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Não transformou a Aleac em curral-eleitoral do PT

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Democracia não se fala, se pratica. Foi exatamente o que fez na Assembléia Legislativa, nos oito anos à frente da presidência da mesa diretora, o deputado Ney Amorim. Desde o primeiro mandato – e nem se falava na sua candidatura a senador – o Ney, em momento algum, mesmo no auge da exacerbação das críticas ao governo do Tião Viana, ele colocou qualquer empecilho para travar os debates. Não segurou CPIs, mesmo as que contrariavam o seu partido na época, o PT. Nunca confrontou um jornalista por ter recebido uma crítica, sempre foi acessível à imprensa e por isso deixará o poder com o respeito da categoria. Soube separar sempre o papel de presidir o Legislativo dos debates do plenário. Não transformou o parlamento em curral-eleitoral do petismo. Fecha o mandato por cima. Fez política sem ranço.

ESTA FOI CÔMICA
O dirigente do MBL- Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, que se elegeu deputado federal com espetacular votação, fez ontem a seguinte postagem cômica em sua página na internet: “Sorteio dos gabinetes foi hoje. Fiquei com o do Sibá Machado (PT). Não sei se fico triste pelo azar ou se fico feliz porque ele perdeu a eleição”. Até na despedida, o Sibá fica na ribalta do humor.

FALANDO NO SIBÁ MACHADOFalando no deputado federal Sibá Machado (PT), ele já anda se movimentando em campanha antecipada para a presidência regional do PT, com o deputado Jonas Lima (PT) de escudeiro. A meta é tirar o grupo do Carioca, Ermício, Cesário Braga, Léo de Brito e Cia, do comando do PT.

ARGUMENTO PESADO E REAL
O argumento do grupo do deputado federal Sibá Machado é que a DR, corrente que domina hoje o PT com o Carioca de Papa, foi uma das responsáveis pela derrocada da última eleição.

TODO CUIDADO É POUCO
Quase todo dia se registram assaltos e roubos de carros, estes tipos de crimes, que tinham diminuído voltaram a crescer, principalmente, na capital. A coisa fugiu novamente de controle.

FOGUETES PARA A MÍDIA
Não há embasamento legal que leve à cassação do mandato de vereador do Pastor Manuel Marcos. Do crime pelo qual foi preso, nem denunciado foi. O resto é foguete para a mídia.

SECRETÁRIO ESPECIAL
A coluna tem informação de que o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, aceitou o convite para ser Secretário Especial, no futuro governo. Mas exige abrangência de ação estadual, gabinete de trabalho, e não apenas ficar restrito ao Juruá. Prego batido.

UM ANO PARA SER ESQUECIDO
O PT vive os últimos dias de poder. O governador Tião Viana conseguiu o difícil feito de sob o seu comando, o PT ter perdido o governo, todos os deputados federais, o único senador, e sair com impopularidade recorde de todos os governantes petistas. 2018 é um ano para esquecer.

NÃO ENTENDEU
Quem leu a entrevista do presidente do PT, André Kamai, nota que ainda não entendeu o recado das urnas. Perderam tudo no Estado. Falar em FPA é falar em contos de fadas e duendes. A FPA existiu enquanto o PT tinha cargos para dar. A debandada será quase geral.

FOI UM CONLUIO DO PODER
A FPA, na verdade foi um conluio político de grupos que se juntaram ao PT e PCdoB (os únicos ideológicos) para governar o Estado em troca de favores. Acabou o poder acabou a aliança.

QUE É ISSO, SENHORES?
Contam que o deputado federal Flaviano Melo (MDB) e o futuro deputado Roberto Duarte (MDB), em recente reunião com o grupo do governador eleito Gladson Cameli, externaram a preocupação com o tamanho do enxugamento da máquina estatal. Acharam grande o corte. E que pode prejudicar a governabilidade. Respeito as opiniões, mas discordo.

ONDE ESTÁ A PRÁTICA?
Uma das principais bandeiras de críticas ao governo que está findando de forma melancólica, foi que inchou a máquina estatal, e transformou o Estado num imenso armazém para abrigar afilhados. E agora quando se parte para fazer o contrário do que fez o PT, se é contra?

