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Orbitando no espaço da irrealidade

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6:50 da manhã de ontem. O celular toca. Do outro lado da linha era o governador eleito Gladson Cameli me convidando para a sua diplomação. Engatamos uma breve conversa e lhe perguntei no decorrer, como tinha sido o seu encontro com o governador Sebastião Viana , ao fim da transição. Ficou boquiaberto com a explanação do governador, que traçou um quadro do Estado, comparável a países do primeiro mundo como a Suíça. Indaguei qual a sua resposta: “escutei”, disse. E completou: “Luis Carlos, a largura e a fundura do buraco que vou receber eu só vou saber mesmo depois que tomar posse. Mas meu governo vai dar certo. Preste atenção no meu discurso de diplomação.” Gladson tem passado nas últimas conversas que tivemos uma preocupação com o caos que estará herdando, mas ao mesmo tempo muito otimismo de que fará uma boa administração. Findo o diálogo, fiquei a matutar depois da conversa, com os meus botões: mesmo com tudo o que está acontecendo num final de governo melancólico, devendo a meio mundo, sendo obrigado a comprar remédios para os hospitais por ação do MP, obras não concluídas, projetos falidos como ZPE e outros, na dúvida se pagará ou não o 13º e o mês em curso, pendências com as indenizações dos comissionados, 54% de rejeição popular, a violência tomando conta da capital com execuções, assaltos, diários, penúria no sistema de saúde, e ainda se fica vivendo em órbita, em um espaço fora da realidade? Nem a rejeição massacrante que este governo sofreu nas urnas não substituiu a arrogância pela humildade. O governador Sebastião Viana sempre foi uma figura agradável, do diálogo, afável, cumpriu um bom papel no Senado, fez um bom primeiro mandato, mas neste segundo afundou exatamente pela arrogância fora do contexto de não admitir erros, não aceitar sugestões, só elogios, e achar que entregará o Acre às mil maravilhas. Perdeu o sendo da realidade. Fechou-se num mundo virtual. Ninguém governa sozinho. Se tivesse escutado no início do segundo mandato o irmão Jorge Viana, por certo, não estaria deixando o governo bem longe daquilo que projetou ao assumir o Estado. Mas escolheu o seu próprio caminho.

O DISCURSO DA DIPLOMAÇÃO E O MUNDO REAL
“O Estado que herdamos ocupa a última posição entre as 27  unidades da federação no ranking de competitividade….Na Educação herdamos a maior taxa de analfabetismo na Região Norte. O Estado vergonhosamente ocupa a última posição em desempenho no ENEM….Na Saúde e assistência social, o Acre que estão nos deixando está entre os três piores estados em fornecimento de água potável…… Receberemos o segundo pior índice de famílias abaixo da linha de pobreza……Sucederemos um governo que foi incapaz de concluir as obras que o seu grupo político começou há décadas e se tornou insensível a dor de milhares de famílias que choram pelo descaso nos corredores de postos e hospitais…Vivemos reféns do medo na capital mais violenta do país…..Há porém um veneno maior que mata aos poucos o nosso Estado. Existe um déficit crescente que toma dos cofres públicos o dinheiro que deveria ser utilizado na saúde, segurança, educação….” São trechos de parte do discurso duro, muito duro, trazendo o Acre para o campo da realidade, feito ontem pelo governador eleito Gladson Cameli na sua diplomação.

UMA MEXIDA POSITIVA
A substituição de última hora do tio Anderson Lima pelo economista Luis Fernando na direção do DETRAN foi uma boa mexida nas pedras do tabuleiro do secretariado, pelo governador eleito Gladson Cameli. Escapa de críticas já projetadas no PT de prática de nepotismo.

ARESTAS APARADAS
Há também o lado político a se observar nesta substituição no DETRAN de que, com a decisão apara qualquer aresta com o senador Petecão (PSD), já que Luis Fernando é do seu grupo.

NÃO HAVIA MOTIVO
Muita gente falando bobagem sem conhecimento jurídico nesta questão da soltura da deputada Juliana Rodrigues (PRB) e do vereador e deputado federal eleito Manuel Marcos (PRB). Prisão preventiva não é regra geral, mas exceção. A soltura foi com amparo legal.

