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Acre, um Estado na UTI em busca de um médico

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A última entrevista da secretária de Fazenda, Semírames Dias, faz um Raio-X que mostra a real situação financeira do Estado, comparável a um paciente grave numa UTI á busca de um médico para salvá-lo. O orçamento enviado pelo governo passado, pelo que mostra a secretária, as receitas previstas pela gestão anterior e colocadas na Lei Orçamentária Anual não têm garantias de até 31 de dezembro de estarem nos cofres do Estado. Para entender melhor, vamos para o popular: é como jogar na loteria, você pode ou não acertar. Isso levou o atual governo a fazer contingenciamento do orçamento por conta de receitas que não foram previstas. Uma Torre de Babel financeira. E tudo isso porque se fez uma Reforma Administrativa profunda, sem a qual, se teria que colocar uma placa avisando que o Acre estava fechado para balanço indeterminado. E a situação fiscal estaria muito pior. E o mais grave pode acontecer e que será o governo do Acre decretar estado de calamidade financeira, com seus prós e contra. O calote do 13º salário deixado de herança também ajuda a agravar o caos. E lá se vão mais de 70 milhões não previstos para quitar. Só para se ter uma ideia, o Estado tem que desembolsar em torno de 45 milhões mensais só para pagar parcelas dos empréstimos contraídos na gestão passada. Como alguns empréstimos são dolarizados, o valor pode subir. E se o Estado não pagar, complica ainda mais o quadro, entra para a lista dos maus pagadores e fica impossibilitado de contrair empréstimos. Pelo relato que a secretária Semírames fez sobre a quebradeira do Estado, me leva também a uma conclusão de que a chamada “transição” foi uma grande balela, um convescote para tomar café e jogar conversa fora. O governo atual errou em não fazer as revelações de agora logo após a transição e calar como se a administração passada tivesse deixando 1 bilhão de reais em caixa, o que foi uma afirmação fajuta, porque tais recursos não estão na gaveta e liberar depende de contrapartida. A situação é essa. Tem de escancarar mesmo como fez a secretária de Fazenda e tocar o barco. Lamentar, não vai resolver nada, assim como acusar, mesmo com fundada razão, o antecessor de ter deixado o Acre no fundo do buraco. O novo governo foi eleito para resolver os problemas. Não adianta ficar lamentando pelos cantos dos gabinetes. Quem casa com a viúva, cria os filhos. E o bom gestor se conhece na adversidade. Como a que o Acre atravessa.

DOIS FATOS CLAROS

Nas negociações para a futura mesa diretora da ALEAC, dois fatos ficaram configurados: o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) é o candidato do governador Gladson Cameli á presidência e o deputado Luiz Gonzaga (PSDB) do vice-governador Major Rocha. E ponto.

OUTRA FACETA

O governador Gladson Cameli prometeu a mesma mercadoria para PSDB e MDB: a primeira secretaria da mesa diretora da Assembléia Legislativa.

NÃO PRECISA DE OPOSIÇÃO

A figura do presidente Bolsonaro (PSL) não pode ser responsabilizada pelos atos desastrados do filho, mas quem tem um filho como o senador Flavio Bolsonaro (PSL), convenhamos, não precisa de oposição. Cada vez que se puxa o fio do novelo é uma trapalhada na sua conta.

CONTINUAMOS UMA DEMOCRACIA

Estão dando uma dimensão louca como se a decisão do ex-deputado federal Jean Willis (PSL), de ir morar fora do Brasil por se sentir ameaçado de morte por suas idéias, fosse um golpe contra a democracia. A sua ausência não implicará em nada. É um zero à esquerda, sem expressão. Continuamos uma democracia.

NÃO VEJO OUTRO CENÁRIO PARA ALEAC

O cenário político da próxima legislatura será o de ampla maioria do governo. A partir do momento que as pedras do tabuleiro começarem a ser mexidas, a oposição, dentro de um quadro otimista, ficará com cinco deputados. A tendência é uma debandada para o governo.

