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Ou o Gladson breca os burocratas, ou os burocratas acabam com ele

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O Gladson Cameli tem que sentar na cadeira de comando, urgente, ou o avião embica. Antes de assinar uma medida jurídica tem que conversar com o Procurador Geral do Estado sobre legalidade e também, mensurar o desgaste político. Como fez em relação às pensões de ex-governadores. O anúncio do “fim da indústria de multas” foi populista e sem sentido. Nem vai zerar quem foi multado e nem vai acabar com os radares na capital, a competência é da prefeitura de Rio Branco. Os radares do DERACRE são apenas três. O restante é da PMRB. As multas continuarão. Mas, a proposta que pode acabar com a lua de mel do Gladson com a população é a da secretária de Fazenda, Semírames Maria , numa reunião do secretariado, defendendo a extinção da OCA, um órgão que desburocratizou o atendimento à população. A extinção da OCA seria um baque popular imenso do Gladson Cameli junto às camadas mais pobres do povo. Se concretizado, espere o festival de protestos! Dona Semírames, a senhora tem ideia de quantas pessoas carentes são beneficiadas com o funcionamento da OCA? Que diminui o gasto com transporte para quem vai tirar documentos? A senhora sabe que só está no cargo porque os políticos ajudaram ganhar a eleição? Quantos passam por lá, diariamente? O que acontece é que o governador Gladson Cameli , que é uma pessoa que não tem maldade, rancor, cercou-se de burocratas sentados em cima de números frios, sem nenhuma sensibilidade política. Não existe governo só técnico, tem que estar aliado à política. Se não for assim afunda na aceitação popular. Quem é a cabeça desmiolada, que está fazendo o Gladson trilhar por caminhos impopulares? É preciso tirar o gesso do governo. A sua gestão está engessada pela burocracia. Esta turma, governador, vive trancada num gabinete e, tampouco, liga se as medidas que formulam vão lhe causar ou não desgaste. Nunca pegaram um ônibus. Porque são burocratas, burocratas e burocratas. É hora de evitar queda do avião do Estado! Está entrando em parafuso. Hora de puxar o manche. O tempo corre, já vamos para os 60 dias.

“A MÃO QUE AFAGA É A MESMA QUE APEDREJA”

A frase acima é de um soneto do poeta Augusto dos Anjos. E se aplica ao PT. As mesmas mãos que deram seus votos para mantê-lo no poder, foram as mesmas que o derrotaram na última eleição. O ocaso de um partido pode ser mensurado pelo que foi o aniversário de 39 anos do PT. Um ou outro comentário esparso nas redes sociais. Nenhuma comemoração. Foi um silêncio envergonhado. Aquela multidão que orbitava em torno do último governo petista, sumiu como que por encanto. O poder tem os seus encantos e desencantos. Abandonado pelos eleitores, o partido vive apenas dos desencantos de comentários rancorosos nas redes sociais de uma minoria. O PT, no Acre, pensava que o poder era eterno, como se votar no partido fosse obrigação do povo. Varrido das urnas, não tinha o que comemorar nos 39 anos.

PRECISA DEFINIR

O governador Gladson Cameli precisa definir urgente quem é que vai fazer a intermediação do governo com a classe política, principalmente, a Assembléia Legislativa. É o Ney Amorim? Vagner Sales? Outros convidados? Tem dizer de própria voz quem será o cumpridor da missão.

COM A PALAVRA, A PGE

Foi certo o governo ter encaminhado à PGE a consulta sobre o fim da pensão de ex- governadores, para não tomar uma medida e depois ter de voltar atrás por decisão judicial.

A VOZ DO VELHO COMUNISTA

Uma das figuras mais queridas do petismo, fundador do PCB, no Acre, presidente municipal do PT, Marcos Inácio, com quem conversei no fim de semana, não queria, mas acabou não se segurando, ao analisar a derrota do PT: “A Democracia Radical (DR), depois da derrota fragorosa da última eleição não tem mais condição moral e política para comandar o partido”.

