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Jorge Viana: “eu paguei a conta dos outros”

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Na primeira entrevista após a derrota fragorosa do PT, as suas duas principais lideranças, senador Jorge Viana (PT) e deputado federal Raimundo Angelim (PT) foram afinados num ponto: acham que perderam pela campanha má conduzida pelo grupo político dominante do PT, a chamada Democracia Radical – DR e pela arrogância dos que comandaram de que a eleição já estava ganha. Uma frase do senador Jorge Viana (PT) deixou bastante claro o seu descontentamento com a forma como a campanha foi para as ruas: “não tivemos sucesso pelos nossos erros”. Angelim reafirmou em tons mais nítidos o que a coluna já tinha denunciado na eleição, de que foi vítima de uma orquestração para lhe destruir. “Fizeram comigo uma aberração. Espalhavam que estava velho, ultrapassado, e tudo vindo de dentro do PT”. A coluna pinçou algumas declarações da coletiva de ontem aos jornalistas e publica abaixo:

“NÃO VOU SAIR DA POLÍTICA”

O deputado federal Raimundo Angelim (PT) abriu o verbo sobre a campanha de desconstrução do seu nome por grupo do PT durante a eleição. E quando perguntado que grupo foi esse, foi pragmático: “o grupo da DR”. “Diziam para não votar num velho e que estava acabado para a política, mas quero avisar que não vou sair da política. Foi uma aberração o que eu sofri”, diz.

TRADUZINDO

DR é o grupo Democracia Radical, que tem o domínio político do PT e nos seus quadros estão nomes como Cesário Braga, Daniel Zen, Carioca, Léo de Brito, Ermício Sena, Gabriel Forneck, entre outros. É está hoje na presidência do partido, na figura do militante Cesário Braga.

“NÓS PERDEMOS PELOS ERROS”

O senador Jorge Viana (PT) foi taxativo também em condenar a condução da campanha pelo grupo dominante do PT, a DR. Foi uma luta colocar o Marcus Alexandre, o nosso melhor nome, como candidato, porque achavam que a gente ganhava com qualquer um. Nós perdemos a eleição para os nossos erros. Transformaram o PT num grupo, fizeram tudo errado, lamentou Viana.

A SOBERBA DO SEGUNDO MANDATO

Sobre o papel do governo do irmão Tião Viana na derrota do PT, o senador Jorge Viana (PT) foi macio e procurou se descolar do que foi a última administração petista. Lembrou as vezes que tentou ajudar com sugestões e foi rechaçado com críticas por seus assessores. Que no segundo mandato prevaleceu a soberba. “Eu paguei a conta dos outros”, disse JV sobre a sua derrota para o Senado. Acrescenta que não teve nenhum papel no governo do Tião. “Nem fui convidado para nada”, falou.

SETE PRAGAS DO EGITO

Ainda sobre o governo do irmão Tião Viana acha que fez um primeiro bom mandato, mas no segundo se perdeu e foi vítima de uma série de crises política econômica, como o impeachment da Dilma, G-7, cheia do Madeira e outras dificuldades, que chamou das “sete pragas do Egito”. Foi vítima do contexto, pontuou. Mas, ele já declarou que se afastou da política, avisou sobre o irmão. Há um erro em se dizer que há o “vianismo”, fomos eleitos pelo voto e em governos diferentes. Somos irmãos, se damos bem, mas política é outra coisa. Não participei do governo Tião Viana porque não fui convidado. A FPA virou um ajuntamento. E eu paguei o preço, lamentou.

DISPUTA DO SENADO

Sobre quem traiu quem entre ele e o deputado Ney Amorim, Jorge Viana foi ferino, mas sem citar nome. Disse que fez sua campanha com os companheiros da aliança, nunca se aliou com a oposição e não praticou nenhuma deslealdade com o PT. “Não fiz a minha campanha com a oposição”, destaca. Fui extremamente leal à FPA, mesmo com desgaste e sacrifício.

