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Acre poderá decretar Estado de Emergência devido cheia dos rios

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Uma reunião com todo o secretariado da prefeitura de Cruzeiro do Sul, o prefeito em exercício Zequinha Lima e representantes da Defesa Civil estadual e municipal deixou um alerta no ar. O Acre poderá decretar em breve o estado de emergência devido as cheias das principais calhas hidrográficas acreanas do Juruá, Acre, Purus e Envira.

Segundo o coronel Eden da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros se acontecer de mais de dois municípios sofrerem danos materiais e sociais com as cheias o Estado poderá decretar estado de emergência com a abrangência estadual. Ele esteve recentemente participando de cursos em Porto Velho (RO) e as previsões do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) são de mais três meses de muita chuva em todas as bacias do Acre. “São esperadas chuvas acima dos índices previstos nessa época do ano”, afirmou.

O coronel James da Defesa Civil alertou ainda que as cheias se generalizaram em todos os rios do Estado e as imagens de satélite mostram muita precipitação de chuvas para os próximos dias. Também está sendo monitorado toda a região do rio Madeira para prevenir possível isolamento do Acre do resto do Brasil pela BR 364 como aconteceu em cheias anteriores.

Ilderlei e Alan Rick pedem decreto estadual

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro e o deputado federal Alan Rick que cumprem agenda oficial nos Estados Unidos telefonaram ao governador Gladson Cameli pedindo a decretação do estado de emergência.

“Estou preocupado com essa situação e já decretamos estado de emergência em Cruzeiro do Sul. Também falei com o governador Gladson Cameli para nos ajudar decretando emergência a nível estadual. O deputado Alan Rick se comprometeu a nos ajudar com o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni para reconhecer esse decreto e automaticamente nos ajudar com recursos para as famílias desabrigadas. Só em Cruzeiro do Sul já são mais de quatro mil. O ministro Osmar Terra da Cidadania também já foi comunicado. Mas logo teremos esse apoio de Brasília,” disse Ilderlei.

Alan Rick reafirmou a estratégia para minimizar o sofrimento dos desabrigados. “Estamos buscando apoio em Brasília para ajudar as pessoas atingidas pela cheia e assim dar as melhores condições para os municípios atenderem as famílias desabrigadas. Vamos aos ministérios em busca de apoio ao povo de Cruzeiro do Sul,” afirmou o deputado.

Enchente histórica no Juruá

O rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, está nesta quinta, 7, com o nível de 13,73 m. A maior cheia aconteceu em 2017 com a marca de 14,24 m. Segundo Lima da Defesa Civil Municipal o rio está subindo cerca de 5 cm a cada três horas. Como nos municípios de Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, no Alto Juruá, já houve transbordamento a tendência é esse volume de água chegar rapidamente a Cruzeiro do Sul. Portanto, existem grandes possibilidades do nível da maior cheia ser superada nos próximos dias na bacia do Juruá.

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Acre

Rocha faz visita surpresa ao Huerb e encontra portas quebradas

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Após o Estado decretar calamidade pública na Saúde, o governador em exercício Major Rocha esteve por volta do meio-dia desta sexta-feira, 15, fazendo uma visita surpresa ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco. Na companhia da deputada federal Mara Rocha (PSDB), o chefe do Palácio Rio Branco peregrinou pelos corredores da Unidade Hospitalar e ouviu reclamações de profissionais e pacientes.

Logo ao entrar no Huerb, Rocha foi recebido pelos profissionais de saúde e também por pacientes que estavam reclamando do atendimento. Ao entrar no setor de consultas, o governador já se deparou com a porta quebrada. Ele conversou com médicos e enfermeiros que relataram que neste primeiro momento não falta remédio, mas sim alguns insumos.

O governador visitou as alas que atendem crianças, adultos e idosos e ouviu da boca de diversos profissionais da saúde que atualmente o grande déficit do Hospital é em relação aos profissionais. Segundo os relatos, quase 500 auxiliares de enfermagem precisaria ser contratados para suprir a demanda da Unidade. Com relação a médicos, precisaria de pelo menos mais 50 profissionais.

Acompanhado do diretor-geral do Huerb, o médico Welber de Lima, Rocha e Mara foram direcionados para a parte superior do Hospital, que foi inaugurada no ano passado pelo governador Sebastião Viana, mas não funciona. Dos três elevadores da Unidade, somente um funciona, mas sem luz interna. O piso apresenta uma série de defeitos. “Se jogar água aqui nesse piso, ele se solta”, comentou um profissional de saúde que acompanhava a visita.

Fotos: ac24horas 

Todos os leitos superiores não acomodam nenhum paciente por falta de estrutura. O ambiente não tem ar-condicionado e mesmo durante um clima ameno, como foi esta sexta-feira, a sensação de abafado toma conta.

“A nossa principal dificuldade é deficiência técnica, a falta de material humano e também os insumos que estão tendo dificuldades de obtê-los, mas com esse Decreto de Calamidade eu acredito que vá melhorar muito a nossa saúde. Vamos poder respirar melhor e a gente vai chegar numa melhora considerável nesses próximos 60 ou 90 dias”, explicou o diretor Welber de Lima.