PARA QUEM NÃO SABE

A Democracia Radical –DR- é a tendência dominante no PT, tem formuladores políticos como Carioca, Daniel Zen, Ermício Sena, Cesário Braga, Gabriel Forneck, Léo de Brito e outros.

QUEDA DE BRAÇO

A queda de braço, mais cedo ou mais tarde, entre as lideranças mais tradicionais do PT e o grupo da DR será travada pelo comando do partido e alguém vai ter que ao final espirrar.

ERRO PRIMÁRIO

Ainda na conversa com o presidente do diretório municipal do PT, Marcos Inácio, ele deu como principal causa da perda da vaga do Senado, o partido ter lançado dois candidatos a senador. “Nem nos momentos fáceis fizemos isso, e fizemos agora num momento político difícil do PT”. Sobre Ney Amorim, sugeriu que leve com ele para o governo Gladson toda a DR.

CARGO NA SAÚDE REQUER CAPACITAÇÃO

O governo tem um bom nome se quiser partir para a escolha por qualificação profissional do futuro gestor do Hospital de Mâncio Lima. Um nome como o do gestor Marcelo Lebre, graduado em saúde e regulação pelo Sírio Libanês, austero, não pode deixar de ser analisado.

UM DIFERENCIAL NA SOLUÇÃO

A nova equipe da Segurança está tendo um referencial positivo, quando se trata de resolução de crimes. As execuções continuam a acontecer, mas na maioria das vezes o autor e descoberto e preso. A contratação dos aprovados no concurso da PM e Polícia Civil urge.

OPERAÇÕES CONSTANTES

As operações policiais nas ruas estão mais constantes, isso é bom. Mas é preciso ser mais amplo, não só ficar nos bairros da periferia. O Tropical deveria ter mais polícia passando.

LACUNA NA OPOSIÇÃO

O vereador João Marcos (MDB), nas suas primeiras iniciativas parlamentares, mostrou que poderá preencher a lacuna deixada na oposição pelo ex-vereador Roberto Duarte (MDB), que marcou pela combatividade. A oposição de uma forma ou outra é necessária a quem governa.

DESAFINADO COM O GOVERNO

O deputado Roberto Duarte (MDB) quer que o seu partido não crie empecilhos para ter uma posição de independência. O MDB é da base do governo na ALEAC. Duarte não externa, mas ficou magoado pela forma como, ele foi rifado na disputa da primeira secretaria da ALEAC.

FORA DA FILA

A contestação do deputado Roberto Duarte (MDB) feita no fim de semana a uma decisão do governador Gladson Cameli sobre a desativação dos radares, foi mostrada por ele numa postagem, como uma decisão inócua. Não espere que o Duarte forme na fila do gargarejo.

MUDANÇA É DIFÍCIL

É uma mudança difícil para o deputado Roberto Duarte (MDB), que foi na Câmara Municipal de Rio Branco oposição à administração do prefeito Marcus Alexandre. Agora, como deputado, o seu partido estava na aliança que ganhou a eleição e ele perdeu o mote de ser oposicionista.

AFETOU PROFUNDAMENTE

A Reforma Administrativa era necessária para reduzir o gigantismo do Estado, mas trouxe o problema de diminuir algumas secretarias a um mínimo de pessoal, o que pode comprometer a eficiência. E na gestão pública, se não tiver uma boa equipe de auxiliares, o gestor fracassa.

COMO É QUE FICOU?

Como é que ficou a gestão da Fábrica de Camisinha? E da Fábrica de Taco, ZPE, que fracassaram naquela velha prática do Estado paternalista? O mínimo que o governo pode fazer é passar estes elefantes brancos à frente. O fracasso mostrou a falta de planejamento.

FORA DA POLÍTICA

O ex-governador Tião Viana, depois de comandar a maior derrota sofrida pelo PT desde a sua fundação, no Acre, ficará fora da política. Aliás, ele já tinha dito durante o governo que era sua despedida. Deve voltar a abrir seu consultório médico, clinicar e atender nos hospitais.

