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Prefeita Socorro Neri entrega Comenda Volta da Empreza para Pacífico, Lhé e Raimunda

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Fotos: Assis Lima e Fagner Delgado | DECOM/PMRB

A prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, entregou na noite desta sexta-feira, dia 28, durante cerimônia no Theatro Hélio Melo, a Comenda Volta da Empreza. Ao todo, três pessoas foram agraciadas com as homenagens, todas ligadas a movimentos sociais: Raimunda Bezerra, Manoel Pacífico da Costa e Abrahim Farhat.

Neri destacou a importância de se homenagear aqueles que contribuíram com o desenvolvimento da cidade, e para a melhoria da sociedade e o fortalecimento da cultura de paz. Os três agraciados, explicou Neri, são exemplos fiéis de uma vida cedida às boas causas.

“Isso é exatamente para simbolizar a nossa homenagem tanto à nossa cidade, como às pessoas que ajudaram na construção da organização social da nossa cidade. Ambos organizaram suas vidas, dedicaram suas vidas à luta pelos direitos humanos. Os três são cidadãos exemplares, então, nada mais justo que homenageá-los”, avaliou a prefeita.

Raimunda Bezerra disse que a homenagem é na verdade um prêmio à população riobranquense. “Eu gosto de morar em qualquer lugar, desde que eu volte para cá. Quero dividir essa homenagem com o movimento comunitário, que é um movimento com o qual eu caminho há muitos anos”, pontuou.

Representando Manoel Pacífico, o padre Massimo fez uma leitura de uma mensagem enviada por Pacífico aos presentes na cerimônia: “Essa é uma homenagem que estendo a todas as lideranças religiosas das mais diversas tradições espirituais, responsáveis por essas atividades coletivas e inter-religiosas que há 13 anos vem plantando no estado uma cultura de respeito, solidariedade e de paz”.

Já Abrahim Farhat, o Lhé, lembrou o passado e citou nomes de pessoas ligadas a movimentos sociais no Acre. “Eu agradeço demais à prefeita, à equipe. Eu vejo uma luta do povo, uma luta por um Brasil melhor, mais justo e mais humano. Viva a luta popular”, afirmou o homenageado.

A Comenda Volta da Empreza – O nome da Comenda é uma referência à primeira denominação dada à cidade de Rio Branco no período de sua transição de seringal a povoado. A Comenda Volta da Empreza é constituída de três graus com distintos: O grau Fundador, cujo patrono é Neutel Newton Maia, destina-se a reconhecer os que se destacaram por sua significativa contribuição nos campos social, cultural, econômico, humanitário, desportivo, ou outros de notável importância para a cidade, bairro ou comunidade.

O grau Comandante tem o Coronel José Plácido de Castro como patrono e destina-se a homenagear os que contribuíram, através de atos extraordinários com a comunidade, para a consolidação da cidade em nível regional.

O grau Chanceler, cujo patrono é José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, é a mais alta distinção da Ordem, que se destina a homenagear aqueles que tenham reconhecidamente prestado relevantes serviços ao município, ou que, no exercício da sua atividade, tenham destacado o nome do município de Rio Branco nos cenários nacional ou internacional.

Abrahim Farhat, o Lhé
Filho de sírio libaneses, Abrahim Farhat, o Lhé, hoje com 77 anos, nasceu em Rio Branco. Nos anos 60, no Colégio Acreano, iniciou a luta no movimento estudantil, que teve prosseguimento na antiga Ética. Depois passou a atuar na organização de movimentos sociais e sindicais. Sempre teve muita proximidade com a Igreja Católica, tendo sido grande amigo de Dom Giocondo, Dom Moacir e padres Pacífico, Nilo e Pedro Martinello, defensores da Teologia da libertação. Abrahim organizou e fundou várias cooperativas e sindicatos, como o das Lavadeiras, das Empregadas Domésticas e das Prostitutas. Lhé usava recursos da família para criar ou fortalecer sindicatos, como o de trabalhadores rurais de Xapuri.

