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João de Deus já veio ao Acre fazer campanha

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Para quem não sabe, o médium João de Deus, preso e por uma série de acusações de abusos sexuais, já veio ao Acre fazer campanha política. Foi cabo-eleitoral do então candidato a deputado federal Amilcar de Queiróz, que se elegeu para o primeiro mandato em 1978 pela ARENA e em 1982 pelo PDS. Quem marcava as consultas era o então coordenador da campanha, o cabo-eleitoral mais famoso da época, Martins Bruzugu. Eu e o diretor de O RIO BRANCO, José Chalub Leite, chegamos a assistir a um dos atendimentos a convite do Bruzugu, nos fundos da sua casa. São fatos políticos registrados nestes 40 anos de jornalismo político.

DO SUCESSO AO FRACASSO

Amilcar de Queiróz foi eleito o deputado federal mais bem votado do Acre. O Martins Bruzugu atribuiu o feito aos “poderes” do João de Deus. Mas este poder foi desmascarado pelas urnas quando tentou o terceiro mandato, trazendo o mesmo João de Deus, e não se reelegeu em 1986. Tentou voltar por baixo à vida política e foi derrotado para deputado estadual.

COMEU ALGUMA MADAME?

Se o tarado João de Deus comeu algumas das madames que atendeu no Acre, por certo não saberia dizer. Mas, pela fama que veio à tona agora, deve ter papado alguma delas. E naquela época, bem mais jovem, deveria ter mais vigor sexual de que agora com seus mais de 70 anos nas costas.

OUTRA VISÃO

O discurso do governador eleito Gladson Cameli de valorização do servidor e retomada das obras paradas foram pontos positivo da sua última fala. Mas não existe nada mais imediato de que dar uma resposta positiva ao quadro de abandono da Saúde e na Segurança, a violência.

CLAMOR MAIOR

Não existe hoje clamor maior na opinião pública do que sobre o precário sistema estadual de saúde, em que há dificuldade de um atendimento básico célere. Na Segurança o quadro pode ser definido como o de uma população aterrorizada em sair à noite com temor dos bandidos.

SERIA UM BOM COMEÇO

Caso o governador eleito Gladson Cameli consiga passar para a população melhoras nos primeiros meses de governo nas áreas de Saúde e Segurança, estará dando passos positivos e que afinarão com as suas promessas de mudanças. Segurança e Saúde, nada mais urgente!

NOTA COM RESSALVA

Chega ao blog a informação de que os secretários mais próximos do governador atual já receberam todos os seus salários e, respectivas indenizações, algumas próximas da casa dos 100 mil reais. Não há nenhuma ilegalidade nos atos. A prioridade deveria ser pagar os que ganham menos. E o 13° completo do funcionalismo. Mas é como naquela música: “amigos, é prá essas coisas…”

A BOLHA

Não me lembro de quem ouvi a comparação de que o Tião Viana criou ao seu redor uma bolha de assessores que passaram o mandato a lhe incensar. Bem comparado. O grupo viveu de dizer amém e sim senhor. Nada para a correção de rumos. O desastre foi uma conseqüência.

AFASTE-SE DOS BAJULADORES

Não existe sugestão melhor a se dar a quem assume um governo. Esta raça, que costuma orbitar em torno do governador e a lhe encher de elogios é nefasta. Precisa de assessores que possam lhe apontar erros. O bajulador não ajuda em nada um governador, mas lhe atrapalha.

UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL DO CAOS

É unanimidade. A visão urbanística de Tarauacá lembra uma cidade abandonada, ruas esburacadas, enlameadas, e a gestão da prefeita Marilete Vitorino, que computa uma confusão atrás da outra, mais perdida que um cego em tiroteio. Nestes dois anos não conseguiu decolar a sua administração, que é reprovada tanto pelos aliados da campanha, como pelos opositores e a população. Marilete se elegeu prometendo mudar a cara do município e ser melhor que o atrapalhado antecessor Rodrigo Damasceno. Foi trocar o seis por meia dúzia. Mas começa a piscar uma luz no fim do túnel do caos, com um movimento para que a bem avaliada vereadora Janaina Furtado (REDE) venha a ser candidata a prefeita na eleição de 2020. É um nome alentador. Não se conhece dela um deslize nos dois mandatos de vereadora atuante, professora, conduta reta, sempre antenada em brigar por reivindicações da comunidade, e pode ser o nome ideal que Tarauacá precisa para sair do buraco em que se encontra. Mas na política, o pragmatismo tem que estar no cadinho do planejamento eleitoral. Se a vereadora Janaina (foto) quiser aumentar a chance de eleição tem de ir para um partido mais encorpado e representativo. E pautar seu discurso em cima de uma mudança radical de tudo o que representa a gestão da prefeita Marilete Vitorino. O resto é campanha.