A SOBERBA DA SOBERBA

Na visão do senador Jorge Viana (PT), os que comandaram a campanha fizeram tudo errado. Apontou que houve muita arrogância em o PT lançar o candidato a governador e dois nomes para o Senado. “O eleitor não aceitou isso”. Defende que precisa se aprender com a derrota, com os erros. -Temos que mudar tudo se quisermos voltar ao poder. Estou mais interessado em fazer mudanças do que fazer avaliações, destacou JV. “A avaliação pragmática, já foi feita: perdemos a eleição. E para mudar tem que aceitar isso. O erro do PT foi virar grupo”, lembra. No nosso pior momento fomos a soberba da soberba ao achar que o PT podia ganhar de qualquer maneira.

PODER NÃO É ETERNO

As pessoas cansaram. Acharam que o poder era eterno. E não é assim, a campanha é focada na emoção. Pensaram que ganhar uma eleição por ocupar o poder por 20 anos era questão de tempo. Erraram! A afirmação foi feita em tom de desabafo, pelo deputado Angelim (PY).

A FLORESTANIA COMEÇOU NO MEU GOVERNO E FINDOU NO DO BINHO

Para Jorge Viana, o projeto da “florestania” nasceu com ele e acabou ao fim do governo Binho Marques. O governo Tião Viana foi outra coisa completamente diferente, tudo menos um governo da “florestania”, disparou JV. Foram outros caminhos. Fez questão de destacar este ponto.

AGRONEGÓCIO

Jorge Viana vê como um equívoco econômico focar só o desenvolvimento do Estado no agronegócio, que não rende imposto, porque é exportado. Não gera emprego porque é uma lavoura mecanizada. Citou que os principais Estados produtores de soja já declararam estado de calamidade financeira. Não sou contra ninguém plantar soja, que isso fique bem claro. Mas não vendam algo irreal, que não é solução econômica. Se pendurar só no agronegócio vai dar problema. Agronegócio só é bom para o Brasil e para o empresário, não para o Estado como solução dos seus problemas.

PARTE POLÍTICA

Jorge Viana diz que entrou limpo e saiu limpo dos mandatos. E advertiu: a campanha não terminou para alguns que foram candidatos! A partir do dia 31 estarão perdendo o foro privilegiado. Não quis dizer a quem estava se referindo.

SOCORRO NERI

A prefeita Socorro Neri está tentando dar uma cara á sua gestão e se desvincular do perfil do
Marcus Alexandre. O que ocorre é que alguns estão antecipando o debate eleitoral, que só é
ruim para quem está no poder. Ela terá que fazer alianças se quiser se reeleger. A consideração foi feita pelo deputado federal Raimundo Angelim (PT), sobre a prefeita.

NÃO SE PODE VER SÓ A ECONOMICIDADE

Não se faz reforma administrativa apenas pensando na economicidade, mas focando na prestação de melhor serviço ao povo. Precisa ter aliados políticos, não se elege prefeito sem alianças. Mas, ela tem o meu respeito, é séria, bem intencionada, fomos colegas de UFAC. Mas acho difícil que o PT venha dar apoio na reeleição do Socorro. Observou Angelim.

NÃO SEREI CANDIDATO

O deputado Raimundo Angelim (PT) deixou claro à coluna: não será candidato a prefeito de Rio Branco. Durante toda a sua entrevista se mostrou magoado com a campanha negativa que sofreu de grupo dentro do PT. Fizeram uma nova direção sem consultar ninguém, disparou.

FICOU CLARO

Durante a entrevista ficou claro que o trio formado por Jorge Viana, Raimundo Angelim e Marcus Alexandre deverá comandar o processo de reestruturação do PT.

TUDO EM FAMÍLIA

Abri o Diário Oficial e lá estavam as nomeações do marido e mulher, Lívio Veras para o Acreprevidência e Olga Veras para cargo de confiança na CAGEACRE. E também o pai Vagner Sales para secretário de articulação política do governo e do filho Fagner Sales para uma diretoria do DERACRE. Como diz o ditado: “família que ganha unida, a grana aumenta unida”. E ponto final.

