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Gladson assume governo como herdeiro de um espólio todo “esbagaçado”

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MÃE DE TODAS AS BATALHAS

Fim de um dos governos mais melancólicos dos últimos vinte anos. Fecha o ciclo com o governador Tião Viana, o reinado do petismo. O Rei sairá nu. Não conseguiu pagar o 13º salário integral, apenas os comissionados do seu círculo do poder receberam suas indenizações, deixa de saldo uma cidade violenta, um sistema de saúde em frangalhos, obras inacabadas, a impopularidade mais alta entre todos os governadores petistas, enfim, com uma imagem política destroçada. A arrogância foi a sua fiel companheira até o fim. Mas, agora é contar as poucas horas que faltam para a saída humilhante do poder.


Como herdeiro de todo este esbagaçado espólio assumirá o governador eleito Gladson Cameli. Começou bem em reduzir de forma drástica o tamanho da máquina estatal, dos cargos ociosos de confiança, com a Reforma Administrativa. Mas isso é apenas um primeiro passo. Se quiser mudar o rumo desta triste prosa terá que dar uma guinada radical na sua gestão, que não pode ser de compadrio político, mas de cobrança do secretariado, por eficácia e pragmatismo.

Um governante tem que estar no meio do povo, não pode ficar em uma bolha num gabinete cercado de bajuladores, como o governante atual. Segurança e Saúde. Serão estes os seus maiores problemas a resolver de imediato, tanto um como o outro mexe com o imaginário popular. Não se espera milagres nestas duas pastas. Mas, pelo menos, ações emergentes que possam passar para a população de que algo está mudando.

O Gladson Cameli vai travar a partir de 1º de janeiro, quando tomar posse e sentar na poltrona do seu gabinete, a mãe de todas as batalhas políticas que até aqui enfrentou. Chega ser loucura se imaginar que um governo possa ser pior que o que finda.

Para a imprensa caberá cobrar as promessas de campanha. Ser livre. Não viver de bajulação. E dar os 100 dias para avaliar o novo governo.

ESTAVA ESCRITO NA TESTA

Só um incauto em política acreditava que o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTA) levaria a sua candidatura à presidência da ALEAC até o fim. Estava escrito na testa que era uma candidatura a brigar por espaços na máquina legislativa. E que abriria para o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTA), como de fato aconteceu. O Géhlen sabia que perderia de capote.

ELEITOR IMPORTANTE

Mesmo restando poucos dias para deixar a presidência da Assembléia Legislativa, o deputado Ney Amorim (PT) teve papel importante nas costuras de apoio à candidatura do amigo Nicolau Junior (PROGRESSISTA). O blog deu este acordo entre ambos em primeira mão. Tentaram contestar. Mas a foto que selou o acordo do fim da candidatura Géhlen, fala por si.

TODO VAPOR

Uma fazenda na estrada de Boca do Acre está a todo vapor. Milagre financeiro, ora, pois!

OPINIÃO ISENTA

O presidente do PHS, Manoel Roque, uma opinião insuspeita, que veio ontem de Cruzeiro do Sul, contou que esperava encontrar a cidade esburacada e abandonada, como ano passado. Voltou abismado com a reação do prefeito Ilderlei Cordeiro, com ruas recuperadas, cidade com boa coleta de lixo e bem cuidada.

POR CIMA DA CARNE SECA

Em meio esta confusão toda no Estado com o não pagamento do 13º salário integral dos servidores, quem vai fechando o ano por cima da carne seca, como se diz no popular, é a prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, que pagou dezembro e o 13º dos funcionários da PMRB.

NA GESTÃO NÃO TEM MILAGRE

Na gestão pública não tem milagre. É só não inchar a máquina pública de afilhados, não gastar além do que está em caixa, cobrar produtividade do servidor, cuidar da cidade, é o que faz a prefeita Socorro. Convenhamos, neste pouco tempo, deixou a cidade melhor do que recebeu.

TUDO PARA DESLANCHAR

A prefeita Socorro Neri, com a Reforma Administrativa que entra em vigor a partir de janeiro, que vai gerar uma boa economia ao município, terá tudo para deslanchar sua gestão nos próximos dois anos. E até pensar em disputar uma reeleição, se chegar viável em 2020.