 

ILDERLEI SAIU POR CIMA

Enfim, acabou o espetáculo tosco na Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul, com a paralisação da eleição, manobras e tentativas de aliciamentos. A votação para presidente foi realizada ontem e foi eleito presidente o vereador Clodoaldo Rodrigues (PR), do grupo do prefeito Ilderlei. O grupo do ex-prefeito Vagner se recusou bater chapa.

O AGENTE SECRETO

Pouca gente notou, mas ainda foi feita uma investida nos bastidores para mudar o curso da votação. O presidente do PHS, Manoel Roque, foi chamado para mudar o voto da vereadora Mariazinha da BR (PHS), que era ligada ao Ilderlei. Chegou camuflado no aeroporto de Cruzeiro do Sul, de chapéu Panamá e óculos escuros, mesmo sendo noite. Após uma conversa secreta com luz vermelha na porta, entre Manoel Roque, Vagner Sales e vereadora Mariazinha, o voto desta foi mudado e não votou no candidato do Ilderlei. Mas não foi suficiente para a vitória.

PROBLEMA SÉRIO

Problema sério à vista para o ex-prefeito Vagner Sales. A sua prestação de contas rejeitada pelo TCE e que estava engavetada pela mesa diretora derrotada deverá entrar em pauta na nova legislatura, onde terá a minoria de vereadores, o que pode redundar na sua rejeição.

TERMINANDO ATUANTE

A Polícia Civil vai fechando o ano com a prisão ontem de 18 pessoas acusadas de ligações com facções criminosas. No total são 45 mandatos a serem cumpridos. Foram sete meses de um trabalho meticuloso de Inteligência. E a prisão de um policial militar de alta patente. Ponto para a PC. Há outra ação desta operação ainda em sigilo mais impactante pelo nome atingido.

SEM ENTRAR NO MÉRITO

Não entro no mérito sobre a prisão do tenente PM Farias, porque tem uma vida de combate ao crime e não conheço as provas que lastrearam a sua preventiva. A minha formação jurídica não me permite o direito de condenar alguém antes da decisão da justiça. Não fujo disso.

CANDIDATURA MANTIDA

O deputado Luiz Gonzaga (PSDB) disse ontem que, a sua candidatura para a primeira secretaria da mesa diretora da ALEAC está mantida, mesmo com o MDB lançando o deputado eleito Roberto Duarte (MDB). “Minha candidatura está sólida e vamos disputar”, diz Gonzaga.

DISPUTA SEM RECUO

Com a posição do deputado Luiz Gonzaga (PSDB) fica mais distante a tentativa dos deputados da futura base do governo Gladson Cameli de chegar na votação marcada para o dia 2 de fevereiro, com apenas uma candidatura. Por não haver movimento de recuo dos candidatos.

MESMO DIAPASÃO

O mesmo diapasão acontece na disputa da presidência da ALEAC. O deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTA) tem resistido a todas as pressões para retirar a sua candidatura. O outro candidato é o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTA), nome preferido do grupo do governo.

XIITAS NO PODER

Até a eleição no próximo ano, a ala xiita é que vai comandar o PT, na figura do polêmico Cesário Braga como presidente do diretório regional. Cesário é uma espécie de sombra projetada do contestado Carioca e é da ala mais radical do PT. Cesário foi um dos que criticou o senador Jorge Viana (PT), quando este ousou a apontar novos rumos e criticar pontos da gestão do irmão Tião Viana. É um dos expoentes do grupo dos “cuecas apertadas” do PT, alusão às reações raivosas a adversários.

MOMENTO DELICADO

Cesário Braga, em que pese posições pouco conciliadoras, é um petista de DNA. Merece o cargo. Assume o partido no seu momento mais delicado, depois de 20 anos no governo, e perder todos os mandatos na Câmara Federal e no Senado e com Tião Viana com recorde de impopularidade.

