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ARTIGO – O Natal é na verdade um aniversário; leia mais

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Quase ninguém mais manda aqueles cartões de Natal de antigamente. Aqueles de papelão, bordas douradas e anjos em alto relevo, que chegavam dentro de um envelope e se colocava entre os galhos da árvore de Natal. Hoje em dia é mais comum receber uma mensagem eletrônica. É mais rápido, mais prático, mais barato e muito mais criativo. Imagino que até mesmo as cartinhas para o Papai Noel (que significa “Natal”, em francês) – a figura mais popular do Natal -, que as crianças escreviam, informando o presente que sonhavam ganhar, sejam atualmente enviadas por e-mail ou até, quem sabe, pelo WhatsApp, aquele aplicativo de comunicação, utilizado também para disparos de mensagens em massa com o objetivo de eleger presidentes da República… nos Estados Unidos.

Foi em uma dessas mensagens, recebidas pelo WhatsApp, na qual alguém me desejava um “feliz Natal”, que também me alertava e chamava a minha atenção para recordar o fato de que, originalmente, a ideia do Natal nada tem a ver com a festa comercial do Papai Noel, seu saco de presentes, sua roupa polar e seu trenó tracionado por renas, em plena América do Sul – e ainda por cima, durante o verão deste hemisfério. Muito menos, e pelas mesmas razões, um pinheiro cheio de neve. Que, no máximo, poderia ser encontrado no nosso país na Serra Catarinense. E, mesmo assim, com muita sorte, no meio ano.

Na verdade, me lembrou a mensagem, o Natal, originalmente, diz respeito a um nascimento. Trata-se, portanto, da comemoração de um aniversário. Talvez venha daí a tradição de trocar presentes. Uma referência aos presentes que, diz a tradição religiosa, três reis magos trouxeram para homenagear a criança que acabara de nascer, em um estábulo, junto dos animais, porque não tinha uma casa, uma vez que seus pais eram imigrantes, fugindo da perseguição dos poderosos no seu país de origem. Igual a milhares, que atualmente arriscam a vida em jornadas extremamente perigosas em busca da esperança de uma vida melhor.

O Natal, portanto, antes de ter sido transformado em uma festa pagã comercial, comandada pelo Papai Noel, importado diretamente do Hemisfério Norte, com seu trenó, pinheiros e neve – que a maioria do nosso povo só viu mesmo pela televisão (ou pelas redes sociais, evidentemente) -, era uma festa religiosa, que marcava o nascimento de Jesus de Nazaré – que, acredita-se, era a encarnação humana de Deus, seu filho unigênito. Muito embora, não exista uma certeza arqueológica razoável quanto à data exata do seu nascimento.

Jesus, o aniversariante, por sua própria natureza – ao contrário do Papai Noel -, é uma figura complexa e intrigante. Sua religião era o Judaísmo, como a de todo os seus patrícios. Uma religião relacionada diretamente a um determinado povo.

Não há nenhuma evidência que tenha tido a intenção de criar uma religião diferente. Muito pelo contrário, nos relatos de seus atos e palavras – o “Evangelho” -, por diversas vezes Ele se autodeclara judeu. Afirmando, inclusive, não ter a missão de mudar a lei, contida nas Escrituras Sagradas dos judeus (o Antigo Testamento), mas confirmá-las.

Mas a sua história não é assim tão tranquila. Tanto é que ele foi preso, acusado, torturado e assassinado por crucificação, a pena mais grave e mais infame que se aplicava naquela época. Destinada aos crimes mais graves e aos criminosos mais perigosos. E isso, após o pretor romano que governava a Judeia ter oportunizado a sua liberdade à decisão de seu próprio povo – aqueles a quem Ele havia ouvido, curado, abençoado… – que, afinal,
escolheu libertar um agitador chamado Bar-Abbas.

Embora fosse judeu, Jesus, ao contrário do que prenunciava a sua religião, que acreditava e defendia a ideia de “um povo escolhido por Deus” – no caso, eles próprios (e que muita gente ainda acredita até hoje) -, anunciava que “qualquer pessoa” poderia ascender ao Reino de Deus, bastando que assim desejasse de todo coração e se arrependesse de seus pecados, incluídos aí até mesmo os cobradores de impostos romanos – chamados de Publicanos -, que oprimiam e massacravam os judeus. E até o povo da cidade de Samaria – os Samaritanos -, que os judeus consideravam pagãos e hereges.

