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Mãe de Gladson diz que fica “chateada com certos comentários” contra o governo do filho

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“Eu fico chateada com certos comentários. Gladson , assumiu o governo Terça-feira não tem nem uma semana e certas pessoas já querem que ele faça milagre. Todos sabem da situação que ele recebeu o estado. Então eu peço. Der um tempo pra ele. Gladson vai arrumar o estado só precisa de tempo (sic)”, disse Linda, que na posse do filho esteve no Acre, ao lado do marido, o empresário Eládio Cameli, pai de Gladson.

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Acre 01

“O atual governo é cúmplice da gestão anterior”, diz vereador Emerson Jarude

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“Esse governo está sendo cúmplice da gestão anterior. O Estado está sem rumo e sem direção, até agora não se explicou o rombo deixado pelos governos do PT e a violência está apavorando a todos”, com essas palavras o vereador Emerson Jarude (sem partido) foi a tribuna emocionado fazer um desabafo sobre o arrastão no ônibus da Vila Acre e a tentativa de assalto à um estudante na Frente da Fameta deixando-o baleado.

“Quando vou para minha casa parece que o bandido sou eu, chego me esgueirando, olhando de um lado para o outro como se eu é que fosse assaltar alguém”, disse. Lamentou profundamente o roubo de um carro de uma vizinha que, segundo ele, estava com uma criança. Para ele, essa situação é apavorante.

Para Jarude, na Saúde, pessoas estão morrendo por questões que não aconteciam antes como a falta de medicamentos. “A Educação estadual e municipal é sem qualidade nenhuma, onde vamos parar”, questionou. “É preciso explicar as pessoas o que está acontecendo e não ser cúmplice com o governo passado”, frisou.

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Acre 01

Todos, menos o PT

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“Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo” é o artigo primeiro da liberdade de expressão, o pilar mestre que sustenta o edifício de muitos andares da democracia. Desnecessário dizer que um ser humano sem liberdade de expressão e pensamento é um oco.

Além de um valor essencial ao mundo, como é a água para matar a sede, a liberdade de expressão é um instrumento muito perigoso e letal, tanto que alguns governantes de tudo fazem para controlá-la.

Desnecessário, também, sairmos dos limites do Acre para se saber que nos tempos áureos e duros do PT a liberdade de expressão e pensamento eram bens negociáveis.

Quem ousasse pensar diferente do grupo dominante era alvo de implacável perseguição. Muitos são os casos de controle e censura. Certamente o exemplo que ficará gravado na história política do Acre é o do jornal “A Gazeta”, que antes de se aliar incondicionalmente ao vianismo foi vítima dele.

A carta aberta de Silvio Martinello ao então governador Jorge Viana, na primeira página, conviverá para o resto da vida de seu autor como prova inequívoca de sua rendição.

Enquanto parlamentar, fui censurado e impedido de participar de entrevistas nas rádios e televisões sustentadas pela milionária verba da mídia.

Se vai cumprir a sua palavra ainda é muito cedo para se dizer, mas o fato é que o governador Gladson Cameli tem declarado que não vai “nomear” chefes de redação e sua equipe de comunicação não terá que ser consultada previamente sobre as matérias a serem publicadas.

Se assim permanecer, Gladson, junto com Nabor Júnior, será o segundo governador pós ditadura militar a respeitar a liberdade de expressão. A diferença é que, nos tempos de redes sociais, tentar controlar a informação é o mesmo que enxugar gelo.

De certa forma a imprensa tradicional deve ter saudades dos tempos da censura porque isso também era rentável, aliás muito rentável.

Basta lembrar que o ultragovernista jornal Página 20, que nunca vendeu nas bancas mais que duas dúzias de exemplares, era financiado exclusivamente para agredir e difamar adversários e bajular aliados.

Aliás, deveria ser disciplina transversal em todas as escolas tópicos sobre a liberdade de expressão.

Se um governo errou, falhou, corrompeu, o instrumento mais eficiente para desbancá-lo é a denúncia e a reclamação, subprodutos da liberdade de expressão.

Não tenho dúvidas de que, se a imprensa acreana não tivesse sido manietada por tanto tempo, o PT não teria permanecido 20 anos consecutivos no poder.

Todavia, os resultados dessa tal liberdade depende muito da credibilidade de quem dela faz uma ferramenta.

Os eleitores que votaram no Gladson têm todo o direito ––aliás têm o dever–– de cobrar as melhorias que lhe foram prometidas durante a campanha.

Aqueles que optaram democraticamente pelos demais candidatos também têm esse mesmo dever, pois foi eleito governador de todos e, segundo o dito popular, quem com a viúva casa assume a responsabilidade pelas crias dela.

O novo governador já cometeu vários erros administrativos e certamente está pagando por isso. Eu mesmo já elenquei um festival de bobagens de assessores, mas que serão contabilizadas na conta de quem os nomeou.

Entretanto, quem teve a oportunidade e o tempo de fazer tem que tomar doses cavalares de “Simancol” antes de usar a bendita liberdade para criticar e cobrar.

Que “moral” terá um dirigente petista, que passou 20 anos atracado nas tetas do governo, para atacar implacavelmente um governador que está há com apenas 75 dias no poder?

O povo pode, o PT não.

O atual governo herdou um caos. Seu maior pecado é que seus secretários se comunicam muito mal e com isso dão margem para aqueles que ajudaram a esculhambar o Acre e agora, sem nem ao menos ficarem com as bochechas coradas, querem aparecer como os salvadores da lavoura.

Se vivemos uma tragédia na Segurança Pública, todos têm razões de sobra para clamar por paz e tranquilidade. Todos, menos o PT.

Todos devem protestar contra o atraso nos repasses para o Hospital Santa Juliana e a Colônia Souza Araújo. Todos, menos o PT.

Todos têm o direito de reclamar das ruas das cidades. Todos, menos o PT.

Na Saúde, a mesma coisa. Todos têm o direito de se expressar contra a situação. Todos, menos o PT.

E por que todos, menos o PT?

Porque o PT passou 20 anos com muito dinheiro e todo acreano sabe que os repasses estão atrasados há muitos meses. O programa Ruas do Povo foi uma porcaria, além de fonte de corrupção.

Na Saúde, que nunca foi de Primeiro Mundo, ao contrário do que prometeram, deixaram o caos.

Os erros e vacilos do novo governo nem de longe são suficientes para transformar a turma do PT nas últimas bolachas da lata.

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