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Acre, um Estado na UTI em busca de um médico

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A última entrevista da secretária de Fazenda, Semírames Dias, faz um Raio-X que mostra a real situação financeira do Estado, comparável a um paciente grave numa UTI á busca de um médico para salvá-lo. O orçamento enviado pelo governo passado, pelo que mostra a secretária, as receitas previstas pela gestão anterior e colocadas na Lei Orçamentária Anual não têm garantias de até 31 de dezembro de estarem nos cofres do Estado. Para entender melhor, vamos para o popular: é como jogar na loteria, você pode ou não acertar. Isso levou o atual governo a fazer contingenciamento do orçamento por conta de receitas que não foram previstas. Uma Torre de Babel financeira. E tudo isso porque se fez uma Reforma Administrativa profunda, sem a qual, se teria que colocar uma placa avisando que o Acre estava fechado para balanço indeterminado. E a situação fiscal estaria muito pior. E o mais grave pode acontecer e que será o governo do Acre decretar estado de calamidade financeira, com seus prós e contra. O calote do 13º salário deixado de herança também ajuda a agravar o caos. E lá se vão mais de 70 milhões não previstos para quitar. Só para se ter uma ideia, o Estado tem que desembolsar em torno de 45 milhões mensais só para pagar parcelas dos empréstimos contraídos na gestão passada. Como alguns empréstimos são dolarizados, o valor pode subir. E se o Estado não pagar, complica ainda mais o quadro, entra para a lista dos maus pagadores e fica impossibilitado de contrair empréstimos. Pelo relato que a secretária Semírames fez sobre a quebradeira do Estado, me leva também a uma conclusão de que a chamada “transição” foi uma grande balela, um convescote para tomar café e jogar conversa fora. O governo atual errou em não fazer as revelações de agora logo após a transição e calar como se a administração passada tivesse deixando 1 bilhão de reais em caixa, o que foi uma afirmação fajuta, porque tais recursos não estão na gaveta e liberar depende de contrapartida. A situação é essa. Tem de escancarar mesmo como fez a secretária de Fazenda e tocar o barco. Lamentar, não vai resolver nada, assim como acusar, mesmo com fundada razão, o antecessor de ter deixado o Acre no fundo do buraco. O novo governo foi eleito para resolver os problemas. Não adianta ficar lamentando pelos cantos dos gabinetes. Quem casa com a viúva, cria os filhos. E o bom gestor se conhece na adversidade. Como a que o Acre atravessa.

DOIS FATOS CLAROS

Nas negociações para a futura mesa diretora da ALEAC, dois fatos ficaram configurados: o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) é o candidato do governador Gladson Cameli á presidência e o deputado Luiz Gonzaga (PSDB) do vice-governador Major Rocha. E ponto.

OUTRA FACETA

O governador Gladson Cameli prometeu a mesma mercadoria para PSDB e MDB: a primeira secretaria da mesa diretora da Assembléia Legislativa.

NÃO PRECISA DE OPOSIÇÃO

A figura do presidente Bolsonaro (PSL) não pode ser responsabilizada pelos atos desastrados do filho, mas quem tem um filho como o senador Flavio Bolsonaro (PSL), convenhamos, não precisa de oposição. Cada vez que se puxa o fio do novelo é uma trapalhada na sua conta.

CONTINUAMOS UMA DEMOCRACIA

Estão dando uma dimensão louca como se a decisão do ex-deputado federal Jean Willis (PSL), de ir morar fora do Brasil por se sentir ameaçado de morte por suas idéias, fosse um golpe contra a democracia. A sua ausência não implicará em nada. É um zero à esquerda, sem expressão. Continuamos uma democracia.

NÃO VEJO OUTRO CENÁRIO PARA ALEAC

O cenário político da próxima legislatura será o de ampla maioria do governo. A partir do momento que as pedras do tabuleiro começarem a ser mexidas, a oposição, dentro de um quadro otimista, ficará com cinco deputados. A tendência é uma debandada para o governo.

