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Mazinho Serafim: “Não quero mais conversa com o Gladson”

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A frase acima foi dita no final da tarde desta quinta feira à coluna pelo prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), em relação ao fato de se considerar desrespeitado pelo governador, que prometeu que indicaria os cargos municipais da Educação e não cumpriu, preferindo beneficiar o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS). “Não aceito o que fizeram comigo. Se o Gladson Cameli e o vice-governador Rocha me procurarem não vou receber nenhum dos dois, não me procurem para não passar vergonha! Mesmo que o Gladson venha com um caminhão carregado de ouro não conversarei com eles. Quem passou estes anos enfrentando o PT aqui em Sena Madureira fui eu. Eu sei o que sofri e o que passei de perseguição, nada do que vier deste governo eu acredito. A partir de hoje sou oposição e a deputada Meire Serafim (MDB) será oposição na Assembléia Legislativa”, desabafou Mazinho ao BLOG DO CRICA.

O cerne da questão é que tinha lhe sido prometido pelo governo, que por a prefeitura, ter sido um aliado fiel de campanha, que deu ao governador uma estupenda votação em Sena, e a sua mulher ser a mais votada do Acre, os cargos da Educação no município seriam da sua cota. O Não cumprimento do acertado o levou à posição extremada. Nesta quinta, foi nomeado Silvano Farias Figueiredo, que não é do grupo do prefeito, para chefiar o Núcleo da Educação estadual no município. Mazinho denuncia uma trama que vem acontecendo desde a campanha para destruir o MDB.

“Não conseguiram. O MDB elegeu três deputados estaduais e dois deputados federais. O que deram ao MDB agora foram alguns cargos sem importância para calar a boca do partido. A minha boca não calam, vou para o enfrentamento. Daqui seis meses este governo não existe e a minha administração vai continuar firme. Não aceito este ataque contra o MDB para beneficiar um deputado sem prestígio, sem grupo político, desacreditado, o senhor Géhlen Diniz, apenas por ser do PROGRESSISTAS, do partido do Gladson. “Quer ser assim, vai ser assim, o Gladson e o pessoal do seu partido de um lado e eu de outro”, avisou Mazinho ao BLOG DO CRICA.

BRIGA DE DIFÍCIL SOLUÇÃO

O secretário de articulação política do governo, Vagner Sales, disse ontem á coluna que não vê uma proximidade de paz para a briga entre o prefeito Mazinho Serafim e o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS). “Conversei com ambos e nenhum quer recuar. Nem o fato do Gladson ter nomeado um nome neutro foi suficiente. Não sei onde vai dar, mas é ruim para todos”, disse.

TOMOU DECISÃO E DIFÍCIL VOLTAR

Conheço o Mazinho Serafim quando era deputado pelo PT. Travou uma guerra com o governo petista, enfrentou as suas principais lideranças, deixou o PT e foi para a oposição, onde se manteve até hoje mesmo as suas empresas tendo sofrido uma cruel perseguição e não abriu.

DOIS BICUDOS QUE NÃO SE BEIJAM

O Mazinho Serafim e o Géhlen Diniz têm posições fortes. Por isso não vejo também nenhuma facilidade de se colocar ambos na mesma mesa para resolver a questão da indicação dos cargos da Educação de forma pacífica. O problema não é que são adversários, mas inimigos.

MAIS PESO POLÍTICO

Em Sena Madureira quem tem mais peso político é o prefeito Mazinho Serafim, por causa da máquina municipal, ter a mulher Meire Serafim (MDB), a deputada estadual mais votada do Estado, enquanto o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS) tem apenas o seu mandato.

COMPLETAMENTE DECEPCIONADO

Na ligação que me fez ontem o prefeito Mazinho Serafim se mostrava muito irritado e repetindo a cada frase que a sua relação política com o governo acabou e que vai agora para a trincheira da oposição. “Não fiquei este tempo todo brigando com o PT, porque não posso enfrentar este governo?”, indagou um furioso Mazinho.

PRIVILÉGIOS PARTIDÁRIOS

Mazinho diz não aceitar que o governo tenha sido voltado para beneficiar o PROGRESSISTAS, partido do governador, e o MDB ficar pegando as migalhas. “Ele nunca respeitou o MDB e não será agora que irá respeitar, vamos para o confronto político, vamos ver quem perde”, desafiou.