MELHOR DEFINIÇÃO

A FPA já teve seu enterro e até missa de sétimo dia depois da última eleição. A melhor definição sobre a FPA veio do presidente do PT, Cesário Braga, de que a FPA acabou por ter sido uma aliança eleitoreira e não programática. Traduzindo: sem cargos, não tem FPA.

DIFICULDADES SÉRIAS

O PT terá dificuldades sérias na próxima eleição para a prefeitura da capital, não só pelo desgaste natural e a rejeição popular registrada na última eleição, mas por falta de um nome de densidade para candidato. Os mais fortes, como Angelim, Jorge Viana, não irão ao sacrifício.

XEQUE-MATE

A situação política mais delicada para o governador Gladson Cameli, na eleição do próximo ano, acontecerá em Cruzeiro do Sul, se o prefeito Ilderlei Cordeiro resolver disputar a reeleição. É que, do outro lado terá a candidatura do grupo Vagner Sales. Ambos são aliados.

FORA DA DISPUTA

O PT está em Cruzeiro do Sul na mesma situação de Rio Branco: não tem um candidato que possa ser considerado forte para disputar a prefeitura. E depois da perda do governo ficou ainda mais fragilizado. Aliás, os petistas não conseguiram nos últimos 20 anos ter um nome de peso para a prefeitura cruzeirense. E, em 2020, o PT participará da eleição com coadjuvante.

NÃO SERÁ PRESA FÁCIL

Por suas atitudes sob impulso emocional, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), está conseguindo unir uma frente política heterogênea para lhe enfrentar na eleição do próximo ano. Ainda assim, por estar no poder, Mazinho não será fácil de ser batido.

PODE ESQUECER O ENRÊDO

O novo governo não espere outro samba-enredo que não seja o de um mandato independente do deputado Roberto Duarte (MDB), mesmo tendo sido eleito pela aliança governista. Quando for para criticar algum mal feito não se calará, porque calar seria mudar o estilo que o elegeu.

GRANDE EXPECTATIVA

Uma das grandes expectativas na ALEAC é sobre como se comportará o deputado Gérlen Diniz (PROGRESSISTAS), cotado para ser o líder do governo. É que Diniz denunciava até o ar que os ex-secretários e o ex-governador respiravam, e como líder terá que dizer amém para tudo.

NÃO SE SUSTENTA

A conversa mole de que o governo passado passou o bastão com as contas no azul não se sustenta, por ser uma balela risível. Obras inacabadas, dívidas do 13º, dívidas do Pró-Saúde, caixa zerado, este foi o saldo real recebido. O que foi passado foi uma massa falida.

NÃO É JUSTIFICATIVA

É uma justificativa necessária do novo governo, apresentar o quadro de caos à população, mas isso já se sabia durante a eleição da quebradeira do Estado. Mas terá que enfrentar e dar solução à realidade negativa. FPE não é um repasse linear, oscila entre quedas e subidas, por isso o governador tem que partir para buscar recursos além dos repasses constitucionais.

ELEITO PARA RESOLVER

O governador Gladson Cameli foi eleito para tirar o Estado do atoleiro financeiro e dar uma nova guinada econômica com um novo projeto de desenvolvimento, não vai poder ficar se lamentando a cada dificuldade encontrada. Reclamar não paga dívida. Aliás, nunca pagou!

PROTESTOS CERTOS

O governo se prepare para enfrentar uma onda de protestos sindicais, caso opte por entregar à iniciativa privada as gestões do HUERB e do Pronto Socorro. Será a repetição da reação negativa dos sindicatos quando o governo passado tentou implantar o modelo e recuou.

COM QUE CARA?

Com que cara, com que argumento, por exemplo, os deputados que eram da oposição e se reelegeram, e na ocasião da proposta do Tião Viana foram contra as terceirizações do HUERB e Pronto Socorro, serão a favor numa eventual guinada deste governo no mesmo sentido?

