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Em agenda externa, Gladson Cameli busca investidores para ‘rondonizar’ Acre

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Na tentativa de fazer cumprir sua principal promessa de campanha em 2018, de abrir o Acre para o agronegócio, o governador Gladson Cameli (Progressistas) terá agenda sexta (11) e sábado (12) em Rondônia para consolidar negociações com investidores interessados em plantar soja e outros grãos em terras acreanas.

A busca por grandes empresários do agronegócio para aplicar parte de seus recursos no Acre passou a ser quase a pauta número um do novo governador. Gladson, que já tem bom trânsito no meio empresarial por conta do histórico familiar, oferece como principal garantia a segurança jurídica de que eles terão ao investir no Acre.

De acordo com Gladson Cameli, já há oito grandes grupos interessados na compra de terras no Acre. Entre eles está o Grupo Amaggi, que tem entre os acionistas majoritários a família do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, e quer comprar 20 mil hectares de terra no estado.

Por segurança jurídica entende-se a não atuação rigorosa dos órgãos de controle ambiental do estado. Estes órgãos, por sinal, passaram a ser controlados por pessoas ligadas ao setor rural e sem a mínima experiência com o meio ambiente.

Este investimento pesado do agronegócio no Acre – sobretudo no plantio de soja – ganhou o nome de “rondonização”, numa referência ao estado vizinho, uma das principais potências no país na economia rural. Tal prática nunca foi bem vista pelos governos petistas, que enxergam no agronegócio um vetor para o aumento do desmatamento e a degradação ambiental.

Em Porto Velho, na sexta, Gladson Cameli terá reunião com o governador de Rondônia, Marcos Rocha. O progressista estará acompanhado de seu secretário de Agricultura, Paulo Wadt, “importado” de Rondônia. Wadt tem sido um dos principais interlocutores com o empresariado rural rondoniense interessado em investir no Acre.

Gladson Cameli participará da primeira rodada de negócios para a produção de grãos entre Acre e Rondônia. No sábado, ele terá agenda na Fazenda Céu Azul, no município de Cujubim (distante 220 km de Porto Velho). O objetivo é conhecer a experiência do empreendimento na produção agropecuária.

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Cotidiano

Ministro da Educação, Ricardo Vélez, recredencia faculdade diocesana do Acre

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O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, resolveu homologar parecer da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação e recredenciar a Faculdade Diocesana São José (Fadisi), mantida pelas Obras Sociais da Diocese de Rio Branco.

A portaria do recredenciamento foi publicada na edição desta segunda-feira, 25, do Diário Oficial do Estado. O documento tem validade de três anos.

Capitaneada pela Igreja Católica do Acre, a Fadisi realiza atividades no Acre desde 2005 e oferece o curso de bacharelado em filosofia e teologia.

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Cotidiano

Investigação de caso de bebê que morreu por broncoaspiração já ouviu 20 pessoas

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A investigação da Polícia Civil já ouviu 20 pessoas próximas aos pais do bebê Maria Cecília, de apenas dois meses, morto no dia 8 de março por insuficiência respiratória após tomar duas mamadeiras de leite artificial. A mãe da criança, enfermeira Micilene Souza acusa o pai, o policial federal Dheymerson Cavalcante de premeditar a morte da filha.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), sob o comando do delegado Martin Hessel. O policial federal nega as acusações.

“Minhas manifestações serão quando finalizar. Não posso dizer quem foi ouvido, são testemunhas e estamos buscando pessoas que sabem sobre o relacionamento dos dois. Conforme vai aparecendo mais alguém, vamos ouvindo e colocando no inquérito para chegar em uma conclusão no final”, disse Hessel ao G1.

O delegado complementou dizendo que ainda não recebeu os laudos periciais e nem o exame de DNA feito para saber se o policial é o mesmo o pai do bebê. “Ainda está no prazo, mas estão correndo para finalizar e não deram o dia para entregar”, avaliou. O resultado do exame de DNA deve sair no dia dia 7 abril.

A criança nasceu prematura e chegou a ficar na UTI. Micilene disse que a bebê não conseguia mamar e que teve alergia a todos os leites artificiais. A mãe afirmou que sempre mandava informações e vídeos para o suposto pai e avó da criança.

Na primeira audiência, no início de março, sobre a pensão de alimentos gravídicos, Micilene afirmou que o policial não foi e que a advogada dele disse que ele estava disposto a pagar pelo DNA.

Ela contou que no primeiro momento não quis ir a Rio Branco com medo do que o homem pudesse fazer com ela e a criança.

“Eu sentia que ele ia matar a mim, ou minha filha. Bloqueei ele e a mãe dele, e ele mandou mensagem para minha irmã pedindo que eu não fizesse isso. Já à noite, eu decidi ir pra fazer o DNA. Quando cheguei em Rio Branco, tudo eu filmava, porque lá no fundo eu sabia que ele ia fazer alguma coisa com a gente”, afirmou na época.

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