MELHOR EXEMPLO
O melhor exemplo de que não se deve transformar o Estado num imenso cabide de emprego é a situação em que chega ao fim o atual governo. Se o modelo de entupir a máquina de amigos fosse uma fórmula para se fazer uma boa gestão, os atuais governantes não sairiam execrados.

OPOSIÇÃO FERRENHA
O PT está ser articulando para fazer uma oposição ferrenha ao novo governo. É o que revelou o governador Tião Viana a um amigo. Natural. Este foi o papel que a urna lhe reservou.

O RISCO QUE CORRE O PAU….
Na política, o risco que corre o pau corre o machado. É bom lembrar que, todas as secretarias que, antes estavam nas mãos dos petistas, os seus acervos estarão nas mãos da oposição.

BRIGA PELA FIEACRE
Uma nova frente de briga dentro do empresariado começa a acontecer pela presidência da FIEAC. O atual presidente José Adriano, apoiado pelos irmãos Vianas, vai confrontar o candidato apoiado pelo grupo do governador eleito Gladson Cameli, o empresário Salomão.

O PROBLEMA É A LOCALIZAÇÃO
Nada contra a inauguração da Escola de Gastronomia, construída pelo governo. O problema é ficar na “Cidade do Povo”. Quem se arriscaria hoje fazer um curso noturno? Para se ter uma ideia, os taxistas se recusam a fazer corridas noturnas para o bairro, com temor de assalto.

QUESTÃO FORAM AS PRIORIDADES
Um dos grandes problemas do governo que finda no próximo dia 31, foi não definir prioridades. Se definisse não teria construído o Lago do Amor e outras obras que não tinham necessidade, enquanto pipocavam problemas nos hospitais e uma violência crescente.

NÃO FALO MAIS
A partir de 1º de janeiro o governo que se finda de forma desastrada sairá do foco da coluna. Ao não ser que surja um fato excepcional. Porque a partir da posse a responsabilidade por tudo o que acontecer ou deixar de acontecer no Estado, será responsabilidade de quem entra.

NÃO PODE SER IMEDIATA
Claro que há de se esperar que o novo governador e o seu secretariado tomem pé do que vão encontrar; montar a equipe, e terem tempo de no mínimo 100 dias para começar a mostrar serviço. Foi este o prazo que o novo governador deu para o secretariado dizer a que veio.

FOCO PRINCIPAL
O foco principal vai estar nos novos secretários de Saúde e de Segurança. Porque estas pastas são uma espécie de herança maldita a ser deixada pela administração que sairá do poder. Se conseguirem mostrar uma nova imagem destes setores nos primeiros 100 dias, será um tento.

MAIORES RECLAMAÇÕES
As maiores reclamações da população são direcionadas hoje contra o precário atendimento no sistema de saúde pública e contra a segurança, por não conter o alto índice de crimes, que assusta, principalmente, os moradores de Rio Branco. Pior que está não pode ficar.

TE CUIDA, GONZAGUINHA!
O MDB trabalha para derrubar a candidatura do deputado Luiz Gonzaga (PSDB) a primeiro secretário da futura mesa diretora da ALEAC, sob o argumento de que o PSDB está bem aquinhoado com cargos no Executivo. Os emedebistas querem um nome do partido.

GATO ESCALDADO TEM MEDO DE ÁGUA FRIA
Integrantes do primeiro escalão do governo me disseram que ficaram “escaldados”, depois de um discurso do futuro deputado Roberto Duarte (MDB), pregando um mandato independente.

É BOM SE ARTICULAREM
Já pegaram um sapeca na eleição para os cargos de mando do SEBRAE do grupo ligado aos irmãos Vianas. Se o grupo do Gladson Cameli não se articular, pode levar nova sapatada na eleição para a presidência da FIEAC. Ou se entra numa disputa para ganhar ou não entra.