ÔPA!

Ia passando para outro assunto quando toca o celular. Era uma servidora da Saúde se dizendo
“indignada” por o secretário Alysson Bestene colocar a irmã Thais Bestene Lins como a coordenadora de compra de materiais da pasta. Protestou contra o “privilégio familiar”.

TINHA QUE FAZER OPÇÃO

Ainda sobre a Saúde, o secretário Alysson Bestene, com o cobertor curto, teve que optar por pagar os servidores do Pró-Saúde, os quais o ex-governador não pagou dezembro, na faixa dos que ganham menos de 5 mil reais. Só que, neste caso abriu uma guerra com os médicos do programa, que se reúnem hoje para deliberar cobrar o que lhes é devido na justiça.

DE NOVO?

Quando não queria mais falar em nomeações de familiares, eis que vejo a nomeação do vereador Tom Sérgio (PDT), da distante Jordão, nomeado para uma diretoria do DERACRE. Por coincidência vem a ser irmão do deputado federal eleito Jesus Sérgio (PDT). Tudo em casa.

CONTA FECHADA

Notícia de última hora de uma boa fonte. Foi praticamente amarrado um acordo pelo qual o MDB ficará com a segunda secretária da mesa diretora da ALEAC, vaga a ser ocupada ou pela deputada Antonia Sales (MDB) ou deputada Meire Serafim (MDB). Pelo acordo, o deputado Roberto Duarte (MDB) vai ser o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, uma das mais importantes do Legislativo. Na presidência ficará o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) e na primeira secretaria o deputado Luiz Gonzaga (PSDB). Neste caso a eleição da mesa diretora não envolveria disputa por nenhum cargo, seria uma homologação.

UM PT DIVIDIDO

O que apareceu como cristalino na entrevista coletiva de ontem do senador Jorge Viana (PT) e do deputado federal Raimundo Angelim (PT), foi a divisão do partido. De um lado as lideranças tradicionais como Jorge Viana (PT), deputado federal Raimundo Angelim (PT), Marcus Alexandre (PT), e do outro o grupo Democracia Radical – DR, que domina o PT, comandou a última eleição, foi acusado pela derrota fragorosa da FPA, e ainda assim continua dando as cartas, porque tem no momento a presidência da executiva regional. Esta tentativa de tirar o PT do fundo do poço em que caiu após a última disputa eleitoral, não será fácil para o senador Jorge Viana (PT), que sabe não contar com a simpatia da DR. Para que busque novos caminhos para soerguer o petismo no Acre, suas lideranças tradicionais terão que antes se acertar internamente, sob pena de continuar o clima de animosidade existente na atualidade. Missão complicada.

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Blog do Crica

Mazinho Serafim: “não dá conta, deixa comigo, Gladson!”

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O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, propôs ontem pela coluna de que, já que o governador Gladson Cameli não está dando conta de gerir o falido sistema de saúde estadual, onde faltam médicos, medicamentos e um bom atendimento, ao ponto de decretar estado de calamidade no setor, que passe o controle das unidades de saúde do Estado para o seu comando que, vai mostrar como é que se gerencia na crise. “Não dá conta, deixa comigo, Gladson! Eu proponho que ele entregue as unidades de saúde estaduais da região do Purus para um consórcio formado pelas prefeituras de Sena Madureira, Manuel Urbano e Santa Rosa. É só municipalizar os atendimentos, que vamos mostrar como é que se faz uma gestão que funciona mesmo na crise”, desafia Serafim. O certo é que começam a pipocar as mesmas reclamações de pacientes que não são bem atendidos, como acontecia no governo passado, e a gerar um desgaste para o governo Cameli. Mazinho disse ter o aval dos prefeitos de Santa Rosa e Manuel Urbano para fazer a proposta de municipalização da saúde, através de um consócio de prefeituras. A proposta está na mesa, com a palavra o governador Cameli.

