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Videomaker do ac24horas mostra as realidades distintas dos acreanos que sofrem com a cheia do Rio Acre

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As preocupações são sempre as mesmas para quem mora nas consideradas áreas de risco na capital do Acre, Rio Branco. O ac24horas nem esperou a água subir para ir nos locais onde a água chega primeiro.

O vídeomaker do ac24horas, Kennedy Santos, conheceu realidades distintas de quem ainda espera pela presença do poder público, dos que se sentem seguros por terem um lugar bem distante do rio e também dos que se sentem injustiçados e não confiam na tão propagada mudança de vida.

A reportagem mostrou ainda a preocupação e o planejamento da Defesa Civil de Rio Branco, ainda que a enchente seja apenas uma possibilidade. Assista a reportagem na íntegra:

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Acre 01

Acre tem cerca de 10 mil autistas e apenas três neuropediatras disponíveis

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A Associação Família Azul no Acre, uma das representantes da comunidade autista no estado, comemorou a sanção da Lei nº 13.861/2019, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 19, que passa a incluir informações sobre pessoas com autismo nos censos demográficos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, a entidade também pondera alguns problemas com relação a políticas públicas no Acre.

O maior deles diz respeito à saúde, que por sua vez implica diretamente na educação dessas crianças, já que elas precisam do laudo médico para obter mediador individual na sala de aula, caso necessário ou, ainda mais grave: não conseguem ter acesso à medicação específica. Dados atuais da associação apontam que o estado tem cerca de nove e 10 mil autistas contabilizados – entre crianças e adultos, e somente três médicos neuropediatras para atender a demanda infantil em todo o Acre. Destas, duas residem em Rio Branco e a terceira mora fora do estado, vindo raramente ao Acre.

Para o presidente da associação, o déficit de profissionais da saúde representa um grande descaso para com a comunidade local. “A falta de profissionais especializados é o grande problema que existe no Acre, assim como no restante do país. O diagnóstico do autismo é complexo e requer uma equipe, muitas vezes, de uma equipe multidisciplinar”, explica Abrahão Carlos Mota Púpio.

Segundo Púpio, existem muitas crianças e adultos espalhados pelos municípios do estado sem saber, sequer, que são autistas. “Alguns diagnósticos demoram anos para serem finalizados e a falta de profissionais na rotina de saúde dessas pessoas atrapalha muito”.

Na maioria das vezes, os pacientes precisam de um acompanhamento contínuo de psicólogos, neurologistas, terapeutas, psicopedagogas e da interação família-escola para evoluírem positivamente no tratamento, e o atendimento oferecido pela saúde pública local, em muitos dos casos, não tem sido suficiente ou agregados serviços necessários.

A estudante Ana Lice Xavier, de 25 anos, é mãe do pequeno Murilo, de apenas 6 anos, e confirma a precariedade de médicos disponíveis pelo estado no acompanhamento do filho, que mesmo com Desordem do Espectro Autista de Nível 1, sem a presença de prejuízos intelectuais ou verbais, também exige auxílio médico. “Essa realmente é a questão que mais preocupa, que é a falta de profissionais especializados. A médica que atende meu filho, por exemplo, só está disponível para atender aqui uma vez por ano”, destaca.

O ac24horas procurou a secretaria de Estado de Saúde por meio de sua assessoria de comunicação, mas o departamento se negou a responder os questionamentos referentes ao déficit de neuropediatras no Acre.

Inclusão

A lei recém-sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro inclui as especificidades do transtorno do espectro autista nos censos demográficos. Até então, não existiam meios para a inclusão de dados oficiais sobre as pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) no Brasil. O censo será realizado a cada dez anos.

“Vai possibilitar o desenvolvimento de novas políticas públicas mais eficientes. O censo é muito importante, pois se trata de uma pesquisa que chega em todo o Brasil, ate nos mais lugares mais distantes. E uma mapa de onde estão e como estão esses autistas pode fazer com que autoridades federais, estaduais e municipais ofereçam politicas publicas melhores a essa população”, ressalta Abrahão Púpio.

Autismo

O Transtorno do Espectro Autista resulta de uma desordem no desenvolvimento cerebral e engloba o autismo e a Síndrome de Asperger, além de outros transtornos, que acarretam modificações na capacidade de comunicação, na interação social e no comportamento. Há aproximadamente 70 milhões de pessoas no mundo com autismo. Só no Brasil, esse número é de 2 milhões.

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Na rede

Ilderlei diz que pode ser “plano B” para a disputa do governo

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O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, que já entrou com recurso contra a cassação de seu diploma e Inelegibilidade por oito anos, na Justiça Eleitoral, disse que deverá cumprir seu mandato até o fim e que não teme ficar inelegível.

Cordeiro não vê ameaça ao seu futuro político e diz que, além de disputar a reeleição, também poderá ser o “plano B” de seu grupo político para o senado ou até o governo do Estado. Como integrantes de seu grupo ele cita o governador Gladson Cameli, senadores Sérgio Petecão e Márcio Bittar e os deputados federais Wanda Milani, Alan Rick, Jesus Sérgio e Manoel Marcus. Com o vice Major Rocha e a deputada federal Mara Rocha, Ilderlei diz que também tem estreitado relações. Para ele, na política todas as possibilidades devem ser consideradas.

“Se Gladson não for pra reeleição, se não tiver boa aceitação, se algo acontecer com ele, nosso grupo precisa de um plano B. Da mesma forma é no senado. Eu na verdade tenho sim a vontade no meu coração de ser candidato ao senado e para isso, posso ficar dois anos sem mandato, o que não me traria nenhum problema. Nada na política não se faz nada sozinho e tudo deve ser levado em consideração”, afirma

O grupo político, de acordo com Ilderlei, deve estar sempre atento à leitura do momento e usar os quadros políticos de que dispõe. ” Não podemos é ser pegos de surpresa, temos que traçar planos e sempre analisar resultados dentro do grupo”.

No Recurso apresentado na última quarta-feira ao juiz Erik da Fonseca Farhat, Ilderlei, por meio do advogado Marcus Vinícius, pede a revisão da decretação de perda do diploma e da inelegibilidade.

No caso de negativa da decisão monocrática, o caso vai para o colegiado do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Rio Branco e na sequência, Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Apresentamos muitas provas da minha inocência nesse caso e vamos até o Supremo se necessário”.

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