MDB NÃO DESCE DO MURO

O deputado Roberto Duarte (MDB) não espere a direção do MDB de quebrar lanças para exigir do governador Cameli que, este cumpra a promessa de que a primeira secretaria seria do partido. Não acredito nem um pouco que o presidente Flaviano Melo (MDB) desça do muro.

ESTAVA ESCRITO

Bem antes de entrar em ebulição a disputa pelos cargos na mesa diretora da Assembléia Legislativa, eu disse ao deputado Roberto Duarte (MDB) que, ele não contaria com os quatro votos do PT e PCdoB, por sua figura estar colada no combate ao petismo e FPA. Dito e feito.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Os que chegaram ao governo terão que se acostumar de que, quem ocupa função pública não é imune às críticas e nem se melindrarem quando cobrados. Falo no macro da atividade do jornalismo. Até porque na parte tocante a este espaço, a coluna não foi na administração do Sebastião e, tampouco, será nesta do Gladson Cameli, coluna social. É bom irem se acalmando.

RELAÇÕES PRÓXIMAS

O governador Gladson Cameli tem mantido relação estreita com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, porque sabe que o insucesso da gestão na prefeitura do seu município respingará na sua imagem. E não tem nem motivo para não ajudar um gestor do seu partido.

BOA PARTE DO SUCESSO

O sucesso do deputado Ney Amorim como presidente da Assembléia Legislativa pode ser vista por alguns ângulos: a boa e democrática relação com os deputados, a relação aberta e franca com os jornalistas que cobrem os trabalhos da casa, e a sua habilidade no trato com a oposição. Mas, no tocante a ser o coordenador político do governo, enfrentará críticas dentro da aliança do governo. Não será uma transição pacífica, sem reação.

PERDA DA VALIDADE

É bom os secretários irem buscando alternativas criativas para chegar nos 100 dias de governo com algo propositivo ou ações em andamento, para solucionar os principais problemas das suas pastas. A choradeira de ter pegado um Estado quebrado tem prazo de perda de validade

NÃO VAI RESOLVER

Que o governo passado era um desastre em todos os sentidos, os que ganharam a eleição já sabiam desde a campanha. Não podem ficar dando desculpas de mamãe eu não sabia.

AÇÃO E MENOS LAMÚRIAS

O que o governo tem de acabar e com as decisões desencontradas, a dubiedade no enfrentamento de situações que pedem ter um pulso forte e consertar a Torre de Babel em que se transformou a área política, sem um coordenador respeitado. Este governo foi eleito para ser prático na solução dos problemas e não para viver tecendo lamúrias.

PAU QUE DÁ EM CHICO….

Uma figura política importante da agora situação comentou ontem com a coluna de que, não teme uma atuação virulenta do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) contra o governo, e apontou um motivo: “vem de gestões no Executivo, que também podem ser contestadas”.

POLO TECNOLÓGICO

A princípio apoio toda idéia nova e sem o cunho do ranço da mesmice. Por isso vejo com simpatia este projeto da senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS) de implantar um pólo de tecnologia no Vale do Acre. O seu maior desafio será atrair investidores para a iniciativa.

O QUE ESTAVA FALTANDO

Acontecida nos últimos dias na cidade, ao prender em tempo recorde os executores. Isso é essencial para que os crimes não virem uma bola de neve. PM e PC só merecem elogios. Existem medidas que podem ser copiadas, como ter um posto de controle de entrada e saída do Estado. No Peru, você não transita em seu território com um carro de outro país se não provar a propriedade. Por qual razão não adotar a exigência no posto do entroncamento da
estrada para Plácido de Castro, com todos os motoristas? Isso brecaria muito o trânsito de carros roubados para a Bolívia. Mas, para começo de trabalho, o comando da Segurança vai bem.