MAIOR DESAFIO
Quando ninguém conhecia o PT, tempos em que o Badate fornecia  de graça as camisas para os petistas pintarem o 13 e os nomes dos seus candidatos e o Lhé ia vender na Praça “Plácido de Castro”, o partido vivia um êxtase com a juventude, principalmente, e com toda a população, descontente com os governos da época. O PT era a menina nova e bela que chegava no interior e causava deslumbramento. O PT chega ao poder, ficou 20 anos, e a menina cobiçada virou uma velha desdentada que já não causa nenhum frisson, mas repulsa. É exatamente neste quadro que os dirigentes do PT vão ter que trabalhar, voltando para a oposição depois de 20 anos. Não terão mais o que oferecer. A sua imagem é terrível perante a população. Basta ver a surra brutal que levaram nas urnas é a alta impopularidade do atual governo. O PT terá que se reinventar, mas não vai voar em céu de brigadeiro, como antes de chegar ao poder e o povo conhecer o que estava por trás daquela capa de menina formosa. Deixaram de ser novidade. O próximo governo terá que fazer muita força para ser pior do que o atual. Enfim, os petistas não terão uma tarefa fácil na luta para se reerguerem. Este é o seu maior desafio.

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Blog do Crica

Com que roupa os comunistas vão para a PMRB?

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A pergunta acima, eu fiz ontem a uma das principais lideranças do PCdoB no Estado, deputado Edvaldo Magalhães. Defende que, antes de se falar em um nome para disputar a prefeitura de Rio Branco tem de se pensar como primeiro plano na recomposição do que chama de “forças democráticas”, que traduzindo quer dizer, juntar os cacos que restaram da extinta Frente Popular do Acre, que encerrou o seu ciclo com uma derrota esmagadora nas urnas, na eleição passada. Temos que ver com quem poderemos contar para depois se traçar outras estratégias, explicou à coluna. E as conversas, defende, devem começar já a partir de Abril. Sobre se o PCdoB apoiará a reeleição da prefeita Socorro Neri, Edvaldo fez uma pergunta: “é preciso saber: ela quer ser candidata à reeleição?”. E completou: “tanto podemos lhe apoiar como não podemos, tudo vai depender das discussões que serão travadas”. O PCdoB, que vinha de derrotas importantes em eleições anteriores, recuperou-se na última campanha, conseguindo eleger dois deputados estaduais e um deputado federal, o que o coloca no centro do debate. As relações do partido com a prefeita Socorro Neri estão frias.

NA CORDA BAMBA

O destino político da ex-deputada Leila Galvão (PT) está nas mãos dos vereadores de Brasiléia. Já foram enviadas pelo TCE para a apreciação da Câmara Municipal as prestações de contas dos anos de 2009, 2010 e2011, quando era prefeita, todas rejeitadas. Se mantida a decisão do TCE, Leila ficará inelegível. Mas, não apostem nisso, tem maioria que garante a derrubada do que foi decidido pelo TCE. A votação está prevista para entrar em pauta na terça-feira.

NÃO É IMPOSITIVA

Uma decisão do TCE não é impositiva, ou seja, o vereador não é obrigado a votar no que foi decidido pelos Conselheiros, que funciona no máximo como recomendação. A Câmara Municipal de Brasiléia é soberana para votar contra o parecer emitido pelo TCE. Ponto.

NOVA REVOLUÇÃO

O jornalista Salomão Matos (PROGRESSISTAS) diz que está fazendo a segunda revolução de Porto Acre, com a sua candidatura a prefeito, com o apoio de lideranças importantes que tem recebido a sua candidatura a prefeito. Por ironia, o único obstáculo está dentro do seu partido, onde a vereadora do PROGRESSISTAS, apóia o prefeito Bené Damasceno, seu adversário.

NÃO É POSSÍVEL

Não costumo falar do que não tenho certeza, mas fica difícil não crer nas críticas que segmentos organizados da população e os vereadores vêm fazendo sobre a gestão do prefeito Tião Flores, de sérios problemas na cidade e zona rural. A lembrar: Em 2020 terá eleição.

MOVIMENTO POLÍTICO

A reunião da vereadora Mailza Gomes (PROGRESSISITAS) com o prefeito de Senador Guiomard, Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), pode ser um passo de uma aliança política para a eleição de prefeito no próximo ano. Seu grupo saiu fortalecido na última campanha.

FEITO DE PESO

O fato do ex-prefeito James Gomes, ter feito da Meire Serafim, a candidata a deputada mais votada de Senador Guiomard, sem ela ter qualquer afinidade política com o município, foi um feito de peso. Por isso, seu apoio e da mulher Mailza, serão decisivos na eleição municipal.

