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Mazinho Serafim: “Não quero mais conversa com o Gladson”

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A frase acima foi dita no final da tarde desta quinta feira à coluna pelo prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), em relação ao fato de se considerar desrespeitado pelo governador, que prometeu que indicaria os cargos municipais da Educação e não cumpriu, preferindo beneficiar o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS). “Não aceito o que fizeram comigo. Se o Gladson Cameli e o vice-governador Rocha me procurarem não vou receber nenhum dos dois, não me procurem para não passar vergonha! Mesmo que o Gladson venha com um caminhão carregado de ouro não conversarei com eles. Quem passou estes anos enfrentando o PT aqui em Sena Madureira fui eu. Eu sei o que sofri e o que passei de perseguição, nada do que vier deste governo eu acredito. A partir de hoje sou oposição e a deputada Meire Serafim (MDB) será oposição na Assembléia Legislativa”, desabafou Mazinho ao BLOG DO CRICA.

O cerne da questão é que tinha lhe sido prometido pelo governo, que por a prefeitura, ter sido um aliado fiel de campanha, que deu ao governador uma estupenda votação em Sena, e a sua mulher ser a mais votada do Acre, os cargos da Educação no município seriam da sua cota. O Não cumprimento do acertado o levou à posição extremada. Nesta quinta, foi nomeado Silvano Farias Figueiredo, que não é do grupo do prefeito, para chefiar o Núcleo da Educação estadual no município. Mazinho denuncia uma trama que vem acontecendo desde a campanha para destruir o MDB.

“Não conseguiram. O MDB elegeu três deputados estaduais e dois deputados federais. O que deram ao MDB agora foram alguns cargos sem importância para calar a boca do partido. A minha boca não calam, vou para o enfrentamento. Daqui seis meses este governo não existe e a minha administração vai continuar firme. Não aceito este ataque contra o MDB para beneficiar um deputado sem prestígio, sem grupo político, desacreditado, o senhor Géhlen Diniz, apenas por ser do PROGRESSISTAS, do partido do Gladson. “Quer ser assim, vai ser assim, o Gladson e o pessoal do seu partido de um lado e eu de outro”, avisou Mazinho ao BLOG DO CRICA.

BRIGA DE DIFÍCIL SOLUÇÃO

O secretário de articulação política do governo, Vagner Sales, disse ontem á coluna que não vê uma proximidade de paz para a briga entre o prefeito Mazinho Serafim e o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS). “Conversei com ambos e nenhum quer recuar. Nem o fato do Gladson ter nomeado um nome neutro foi suficiente. Não sei onde vai dar, mas é ruim para todos”, disse.

TOMOU DECISÃO E DIFÍCIL VOLTAR

Conheço o Mazinho Serafim quando era deputado pelo PT. Travou uma guerra com o governo petista, enfrentou as suas principais lideranças, deixou o PT e foi para a oposição, onde se manteve até hoje mesmo as suas empresas tendo sofrido uma cruel perseguição e não abriu.

DOIS BICUDOS QUE NÃO SE BEIJAM

O Mazinho Serafim e o Géhlen Diniz têm posições fortes. Por isso não vejo também nenhuma facilidade de se colocar ambos na mesma mesa para resolver a questão da indicação dos cargos da Educação de forma pacífica. O problema não é que são adversários, mas inimigos.

MAIS PESO POLÍTICO

Em Sena Madureira quem tem mais peso político é o prefeito Mazinho Serafim, por causa da máquina municipal, ter a mulher Meire Serafim (MDB), a deputada estadual mais votada do Estado, enquanto o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS) tem apenas o seu mandato.

COMPLETAMENTE DECEPCIONADO

Na ligação que me fez ontem o prefeito Mazinho Serafim se mostrava muito irritado e repetindo a cada frase que a sua relação política com o governo acabou e que vai agora para a trincheira da oposição. “Não fiquei este tempo todo brigando com o PT, porque não posso enfrentar este governo?”, indagou um furioso Mazinho.

PRIVILÉGIOS PARTIDÁRIOS

Mazinho diz não aceitar que o governo tenha sido voltado para beneficiar o PROGRESSISTAS, partido do governador, e o MDB ficar pegando as migalhas. “Ele nunca respeitou o MDB e não será agora que irá respeitar, vamos para o confronto político, vamos ver quem perde”, desafiou.