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Blog do Crica

Base do governo prepara CPI da Anac, Depasa e Ruas do Povo

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O que dá para rir, também, dá para chorar. Alegria de minoria no parlamento costuma ter duração fugaz. Com o vice-governador Major Rocha agora envolvido diretamente na parte política, uma reunião está marcada para o início da próxima semana, que pode ser na segunda ou terça-feira, com a bancada governista para afinar ainda mais os discursos na defesa do governo Gladson Cameli e colocar os deputados de oposição e os rebelados no quadrado dos deputados minoritários. Estará em discussão a apresentação de CPIs para investigar o DEPASA, ANAC (Peixes da Amazônia, ZPE, Fábrica de Tacos, Fábrica de Camisinhas) e o HUERB. O vice- governador Major Rocha diz que, a partir de agora, o jogo será duro: “quem for da base do governo será tratado como base pelo governo. Quem for oposição ou integrar o grupo dos chamados “independentes, será tratado como adversário. Ou você é governo, ou não é governo. A base tem de estar coesa. E, eu farei de tudo para isso vir a acontecer”, prometeu. Todos os ex-gestores dos órgãos que serão alvos de CPIs que os governistas pretendem criar, serão chamados a depor, estejam ou não ocupando mandatos parlamentares. “Temos de passar tudo a limpo, sempre fui a favor de CPI”, diz Rocha. Prenúncio de bons debates na ALEAC.

O JOGO ERA BRUTO

O vice-governador Major Rocha diz que, ao contrário do PT, sempre foi a favor da instalação de CPI, do debate. Lembra que no governo passado, todo projeto seu era vetado, e para ser aprovado tinha que colocar no nome de um deputado da FPA. Erra assim que funcionava, diz.

NÃO PASSAVA NADA

Nenhum projeto que tinha a minha assinatura, por mais que fosse beneficiar a população, o governo do PT não deixava passar, lembra o vice-governador Major Rocha. Tudo era derrubado, relembra a sua passagem pela Assembléia Legislativa

MAIORIA É PARA SER USADA

Sobre a “CPI da ENERGISA”, o vice Major Rocha diz não ser contrário que venha ser realizada, Mas lembra que na composição deve ser seguido o critério da proporcionalidade das bancadas e a maioria pode indicar o Presidente e o Relator da CPI, porque assim funciona no parlamento.

ROBERTO DUARTE FORA

A coluna tem informação de um deputado da base do governo que participou do café da manhã da última segunda-feira, que um ponto foi levantado e acatado por unanimidade: não aceitarão o deputado Roberto Duarte (MDB) participando. Seu isolamento começará pela derrubada de seus requerimentos e projetos que tramitarem na ALEAC. “O Roberto será tratado como um deputado de oposição”, disse á coluna o parlamentar governista.

DOIS TRATORES

O certo é que o barco da oposição vai passar a navegar em mar revolto e não mais em águas plácidas. O vice-governador Major Rocha é um trator com os adversários; e, com o deputado Luiz Tchê (PDT), preparado, bom de debate, corajoso, o a oposição perderá seu protagonismo.

INVERSÃO DE VALORES

O vice Major Rocha e o deputado Tchê (PDT) têm razão de que estava tendo uma inversão de forças na ALEAC com uma oposição dando o rumo dos debates no parlamento. Acompanhei governador na ALEAC desde o Wanderley Dantas, e nunca vi minoria comandar a maioria.

BASICAMENTE O QUE QUERIAM

Ainda que em minoria os deputados da oposição ditaram até aqui, as normas na ALEAC, ante uma maioria calada, desorganizada e sem poder de reação. Mesmo inusitado, isso aconteceu.

ESTAVA SEM COMANDO

O que aconteceu também neste início de legislatura, foi o que a coluna vinha colocando sempre de que não havia uma cabeça de pulso forte que pudesse congregar os deputados da base, o que será suprido com a entrada do vice-governador e do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, no centro dos debates. O governador Gladson Cameli deixou solto.

MINORU ESTÁ NA MIRA

O PSDB não desistiu de ter o professor Minoru Kinpara para ser o candidato do partido a prefeito de Rio Branco. A informação que tenho é de que os dirigentes tucanos vão insistir no convencimento para a sua filiação, porque o consideram como sendo o candidato ideal.

