Conecte-se agora

Petecão: “Eles desdenharam de mim; diziam que eu só sei contar piada”

Publicado

em

O senador Sérgio Petecão [PSD-AC] já avisou que o fato de ter se tornado o primeiro-secretario do Senado Federal não vai impedir de ele continuar contando piadas para os colegas de parlamento. Foi uma indireta para o ex-colega Jorge Viana [PT-AC] que chegou a dizer, durante a campanha, que o Acre precisava de político que levasse as coisas à sério e não de contador de piadas.

Outra certeza que Petecão diz ter é a de que “o povo do Acre não quer mais o PT”.

Esta semana o senador passou pelo Bar do Vaz, onde revelou as brigas e manobras nos bastidores, antes, durante e depois das eleições [para todos os cargos] da nova mesa diretora do Senado Federal. Foram tantos os assuntos debatidos na entrevista, que não vamos detalhar aqui e convidamos você a assistir. Aperta o play!

Propaganda

Acre 01

Artigo de João Correia – A Homilia

Publicado

em

Há um tipo de anedotário popular que trata de questões que jamais ocorreram factualmente, mas que muito bem poderiam ter acontecido no todo ou em parte. Inscreve-se nesse tipo uma historinha quase picaresca que diz que o Bispo Prelado, Dom Moacyr Grechi, numa missa dominical, no rito da palavra, em sua homilia, utilizou passagens dos Evangelhos como base de pregação contrária aos processos de violência e de saque a que estavam submetidas famílias de seringueiros tangidas por grileiros e jagunços pelo Acre. Todos os sofredores estariam ao deus-dará.

Na Catedral de Rio Branco, assistia à missa o Governador Geraldo Mesquita, que, consternado, teria se dirigido para perto do púlpito e pedido ao bispo um aparte em sua fala.

Geraldo Mesquita e Moacyr Grechi já foram para o Reino do Tempo da Memória. Dom Moacyr partiu anteontem. Há uma terceira personagem de proa nos acontecimentos desta época que continua dentre nós, ainda que merecedor de cuidados especiais, que é o João Maia da Silva Filho, da CONTAG. Mesquita, Grechi e Maia são sobrenomes referenciais de atores da história recente do Acre. Cada um deles merece livros e biógrafos.

Voltando ao plano interno, no início dos 70 do século passado, os conflitos pela terra haviam se multiplicado na maioria dos municípios para a formação e funcionamento do mercado de terras. Hordas de seringueiros autônomos e ocupantes dos seringais transacionados foram expulsos de suas colocações e moradias que habitavam e deslocaram-se aos centros urbanos mais próximos, por toda superfície do Acre.

No tratamento desses conflitos, três feixes de ações simultâneas, mas pouco conectadas da Sociedade Política e da Sociedade Civil tiveram lugar. A referência aqui é do papel do Governo do Acre e da Igreja Católica e dos Sindicatos de trabalhadores rurais. Parece óbvio que se os objetivos dessas três forças convergiam para a defesa e proteção dos segmentos populares recém deserdados elas tivessem concorrido para a criação de mecanismos de cooperação mais orgânicos. Não foi isso, todavia, o que aconteceu sistematicamente. N’alguns momentos dialogaram, mais como exceção que como regra. Apresentaram poucos sinais de hierarquia ou mesmo de cooperação explícita.

Será tratado hoje aqui o papel da Sociedade Civil nas estruturas ativas da Igreja Católica da Prelazia do Acre-Purus. Os Sindicatos de Trabalhadores Rurais ligados à CONTAG e o Governo Geraldo Mesquita ficarão para os próximos artigos. A Prelazia do Acre-Purus filiou-se sob o comando de Dom Moacyr Grechi ao movimento conhecido como Teologia da Libertação que desfrutou de grande prestígio criado na Igreja Católica Latino-americana. Dom Moacyr Grechi foi um dos mais importantes representantes dessa linha no Brasil, ombreando com nomes famosos como o de Dom Tomás Balduíno e de Dom Pedro Casaldáliga, presenças marcantes nas sagas das lutas da Amazônia.

