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Gladson é capa da Folha de São Paulo: “Não vejo necessidade de explorar terra indígena”

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O governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), ganhou destaque na capa da Folha de São Paulo nesta sexta-feira, dia 11, ao dizer que não vê necessidade de explorar as terras indígenas. O progressista tem falado “aos quatro ventos” que vai incentivar o agronegócio no Acre para desenvolver economicamente o estado.

Segundo o periódico, num discurso alinhado ao do presidente Jair Bolsonaro (PSL), incentiva o fim de novas demarcações de áreas indígenas no país. Por outro lado, diz não ver necessidade de que terras dos índios sejam exploradas economicamente, como defende o presidente.

Cameli também diz não ver futuro em um modelo econômico para a Amazônia baseado no extrativismo, como defendia o mais famoso ativista acriano, Chico Mendes, morto há 30 anos: “Mesmo se eu quisesse incentivá-lo, a população não tem mais interesse”.

Pergunta – O senhor foi eleito governador interrompendo um ciclo de 20 anos do PT no Acre. Qual o principal desafio deixado pelos governos petistas?

Gladson Cameli – O primeiro desafio será pagar o 13º salário dos servidores, que o governador anterior não pagou, e ter a real dimensão da situação das finanças do estado. Já fizemos uma reforma administrativa na qual reduzimos o tamanho da máquina pública, o que nos dará uma economia anual de cerca de R$ 100 milhões. O segundo passo será impulsionar a economia abrindo o nosso estado para o agronegócio. A nossa agenda estará focada em criar oportunidades de negócios e gerar empregos.

P – O senhor teve uma vitória bastante contundente frente a um grupo político que dominava o estado havia duas décadas. O que acha que levou o eleitor a querer uma mudança?

GC – Houve má gestão. A segurança pública foi um fator que prevaleceu muito. Mas também havia problema em outras áreas: a saúde estava um caos, a infraestrutura era praticamente nenhuma e o servidor não estava sendo valorizado. Também houve desgaste natural do grupo que governava o estado e um desejo de mudança muito forte da população. Eu sempre digo que o político que não entendeu o recado das urnas, não se elege nunca mais. As pessoas não estão mais preocupadas com partidos, mas com ações imediatas que melhorem suas vidas.

P – O Acre é hoje, proporcionalmente, um dos estados mais violentos do país. Como enfrentar esse problema?

GC – Nós temos um problema a mais que é o fato de fazermos fronteira com Peru e Bolívia, o que potencializa a questão do tráfico de armas e entorpecentes. Minha ideia é desenvolver um plano emergencial e buscar parcerias com as Forças Armadas, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Além disso, vou dar condições para nossas polícias para fazer o combate ao tráfico. Na gestão anterior se gastava mais com propaganda do que com o custeio da Polícia Militar.

P – O Acre foi o estado em que Jair Bolsonaro teve sua melhor votação. Como vê as primeiras medidas tomadas pelo presidente?

GC – A nossa agenda estadual será bastante alinhada com a agenda que o presidente está adotando nacionalmente. Concordo com as medidas que ele está propondo. Eu vim do Legislativo e sei que as reformas são essenciais para o país voltar a crescer e para que estados e municípios possam se desenvolver. Pela primeira vez, vi um presidente montar um ministério sem indicações políticas, ele colocou pessoas competentes pensando no bem da nossa população. Daremos apoio ao presidente com nossos três senadores e nossa bancada de deputados federais.

P – O senhor falou em desenvolver o agronegócio no Acre. Como fazer isso sem comprometer a floresta amazônica?

GC – O agronegócio é a única saída para a economia do Acre, mas pode se desenvolver sem derrubar uma árvore sequer. Basta cumprir o código florestal, reduzir a burocracia e dar condições para que as empresas possam investir e gerar empregos. O que não dá é manter uma situação em que o principal empregador do estado seja o poder público. A principal economia do Acre hoje é o contracheque.

P – Como o senhor vê a decisão do presidente de suspender novas demarcações de terras indígenas?

GC – Eu concordo. O que já está demarcado é mais do que suficiente, não precisa aumentar mais nada. A única coisa que o índio quer é ter o direito a sua terra para produzir. Ele quer ter os mesmos direitos que o homem branco tem, o direito a ter uma saúde de qualidade, o direito de ir a uma faculdade. Essa conversa de que os índios querem ficar em suas aldeias é tudo conversa para enganar o mundo afora. É conversa de meia dúzia que usa o discurso indígena para se promover.

