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Deputados vão para a eleição da Aleac com chapa de consenso

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O que a princípio parecia impossível pela existência de forças antagônicas disputando o mesmo espaço, depois de várias rodadas de conversas comandadas, não haverá disputa e será eleita a chapa Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) para a presidência e o deputado Luiz Gonzaga (PSDB) na primeira secretaria. Os demais cargos da mesa diretora da ALEAC foram distribuídos em comum acordo com os partidos. A escolha de Nicolau para a presidência aconteceu por ser um conciliador e não ter arestas entre os deputados, o que pode facilitar o diálogo com a oposição no momento das discussões para a votação de projetos enviados pelo governo. É também o nome da preferência do Palácio Rio Branco. A coluna tem a informação de que a chapa Nicolau-Gonzaga terá uma vitória folgada e amplamente majoritária, mas não será por unanimidade dos votos. O MDB tinha decidido não participar de cargo na mesa.

MDB SE REBELA

O prefeito Mazinho Serafim (MDB) enviou ontem uma postagem à coluna dizendo que, em hipótese alguma a deputada Meire Serafim (MDB) e o deputado Roberto Duarte (MDB), aceitarão ocupar a segunda secretaria. E completou: “cumpram o que foi prometido, a primeira secretaria da ALEAC”. Sem isso, estamos fora, advertiu Mazinho.

VAGNER VOLTOU ATRÁS

O ex-prefeito Vagner Sales (MDB), que vinha formando o trio de resistência contra a composição da mesa diretora não ter o partido na primeira secretaria, caiu fora e indicou ontem a mulher e deputada Antonia Sales (MDB) para ocupar o espaço da segunda secretaria e tornar a mesa plural. Foi a informação que chegou a coluna de um deputado que participou das negociações.

DECISÃO FOI PESSOAL

Toca o celular. É o deputado Roberto Duarte (MDB) dizendo que na eleição da ALEAC quem fala pelo MDB é ele. E avisou que o MDB como partido não se sentirá representado na mesa diretora com a deputada Antonia Sales (MDB) na segunda secretaria. “Seria uma decisão pessoal e não do partido”, diz. “O que o governador prometeu ao MDB foi a primeira secretaria, fora isso o MDB não aceita nada”, adverte Duarte.

MÉRITO DO NICOLAU

Quem fez todas as tratativas para colocar o MDB na segunda secretaria, junto ao ex-prefeito Vagner Sales, foi o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS). O deputado Ney Amorim não participou desta parte e fez questão de deixar as conversas para o futuro presidente Nicolau.

GRAVE, MUITO GRAVE

Num tempo de violência recorde em Rio Branco, com 30 execuções só este mês, uma população amedrontada, fechada em casa, esta briga entre Delegados passa uma imagem péssima à população, que se vê no meio de uma contenda que a deixa mais desprotegida.

NÃO É BOM PARA NINGUÉM

A chamada “guerra dos Delegados” não é boa para a imagem da instituição, dos Delegados, afinal se tratam de profissionais contratados para proteger a população. A briga serve para arrefecer o combate ao crime organizado e para passar à ao povo um clima de insegurança.

FALANDO DE VIOLÊNCIA

E já que estamos no debate sobre violência, a onda de execuções que tomou conta da cidade, 30 somente este mês, é uma prova cruel da dura realidade de que nada mudou no combate aos bandidos, que continuam roubando, matando, assaltando, em índices alarmantes. Se me perguntarem o que mudou da gestão anterior da segurança para a atual, direi que nada. Os números são frios e contam a triste história de uma capital dominada e sitiada por criminosos.

BANDEIRA DE CAMPANHA

É bom lembrar que muitos eleitores votaram no governador Gladson Cameli revoltados com a violência na cidade na gestão passada, e que a sua bandeira na área foi a de devolver a paz aos acreanos. O acreano continua com medo de sair de casa, ilhado, isso não pode continuar.

NÃO TINHAM A VARA DE CONDÃO?

Atacou-se tanto o fato de Rio Branco ser considerada uma das cidades mais violenta do Brasil, críticas com justa razão, mas, sinceramente, além da boa vontade, não tenho visto nada de inovador no combate à criminalidade. Não deviam ter dado o prazo de melhora em 10 dias.

CONVERSA POLÍTICA

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) revelou à coluna que vai procurar a prefeita Socorro Neri para abrir uma discussão com o partido sobre um espaço para o debate de fatos políticos. Não se trata de querer cargos na PMRB, explica, mas o partido ouvir e ser ouvido pela prefeita.