EXISTEM CAMINHOS E CAMINHOS

Se o deputado Roberto Duarte (MDB) quer cumprir o seu mandato sem buscar uma candidatura majoritária está com a postura certa de virar oposição ao governo. Mas, se quiser ser candidato à PMRB, não vejo como boa estratégia colar a imagem ao PT e PCdoB, na ALEAC. Por um motivo simples: ambos foram justamente os partidos que o eleitor varreu do poder.

COMO É QUE VAI CRITICAR?

Numa eleição para a PMRB, como é que, ele vai criticar as gestões do PT e PCdoB, aliança que estava na gestão do ex-prefeito Marcus Alexandre, de quem foi um adversário ferrenho, e que hoje são os seus aliados na Assembléia Legislativa? O PT e PCdoB estarão juntos numa aliança no próximo ano, com candidaturas próprias, ou apoiando a prefeita Socorro Neri. Será o jogo.

NÃO PASSAVA NADA

O endurecimento da base do governo depois desse novo formato em ajustes, não pode ser criticado pela oposição. Nos governos do Binho, do Jorge Viana e do Tião Viana a oposição não aprovava nada, tinham o domínio dos seus deputados em todas as votações que aconteciam.

GOVERNO É PARA GOVERNAR

As urnas é que decidem: quem ganha governa. E não estavam errados os governadores do PT quando usavam o poder em sua plenitude, impondo um rumo, o poder é para ser usado mesmo. “Aos vencedores, as batatas”, já dizia o velho ditado. Governo fraco é um fracasso.

OU FALA OU CALA

O deputado Fagner Calegário (PV) fez ontem, a acusação mais grave neste início de debate da “CPI DA ENERGISA”, ao jogar no ar a suspeição de que parlamentares estariam numa suposta lista de propina da empresa para amolecer. Ou fala os nomes ou a acusação cai no descrédito.

QUAIS SÃO OS PROPINEIROS?

Acusação de tamanha gravidade se faz com provas em mãos. Se não tem, não se deve fazer.

PELO MENOS METADE

A esperança dos que foram induzidos de que a “CPI da ENERGISA” vai baixar o preço da energia, que tem nos principais condutores os deputados Jenilson Lopes (PCdoB) e Evaldo Magalhães (PCdoB), é de que ao seu final, a próxima conta venha com valor pela metade.

A MÃO QUE AFAGA…..

Estamos na era das redes sociais. Assim como se tornou viral que a “CPI da ENERGISA” derrubará o valor da conta de luz, o povo não aceitará outro resultado, que não seja este. E não derrubando, como disse o poeta, “a mão que afaga, é a mesma que apedreja”.

CHAPA EM DISCUSSÃO

O ex-prefeito de Senador Guiomard, Celso Ribeiro, pode reaparecer na política, na eleição do próximo ano no município numa chapa majoritária, como vice da candidata à prefeita Branca Menezes (PSDB). As primeiras conversas com dirigentes tucanos, já foram entabuladas neste sentido.

PELÉ CAMPOS

O ex-vereador de Feijó, Pelé Campos, é o rei em levar rasteiras de aliados. Sempre prometem que será candidato a prefeito, mas antes da convenção mudam a prosa. Desta feita, parece que disputará mesmo a prefeitura de Feijó pelo PSDB, é o nome do vice-governador Major Rocha.

REVISTA DO ZEN

Bem elaborada a revista “Acre Que Queremos”, do deputado Daniel Zen (PT), com um resumo das principais ações do primeiro mandato na ALEAC. É uma prestação de contas dos últimos quatro anos. A publicação mostra de forma transparente ao povo sua produção parlamentar.

TEVE MAIS DIFÍCIL

O presidente do PT, Cesário Braga, continua com a lamúria depois da derrota do Fernando Haddad (PT) a presidente, vendo tempos negros em tudo que acontece no Brasil. Costuma lamentar em suas postagens que “Tá Difícil!”. Difícil, Cesário, foi suportar a atrapalhada Dilma.