CUIDAR DA VIDA

O ex-presidente do PT, André Kamai, contou a um amigo em comum que deixou a presidência do partido por ter que cuidar da sua vida profissional, já que não acumulou ganhos e não tem vínculo empregatício em nenhum órgão. Discordo de suas posições políticas, mas o respeito.

RECLAMAR PARA O JUIZ

A imprensa não fez mais que divulgar nestes casos das últimas prisões uma decisão judicial, cumprindo sua obrigação de informar. A imprensa não é a responsável por decisão de Juiz.

É QUEM MANDA

A última decisão interna do PT, que colocou o Cesário Braga na presidência do partido, mostrou que quem continua mandando no partido é o grupo do Nepomuceno Carioca.

PERDERAM A GUERRA INTERNA

Lideranças mais comedidas como Jorge Viana, Raimundo Angelim, parece que perderam espaço interno para a ala mais radical do PT. Justamente, os que poderiam juntar os cacos.

BEM SITUADO

Da bancada federal do Acre, um dos parlamentares mais próximos do presidente eleito Jair Bolsonaro é o deputado federal Alan Rick (DEM). Não só próximo, mas com prestígio. Ficará em Brasília para a sua posse.

 

GALINHAS DOS OVOS DE OURO

A disputa por cargos federais no Acre começa a acontecer a partir de janeiro com a posse do Jair Bolsonaro. INCRA e DNIT são os mais visados, porque dão mais projeção política.

MDB DE OLHO

O MDB é um partido quem vai brigar com unhas e dentes para indicar o dirigente do INCRA.

ATENTEM A ISSO

O Sindicato da Saúde, fazer greve contra o fato do governador Tião Viana por não ter pagado o décimo terceiro salário integral, em nada o afetará. Será uma greve inócua. Na virada do ano o Tião não será mais nada no Estado e não passará de mais um na multidão. Atentem a isso.

CONTINUA NO ESTADO

A Companhia de Selva não vai deixar o Estado com a perda da sua conta no governo que se encerra. A empresa ainda mantém contrato com a prefeitura de Rio Branco.

PEDIDO CUMPRIDO

Na última visita que a ex-governadora Iolanda Lima fez ao ex-prefeito Jorge Kalume, com o qual governou a prefeitura de Rio Branco, ouviu um pedido do já combalido político: conseguir alguns votos para o seu afilhado José Bestene (PROGRESSISTA). Atendeu ao pedido recebido.

CENÁRIO INTERESSANTE

Na próxima legislatura da ALEAC vamos ter um cenário interessante. Depois de 20 anos, o PT sairá da posição política de governo para ser oposição. Fazer a defesa de um governo sempre é problemático, sempre haverá falha, já ser oposição é sempre mais cômodo.

FATO SIMPLES

Ser oposição é confortável por um fato simples: não existe governo que seja perfeito.

PROVA DE FOGO

O novo chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, passou bem pela primeira prova de fogo política que foi a de conseguir conduzir uma transição de governo sem problemas, e chegar a um consenso para a aprovação da Reforma Política pela ALEAC. Mostrou ter habilidade.

NÃO É TAREFA FÁCIL

Nos dois casos não foi tarefa fácil, porque teve que mexer com muitos interesses políticos.

FALANDO EM REFORMA

Com a diminuição do tamanho do Estado tira um pouco a pressão de aliados por cargos no futuro governo. Se o Gladson Cameli tivesse mantido o paquiderme estatal ia perder os cabelos, com a briga desenfreada por cargos de confiança.

SEM UM NOME

O PT vai para 2020 sem um nome forte para prefeito de Cruzeiro do Sul. Não há ninguém com densidade eleitoral no partido que possa ser visto como competitivo. E nem entre os aliados. César Messias (PSB), derrotado, mostrou estar em fim de carreira. O PT entrará de zebra.

NÃO SE TRATA DE CAÇA ÁS BRUXAS

Não se trata de governar pelo retrovisor e nem de caça às bruxas, mas cada novo secretário deveria fazer um levantamento da sua pasta para mostrar o quadro real do que recebeu.

