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Gladson Cameli anuncia rombo da máquina pública e ajuste nas contas do estado

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O governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, reuniu seu secretariado na Sala de Reuniões da Casa Civil, na tarde desta quinta-feira, 31, para apresentação do estudo de projeção das receitas e despesas do Estado para o ano de 2019.

O levantamento, realizado pela equipe econômica do Governo do Estado (Secretaria da Fazenda, Secretaria de Planejamento e a Casa Civil) projeta que, embora com o contingenciamento de 15% sobre as receitas de fonte de arrecadação própria, está garantido o cumprimento das obrigações legais com folha de pagamento dos servidores ativos, da Previdência, da amortização e juros, da Educação, Saúde, dos Poderes e om pagamento das dívidas.

Durante a reunião, o secretário de Planejamento, Raphael Bastos, explanou sobre os números reais do estado, enfatizando a priorização das áreas estratégicas e dos serviços essenciais.

Nas últimas semanas, a Seplan dedicou-se a fazer uma projeção de arrecadação própria para 2019, chegando ao valor de R$ 3,9 bilhões.

Somando as demais receitas, o valor total chega a R$ 5,02 bilhões. Já as despesas totais somam R$ 5,21 bilhões, deixando um déficit orçamentário de aproximadamente R$ 200 milhões por ano.

O relatório, apresentado ao secretariado atual, trouxe as dívidas herdadas pelo governo anterior, que somam cerca de R$ 244 milhões, e que ainda serão auditadas pela Controladoria Geral e Procuradoria Geral do Estado. Somente após análise, essas contas entrarão para o cronograma de pagamento do estado.

Diante do quadro deficitário, o governador Gladson Cameli decidiu, com a equipe econômica do estado, iniciar um ajuste na máquina pública, com o objetivo de garantir o funcionamento dos serviços essenciais de Segurança, Saúde e Educação.

“Esse é um momento muito delicado para o Acre, porque a realidade dos números aumenta nossa responsabilidade com a sociedade, pois vamos precisar trabalhar para que as ações essenciais do governo não sejam paralisadas”, disse o governador.

Ao final da reunião, o governador solicitou a continuidade das discussões com seu secretariado em torno da situação financeira do Acre para as próximas semanas, a fim de encontrar soluções para o equilíbrio fiscal do estado.

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Rocha garante apoio à empresários para instalação de Porto Seco em Cruzeiro do Sul

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Reunido com empresários de Cruzeiro do Sul, na sede da centenária Associação Comercial do Alto Juruá, o vice-governador Major Rocha, disse a eles, que deverá ser instalado na cidade, um Porto Seco, possibilitando exportações e importações com o Peru.

Os empresários esperam que a continuidade da BR-364 rumo à Pucalpa no Peru, possibilite bons negócios para a região. Para isso, é necessário o serviço de alfandegamento, para o desembaraço de mercadorias, que poderá ser feito no Porto Seco. Assem Cameli, presidente da Associação Comercial, cita o exemplo da batata consumida na cidade, que é trazida de São Paulo, em percurso de mais de quatro mil km. ” E podemos trazer batata aqui de Pucalpa no Peru, há menos de 200 km daqui”

A deputada Mara Rocha, que é da Comissão Brasil Peru, da Câmara Federal, vai mobilizar a Bancada Federal Acreana, no sentido de agilizar a instalação do Porto Seco. “Acredito que toda a nossa bancada vai se empenhar nisso”, declarou Mara.

O deputado tucano Luís Gonzaga lembra que o momento político é apropriado para a execução, “já que o governador e o presidente da Assembléia Legislativa do Acre são cruzeirenses e o governo do Acre está alinhado com o governo federal no objetivo da continuidade da BR-364 por Pucalpa”.

Outra demanda dos empresários cruzeirenses, encampada pelo vice governador, foi da expansão do prazo do Refis em até 120 meses com juros e multas variando entre 5 e 10%. Assem Cameli diz que “só assim nós empresários poderemos respirar um pouco, voltar a crescer e desenvolver a economia local”.

Rocha assegurou aos empresários, ser aliado deles também nesse pleito. “Vamos esmiuçar esse assunto junto à equipe econômica do governo. Mas o governador Gladson Cameli e eu, temos a clareza de que é necessário destravar a economia acreana. Sou aliado dos que geram riqueza, emprego e renda”, assegurou Rocha aos empresários, lembrando que o governo acreano tem dividas que vão até 2048, somando mais de R$ 600 milhões. “Só o BNDES nos cobra uma dívida de R$ 100 milhões, mas vamos superar essas dificuldades e crescer novamente’, conclui Rocha.

A agenda de Rocha no Juruá teve ainda visita ao Lar Vicentino, à Delegacia da cidade e reunião com professores do IFAC, onde o tema foi o agronegócio.

A visita do vice-governador, deputada federal Mara Rocha e deputado estadual Luís Gonzaga, ao Vale do Juruá, prossegue ainda por Rodrigues Alves e Porto Walter.

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Manifestantes tomam centro de Rio Branco e presidente da CUT afirma que manifestação poderia ser maior

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Centenas de manifestantes participam neste momento dos atos da greve geral contra a Reforma da Previdência e contra os cortes nos repasses da educação pública.

Apesar da intensa movimentação, Rosana Nascimento, presidente da Central Única dos Trabalhadores do Acre (CUT), disse que a paralisação poderia ter sido ainda maior. “Quase 100% das escolas ficaram com medo de parar hoje, para não ter que pagar o dia letivo. O que é uma grande perda. As pessoas não têm que ter medo de pagar um dia letivo, têm que ter medo é de perder a aposentadoria integral e a escola pública.

As agências bancárias em sua grande maioria ficaram com atendimento comprometido por conta da greve geral. Segundo Eldo Rafael, presidente do Sindicato dos Bancários do Acre, cerca de 10 agências nem abriram suas portas.

“Nós conseguimos impactar com o ato em todas as agências. Pelo menos em 10, nós conseguimos fechar as portas. Às 10 horas, o movimento se encerra e os servidores abrem as agências até uma da tarde. A única que vai permanecer fechada é a do Bradesco do Centro por causa de casos de assédio moral, nós estamos prorrogando o fechamento até o fim do dia”, afirmou.

Quem se juntou a multidão foi a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB). Em discurso, a parlamentar comunista defendeu a garantia dos direitos trabalhistas. “Estamos dizendo aqui nenhum direito à menos. Bolsonaro quer privatizar tudo. O desejo agora é privatizar a água, para que a gente pague tão caro como pagamos a energia. A Reforma da Previdência tira dinheiro da previdência pública e isso não podemos aceitar”, destacou Perpétua.

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