PODEM ANOTAR
E podem anotar para conferir mais à frente. No momento que a decisão que sustou as diplomações da deputada Juliana Rodrigues (PRB) e do vereador Manuel Marcos (PRB) subir para o TSE será derrubada e ambos serão diplomados. É o que ouço de advogados eleitorais.

UM GOLPE NA LAVA JATO
A decisão do ministro do STF, Marco Aurélio de Melo, de soltura dos presos por condenação em segunda instância não era atrapalhada porque podia promover a soltura do Lula, mas porque levaria de roldão para a rua os presos da Lava Jato, num golpe contra a moralização política.

DECISÃO COLEGIADA
O ministro Marcos Aurélio esperou o encerramento do ano para tomar a decisão, que confrontava o que foi decidido por instâncias superiores e até do próprio STF. Poderia esperar para abril, quando o caso da prisão com condenação em segunda instância está marcado para o pleno. Preferiu o holofote. Depois querem que, se olhe para esta composição do STF com respeito? Ora, bolas! Quem quer respeito se dá respeito.

LUZ NO FIM DO TÚNEL
Ainda bem que uma luz de lucidez iluminou o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que suspendeu a decisão do disparatado ministro Marco Aurélio de Melo, que teve seus 15 minutos de fama nos refletores da mídia e retornou para a sua obscuridade.

MESMO CAMINHO
A vereadora Lucila Bruneta (PROGRESSISTA) deverá ter o mesmo destino do vereador Marivaldo da Várzea (PROGRESSISTA), que teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral. Marivaldo e Bruneta foram enquadrados em infidelidade partidária ao deixar o MDB.

PEDRA CANTADA
Era pedra cantada de que a cassação era questão apenas do processo ser julgado. Os vereadores Marivaldo e Bruneta esqueceram ao deixar o MDB, que o mandato é do partido.

VALE QUEM TEM MANDATO
No jogo do bicho vale o que está escrito. Na política va le quem tem mandato. Nada mais natural que o deputado eleito Neném Almeida (SD) indicar o nome para a direção do ITERACRE, dentro do grupo do SOLIDARIEDADE.

APOIO DO BITTAR
O senador Márcio Bittar (MDB) não terá como deixar de apoiar o Coronel Ulisses Araújo (PSL) a prefeito da capital, em 2020, caso a candidatura se confirme. Bittar é grato ao apoio do PSL.

PRONTO PARA COBRAR
A futura oposição já tem um alvo na alça de mira do próximo governo: secretária de Turismo, Eliane Sinhasique. O mote é que foi uma das mais ferozes cobradoras do governo do PT. É o que já se escuta de parlamentares petistas. Querem bater com o mesmo cipó no lombo de quem deu.

SEM UM ARRANHÃO MORAL
O deputado Chagas Romão (MDB), sete anos de mandato, fez ontem a sua despedida do parlamento, sem um arranhão moral, sempre na oposição, sem deixar se atrair pelo poder.

SEM AFOBAÇÃO
O deputado Daniel Zen (PT) é uma das poucas pessoas da cúpula petista com quem se pode conversar sem o ranço da arrogância. Condena as manifestações no partido em busca de um culpado. A culpa é de todos, diz. Zen também rechaça a afobação por eleições para presidente regional do PT.

ASSESSOR ESPECIAL
O deputado derrotado Jairo Carvalho (PSD) será mais um a integrar o grupo de Assessores Especiais do futuro governo. A notícia foi dada ontem à coluna pelo senador Petecão (PSD).

NÃO ME SOMO
Não me somo à espécie de torcida organizada das redes sociais para que o governador Sebastião Viana não pague o 13º salário e o mês de dezembro dos servidores estaduais. Existem milhares de famílias na dependência destes pagamentos para pagar suas contas.

MUITA MESQUINHARIA
Não consigo entrar pelo campo da mesquinharia. Não pagando o 13º salário e o mês em curso quem vai sofrer não será o governador Sebastião Viana, este está com o peru de Natal garantido. O não pagamento levará o desespero para milhares de lares de todo o Acre.

O QUE SE SABE
Este assunto do pagamento do governo é guardado a sete chaves. O que se sabe por fontes não oficiais é que o 13º salário está garantido, mas o mês de dezembro ainda não.

