de pessoas: nas escolas estaduais Jairo de Figueiredo Melo e Manoel Rodrigues de Farias, e no Núcleo da Universidade Federal do Acre (UFAC).

“É uma ação grandiosa. Nós já tínhamos a intenção de promover o projeto em Jordão e com a solicitação, por parte da Câmara de Vereadores, esse desejo apenas se fortaleceu e foi concretizado. Estamos muito felizes com o resultado. É importante deixar claro que, a parceria com as instituições é fundamental para essa concretização positiva. Todos os parceiros se empenharam no atendimento para resolver diversas situações dessas pessoas que viajaram por muitos dias de barco, outras a pé, para a expedição de documentos”, comentou a coordenadora do Projeto Cidadão, desembargadora Eva Evangelista.

A ação foi promovida no último dia 19, das 8h às 22 horas, mas alguns atendimentos ocorreram dois dias antes devido a alguns servidores terem chegado antecipadamente à cidade. Foram oferecidos expedições de RG, CPF, título de eleitor, carteira de trabalho, audiências judiciais para ações simples, expedição de segunda via de certidões, além de atendimentos na área da saúde, informações sobre Bolsa-Família, vacinação entre outros.

Equipes do Ministério Público e Defensoria Pública também estiveram presentes. A atividade contou ainda com a cooperação do Governo do Estado do Acre e 61º BIS.

“Para nós é uma honra receber o Projeto Cidadão em nossa cidade. Nos sentimos orgulhosos e privilegiados. Essa ação não é partidária. É uma coletividade. Quando se pensa no bem do povo, não há partido”, disse a presidente da Câmara de Vereadores de Jordão, Meire Sérgio.

O vice-prefeito Ademir Figueiredo, que acompanhou as atividades, ressaltou sobre a importância da ação de cidadania no município. Segundo ele, muitos da comunidade não possuem renda para se descolar a uma cidade mais próxima para resolver problemas de documentação.

“Isso é praticamente histórico para a nossa cidade. Movimentou tanto a população da área urbana quanto rural e sem falar dos indígenas. Muitos passaram dias no rio esperando para chegar o dia dessa ação. É algo que não sabemos como agradecer”, ressaltou.

“Passei cinco dias de barco para chegar até aqui”, diz indígena

Situada nas curvas do rio, no topo dos morros, na chama da poronga, o povo do Jordão vive em um tempo diferente das grandes cidades, principalmente na época de verão, quando as águas dos rios estão baixas dificultando a navegação.

O agente agroflorestal Ivanildo Kaxinawá é morador da Aldeia Revisão, que faz fronteira com o Peru. Ele passou cinco dias viajando de barco para chegar até a zona urbana de Jordão e ajudar na documentação de parentes. De acordo com ele, por diversas vezes atolou o barco nos bancos de areia e bateu em galhos de árvores.

“Foi uma viagem longa, mas meus parentes agora estão todos documentados. Valeu a pena. Nos resta agradecer a todos que se uniram para nos ajudar. Gastamos 60 litros de gasolina para chegar até aqui [área urbana de Jordão]”, salientou.

Casamento Coletivo

Como tradição, a atividade foi encerrada com o Casamento Coletivo para 54 casais. A cerimônia foi conduzida pelo juiz Vara de Registros Públicos, Órfãos e Sucessões da Comarca de Rio Branco, Edinaldo Muniz, que ressaltou sobre os desafios que o casal enfrenta no casamento e a importância do respeito e amor entre os dois.

Raimundo Vitor Filho, 21 anos, e Eulina dos Santos Oliveira, 22 anos, representaram os casais mais novos da festa. Raimundo Galdino de Oliveira, 60 anos, com Maria Dantas dos Santos, 52 anos, representaram os casais mais experimentes.

Projeto Cidadão

Desde a sua criação, no ano de 1995, o Projeto Cidadão já atendeu mais de um milhão de pessoas, nos mais distantes lugares da Floresta Amazônica Acreana, a fim de democratizar os serviços públicos e fortalecer o exercício da cidadania.

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Acre

Cavalgada no interior do Acre encerra com briga generalizada

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Um vídeo propagado nas redes sociais mostra uma briga generalizada que aconteceu nesse domingo, 21, no município de Rodrigues Alves. A confusão se deu em meio às comemorações dos 27 anos de fundação do município.

Nas imagens, é possível ver que vários carros do lado de fora do parque municipal onde um grupo de pessoas começou a brigar. Teve troca de socos e empurrões.

Segundo a polícia, não houve feridos e a briga aconteceu ao término do evento. Um dos envolvidos na confusão foi levado para a delegacia e em seguida foi liberado. A Prefeitura de Rodrigues Alves disse que o fato isolado não atrapalhou a festa.

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