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Duarte desmente Gladson: “os radares continuarão funcionando”

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O deputado Roberto Duarte (MDB) acaba de deixar sua relação com o Palácio Rio Branco ainda mais espinhosa, após ter sido preterido como primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Acre, nas eleição da Mesa Diretora. Em uma publicação no facebook, o parlamentar, que é do partido da Base de Sustentação do governo, mas alega ser independente, desmentiu o governador Gladson Cameli, que num vídeo divulgado nas redes sociais afirmou que os radares do Estado seriam desligados.

“Estou aqui para esclarecer que os radares não poderão ser desativados. A princípio farão apenas a transferência da administração da fiscalização eletrônica para o âmbito do município, pois, no governo anterior a competência dessa fiscalização foi usurpada, mas mesmo assim os valores eram repassados para quem tinha direito, no caso, a prefeitura”, explicou o deputado.

Duarte ressaltou ainda que o artigo 24 do Código de Trânsito Brasileiro diz que é de competência das prefeituras a execução da fiscalização de trânsito e a cobrança das multas aplicadas no âmbito do município, sendo competência do governo apenas nas rodovias estaduais.
“Portanto, o governador não pode autorizar a desativação dos radares vinculados a prefeitura e muito menos anistiar as multas já aplicadas. A discussão deve ser em torno da efetividade dos radares nos locais que estão instalados e não sobre eles existirem. Durante o período de janeiro a abril de 2018 os radares ficaram sem funcionamento e não foi constatado o aumento nos índices de acidentes na Capital”, informou Duarte reiterando ainda que lutará pelo fim da “Indústria da Multa, mas sempre atuando dentro da legalidade”, frisou.

Procurado por ac24horas, o porta-voz do governo, Rogério Wenceslau, afirmou que “por enquanto o governo não vai comentar” sobre o caso, apesar da Agência de Notícias do Acre, ligada ao Governo de Gladson divulgar nota na manhã deste sábado, 9, antes da publicação de Duarte, afirmando que o Detran elabora cronograma para desligamento de equipamentos de fiscalização.

Em comunicado, o Conselho Diretor do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC), em cumprimento à determinação do Governador, informa que por “determinação legal a responsabilidade pela execução da fiscalização de trânsito em vias terrestres é do município (art. 24, inciso VI do Código de Trânsito Brasileiro). Em razão disso, a equipe técnica do Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN/Acre está elaborando um cronograma com a finalidade de estabelecer o desligamento gradual desses equipamentos de fiscalização à medida que os serviços forem absorvidos pela RBTRANS. Informa ainda, por fim, que as multas geradas anteriormente em decorrência de infrações cometidas nos pontos de fiscalização eletrônica não serão canceladas.”, cita trecho da Nota de Esclarecimento.

A declaração de Duarte deixa o seu partido, o MDB, em saia justa com o governo do Acre. A sigla foi uma das maiores beneficiadas com a ocupação de cargos comissionados e secretarias de Estado.

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Acre

Rocha faz visita surpresa ao Huerb e encontra portas quebradas

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Após o Estado decretar calamidade pública na Saúde, o governador em exercício Major Rocha esteve por volta do meio-dia desta sexta-feira, 15, fazendo uma visita surpresa ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco. Na companhia da deputada federal Mara Rocha (PSDB), o chefe do Palácio Rio Branco peregrinou pelos corredores da Unidade Hospitalar e ouviu reclamações de profissionais e pacientes.

Logo ao entrar no Huerb, Rocha foi recebido pelos profissionais de saúde e também por pacientes que estavam reclamando do atendimento. Ao entrar no setor de consultas, o governador já se deparou com a porta quebrada. Ele conversou com médicos e enfermeiros que relataram que neste primeiro momento não falta remédio, mas sim alguns insumos.

O governador visitou as alas que atendem crianças, adultos e idosos e ouviu da boca de diversos profissionais da saúde que atualmente o grande déficit do Hospital é em relação aos profissionais. Segundo os relatos, quase 500 auxiliares de enfermagem precisaria ser contratados para suprir a demanda da Unidade. Com relação a médicos, precisaria de pelo menos mais 50 profissionais.

Acompanhado do diretor-geral do Huerb, o médico Welber de Lima, Rocha e Mara foram direcionados para a parte superior do Hospital, que foi inaugurada no ano passado pelo governador Sebastião Viana, mas não funciona. Dos três elevadores da Unidade, somente um funciona, mas sem luz interna. O piso apresenta uma série de defeitos. “Se jogar água aqui nesse piso, ele se solta”, comentou um profissional de saúde que acompanhava a visita.

Fotos: ac24horas 

Todos os leitos superiores não acomodam nenhum paciente por falta de estrutura. O ambiente não tem ar-condicionado e mesmo durante um clima ameno, como foi esta sexta-feira, a sensação de abafado toma conta.

“A nossa principal dificuldade é deficiência técnica, a falta de material humano e também os insumos que estão tendo dificuldades de obtê-los, mas com esse Decreto de Calamidade eu acredito que vá melhorar muito a nossa saúde. Vamos poder respirar melhor e a gente vai chegar numa melhora considerável nesses próximos 60 ou 90 dias”, explicou o diretor Welber de Lima.