VÍDEO PÚBLICOVeja vídeo publicado pelo site yaconews.com da reunião do prefeito Mazinho Serafim com grupo de apoiadores, onde ele declara guerra ao governador Gladson Cameli

CRISE MUITO GRAVE

O que se pode dizer desta briga é que a primeira grande crise política do novo governo, porque acontece com o segundo prefeito melhor avaliado do Acre e que tem a mulher Meire Serafim (MDB) como a deputada estadual mais votada do Acre. É uma briga de aliados de importância.

CAUTELA, MUITA CAUTELA

O governador Gladson Cameli tem que trocar a força do lobo da campanha pele mansidão do cordeiro no governo. Qualquer frente de briga com aliados não é bom. O mais prejudicial a uma administração são os confrontos internos. Briga interna costuma ruir governos.

ALGUMA COISA ESTÁ ERRADA

Com tudo o que aconteceu nesta primeira semana de governo é de se dizer sem temor de exagero que alguma coisa está errada na condução política, que é um setor essencial. O Gladson precisa urgentemente afinar o seu desafinado piano político, chamar os dirigentes partidários e ter uma conversa franca, tipo se eu afundar: vocês, também afundarão.

LUTA DE 20 ANOS

O que a oposição e hoje situação não conseguiu assimilar é que esta foi uma luta de 20 anos para tirar o PT. E só tirou porque entrou na eleição unida. E chega no governo, ao invés de continuarem esta união, partem para o espatifado? Acham que o povo não está assistindo?

HORA DE REFLEXÃO

A hora é de reflexão para os que estão no governo, se quiserem ficar mais quatro anos.

MOSTROU EFICÁCIA

A polícia de Assis Brasil mostrou eficácia. Em tempo recorde prendeu os dois bandidos que fizeram um assalto no hospital da cidade. As respostas têm que ser nesta celeridade.

TABULEIRO PARA 2020

O ex-prefeito de Brasiléia, Aldemir Lopes, não está parado politicamente. Quem com ele esteve esta semana contou que, ele trabalha para lançar um nome competitivo a prefeito do município. Aldemir continua sendo a maior liderança da oposição no Alto Acre.

O QUE É O PODER?

O deputado eleito José Bestene (PROGRESSISTA) foi convidado especial para dar o pontapé inicial no jogo amistoso entre Rio Branco x Galvez. Sem mandato, Bestene não era convidado nem para dar o pontapé inicial entre o Flamenguinho da Sobral e o time do Calafate.

FALTANDO ENTROSAMENTO

A PGE deveria ser usada numa triagem sobre indicações para cargos do primeiro escalão do governo, para não se repetir fatos como as nomeações de pessoas encrencadas com a justiça. Não se pode deixar para fechar a porta depois de arrombada e ter caído na opinião pública.

FALA DO CESÁRIO

O Cesário Braga é um petista da linha dura, mas que nunca se nega ao diálogo no nível alto. Sobre a nota da coluna de “alhos e bugalhos”, diz ser injusta, porque no quesito perseguição falou em relação aos servidores de carreira. E quanto a nomeação para cargos de confiança, dizer ser questão do governador. Registrado o contraditório. E assim é a política.

NÃO PODE CONTINUAR

Ontem, tinha um médico para atender em média de 100 pessoas na UPA da SOBRAL, este era um panorama normal do governo passado, e que tem de mudar, secretário Alysson Bestene.

FORA DA BASE

A deputada estadual mais votada do Acre, Meire Serafim (MDB), estará fora da base do governo na próxima legislatura. Jamais iria estar no mesmo espaço do inimigo do seu marido, prefeito Mazinho Serafim, o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS). Falta diapasão.

ANOTEM

Conheço como poucos a ALEAC. Se não houver muita conversa nesta questão da escolha do primeiro secretário da mesa diretora pode acontecer dissidência. Há um clima de pressão e isso pode acontecer não resultando em boa coisa. Cautela não faz mal a ninguém.

PRATO CHEIO

O PT saiu da eleição com a imagem destroçada e no fundo do poço. Com estas brigas entre aliados é como jogar uma corda no fundo do poço e vir puxando o PT para cima de novo.

DIFERENCIADA

Quem não afundou junto no redemoinho petista da eleição passada foi a prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem (PT), pela capacidade de diálogo. Vai governando sem entrar para o campo das picuinhas políticas, no que está correta. Tem que estar afinada é com o povo.