VÍDEO PÚBLICOVeja vídeo publicado pelo site yaconews.com da reunião do prefeito Mazinho Serafim com grupo de apoiadores, onde ele declara guerra ao governador Gladson Cameli

CRISE MUITO GRAVE

O que se pode dizer desta briga é que a primeira grande crise política do novo governo, porque acontece com o segundo prefeito melhor avaliado do Acre e que tem a mulher Meire Serafim (MDB) como a deputada estadual mais votada do Acre. É uma briga de aliados de importância.

CAUTELA, MUITA CAUTELA

O governador Gladson Cameli tem que trocar a força do lobo da campanha pele mansidão do cordeiro no governo. Qualquer frente de briga com aliados não é bom. O mais prejudicial a uma administração são os confrontos internos. Briga interna costuma ruir governos.

ALGUMA COISA ESTÁ ERRADA

Com tudo o que aconteceu nesta primeira semana de governo é de se dizer sem temor de exagero que alguma coisa está errada na condução política, que é um setor essencial. O Gladson precisa urgentemente afinar o seu desafinado piano político, chamar os dirigentes partidários e ter uma conversa franca, tipo se eu afundar: vocês, também afundarão.

LUTA DE 20 ANOS

O que a oposição e hoje situação não conseguiu assimilar é que esta foi uma luta de 20 anos para tirar o PT. E só tirou porque entrou na eleição unida. E chega no governo, ao invés de continuarem esta união, partem para o espatifado? Acham que o povo não está assistindo?

HORA DE REFLEXÃO

A hora é de reflexão para os que estão no governo, se quiserem ficar mais quatro anos.

MOSTROU EFICÁCIA

A polícia de Assis Brasil mostrou eficácia. Em tempo recorde prendeu os dois bandidos que fizeram um assalto no hospital da cidade. As respostas têm que ser nesta celeridade.

TABULEIRO PARA 2020

O ex-prefeito de Brasiléia, Aldemir Lopes, não está parado politicamente. Quem com ele esteve esta semana contou que, ele trabalha para lançar um nome competitivo a prefeito do município. Aldemir continua sendo a maior liderança da oposição no Alto Acre.

O QUE É O PODER?

O deputado eleito José Bestene (PROGRESSISTA) foi convidado especial para dar o pontapé inicial no jogo amistoso entre Rio Branco x Galvez. Sem mandato, Bestene não era convidado nem para dar o pontapé inicial entre o Flamenguinho da Sobral e o time do Calafate.

FALTANDO ENTROSAMENTO

A PGE deveria ser usada numa triagem sobre indicações para cargos do primeiro escalão do governo, para não se repetir fatos como as nomeações de pessoas encrencadas com a justiça. Não se pode deixar para fechar a porta depois de arrombada e ter caído na opinião pública.

FALA DO CESÁRIO

O Cesário Braga é um petista da linha dura, mas que nunca se nega ao diálogo no nível alto. Sobre a nota da coluna de “alhos e bugalhos”, diz ser injusta, porque no quesito perseguição falou em relação aos servidores de carreira. E quanto a nomeação para cargos de confiança, dizer ser questão do governador. Registrado o contraditório. E assim é a política.

NÃO PODE CONTINUAR

Ontem, tinha um médico para atender em média de 100 pessoas na UPA da SOBRAL, este era um panorama normal do governo passado, e que tem de mudar, secretário Alysson Bestene.

FORA DA BASE

A deputada estadual mais votada do Acre, Meire Serafim (MDB), estará fora da base do governo na próxima legislatura. Jamais iria estar no mesmo espaço do inimigo do seu marido, prefeito Mazinho Serafim, o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS). Falta diapasão.

ANOTEM

Conheço como poucos a ALEAC. Se não houver muita conversa nesta questão da escolha do primeiro secretário da mesa diretora pode acontecer dissidência. Há um clima de pressão e isso pode acontecer não resultando em boa coisa. Cautela não faz mal a ninguém.

PRATO CHEIO

O PT saiu da eleição com a imagem destroçada e no fundo do poço. Com estas brigas entre aliados é como jogar uma corda no fundo do poço e vir puxando o PT para cima de novo.

DIFERENCIADA

Quem não afundou junto no redemoinho petista da eleição passada foi a prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem (PT), pela capacidade de diálogo. Vai governando sem entrar para o campo das picuinhas políticas, no que está correta. Tem que estar afinada é com o povo.