O DEBATE PERDEU MUITO

Falo do que acompanhei. A base de apoio do novo governo perdeu muito com a derrota da ex- deputada Eliane Sinhasique (MDB). Fluente na palavra, por certo estaria na linha de frente da defesa do governo. Mas, a política tem nuances, nem sempre os melhores se reelegem.

DOIS COMANDOS

O MDB tem praticamente hoje dois comandos distintos. No Juruá, reina soberano o grupo do ex-prefeito Vagner Sales. E na capital e região do Alto Acre o deputado federal Flaviano Melo (MDB) dá as cartas. O quinhão do partido ficou reduzido no governo a três secretárias sem muita expressão política. Seus cardeais perderam a disputa pelas pastas mais importantes.

EXPLICA A CORRIDA PELA PMRB

É uma das explicações pelas quais o MDB quer ser protagonista na eleição de prefeito da capital. Ao procurar o professor Minoru Kinpara, bem votado para o Senado em Rio Branco, para ser o nome do partido na disputa da PMRB, o MDB não quer ser apenas bucha de canhão.

AÇODAMENTO NÃO É BOM COMPANHEIRO

Na política, o açodamento nunca foi bom companheiro. A oposição à prefeita Socorro Neri tentou jogá-la como “mentirosa” na opinião pública na questão da compra dos kits escolares. Depois que provado foi de que a aquisição aconteceu como foi anunciado, calaram-se. Deveriam ter reconhecido o erro, não seria demérito.

NEM PAIS E NEM MÃES BASTARDOS

O mérito na liberação de recursos para a construção da ponte de mão dupla que ligará Brasiléia à Epitaciolândia é exclusivamente do governador Gladson, que trava a luta desde que era senador. O registro tem de ser feito, para não aparecer os pais e mães bastardos da obra.

CALMA, VALENTES!

O desastrado governo anterior passou oito meses sem dar uma ajuda ao Hospital Sousa Araújo, que trata dos hansenianos. Os críticos de hoje, todos ligados ao governo antecessor, e que denunciam o caos e cobram providências do atual governador, só agora viraram valentes?

VAI QUE É TUA, GLADSON!

Lideranças de Brasiléia que apoiaram o governador Gladson estão cuspindo marimbondos contra a inércia da sua gestão, onde a única troca de comando acontecida foi na Educação, cota do MDB, e os demais até hoje chupam os dedos. E perguntam: “Valeu nosso apoio?”

CHOROS E RISOS

Os que mais choram pelo “abandono” depois da campanha do Cameli são as lideranças do PROGRESSISITAS, que não conseguem nomeação nem de vigias dos órgãos estaduais, em Brasiléia. Em compensação, em Rio Branco e Sena Madureira, o PROGRESSISTAS nomeou parentes e aderentes. Na política é assim mesmo, enquanto alguns choram, outros gargalham.

MAIOR VITÓRIA PROPORCIONAL

É bom lembrar que foi em Brasiléia que, proporcionalmente, Gladson Cameli obteve o seu maior percentual de votos na disputa do governo. É a história: bocado comido, bocado esquecido. Tudo bem, vocês que são do mesmo partido que se entendam e se resolvam.

FILÃO PARA INVESTIGAÇÃO

O vereador João Luz (MDB) levantou um ponto que merece reflexão e uma discussão política profunda, a questão da má qualidade das obras do “Ruas do Povo”, projeto menina dos olhos do Tião Viana, e que nas primeiras chuvas o asfalto derreteu. Com a palavra, o DEPASA.

ATESTADO DE BURRICE

Reforço o artigo do ex-deputado federal João Correia, publicado no ac24horas, criticando o acordo burro pelo qual o ex-governador Tião Viana mandaria o projeto da Reforma Administrativa do Gladson para a ALEAC (na ocasião, só ele podia fazê-lo) e em troca teria as contas do seu governo aprovadas. E aconteceu. Foi um atestado de burrice do novo governo.

DEU UM SALVO-CONDUTO

O governador Gladson Cameli poderia perfeitamente tomar posse e em seguida mandar a Reforma Administrativa do governo, mas preferiu dar um salvo-conduto ao antecessor.

