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Competidores e internautas questionam resultado de embate promovido por Bodão

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Poucas horas após o término do evento de luta de Artes Marciais Mistas (MMA), realizado na noite dessa quinta-feira na Maison Borges, em Rio Branco, dezenas de compartilhamentos e mensagens de descontentamento apareceram nas redes sociais, devido ao resultado de um dos combates, que levantaram suspeitas sobre a lisura do evento organizado pela BFC (Bodão Fighting MMA), do lutador acreano mais conhecido como “Bodão”.

Os questionamentos, implantados nas redes pelo professor de Muay Thai do Centro de Treinamento Chute Boxe, no Acre, Renato Júnior, exigem a averiguação no resultado do embate de Matheus Camilo (Bodão Fighting Championship – BFC) e Thomas Bryan (Chute Boxe). Oficialmente, a luta decretou Camilo como vencedor, entretanto, o resultado não agradou a todos.

Nas redes sociais, o professor Renato Junior disse: “Todo mundo sabe que não vivo de luta, que o que faço é por paixão, por amor. Nunca tinha visto o que aconteceu hoje (7), onde meu atleta, Thomas Bryan, venceu a luta de forma incontestável, como todos viram”. Ele garante que seu fotógrafo registrou a imagem da súmula, com as pontuações dos árbitros, que apontaria a vitória de seu atleta.

“Ficarei no aguardo dos organizadores, que são professores do atleta derrotado, se pronunciarem e reverterem este resultado e dar a vitória para quem realmente é de direito. Então, senhores BFC, aguardamos a posição de vocês ou do contrário, tanto o evento quanto o atleta de vocês ficará manchado com este tipo de atitude que não condiz com as artes marciais mistas”, assegurou.

Ele garantiu que caso este impasse não seja resolvido, não participará mais com seus atletas de qualquer evento promovido pela empresa de Bodão. “Não vamos admitir essa falta de respeito”, finalizou.

 

O outro lado

Ao ac24Horas, a organização do evento se pronunciou por meio da assessoria de imprensa, dizendo que “a organização do evento (BFC) vai analisar e rever a luta, até porque todos os detalhes do combate foram registrados”.

De acordo com o assessor da BFC, Fábio Lopes, todos os momentos do evento foram registrados e, com certeza, se comprovado qualquer indício de falha, irão assistir a luta juntamente com a equipe de arbitragem contratada pelo evento. “Vamos analisar para depois darmos uma resposta a essa situação. Seria precipitado da nossa parte dar uma resposta sem, antes, averiguar os fatos. Sendo assim, a organização do evento vai sentar junto à arbitragem, ver as pranchetas de notas para, aí sim, darmos um parecer sobre isso”, garantiu Fabio Lopes.

O evento reuniu cerca de 18 atletas, intitulados como maiores nomes do MMA local em diferentes categorias.

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Cotidiano

Escola é obrigada autorizar entrada de terapeuta para acompanhamento de autista

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A 5ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco deferiu liminarmente o pedido apresentado por uma mãe, para que uma escola bilíngue de Rio Branco (K.S. Centro Educacional Infantil Ltda) autorize a entrada de terapeuta para acompanhar seu filho autista. O aluno possui três anos de idade e está comprovadamente com o desenvolvimento cognitivo inferior ao esperado para sua idade cronológica.

No processo, a requerente apresentou os laudos médicos, psicológicos e fonoaudiológicos da criança, comprovando o Transtorno do Espectro Autismo (TEA) e a necessidade constante de acompanhamento terapêutico, com a utilização do método Denver, tratamento precoce para o desenvolvimento social, auxílio no aprendizado e nas interações sociais.

Decisão

Inicialmente, a escola não permitiu o acompanhamento terapêutico dentro da escola, por afirmar que oferece os cuidados necessários. Em sua defesa, descreveu que a sala de aula possui somente sete alunos, sendo estes assistidos por uma professora especialista em educação especial inclusiva e uma assistente. Além disso, a instituição possui uma psicóloga, que realiza o acompanhamento semanal.

O transtorno autista não tem cura e o tratamento não segue um padrão clínico específico, pois os sintomas diferem em cada paciente, sendo necessário o acompanhamento profissional especializado em cada caso.

Para o deferimento, a juíza de Direito Olívia Ribeiro manifestou a ocorrência dos requisitos necessários. “Com guarida na Lei 12.764/12, que trata da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a qual expressa em seu artigo 3º, parágrafo único, que, em casos de comprovada necessidade, a pessoa com TEA terá direito ao acompanhamento especializado na rede de ensino regular”, salientou.

A magistrada assinalou ainda que no caso em análise, o pedido é formulado com base no laudo médico, fonoaudiológicos e relatório psicológico, os quais apontam a necessidade de terapeuta especializado no Método Denver para acompanhar o estudante em seu ambiente escolar, “sob o risco de ter o desenvolvimento prejudicado”.

Assim, a decisão confirmou que o profissional mais adequado para assistência da criança é um profissional da saúde habilitado no Método Denver, conforme prescrito.

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Cotidiano

Semana da Justiça Pela Paz em Casa começa condenando homem a 15 anos por feminicídio

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A 14ª edição da Semana Justiça Pela Paz em Casa começou nesta quinta-feira (22) com a condenação, por júri popular, do homem identificado pelas iniciais K.A.P. por feminicídio. A condenação chega a 15 anos e 24 dias de prisão.

De acordo com os autos, o casal havia se separado após mais de oito anos de relacionamento. O réu confessou o delito e disse que havia recebido uma ligação afirmando que ela o havia traído, enquanto ele estava em Boca do Acre. Por isso, foi à residência da mulher e tentou matá-la com golpes de faca.

Sem discussão anterior, a vítima foi atingida oito vezes por golpes efetuados com arma branca, na presença de um dos filhos do casal. Ela sobreviveu e testemunhou no processo. Narrou ter sido operada e passado um longo tempo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O Júri Popular assinalou ser desproporcional tirar a vida de uma pessoa por ciúmes decorrentes da separação. Houve excesso de dolo e as consequências do crime foram graves, já que, além das lesões na vítima, os filhos foram traumatizados de forma profunda. (TJAC)

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