ACHO QUE FOI UM GIGANTE

Se há um ponto que o PT não poderá criticar quando sentar para fazer a avaliação da derrota acachapante que sofreu é sobre a candidatura do Marcus Alexandre (PT) ao governo. Foi um gigante na eleição. Qualquer outro nome teria levado um capote bem maior nas urnas.

ILHA FISCAL DA PISCINA

Bombou nas redes sociais uma foto do Jorge Viana numa piscina com assessores mais diretos, comemorando. Foi uma espécie de Baile da Ilha Fiscal estilizado, antes de deixarem o poder.

NEM SEMPRE DÃO CERTO

Apostas políticas nem sempre dão certo. Quando o PT chegou ao poder com Jorge Viana, a oposição achava que era só fogo de palha e que os “meninos do PT” só cumpririam um mandato. Ficaram 20 anos. Por isso não é bom apostar no fracasso do “playboy” (como o PT o chama) Gladson Cameli, que montou uma boa equipe, amadureceu, e tem tudo para dar certo.

FIM DA MEGALOMANIA

Que final melancólico do governo do Tião Viana e que fim de ano terrível, foi 2018 para o PT! Foi varrido fragorosamente das urnas para o Governo, Câmara Federal e Senado e rasgou a bandeira que ostentou nos últimos 20 anos em todas as campanhas políticas, a de sempre pagar em dias o funcionalismo. Para reverberar o ufanismo mostrava os governos da oposição como caloteiros e transformaram isso num mantra. Na campanha recente ao governo o mote da propaganda do candidato petista ao governo era: não votem no candidato da oposição porque ele vai atrasar os salários do funcionalismo. E colocavam depoimentos melancólicos de servidores ligados ao PT reproduzindo o mantra. Pois bem, a roda girou e agora da forma mais melancólica possível o governo Tião Viana anunciou que não pagará metade do 13º salário dos servidores estaduais. Não poderia ser mais trágico um fim de governo. Nada mais desastroso!

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Blog do Crica

Tchê: “sem apoio, deixo a liderança do governo”

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O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), admitiu ontem ao BLOG DO CRICA de que dependendo da conversa que terá com o governador Gladson Cameli, quando este retornar, poderá deixar a sua liderança na Assembléia Legislativa. A série de trapalhadas da equipe governamental, com a demissão de indicados dos deputados da base governista, sem não dar nenhuma satisfação, quebrando a unidade duramente que ele construiu, são motivos que fazem Tchê repensar seriamente a permanência na função. “Líder fraco, governo fraco”, desabafou Tchê. Ele manifesta um desconforto com o fato de não estar sendo prestigiado. “Não sou convidado para debater nada das decisões políticas do governo. Vim saber da questão dos precatórios pela imprensa. Estou sendo pressionado por colegas que tiveram seus indicados em cargos do governo demitidos sem nenhuma explicação. Assim não dá para continuar”, advertiu. Acha que vai ganhar muito mais e crescer fora do governo, se dedicando às atividades da UNALE. Tchê se mostrou muito determinado ao falar ao BLOG: “sem apoio, do jeito que está, deixo a liderança do governo”. É que ela está vendo ruir todo o trabalha de unificar a base, que quando assumiu a função estava completamente destroçada.

POSIÇÃO COERENTE

A posição do líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), é coerente. Ficar no cargo desprestigiado, ouvindo reclamações dos deputados da base governista e sem ter como atender, o caminho certo é pegar o boné para não ficar sofrendo desgaste com colegas.

ALGUÉM EXPLICA?

A base do governo estava estraçalhada, a oposição ganhava todas as votações e mesmo sendo minoria, se consegue uma unidade e os projetos do governo passaram a ser aprovados, e o próprio governo colabora agora para quebrar essa unidade, alguém explica? Não entendo.

VEJA COMO É TUDO ATRAPALHADO

Um deputado passou ontem informação ao BLOG de que o presidente do IMC, Carlitinho Cavalcante, foi comunicado que o governo precisava do seu cargo. Quando estava com a trouxa arrumada eis que o governo voltou atrás e o manteve no cargo. Não é atrapalhado?

DEPOIS QUE VER

A candidatura do deputado Fagner Calegário (não será pelo PV) a prefeito de Rio Branco, anunciada ontem pelo próprio é o tipo da notícia na qual só creio depois que ver o registro no TRE-AC. Muito embora diga que esta é uma decisão amadurecida.