PAGAR AS DÍVIDAS

Decretar apenas calamidade pública no sistema de saúde, não resolve o problema. Facilita a contratação de médicos, de compras, mas será uma medida paliativa, já que os contratos têm prazo estipulado. O que se deveria pensar como solução era fazer concursos definitivos.

PERDEU A MAJESTADE

O segundo maior hospital do Estado, o Hospital Regional do Juruá, está uma calamidade, faltam medicamentos, médicos, salários atrasados, fornecedores sem receber, isso deveria ser olhado pelo governador Gladson Cameli como prioridade. Aquela unidade, arqueja, Gladson!

MARCAR DE PERTO

O vice-governador Major Rocha disse a amigos que vai fiscalizar de perto as compras de medicamentos e outras que forem feitas pela secretaria de Saúde, no período do decreto de calamidade, já que serão facilitadas. Rocha promete ser rígido no acompanhamento.

VISITA AO HUERB

Ontem, o Rocha já fez uma visita no HUERB, querendo saber de tudo o que ocorria.

MAIS ATIVO

O que dá para entender desta saída do vice-governador Major Rocha do casulo dos últimos dias para se tornar um fiscal dos atos dos secretários é que sentiu que, se o governo não decolar não será somente o Gladson Cameli que irá para o fundo, ele também vai junto.

SE APERTAR, CABE MAIS UM

O publicitário Gilberto Braga, um dos donos da Companhia de Selva, que detinha os contratos de publicidade dos governos petistas, comunicou para a ASSECOM que vai disputar a licitação da verba publicitária do governo Gladson. Acho que depois de ver o atual governo lotado de companheiros petistas, o Gilberto, esperto, deve ter pensado: se apertar, neste ônibus cabe mais um!

FOMA DE COMBATE

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, iniciou a entrega dos primeiros lotes de mosqueteiros com inseticida, uma das formas de combater a malária que grassa no município.

AFINIDADE GRANDE

Tenho informações seguras que as relações políticas entre o governador Ilderlei Cordeiro e o governador Gladson Cameli são muito próximas. Ilderlei foi o primeiro prefeito a ser recebido pelo Gladson. São da mesma cidade, mesmo partido, se entendem. Vão estar juntos em 2020.

NÃO CHAFURDA NESTA LAMA

Andam querendo colocar o deputado federal Alan Rick (DEM) numa lama que não chafurda, a da corrupção. É primário: cada candidato é responsável pela sua prestação de contas. Ele foi candidato a deputado federal, só tem de prestar conta da sua campanha. Da campanha da candidata a deputada Sonia Alves (DEM), que tem os gastos contestados, ela é que tem de prestar contas da aplicação do que recebeu do DEM. Não há como fazer simbiose. E, ponto!

NÃO HOUVE TRANSFERÊNCIA

E do valor que foi arrecadado pela candidata a deputada estadual Sonia Alves (DEM), não houve repasse de 16% para a campanha do deputado federal Alan Rick (DEM). E a sua prestação de contas foi aprovada por unanimidade na justiça eleitoral. Alan é um nome limpo.

REPONDO A VERDADE

A matéria que saiu no site da Folha de São Paulo trouxe uma distorção completa do assunto.

É MUITA CARA DE PAU

É muita cara de pau os que governaram o Acre nos últimos oito anos virem criticar a Saúde. No espigão do HUERB, não concluído, dos três elevadores só um funciona, e assim mesmo quando acionado, a luz interna não acende. A ala inaugurada (sic) pelo ex-governador nunca funcionou. Ao que indica é que como já iam deixar mesmo o poder, foram abandonando tudo.

INDO PARA A PARTE PRÁTICA

Ou o Gladson Cameli resolve o problema da Saúde e Segurança ou esqueça uma reeleição.

CIDADE EM PRIMEIRO PLANO

A prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, também entrou no bloco dos prefeitos que resolveram não investir recursos públicos no carnaval. Optou em investir na cidade.

DESENVOLTA PARA UMA NOVATA

A senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS) é desenvolta para quem esta iniciando um mandato. Mostrou nestes primeiros passos que não ficará trancada em um gabinete. O tipo de visitas que vem fazendo é essencial para lhe tornar mais ciente das necessidades do Estado.