NEM PENSAR

Depois da maneira como saiu do governo em baixa popular é para esquecer a política.

OBRAS A CONCLUIR

Museu, Hospital Regional de Brasiléia, HUERB, e UPA de Cruzeiro do Sul são obras que o governador Gladson quer concluir até o fechamento dos primeiros 100 dias da sua administração. As obras se iniciaram no governo passado, mas estavam paradas pela inércia.

QUESTÃO NÃO É SÓ CONCLUIR

A conclusão das obras inacabadas do governo passado tem que ser feita. Mas a questão, principalmente, quando se trata de unidades do sistema de saúde não é só concluir, mas dotar de equipamentos e ter uma equipe de profissionais, para funcionar bem. Isso é essencial.

REDE DE INFORMANTES

Os deputados da oposição carregam o fantasma da administração que integravam ter sido desastrosa, na gestão e na política. Mas levam uma vantagem: a de possuir fontes de informações em todas as secretarias. Afinal, ficaram 20 anos no poder e deixaram tentáculos.

ERRANDO DE ALVO

Ao ler alguns textos de ex-integrantes do governo passado passa a impressão de que não assimilaram que não foi o grupo do novo governo que os tirou do poder, mas os eleitores. Foram derrotados pela rejeição popular. Não tem porque de tanta mágoa com os sucessores.

FORA DO FOCO

Dois nomes respeitáveis no campo petista não estarão na próxima eleição como candidatos a prefeito de Rio Branco: Raimundo Angelim e Binho Marques. Angelim já declarou à coluna estar fora do processo e o Binho não que saber de política. O PT terá dificuldade para a PMRB.

NÃO FOI DO DIA PARA NOITE

É falácia de que o agronegócio poderá resolver ao curto prazo os problemas econômicos do Acre, citando sempre o vizinho Rondônia como exemplo. Rondônia é de fato uma pujança econômica, mas isso não aconteceu da noite para o dia, foram décadas para chegar ao atual estágio de desenvolvimento. É bom, pois, não ficarem esperando milagres.

ESTAVAM AONDE?

Quando vejo ácidos críticos de um governo que não chegou ao segundo mês, fico a me perguntar em que planeta estava os ex-integrantes da equipe do último governador que se calaram com o fracasso monumental da gestão passada? Do calote nos funcionários às obras inacabadas, um silêncio tumular! A justiça, costuma se dizer: para ser boa, começa de casa.

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Blog do Crica

Mazinho Serafim: “não dá conta, deixa comigo, Gladson!”

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O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, propôs ontem pela coluna de que, já que o governador Gladson Cameli não está dando conta de gerir o falido sistema de saúde estadual, onde faltam médicos, medicamentos e um bom atendimento, ao ponto de decretar estado de calamidade no setor, que passe o controle das unidades de saúde do Estado para o seu comando que, vai mostrar como é que se gerencia na crise. “Não dá conta, deixa comigo, Gladson! Eu proponho que ele entregue as unidades de saúde estaduais da região do Purus para um consórcio formado pelas prefeituras de Sena Madureira, Manuel Urbano e Santa Rosa. É só municipalizar os atendimentos, que vamos mostrar como é que se faz uma gestão que funciona mesmo na crise”, desafia Serafim. O certo é que começam a pipocar as mesmas reclamações de pacientes que não são bem atendidos, como acontecia no governo passado, e a gerar um desgaste para o governo Cameli. Mazinho disse ter o aval dos prefeitos de Santa Rosa e Manuel Urbano para fazer a proposta de municipalização da saúde, através de um consócio de prefeituras. A proposta está na mesa, com a palavra o governador Cameli.

PAGAR AS DÍVIDAS

Decretar apenas calamidade pública no sistema de saúde, não resolve o problema. Facilita a contratação de médicos, de compras, mas será uma medida paliativa, já que os contratos têm prazo estipulado. O que se deveria pensar como solução era fazer concursos definitivos.