Manoel Pacífico da Costa
Nascido em Rio Branco em 1945, Manoel Pacífico estudou filosofia e teologia em Roma. Nos anos 70, já como padre atuou em Brasiléia e Rio Branco. Ajudou Dom   Moacyr Grechi, na criação das comunidades eclesiais de base. Pacífico deixou o sacerdócio em 1975, dois anos depois casou-se e hoje tem três filhos. Na década de 80, Pacífico filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCB), elegendo- se deputado estadual pela legenda. Em 2007 Manoel Pacífico criou o Instituto Ecumênico Fé e Política, que busca a construção de uma sociedade mais justa e fraterna, promove atividades educativas de caráter ecumênico, a partir da cooperação entre igrejas e instituições religiosas. O Instituto reúne evangélicos, kardecistas, católicos, umbandistas e ayahuasqueiros.

Raimunda Bezerra
Raimunda Bezerra, 66 anos, nasceu em Brasiléia e é filha de ex – seringueiros. Até os 23 anos morou em seringais e colônias. Começou a dar aulas aos 16 na zona rural. Já em Rio Branco, ela começou o engajamento social na igreja católica da Estação Experimental, onde participava da comunidade de base. Na década de 70, foi uma das fundadoras do Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular do Acre (CDDHEP), que atua na orientação de cidadãos em questões relacionadas à terra, moradia, crianças e violência de gênero. No bairro Seis de Agosto, ajudou a implantar a Rádio Comunitária Gameleira, que é importante ferramenta de mobilização, educação, informação e interação. Raimunda bezerra, teve como grande amigo, Chico Mendes. Depois da morte de Chico, foi uma das que levaram adiante sua luta pela criação de reservas extrativistas e organização de trabalhadores.

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Liga junina alega cancelamento de apresentação após saída do governador da Gameleira

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O que era para ter encerrado com festa e diversão na comemoração governamental pelos 57 anos de emancipação do Estado do Acre, nesse sábado, 15, acabou em decepção para mais de 200 integrantes de ligas de quadrilhas juninas de Rio Branco. Isso porque a apresentação do movimento, que estava marcada para ocorrer após discurso do governador Gladson Cameli, a partir das 17h30, foi cancelada em cima da hora, depois que os brincantes já estavam trajados e maquiados no local para dançar.

Segundo o diretor do grupo Matutos da Roça, Jimy da Silva Lima, o fato foi lamentável. Ocorre que os integrantes já estavam preparados para dançar, assim que acabou o discurso do governador, porém, quando a equipe de governo foi embora, a apresentação foi encerrada. Nenhum grupo de quadrilha se apresentou, segundo Jimy. “O ônibus foi buscar a gente e estávamos lá, só que, infelizmente, aconteceu um fato lamentável. O som parou e eles disseram que o fio queimou, mas nunca vi num evento desse um fio queimar”.

Depois de serem sido informados de que um suposto fio havia queimado, os integrantes da Matutos da Roça e da Amor Junino, simplesmente foram obrigados a se retirar da arena de dança. “Disseram que a gente não iria mais dançar”, diz o diretor da liga.

A indignação maior para os dançantes é que o cerimonial do governo não teve a mínima preocupação com os gastos que os integrantes tiveram que investir para estar ali. “Desde as 8 da manhã a gente estava se preparando, era cabelo, maquiagem, figurino, treinos. O trabalho que tivemos durante o dia todo foi em vão. Gastamos com muita coisa e foi prejudicial”, lamenta Jimy.

Situação constrangedora

De acordo com o coordenador da Malucos da Roça, foi realizada toda uma propaganda em todo da apresentação dos grupos juninos, em todos os veículos de comunicação do governo. “Enquanto o governador estava presente, estava tudo normal. Mas depois que ele saiu, desligaram o som no meio da apresentação e pediram pra quadrilha se retirar dizendo já tinha acabado o evento. Foi constrangedor”, diz Danilo dos Santos Guimarães.