MELHOR DEFINIÇÃO

A FPA já teve seu enterro e até missa de sétimo dia depois da última eleição. A melhor definição sobre a FPA veio do presidente do PT, Cesário Braga, de que a FPA acabou por ter sido uma aliança eleitoreira e não programática. Traduzindo: sem cargos, não tem FPA.

DIFICULDADES SÉRIAS

O PT terá dificuldades sérias na próxima eleição para a prefeitura da capital, não só pelo desgaste natural e a rejeição popular registrada na última eleição, mas por falta de um nome de densidade para candidato. Os mais fortes, como Angelim, Jorge Viana, não irão ao sacrifício.

XEQUE-MATE

A situação política mais delicada para o governador Gladson Cameli, na eleição do próximo ano, acontecerá em Cruzeiro do Sul, se o prefeito Ilderlei Cordeiro resolver disputar a reeleição. É que, do outro lado terá a candidatura do grupo Vagner Sales. Ambos são aliados.

FORA DA DISPUTA

O PT está em Cruzeiro do Sul na mesma situação de Rio Branco: não tem um candidato que possa ser considerado forte para disputar a prefeitura. E depois da perda do governo ficou ainda mais fragilizado. Aliás, os petistas não conseguiram nos últimos 20 anos ter um nome de peso para a prefeitura cruzeirense. E, em 2020, o PT participará da eleição com coadjuvante.

NÃO SERÁ PRESA FÁCIL

Por suas atitudes sob impulso emocional, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), está conseguindo unir uma frente política heterogênea para lhe enfrentar na eleição do próximo ano. Ainda assim, por estar no poder, Mazinho não será fácil de ser batido.

PODE ESQUECER O ENRÊDO

O novo governo não espere outro samba-enredo que não seja o de um mandato independente do deputado Roberto Duarte (MDB), mesmo tendo sido eleito pela aliança governista. Quando for para criticar algum mal feito não se calará, porque calar seria mudar o estilo que o elegeu.

GRANDE EXPECTATIVA

Uma das grandes expectativas na ALEAC é sobre como se comportará o deputado Gérlen Diniz (PROGRESSISTAS), cotado para ser o líder do governo. É que Diniz denunciava até o ar que os ex-secretários e o ex-governador respiravam, e como líder terá que dizer amém para tudo.

NÃO SE SUSTENTA

A conversa mole de que o governo passado passou o bastão com as contas no azul não se sustenta, por ser uma balela risível. Obras inacabadas, dívidas do 13º, dívidas do Pró-Saúde, caixa zerado, este foi o saldo real recebido. O que foi passado foi uma massa falida.

NÃO É JUSTIFICATIVA

É uma justificativa necessária do novo governo, apresentar o quadro de caos à população, mas isso já se sabia durante a eleição da quebradeira do Estado. Mas terá que enfrentar e dar solução à realidade negativa. FPE não é um repasse linear, oscila entre quedas e subidas, por isso o governador tem que partir para buscar recursos além dos repasses constitucionais.

ELEITO PARA RESOLVER

O governador Gladson Cameli foi eleito para tirar o Estado do atoleiro financeiro e dar uma nova guinada econômica com um novo projeto de desenvolvimento, não vai poder ficar se lamentando a cada dificuldade encontrada. Reclamar não paga dívida. Aliás, nunca pagou!

PROTESTOS CERTOS

O governo se prepare para enfrentar uma onda de protestos sindicais, caso opte por entregar à iniciativa privada as gestões do HUERB e do Pronto Socorro. Será a repetição da reação negativa dos sindicatos quando o governo passado tentou implantar o modelo e recuou.

COM QUE CARA?

Com que cara, com que argumento, por exemplo, os deputados que eram da oposição e se reelegeram, e na ocasião da proposta do Tião Viana foram contra as terceirizações do HUERB e Pronto Socorro, serão a favor numa eventual guinada deste governo no mesmo sentido?

MDB NÃO DESCE DO MURO

O deputado Roberto Duarte (MDB) não espere a direção do MDB de quebrar lanças para exigir do governador Cameli que, este cumpra a promessa de que a primeira secretaria seria do partido. Não acredito nem um pouco que o presidente Flaviano Melo (MDB) desça do muro.