PERDEU A MAJESTADE

O segundo maior hospital do Estado, o Hospital Regional do Juruá, está uma calamidade, faltam medicamentos, médicos, salários atrasados, fornecedores sem receber, isso deveria ser olhado pelo governador Gladson Cameli como prioridade. Aquela unidade, arqueja, Gladson!

MARCAR DE PERTO

O vice-governador Major Rocha disse a amigos que vai fiscalizar de perto as compras de medicamentos e outras que forem feitas pela secretaria de Saúde, no período do decreto de calamidade, já que serão facilitadas. Rocha promete ser rígido no acompanhamento.

VISITA AO HUERB

Ontem, o Rocha já fez uma visita no HUERB, querendo saber de tudo o que ocorria.

MAIS ATIVO

O que dá para entender desta saída do vice-governador Major Rocha do casulo dos últimos dias para se tornar um fiscal dos atos dos secretários é que sentiu que, se o governo não decolar não será somente o Gladson Cameli que irá para o fundo, ele também vai junto.

SE APERTAR, CABE MAIS UM

O publicitário Gilberto Braga, um dos donos da Companhia de Selva, que detinha os contratos de publicidade dos governos petistas, comunicou para a ASSECOM que vai disputar a licitação da verba publicitária do governo Gladson. Acho que depois de ver o atual governo lotado de companheiros petistas, o Gilberto, esperto, deve ter pensado: se apertar, neste ônibus cabe mais um!

FOMA DE COMBATE

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, iniciou a entrega dos primeiros lotes de mosqueteiros com inseticida, uma das formas de combater a malária que grassa no município.

AFINIDADE GRANDE

Tenho informações seguras que as relações políticas entre o governador Ilderlei Cordeiro e o governador Gladson Cameli são muito próximas. Ilderlei foi o primeiro prefeito a ser recebido pelo Gladson. São da mesma cidade, mesmo partido, se entendem. Vão estar juntos em 2020.

NÃO CHAFURDA NESTA LAMA

Andam querendo colocar o deputado federal Alan Rick (DEM) numa lama que não chafurda, a da corrupção. É primário: cada candidato é responsável pela sua prestação de contas. Ele foi candidato a deputado federal, só tem de prestar conta da sua campanha. Da campanha da candidata a deputada Sonia Alves (DEM), que tem os gastos contestados, ela é que tem de prestar contas da aplicação do que recebeu do DEM. Não há como fazer simbiose. E, ponto!

NÃO HOUVE TRANSFERÊNCIA

E do valor que foi arrecadado pela candidata a deputada estadual Sonia Alves (DEM), não houve repasse de 16% para a campanha do deputado federal Alan Rick (DEM). E a sua prestação de contas foi aprovada por unanimidade na justiça eleitoral. Alan é um nome limpo.

REPONDO A VERDADE

A matéria que saiu no site da Folha de São Paulo trouxe uma distorção completa do assunto.

É MUITA CARA DE PAU

É muita cara de pau os que governaram o Acre nos últimos oito anos virem criticar a Saúde. No espigão do HUERB, não concluído, dos três elevadores só um funciona, e assim mesmo quando acionado, a luz interna não acende. A ala inaugurada (sic) pelo ex-governador nunca funcionou. Ao que indica é que como já iam deixar mesmo o poder, foram abandonando tudo.

INDO PARA A PARTE PRÁTICA

Ou o Gladson Cameli resolve o problema da Saúde e Segurança ou esqueça uma reeleição.

CIDADE EM PRIMEIRO PLANO

A prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, também entrou no bloco dos prefeitos que resolveram não investir recursos públicos no carnaval. Optou em investir na cidade.

DESENVOLTA PARA UMA NOVATA

A senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS) é desenvolta para quem esta iniciando um mandato. Mostrou nestes primeiros passos que não ficará trancada em um gabinete. O tipo de visitas que vem fazendo é essencial para lhe tornar mais ciente das necessidades do Estado.