PREM BABA MALHEIROS

A equipe econômica do governo Gladson Cameli vem segurando os recursos com munheca fechada. Tudo sob a orientação do guru do governo, o nosso Prem Baba Malheiros. Nada acontece na área econômica que não passe por seu crivo. Secretários estão vivendo a pão e água.

PODEM ANOTAR

Caso ao final do mandato, o governador Gladson Cameli resolva disputar o Senado, o que não é descartável, aposto e pago dobrado como o vice-governador Rocha se lançará a candidato ao governo.

FAMÍLIA COMPLICADA

Quem tem filhos como o presidente Jair Bolsonaro não precisa de oposição. Cada um mais atrapalhado do que o outro. Aliás, para a oposição não poderia haver filhos melhores.

TOM DO CONTRADITÓRIO

A presença do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) de volta ao parlamento é boa por representar um contraditório de qualidade, nos debates com a base do governo na ALEAC.

OPOSIÇÃO DE QUALIDADE

Os deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB) e o deputado Daniel Zen (PT) vão se destacando neste início de legislatura como uma oposição de qualidade ao governo Gladson Cameli. Não é aquela oposição virulenta, rancorosa, mas sim feita em cima de dados e debatendo idéias.

NÃO PRECISAVA DO DESGASTE

O líder do governo, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), não fez uma avaliação antes de colocar um irmão num cargo de confiança do governo, porque lhe abre um flanco aos ataques.

PROBLEMÃO NO COLO

O governo está com um abacaxi no colo, a promessa de campanha de que resolveria o problema dos servidores do Pró-Saúde, alguns já demitidos, e outros na pauta para a demissão. Numa Saúde em que faltam funcionários, demitir seria aprofundar o caos.

DEPASA É A META

Esta sendo feita uma varredura no DEPASA. O líder do governo, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) deixou vazar o fato na última sessão da ALEAC. Será o segundo órgão do Estado – primeiro foi o DETRAN – a ter as suas vísceras expostas para a opinião pública.

ORELHA DE FREIRA

Até agora, pelo menos, oficialmente, não se sabe quem é o articulador político do governo. Foram nomeados quatro assessores especiais e não se decidiu o que cada um fará na função.

UMA CORREÇÃO

Uma correção, dos nomeados para ser assessor especial, um deles dá para se prever em que área vai atuar: como Pastor evangélico, Jairo Carvalho deverá fazer cultos e sessões de descarrego pelas bandas do Gabinete Civil. E tentar converter o Ribamar, e cobrar dízimo.

DEBATE QUE DESGASTE

A prefeita Socorro Neri deveria continuar postando o que pensa e as atividades da PMRB, mas deveria evitar ficar respondendo a internautas, porque isso só vai lhe gerar desgastes.