ESTAVA ESCRITO

Bem antes de entrar em ebulição a disputa pelos cargos na mesa diretora da Assembléia Legislativa, eu disse ao deputado Roberto Duarte (MDB) que, ele não contaria com os quatro votos do PT e PCdoB, por sua figura estar colada no combate ao petismo e FPA. Dito e feito.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Os que chegaram ao governo terão que se acostumar de que, quem ocupa função pública não é imune às críticas e nem se melindrarem quando cobrados. Falo no macro da atividade do jornalismo. Até porque na parte tocante a este espaço, a coluna não foi na administração do Sebastião e, tampouco, será nesta do Gladson Cameli, coluna social. É bom irem se acalmando.

RELAÇÕES PRÓXIMAS

O governador Gladson Cameli tem mantido relação estreita com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, porque sabe que o insucesso da gestão na prefeitura do seu município respingará na sua imagem. E não tem nem motivo para não ajudar um gestor do seu partido.

BOA PARTE DO SUCESSO

O sucesso do deputado Ney Amorim como presidente da Assembléia Legislativa pode ser vista por alguns ângulos: a boa e democrática relação com os deputados, a relação aberta e franca com os jornalistas que cobrem os trabalhos da casa, e a sua habilidade no trato com a oposição. Mas, no tocante a ser o coordenador político do governo, enfrentará críticas dentro da aliança do governo. Não será uma transição pacífica, sem reação.

PERDA DA VALIDADE

É bom os secretários irem buscando alternativas criativas para chegar nos 100 dias de governo com algo propositivo ou ações em andamento, para solucionar os principais problemas das suas pastas. A choradeira de ter pegado um Estado quebrado tem prazo de perda de validade

NÃO VAI RESOLVER

Que o governo passado era um desastre em todos os sentidos, os que ganharam a eleição já sabiam desde a campanha. Não podem ficar dando desculpas de mamãe eu não sabia.

AÇÃO E MENOS LAMÚRIAS

O que o governo tem de acabar e com as decisões desencontradas, a dubiedade no enfrentamento de situações que pedem ter um pulso forte e consertar a Torre de Babel em que se transformou a área política, sem um coordenador respeitado. Este governo foi eleito para ser prático na solução dos problemas e não para viver tecendo lamúrias.

PAU QUE DÁ EM CHICO….

Uma figura política importante da agora situação comentou ontem com a coluna de que, não teme uma atuação virulenta do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) contra o governo, e apontou um motivo: “vem de gestões no Executivo, que também podem ser contestadas”.

POLO TECNOLÓGICO

A princípio apoio toda idéia nova e sem o cunho do ranço da mesmice. Por isso vejo com simpatia este projeto da senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS) de implantar um pólo de tecnologia no Vale do Acre. O seu maior desafio será atrair investidores para a iniciativa.

O QUE ESTAVA FALTANDO

Acontecida nos últimos dias na cidade, ao prender em tempo recorde os executores. Isso é essencial para que os crimes não virem uma bola de neve. PM e PC só merecem elogios. Existem medidas que podem ser copiadas, como ter um posto de controle de entrada e saída do Estado. No Peru, você não transita em seu território com um carro de outro país se não provar a propriedade. Por qual razão não adotar a exigência no posto do entroncamento da
estrada para Plácido de Castro, com todos os motoristas? Isso brecaria muito o trânsito de carros roubados para a Bolívia. Mas, para começo de trabalho, o comando da Segurança vai bem.

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Blog do Crica

Mazinho Serafim: “não dá conta, deixa comigo, Gladson!”

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O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, propôs ontem pela coluna de que, já que o governador Gladson Cameli não está dando conta de gerir o falido sistema de saúde estadual, onde faltam médicos, medicamentos e um bom atendimento, ao ponto de decretar estado de calamidade no setor, que passe o controle das unidades de saúde do Estado para o seu comando que, vai mostrar como é que se gerencia na crise. “Não dá conta, deixa comigo, Gladson! Eu proponho que ele entregue as unidades de saúde estaduais da região do Purus para um consórcio formado pelas prefeituras de Sena Madureira, Manuel Urbano e Santa Rosa. É só municipalizar os atendimentos, que vamos mostrar como é que se faz uma gestão que funciona mesmo na crise”, desafia Serafim. O certo é que começam a pipocar as mesmas reclamações de pacientes que não são bem atendidos, como acontecia no governo passado, e a gerar um desgaste para o governo Cameli. Mazinho disse ter o aval dos prefeitos de Santa Rosa e Manuel Urbano para fazer a proposta de municipalização da saúde, através de um consócio de prefeituras. A proposta está na mesa, com a palavra o governador Cameli.