Incomodado com o que encontrou, Rocha se comprometeu a cobrar do secretário da saúde medidas urgentes para tentar resolver o problema de Saúde. “Recebemos reclamações e elogios do atendimento. Nós sabemos das dificuldades sobre a falta de profissionais, mas temos que entender que estamos a menos de 50 dias no governo. Foi promessa nossa de campanha, foi compromisso meu e do governador e da gente uma atenção especial para a Saúde”, disse o governador.

Sobre a parte vertical do Huerb, Rocha ressaltou que trabalhará para que o setor esteja o mais rápido possível a disposição da população. “Como você pode constatar, a maioria dos banheiros apresentam problemas nesta parte. Não tem ar-condicionado. Vamos correr contra o tempo para resolver isso. A população não pode pagar pela responsabilidade de terceiros. É um compromisso nosso tentar resolver isso o mais rápido possível”, enfatizou.

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Acre

Trabalhadores da Saúde anunciam manifestação para terça-feira (19)

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Depois de reunirem aproximadamente 300 trabalhadores em assembleia, os sindicatos da área de Saúde anunciaram que farão uma manifestação na manhã de terça-feira, 19, no Centro de Rio Branco.

Em nota, os sindicatos destacam que o mês de março ficou marcado para iniciar as demissões dos servidores do Pró-Saúde. Por isso, eles buscam uma resposta emergencial, visando evitar que mais de mil famílias fiquem desempregadas.

“A luta para efetivação dos servidores do Pró-saúde continua. O embate ocorre desde a gestão passada. A solução para evitar as demissões era transformar a fundação paraestatal de direito privado, criada em 2008, em autarquia. Além dessa regularização, há a necessidade de reintegrar os servidores que já foram demitidos do Pró-saúde”, pontua a nota.

Os sindicatos destacam que o governador Gladson Cameli, durante campanha eleitoral, utilizou a pauta da regularização dos trabalhadores do Pró-Saúde como uma de suas bandeiras.

“Mas o fato não se concretizou até o momento. Os sindicatos não foram convidados para uma conversa. Vale lembrar que, de acordo com o que foi apurado por esse estudo, os servidores do Pro-Saúde gerariam um impacto somente de 0,3% do orçamento geral do Estado”, prossegue o comunicado dos sindicatos.

Ficou decido que representantes da Procuradoria Geral do Estado, Casa Civil, Secretaria da Fazenda e Secretaria da Saúde recebam os sindicalistas na segunda-feira, 18, para uma reunião na Casa Civil, a partir de 14h.

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Acre

Governo cancela realização de Carnaval após veto da prefeitura

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Está oficialmente cancelado o Carnaval que o governo do Acre realizaria na Avenida Brasil, em Rio Branco. O anuncio foi feito na manhã desta sexta-feira, 15, pela secretária de Empreendedorismo e Turismo, Eliane Sinhasique, durante entrevista coletiva promovida na sede da Associação do Comércio (Acisa).

“Nós entendemos que o povo do Acre queria uma inovação. A Gameleira está cansada, o [estacionamento] Arena da Floresta é muito grande, está sem iluminação, está dentro do mato, é impossível financeiramente a gente fechar todo aquele espaço para garantir a segurança dos foliões. Então, já que a gente não pode realizar num centro de convergência, num ponto central da capital para que todos tenham acessibilidade ao local do evento, a gente resolveu não participar e não realizar em outro local”, declarou Eliane Sinhasique.

Sinhasique reafirmou que o argumento dado pela prefeitura de Rio Branco para vetar a realização da festa na Avenida Brasil não convenceu a gestão estadual.

“Não nos convence. É um argumento muito frágil. Nós temos como exemplo em todas as capitais que se fecha as ruas principais do Centro, modifica o trânsito e os eventos acontecem. A Avenida Paulista é um exemplo, a Barra – Ondina, em Salvador é outro exemplo. Não justifica. Quando se quer, fecha a rua e muda o trânsito e se realiza o que precisa ser realizado para movimentar a economia”, pontua a secretária de Turismo.

Eliane Sinhasique revelou ainda, que desde 15 de janeiro tenta uma audiência com a prefeita Socorro Neri para tratar sobre a possível realização da festa do Carnaval, mas não obteve êxito. “A gente foi tocando essa situação, achando que isso não seria um problema, mas infelizmente, foi e a gente acata a decisão dela e sai de cena”, afirma Sinhasique.

Celestino de Oliveira, presidente da Acisa, participou da entrevista coletiva. A Associação era uma das parceiras do governo do Estado na realização do Carnaval na capital. Celestino foi categórico ao pontuar que o cancelamento da festa trará prejuízos à economia local.

“Alguns segmentos aguardam esse momento para expor seus produtos, para aquecer seus negócios. Infelizmente, fomos pegos de surpresa porque já havia um planejamento e à Acisa cabe apoiar essas atividades que venham, de alguma forma, beneficiar alguns segmentos. Tenho certeza que prejudicaram alguns porque deixarão de expor e vender. Num momento de crise, todo recurso que vier é bem-vindo. Fará falta”, comentou o presidente da Associação do Comércio.

Segundo Celestino de Oliveira, a associação tinha disponibilizado 60 vagas para microempreendedores diretos atuarem no espaço que seria realizada a festividade.

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