CONFETE, SERPENTINA E CARNAVAL

Vamos voltar no tempo. A capital tinha grandes carnavais de clube. O Juventus com o seu vermelho e preto. O Rio Branco com o tradicional vermelho e branco, o Atlético Acreano com o azul e Branco, e ainda tinha Vasco da Gama e outros clubes. Tudo funcionava azeitado, enquanto o poder público estava distante. Aliás, toda vez que o Estado quer intervir na iniciativa privada vira um Rei Midas ao contrário. Midas, em tudo que tocava virava ouro, o Estado vira merda. Pois bem, o PT chega ao poder e com a sua mania estatizante criou o “Carnaval Popular” e liquidou o carnaval de clube. Faço a colocação para entrar nesta troca de farpas entre PMRB e Secretaria de Turismo. Acho que o Estado e a PMRB têm outras prioridades que organizar carnaval. A PMRB precisa juntar os seus trocados para uma grande intervenção na cidade no verão. O governo acaba de decretar estado de calamidade na saúde. E nós vamos discutir realização de carnaval? É prioridade? O que houve nesta questão do carnaval na Avenida Brasil foi que antes de se tomar qualquer medida para a sua realização não se conversou com quem administra a cidade, a prefeita Socorro Neri. Respeito muito o trabalho da Eliane Sinhasique, seja como deputada, como secretária e colega de imprensa. Mas, peca pela ânsia. Por qual razão levar um carnaval para a Avenida Brasil? Por qual razão não manter na Gameleira? É falsa a premissa que o poder público não ia gastar nada. A logística para montar uma estrutura de segurança, para o controle do trânsito, tudo isso teria gastos com a execução. A decisão tomada pela prefeita Socorro Neri não deve ser vista como autoritária, nem política, mas técnica, e saiu após ouvir os seus assessores, que consideraram o local inviável. A decisão é dela, ela é a prefeita. Ponto. Ainda é tempo de levar o carnaval para a Gameleira. Mas, se não for possível, o mundo não vai acabar. Prefiro ter uma cidade sem buracos e asfaltada, hospitais com médicos e medicamentos e segurança para a população acreana. Respeito quem pensa o contrário. Mas este é o meu ponto de vista.

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Como deve ser um presidente de um poder

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O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), aprendeu cedo como comandar uma casa política de posições divergentes e complicada. Neste pouco mais de um mês à frente do Legislativo tem se mostrado um conciliador, o que já lhe rendeu elogios de deputados do PT. Até aqui a sua conduta é unanimidade na ALEAC. De um presidente exige-se que seja um magistrado e não tome posição a favor de nenhuma ala política, mas que, ele seja neutro. É exatamente assim como o deputado Nicolau Junior (vem se comportando. Os debates estão fluindo sem interferência da mesa diretora.

A CARA DA FLORESTANIA

Pipocam nas redes sociais protestos contra a ida do ex-secretário dos governos Jorge Viana e Binho Marques, Carlos Ovídio, o “Rezende”, um dos formuladores da “florestania”, para chefiar a ANAC- Agência de Negócios do Acre. A indicação foi feita pelo PDT. O deputado Tchê justifica ser o indicado “competente” e que hoje, ele encontra-se filiado ao PDT.

ENDEREÇO ERRADO

Virou lugar comum abrir meu Zap e encontrar protestos contra as nomeações de petistas. Estão mandando ao endereço errado. Mandem para o Gladson Cameli. Não sou do governo, não tenho negócio com o governo, e não tenho a caneta que nomeia. Certo, meus amigos?

ATÉ LETRA DE TOADA

Tenho mesmo que rir. Não dá para ficar sério. Mandaram até a letra da Toada do “Boi Garantido”, que tem o refrão: “a cor do meu batuque tem o toque e tem o som da minha voz/ Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão/o velho comunista se aliançou ao rubro do rubor do meu amor/ Vermelhou..”. Já disse, por mim podem nomear o Carioca.

TOALHA JOGADA

Com o ofício enviado pelo governador Gladson Cameli ao presidente da ALEAC, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), pedindo a saída de pauta do ato que indicava Alércio Dias, para a presidência do ACREPREVIDÊNCIA, é um sinal claro que desistiu tê-lo no cargo.

COMEÇOU TUDO ERRADO

A questão é que este processo começou todo errado. O Alércio Dias não poderia ter sido nomeado para comandar o ACREPREVIDÊNCIA, antes de seu nome passar pelo crivo da comissão especial do Legislativo. Está na lei!. A confusão que se formou é apenas o rescaldo.

DEIXANDO EM PRATOS LIMPOS

Nesta discussão jurídica que se formou em torno da indicação do Alércio Dias para o ACREPREVIDÊNCIA, um ponto tem que ficar bem claro, para não prevalecer uma injustiça: o Alércio não foi condenado no processo em debate por “improbidade administrativa”.

MAIORIA É MAIORIA

No parlamento, quem dá as cartas é quem tem maioria. Nada mais natural de que os presidentes das comissões parlamentares da ALEAC venham a ser indicados pelo grupo majoritário. Especialmente, as principais, como a Comissão de Constituição e Justiça.