PAGAR AS DÍVIDAS

Decretar apenas calamidade pública no sistema de saúde, não resolve o problema. Facilita a contratação de médicos, de compras, mas será uma medida paliativa, já que os contratos têm prazo estipulado. O que se deveria pensar como solução era fazer concursos definitivos.

PERDEU A MAJESTADE

O segundo maior hospital do Estado, o Hospital Regional do Juruá, está uma calamidade, faltam medicamentos, médicos, salários atrasados, fornecedores sem receber, isso deveria ser olhado pelo governador Gladson Cameli como prioridade. Aquela unidade, arqueja, Gladson!

MARCAR DE PERTO

O vice-governador Major Rocha disse a amigos que vai fiscalizar de perto as compras de medicamentos e outras que forem feitas pela secretaria de Saúde, no período do decreto de calamidade, já que serão facilitadas. Rocha promete ser rígido no acompanhamento.

VISITA AO HUERB

Ontem, o Rocha já fez uma visita no HUERB, querendo saber de tudo o que ocorria.

MAIS ATIVO

O que dá para entender desta saída do vice-governador Major Rocha do casulo dos últimos dias para se tornar um fiscal dos atos dos secretários é que sentiu que, se o governo não decolar não será somente o Gladson Cameli que irá para o fundo, ele também vai junto.

SE APERTAR, CABE MAIS UM

O publicitário Gilberto Braga, um dos donos da Companhia de Selva, que detinha os contratos de publicidade dos governos petistas, comunicou para a ASSECOM que vai disputar a licitação da verba publicitária do governo Gladson. Acho que depois de ver o atual governo lotado de companheiros petistas, o Gilberto, esperto, deve ter pensado: se apertar, neste ônibus cabe mais um!

FOMA DE COMBATE

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, iniciou a entrega dos primeiros lotes de mosqueteiros com inseticida, uma das formas de combater a malária que grassa no município.

AFINIDADE GRANDE

Tenho informações seguras que as relações políticas entre o governador Ilderlei Cordeiro e o governador Gladson Cameli são muito próximas. Ilderlei foi o primeiro prefeito a ser recebido pelo Gladson. São da mesma cidade, mesmo partido, se entendem. Vão estar juntos em 2020.

NÃO CHAFURDA NESTA LAMA

Andam querendo colocar o deputado federal Alan Rick (DEM) numa lama que não chafurda, a da corrupção. É primário: cada candidato é responsável pela sua prestação de contas. Ele foi candidato a deputado federal, só tem de prestar conta da sua campanha. Da campanha da candidata a deputada Sonia Alves (DEM), que tem os gastos contestados, ela é que tem de prestar contas da aplicação do que recebeu do DEM. Não há como fazer simbiose. E, ponto!

NÃO HOUVE TRANSFERÊNCIA

E do valor que foi arrecadado pela candidata a deputada estadual Sonia Alves (DEM), não houve repasse de 16% para a campanha do deputado federal Alan Rick (DEM). E a sua prestação de contas foi aprovada por unanimidade na justiça eleitoral. Alan é um nome limpo.

REPONDO A VERDADE

A matéria que saiu no site da Folha de São Paulo trouxe uma distorção completa do assunto.

É MUITA CARA DE PAU

É muita cara de pau os que governaram o Acre nos últimos oito anos virem criticar a Saúde. No espigão do HUERB, não concluído, dos três elevadores só um funciona, e assim mesmo quando acionado, a luz interna não acende. A ala inaugurada (sic) pelo ex-governador nunca funcionou. Ao que indica é que como já iam deixar mesmo o poder, foram abandonando tudo.