TUDO DENTRO DOS CONFORMES
Já na prefeitura de Rio Branco a prefeita Socorro Neri garantiu o pagamento do 13º salário e do mês de dezembro. Conseguiu o equilíbrio fiscal e vai fechar o ano sem problemas.

DOIS ANOS PARA DECOLAR
O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, viveu o primeiro ano de sua administração num inferno astral. Está terminando o segundo ano com as contas equilibradas por um rígido ajuste fiscal. Terá 2019 e 2020 para decolar a sua administração e pensar na disputa da reeleição.

MELHORADA SIGNIFICATIVA
No ano que se finda o prefeito Ilderlei Cordeiro, já conseguiu dar uma melhorada na gestão.

DECISÃO CORAJOSA
Para fazer a Reforma Administrativa que fez com cortes profundos na pesada máquina estatal foi uma decisão corajosa, a tomada pelo Gladson Cameli. Cumpriu a promessa de campanha.

DUAS OPÇÕES
O futuro governador não tinha muitas opções para tocar a sua administração: ou cortava os 1.300 cargos de confiança, reduzia o número de secretarias, ou mantinha a atual estrutura e chegaria ao fim da sua gestão da mesma maneira desastrada que está chegando este governo.

FICARAM OS DEDOS
O governador Sebastião Viana vai deixar o governo com a maior impopularidade de um governador do PT, com 54% de rejeição popular, segundo a última pesquisa do DATA-CONTROL. Mas do lado moral, encerrará os oito anos de mandato sem condenação judicial.

AUTOFAGIA POLÍTICA
O clima interno no PT é de autofagia política na busca de um culpado pela última derrota.

PORÃO DO LHÉ
O único comunista autêntico que conheço é o presidente do diretório municipal do PT, o popular Marcão, uma figura querida até pelos adversários, me dizia ontem que, caso o seu partido continue sem fazer uma análise séria sobre a última derrota acabará no porão do Lhé.

VELHOS TEMPOS
No tempo da pindaíba, antes de chegar ao poder, o PT se reunia na casa do Lhé para pintar camisas e vender na praça. Depois que chegou ao poder se acomodou e pagou o preço.

FIM DE UM CICLO
Com a diplomação ontem do governador eleito Gladson Cameli e do futuro vice-governador Major Rocha, encerra-se um ciclo de 20 anos do PT à frente dos destinos do Acre. Não se pode deixar de reconhecer avanços, principalmente, nos dois primeiros mandatos do Jorge Viana. Mas, depois o pedantismo começou a dominar, o poder subiu à cabeça da maioria, acharam que tudo podiam, e a arrogância não deixou perceberem que estavam perdendo aquele glamour que tinham quando da chegada ao Palácio Rio Branco. Perderam o encanto e o respeito popular. E o resultado foi o que se viu na última eleição: perderam todas as vagas do Senado, não elegeram um deputado federal, perderam metade da bancada na Assembléia Legislativa e o governo. Tudo isso deve servir de lição ao futuro governador: a arrogância é o caminho para o fundo do poço. Como já disse, Che Guevara: há que endurecer, mas sem perder a ternura, jamais”.

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Blog do Crica

Tchê: “sem apoio, deixo a liderança do governo”

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O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), admitiu ontem ao BLOG DO CRICA de que dependendo da conversa que terá com o governador Gladson Cameli, quando este retornar, poderá deixar a sua liderança na Assembléia Legislativa. A série de trapalhadas da equipe governamental, com a demissão de indicados dos deputados da base governista, sem não dar nenhuma satisfação, quebrando a unidade duramente que ele construiu, são motivos que fazem Tchê repensar seriamente a permanência na função. “Líder fraco, governo fraco”, desabafou Tchê. Ele manifesta um desconforto com o fato de não estar sendo prestigiado. “Não sou convidado para debater nada das decisões políticas do governo. Vim saber da questão dos precatórios pela imprensa. Estou sendo pressionado por colegas que tiveram seus indicados em cargos do governo demitidos sem nenhuma explicação. Assim não dá para continuar”, advertiu. Acha que vai ganhar muito mais e crescer fora do governo, se dedicando às atividades da UNALE. Tchê se mostrou muito determinado ao falar ao BLOG: “sem apoio, do jeito que está, deixo a liderança do governo”. É que ela está vendo ruir todo o trabalha de unificar a base, que quando assumiu a função estava completamente destroçada.