MODELO FALIDO

Colocar o Acre no clube do agronegócio é uma das saídas para deixar de ser um pedinte da União. Vamos seguir o exemplo do vizinho Rondônia, que se transformou graças aos incentivos das políticas públicas em pujança econômica. Lá se produz soja, café, arroz, milho com abundância, para exportar. Ficar distribuindo caixa para criar abelha, salão de beleza, não desenvolve um Estado. O exemplo é como foi entregue destroçado o governo ao novo gestor.

NÃO ESTÁ NADA BEM

Que o Gladson Cameli assumiu o governo sucateado em todos os setores, com problemas de toda a ordem para resolver, isso é verdade. Que é um moço bem intencionado, tem mostrado interesse em tirar o Acre do fundo do poço econômico, inclusive, saindo do falido modelo atual para o agronegócio, é também verdade. Mas nas arrumações políticas de início de governo, principalmente, quando se trata de afinações partidárias, não tem mostrado habilidade. Desde que ganhou o governo que se nota a falta de um nome de peso político para tratar desta área. Jogaram tudo nas mãos do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, mas é humanamente impossível dar conta do macro, por mais competente que seja. Agora é que nomearam o secretário Vagner Sales para articulação política. É um passo. Não há nada mais importante para um gestor do que ter uma base de apoio afinada e falando a mesma língua. O Gladson Cameli tem que colocar na cabeça que precisa de paz para governar. E para que isso aconteça tem que conversar mais com os partidos e dizer o que pode e não pode ser feito. Não pode mais ficar na ciranda de nomeou ou não nomeou petistas para cargos de confiança. Volto a dizer que tem que ter paz política para governar. Lua de mel com a população não é eterna.

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Com que roupa os comunistas vão para a PMRB?

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A pergunta acima, eu fiz ontem a uma das principais lideranças do PCdoB no Estado, deputado Edvaldo Magalhães. Defende que, antes de se falar em um nome para disputar a prefeitura de Rio Branco tem de se pensar como primeiro plano na recomposição do que chama de “forças democráticas”, que traduzindo quer dizer, juntar os cacos que restaram da extinta Frente Popular do Acre, que encerrou o seu ciclo com uma derrota esmagadora nas urnas, na eleição passada. Temos que ver com quem poderemos contar para depois se traçar outras estratégias, explicou à coluna. E as conversas, defende, devem começar já a partir de Abril. Sobre se o PCdoB apoiará a reeleição da prefeita Socorro Neri, Edvaldo fez uma pergunta: “é preciso saber: ela quer ser candidata à reeleição?”. E completou: “tanto podemos lhe apoiar como não podemos, tudo vai depender das discussões que serão travadas”. O PCdoB, que vinha de derrotas importantes em eleições anteriores, recuperou-se na última campanha, conseguindo eleger dois deputados estaduais e um deputado federal, o que o coloca no centro do debate. As relações do partido com a prefeita Socorro Neri estão frias.

NA CORDA BAMBA

O destino político da ex-deputada Leila Galvão (PT) está nas mãos dos vereadores de Brasiléia. Já foram enviadas pelo TCE para a apreciação da Câmara Municipal as prestações de contas dos anos de 2009, 2010 e2011, quando era prefeita, todas rejeitadas. Se mantida a decisão do TCE, Leila ficará inelegível. Mas, não apostem nisso, tem maioria que garante a derrubada do que foi decidido pelo TCE. A votação está prevista para entrar em pauta na terça-feira.

NÃO É IMPOSITIVA

Uma decisão do TCE não é impositiva, ou seja, o vereador não é obrigado a votar no que foi decidido pelos Conselheiros, que funciona no máximo como recomendação. A Câmara Municipal de Brasiléia é soberana para votar contra o parecer emitido pelo TCE. Ponto.

NOVA REVOLUÇÃO

O jornalista Salomão Matos (PROGRESSISTAS) diz que está fazendo a segunda revolução de Porto Acre, com a sua candidatura a prefeito, com o apoio de lideranças importantes que tem recebido a sua candidatura a prefeito. Por ironia, o único obstáculo está dentro do seu partido, onde a vereadora do PROGRESSISTAS, apóia o prefeito Bené Damasceno, seu adversário.

NÃO É POSSÍVEL

Não costumo falar do que não tenho certeza, mas fica difícil não crer nas críticas que segmentos organizados da população e os vereadores vêm fazendo sobre a gestão do prefeito Tião Flores, de sérios problemas na cidade e zona rural. A lembrar: Em 2020 terá eleição.