INDO PARA A PARTE PRÁTICA

Ou o Gladson Cameli resolve o problema da Saúde e Segurança ou esqueça uma reeleição.

CIDADE EM PRIMEIRO PLANO

A prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, também entrou no bloco dos prefeitos que resolveram não investir recursos públicos no carnaval. Optou em investir na cidade.

DESENVOLTA PARA UMA NOVATA

A senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS) é desenvolta para quem esta iniciando um mandato. Mostrou nestes primeiros passos que não ficará trancada em um gabinete. O tipo de visitas que vem fazendo é essencial para lhe tornar mais ciente das necessidades do Estado.

PREM BABA MALHEIROS

A equipe econômica do governo Gladson Cameli vem segurando os recursos com munheca fechada. Tudo sob a orientação do guru do governo, o nosso Prem Baba Malheiros. Nada acontece na área econômica que não passe por seu crivo. Secretários estão vivendo a pão e água.

PODEM ANOTAR

Caso ao final do mandato, o governador Gladson Cameli resolva disputar o Senado, o que não é descartável, aposto e pago dobrado como o vice-governador Rocha se lançará a candidato ao governo.

FAMÍLIA COMPLICADA

Quem tem filhos como o presidente Jair Bolsonaro não precisa de oposição. Cada um mais atrapalhado do que o outro. Aliás, para a oposição não poderia haver filhos melhores.

TOM DO CONTRADITÓRIO

A presença do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) de volta ao parlamento é boa por representar um contraditório de qualidade, nos debates com a base do governo na ALEAC.

OPOSIÇÃO DE QUALIDADE

Os deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB) e o deputado Daniel Zen (PT) vão se destacando neste início de legislatura como uma oposição de qualidade ao governo Gladson Cameli. Não é aquela oposição virulenta, rancorosa, mas sim feita em cima de dados e debatendo idéias.

NÃO PRECISAVA DO DESGASTE

O líder do governo, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), não fez uma avaliação antes de colocar um irmão num cargo de confiança do governo, porque lhe abre um flanco aos ataques.

PROBLEMÃO NO COLO

O governo está com um abacaxi no colo, a promessa de campanha de que resolveria o problema dos servidores do Pró-Saúde, alguns já demitidos, e outros na pauta para a demissão. Numa Saúde em que faltam funcionários, demitir seria aprofundar o caos.

DEPASA É A META

Esta sendo feita uma varredura no DEPASA. O líder do governo, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) deixou vazar o fato na última sessão da ALEAC. Será o segundo órgão do Estado – primeiro foi o DETRAN – a ter as suas vísceras expostas para a opinião pública.

ORELHA DE FREIRA

Até agora, pelo menos, oficialmente, não se sabe quem é o articulador político do governo. Foram nomeados quatro assessores especiais e não se decidiu o que cada um fará na função.

UMA CORREÇÃO

Uma correção, dos nomeados para ser assessor especial, um deles dá para se prever em que área vai atuar: como Pastor evangélico, Jairo Carvalho deverá fazer cultos e sessões de descarrego pelas bandas do Gabinete Civil. E tentar converter o Ribamar, e cobrar dízimo.

DEBATE QUE DESGASTE

A prefeita Socorro Neri deveria continuar postando o que pensa e as atividades da PMRB, mas deveria evitar ficar respondendo a internautas, porque isso só vai lhe gerar desgastes.