PREM BABA MALHEIROS

A equipe econômica do governo Gladson Cameli vem segurando os recursos com munheca fechada. Tudo sob a orientação do guru do governo, o nosso Prem Baba Malheiros. Nada acontece na área econômica que não passe por seu crivo. Secretários estão vivendo a pão e água.

PODEM ANOTAR

Caso ao final do mandato, o governador Gladson Cameli resolva disputar o Senado, o que não é descartável, aposto e pago dobrado como o vice-governador Rocha se lançará a candidato ao governo.

FAMÍLIA COMPLICADA

Quem tem filhos como o presidente Jair Bolsonaro não precisa de oposição. Cada um mais atrapalhado do que o outro. Aliás, para a oposição não poderia haver filhos melhores.

TOM DO CONTRADITÓRIO

A presença do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) de volta ao parlamento é boa por representar um contraditório de qualidade, nos debates com a base do governo na ALEAC.

OPOSIÇÃO DE QUALIDADE

Os deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB) e o deputado Daniel Zen (PT) vão se destacando neste início de legislatura como uma oposição de qualidade ao governo Gladson Cameli. Não é aquela oposição virulenta, rancorosa, mas sim feita em cima de dados e debatendo idéias.

NÃO PRECISAVA DO DESGASTE

O líder do governo, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), não fez uma avaliação antes de colocar um irmão num cargo de confiança do governo, porque lhe abre um flanco aos ataques.

PROBLEMÃO NO COLO

O governo está com um abacaxi no colo, a promessa de campanha de que resolveria o problema dos servidores do Pró-Saúde, alguns já demitidos, e outros na pauta para a demissão. Numa Saúde em que faltam funcionários, demitir seria aprofundar o caos.

DEPASA É A META

Esta sendo feita uma varredura no DEPASA. O líder do governo, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) deixou vazar o fato na última sessão da ALEAC. Será o segundo órgão do Estado – primeiro foi o DETRAN – a ter as suas vísceras expostas para a opinião pública.

ORELHA DE FREIRA

Até agora, pelo menos, oficialmente, não se sabe quem é o articulador político do governo. Foram nomeados quatro assessores especiais e não se decidiu o que cada um fará na função.

UMA CORREÇÃO

Uma correção, dos nomeados para ser assessor especial, um deles dá para se prever em que área vai atuar: como Pastor evangélico, Jairo Carvalho deverá fazer cultos e sessões de descarrego pelas bandas do Gabinete Civil. E tentar converter o Ribamar, e cobrar dízimo.

DEBATE QUE DESGASTE

A prefeita Socorro Neri deveria continuar postando o que pensa e as atividades da PMRB, mas deveria evitar ficar respondendo a internautas, porque isso só vai lhe gerar desgastes.

CONFETE, SERPENTINA E CARNAVAL

Vamos voltar no tempo. A capital tinha grandes carnavais de clube. O Juventus com o seu vermelho e preto. O Rio Branco com o tradicional vermelho e branco, o Atlético Acreano com o azul e Branco, e ainda tinha Vasco da Gama e outros clubes. Tudo funcionava azeitado, enquanto o poder público estava distante. Aliás, toda vez que o Estado quer intervir na iniciativa privada vira um Rei Midas ao contrário. Midas, em tudo que tocava virava ouro, o Estado vira merda. Pois bem, o PT chega ao poder e com a sua mania estatizante criou o “Carnaval Popular” e liquidou o carnaval de clube. Faço a colocação para entrar nesta troca de farpas entre PMRB e Secretaria de Turismo. Acho que o Estado e a PMRB têm outras prioridades que organizar carnaval. A PMRB precisa juntar os seus trocados para uma grande intervenção na cidade no verão. O governo acaba de decretar estado de calamidade na saúde. E nós vamos discutir realização de carnaval? É prioridade? O que houve nesta questão do carnaval na Avenida Brasil foi que antes de se tomar qualquer medida para a sua realização não se conversou com quem administra a cidade, a prefeita Socorro Neri. Respeito muito o trabalho da Eliane Sinhasique, seja como deputada, como secretária e colega de imprensa. Mas, peca pela ânsia. Por qual razão levar um carnaval para a Avenida Brasil? Por qual razão não manter na Gameleira? É falsa a premissa que o poder público não ia gastar nada. A logística para montar uma estrutura de segurança, para o controle do trânsito, tudo isso teria gastos com a execução. A decisão tomada pela prefeita Socorro Neri não deve ser vista como autoritária, nem política, mas técnica, e saiu após ouvir os seus assessores, que consideraram o local inviável. A decisão é dela, ela é a prefeita. Ponto. Ainda é tempo de levar o carnaval para a Gameleira. Mas, se não for possível, o mundo não vai acabar. Prefiro ter uma cidade sem buracos e asfaltada, hospitais com médicos e medicamentos e segurança para a população acreana. Respeito quem pensa o contrário. Mas este é o meu ponto de vista.

