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Gladson vai influenciar bancada do Acre para aprovar Reforma

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O governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), é um dos chefes de Estado que negocia apoio financeiro com o governo federal e Câmara dos Deputados para influenciar a bancada federal do Acre em Brasília para aprovar a Reforma da Previdência. A confirmação veio por meio de sua Assessoria que informou que o chefe do Palácio Rio Branco defende a Reforma como uma das medidas para reequilibrar as contas públicas do país.

Segundo sua assessoria, a iniciativa de Cameli tem como objetivo alcançar um impacto positivo na economia, que também vai ajudar o Acre, por exemplo, com aumento dos repasses federais. “Além disso a reforma da previdência, dependendo se as novas regras valerem para os estados, pode ajudar a resolver o déficit previdenciário do estado”, informa.

No próximo dia 20 de fevereiro, Gladson participa do encontro de governadores com o presidente Jair Bolsonaro para discutir o assunto. “Ele está disposto sim a pedir o apoio da nossa bancada para aprovação da reforma”, informou um de seus assessores.

Segundo apurou o ac24horas, Gladson já teve uma conversa preliminar com Onix Lorenzoni, Ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, na última viagem a Brasília e se colocou à disposição para ajudar o governo federal.

Em entrevista ao ‘Estadão/Broadcast’, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estrado, Rodrigo Maia (DEM), disse que os governadores precisam de ajuda para enfrentar o colapso financeiro que vivem. “Não é só arregimentar votos, você precisa organizar com os governadores qual é a pauta deles, porque nenhum governador vai votar a Previdência só porque ela é importante”, disse.

Maia vem defendendo há tempos a importância da reforma da Previdência. E, agora, foi apontado pelo próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, como o articulador da reforma. Para isso, começou esta semana a viajar pelo Brasil em busca do apoio dos governadores. Esteve na quinta-feira, em Fortaleza, com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e ontem voou para São Paulo para se reunir com João Doria, coordenador do Fórum de governadores, uma frente dos Estados que apoiam a reforma.

No pacote aos Estados, Maia propõe a elevação de R$ 3 bilhões para R$ 8 bilhões da transferência de recursos da União em 2019 para os Estados como ressarcimento da lei Kandir. Essa lei, criada em 1996, tirou o ICMS da exportação de produtos primários e semielaborados. Como isso provocaria um baque nas finanças estaduais, a União ficou de compensar a perda. Mas esses valores sempre foram alvo de disputa entre os governos estaduais e o federal.

A pauta deve incluir ainda projetos de securitização da dívida dos Estados (espécie de venda dos débitos por meio de títulos), a prorrogação, de 2024 para 2028, do prazo para Estados e municípios quitarem seus precatórios (cobranças de dívidas do poder público com cidadãos ou empresas após condenação judicial), maior acesso ao programa de socorro do governo federal aos Estados e ajuda financeira de curto prazo.

Segundo Maia, os governadores do Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Minas, Mato Grosso do Sul e de outros Estados têm interesse em discutir uma regra definitiva para a lei Kandir. Já outros querem votar logo o projeto da securitização que tramita na Câmara. “São temas não diretamente ligados à reforma da Previdência, mas que ajudam na situação dos Estados”, disse. Maia advertiu que, se não mudar a regra do limite de 2024 para o pagamento de precatórios, o Rio Grande do Sul vai parar.

Maia, Guedes e João Doria têm a avaliação de que a influência dos governadores nas bancadas será fundamental para arregimentar os 308 votos necessários para aprovar o texto. Os governadores já tinham sinalizado seu apoio à aprovação da reforma, desde que o endurecimento das regras também atinja servidores estaduais, como policiais militares e professores. Na avaliação de Maia, a pauta de interesse dos governadores pode ser “trabalhada” em conjunto no Congresso, sem atrapalhar a Previdência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Acre

Rocha faz visita surpresa ao Huerb e encontra portas quebradas

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Após o Estado decretar calamidade pública na Saúde, o governador em exercício Major Rocha esteve por volta do meio-dia desta sexta-feira, 15, fazendo uma visita surpresa ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco. Na companhia da deputada federal Mara Rocha (PSDB), o chefe do Palácio Rio Branco peregrinou pelos corredores da Unidade Hospitalar e ouviu reclamações de profissionais e pacientes.

Logo ao entrar no Huerb, Rocha foi recebido pelos profissionais de saúde e também por pacientes que estavam reclamando do atendimento. Ao entrar no setor de consultas, o governador já se deparou com a porta quebrada. Ele conversou com médicos e enfermeiros que relataram que neste primeiro momento não falta remédio, mas sim alguns insumos.

O governador visitou as alas que atendem crianças, adultos e idosos e ouviu da boca de diversos profissionais da saúde que atualmente o grande déficit do Hospital é em relação aos profissionais. Segundo os relatos, quase 500 auxiliares de enfermagem precisaria ser contratados para suprir a demanda da Unidade. Com relação a médicos, precisaria de pelo menos mais 50 profissionais.

Acompanhado do diretor-geral do Huerb, o médico Welber de Lima, Rocha e Mara foram direcionados para a parte superior do Hospital, que foi inaugurada no ano passado pelo governador Sebastião Viana, mas não funciona. Dos três elevadores da Unidade, somente um funciona, mas sem luz interna. O piso apresenta uma série de defeitos. “Se jogar água aqui nesse piso, ele se solta”, comentou um profissional de saúde que acompanhava a visita.

Fotos: ac24horas 

Todos os leitos superiores não acomodam nenhum paciente por falta de estrutura. O ambiente não tem ar-condicionado e mesmo durante um clima ameno, como foi esta sexta-feira, a sensação de abafado toma conta.