CONFETE, SERPENTINA E CARNAVAL

Vamos voltar no tempo. A capital tinha grandes carnavais de clube. O Juventus com o seu vermelho e preto. O Rio Branco com o tradicional vermelho e branco, o Atlético Acreano com o azul e Branco, e ainda tinha Vasco da Gama e outros clubes. Tudo funcionava azeitado, enquanto o poder público estava distante. Aliás, toda vez que o Estado quer intervir na iniciativa privada vira um Rei Midas ao contrário. Midas, em tudo que tocava virava ouro, o Estado vira merda. Pois bem, o PT chega ao poder e com a sua mania estatizante criou o “Carnaval Popular” e liquidou o carnaval de clube. Faço a colocação para entrar nesta troca de farpas entre PMRB e Secretaria de Turismo. Acho que o Estado e a PMRB têm outras prioridades que organizar carnaval. A PMRB precisa juntar os seus trocados para uma grande intervenção na cidade no verão. O governo acaba de decretar estado de calamidade na saúde. E nós vamos discutir realização de carnaval? É prioridade? O que houve nesta questão do carnaval na Avenida Brasil foi que antes de se tomar qualquer medida para a sua realização não se conversou com quem administra a cidade, a prefeita Socorro Neri. Respeito muito o trabalho da Eliane Sinhasique, seja como deputada, como secretária e colega de imprensa. Mas, peca pela ânsia. Por qual razão levar um carnaval para a Avenida Brasil? Por qual razão não manter na Gameleira? É falsa a premissa que o poder público não ia gastar nada. A logística para montar uma estrutura de segurança, para o controle do trânsito, tudo isso teria gastos com a execução. A decisão tomada pela prefeita Socorro Neri não deve ser vista como autoritária, nem política, mas técnica, e saiu após ouvir os seus assessores, que consideraram o local inviável. A decisão é dela, ela é a prefeita. Ponto. Ainda é tempo de levar o carnaval para a Gameleira. Mas, se não for possível, o mundo não vai acabar. Prefiro ter uma cidade sem buracos e asfaltada, hospitais com médicos e medicamentos e segurança para a população acreana. Respeito quem pensa o contrário. Mas este é o meu ponto de vista.

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Blog do Crica

Como deve ser um presidente de um poder

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O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), aprendeu cedo como comandar uma casa política de posições divergentes e complicada. Neste pouco mais de um mês à frente do Legislativo tem se mostrado um conciliador, o que já lhe rendeu elogios de deputados do PT. Até aqui a sua conduta é unanimidade na ALEAC. De um presidente exige-se que seja um magistrado e não tome posição a favor de nenhuma ala política, mas que, ele seja neutro. É exatamente assim como o deputado Nicolau Junior (vem se comportando. Os debates estão fluindo sem interferência da mesa diretora.

A CARA DA FLORESTANIA

Pipocam nas redes sociais protestos contra a ida do ex-secretário dos governos Jorge Viana e Binho Marques, Carlos Ovídio, o “Rezende”, um dos formuladores da “florestania”, para chefiar a ANAC- Agência de Negócios do Acre. A indicação foi feita pelo PDT. O deputado Tchê justifica ser o indicado “competente” e que hoje, ele encontra-se filiado ao PDT.

ENDEREÇO ERRADO

Virou lugar comum abrir meu Zap e encontrar protestos contra as nomeações de petistas. Estão mandando ao endereço errado. Mandem para o Gladson Cameli. Não sou do governo, não tenho negócio com o governo, e não tenho a caneta que nomeia. Certo, meus amigos?

ATÉ LETRA DE TOADA

Tenho mesmo que rir. Não dá para ficar sério. Mandaram até a letra da Toada do “Boi Garantido”, que tem o refrão: “a cor do meu batuque tem o toque e tem o som da minha voz/ Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão/o velho comunista se aliançou ao rubro do rubor do meu amor/ Vermelhou..”. Já disse, por mim podem nomear o Carioca.

TOALHA JOGADA

Com o ofício enviado pelo governador Gladson Cameli ao presidente da ALEAC, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), pedindo a saída de pauta do ato que indicava Alércio Dias, para a presidência do ACREPREVIDÊNCIA, é um sinal claro que desistiu tê-lo no cargo.

COMEÇOU TUDO ERRADO

A questão é que este processo começou todo errado. O Alércio Dias não poderia ter sido nomeado para comandar o ACREPREVIDÊNCIA, antes de seu nome passar pelo crivo da comissão especial do Legislativo. Está na lei!. A confusão que se formou é apenas o rescaldo.

DEIXANDO EM PRATOS LIMPOS

Nesta discussão jurídica que se formou em torno da indicação do Alércio Dias para o ACREPREVIDÊNCIA, um ponto tem que ficar bem claro, para não prevalecer uma injustiça: o Alércio não foi condenado no processo em debate por “improbidade administrativa”.