MOVIMENTO POLÍTICO

A reunião da vereadora Mailza Gomes (PROGRESSISITAS) com o prefeito de Senador Guiomard, Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), pode ser um passo de uma aliança política para a eleição de prefeito no próximo ano. Seu grupo saiu fortalecido na última campanha.

FEITO DE PESO

O fato do ex-prefeito James Gomes, ter feito da Meire Serafim, a candidata a deputada mais votada de Senador Guiomard, sem ela ter qualquer afinidade política com o município, foi um feito de peso. Por isso, seu apoio e da mulher Mailza, serão decisivos na eleição municipal.

O DEBATE PERDEU MUITO

Falo do que acompanhei. A base de apoio do novo governo perdeu muito com a derrota da ex- deputada Eliane Sinhasique (MDB). Fluente na palavra, por certo estaria na linha de frente da defesa do governo. Mas, a política tem nuances, nem sempre os melhores se reelegem.

DOIS COMANDOS

O MDB tem praticamente hoje dois comandos distintos. No Juruá, reina soberano o grupo do ex-prefeito Vagner Sales. E na capital e região do Alto Acre o deputado federal Flaviano Melo (MDB) dá as cartas. O quinhão do partido ficou reduzido no governo a três secretárias sem muita expressão política. Seus cardeais perderam a disputa pelas pastas mais importantes.

EXPLICA A CORRIDA PELA PMRB

É uma das explicações pelas quais o MDB quer ser protagonista na eleição de prefeito da capital. Ao procurar o professor Minoru Kinpara, bem votado para o Senado em Rio Branco, para ser o nome do partido na disputa da PMRB, o MDB não quer ser apenas bucha de canhão.

AÇODAMENTO NÃO É BOM COMPANHEIRO

Na política, o açodamento nunca foi bom companheiro. A oposição à prefeita Socorro Neri tentou jogá-la como “mentirosa” na opinião pública na questão da compra dos kits escolares. Depois que provado foi de que a aquisição aconteceu como foi anunciado, calaram-se. Deveriam ter reconhecido o erro, não seria demérito.

NEM PAIS E NEM MÃES BASTARDOS

O mérito na liberação de recursos para a construção da ponte de mão dupla que ligará Brasiléia à Epitaciolândia é exclusivamente do governador Gladson, que trava a luta desde que era senador. O registro tem de ser feito, para não aparecer os pais e mães bastardos da obra.

CALMA, VALENTES!

O desastrado governo anterior passou oito meses sem dar uma ajuda ao Hospital Sousa Araújo, que trata dos hansenianos. Os críticos de hoje, todos ligados ao governo antecessor, e que denunciam o caos e cobram providências do atual governador, só agora viraram valentes?

VAI QUE É TUA, GLADSON!

Lideranças de Brasiléia que apoiaram o governador Gladson estão cuspindo marimbondos contra a inércia da sua gestão, onde a única troca de comando acontecida foi na Educação, cota do MDB, e os demais até hoje chupam os dedos. E perguntam: “Valeu nosso apoio?”

CHOROS E RISOS

Os que mais choram pelo “abandono” depois da campanha do Cameli são as lideranças do PROGRESSISITAS, que não conseguem nomeação nem de vigias dos órgãos estaduais, em Brasiléia. Em compensação, em Rio Branco e Sena Madureira, o PROGRESSISTAS nomeou parentes e aderentes. Na política é assim mesmo, enquanto alguns choram, outros gargalham.

MAIOR VITÓRIA PROPORCIONAL

É bom lembrar que foi em Brasiléia que, proporcionalmente, Gladson Cameli obteve o seu maior percentual de votos na disputa do governo. É a história: bocado comido, bocado esquecido. Tudo bem, vocês que são do mesmo partido que se entendam e se resolvam.

FILÃO PARA INVESTIGAÇÃO

O vereador João Luz (MDB) levantou um ponto que merece reflexão e uma discussão política profunda, a questão da má qualidade das obras do “Ruas do Povo”, projeto menina dos olhos do Tião Viana, e que nas primeiras chuvas o asfalto derreteu. Com a palavra, o DEPASA.