“A nossa principal dificuldade é deficiência técnica, a falta de material humano e também os insumos que estão tendo dificuldades de obtê-los, mas com esse Decreto de Calamidade eu acredito que vá melhorar muito a nossa saúde. Vamos poder respirar melhor e a gente vai chegar numa melhora considerável nesses próximos 60 ou 90 dias”, explicou o diretor Welber de Lima.

Incomodado com o que encontrou, Rocha se comprometeu a cobrar do secretário da saúde medidas urgentes para tentar resolver o problema de Saúde. “Recebemos reclamações e elogios do atendimento. Nós sabemos das dificuldades sobre a falta de profissionais, mas temos que entender que estamos a menos de 50 dias no governo. Foi promessa nossa de campanha, foi compromisso meu e do governador e da gente uma atenção especial para a Saúde”, disse o governador.

Sobre a parte vertical do Huerb, Rocha ressaltou que trabalhará para que o setor esteja o mais rápido possível a disposição da população. “Como você pode constatar, a maioria dos banheiros apresentam problemas nesta parte. Não tem ar-condicionado. Vamos correr contra o tempo para resolver isso. A população não pode pagar pela responsabilidade de terceiros. É um compromisso nosso tentar resolver isso o mais rápido possível”, enfatizou.

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Acre

Trabalhadores da Saúde anunciam manifestação para terça-feira (19)

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Depois de reunirem aproximadamente 300 trabalhadores em assembleia, os sindicatos da área de Saúde anunciaram que farão uma manifestação na manhã de terça-feira, 19, no Centro de Rio Branco.

Em nota, os sindicatos destacam que o mês de março ficou marcado para iniciar as demissões dos servidores do Pró-Saúde. Por isso, eles buscam uma resposta emergencial, visando evitar que mais de mil famílias fiquem desempregadas.

“A luta para efetivação dos servidores do Pró-saúde continua. O embate ocorre desde a gestão passada. A solução para evitar as demissões era transformar a fundação paraestatal de direito privado, criada em 2008, em autarquia. Além dessa regularização, há a necessidade de reintegrar os servidores que já foram demitidos do Pró-saúde”, pontua a nota.

Os sindicatos destacam que o governador Gladson Cameli, durante campanha eleitoral, utilizou a pauta da regularização dos trabalhadores do Pró-Saúde como uma de suas bandeiras.

“Mas o fato não se concretizou até o momento. Os sindicatos não foram convidados para uma conversa. Vale lembrar que, de acordo com o que foi apurado por esse estudo, os servidores do Pro-Saúde gerariam um impacto somente de 0,3% do orçamento geral do Estado”, prossegue o comunicado dos sindicatos.

Ficou decido que representantes da Procuradoria Geral do Estado, Casa Civil, Secretaria da Fazenda e Secretaria da Saúde recebam os sindicalistas na segunda-feira, 18, para uma reunião na Casa Civil, a partir de 14h.

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Acre

Governo cancela realização de Carnaval após veto da prefeitura

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Está oficialmente cancelado o Carnaval que o governo do Acre realizaria na Avenida Brasil, em Rio Branco. O anuncio foi feito na manhã desta sexta-feira, 15, pela secretária de Empreendedorismo e Turismo, Eliane Sinhasique, durante entrevista coletiva promovida na sede da Associação do Comércio (Acisa).

“Nós entendemos que o povo do Acre queria uma inovação. A Gameleira está cansada, o [estacionamento] Arena da Floresta é muito grande, está sem iluminação, está dentro do mato, é impossível financeiramente a gente fechar todo aquele espaço para garantir a segurança dos foliões. Então, já que a gente não pode realizar num centro de convergência, num ponto central da capital para que todos tenham acessibilidade ao local do evento, a gente resolveu não participar e não realizar em outro local”, declarou Eliane Sinhasique.

Sinhasique reafirmou que o argumento dado pela prefeitura de Rio Branco para vetar a realização da festa na Avenida Brasil não convenceu a gestão estadual.

“Não nos convence. É um argumento muito frágil. Nós temos como exemplo em todas as capitais que se fecha as ruas principais do Centro, modifica o trânsito e os eventos acontecem. A Avenida Paulista é um exemplo, a Barra – Ondina, em Salvador é outro exemplo. Não justifica. Quando se quer, fecha a rua e muda o trânsito e se realiza o que precisa ser realizado para movimentar a economia”, pontua a secretária de Turismo.

Eliane Sinhasique revelou ainda, que desde 15 de janeiro tenta uma audiência com a prefeita Socorro Neri para tratar sobre a possível realização da festa do Carnaval, mas não obteve êxito. “A gente foi tocando essa situação, achando que isso não seria um problema, mas infelizmente, foi e a gente acata a decisão dela e sai de cena”, afirma Sinhasique.

Celestino de Oliveira, presidente da Acisa, participou da entrevista coletiva. A Associação era uma das parceiras do governo do Estado na realização do Carnaval na capital. Celestino foi categórico ao pontuar que o cancelamento da festa trará prejuízos à economia local.

“Alguns segmentos aguardam esse momento para expor seus produtos, para aquecer seus negócios. Infelizmente, fomos pegos de surpresa porque já havia um planejamento e à Acisa cabe apoiar essas atividades que venham, de alguma forma, beneficiar alguns segmentos. Tenho certeza que prejudicaram alguns porque deixarão de expor e vender. Num momento de crise, todo recurso que vier é bem-vindo. Fará falta”, comentou o presidente da Associação do Comércio.

Segundo Celestino de Oliveira, a associação tinha disponibilizado 60 vagas para microempreendedores diretos atuarem no espaço que seria realizada a festividade.

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