Mas não era só isso, a lei religiosa judaica determinava que os judeus deveriam dedicar o dia do sábado exclusivamente para as atividades religiosas, uma vez que na sua tradição, o sétimo dia correspondia àquele em que Deus descansou, após a criação do mundo.

Mas Jesus não apenas pregava no sábado, como andava, curava… e quando confrontado acerca de suas atividades, retrucou perguntando se por acaso alguém que tivesse um animal valioso que caísse em um buraco não haveria de ir retirá-lo de lá, mesmo sendo um sábado. A lei religiosa também proibia peremptoriamente os judeus de comer carne de porco, mas certa vez Jesus afirmou que o mais importante para Deus não é o que entra por uma boca faminta, mas o que dela sai.

Da leitura do Evangelho, não há nenhuma evidência de um Jesus conservador, preconceituoso, racista, machista, homofóbico… Muito pelo contrário. Certa feita, ao presenciar um apedrejamento de uma mulher acusada de adultério – pena prevista pela lei religiosa -, ele colocou a multidão enfurecida em uma verdadeira saia justa: juntou uma pedra do chão e ofereceu-lhes, sugerindo que aquele que fosse isento de pecados tivesse o privilégio de atirar o primeiro petardo contra a mulher indefesa.

Não precisou falar mais nada. A mensagem contida no seu gesto era muito clara: “cambada de covardes e hipócritas, vão olhar primeiro para os pecados de vocês…”! Também não há qualquer evidência que Jesus estivesse preocupado na configuração da família de ninguém.

Há uma outra passagem na história de Jesus que é muito interessante: certa feita, Ele entrou em Jerusalém montado em um jumento e foi aclamado pelo povo. Naquele tempo, toda a Judeia estava sob ocupação de Roma, que era a potência hegemônica da época, e o povo acreditava em uma antiga profecia que previa a vinda de um Messias, um salvador, que os libertaria novamente, como havia acontecido outras vezes no passado, quando estavam em cativeiro. E os romanos, os conquistadores, quando sitiavam uma cidade, para conquistá-la, após vencerem as suas resistências, costumavam adentrar a cidade, como haviam feito em Jerusalém, montados nos mais belos cavalos, ostentando as suas vestes e paramentos militares. Era o símbolo do poderio militar incontrastável de Roma e de seu César.

O cavalo era um símbolo de poder e de riqueza, algo como um Rolls Royce atualmente. Enquanto o jumento era um animal utilizado pelos pobres, comum naquela região, era completamente adaptado ao solo árido, ao calor elevado, à escassez de comida e de água. Era o símbolo da resistência, da pobreza e da humildade.

Jesus, então, entra na principal cidade da Judeia, em plena ocupação romana, montado em um jumento, e é aclamado pela multidão como o “Rei dos judeus”. Era um gesto sarcástico, inteligente, crítico, revolucionário, subversivo, repleto de simbolismos, que não passaria desapercebido pelos poderosos de plantão.

Portanto, os conservadores, os preconceituosos, os racistas, os machistas, os homofóbicos que se dizem sustentados nas ideias e nos atos de Jesus de Nazaré ou não as conhecem ou são simplesmente oportunistas mal intencionados.
Além disso, não há nenhum registro de que Jesus passasse a sacolinha depois dos seus sermões. Nem que oferecesse bugigangas com seu retrato estampado ou tentasse convencer o povo que lhe ouvia a comprar água do Rio Jordão engarrafada ou algum óleo milagroso. E olhe, que ele sim, teria o poder de tornar todas essas coisas santificadas e verdadeiramente milagrosas.

Mas, pelo contrário, constam das Escrituras que, além de ter multiplicado pães para os famintos, Ele, certo dia, entrou no templo e saiu distribuindo chibatadas no lombo dos vendilhões que haviam transformado a religião em um negócio lucrativo. E, lembre-se, que naquele tempo ainda não havia nenhum religioso milionário, dono de canal de televisão, de banco, de jatinhos de luxo… na lista da Revista Forbes.

Também não consta que Jesus caminhasse com os maiores empresários da Judeia, que deles recebesse “doações” generosas ou que com eles participasse de banquetes em seus palácios. Ao contrário, o que consta é que ele andava com os pobres, os maltrapilhos, os deformados, os leprosos, os doentes, os sem esperança…

Igualmente, não consta das Escrituras Sagradas que Jesus de Nazaré almejasse um lugar no “Sinédrio”, o parlamento judeu que exercia funções políticas e legislativas na Palestina ocupada. Jesus não confundia religião com política partidária. E não muito raramente o contestava duramente, o que resultou na participação do próprio Sinédrio na trama que levou à sua prisão e execução, após terem subornado um de seus apóstolos (Judas Iscariotes) com uma elevada quantia de dinheiro. Prática usual dos políticos corruptos até os dias atuais.