MAIORIA É MAIORIA

No parlamento, quem dá as cartas é quem tem maioria. Nada mais natural de que os presidentes das comissões parlamentares da ALEAC venham a ser indicados pelo grupo majoritário. Especialmente, as principais, como a Comissão de Constituição e Justiça.

RECOMENDAÇÃO EXPRESSA

Fonte não se revela. É princípio geral do jornalismo. Tenho informação de que foi recomendado à base do governo não colocar o deputado Roberto Duarte (MDB) na presidência da Comissão de Constituição e Justiça. Motivo: críticas constantes ao governo.

COTA DOS “NÃO CONFIÁVEIS”

Não há um pronunciamento oficial, e nem vai haver, podem até negar, porque sabem que isso redundaria numa resposta dura do deputado Roberto Duarte (MDB), mas nos bastidores da corte, o emedebista está na cota dos “não confiáveis” para o projeto do governo Gladson.

MORTO POLITICAMENTE

Não vejo como o deputado Roberto Duarte (MDB) mudar o seu modo combativo de falar o que pensa. Se mudar seu estilo de fazer política, abruptamente, estará politicamente morto.

COERÊNCIA E VERDADE

O deputado Jenilson Lopes (PCdoB) é coerente quando diz não ser justo fazer críticas ao governo Gladson, que ainda não fechou o segundo mês. E fala a verdade ao alertar que, a contemporização tem prazo de validade, e depois disso, não caberá mais culpar o antecessor.

NÃO HÁ COMO ESCAPAR

Claro que, quem integrou o governo desastrado que saiu não tem legitimidade para ficar criticando o vencedor da eleição. Até porque foram co-autores da patuscada. Mas passado o tempo de tolerância, o povo vai cobrar, e com a mais justa razão, é de quem governa.

CRÍTICA É DEMOCRACIA

Não quer dizer que neste período de tolerância dos 100 dias, um ato do governador Gladson considerado polêmico não possa ser criticado. Não pode ser cobrado por obras. E discordo do deputado Géherlen Diniz (PROGRESISTAS): crítica não é hipocrisia, mas democracia.

PODE EXPLODIR

O deputado Luiz Tchê (PDT) fez ontem um comentário que é a realidade dos fatos. Se com a Reforma da Previdência houver uma corrida para se aposentar, o ACREPREVIDÊNCIA explode.

MAIS DO QUE NECESSÁRIO

A proposta apresentada pelo deputado Daniel Zen (PT) ontem na ALEAC, de se fazer um concurso para o funcionamento da Advocacia Geral do Legislativo é mais do que necessário. A ALEAC tem que ter um corpo jurídico capacitado para consultas e defesa quando preciso.

FALTA DE RESPEITO

O que houve com os aprovados nos concursos para a Polícia Civil e Polícia Militar foi uma falta de respeito por parte do governo passado. Vamos situar a origem do problema. Passaram o tempo todo enganando que iam contratar. Mentiram até o último minuto da saída. Coube ao atual governo descascar o pepino. Tenho lido comentários, como se a origem do calote fosse gestado no atual governo.

NÃO É COM OFENSA

Está rodando um vídeo dos aprovados da PM e PC com ataques ofensivos ao governador Gladson Cameli. Este não é o caminho certo. A agressão nunca substituirá o diálogo. A gente entende a revolta dos que foram enganados pelo governo passado, mas, se o atual governo prometeu começar as contratações a partir de julho é acreditar. Se em julho não cumprir, neste caso cabe se partir para a crítica e cobranças duras. Este governo, não tem dois meses!

CRONOGRAMA

O que a equipe econômica do governo deveria definir o mais urgente possível é um cronograma especificando quantos concursados serão contratados por mês, para estes terem uma base. E não ficar uma data solta como início das contratações. Seria o ponto de partida.

PROPOSTA NA MESA

Há uma proposta na mesa diretora da ALEAC para estudo, de que não faça licitação para contração de agência para fazer um pacote publicitário com a mídia, mas aproveite a estrutura da Fundação Aldeia e o trabalho de divulgação dos atos do Legislativo a um baixo custo.