INTERESSA O RESULTADO

O secretário Paulo Wadat é um craque na explanação do que pretende fazer na agricultura acreana para lhe tirar da pré-história. Quero ver os resultados. Conversa bonita é para a teoria. O inferno –dizem- está cheio de bem intencionados. Aguardemos a soja, café, arroz e etc.

SÓ PODE SER BRINCADEIRA!

Leio que, o governo passado investiu 1 bilhão de reais na agricultura, no Acre. Se de fato investiu foi uma prova de incompetência, porque investiu mal. A produção no Estado continua a ser incipiente, importamos tudo, e não temos nada que possa ser visto como um avanço.

FORA DA BASE

Pelos seus pronunciamentos de muitas cobranças e críticas ao governador Gladson Cameli, o deputado Fagner Calegário (PV), não é computado na cúpula governista como integrante da base de apoio. Mas não há razão de surpresa, Calegário foi eleito na coligação da FPA.

NEM UM MELHORAL

O deputado Roberto Duarte (MDB) diz ter dados de que o governo Gladson não fez uma compra de medicamentos e insumos para a Saúde. Pelo menos, não conheço uma Nota de Empenho referente a uma aquisição, diz. Deduz-se que, trabalham com o estoque deixado.

MAIOR BESTEIRA

A maior besteira que se possa dizer para criticar o governador Gladson é de que viaja muito à Brasília. Se ficar sentado no seu gabinete só recebendo pedidos de emprego, o Acre não sairá do atoleiro que o antecessor deixou. Tem de estar nos ministérios buscando recursos extras.

AVISO AOS LEITORES

Durante uma semana a coluna não será renovada. Vou tirar umas curtas férias. Volto logo.

NÃO É A ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE

Os números de prisões, apreensões de armas, drogas, carros roubados, visivelmente, mostram que os crimes estão tendo uma solução rápida por parte da polícia. A nova equipe da Segurança não é a última bolacha do pacote, mas tem mostrado resultados satisfatórios na elucidação de crimes. Já se vê mais a presença policial nas ruas. Isso é bom, por inibir a bandidagem. As execuções na guerra entre facções vão continuar a acontecer, mas já se nota uma queda e a prisão dos envolvidos ocorre de forma rápida. Por tudo isso, o secretário de Segurança, Coronel Paulo César, até aqui mereceu o voto de confiança que lhe foi depositado.

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Marcando uma posição política

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É uma opinião, como observador dos debates nas sessões da ALEAC neste início de legislatura. Nunca nem cheguei a trocar uma palavra com ele. Mas entre os deputados que se elegeram pela aliança que apoiou o Gladson Cameli ao governo, nenhum dos novatos tem feito uma defesa mais incessante da nova administração do que o deputado Neném Almeida (SD) que não deixa um ataque ao governador sem defesa. Não deveria nem ser um fato a se destacar, mas é; pelo caso de não ser óbvio, já que, a maioria dos deputados que foram eleitos na aliança que chegou ao poder, simplesmente, dão o calado como resposta às críticas dos parlamentares oposicionistas. Caminha-se para se assistir na ALEAC o mesmo filme com a base de apoio no Legislativo do governo antecessor, com uma maioria silenciosa, em que dois ou três defendia a mais desastrada das gestões petistas, e a oposição minoritária deitava e rolava.

ACABARIA COM O JOGO DE EMPURRA

Não sei da legalidade do projeto de lei a ser proposto pelo deputado Neném Almeida (SD), de que o governo pague direto aos terceirizados e não aos donos das empresas. Tem o lado de que poria fim ao jogo de empurra do governo dizer que paga e os empresários de que não recebem. Evitaria os protestos de servidores como o de ontem da COPESERGE, na ALEAC.

OUTRO LADO

Mas há o outro lado. Aumentaria mais uma responsabilidade do Estado e poderia levar ao desestímulo do empresariado. Seria uma espécie de intervenção branca na iniciativa privada, o governo seria tutor do que não lhe pertence. Por isso a pergunta, se há legalidade no projeto?

HONESTIDADE POLÍTICA

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foi honesto ao reconhecer que, o governo do PT, ao qual serviu, não cumpriu com as obrigações salariais, em relação aos servidores terceirizados.