O TEMPO ESTÁ CORRENDO

O tempo está correndo contra a “CPI da ENERGISA”. Disse quando da sua criação que não tinha poderes para baixar um centavo na conta de luz e que era uma jogada populista. Levaram até torcida organizada. O tempo está correndo contra a CPI e está comprovando.

VIGA RECLAMA DO POUCO CASO

O deputado Chico Viga estava ontem na ALEAC mostrando o seu desconforto da forma como vem sendo tratado pelo governo. Reclama que, uma indicação de um pequeno CEC-1 que, ele tinha dentro da administração foi demitida. “Não posso aceitar este tratamento”, reclamou.

FOICE NA BASE

A foice está comendo na base do governo na ALEAC. Não atingiu só o deputado Chico Viga, mas também o deputado Vagner Felipe (PR), que perdeu espaço no governo. O deputado Neném Almeida diz não ter visto a cor de um cargo dos que foram aprovados na última reforma. O certo é que há um descontentamento claro em relação ao Gladson Cameli.

A VERDADE DA PESQUISA

No Jardim da Infância da política se aprende que numa pesquisa se soma o Ótimo ao Bom. E jamais se soma o Regular. Portanto, senhores do conselho, a aprovação real do governo Gladson Canmeli é de apenas 37%. Bem abaixo dos mais de 50% com os quais se elegeu. Na realidade houve uma queda de 16% em relação à votação que obteve. Portanto, nada a comemorar. Faço a observação para que o governador não embarque em contas erradas.

ANÁLISE PERFEITA

Recebi a seguinte postagem do leitor Albeci Coelho sobre o dado da pesquisa da RECORD, relativo à pergunta sobre o percentual de eleitores que votariam novamente no Gladson Cameli. Vamos à postagem: “84% não mudaria o voto no Gladson, ou seja, dos 55% (votos válidos) que votaram nele, hoje só 84% votaria de novo. Resumindo: Gladson perdeu 17% dos seus eleitores”. O Albeci acertou na mosca. Não é 84% sobre o 100% dos eleitores. Ponto.

ASSIM O BOI NÃO DANÇA

Chega reclamação de leitor que no domingo não tinha médico para atendimento na UPA da Sobral. Pergunta que não quer calar: o que fez até aqui a secretária de Saúde, Mônica Flores?

UMA PERGUNTA

Quando é que a Comissão de Saúde da ALEAC vai chamar a secretária Mônica Feres para vir dizer o que pensa sobre a Saúde, seus planos para tirar o sistema do buraco em que se encontra, porque desde a sua posse nada melhorou e esta senhora fica num mutismo.

A CULPA É DO MAZINHO

Ontem, enquanto o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) discursava na ALEAC houve uma queda de energia. Como seu adversário político, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, estava presente, alguém sapecou: “O Géhlen vai acusar o Mazinho de mandar apagar a luz”.

DURO COM OS QUE DISCORDAVAM

Levando para o lado ideológico o Arcebispo Dom Moacyr Grechi foi enquanto comandou a igreja do Alto Acre, uma espécie de ícone da esquerda acreana. Era duro contra os que discordavam dele ideologicamente. Proibiu os queridos Padres Peregrino e José, simpáticos aos governos militares, de rezar missas nas igrejas do Acre. E não voltou atrás na decisão.

NÃO INVALIDA

Mas este fato histórico na invalida o trabalho de Dom Moacyr pelos mais humildes.

MAIS VALE UM GOSTO

De um aliado do ex-deputado Ney Amorim ontem na ALEAC, sobre a saída deste do governo. “Não me arrependo de ter apoiado o Gladson e ajudado a derrotar o Jorge Viana”, disse.

ALÉM DA IDEOLOGIA

O deputado Jenilson (PCdoB) raciocina além da sua ideologia. Cumprimentou ontem na ALEAC, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, como um dos “melhores” prefeitos do Acre.

FALHA DO CERIMONIAL

Apenas a deputada Juliana Rodrigues (PRB) esteve presente na solenidade oficial em comemoração ao aniversário do Estado, na qual estava o governador Gladson Cameli. Os deputados da base do governo reclamaram ontem do Cerimonial do Governo, que não enviou nenhum convite aos deputados e nem comunicou. Depois reclamam dos deputados ausentes.