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Blog do Crica

Como deve ser um presidente de um poder

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O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), aprendeu cedo como comandar uma casa política de posições divergentes e complicada. Neste pouco mais de um mês à frente do Legislativo tem se mostrado um conciliador, o que já lhe rendeu elogios de deputados do PT. Até aqui a sua conduta é unanimidade na ALEAC. De um presidente exige-se que seja um magistrado e não tome posição a favor de nenhuma ala política, mas que, ele seja neutro. É exatamente assim como o deputado Nicolau Junior (vem se comportando. Os debates estão fluindo sem interferência da mesa diretora.

A CARA DA FLORESTANIA

Pipocam nas redes sociais protestos contra a ida do ex-secretário dos governos Jorge Viana e Binho Marques, Carlos Ovídio, o “Rezende”, um dos formuladores da “florestania”, para chefiar a ANAC- Agência de Negócios do Acre. A indicação foi feita pelo PDT. O deputado Tchê justifica ser o indicado “competente” e que hoje, ele encontra-se filiado ao PDT.

ENDEREÇO ERRADO

Virou lugar comum abrir meu Zap e encontrar protestos contra as nomeações de petistas. Estão mandando ao endereço errado. Mandem para o Gladson Cameli. Não sou do governo, não tenho negócio com o governo, e não tenho a caneta que nomeia. Certo, meus amigos?

ATÉ LETRA DE TOADA

Tenho mesmo que rir. Não dá para ficar sério. Mandaram até a letra da Toada do “Boi Garantido”, que tem o refrão: “a cor do meu batuque tem o toque e tem o som da minha voz/ Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão/o velho comunista se aliançou ao rubro do rubor do meu amor/ Vermelhou..”. Já disse, por mim podem nomear o Carioca.

TOALHA JOGADA

Com o ofício enviado pelo governador Gladson Cameli ao presidente da ALEAC, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), pedindo a saída de pauta do ato que indicava Alércio Dias, para a presidência do ACREPREVIDÊNCIA, é um sinal claro que desistiu tê-lo no cargo.

COMEÇOU TUDO ERRADO

A questão é que este processo começou todo errado. O Alércio Dias não poderia ter sido nomeado para comandar o ACREPREVIDÊNCIA, antes de seu nome passar pelo crivo da comissão especial do Legislativo. Está na lei!. A confusão que se formou é apenas o rescaldo.

DEIXANDO EM PRATOS LIMPOS

Nesta discussão jurídica que se formou em torno da indicação do Alércio Dias para o ACREPREVIDÊNCIA, um ponto tem que ficar bem claro, para não prevalecer uma injustiça: o Alércio não foi condenado no processo em debate por “improbidade administrativa”.

MAIORIA É MAIORIA

No parlamento, quem dá as cartas é quem tem maioria. Nada mais natural de que os presidentes das comissões parlamentares da ALEAC venham a ser indicados pelo grupo majoritário. Especialmente, as principais, como a Comissão de Constituição e Justiça.