Incomodado com o que encontrou, Rocha se comprometeu a cobrar do secretário da saúde medidas urgentes para tentar resolver o problema de Saúde. “Recebemos reclamações e elogios do atendimento. Nós sabemos das dificuldades sobre a falta de profissionais, mas temos que entender que estamos a menos de 50 dias no governo. Foi promessa nossa de campanha, foi compromisso meu e do governador e da gente uma atenção especial para a Saúde”, disse o governador.

Sobre a parte vertical do Huerb, Rocha ressaltou que trabalhará para que o setor esteja o mais rápido possível a disposição da população. “Como você pode constatar, a maioria dos banheiros apresentam problemas nesta parte. Não tem ar-condicionado. Vamos correr contra o tempo para resolver isso. A população não pode pagar pela responsabilidade de terceiros. É um compromisso nosso tentar resolver isso o mais rápido possível”, enfatizou.

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Acre

Trabalhadores da Saúde anunciam manifestação para terça-feira (19)

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Depois de reunirem aproximadamente 300 trabalhadores em assembleia, os sindicatos da área de Saúde anunciaram que farão uma manifestação na manhã de terça-feira, 19, no Centro de Rio Branco.

Em nota, os sindicatos destacam que o mês de março ficou marcado para iniciar as demissões dos servidores do Pró-Saúde. Por isso, eles buscam uma resposta emergencial, visando evitar que mais de mil famílias fiquem desempregadas.

“A luta para efetivação dos servidores do Pró-saúde continua. O embate ocorre desde a gestão passada. A solução para evitar as demissões era transformar a fundação paraestatal de direito privado, criada em 2008, em autarquia. Além dessa regularização, há a necessidade de reintegrar os servidores que já foram demitidos do Pró-saúde”, pontua a nota.

Os sindicatos destacam que o governador Gladson Cameli, durante campanha eleitoral, utilizou a pauta da regularização dos trabalhadores do Pró-Saúde como uma de suas bandeiras.

“Mas o fato não se concretizou até o momento. Os sindicatos não foram convidados para uma conversa. Vale lembrar que, de acordo com o que foi apurado por esse estudo, os servidores do Pro-Saúde gerariam um impacto somente de 0,3% do orçamento geral do Estado”, prossegue o comunicado dos sindicatos.

Ficou decido que representantes da Procuradoria Geral do Estado, Casa Civil, Secretaria da Fazenda e Secretaria da Saúde recebam os sindicalistas na segunda-feira, 18, para uma reunião na Casa Civil, a partir de 14h.

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Acre

Governo cancela realização de Carnaval após veto da prefeitura

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Está oficialmente cancelado o Carnaval que o governo do Acre realizaria na Avenida Brasil, em Rio Branco. O anuncio foi feito na manhã desta sexta-feira, 15, pela secretária de Empreendedorismo e Turismo, Eliane Sinhasique, durante entrevista coletiva promovida na sede da Associação do Comércio (Acisa).

“Nós entendemos que o povo do Acre queria uma inovação. A Gameleira está cansada, o [estacionamento] Arena da Floresta é muito grande, está sem iluminação, está dentro do mato, é impossível financeiramente a gente fechar todo aquele espaço para garantir a segurança dos foliões. Então, já que a gente não pode realizar num centro de convergência, num ponto central da capital para que todos tenham acessibilidade ao local do evento, a gente resolveu não participar e não realizar em outro local”, declarou Eliane Sinhasique.

Sinhasique reafirmou que o argumento dado pela prefeitura de Rio Branco para vetar a realização da festa na Avenida Brasil não convenceu a gestão estadual.

“Não nos convence. É um argumento muito frágil. Nós temos como exemplo em todas as capitais que se fecha as ruas principais do Centro, modifica o trânsito e os eventos acontecem. A Avenida Paulista é um exemplo, a Barra – Ondina, em Salvador é outro exemplo. Não justifica. Quando se quer, fecha a rua e muda o trânsito e se realiza o que precisa ser realizado para movimentar a economia”, pontua a secretária de Turismo.

Eliane Sinhasique revelou ainda, que desde 15 de janeiro tenta uma audiência com a prefeita Socorro Neri para tratar sobre a possível realização da festa do Carnaval, mas não obteve êxito. “A gente foi tocando essa situação, achando que isso não seria um problema, mas infelizmente, foi e a gente acata a decisão dela e sai de cena”, afirma Sinhasique.

Celestino de Oliveira, presidente da Acisa, participou da entrevista coletiva. A Associação era uma das parceiras do governo do Estado na realização do Carnaval na capital. Celestino foi categórico ao pontuar que o cancelamento da festa trará prejuízos à economia local.

“Alguns segmentos aguardam esse momento para expor seus produtos, para aquecer seus negócios. Infelizmente, fomos pegos de surpresa porque já havia um planejamento e à Acisa cabe apoiar essas atividades que venham, de alguma forma, beneficiar alguns segmentos. Tenho certeza que prejudicaram alguns porque deixarão de expor e vender. Num momento de crise, todo recurso que vier é bem-vindo. Fará falta”, comentou o presidente da Associação do Comércio.

Segundo Celestino de Oliveira, a associação tinha disponibilizado 60 vagas para microempreendedores diretos atuarem no espaço que seria realizada a festividade.

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