MODELO FALIDO

Colocar o Acre no clube do agronegócio é uma das saídas para deixar de ser um pedinte da União. Vamos seguir o exemplo do vizinho Rondônia, que se transformou graças aos incentivos das políticas públicas em pujança econômica. Lá se produz soja, café, arroz, milho com abundância, para exportar. Ficar distribuindo caixa para criar abelha, salão de beleza, não desenvolve um Estado. O exemplo é como foi entregue destroçado o governo ao novo gestor.

NÃO ESTÁ NADA BEM

Que o Gladson Cameli assumiu o governo sucateado em todos os setores, com problemas de toda a ordem para resolver, isso é verdade. Que é um moço bem intencionado, tem mostrado interesse em tirar o Acre do fundo do poço econômico, inclusive, saindo do falido modelo atual para o agronegócio, é também verdade. Mas nas arrumações políticas de início de governo, principalmente, quando se trata de afinações partidárias, não tem mostrado habilidade. Desde que ganhou o governo que se nota a falta de um nome de peso político para tratar desta área. Jogaram tudo nas mãos do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, mas é humanamente impossível dar conta do macro, por mais competente que seja. Agora é que nomearam o secretário Vagner Sales para articulação política. É um passo. Não há nada mais importante para um gestor do que ter uma base de apoio afinada e falando a mesma língua. O Gladson Cameli tem que colocar na cabeça que precisa de paz para governar. E para que isso aconteça tem que conversar mais com os partidos e dizer o que pode e não pode ser feito. Não pode mais ficar na ciranda de nomeou ou não nomeou petistas para cargos de confiança. Volto a dizer que tem que ter paz política para governar. Lua de mel com a população não é eterna.

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A nova versão da historinha do lobo mau e do chapeuzinho vermelho

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Um ensinamento que aprendi nos meus mais de 40 anos de jornalismo na área política foi o de nunca acreditar cegamente em brigas de políticos; porque se tomar partido, acabam se entendendo e você termina ficando com a cara de trouxa, mais sem jeito do que cão que caiu do caminhão de mudança no meio da estrada. Na semana que finda, rodou nas televisões um vídeo produzido e bancado pela FIEAC, por orientação do seu presidente José Adriano, hoje, o braço sindical do MDB, responsabilizando o atual governo pela derrocada do setor industrial e empresarial do Acre. Isso com cinco meses de governo! Portanto, uma inverdade a atribuição. Aliados (sic) do Gladson Cameli que possuem cargos de relevância no governo calaram-se. Apenas alguns do escalão inferior do governo saíram em sua defesa nas redes sociais. A turma do andar de cima que se calou, parece que estava adivinhando o final da nada edificante historinha, e por isso não piaram. Eu assisti tudo de camarote, e conhecendo os caciques da nova aldeia azul, fiquei como espectador. Até porque não me cabe sair na defesa do governador, pois, não sou seu empregado. Pois bem, tudo acabou numa grande Ópera-Bufa. O presidente da FIEAC, José Adriano, foi recebido ontem com pompas e tapete vermelho pelo governador Gladson Cameli, e ainda posaram sorridentes numa fotografia na saída do encontro no gabinete governamental. Qual a impressão que passou? Foi a de que o governador reconheceu ser o responsável pelo fato da maioria quase esmagadora do empresariado da construção civil estar quebrada. Foi como se houvesse uma mudança no roteiro de uma conhecida história infantil do Lobo Mau e do Chapeuzinho Vermelho. No novo roteiro cameliano, o Lobo Mau não morre fuzilado pelo caçador, mas termina feliz da vida abraçado com a personagem Chapeuzinho Vermelho; cantando ciranda/cirandinha/vamos todos/cirandar/vamos/dar a meia volta/volta/e/meia/vamos dar. E todos viveram felizes para sempre no reino azul. Eu tento, me esforço, mas não consigo entender o Gladson Cameli (foto). Confesso. E desisti de entender. Se alguém tem a fórmula do enigma, que me passe.

FIQUE NA SUA PARA NÃO CAIR DO CAMINHÃO
Você que anda bravo com o deputado Roberto Duarte (MDB), porque se tornou a principal figura da oposição ao Gladson na ALEAC, tome o caso do presidente da FIEAC, José Adriano; de exemplo, e não ataque o parlamentar. Pode virar o cão que caiu do caminhão de mudança.

O NOSSO PONCIO PILATO
Neste confronto que dividiu o MDB (como se o MDB algum dia se uniu), entre os que defendem o atual governo, como os secretários do partido; e, os deputados que são contra, não esperem uma posição firme do deputado federal Flaviano Melo (MDB) na busca do apaziguamento. O Velho Lobo é o nosso Poncio Pilatos, sempre opta pelo gesto de lavar as mãos.