INFLUÊNCIA ZERO

Ontem, critiquei os governos do PT por não fazer nada para a construção de uma nova ponte ligando Brasiléia-Epitaciolândia. Agora, veio a boa notícia de que o governo federal garantiu a liberação dos recursos. Volto dizer: se até a eleição de 2020 a obra for concluída, o Gladson Cameli passa a ser o grande eleitor do Alto Acre nas eleições municipais para prefeito de Brasiléia e Epitaciolândia.

PARA FICAR REGISTRADO

É bom na política se situar o mérito em quem merece o mérito. Por isso é que faço o registro

ENTREGUE AS BARATAS

É preciso cautela antes de acusar o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno, de desonesto, com base apenas na abertura de CPI na Câmara Municipal. O que se pode dizer é que a sua administração anda bamba de realizações, é só ir aos ramais, onde até trator de esteira atola.

UMA FORTE CONCORRENTE

Havendo um convite dentro de uma densidade partidária não tenho muita dúvida de que a ex-deputada Leila Galvão (PT) aceitaria disputar a prefeitura de Epitaciolândia, na eleição do próximo ano. Foi bem votada no município. E se entrar no jogo torna-se forte concorrente.

VOLTA EM 2020

Os nomes do PT que escaparam da enxurrada medíocre que foi o governo passado e que, por conseguinte, foi responsável pela maior derrota do partido no Acre, mesmo perdendo a eleição, foram o Angelim, Jorge Viana e Marcus Alexandre. Nenhum candidato em 2020.

JV CONTINUA PERIGOSO

Dentro do PT, Jorge Viana continua sendo o nome mais perigoso para a oposição em 2022, sendo como candidato a senador ou a governador. JV perdeu a eleição dentro de um contexto de burrice do seu partido de lançar dois candidatos e ser herdeiro do péssimo governo do irmão.

NÃO TRANSMITE SIMPATIA

O Coronel Ulisses Araújo (PSL), de posições firmes e um bom currículo profissional, e que já manifestou o desejo de disputar a prefeitura da capital no próximo ano precisa melhorar a sua postura na televisão, onde na última eleição, nos debates e entrevistas, não transmitiu simpatia e profundidade no que defendia. Mas a sua candidatura enriquecerá o pleito.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Na Reforma da Previdência fico com a opinião dos profissionais mais qualificados da área econômica brasileira, de que a aprovação é essencial para não afundar o Brasil e o país voltar a crescer, do que com os que pensam de forma politiqueira e ideológica, para assegurar os privilégios de uma elite existente nos poderes.

NOVAS REGRAS FORÇAM

As novas regras eleitorais com o fim das coligações proporcionais é que estão levando os partidos nanicos a terem candidatos a prefeito, como forma de assegurar palanque aos candidatos a vereadores. O PSC atentou para o novo momento e vai de Jamil Asfury à PMRB.

CASA DO SILÊNCIO

Não se fala nada nos gabinetes governamentais sobre a recomendação do MP de demitir os secretários com problemas jurídicos. E como passaram os 10 dias de prazo dados pelo MP para que a medida fosse efetivada e não se cumpriu, a dedução é de que ninguém será exonerado.

NOMES NA MIRA

Os secretários que estavam na mira do MP, eram Vagner Sales, James Gomes e Alércio Dias. Nenhum com qualquer obstáculo a que possam continuar no secretariado do governo.

NÃO FICARÁ FORA

A tendência natural do SOLIDARIEDADE e ter uma candidatura própria a prefeito de Epitaciolândia, até pelo fato da sua maior liderança, a deputada Vanda Denir (SD), ter sido bem votada no município. As eleições municipais são pólos formadores de base para 2022.

DILEMA POLÍTICO

Deputados como Antonia Sales (MDB) e Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), por virem de legislaturas em que sempre estiveram na linha de frente de cobrança aos governos petistas, agora na situação, ficam no dilema de evitar cobrar do novo governo o que sempre cobraram da tribuna do PT.

POSIÇÃO DE TRANQUILIDADE

O senador Petecão (PSD) participa da próxima campanha municipal numa posição privilegiada, pelo fato de ter ainda vários anos de mandato pela frente, a sua vaga não estará em disputa na eleição de 2022. Deverá trabalhar apenas para reforçar a bancada de vereadores do PSD.