As visões místicas da vereadora Mariazinha

Dias antes da eleição para a presidência da Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul, a vereadora Mariazinha da BR (PHS-Cruzeiro do Sul), revelou que após muito jejum e oração recebeu orientação divina em uma visão, que lhe indicou votar no candidato do prefeito Ilderlei Cordeiro. Pois, bem, no dia da votação, na última quinta-feira, se reuniu momentos antes, secretamente, com o ex-prefeito Vagner Sales, e saiu direto para a votação e votou contra o nome apoiado por Ilderlei. Não se sabe que milagre foi operado pelo Vagner nesta conversa reservada, que fez a vereadora Mariazinha (PHS) esquecer a visão divina e optar pelo mundano. Teria tido a nossa a mística Mariazinha, outra visão mais divina anulando a anterior? Por certo, não mudou de opinião pelos longos cabelos louros e olhos azuis, que o Vagner não tem.  Por isso, sempre fico com um pé atrás quando se trata de fanatismo religioso. Este pessoal que diz falar com o divino poderia bem usar estas visões para acertar os números da mega-sena milionária da virada do ano. Fica a sugestão, ainda está em tempo de uma fezinha.

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Blog do Crica

Tchê: “sem apoio, deixo a liderança do governo”

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O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), admitiu ontem ao BLOG DO CRICA de que dependendo da conversa que terá com o governador Gladson Cameli, quando este retornar, poderá deixar a sua liderança na Assembléia Legislativa. A série de trapalhadas da equipe governamental, com a demissão de indicados dos deputados da base governista, sem não dar nenhuma satisfação, quebrando a unidade duramente que ele construiu, são motivos que fazem Tchê repensar seriamente a permanência na função. “Líder fraco, governo fraco”, desabafou Tchê. Ele manifesta um desconforto com o fato de não estar sendo prestigiado. “Não sou convidado para debater nada das decisões políticas do governo. Vim saber da questão dos precatórios pela imprensa. Estou sendo pressionado por colegas que tiveram seus indicados em cargos do governo demitidos sem nenhuma explicação. Assim não dá para continuar”, advertiu. Acha que vai ganhar muito mais e crescer fora do governo, se dedicando às atividades da UNALE. Tchê se mostrou muito determinado ao falar ao BLOG: “sem apoio, do jeito que está, deixo a liderança do governo”. É que ela está vendo ruir todo o trabalha de unificar a base, que quando assumiu a função estava completamente destroçada.

POSIÇÃO COERENTE

A posição do líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), é coerente. Ficar no cargo desprestigiado, ouvindo reclamações dos deputados da base governista e sem ter como atender, o caminho certo é pegar o boné para não ficar sofrendo desgaste com colegas.

ALGUÉM EXPLICA?

A base do governo estava estraçalhada, a oposição ganhava todas as votações e mesmo sendo minoria, se consegue uma unidade e os projetos do governo passaram a ser aprovados, e o próprio governo colabora agora para quebrar essa unidade, alguém explica? Não entendo.

VEJA COMO É TUDO ATRAPALHADO

Um deputado passou ontem informação ao BLOG de que o presidente do IMC, Carlitinho Cavalcante, foi comunicado que o governo precisava do seu cargo. Quando estava com a trouxa arrumada eis que o governo voltou atrás e o manteve no cargo. Não é atrapalhado?

DEPOIS QUE VER

A candidatura do deputado Fagner Calegário (não será pelo PV) a prefeito de Rio Branco, anunciada ontem pelo próprio é o tipo da notícia na qual só creio depois que ver o registro no TRE-AC. Muito embora diga que esta é uma decisão amadurecida.

O TEMPO ESTÁ CORRENDO

O tempo está correndo contra a “CPI da ENERGISA”. Disse quando da sua criação que não tinha poderes para baixar um centavo na conta de luz e que era uma jogada populista. Levaram até torcida organizada. O tempo está correndo contra a CPI e está comprovando.

VIGA RECLAMA DO POUCO CASO

O deputado Chico Viga estava ontem na ALEAC mostrando o seu desconforto da forma como vem sendo tratado pelo governo. Reclama que, uma indicação de um pequeno CEC-1 que, ele tinha dentro da administração foi demitida. “Não posso aceitar este tratamento”, reclamou.