É O QUE SALVA O BARCO
Votei sim, mas não sou apaixonado. O que sustenta o governo do presidente Jair Bolsonaro é a credibilidade do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, dos ministros militares e o do Sérgio Moro. Se dependesse das outras alas porraloucas, o barco presidencial já estava no fundo.

TESTE DE FOGO
Aliás, falando no presidente Bolsonaro, o seu governo passará neste domingo pela sua primeira prova de prestígio, ao patrocinar uma mobilização popular na defesa do seu projeto. Os atos, tanto podem ser benéficos ou maléficos à sua imagem. A presença popular dirá.

VALENTIA ENTORPECIDA
Em que planeta do sistema solar, eles estavam escondidos? Como alguns colegas do jornalismo, eu também fico atarantado e surpreso com o surgimento de tantos críticos ao atual governo. Durante os últimos 20 anos, o Acre desabou, e a valentia ficou hibernada?

O SECRETÁRIO DE SETE VIDAS
Até o momento o placar é o seguinte: secretário de Agricultura, Paulo Wadt, 3×0 sobre o grupo dos Rochas –vice-governador Major Rocha e deputada federal Mara Rocha (PSDB). Por três vezes a imprensa anunciou a sua queda e ao que parece, o moço é como gato, com sete vidas.

UMA PEDREIRA PARA OS OPOSITORES
Não sei quem serão os adversários do prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, mas sejam quais forem não será fácil lhe derrotar, porque sabe os caminhos da política. É só pegar como exemplo ter feito da mulher Meire Serafim, a deputada estadual mais votada do Acre. Será uma pedreira para os opositores.

CAMINHO ALTERNATIVO
O que pode garantir a permanência do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, no PROGRESSISTAS, é assumir a presidência do partido. Não assumindo, ninguém duvide que acabe por se filiar ao DEM, pelas boas relações com o deputado federal Alan Rick (DEM) e por já ter sido do partido, onde até hoje mantém boas relações com a cúpula nacional.

A CRISE DO GLORIOSO
A frase foi grafada pela secretária de Turismo, Eliane Sinhasique, numa crítica direta à ala do seu partido que optou por ser oposição ao governo Gladson Cameli na ALEAC. Na postagem na internet se mostra incomodada e marcou a sua posição, na base do tenho lado e sou Governo. É o primeiro desdobramento público dessa crise intestina no Glorioso do Dr.Ulisses Guimarães.

TODO VERÃO PELA FRENTE
Tenho me deparado com várias frentes de serviço da prefeitura de Rio Branco. É natural que o trabalho não chegou a ruas em que a situação é crítica com os buracos. Mas, a prefeita Socorro Neri ainda tem todo um verão que mal começou, para executar seu planejamento.

AGORA É FORA DO PODER
Os vereadores do PT, PCdoB e aliados da FPA que se elegeram debaixo do guarda-chuva das benesses do poder vão disputar a reeleição num contexto novo: sem a máquina estatal ao seu favor. Sem os esquemas poderosos que o PT montava para auxiliar os seus. O jogo será outro.

NÃO ESTÁ PARADA
As páginas policiais mostram todos os dias prisões de bandidos e apreensão de armas e drogas. Os registros destes fatos provam que, a polícia está agindo no combate ao crime organizado. Os crimes são elucidados com uma maior rapidez, e isso é um ponto positivo.

DEIXE OS VELHINHOS EM PAZ, MARILETE!
Primeiro tem que se ver a legalidade do ato, mas em princípio se verdade for que a prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, pretende demitir servidores aposentados, para resolver o problema de caixa da prefeitura, ela entrou em parafuso. Não resolverá. Já está mal na fita popular e ficará pior. Deixe os velhinhos em paz, Marilete! O seu problema é de gestão.

REAÇÃO NATURAL
Sem falar que tomar uma medida de demitir aposentados e reduzir os salários dos servidores vai causar uma revolta em cadeia contra a sua administração, que não conseguiu decolar.

NADA DE ANORMAL
Não foi nenhuma crítica ácida, apenas externou o seu ponto de vista de como entende um governo. Assim deve ser visto o comentário da Marfisa Galvão, sobre o que pensa das ações do governador Gladson. O fato de ser mulher do senador Petecão (PSD) não a torna muda.