Próximo de pensadores teológicos como os irmãos Leonardo e Clodovis Boff, que teorizaram a “ opção preferencial pelos pobres “, Dom Moacir fez chegar ao Acre bom número de padres e freiras e diversos leigos, inclusive estrangeiros, que receberam a missão de por para funcionar as Comunidades Eclesiais de Base – CEBs – na defesa de comunidades pobres e excluídas. Grupos de Estudos, Cursos de Formação Teológica, Publicações de Periódicos, Produções Comunitárias Rurais e Ampliação da Ocupação no Ensino Formal foram instrumentos usados dentro de suas características específicas para a formação de quadros ativos na contestação do “ status quo “ e na proteção das levas de excluídos. É conveniente mencionar a proximidade com as fontes de conhecimento marxistas e a prática de uma pregação anticapitalista.

O núcleo de Padres e leigos católicos em Xapuri foi responsável direto sobre a educação e formação política de diversos líderes sindicais, inclusive de Chico Mendes.

Não havia ainda, à época, a atual pletora de confissões religiosas evangélicas, de modo que o cristianismo majoritário cingia-se ao catolicismo e igrejas evangélicas tradicionais. Por outro lado, é forçoso lembrar, também, que a linha de ação da Igreja Católica calçada na Teologia da Libertação não obteve expressão idêntica na Prelazia do Alto Juruá, considerada de corte “mais conservador”.

Dentre tantos leigos que atenderam o chamado de Dom Moacyr Grechi para acorrerem ao Acre encontravam-se os jornalistas Antônio Marmo e Sílvio Martinello, correspondente dos Jornais Estado de São Paulo e Jornal do Brasil, que acompanharam o cotidiano amiúde dos conflitos locais reportados em âmbito nacional. Posteriormente, Silvio Martinello juntou-se com Elson Martins da Silveira, correspondente da Folha de São Paulo, e alguns nomes locais e fundaram o jornal O Varadouro, muito expressivo na cobertura dos conflitos da época.

O Varadouro tinha o DNA da Prelazia do Acre Purus. Parte da Tendência Popular do PMDB e, especialmente, o PT, também.

Continuar lendo

Blog do Crica

O João de Barro e o Minoru Kinpara

Publicado

em

O João de Barro é um pássaro que constrói o seu ninho moldado em argila, com a aparência de uma casinha, como se fosse um pedreiro. Pois, bem o porta-voz da REDE, Júlio César, usou da fina ironia para fazer um alerta ao professor Minoru Kinpara, que está deixando o partido para se abrigar no PSDB. “Passarinho que acompanha João de Barro pode virar servente de pedreiro”, alertou Júlio. Segundo ele, Minoru indo para um grande partido ele pode pavimentar uma bela estrada na sua caminhada política ou mesmo sepultá-la. “Alertamos- e ele sabe muito bem – sobre os riscos de ir para um grande partido e lá na frente ser rifado pelos donos do partido”, destacou o Porta-Voz. Mas ressaltou que tudo caminha para uma “separação amigável”, que o considera como uma grande pessoa e que, mesmo saindo da REDE não se transformará em inimigo ou persona nom grata para o partido.

PAGANDO A CONTA

O projeto aprovado ontem por unanimidade na Assembléia Legislativa, de autoria do deputado Roberto Duarte (MDB), –foto – que obriga aos presidiários a bancarem os custos da manutenção e da aquisição das tornozeleiras eletrônicas, não tem nada de estapafúrdio, ao contrário, é uma iniciativa para que, quem cometa crimes sinta também no bolso a punição. Além de ser uma economia aos cofres estaduais, que gasta 4,5 milhões de reais só com a manutenção do aparato de monitoração eletrônica.