ATESTADO DE BURRICE

Reforço o artigo do ex-deputado federal João Correia, publicado no ac24horas, criticando o acordo burro pelo qual o ex-governador Tião Viana mandaria o projeto da Reforma Administrativa do Gladson para a ALEAC (na ocasião, só ele podia fazê-lo) e em troca teria as contas do seu governo aprovadas. E aconteceu. Foi um atestado de burrice do novo governo.

DEU UM SALVO-CONDUTO

O governador Gladson Cameli poderia perfeitamente tomar posse e em seguida mandar a Reforma Administrativa do governo, mas preferiu dar um salvo-conduto ao antecessor.

INTERESSA O RESULTADO

O secretário Paulo Wadat é um craque na explanação do que pretende fazer na agricultura acreana para lhe tirar da pré-história. Quero ver os resultados. Conversa bonita é para a teoria. O inferno –dizem- está cheio de bem intencionados. Aguardemos a soja, café, arroz e etc.

SÓ PODE SER BRINCADEIRA!

Leio que, o governo passado investiu 1 bilhão de reais na agricultura, no Acre. Se de fato investiu foi uma prova de incompetência, porque investiu mal. A produção no Estado continua a ser incipiente, importamos tudo, e não temos nada que possa ser visto como um avanço.

FORA DA BASE

Pelos seus pronunciamentos de muitas cobranças e críticas ao governador Gladson Cameli, o deputado Fagner Calegário (PV), não é computado na cúpula governista como integrante da base de apoio. Mas não há razão de surpresa, Calegário foi eleito na coligação da FPA.

NEM UM MELHORAL

O deputado Roberto Duarte (MDB) diz ter dados de que o governo Gladson não fez uma compra de medicamentos e insumos para a Saúde. Pelo menos, não conheço uma Nota de Empenho referente a uma aquisição, diz. Deduz-se que, trabalham com o estoque deixado.

MAIOR BESTEIRA

A maior besteira que se possa dizer para criticar o governador Gladson é de que viaja muito à Brasília. Se ficar sentado no seu gabinete só recebendo pedidos de emprego, o Acre não sairá do atoleiro que o antecessor deixou. Tem de estar nos ministérios buscando recursos extras.

AVISO AOS LEITORES

Durante uma semana a coluna não será renovada. Vou tirar umas curtas férias. Volto logo.

NÃO É A ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE

Os números de prisões, apreensões de armas, drogas, carros roubados, visivelmente, mostram que os crimes estão tendo uma solução rápida por parte da polícia. A nova equipe da Segurança não é a última bolacha do pacote, mas tem mostrado resultados satisfatórios na elucidação de crimes. Já se vê mais a presença policial nas ruas. Isso é bom, por inibir a bandidagem. As execuções na guerra entre facções vão continuar a acontecer, mas já se nota uma queda e a prisão dos envolvidos ocorre de forma rápida. Por tudo isso, o secretário de Segurança, Coronel Paulo César, até aqui mereceu o voto de confiança que lhe foi depositado.

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Marcando uma posição política

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É uma opinião, como observador dos debates nas sessões da ALEAC neste início de legislatura. Nunca nem cheguei a trocar uma palavra com ele. Mas entre os deputados que se elegeram pela aliança que apoiou o Gladson Cameli ao governo, nenhum dos novatos tem feito uma defesa mais incessante da nova administração do que o deputado Neném Almeida (SD) que não deixa um ataque ao governador sem defesa. Não deveria nem ser um fato a se destacar, mas é; pelo caso de não ser óbvio, já que, a maioria dos deputados que foram eleitos na aliança que chegou ao poder, simplesmente, dão o calado como resposta às críticas dos parlamentares oposicionistas. Caminha-se para se assistir na ALEAC o mesmo filme com a base de apoio no Legislativo do governo antecessor, com uma maioria silenciosa, em que dois ou três defendia a mais desastrada das gestões petistas, e a oposição minoritária deitava e rolava.

ACABARIA COM O JOGO DE EMPURRA

Não sei da legalidade do projeto de lei a ser proposto pelo deputado Neném Almeida (SD), de que o governo pague direto aos terceirizados e não aos donos das empresas. Tem o lado de que poria fim ao jogo de empurra do governo dizer que paga e os empresários de que não recebem. Evitaria os protestos de servidores como o de ontem da COPESERGE, na ALEAC.

OUTRO LADO

Mas há o outro lado. Aumentaria mais uma responsabilidade do Estado e poderia levar ao desestímulo do empresariado. Seria uma espécie de intervenção branca na iniciativa privada, o governo seria tutor do que não lhe pertence. Por isso a pergunta, se há legalidade no projeto?