OU VAI VIRAR MODA
Ou os que comandam a Segurança Pública do Acre fazem um planejamento para evitar os assaltos e arrastões em ônibus na capital ou vai virar moda. Este é o segundo assalto a ônibus esta semana. Outros já aconteceram. Os passageiros, geralmente humildes, ficam sem nada.

EVITA APADRINHAMENTOS
A decisão do secretário de Saúde, Alysson Bestene, de mandar realizar um concurso para preenchimentos de vagas no órgão através de provas objetivas foi correta. Evita que surjam as críticas de apadrinhamento comuns em concursos simplificados. E é bem mais transparente.

DESARMOU A CRÍTICA
Foi muito bom a Juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Rio Branco, Luana Campos, ter vindo esclarecer que não estipulou a entrada de só três bribotes e um litro de refrigerante nos dias de visitas aos presos. Até porque vinha servindo de chacota, por ser algo até cômico.

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Ilderlei: Gladson precisa ter o pulso forte”

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A frase foi dita pelo prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, na abertura do programa de entrevistas do ac24horas, “Direto da Redação”, programa de estúdio que teve a sua estréia ontem, e que terá como entrevistadores o jornalista Astério Moreira e eu. O primeiro entrevistado, prefeito Ilderlei, foi questionado sobre a sua administração, se falou sobre política, como a conturbada relação com o ex-prefeito Vagner Sales e uma possível disputa da reeleição. Não se furtou de encarar perguntas polêmicas, como por exemplo, o que achava dos primeiros cinco meses do governo Gladson Cameli. Para o prefeito, falta ao governador sentar na cadeira de governador e dar as ordens, ter pulso forte, e não ficar governando focado no que dizem os seus assessores mais diretos. Nega que tenha traído o ex-prefeito Vagner Sales, e não o reconhece como único responsável pela sua eleição. Uma reunião que ficou de ter ontem com o governador Gladson definirá se continuará ou não no PROGRESSISTAS, partido no qual é filiado e está reivindicando ser o presidente da executiva regional. Veja a entrevista no ac24horas.

TEMA QUE UNIFICOU

A proposta apresentada ontem pela deputada Antonia Sales (MDB) do governo aumentar o percentual orçamentário da Defensoria Pública passando de 0,9% para 2%, encontrou aparente guarida nos demais parlamentares, principalmente, os do interior, onde não há uma efetiva ação dos Defensores. A discussão deve ser travada na chegada da LDO na ALEAC.

MEIO TERMO

Na sua experiência de vários governos, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) vislumbrou dificuldade da proposta de 2,0% ser aceita pela equipe econômica do governo; e sugeriu que, a peça orçamentária da Defensoria Pública seja de 1,5%, um meio termo para superar impasses.

PEDIDOS EM CASCATA

Conversando ontem como um integrante da equipe econômica do governo, este alertou que não haveria como justificar a fixação do orçamento da Defensoria Pública em 2,0%, aumento de mais de 100º% do teto atual que é de 0,9%. “Como explicar, por exemplo, para o Judiciário, MPE, que você está reajustando em mais de 100% o orçamento da Defensoria e não serem também aquinhoados”? Fez a pergunta. Para ele, haveria pedidos de aumento em cascata.

VERBA ESPECÍFICA

Caso se consiga da equipe econômica do governo este reajuste no orçamento da Defensoria, que acho improvável no teto reivindicado, deveria ser uma verba carimbada específica para a contratação de mais Defensores e vedado o uso em reajuste salarial aos Defensores Públicos.

ONDE PASSA UM BOI PASSA UMA BOADA

E por um princípio simples. As demais categorias iriam montar acampamento na porta do governador Gladson Cameli e, também, exigir reajuste salarial. O pedido da deputada Antonia Sales (MDB) não é algo tão simples de ser atendido, tem de ver o tamanho da implicação no orçamento estadual. Mas dará um bom debate, precisamos de uma Defensoria Pública presente em todos os municípios. Mas lembrar que no governo não existe só a Defensoria.

GLORIOSO ATACA NOVAMENTE

O braço sindical do MDB, comandado pelo presidente da FIEAC, José Adriano, bateu ontem no governo Gladson Cameli, em um vídeo divulgado lhe responsabilizando pela derrocada dos empresários no Acre. O MDB, ao que parece, escolheu o governador como seu alvo fixo e saco de pancadas. Deve ser constrangedor para as secretárias Maria Alice e Eliane Sinhasique.