NÃO SE ADMIREM

Caso o deputado Roberto Duarte (MDB) venha a recuar de disputar a prefeitura da capital, ninguém se admire se o vereador Emerson Jarude se filiar ao MDB e ocupar este espaço.

A QUE PONTO SE CHEGA

Nada contra o Hino de Cruzeiro do Sul. Mas não teve nenhum sentido, ao não ser para agradar o governador Gladson Cameli, ser executado o referido hino, na solenidade de comemoração ao Estado. O que não fazem os nossos burocratas bajuladores para serem agradáveis.

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Blog do Crica

Ney Amorim foi mais um enfeite no governo

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A saída do secretário Ney Amorim do governo tem componentes que não podem ficar restritos aos corredores palacianos. A justificativa que saiu num consenso com o governador Gladson Cameli foi a versão cômoda. No popular, o surrado jogo para a platéia. Na realidade, a queda do Ney se dá porque não foi o protagonista político no contexto que lhe foi prometido. Foi um “articulador político” apenas no nome do cargo, mas não na prática. Como é que iria ser o articulador político do governo apenas no surreal, sem o poder de encaminhar numa conversa com os parlamentares uma indicação para nomear nem um vigia? Esperava-se que pelo seu potencial, ele fosse bem aproveitado no governo, depois do belo trabalho que culminou com a eleição do deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) para a presidência da ALEAC. Deram-lhe uma salinha sem nenhum poder. Estava mais como um enfeite num espaço próximo ao gabinete civil. Falando para as paredes. Então, o Ney Amorim fez o que deveria ser feito por alguém que se vê subaproveitado e que tenha o sentimento de pudor: pedir para sair. Saiu sem briga e vai buscar novos caminhos no comando de um partido político, onde deverá abrigar o seu grupo e se preparar para a eleição de 2022. Politicamente, este é um governo embaralhado. Alguém pode até não gostar do Ney, mas da nova geração é um dos políticos mais habilidosos que conheço. E governo Gladson Cameli só perde com o episódio.

QUEM É O ARTICULADOR POLÍTICO?

Afinal, quem é o articulador político do governo? É o grande mistério. O Ney Amorim já saiu. O Vagner Sales também pulou fora. O Alysson Bestene não tem este perfil, e seu cargo de secretário Institucional é uma compensação pela perda da Saúde. E a função ficou à deriva.

COMENTÁRIO NADA OFICIAL

A informação que corria ontem nos bastidores, que dou com ressalvas, por não ser oficial, é de que Ney Amorim estaria se filiando ao PR, partido do qual ficaria como presidente, levando consigo vinte vereadores, dois prefeitos e a promessa que sairá a deputado federal em 2022.

NADA MAIS QUE OBRIGAÇÃO

Quando o governador Gladson Cameli promete repassar pouco mais de 800 mil reais para a prefeitura de Sena Madureira não está fazendo mais que a sua obrigação de levar melhorias ao município, onde foi disparado o mais votado. E com o apoio do Mazinho Serafim. Ponto final.

DUPLA DO BARULHO

A articulação para a ida do vereador Emerson Jarude para o MDB formar chapa com o deputado Roberto Duarte (MDB) na disputa da prefeitura de Rio Branco dará uma dupla do barulho. No bom sentindo, são atuantes na Câmara Municipal de Rio Branco e na ALEAC.

ALFINETADA

O governador Gladson Cameli deu uma bela de uma alfinetada na candidatura do deputado Roberto Duarte (MDB), ao soltar de que o Minoru Kinpara é um bom candidato a prefeito.

TERÁ QUE SE ACOSTUMAR

O governador Gladson Cameli terá que se acostumar com a ideia de que um dos principais opositores ao seu governo na ALEAC, deputado Roberto Duarte (MDB), não arredará de disputar a prefeitura da capital, por ser esta uma decisão já tomada pela direção do MDB.

SAIA JUSTA

Os que ficarão numa saia justa serão os peemedebistas do primeiro escalão no governo, Eliane Sinhasique, Maria Alice, Pádua Bruzugu e Roberto Feres. Numa eleição para prefeito da capital, vão com que roupa: apoiar o candidato do Gladson Cameli ou candidato do MDB?

CANDIDATO A FEDERAL

O deputado Jonas Lima (PT) está inclinado em disputar uma das vagas de deputado federal. Cansou da ALEAC. Já teve conversa com a primeira suplente Leila Galvão (PT), para uma dobradinha em 2022. Jonas pode se afastar para a Leila assumir o mandato por um período.