OLHO ESBUGALHADO

Quem está de olho esbugalhado para 2022 é o vice-governador Major Rocha, que tem dito aos amigos que, numa eventual saída do Gladson para disputar o Senado, ele disputará o governo.

CASA MAL ASSOMBRADA

A sensação de quem chega ao DERACRE é de se deparar com casa mal assombrada. Prédio encardido, pintura descascando, um retrato fiel de como era a coisa na gestão passada. À noite, por certo, deve aparecer fantasma. Salva a SEOP, onde fica o secretário Thiago Caetano.

TUDO MUITO RÁPIDO

Na política você pode ir do patamar de humanista ao de um ser rancoroso, depende do que você se expressar. E depois que desaba na opinião pública e cola imagem de rancoroso, mesmo que jure aos pés do altar, jamais será considerado um humanista. É o preço amargo da palavra. As opiniões que escutei de figuras respeitáveis da sociedade, reforçam esta tese.

BOCA DE JACARÉ-AÇU

Aliados do governo reclamam de que o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS) domina a quase totalidade dos cargos nas repartições estaduais de Sena Madureira, com a indicação de afilhados para as CECS. O comparam a um “jacaré-açu”, bocarra aberta, comendo e chorando.

FIEL AO DISCURSO

O secretário da Infraestrutura, Thiago Caetano, é fiel ao discurso da campanha de expurgo do PT, e que levou Gladson Cameli ao governo, se cercando de auxiliares que efetivamente estiveram na eleição pedindo votos para tirar o PT do poder. Coisa rara, neste governo!

NÃO APOSTEM NO SILÊNCIO

Quem tem visto o deputado Daniel Zen (PT) caladão na ALEAC, não aposte que será a sua tônica, este silêncio tem prazo de validade, quando o Gladson completar 100 dias à frente do governo. Zen é um dos quadros mais preparados do PT, ferino, ele domina a tribuna como poucos. Pode anotar: o Zen vai dar uma trabalheira quando abrir a comporta de cobranças.

BOM QUE ACONTEÇA

O debate entre oposição e base do governo é bom que aconteça, para não ficar um marasmo.

COMO É QUE É?

Quer dizer, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), que o governo tem dinheiro? Por qual razão não pagar, então, os débitos do Hospital do Juruá, da empresa que prestou atendimento cardiológico, e tirar o Gladson Cameli do alvo do tiroteio por serviços de saúde mal prestados?

NOME FORTE

O ex-prefeito Marcus Alexandre não tem falado em política e de forma sábia. O momento é de recuo e ver como vai se comportar o governo Gladson. É um nome que ficará na geladeira do PT para ser tirado em 2022, para eventual disputa de um cargo majoritário ou Câmara Federal.

BOI DE PIRANHA

Acompanhei os bastidores da eleição. No meado da campanha, Marcus Alexandre já estava abandonado pelos seus padrinhos políticos. O Jorge Viana foi um dos poucos a ser leal até o fim.

BRANCA MENEZES

É um nome sempre lembrado pelas lideranças de Senador Guiomard, quando se trata da eleição do próximo ano para vir a ser candidata à prefeita do município. Um dos maiores defensores da sua candidatura é o vice-governador Major Rocha, tucano como a Branca.

LINHA DE FRENTE

As suas ações na defesa do governador Gladson Cameli mostram um afastamento político do grupo do Coronel Ulisses Araújo. Falo do advogado Valdir Perazzo, um liberal de convicção e uma figura respeitável.

CARTA MAIS POLÊMICA

O governador Gladson Cameli vai jogar na mesa a carta mais polêmica do início da sua administração, que é a decisão da terceirização das atividades do HUERB, unidade que só está lhe dando dor de cabeça e desgaste político até aqui. Se de fato a terceirização acontecer e vier uma empresa especializada em gestão hospitalar, a tendência é dos serviços de atendimento ao público melhorarem. Porque vai prevalecer o mérito, eficiência, em que o profissional da medicina receberá pelo que produzir. E haverá condições de dotar o HUERB de especialistas em todas as áreas. Em princípio, sou a favor de se buscar sempre a eficiência, o que pode acontecer deixando o comando à iniciativa privada e diminuindo o tamanho do Estado.

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