NÃO VI UMA DEFESA

Não vi um posicionamento político do governador Gladson Cameli a este respeito, como nenhum parlamentar que lhe apóia rebateu e ele ficou calado, ficará valendo o que foi divulgado sobre o setor industrial, verdadeiro ou não. Não me cabe defender o governo.

É O DONO DOS VOTOS?

O deputado Neném Almeida (SD) ameaçou ontem da tribuna de que o candidato que não ajudar a recuperar as ruas da Cadeia Velha não terá votos dos moradores em 2020. Falou com tanta autoridade na ALEAC que, quem assistiu saiu pensando que ele é o dono dos votos.

CALDO ESTÁ ENGROSSANDO

Virou unanimidade na da base de apoio do Gladson Cameli o movimento para marcar uma reunião com o governador para discutir o papel do MDB no governo. Não aceitam o MDB ter duas secretárias, diretorias, CECs, e formar e votar na ALEAC sempre com o PT e o PCdoB.

PROPOSTA QUE ROLA

A proposta que será levada ao governador Gladson Cameli é a demissão das secretárias Maria Alice, Eliane Sinhasique, de ocupantes de diretorias, deixando no governo apenas os cargos ligados ao grupo do deputado Vagner Sales (MDB), que vem votando a favor do governo.

COMPLETAMENTE INCOMODADA

Um dos deputados da base passou à coluna que a secretária Maria Alice é uma das mais agastadas com a oposição que o MDB faz ao governo Gladson Cameli, por ser ocupante de uma das pastas mais importantes do governo, depois da fusão da SEPLAN/Administração.

NOME MAIS CRITICADO

O nome mais criticado é o do deputado Roberto Duarte (MDB), hoje o maior oposicionista ao governo Gladson Cameli, sendo mais ferino que os parlamentares do PT e PCdoB. Argumentam os deputados da base que há o agravante do Roberto ser presidente municipal do MDB.

POSIÇÃO PESSOAL

Perguntei ao presidente regional do MDB, deputado federal Flaviano Melo, sobre o que pensava do fato do MDB ser aliado e oposição ao mesmo tempo ao atual governo. Saiu pela tangente e disse que a posição do deputado Roberto Duarte (MDB) é pessoal e não do partido. Ou seja, deu praticamente carta branca para que o parlamentar continue com a pancadaria.

HAVIA DISCIPLINA POLÍTICA

Pode se criticar os governadores do PT por qualquer ângulo que quiserem, mas nas alianças que os sustentavam; a FPA, jamais foi aceito um aliado ter secretarias no governo e votar contra o governo. Se há algo que os governadores do PT tinham era pulso forte na política.

NÃO FOI DE GRAÇA

Não foi de graça que o PT ficou 20 anos do poder. Foi porque os seus governadores sabiam usar o poder e tinham o pulso firme para tomar decisões políticas, o que falta ao Gladson Cameli é exatamente a falta de pulso e mostrar que tem a caneta que nomeia e demite.

TORNA INVIÁVEL O GOVERNO

Qualquer governador que ficar refém de um deputado ou de um partido, ficando no canto do ringue, a tendência natural é a de não ser respeitado pelos aliados, pela frouxidão dos atos.

FALANDO DE GULODICE

Um fato cômico aconteceu logo após a aprovação da reforma política do governo. Um dos integrantes da base chegou junto ao presidente da ALEAC, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), e falou: “vamos agora ao Gladson, quero saber quantos cargos terei”.

APOSTANDO NA UNIDADE

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, é um otimista. Diz que se for candidato á reeleição não tem dúvida que terá o apoio do ex-prefeito Vagner Sales. Tudo é possível em política, mas no presente caso me recuso a acreditar neste apoio. Mais fácil ganhar na MEGA.

NOMES SURGINDO

Os nomes vão surgindo como candidatos da oposição à prefeitura de Mâncio Lima. Entre eles, Josimar (PSDB) e Wilssilene (PROGRESSISTAS). O prefeito Isac Lima (PT) sairá à reeleição.

DADO COMO CERTO

Dirigentes do SD dão como certa a filiação do deputado Fagner Calegário (PV) no partido.

FORA DE CENA

Quem saiu de cena foi o vice-governador Major Rocha, que tem evitado os temas polêmicos.

MOSTRADO EQUILÍBRIO

Mesmo nos momentos mais tensos na ALEAC o presidente Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) mostra ponderação e equilíbrio na condução dos debates na casa. É um pacificador nato.

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