Jesus contestava aquela sociedade desigual, que não se compadecia das mazelas e dos infortúnios de seu povo. Criticava aqueles que se diziam religiosos, mas participavam de tais iniquidades, fazendo vista grossa para as injustiças e utilizando a religião apenas para se beneficiar e para lucrar. E, por isso, foi condenado à pena de morte. Dessa forma, não deixa de ser paradoxal pessoas, autodenominadas religiosas, defenderem a pena morte, em que pese a sua evidente inconstitucionalidade.

Lembre-se ainda, que no seu trajeto até à colina do Gûlgaltâ (que em aramaico arcaico significa Monte da Caveira), local onde eram realizadas as execuções da pena de morte pelos romanos, Jesus foi vítima de violência policial, cometida pelos legionários romanos, que o torturaram diante da multidão que efusivamente a apoiava.

E lá, pregado na cruz, entregou a sua vida e o seu sofrimento a este mundo. Talvez, para que servisse de lembrança e de parâmetro de comparação para o sofrimento de muitos, sob os nosso olhar complacente, indiferente e anestesiado a, todos os dias, consagrar Bar- Abbas.

Portanto, neste dia 24 de dezembro, mesmo que simbolicamente, “Feliz aniversário” a Ele e a todos nós!

Sammy Barbosa Lopes é Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre.

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Acre teve 248 mil hectares de florestas queimadas em 3 meses

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O Acre registra cerca de 248 mil hectares de ‘cicatrizes’ de queimadas ocorridas em 2020 entre o mês de julho até o dia 18 de outubro. Os dados são do Laboratório de Geoprocessamento Aplicado ao Meio Ambiente, órgão da Universidade Federal do Acre.

O ano de 2020 se mostra o mais crítico em termos de área queimada desde 2010 e os municípios com maior área de queimadas são Sena Madureira, Feijó, Rio Branco, Tarauacá, Brasiléia, Manoel Urbano e Cruzeiro do Sul.

Esses 8 municípios representam 72% do total queimado em todo o Acre mas 82% das queimadas estão em terras públicas, assentamentos e propriedades particulares.

Entre as unidades de conservação a Resex Chico Mendes é a mais crítica, seguido por outras UCs: Cazumbá-Iracema, Floes Afluente, Alto Juruá, Floes Antimary.

Com o nível alto de queimadas, a qualidade do ar continua crítica na maior parte do Acre, até 18 de outubro foram registradas 14 sedes municipais com mais de 30 dias fora do recomendado pela OMS (25 ug/m3).

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Bolsonaro diz que vacinação contra a Covid-19 não será obrigatória

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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (19) que a vacinação contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, não será obrigatória.

Embora o governo tenha poder para determinar a obrigatoriedade da vacinação, Bolsonaro afirmou que cabe ao Ministério da Saúde definir o Programa Nacional de Imunizações e que já está decidido que a nova vacina não estará entre as obrigatórias.

A lei 13.979, assinada pelo próprio Bolsonaro em 6 de fevereiro deste ano, diz que poderá ser adotada para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus “a realização compulsória de vacinação e outras medidas profiláticas”.

“Tem uma lei de 1975 que diz que cabe ao Ministério da Saúde o Programa Nacional de Imunizações, ali incluídas possíveis vacinas obrigatórias. A vacina contra o Covid — como cabe ao Ministério da Saúde definir esta questão — ela não será obrigatória”, disse Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto para apresentação de pesquisa sobre um medicamento.

Bolsonaro disse que qualquer vacina precisa ter comprovação científica e ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que não fará isso “a toque de caixa”.

Para o presidente, não se pode, por exemplo, obrigar quem já contraiu a doença e estaria imunizado a tomar a vacina.

“Então, o governo federal — repito e termino — não obrigará ninguém a tomar esta vacina”, afirmou.

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Onyx repassa R$ 1 milhão para o Plano de Aquisição de Alimentos

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O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, assinou na manhã desta segunda-feira, 19, o termo de adesão em que a União repassa mais R$ 1 milhão para promover o acesso à alimentação e incentivar a produção de alimentos dos agricultores rurais no Estado do Acre. Ainda na oportunidade, foi anunciado que o Acre receberá mais R$ 10 milhões para que todas as escolas do Acre tenham tecnologia ou meios para obter a própria água mineral. Serão 588 escolas beneficiadas em todos os municípios.