TEM COERÊNCIA

O projeto é coerente na aplicabilidade. Quando um preso está em progressão do regime penal tem que ter um emprego e dessa forma pode pagar, cita Duarte. O projeto teve também a defesa feita na tribuna pelo deputado Jenilson Lopes (PCdoB), para quem os que cometem crimes sofram uma punição pecuniária, não caindo tudo nas costas do Estado.

MUITO NATURAL

Vejo como muito natural a atuação de dona Linda Cameli, mãe do governador Gladson Cameli, sempre na defesa do filho de críticas nas redes sociais. Qual é a mãe que não defende o filho?

QUE É ISSO, NENÉM?

O deputado Neném Almeida ainda não assimilou o espírito de uma casa legislativa, onde não pode faltar o contraditório. Ficou furioso ontem pelo fato do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) pedir aparte aos oradores. Neném, aparte não é só regimental, mas também é da democracia.

DISCUSSÃO MACABRA

Não entro na discussão macabra de que no governo passado morreram X e no atual governo morreram Y. Discuto a sensação de segurança. Em Sena Madureira e Cruzeiro do Sul a sensação já é sentida, mas não é na capital. E não me venham com corporativismo barato.

NÃO SE TORCE CONTRA

Quando se faz uma crítica ninguém torce contra, mas é buscando uma melhoria, como no caso da Segurança. Elogiável a ação e empenho das forças policiais no combate ao crime, mas no tocante a Rio Branco, esta continua uma cidade violenta. Quem quiser bajular, que bajule.

NÃO COMBINARAM COM A POPULAÇÃO

Os deputados que acham estar tudo às mil maravilhas faltam combinar com a população da capital. Na última pesquisa da RECORD, 50% responderam que a Segurança está no mesmo patamar do governo passado (um desastre no setor) e 27% consideram, que piorou. Alguma dúvida?

COBRANÇA JUSTA

O deputado Daniel Zen (PT), à frente da CPI da ENERGISA, diz que, a função não é baixar a tarifa da energia elétrica, mas que se encontrem parâmetros justos na leitura dos medidores de consumo. E também que se informatizem as leituras para o consumidor saber o que paga.

DESMENTINDO O ÓBVIO

O deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) tentou negar o óbvio: o descontentamento na base do governo. Não se muda a realidade com ironias. O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT) é quem escancara a rebeldia da base, o que desmonta seu delírio de que está tudo bem.

QUEIMADO PELA LÍNGUA

Mas o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) foi traído pela própria língua. Na mesma sessão da ALEAC em que disse que a base do governo está unida, atacou o líder do governo, deputado Tchê (PDT), de reclamar por não receber os cargos que almejava no governo. Um ataque grave e gratuito a um companheiro da base. Isso é que é “unidade”, não é Gerlen?

OPOSIÇÃO SOLIDÁRIA

Num fato inédito na ALEAC, a oposição foi solidária na defesa da permanência do deputado Tchê (PDT) na liderança do governo, sob o argumento de ser um conciliador. A defesa aberta foi feita ontem pelos deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Jenilson Lopes (PCdoB).

MIRANDO A VICE

O ex-prefeito Deda, presidente do PROS, disse ontem que a meta do partido em Brasiléia é chegar na eleição municipal com uma bancada de três a quatro vereadores. E, conseguindo isso, não descarta abrir uma discussão para indicar o vice da prefeita Fernanda Hassem.

ALTAMENTE ARTICULADO

O presidente do PROS, Deda, é fera. Joga para convencer a ex-deputada Leila Galvão disputar a prefeitura de Epitaciolândia em 2020; a prefeita Fernanda Hassem ser candidata a deputada federal em 2022, o que limparia a área de Brasiléia para a candidatura à reeleição da deputada Maria Antonia (PROS) correr solta no município. Se conseguir executar o plano, sairá por cima.

RISCO ALTO

É um risco alto para a ex-deputada Leila Galvão disputar a prefeitura de Epitaciolândia. Com seu partido, o PT, fora do poder, não teria estrutura de campanha, e se perder queimaria o seu filme para uma eventual disputa de vaga na ALEAC. É uma decisão para ser bem pensada.