APELO DE UM PAI

Postagem que me chegou. Como é uma cobrança política, publico: “governador, mande consertar as pontes e os porquinhos do Canal da Maternidade, começando pelo Palheiral e João Eduardo, onde levo meu filho Igor, 3 anos, para passear, e parece uma cidade devastada”.

RESERVADO Á BANDIDAGEM

Além da destruição como foi entregue o “Parque da Maternidade” ao novo governo, abandonado, estruturas quebradas, na escuridão, o logradouro virou parada de bandidos na parte noturna e se tornou um perigo se trafegar no espaço, com os constantes assaltos. O
governo não pode mais ficar olhando pelo retrovisor, não bastasse o esgoto do Canal a céu aberto, agora se soma a violência.

CORTE RASO NA GASTANÇA

Leio na entrevista do colega Astério Moreira, no ac24horas, de que, o chefe do gabinete civil Ribamar Trindade, reduziu em apenas 100 dias, as despesas do órgão, que foram de 2 milhões e 154 mil reais no governo passado, para 299 mil reais. Foi um corte raso na gastança.

FOI PRECISO LEVAR UMAS PAULADAS

Foi preciso o governador Gladson Cameli levar umas pauladas na Assembléia Legislativa para entender que sem uma afinação com os deputados que estavam na sua aliança não governa. O que vinha causando surpresa é que o Gladson veio do parlamento e sabe como é que as coisas funcionam. A entrada do vice-governador Major Rocha no processo político foi um saque inteligente do governo, porque é habilidoso na conversa com os aliados e muito duro, quando se trata de peitar os adversários. Com esta nova afinação, o Gladson poderá ter a paz de saber que os seus projetos que forem enviados para o Legislativo serão aprovados, por uma larga margem de votos. Faltava conversa. Agora, deliberou-se que, a cada 15 dias haverá uma reunião dos deputados da base com os que comandam o governo. A prosa será mudada na ALEAC.

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Blog do Crica

Tchê desmonta a farsa da CPI

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O discurso de ontem do deputado Luiz Tchê (PDT) serviu para desnudar a farsa da oposição com a “CPI da Energisa”. Foi a fala mais lúcida e real de todas que abordaram o assunto. Começou dizendo que não passava de um populismo vulgar. O que é verdade. Desmontou os pilares de barro em que se sustentaram os principais articuladores da CPI, deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Jenilson Lopes (PCdoB) para instalar a peça investigativa. Primeiro que a CPI não tem força jurídica para baixar o preço da energia, como foi falsamente propagandeado na opinião pública, destacou. A questão do reajuste da tarifa é da competência de um órgão federal, a ANEEL, na qual a ALEAC não tem jurisdição. Sobre investigar o contrato e a privatização da Eletroacre, destacou Tchê ser outra falácia, porque os contratos são públicos, não é preciso de CPI para ter acesso. Obrigar o governo estadual a baixar a alíquota do ICMS, a CPI também não tem este poder, porque a ALEAC não pode legislar sobre tributação e finanças do Estado. Tchê foi cirúrgico ao dizer que estava retirando a sua assinatura da CPI, para não burlar a boa-fé do povo. “não vou adotar um discurso populista de que a CPI vai baixar a conta de luz por ser mentira, nem vou servir de suporte para candidato a prefeito de Rio Branco se promover, já basta o que aconteceu com a Telexfree, que denunciei ser uma pirâmide, insistiram em enganar a população, e os investidores saíram lesados”. O deputado Luiz Tchê foi franco com a claque levada por deputados para aplaudir os seus discursos e vaiar os adversários. “Eles estão enganando vocês, a CPI não vai baixar o preço da tarifa de energia, e eu não vou fazer parte dessa enganação”, disse Tchê referindo-se aos manifestantes.

PAULADA NA DEMAGOGIA

O discurso do deputado Luiz Tchê (PDT) foi uma paulada na demagogia da CPI da Energisa.

NÃO SE SABE QUEM MANDA

Ao que parecem, as trapalhadas neste início de governo do Gladson Cameli estão se refletindo também na Assembléia Legislativa, onde a base de apoio ao governo somente existe na ficção. Se me perguntarem quem na prática é o articulador político do governo, eu direi que não sei.