FOICE NA BASE

A foice está comendo na base do governo na ALEAC. Não atingiu só o deputado Chico Viga, mas também o deputado Vagner Felipe (PR), que perdeu espaço no governo. O deputado Neném Almeida diz não ter visto a cor de um cargo dos que foram aprovados na última reforma. O certo é que há um descontentamento claro em relação ao Gladson Cameli.

A VERDADE DA PESQUISA

No Jardim da Infância da política se aprende que numa pesquisa se soma o Ótimo ao Bom. E jamais se soma o Regular. Portanto, senhores do conselho, a aprovação real do governo Gladson Canmeli é de apenas 37%. Bem abaixo dos mais de 50% com os quais se elegeu. Na realidade houve uma queda de 16% em relação à votação que obteve. Portanto, nada a comemorar. Faço a observação para que o governador não embarque em contas erradas.

ANÁLISE PERFEITA

Recebi a seguinte postagem do leitor Albeci Coelho sobre o dado da pesquisa da RECORD, relativo à pergunta sobre o percentual de eleitores que votariam novamente no Gladson Cameli. Vamos à postagem: “84% não mudaria o voto no Gladson, ou seja, dos 55% (votos válidos) que votaram nele, hoje só 84% votaria de novo. Resumindo: Gladson perdeu 17% dos seus eleitores”. O Albeci acertou na mosca. Não é 84% sobre o 100% dos eleitores. Ponto.

ASSIM O BOI NÃO DANÇA

Chega reclamação de leitor que no domingo não tinha médico para atendimento na UPA da Sobral. Pergunta que não quer calar: o que fez até aqui a secretária de Saúde, Mônica Flores?

UMA PERGUNTA

Quando é que a Comissão de Saúde da ALEAC vai chamar a secretária Mônica Feres para vir dizer o que pensa sobre a Saúde, seus planos para tirar o sistema do buraco em que se encontra, porque desde a sua posse nada melhorou e esta senhora fica num mutismo.

A CULPA É DO MAZINHO

Ontem, enquanto o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) discursava na ALEAC houve uma queda de energia. Como seu adversário político, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, estava presente, alguém sapecou: “O Géhlen vai acusar o Mazinho de mandar apagar a luz”.

DURO COM OS QUE DISCORDAVAM

Levando para o lado ideológico o Arcebispo Dom Moacyr Grechi foi enquanto comandou a igreja do Alto Acre, uma espécie de ícone da esquerda acreana. Era duro contra os que discordavam dele ideologicamente. Proibiu os queridos Padres Peregrino e José, simpáticos aos governos militares, de rezar missas nas igrejas do Acre. E não voltou atrás na decisão.

NÃO INVALIDA

Mas este fato histórico na invalida o trabalho de Dom Moacyr pelos mais humildes.

MAIS VALE UM GOSTO

De um aliado do ex-deputado Ney Amorim ontem na ALEAC, sobre a saída deste do governo. “Não me arrependo de ter apoiado o Gladson e ajudado a derrotar o Jorge Viana”, disse.

ALÉM DA IDEOLOGIA

O deputado Jenilson (PCdoB) raciocina além da sua ideologia. Cumprimentou ontem na ALEAC, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, como um dos “melhores” prefeitos do Acre.

FALHA DO CERIMONIAL

Apenas a deputada Juliana Rodrigues (PRB) esteve presente na solenidade oficial em comemoração ao aniversário do Estado, na qual estava o governador Gladson Cameli. Os deputados da base do governo reclamaram ontem do Cerimonial do Governo, que não enviou nenhum convite aos deputados e nem comunicou. Depois reclamam dos deputados ausentes.

NÃO SE ADMIREM

Caso o deputado Roberto Duarte (MDB) venha a recuar de disputar a prefeitura da capital, ninguém se admire se o vereador Emerson Jarude se filiar ao MDB e ocupar este espaço.

A QUE PONTO SE CHEGA

Nada contra o Hino de Cruzeiro do Sul. Mas não teve nenhum sentido, ao não ser para agradar o governador Gladson Cameli, ser executado o referido hino, na solenidade de comemoração ao Estado. O que não fazem os nossos burocratas bajuladores para serem agradáveis.