SITUAÇÃO INCÔMODA

O governador Gladson Cameli está numa situação incômoda: não pode fazer uma campanha publicitária sobre sua administração nestes seis meses, porque não tem licitação. E por isso não pode pagar. A disputa pelo pacote publicitário terminou em recursos e o final está longe.

CONFUSÃO DE METRO

A disputa das 14 empresas para ficar com o bolo publicitário do governo ainda vai dar confusão de metro. Enquanto isso a equipe econômica comemora a economia com a mídia. Os senhores empresários da comunicação não esperem uma solução tão cedo. Eu acho é graça.

FIM DO FAROESTE

A equipe da Segurança deu uma bela de uma freada na cidade de Sena Madureira, tirando de circulação as cabeças das quadrilhas que aterrorizavam a cidade. Tinha virado um faroeste.

FUNDADOR DO PT

O Arcebispo Dom Moacyr Grechi, que faleceu em Rondônia, teve uma atuação política ostensiva no Acre, onde foi a pedra basilar para a fundação do PT, patrocinando a criação das Comunidades Eclesiais de Base e condições financeiras para embalar o partido no nascedouro.

PETISTA DE CARTEIRINHA

Dom Moacyr Grechi, nos idos tempos do PT, foi um dos chamados petistas de carteirinha.

GERAR EMPREGOS OU LUCRO?

No governo passado era cobrada uma taxa de donos de restaurantes pelos dias na EXPOACRE de mil reais. Neste governo subiu para dois mil reais. É uma feira para gerar empregos ou para o governo lucrar? Num Estado com alto índice de desemprego foi uma decisão desfocada.

VAMOS COLOCAR NO DEVIDO LUGAR

Vamos colocar a pesquisa da RECORD na verdadeira leitura que deve ser feita. O governo Gladson teve apenas 37% de aprovação. 9% de Ótimo e 28% de Bom. Não se soma numa pesquisa o Regular. Ou seja, houve uma queda no pouco mais de 50% com que foi eleito. Este é um ponto.

HÁ QUE SE SEPARAR

O governo ficou numa avaliação mediana de 37%, abaixo do ideal. Quando uma maioria esmagadora diz que votaria no Gladson Cameli de novo não é uma aprovação ao seu governo, mas uma clara demonstração que o PT continua num inferno astral de popularidade. E que entre ele e o PT continua preferindo ele. É bom deixar a situação bem clara para não misturar.

PARA SE PREOCUPAR

Os números do governo no setor Segurança não foram nada favoráveis ao Gladson Cameli. 50% consideram que a Segurança está igual a do governo passado, que foi um fracasso. E 27% acham que no atual governo é pior. Traduzindo para o popular, a maioria está descontente.

TAMBÉM PARA SE PREOCUPAR

Pouco difere em termos de rejeição a Segurança da Saúde pelos entrevistados. É só ler os números de maneira fria. 52% dos ouvidos acharam que a Saúde está igual ao no governo anterior, que foi um desastre. E 25% que piorou. Os que aprovam são uma minoria.

CORREÇÃO DE RUMO

Ficou assim claro de que o governo Gladson Camelin tem que mudar a estratégia na Saúde e Segurança porque a maioria na pesquisa considerou que não houve uma melhora. É preciso saber ler os números de pesquisa para não ficar divagando no que não é a realidade.

O QUE TEM DE FICAR NA CABEÇA

O que tem ficar na cabeça do Gladson Cameli é que o céu não é de brigadeiro. O seu governo tem apenas 37% de aprovação e a população está descontente com os caminhos da Segurança e Saúde, que prometeu mudar durante a campanha. Isso é que tem que se preocupar.

NÃO POSSO SER AGRADÁVEL

Não vou fazer uma leitura errada inversa só para ser agradável ao governador.

FICOU PATENTE

O que também ficou muito patente na pesquisa da RECORD é que os entrevistados não estão com saudade do PT no poder. O que é uma preocupação para a eleição do próximo ano. Isso fica claro que, com todos os tombos iniciais ainda preferem o Gladson Cameli ao petismo.

PESQUISA É MOMENTO

Pesquisa retrata apenas um momento, é como as nuvens que mudam, vale para o momento.

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