RECOMENDAÇÃO EXPRESSA

Fonte não se revela. É princípio geral do jornalismo. Tenho informação de que foi recomendado à base do governo não colocar o deputado Roberto Duarte (MDB) na presidência da Comissão de Constituição e Justiça. Motivo: críticas constantes ao governo.

COTA DOS “NÃO CONFIÁVEIS”

Não há um pronunciamento oficial, e nem vai haver, podem até negar, porque sabem que isso redundaria numa resposta dura do deputado Roberto Duarte (MDB), mas nos bastidores da corte, o emedebista está na cota dos “não confiáveis” para o projeto do governo Gladson.

MORTO POLITICAMENTE

Não vejo como o deputado Roberto Duarte (MDB) mudar o seu modo combativo de falar o que pensa. Se mudar seu estilo de fazer política, abruptamente, estará politicamente morto.

COERÊNCIA E VERDADE

O deputado Jenilson Lopes (PCdoB) é coerente quando diz não ser justo fazer críticas ao governo Gladson, que ainda não fechou o segundo mês. E fala a verdade ao alertar que, a contemporização tem prazo de validade, e depois disso, não caberá mais culpar o antecessor.

NÃO HÁ COMO ESCAPAR

Claro que, quem integrou o governo desastrado que saiu não tem legitimidade para ficar criticando o vencedor da eleição. Até porque foram co-autores da patuscada. Mas passado o tempo de tolerância, o povo vai cobrar, e com a mais justa razão, é de quem governa.

CRÍTICA É DEMOCRACIA

Não quer dizer que neste período de tolerância dos 100 dias, um ato do governador Gladson considerado polêmico não possa ser criticado. Não pode ser cobrado por obras. E discordo do deputado Géherlen Diniz (PROGRESISTAS): crítica não é hipocrisia, mas democracia.

PODE EXPLODIR

O deputado Luiz Tchê (PDT) fez ontem um comentário que é a realidade dos fatos. Se com a Reforma da Previdência houver uma corrida para se aposentar, o ACREPREVIDÊNCIA explode.

MAIS DO QUE NECESSÁRIO

A proposta apresentada pelo deputado Daniel Zen (PT) ontem na ALEAC, de se fazer um concurso para o funcionamento da Advocacia Geral do Legislativo é mais do que necessário. A ALEAC tem que ter um corpo jurídico capacitado para consultas e defesa quando preciso.

FALTA DE RESPEITO

O que houve com os aprovados nos concursos para a Polícia Civil e Polícia Militar foi uma falta de respeito por parte do governo passado. Vamos situar a origem do problema. Passaram o tempo todo enganando que iam contratar. Mentiram até o último minuto da saída. Coube ao atual governo descascar o pepino. Tenho lido comentários, como se a origem do calote fosse gestado no atual governo.

NÃO É COM OFENSA

Está rodando um vídeo dos aprovados da PM e PC com ataques ofensivos ao governador Gladson Cameli. Este não é o caminho certo. A agressão nunca substituirá o diálogo. A gente entende a revolta dos que foram enganados pelo governo passado, mas, se o atual governo prometeu começar as contratações a partir de julho é acreditar. Se em julho não cumprir, neste caso cabe se partir para a crítica e cobranças duras. Este governo, não tem dois meses!

CRONOGRAMA

O que a equipe econômica do governo deveria definir o mais urgente possível é um cronograma especificando quantos concursados serão contratados por mês, para estes terem uma base. E não ficar uma data solta como início das contratações. Seria o ponto de partida.

PROPOSTA NA MESA

Há uma proposta na mesa diretora da ALEAC para estudo, de que não faça licitação para contração de agência para fazer um pacote publicitário com a mídia, mas aproveite a estrutura da Fundação Aldeia e o trabalho de divulgação dos atos do Legislativo a um baixo custo.

MÍDIA DO GOVERNO

Este é um assunto ainda em definição dentro do governo. A Companhia de Selva, que trabalhou para os governos petistas, encerra seu contrato em abril. Como não vai ter o contrato aditivado, terá que ser feita uma nova licitação para contratar outra agência.

AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

Nada é mais criticado na área de segurança e entre os policiais que as chamadas audiências de custódia, que se queixam de serem lenientes. É comum ouvir policial dizer que prendeu um bandido, duas vezes na mesma semana, e este saírem rindo das audiências. Este é um debate que estará na pauta do pacote contra a violência, a ser discutido no Congresso.

GOVERNISTA ATÉ O TALO

O deputado Neném Almeida (SD) não é só um mero integrante da base do governo na Assembléia Legislativa, mas tem se mostrado, como se diz no popular, governista até o talo. Não deixa uma crítica da oposição ao governo Gladson Cameli sem uma pronta resposta.

CRÍTICA GERAL

Não é só o deputado Jenilson Leite (PCdoB) que critica o abandono. De amigos que passam por Tarauacá a queixa é a mesma de que a cidade virou um imenso buraco. Uma pesquisa, por certo, colocaria a prefeita Marilete Vitorino com um baixo índice de aprovação.

NOMES NA BASE

Deputados Luiz Tchê (PDT), Chico Viga (PROS), Juliana Rodrigues (PR), Wendy Lima (PSL), são nomes eleitos pela FPA, comandada pelo PT, e que devem integrar a base de apoio do Cameli.

TUDO PARA DESLANCHAR

O governador Gladson Cameli não tem como reclamar da classe política. Dos oito deputados federais , sete lhe apoiam. Terá a maioria na Assembléia Legislativa. E três senadores aliados.

ISSO SIM!

O que tem de evitar são decisões conturbadas tomadas sem reflexão do alcance político negativo. Depois que uma ratada acontece, pode até remendar, mas não conserta.

FICOU UM IMPASSE

O governo Cameli precisa simplificar as coisas. Nesta questão do Alércio, mandou tirar sua indicação de pauta, mas não diz o que vai fazer com o indicado. E fica com o desgaste no colo.

CAMINHO COMPLICADO

O caminho do PT é espinhoso. Igual aos pés de cacto que distribuíram como simbolismo no pouco frequentado aniversário dos 39 anos do partido. De fato terão que estar preparados para uma missão espinhosa: reconquistar a credibilidade popular. O partido não tem mais cargos no governo, que eram a sua moeda de troca para conseguir adesões políticas. Limitou-se a uma bancada de dois deputados estaduais. Não tem um senador e nem deputado federal. E ainda vive uma crise interna de briga pelo comando partidário, entre as lideranças tradicionais e os irrequietos integrantes da Democracia Radical, tendência que tem a presidência do diretório regional. É um caminho complicado para quem desaprendeu perder eleição. E para a eleição de 2020, as nuvens são negras: não tem um nome forte para a PMRB.

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Blog do Crica

Prefeita Socorro Neri veta carnaval na avenida Brasil, idealizado pela equipe de Gladson

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BLOG DO CRICA EXTRA 

O chefe de gabinete da prefeita Socorro Neri, Márcio Oliveira, me informou agora que, a prefeita Socorro Neri não está disposta a autorizar a realização do carnaval organizado pelo governo e iniciativa privada, na Avenida Brasil, como foi anunciado pela secretária de Turismo, Eliane Sinhasique. O RBTRANS também se posicionou contra.

O argumento é que o carnaval no centro da cidade implica em se ter de mudar toda uma logística do transporte público e também para se evitar depredação de bens  públicos que ficam na região central, como a Praça Plácido de Castro. A decisão já foi comunicada ao gabinete civil do governo Gladson Cameli.

Márcio sugere que o carnaval venha a se realizar no Arena da Floresta ou Gameleira. Também foi decidido que a prefeitura não vai financiar o carnaval nos bairros. “Quem fizer será por sua própria conta”, disse Márcio. A secretária de Turismo, Eliane Sinhasique, não quis falar antes de ouvir a negativa oficial feita pela prefeita Socorro Neri.

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