HONESTIDADE POLÍTICA

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foi honesto ao reconhecer que, o governo do PT, ao qual serviu, não cumpriu com as obrigações salariais, em relação aos servidores terceirizados.

INFLUÊNCIA ZERO

Ontem, critiquei os governos do PT por não fazer nada para a construção de uma nova ponte ligando Brasiléia-Epitaciolândia. Agora, veio a boa notícia de que o governo federal garantiu a liberação dos recursos. Volto dizer: se até a eleição de 2020 a obra for concluída, o Gladson Cameli passa a ser o grande eleitor do Alto Acre nas eleições municipais para prefeito de Brasiléia e Epitaciolândia.

PARA FICAR REGISTRADO

É bom na política se situar o mérito em quem merece o mérito. Por isso é que faço o registro

ENTREGUE AS BARATAS

É preciso cautela antes de acusar o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno, de desonesto, com base apenas na abertura de CPI na Câmara Municipal. O que se pode dizer é que a sua administração anda bamba de realizações, é só ir aos ramais, onde até trator de esteira atola.

UMA FORTE CONCORRENTE

Havendo um convite dentro de uma densidade partidária não tenho muita dúvida de que a ex-deputada Leila Galvão (PT) aceitaria disputar a prefeitura de Epitaciolândia, na eleição do próximo ano. Foi bem votada no município. E se entrar no jogo torna-se forte concorrente.

VOLTA EM 2020

Os nomes do PT que escaparam da enxurrada medíocre que foi o governo passado e que, por conseguinte, foi responsável pela maior derrota do partido no Acre, mesmo perdendo a eleição, foram o Angelim, Jorge Viana e Marcus Alexandre. Nenhum candidato em 2020.

JV CONTINUA PERIGOSO

Dentro do PT, Jorge Viana continua sendo o nome mais perigoso para a oposição em 2022, sendo como candidato a senador ou a governador. JV perdeu a eleição dentro de um contexto de burrice do seu partido de lançar dois candidatos e ser herdeiro do péssimo governo do irmão.

NÃO TRANSMITE SIMPATIA

O Coronel Ulisses Araújo (PSL), de posições firmes e um bom currículo profissional, e que já manifestou o desejo de disputar a prefeitura da capital no próximo ano precisa melhorar a sua postura na televisão, onde na última eleição, nos debates e entrevistas, não transmitiu simpatia e profundidade no que defendia. Mas a sua candidatura enriquecerá o pleito.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Na Reforma da Previdência fico com a opinião dos profissionais mais qualificados da área econômica brasileira, de que a aprovação é essencial para não afundar o Brasil e o país voltar a crescer, do que com os que pensam de forma politiqueira e ideológica, para assegurar os privilégios de uma elite existente nos poderes.

NOVAS REGRAS FORÇAM

As novas regras eleitorais com o fim das coligações proporcionais é que estão levando os partidos nanicos a terem candidatos a prefeito, como forma de assegurar palanque aos candidatos a vereadores. O PSC atentou para o novo momento e vai de Jamil Asfury à PMRB.

CASA DO SILÊNCIO

Não se fala nada nos gabinetes governamentais sobre a recomendação do MP de demitir os secretários com problemas jurídicos. E como passaram os 10 dias de prazo dados pelo MP para que a medida fosse efetivada e não se cumpriu, a dedução é de que ninguém será exonerado.

NOMES NA MIRA

Os secretários que estavam na mira do MP, eram Vagner Sales, James Gomes e Alércio Dias. Nenhum com qualquer obstáculo a que possam continuar no secretariado do governo.

NÃO FICARÁ FORA

A tendência natural do SOLIDARIEDADE e ter uma candidatura própria a prefeito de Epitaciolândia, até pelo fato da sua maior liderança, a deputada Vanda Denir (SD), ter sido bem votada no município. As eleições municipais são pólos formadores de base para 2022.

DILEMA POLÍTICO

Deputados como Antonia Sales (MDB) e Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), por virem de legislaturas em que sempre estiveram na linha de frente de cobrança aos governos petistas, agora na situação, ficam no dilema de evitar cobrar do novo governo o que sempre cobraram da tribuna do PT.