P – Como vê proposta que está sendo estudada pelo governo federal de explorar economicamente as áreas indígenas? Não acha que isso pode acentuar os conflitos agrários, como os que acontecem entre índios e madeireiros?

GC – Não acredito que nenhum grupo econômico vá ter coragem de entrar nas terras indígenas. E, pessoalmente, não vejo nenhuma necessidade de explorar as terras já demarcadas, pelo menos aqui no meu estado. É claro que tem situações pontuais como a de Roraima, em que quase metade do estado foi demarcada como terra indígena [com a reserva Raposa Terra do Sol]. Mas ali foi um caso atípico.

P – O senhor ainda crê no extrativismo como uma atividade econômica relevante no Acre ou acha que esta é uma atividade sem futuro?

GC – Acabaram com extrativismo no nosso estado. Vá em Xapuri e você vai ver. Copiaram o nosso extrativismo da borracha, levaram para a Malásia para gerar emprego lá. Enquanto isso, a nossa população da zona rural migrou para as cidades e criou um problema social. Não acredito mais no extrativismo como solução para a economia do Acre. E mesmo se eu quisesse incentivá-lo, a população não tem mais interesse. As pessoas não veem mais futuro nisso, ficaram decepcionadas e perderam a esperança.

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Cotidiano

PSD deseja Fernanda Hassem em seus quadros, mas nega negociação

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O PSD do senador Sérgio Petecão não abriu negociação com os prefeitos Tião Flores (PSB) e Fernanda Hassem (PT) para que os dois se filiem ao partido. “A visita que a nossa deputada Mafisa Petecão fez a prefeita Fernanda foi apenas institucional, mas gostaríamos sim de ter a prefeita Fernanda em nossos quadros, seria muito bom”, disse Solino Matos.

Segundo ele, o PSD começa a partir de março um processo de reestruturação e todo o interior do Estado. Tem como objetivo a preparação para as eleições do ano que vem quando candidatos a prefeito e a vereador serão lançados. “Nossa chapa de vereador em Rio Branco está sendo bem articulada, já temos nomes bons e competitivos para a disputa”, explicou.

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Cotidiano

Família procura por idoso que desapareceu no Rio Japiim, no município de Mâncio Lima

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PORTO DO RIO JAPIM EM MÂNCIO LIMA - Imagem Ilustrativa

A família de José Franessi de Souza, está realizando buscas para localizar o paredeiro do pescador que desapareceu na última quinta-feira, dia 10, no Rio Japiim, em Mâncio Lima, no interior do Acre.

Segundo a filha do pescador, Maria Francilene, o pai saiu para pescar com um sobrinho e na sexta-feira, dia 11, o sobrinho retornou, mas o pai não. “Ele foi pescar com esse meu primo, na sexta meu primo voltou e ele disse que ia ficar, mas não voltou até agora”, afirmou.

Familiares saíram em busca de Souza e encontraram a canoa com todos os pertences abandonada. “Achamos só a canoa, então não sabemos se ele caiu na água, se foi levado, não sabemos de nada”, afirmou.

Francilene afirmou que o Corpo de Bombeiros realizou uma busca muito superficial. “Foi uma busca muito superficial que não durou nem 2 horas e agora nós que estamos fazendo porque ninguém ajuda”, destacou.

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Cotidiano

Jovem recrutada por aplicativo de mensagem é presa com 8 kg de drogas na BR-317

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A Polícia Rodoviária Federal prendeu uma jovem de 18 anos, transportando oito quilos de cocaína em um táxi que fazia o trecho Brasileia-Rio Banco, pela BR-317. A moça mora em Juazeiro, na Bahia, e a droga seria entregue em Porto Velho. Aos policiais, ela relatou que receberia R$ 6 mil pelo transporte e que recebeu a proposta via aplicativo de mensagem, possivelmente o WhatsApp.

Em razão do nervosismo apresentado pela jovem, os policiais verificaram sua bagagem e localizaram dentro de uma das bolsas, oito invólucros no formato de barra e, no teste inicial, a substância foi confirmada ser cocaína.

“A jovem informou que estava há 6 dias no Acre e pegou os 8 Kg da droga na rodoviária de Brasileia, no início da noite (dia 14), e que seu destino final seria a capital rondoniense, onde entregaria a mercadoria a uma pessoa na rodoviária. Foi dado voz de prisão à passageira e a mesma foi conduzida juntamente com a droga e seus pertences, dentre os quais quase R$ 1,8 mil em espécie, para a Delegacia de Polícia Civil de Xapuri para os procedimentos pertinentes”, disse a PRF.

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