NÃO É MORREDOR

Num município pequeno como Epitaciolândia, dependente de quase tudo da prefeitura, com quatro candidatos a prefeito, não seria fácil derrotar o prefeito Tião Flores, que não é amador em política, principalmente, com o poder nas mãos. É engano se pensar ao contrário.

TRABALHO MERITÓRIO

A deputada Antonia Sales (MDB) está fazendo um Raio-X da Saúde em todo Estado, levantando as carências do setor, para entregar um dossiê à secretária de Saúde, Mônica Feres, que veio de Brasília e não conhece a realidade do sistema estadual de Saúde.

ERA O QUE FALTAVA

O Hospital Regional do Juruá voltou a ter um bom atendimento, um fato que deve ser registrado, porque no governo passado funcionava mal. Não por culpa da direção e nem do corpo médico, mas porque atrasava meses o pagamento ás religiosas que o administram.

CONVERSA FINAL

O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), terá uma conversa decisiva hoje com o governador Gladson Cameli. Vai dizer que não aceita ser bombeiro de crises e ser um líder desprestigiado. A executiva do PDT fez um apelo para que abandone a liderança.

RAINHA DA INGLATERRA

Tchê é hoje uma espécie de Rainha da Inglaterra, tem o título de líder do governo, mas sem poder nenhum.

UM CUIDADO

O deputado Luiz Tchê (PDT) tome cuidado para não virar o boi de piranha do governo.

PELA CULATRA

A convocação do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, para falar ao Senado foi um tiro que saiu pela culatra dos que esperavam lhe colocar na parede e lhe desmoralizar. Saiu muito bem.

ATUAÇÃO SOCIAL

A primeira dama Ana Paula Cameli está fugindo do trivial de limitar-se a ser apenas a mulher do governador, ao enveredar por um belo trabalho social. A homenagem que recebeu da vereadora Lene Petecão (PSD) na Câmara Municipal de Rio Branco pelo seu trabalho foi justa.

BEM COMPLICADO

Caso o deputado Luiz Tchê (PDT) resolva entregar a liderança do governo na conversa de hoje com o governador Gladson Cameli, não vejo nenhum outro nome na base do governo com a sua experiência e maleabilidade para a condução do cargo mais espinhoso do parlamento.

CERIMONIAL CONTESTA

Em Nota enviada à coluna o Cerimonial do Governo contesta e estranha as reclamações dos deputados de que não foram avisados das solenidades alusivas às comemorações do Estado. Garante que enviou e-mails e fez a comunicação pelo Zap. Ou seja, não foi quem não quis.

VIROU UNANIMIDADE

O secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, virou unanimidade nos elogios dos deputados da base do governo, que o citam como um exemplo aos demais secretários. Vez por outra um deputado sobe à tribuna da ALEAC para lhe elogiar, por atender bem os que o procuram.

CENA PATÉTICA

Uma cena patética ontem no Senado: senadores respondendo por corrupção no STF, interrogando um Ministro da Justiça, no caso o Sérgio Moro. Como já disse o presidente da França, Charles De Gaulle: “o Brasil não é um país sério”.

LADO A LADO

O deputado federal Alan Rick (DEM) tem sido um aliado importante do prefeito Ilderley Cordeiro na construção da Orla de Cruzeiro do Sul. Foi sua a solicitação da reunião da bancada federal do Acre, com o Ministro do Desenvolvimento, Gustavo Canuto, para tratar do assunto.

FORA DA DISPUTA

O deputado Roberto Duarte (MDB) me revelou que não disputará a PMRB no próximo ano.

ESTAVAM AONDE?

Não se viu uma posição de condenação do Sindicato dos Pescadores de Cruzeiro do Sul contra o crime ambiental do descarte de peixes pescados na piracema no rio Juruá. Serve para quê?

Continuar lendo
Propaganda

Mais lidas

Copyright © 2019 Ac24Horas - Todos os direitos reservados.