POSIÇÃO DE TRANQUILIDADE

O senador Petecão (PSD) participa da próxima campanha municipal numa posição privilegiada, pelo fato de ter ainda vários anos de mandato pela frente, a sua vaga não estará em disputa na eleição de 2022. Deverá trabalhar apenas para reforçar a bancada de vereadores do PSD.

OLHO ESBUGALHADO

Quem está de olho esbugalhado para 2022 é o vice-governador Major Rocha, que tem dito aos amigos que, numa eventual saída do Gladson para disputar o Senado, ele disputará o governo.

CASA MAL ASSOMBRADA

A sensação de quem chega ao DERACRE é de se deparar com casa mal assombrada. Prédio encardido, pintura descascando, um retrato fiel de como era a coisa na gestão passada. À noite, por certo, deve aparecer fantasma. Salva a SEOP, onde fica o secretário Thiago Caetano.

TUDO MUITO RÁPIDO

Na política você pode ir do patamar de humanista ao de um ser rancoroso, depende do que você se expressar. E depois que desaba na opinião pública e cola imagem de rancoroso, mesmo que jure aos pés do altar, jamais será considerado um humanista. É o preço amargo da palavra. As opiniões que escutei de figuras respeitáveis da sociedade, reforçam esta tese.

BOCA DE JACARÉ-AÇU

Aliados do governo reclamam de que o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS) domina a quase totalidade dos cargos nas repartições estaduais de Sena Madureira, com a indicação de afilhados para as CECS. O comparam a um “jacaré-açu”, bocarra aberta, comendo e chorando.

FIEL AO DISCURSO

O secretário da Infraestrutura, Thiago Caetano, é fiel ao discurso da campanha de expurgo do PT, e que levou Gladson Cameli ao governo, se cercando de auxiliares que efetivamente estiveram na eleição pedindo votos para tirar o PT do poder. Coisa rara, neste governo!

NÃO APOSTEM NO SILÊNCIO

Quem tem visto o deputado Daniel Zen (PT) caladão na ALEAC, não aposte que será a sua tônica, este silêncio tem prazo de validade, quando o Gladson completar 100 dias à frente do governo. Zen é um dos quadros mais preparados do PT, ferino, ele domina a tribuna como poucos. Pode anotar: o Zen vai dar uma trabalheira quando abrir a comporta de cobranças.

BOM QUE ACONTEÇA

O debate entre oposição e base do governo é bom que aconteça, para não ficar um marasmo.

COMO É QUE É?

Quer dizer, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), que o governo tem dinheiro? Por qual razão não pagar, então, os débitos do Hospital do Juruá, da empresa que prestou atendimento cardiológico, e tirar o Gladson Cameli do alvo do tiroteio por serviços de saúde mal prestados?

NOME FORTE

O ex-prefeito Marcus Alexandre não tem falado em política e de forma sábia. O momento é de recuo e ver como vai se comportar o governo Gladson. É um nome que ficará na geladeira do PT para ser tirado em 2022, para eventual disputa de um cargo majoritário ou Câmara Federal.

BOI DE PIRANHA

Acompanhei os bastidores da eleição. No meado da campanha, Marcus Alexandre já estava abandonado pelos seus padrinhos políticos. O Jorge Viana foi um dos poucos a ser leal até o fim.

BRANCA MENEZES

É um nome sempre lembrado pelas lideranças de Senador Guiomard, quando se trata da eleição do próximo ano para vir a ser candidata à prefeita do município. Um dos maiores defensores da sua candidatura é o vice-governador Major Rocha, tucano como a Branca.

LINHA DE FRENTE

As suas ações na defesa do governador Gladson Cameli mostram um afastamento político do grupo do Coronel Ulisses Araújo. Falo do advogado Valdir Perazzo, um liberal de convicção e uma figura respeitável.

CARTA MAIS POLÊMICA

O governador Gladson Cameli vai jogar na mesa a carta mais polêmica do início da sua administração, que é a decisão da terceirização das atividades do HUERB, unidade que só está lhe dando dor de cabeça e desgaste político até aqui. Se de fato a terceirização acontecer e vier uma empresa especializada em gestão hospitalar, a tendência é dos serviços de atendimento ao público melhorarem. Porque vai prevalecer o mérito, eficiência, em que o profissional da medicina receberá pelo que produzir. E haverá condições de dotar o HUERB de especialistas em todas as áreas. Em princípio, sou a favor de se buscar sempre a eficiência, o que pode acontecer deixando o comando à iniciativa privada e diminuindo o tamanho do Estado.

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