BARRADO NO CAFÉ

O governo considera, como já coloquei em colunas passadas, o deputado Roberto Duarte (MDB), um “caso perdido”. Tanto é assim que não é convidado mais nem para tomar café.

PARA REFLEXÃO DAS MULHERES

Da Ministra Damares Alves, ontem, na Câmara dos Deputados: “Na minha concepção cristã, mulher no casamento é submissa ao homem”. As senhoras e senhoritas concordam?

PMRB NAS RUAS

A prefeita Socorro Neri anunciou para o próximo dia 22 o início da “Operação Verão”. Estarão nas ruas 700 trabalhadores, 33 equipes, 250 máquinas e equipamentos, com investimentos de 50 milhões de reais. 227 bairros serão beneficiados e cerca de 1.500 ruas atingidas. Não podia era jogar dinheiro pelo ralo com tapa-buracos no pique do inverno.

VOLUME MAIOR

O volume da “Operação Verão” deste ano é superior ao colocado nas ruas ano passado.

HORA DA VERDADE

Quando terminar esta CPI e os populares que apoiaram verem que não houve queda nas suas contas de luz, podem ficar certos os deputados que criaram a falsa expectativa, vão se ferrar na opinião pública, porque os que foram contra farão o maior carnaval nas suas imagens.

NAS ASAS DA GOL

O governador Gladson Cameli é um apaixonado pela aviação. Quando se procura o homem, ele já emendou uma viagem atrás da outra. Devia aproveitar e fazer um curso de piloto.

CENSURA VOLTOU

Não foi nem preciso se instalar outra ditadura militar no país. A censura à imprensa voltou com a sua garra afiada e vinda do STF, que justamente deveria ser o guardião da liberdade de expressão. A censura ao O ANTAGONISTA é odiosa. Ninguém do Judiciário está acima da lei.

PROTESTO COM VIGOR

De onde menos se esperava da bancada federal acreana veio um protesto com vigor contra a censura ao site O ANTAGONISTA, que faz um jornalismo sem amarras. O senador Márcio Bittar (MDB), condenou o ato de censura por Ministros do STF. Estamos na ditadura da toga?

JÁ DIZIA O SARNEY

Há uma frase do senador Sarney (MDB) que se aplica como uma luva ao ato de censura, que vem recebendo repúdio de entidades diversas e uma condenação nacional: “a pior ditadura é a da toga”. Frase perfeita, porque neste caso, não há mais a quem se recorrer de uma violência.

NÃO PRECISA DE CPI

Ontem foi travada uma discussão entre deputados da base do governo acerca da montagem de CPIs sobre o HUERB, UPA de Cruzeiro do Sul, DEPASA e Ruas do Povo. Não vejo sentido, porque todas as informações sobre estes órgãos estão com o governo, basta acionar o MP.

SAIU DO LIMBO

O senador Jorge Viana (PT) saiu ontem do limbo para distribuir aos jornalistas uma tabela mostrando os tetos e reajustes do ICMS sobre a tarifa de energia elétrica de todos os governadores. Não captei o sentido, talvez, para mostrar que não foi único a adotar a medida.

O JOGO VAI COMEÇAR

O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, prepara o lançamento de uma grande frente de obras com a chegada do verão, que envolverá um investimento na ordem de 17 milhões de reais. Serão aplicados em escolas, pavimentação da cidade, e outros setores.

FIRME COM A CPI

Quem tem se mostrado firme na defesa da CPI é a deputada Meire Serafim (MDB), que foi ontem à tribuna para reiterar este apoio. A parlamentar deixou de integrar a base do governo.

O FILHO É TEU

O deputado José Bestene (PROGRESSISTAS) tece ironias sobre a valentia inesperada de deputados da ex-base do Tião Viana: “HUERB está 15 anos parado, dinheiro jogado no ralo na Saúde, Habitação, nunca falaram nada, e só agora viraram valentes contra o governo”?