A programação divulgada pelo governo acabaria às 22 horas. As duas quadrilhas que iriam se apresentar, não dançaram. Populares e famílias que saíram de casa para prestigiar as apresentações não puderam ver as danças. “Desmontaram o som e simplesmente quiseram levar a gente de volta”, completou Danilo.

As equipes tinham outra programação marcada para depois da, até então, prevista apresentação na Praça da Gameleira, a ser realizada no shopping. Lá, eles relataram o ocorrido para o público, que se compadeceu do fato e enalteceu os grupos prejudicados.

O outro lado

O ac24horas buscou um posicionamento da equipe do governo com relação ao caso. O cerimonial do evento, dirigido por Izabel Barros, afirmou à secretaria de comunicação do Estado que a denúncia não procede e que o que fora relatado pela liga de quadrilha junina não aconteceu.

“O cerimonial passou que essa informação não procede. O que foi definido e que estava, inclusive, no convite do governo, era que a programação seria até às 22 horas e o som estava lá ligado até às 22 horas para todas as quadrilhas que quisessem se apresentar”, informou o cerimonial do governo.

Quanto à afirmação de que a denúncia não procede, o diretor da quadrilha matutos da Roça rebateu a cerimonialista: “é a defesa dela, nós do movimento junino não estamos inventando isso e todos que estavam lá viram. Eles (governo) têm que se defender mesmo, porque foram irresponsáveis”, concluiu Jimy.

 

 

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Rocha garante apoio à empresários para instalação de Porto Seco em Cruzeiro do Sul

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Reunido com empresários de Cruzeiro do Sul, na sede da centenária Associação Comercial do Alto Juruá, o vice-governador Major Rocha, disse a eles, que deverá ser instalado na cidade, um Porto Seco, possibilitando exportações e importações com o Peru.

Os empresários esperam que a continuidade da BR-364 rumo à Pucalpa no Peru, possibilite bons negócios para a região. Para isso, é necessário o serviço de alfandegamento, para o desembaraço de mercadorias, que poderá ser feito no Porto Seco. Assem Cameli, presidente da Associação Comercial, cita o exemplo da batata consumida na cidade, que é trazida de São Paulo, em percurso de mais de quatro mil km. ” E podemos trazer batata aqui de Pucalpa no Peru, há menos de 200 km daqui”

A deputada Mara Rocha, que é da Comissão Brasil Peru, da Câmara Federal, vai mobilizar a Bancada Federal Acreana, no sentido de agilizar a instalação do Porto Seco. “Acredito que toda a nossa bancada vai se empenhar nisso”, declarou Mara.

O deputado tucano Luís Gonzaga lembra que o momento político é apropriado para a execução, “já que o governador e o presidente da Assembléia Legislativa do Acre são cruzeirenses e o governo do Acre está alinhado com o governo federal no objetivo da continuidade da BR-364 por Pucalpa”.

Outra demanda dos empresários cruzeirenses, encampada pelo vice governador, foi da expansão do prazo do Refis em até 120 meses com juros e multas variando entre 5 e 10%. Assem Cameli diz que “só assim nós empresários poderemos respirar um pouco, voltar a crescer e desenvolver a economia local”.

Rocha assegurou aos empresários, ser aliado deles também nesse pleito. “Vamos esmiuçar esse assunto junto à equipe econômica do governo. Mas o governador Gladson Cameli e eu, temos a clareza de que é necessário destravar a economia acreana. Sou aliado dos que geram riqueza, emprego e renda”, assegurou Rocha aos empresários, lembrando que o governo acreano tem dividas que vão até 2048, somando mais de R$ 600 milhões. “Só o BNDES nos cobra uma dívida de R$ 100 milhões, mas vamos superar essas dificuldades e crescer novamente’, conclui Rocha.

A agenda de Rocha no Juruá teve ainda visita ao Lar Vicentino, à Delegacia da cidade e reunião com professores do IFAC, onde o tema foi o agronegócio.

A visita do vice-governador, deputada federal Mara Rocha e deputado estadual Luís Gonzaga, ao Vale do Juruá, prossegue ainda por Rodrigues Alves e Porto Walter.

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