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Blog do Crica

Ney Amorim foi mais um enfeite no governo

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A saída do secretário Ney Amorim do governo tem componentes que não podem ficar restritos aos corredores palacianos. A justificativa que saiu num consenso com o governador Gladson Cameli foi a versão cômoda. No popular, o surrado jogo para a platéia. Na realidade, a queda do Ney se dá porque não foi o protagonista político no contexto que lhe foi prometido. Foi um “articulador político” apenas no nome do cargo, mas não na prática. Como é que iria ser o articulador político do governo apenas no surreal, sem o poder de encaminhar numa conversa com os parlamentares uma indicação para nomear nem um vigia? Esperava-se que pelo seu potencial, ele fosse bem aproveitado no governo, depois do belo trabalho que culminou com a eleição do deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) para a presidência da ALEAC. Deram-lhe uma salinha sem nenhum poder. Estava mais como um enfeite num espaço próximo ao gabinete civil. Falando para as paredes. Então, o Ney Amorim fez o que deveria ser feito por alguém que se vê subaproveitado e que tenha o sentimento de pudor: pedir para sair. Saiu sem briga e vai buscar novos caminhos no comando de um partido político, onde deverá abrigar o seu grupo e se preparar para a eleição de 2022. Politicamente, este é um governo embaralhado. Alguém pode até não gostar do Ney, mas da nova geração é um dos políticos mais habilidosos que conheço. E governo Gladson Cameli só perde com o episódio.

QUEM É O ARTICULADOR POLÍTICO?

Afinal, quem é o articulador político do governo? É o grande mistério. O Ney Amorim já saiu. O Vagner Sales também pulou fora. O Alysson Bestene não tem este perfil, e seu cargo de secretário Institucional é uma compensação pela perda da Saúde. E a função ficou à deriva.

COMENTÁRIO NADA OFICIAL

A informação que corria ontem nos bastidores, que dou com ressalvas, por não ser oficial, é de que Ney Amorim estaria se filiando ao PR, partido do qual ficaria como presidente, levando consigo vinte vereadores, dois prefeitos e a promessa que sairá a deputado federal em 2022.

NADA MAIS QUE OBRIGAÇÃO

Quando o governador Gladson Cameli promete repassar pouco mais de 800 mil reais para a prefeitura de Sena Madureira não está fazendo mais que a sua obrigação de levar melhorias ao município, onde foi disparado o mais votado. E com o apoio do Mazinho Serafim. Ponto final.

DUPLA DO BARULHO

A articulação para a ida do vereador Emerson Jarude para o MDB formar chapa com o deputado Roberto Duarte (MDB) na disputa da prefeitura de Rio Branco dará uma dupla do barulho. No bom sentindo, são atuantes na Câmara Municipal de Rio Branco e na ALEAC.

ALFINETADA

O governador Gladson Cameli deu uma bela de uma alfinetada na candidatura do deputado Roberto Duarte (MDB), ao soltar de que o Minoru Kinpara é um bom candidato a prefeito.

TERÁ QUE SE ACOSTUMAR

O governador Gladson Cameli terá que se acostumar com a ideia de que um dos principais opositores ao seu governo na ALEAC, deputado Roberto Duarte (MDB), não arredará de disputar a prefeitura da capital, por ser esta uma decisão já tomada pela direção do MDB.

SAIA JUSTA

Os que ficarão numa saia justa serão os peemedebistas do primeiro escalão no governo, Eliane Sinhasique, Maria Alice, Pádua Bruzugu e Roberto Feres. Numa eleição para prefeito da capital, vão com que roupa: apoiar o candidato do Gladson Cameli ou candidato do MDB?

CANDIDATO A FEDERAL

O deputado Jonas Lima (PT) está inclinado em disputar uma das vagas de deputado federal. Cansou da ALEAC. Já teve conversa com a primeira suplente Leila Galvão (PT), para uma dobradinha em 2022. Jonas pode se afastar para a Leila assumir o mandato por um período.