O PAU ESTÁ QUEBRANDO NO PT

“Quando as coisas dão erradas, todos querem achar um culpado pelos próprios infortúnios, alguém para apontar o dedo e crucificar. Olhar no espelho e enxergar os próprios erros ninguém quer. Jorge Viana e Angelim se esquecem que, esses para quem eles dirigem suas pedras, hoje, são os mesmos que ajudaram em suas eleições. Debitar a derrota a outros, sem qualquer autocrítica, só demonstra que a arrogância continua matando a liderança política de
ambos”. Deputado Daniel Zen (PT).

CARIOCA ACIONA METRALHADORA

Sobre as entrevistas à coluna pelo senador Jorge Viana ( PT) e pelo deputado federal Raimundo Angelim (PT), o ex-secretario Nepomuceno Carioca, tirou a metralhadora giratória do armário e disparou: “ Ola, Luis Carlos, a respeito das declarações do senador Jorge Viana e do deputado federal Raimundo Angelim debitando as contas das suas derrotas à direção do PT e à Democracia Radical (DR) tendência interna do PT e da qual me orgulho de ser coordenador, tenho um breve comentário a fazer. Trata-se de dois velhos guerreiros com visíveis sinais de cansaço, incapazes de aprender com seus erros e reagir com a altivez de um líder munidos da crença de que os frutos da próxima safra podem ser mais doces e com isso praticar o que nos diz a poesia…”Levanta, sacode a poeira e dar a volta por cima.”

MOSTRA A PANCADARIA INTERNA

As declarações do ex-governador Tião Viana e esta reação do deputado Daniel Zen (PT) e do Carioca são uma mostra da pancadaria que virou dentro do PT, depois da entrevista que a coluna publicou com o senador Jorge Viana (PT) e com o deputado federal Raimundo Angelim (PT). Clima quente.

VEM DESDE A CAMPANHA

Esta briga interna entre as correntes petistas já vinha acontecendo desde a campanha.

NEM UM CENTAVO

O secretário de Saúde, Alysson Bestene, explicou ontem que a sua irmã Thais Bestene Lins não foi nomeada como sua assessora, como foi divulgado. Thais, diz, é do quadro e já era responsável por dar parecer técnico na gestão passada, e que apenas revalidou uma portaria e que, ela não ganha um centavo a mais pela função. Fica feito o devido registro.

RESPOSTA DURA

As declarações do ex-governador Tião Viana em resposta às críticas feitas pelo irmão e senador Jorge Viana (PT), nesta coluna, foram duras. Um dos trechos: “mas se for para citar o periférico, basta lembrar que eu fui mais de mil vezes aos municípios, alguns foram menos de vinte. Enfrentei a grave crise política e econômica vivida pelo Brasil, enquanto outros preferiram viajar e alimentar as suas vaidades”. E advertiu ao irmão Jorge Viana: “não me
provoque!”

JV E O ESPELHO

Tião Viana ainda fez uma advertência a um suposto narcisismo do senador Jorge Viana (PT): “É patético querer culpar a mim ou a qualquer membro da minha equipe (pela derrota). As boas lições da vida dizem: olhe-se no espelho, antes de o espelho se quebrar”.

LONGE DO MESMO TACACÁ

Por todas as declarações feitas pelo senador Jorge Viana (PT) e ex-governador Tião Viana, recomenda-se que, por precaução, contra queimaduras, não convidar ambos ao mesmo tacacá. Alguém vai sair sapecado.

GUERRA DOS DELEGADOS

O Porta-Voz do governo, jornalista Rogério Wenceslau, garantiu ontem à coluna que o governador Gladson Cameli não voltará atrás no afastamento do Delegado Rêmulo Diniz do comando da Secretaria de Polícia Civil. Diz existir pendência jurídica do Delegado Rêmulo.

VALENTES E FURIOSOS

Os secretários estaduais estão valentes e furiosos com o marqueteiro do governador Gladson Cameli, que os reuniu para passar um sermão de conduta. O clima esquentou na reunião.

NÃO PODE CONTINUAR NESTE CLIMA

Tenso, muito tenso, o clima na secretaria de Segurança por conta da troca de acusações de ilegalidades entre vários Delegados, notícia que caiu em rede nacional e foi destaque no site da UOL. Não sei quem tem ou não razão. Isso é lá com a justiça. Mas alguma autoridade tem de intervir para que esta contenda no tome ares mais graves do que já tomou. O governo tem que fazer mostrar a sua autoridade no presente caso e enquadrar quem causou a celeuma. Tem que mostrar ter pulso forte. Não pode simplesmente ficar como mero passante. O secretário de Segurança, Coronel Paulo César, tem que se pronunciar e não ficar apenas como espectador deste triste espetáculo. Mesmo sendo um episódio que vem do governo passado, acaba respingando no atual, porque foi agora que eclodiu para a opinião pública. Enquanto não se cessa esta guerra, os bandidos devem estar aplaudindo de alegria e pedindo bis. Para colocar tudo em pratos limpos para a sociedade, por qual razão não levantar