RECOMENDAÇÃO EXPRESSA

Fonte não se revela. É princípio geral do jornalismo. Tenho informação de que foi recomendado à base do governo não colocar o deputado Roberto Duarte (MDB) na presidência da Comissão de Constituição e Justiça. Motivo: críticas constantes ao governo.

COTA DOS “NÃO CONFIÁVEIS”

Não há um pronunciamento oficial, e nem vai haver, podem até negar, porque sabem que isso redundaria numa resposta dura do deputado Roberto Duarte (MDB), mas nos bastidores da corte, o emedebista está na cota dos “não confiáveis” para o projeto do governo Gladson.

MORTO POLITICAMENTE

Não vejo como o deputado Roberto Duarte (MDB) mudar o seu modo combativo de falar o que pensa. Se mudar seu estilo de fazer política, abruptamente, estará politicamente morto.

COERÊNCIA E VERDADE

O deputado Jenilson Lopes (PCdoB) é coerente quando diz não ser justo fazer críticas ao governo Gladson, que ainda não fechou o segundo mês. E fala a verdade ao alertar que, a contemporização tem prazo de validade, e depois disso, não caberá mais culpar o antecessor.

NÃO HÁ COMO ESCAPAR

Claro que, quem integrou o governo desastrado que saiu não tem legitimidade para ficar criticando o vencedor da eleição. Até porque foram co-autores da patuscada. Mas passado o tempo de tolerância, o povo vai cobrar, e com a mais justa razão, é de quem governa.

CRÍTICA É DEMOCRACIA

Não quer dizer que neste período de tolerância dos 100 dias, um ato do governador Gladson considerado polêmico não possa ser criticado. Não pode ser cobrado por obras. E discordo do deputado Géherlen Diniz (PROGRESISTAS): crítica não é hipocrisia, mas democracia.

PODE EXPLODIR

O deputado Luiz Tchê (PDT) fez ontem um comentário que é a realidade dos fatos. Se com a Reforma da Previdência houver uma corrida para se aposentar, o ACREPREVIDÊNCIA explode.

MAIS DO QUE NECESSÁRIO

A proposta apresentada pelo deputado Daniel Zen (PT) ontem na ALEAC, de se fazer um concurso para o funcionamento da Advocacia Geral do Legislativo é mais do que necessário. A ALEAC tem que ter um corpo jurídico capacitado para consultas e defesa quando preciso.

FALTA DE RESPEITO

O que houve com os aprovados nos concursos para a Polícia Civil e Polícia Militar foi uma falta de respeito por parte do governo passado. Vamos situar a origem do problema. Passaram o tempo todo enganando que iam contratar. Mentiram até o último minuto da saída. Coube ao atual governo descascar o pepino. Tenho lido comentários, como se a origem do calote fosse gestado no atual governo.

NÃO É COM OFENSA

Está rodando um vídeo dos aprovados da PM e PC com ataques ofensivos ao governador Gladson Cameli. Este não é o caminho certo. A agressão nunca substituirá o diálogo. A gente entende a revolta dos que foram enganados pelo governo passado, mas, se o atual governo prometeu começar as contratações a partir de julho é acreditar. Se em julho não cumprir, neste caso cabe se partir para a crítica e cobranças duras. Este governo, não tem dois meses!

CRONOGRAMA

O que a equipe econômica do governo deveria definir o mais urgente possível é um cronograma especificando quantos concursados serão contratados por mês, para estes terem uma base. E não ficar uma data solta como início das contratações. Seria o ponto de partida.

PROPOSTA NA MESA

Há uma proposta na mesa diretora da ALEAC para estudo, de que não faça licitação para contração de agência para fazer um pacote publicitário com a mídia, mas aproveite a estrutura da Fundação Aldeia e o trabalho de divulgação dos atos do Legislativo a um baixo custo.

MÍDIA DO GOVERNO

Este é um assunto ainda em definição dentro do governo. A Companhia de Selva, que trabalhou para os governos petistas, encerra seu contrato em abril. Como não vai ter o contrato aditivado, terá que ser feita uma nova licitação para contratar outra agência.

AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

Nada é mais criticado na área de segurança e entre os policiais que as chamadas audiências de custódia, que se queixam de serem lenientes. É comum ouvir policial dizer que prendeu um bandido, duas vezes na mesma semana, e este saírem rindo das audiências. Este é um debate que estará na pauta do pacote contra a violência, a ser discutido no Congresso.

GOVERNISTA ATÉ O TALO

O deputado Neném Almeida (SD) não é só um mero integrante da base do governo na Assembléia Legislativa, mas tem se mostrado, como se diz no popular, governista até o talo. Não deixa uma crítica da oposição ao governo Gladson Cameli sem uma pronta resposta.

CRÍTICA GERAL

Não é só o deputado Jenilson Leite (PCdoB) que critica o abandono. De amigos que passam por Tarauacá a queixa é a mesma de que a cidade virou um imenso buraco. Uma pesquisa, por certo, colocaria a prefeita Marilete Vitorino com um baixo índice de aprovação.

NOMES NA BASE

Deputados Luiz Tchê (PDT), Chico Viga (PROS), Juliana Rodrigues (PR), Wendy Lima (PSL), são nomes eleitos pela FPA, comandada pelo PT, e que devem integrar a base de apoio do Cameli.

TUDO PARA DESLANCHAR

O governador Gladson Cameli não tem como reclamar da classe política. Dos oito deputados federais , sete lhe apoiam. Terá a maioria na Assembléia Legislativa. E três senadores aliados.

ISSO SIM!

O que tem de evitar são decisões conturbadas tomadas sem reflexão do alcance político negativo. Depois que uma ratada acontece, pode até remendar, mas não conserta.

FICOU UM IMPASSE

O governo Cameli precisa simplificar as coisas. Nesta questão do Alércio, mandou tirar sua indicação de pauta, mas não diz o que vai fazer com o indicado. E fica com o desgaste no colo.

CAMINHO COMPLICADO

O caminho do PT é espinhoso. Igual aos pés de cacto que distribuíram como simbolismo no pouco frequentado aniversário dos 39 anos do partido. De fato terão que estar preparados para uma missão espinhosa: reconquistar a credibilidade popular. O partido não tem mais cargos no governo, que eram a sua moeda de troca para conseguir adesões políticas. Limitou-se a uma bancada de dois deputados estaduais. Não tem um senador e nem deputado federal. E ainda vive uma crise interna de briga pelo comando partidário, entre as lideranças tradicionais e os irrequietos integrantes da Democracia Radical, tendência que tem a presidência do diretório regional. É um caminho complicado para quem desaprendeu perder eleição. E para a eleição de 2020, as nuvens são negras: não tem um nome forte para a PMRB.

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Blog do Crica

Prefeita Socorro Neri veta carnaval na avenida Brasil, idealizado pela equipe de Gladson

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BLOG DO CRICA EXTRA 

O chefe de gabinete da prefeita Socorro Neri, Márcio Oliveira, me informou agora que, a prefeita Socorro Neri não está disposta a autorizar a realização do carnaval organizado pelo governo e iniciativa privada, na Avenida Brasil, como foi anunciado pela secretária de Turismo, Eliane Sinhasique. O RBTRANS também se posicionou contra.

O argumento é que o carnaval no centro da cidade implica em se ter de mudar toda uma logística do transporte público e também para se evitar depredação de bens  públicos que ficam na região central, como a Praça Plácido de Castro. A decisão já foi comunicada ao gabinete civil do governo Gladson Cameli.

Márcio sugere que o carnaval venha a se realizar no Arena da Floresta ou Gameleira. Também foi decidido que a prefeitura não vai financiar o carnaval nos bairros. “Quem fizer será por sua própria conta”, disse Márcio. A secretária de Turismo, Eliane Sinhasique, não quis falar antes de ouvir a negativa oficial feita pela prefeita Socorro Neri.

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