SITUAÇÃO INCÔMODA

O governador Gladson Cameli está numa situação incômoda: não pode fazer uma campanha publicitária sobre sua administração nestes seis meses, porque não tem licitação. E por isso não pode pagar. A disputa pelo pacote publicitário terminou em recursos e o final está longe.

CONFUSÃO DE METRO

A disputa das 14 empresas para ficar com o bolo publicitário do governo ainda vai dar confusão de metro. Enquanto isso a equipe econômica comemora a economia com a mídia. Os senhores empresários da comunicação não esperem uma solução tão cedo. Eu acho é graça.

FIM DO FAROESTE

A equipe da Segurança deu uma bela de uma freada na cidade de Sena Madureira, tirando de circulação as cabeças das quadrilhas que aterrorizavam a cidade. Tinha virado um faroeste.

FUNDADOR DO PT

O Arcebispo Dom Moacyr Grechi, que faleceu em Rondônia, teve uma atuação política ostensiva no Acre, onde foi a pedra basilar para a fundação do PT, patrocinando a criação das Comunidades Eclesiais de Base e condições financeiras para embalar o partido no nascedouro.

PETISTA DE CARTEIRINHA

Dom Moacyr Grechi, nos idos tempos do PT, foi um dos chamados petistas de carteirinha.

GERAR EMPREGOS OU LUCRO?

No governo passado era cobrada uma taxa de donos de restaurantes pelos dias na EXPOACRE de mil reais. Neste governo subiu para dois mil reais. É uma feira para gerar empregos ou para o governo lucrar? Num Estado com alto índice de desemprego foi uma decisão desfocada.

VAMOS COLOCAR NO DEVIDO LUGAR

Vamos colocar a pesquisa da RECORD na verdadeira leitura que deve ser feita. O governo Gladson teve apenas 37% de aprovação. 9% de Ótimo e 28% de Bom. Não se soma numa pesquisa o Regular. Ou seja, houve uma queda no pouco mais de 50% com que foi eleito. Este é um ponto.

HÁ QUE SE SEPARAR

O governo ficou numa avaliação mediana de 37%, abaixo do ideal. Quando uma maioria esmagadora diz que votaria no Gladson Cameli de novo não é uma aprovação ao seu governo, mas uma clara demonstração que o PT continua num inferno astral de popularidade. E que entre ele e o PT continua preferindo ele. É bom deixar a situação bem clara para não misturar.

PARA SE PREOCUPAR

Os números do governo no setor Segurança não foram nada favoráveis ao Gladson Cameli. 50% consideram que a Segurança está igual a do governo passado, que foi um fracasso. E 27% acham que no atual governo é pior. Traduzindo para o popular, a maioria está descontente.

TAMBÉM PARA SE PREOCUPAR

Pouco difere em termos de rejeição a Segurança da Saúde pelos entrevistados. É só ler os números de maneira fria. 52% dos ouvidos acharam que a Saúde está igual ao no governo anterior, que foi um desastre. E 25% que piorou. Os que aprovam são uma minoria.

CORREÇÃO DE RUMO

Ficou assim claro de que o governo Gladson Camelin tem que mudar a estratégia na Saúde e Segurança porque a maioria na pesquisa considerou que não houve uma melhora. É preciso saber ler os números de pesquisa para não ficar divagando no que não é a realidade.

O QUE TEM DE FICAR NA CABEÇA

O que tem ficar na cabeça do Gladson Cameli é que o céu não é de brigadeiro. O seu governo tem apenas 37% de aprovação e a população está descontente com os caminhos da Segurança e Saúde, que prometeu mudar durante a campanha. Isso é que tem que se preocupar.

NÃO POSSO SER AGRADÁVEL

Não vou fazer uma leitura errada inversa só para ser agradável ao governador.

FICOU PATENTE

O que também ficou muito patente na pesquisa da RECORD é que os entrevistados não estão com saudade do PT no poder. O que é uma preocupação para a eleição do próximo ano. Isso fica claro que, com todos os tombos iniciais ainda preferem o Gladson Cameli ao petismo.

PESQUISA É MOMENTO

Pesquisa retrata apenas um momento, é como as nuvens que mudam, vale para o momento.

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