MÍDIA DO GOVERNO

Este é um assunto ainda em definição dentro do governo. A Companhia de Selva, que trabalhou para os governos petistas, encerra seu contrato em abril. Como não vai ter o contrato aditivado, terá que ser feita uma nova licitação para contratar outra agência.

AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

Nada é mais criticado na área de segurança e entre os policiais que as chamadas audiências de custódia, que se queixam de serem lenientes. É comum ouvir policial dizer que prendeu um bandido, duas vezes na mesma semana, e este saírem rindo das audiências. Este é um debate que estará na pauta do pacote contra a violência, a ser discutido no Congresso.

GOVERNISTA ATÉ O TALO

O deputado Neném Almeida (SD) não é só um mero integrante da base do governo na Assembléia Legislativa, mas tem se mostrado, como se diz no popular, governista até o talo. Não deixa uma crítica da oposição ao governo Gladson Cameli sem uma pronta resposta.

CRÍTICA GERAL

Não é só o deputado Jenilson Leite (PCdoB) que critica o abandono. De amigos que passam por Tarauacá a queixa é a mesma de que a cidade virou um imenso buraco. Uma pesquisa, por certo, colocaria a prefeita Marilete Vitorino com um baixo índice de aprovação.

NOMES NA BASE

Deputados Luiz Tchê (PDT), Chico Viga (PROS), Juliana Rodrigues (PR), Wendy Lima (PSL), são nomes eleitos pela FPA, comandada pelo PT, e que devem integrar a base de apoio do Cameli.

TUDO PARA DESLANCHAR

O governador Gladson Cameli não tem como reclamar da classe política. Dos oito deputados federais , sete lhe apoiam. Terá a maioria na Assembléia Legislativa. E três senadores aliados.

ISSO SIM!

O que tem de evitar são decisões conturbadas tomadas sem reflexão do alcance político negativo. Depois que uma ratada acontece, pode até remendar, mas não conserta.

FICOU UM IMPASSE

O governo Cameli precisa simplificar as coisas. Nesta questão do Alércio, mandou tirar sua indicação de pauta, mas não diz o que vai fazer com o indicado. E fica com o desgaste no colo.

CAMINHO COMPLICADO

O caminho do PT é espinhoso. Igual aos pés de cacto que distribuíram como simbolismo no pouco frequentado aniversário dos 39 anos do partido. De fato terão que estar preparados para uma missão espinhosa: reconquistar a credibilidade popular. O partido não tem mais cargos no governo, que eram a sua moeda de troca para conseguir adesões políticas. Limitou-se a uma bancada de dois deputados estaduais. Não tem um senador e nem deputado federal. E ainda vive uma crise interna de briga pelo comando partidário, entre as lideranças tradicionais e os irrequietos integrantes da Democracia Radical, tendência que tem a presidência do diretório regional. É um caminho complicado para quem desaprendeu perder eleição. E para a eleição de 2020, as nuvens são negras: não tem um nome forte para a PMRB.

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Blog do Crica

Prefeita Socorro Neri veta carnaval na avenida Brasil, idealizado pela equipe de Gladson

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BLOG DO CRICA EXTRA 

O chefe de gabinete da prefeita Socorro Neri, Márcio Oliveira, me informou agora que, a prefeita Socorro Neri não está disposta a autorizar a realização do carnaval organizado pelo governo e iniciativa privada, na Avenida Brasil, como foi anunciado pela secretária de Turismo, Eliane Sinhasique. O RBTRANS também se posicionou contra.

O argumento é que o carnaval no centro da cidade implica em se ter de mudar toda uma logística do transporte público e também para se evitar depredação de bens  públicos que ficam na região central, como a Praça Plácido de Castro. A decisão já foi comunicada ao gabinete civil do governo Gladson Cameli.

Márcio sugere que o carnaval venha a se realizar no Arena da Floresta ou Gameleira. Também foi decidido que a prefeitura não vai financiar o carnaval nos bairros. “Quem fizer será por sua própria conta”, disse Márcio. A secretária de Turismo, Eliane Sinhasique, não quis falar antes de ouvir a negativa oficial feita pela prefeita Socorro Neri.

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