FOI DE SE BELISCAR

O deputado Roberto Duarte (MDB), um dos críticos mais ferozes do governo na ALEAC, foi ontem à tribuna para encher o governador Gladson Cameli de elogios por cumprir a promessa de contratar os concursados da PM e Polícia Civil. Foi de se beliscar para ver se não era sonho.

COMEÇOU O DISSE NÃO DISSE

O deputado Roberto Duarte (MDB), que é advogado respeitado, já sentiu que a CPI pode ser um tiro no pé, se o preço da tarifa de energia elétrica não for reduzido. Ontem, no seu discurso, já veio na tribuna com a versão real de que a CPI não vai reduzir o preço da energia.

COMO É QUE É, EDVALDO?

Quer dizer que há uma cobrança abusiva do ICMS pelo Estado em cima da conta de luz, meu bom deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB)? Uma perguntinha, sem ofender: por qual razão ficou calado quando o Jorge Viana, de cujo governo era líder na ALEAC, aumentou o teto do ICMS e não se viu um pio contrário seu na tribuna? Fez foi na verdade comandar a aprovação.

UMA CONVERSA SÓ

Fiquei escorado na parede das galerias só para captar o que diziam os manifestantes que foram levados por deputados da oposição para protestar na ALEAC. Uma conversa só: todos acreditando que a CPI baixará o preço da conta de luz. Venderam alho por bugalho ao povo.

ALGUÉM TERÁ DE ESPIRRAR

Nesta briga entre o presidente do PSL, Pedro Valério, e o secretário-geral Tião Bocalom, alguém vai ter que espirrar, Não há mais lugar para ambos, após tantas acusações trocadas.

ESTE FILME É ANTIGO

A deputada federal Mara Rocha (PSDB) anunciou a criação de um projeto para criação de abelhas. Este filme eu vi no governo passado, com promessa de vender mel até para o Japão em dólares. Não se conhece nem um pingo do mel resultante daquele projeto. Pé atrás!

APERTA O DR. ROXINHO

O deputado Fagner Calegário (PV) reclama de que o governo não paga via FUNTAC há 3 meses os empresários que tocam a Fábrica de Camisinhas de Xapuri, e que por conta disso a empresa pode fechar e acontecer demissão. Aperta o pescoço do Dr. Roxinho, Calegário!

EMPREGO E RENDA

O deputado federal Alan Rick (DEM) está empenhado em buscar soluções junto ao Ministério da Saúde para que a fábrica de camisinhas, que dá emprego a cem famílias, possa continuar funcionando.

MIL VEZES O TCHÊ

Prefiro mil vezes uma posição firme e aberta como esta do deputado Luiz Tchê (PDT), de mostrar as falácias da CPI da Energisa, do que alguns deputados que posam para a platéia.

AUSTERIDADE TOTAL

A mesa diretora da ALEAC, com a dupla Nicolau Junior (PROGRESSISITAS) na presidência e o deputado Luiz Gonzaga (PSDB) na primeira secretaria deu uma enxugadas nos gastos da casa.

PODE INDICAR O VICE

A deputada Maria Antonia (PROS), que reforçou as suas bases políticas em Brasiléia desde a última eleição com o marido Deda, disse ontem à coluna de que não descarta o seu grupo indicar o vice na chapa da prefeita Fernanda, que disputará a reeleição no próximo ano.

BASE PARA VALER

O vice-governador Major Rocha reuniu ontem a base do governo para um café da manhã e saíram todos afinados na defesa do governo na Assembléia Legislativa. “Daqui para frente quem é governo será governo, e quem não for governo que se junte com a oposição, nesta nova cara da base não há lugar para quem não tem uma posição definida”, afirmou Rocha. Da reunião participou também o secretário Ney Amorim. Rocha disse que a tônica na ALEAC será a de todo o parlamento: quem tem minoria esperneia, quem for maioria é quem dá as cartas. Rocha promete que de hoje em diante a oposição será colocada do seu tamanho: minoritária.

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