A ação, que contou com a presença do governador Gladson Cameli e de membros da bancada federal, visa beneficiar mais de 800 agricultores familiares locais e atender mais de 41,3 mil pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social, com as doações de 1,3 mil toneladas de alimentos. Dos 22 municípios do estado do Acre, 11 executam o PAA.

O valor repassado de R$ 1 milhão é referente ao orçamento da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020 e se soma aos recursos repassados ao programa em abril deste ano, com a Medida Provisória 957/2020 que abriu crédito extraordinário de R$ 500 milhões. O estado do Acre recebeu R$ 5.272.930,00, desses R$ 2,5 milhões foram via CONAB, R$ 1,7 milhão via PAA Estadual e R$ 1 milhão com recursos do LOA 2020.

Onyx ressaltou que em 2019 o atual governo reorganizou a estrutura de governo do Brasil. “Fizemos o revogaço, fizemos a lei de liberdade econômica, fizemos a reforma da previdência, diminuímos o déficit da dívida pública, mas infelizmente surgiu a pandemia da China”, disse o chefe de estado que frisou que a crise de saúde foi “muito mal manejada pela OMS que seguiu a questão ideológica. “O Bolsonaro apanhou muito, mas hoje o mundo reconhece que nós tínhamos um presidente que ousou a falar que tínhamos que aliar a proteção a vidas, mas também aos empregos”, destacou.

O Ministro ressaltou que além do aporte de R$ 1 milhão, a Conab investirá no Acre mais R$ 2,5 milhões que beneficia mais 3 mil famílias. Ele também aproveitou para anunciar que o Acre tem 588 escolas que não tem acesso a água. “Mas nós estamos assinando os contratos para que a gente zere isso. Nós teremos 100% para dar água para beber as crianças. Investimento de R$ 10 milhões. O presidente Bolsonaro mandou essa boa notícia”, disse.

Entusiasmado com os anúncios , o governador Gladson Cameli agradeceu a bancada federal e ressaltou que tudo que tem sido feito no Acre “tem dedo do governo Bolsonaro”.

“A nossa bancada federal tem honrado a população do Acre em Brasília. Eu estive com o presidente para agradecer o Bolsonaro pelo que ele tem feito pelo Acre. Quero externar que tudo que é feito tem o dedo do governo federal”, disse o chefe do executivo.

Cameli enfatizou ao Ministro que a infraestrutura do Acre está pronta e pediu que Ônix trabalhe para trazer uma fábrica para o Acre. “Em dezembro inauguramos a ponte do rio Madeira que eu digo que é o segundo canal do Panamá. Essa foi a minha grande bandeira de campanha. Com toda essa influência a trazer uma fábrica que queira vir aqui para o Acre gerar emprego e renda. Aqui temos ZPE, área de Livre Comércio. Eu estou disposto a entregar a parte do Estado para inciativa privada desde que gere emprego. Uma se instalando a porta abre para as outras”, disse.

O PAA

O Programa de Aquisição de Alimentos é uma das ações federais para a Inclusão Produtiva Rural das famílias mais pobres, e tem como finalidades a promoção do acesso à alimentação e o incentivo à agricultura familiar.

Para o alcance dessas metas, o programa compra alimentos produzidos pela agricultura familiar, com dispensa de licitação, e os destina às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional e àquelas atendidas pela rede socioassistencial, pelos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e pela rede pública e filantrópica de ensino.

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Comitê atua para assegurar direitos do idoso na Justiça do Acre

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O Comitê da Diversidade da Justiça do Acre debateu na última sexta-feira, 16, meios de garantir o direito da pessoa idosa, vítima contumaz de golpes e abandono. O debate foi com membros do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, com Ministério Público do Estado do Acre por meio da Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência, assim como, com o corregedor da Polícia Civil, Thiago Fernandes.

O comitê foi instituído portaria n.°1206/2020, tem a finalidade de promover ações de igualdade, diminuir preconceitos e volta seus trabalhos para grupos sociais apontados como minorias. Dentro desse rol está a questão da identidade de gênero, das pessoas com deficiência e dos idosos.

A desembargadora Eva Evangelista, coordenadora do Comitê da Diversidade, discorreu sobre os preconceitos e a necessidade de desenvolver ações em cooperação com outros Órgãos públicos, com intuito de atender a pessoa idosa que procura à Justiça, mas também prevenir as infrações aos direitos e garantias constitucionais. “Buscamos segurança, tranquilidade para nossos idosos e para todas as pessoas que são representadas dentro desse Comitê”, disse.

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