POSIÇÃO COERENTE

A posição do líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), é coerente. Ficar no cargo desprestigiado, ouvindo reclamações dos deputados da base governista e sem ter como atender, o caminho certo é pegar o boné para não ficar sofrendo desgaste com colegas.

ALGUÉM EXPLICA?

A base do governo estava estraçalhada, a oposição ganhava todas as votações e mesmo sendo minoria, se consegue uma unidade e os projetos do governo passaram a ser aprovados, e o próprio governo colabora agora para quebrar essa unidade, alguém explica? Não entendo.

VEJA COMO É TUDO ATRAPALHADO

Um deputado passou ontem informação ao BLOG de que o presidente do IMC, Carlitinho Cavalcante, foi comunicado que o governo precisava do seu cargo. Quando estava com a trouxa arrumada eis que o governo voltou atrás e o manteve no cargo. Não é atrapalhado?

DEPOIS QUE VER

A candidatura do deputado Fagner Calegário (não será pelo PV) a prefeito de Rio Branco, anunciada ontem pelo próprio é o tipo da notícia na qual só creio depois que ver o registro no TRE-AC. Muito embora diga que esta é uma decisão amadurecida.

O TEMPO ESTÁ CORRENDO

O tempo está correndo contra a “CPI da ENERGISA”. Disse quando da sua criação que não tinha poderes para baixar um centavo na conta de luz e que era uma jogada populista. Levaram até torcida organizada. O tempo está correndo contra a CPI e está comprovando.

VIGA RECLAMA DO POUCO CASO

O deputado Chico Viga estava ontem na ALEAC mostrando o seu desconforto da forma como vem sendo tratado pelo governo. Reclama que, uma indicação de um pequeno CEC-1 que, ele tinha dentro da administração foi demitida. “Não posso aceitar este tratamento”, reclamou.

FOICE NA BASE

A foice está comendo na base do governo na ALEAC. Não atingiu só o deputado Chico Viga, mas também o deputado Vagner Felipe (PR), que perdeu espaço no governo. O deputado Neném Almeida diz não ter visto a cor de um cargo dos que foram aprovados na última reforma. O certo é que há um descontentamento claro em relação ao Gladson Cameli.

A VERDADE DA PESQUISA

No Jardim da Infância da política se aprende que numa pesquisa se soma o Ótimo ao Bom. E jamais se soma o Regular. Portanto, senhores do conselho, a aprovação real do governo Gladson Canmeli é de apenas 37%. Bem abaixo dos mais de 50% com os quais se elegeu. Na realidade houve uma queda de 16% em relação à votação que obteve. Portanto, nada a comemorar. Faço a observação para que o governador não embarque em contas erradas.

ANÁLISE PERFEITA

Recebi a seguinte postagem do leitor Albeci Coelho sobre o dado da pesquisa da RECORD, relativo à pergunta sobre o percentual de eleitores que votariam novamente no Gladson Cameli. Vamos à postagem: “84% não mudaria o voto no Gladson, ou seja, dos 55% (votos válidos) que votaram nele, hoje só 84% votaria de novo. Resumindo: Gladson perdeu 17% dos seus eleitores”. O Albeci acertou na mosca. Não é 84% sobre o 100% dos eleitores. Ponto.

ASSIM O BOI NÃO DANÇA

Chega reclamação de leitor que no domingo não tinha médico para atendimento na UPA da Sobral. Pergunta que não quer calar: o que fez até aqui a secretária de Saúde, Mônica Flores?

UMA PERGUNTA

Quando é que a Comissão de Saúde da ALEAC vai chamar a secretária Mônica Feres para vir dizer o que pensa sobre a Saúde, seus planos para tirar o sistema do buraco em que se encontra, porque desde a sua posse nada melhorou e esta senhora fica num mutismo.

A CULPA É DO MAZINHO

Ontem, enquanto o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) discursava na ALEAC houve uma queda de energia. Como seu adversário político, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, estava presente, alguém sapecou: “O Géhlen vai acusar o Mazinho de mandar apagar a luz”.

DURO COM OS QUE DISCORDAVAM

Levando para o lado ideológico o Arcebispo Dom Moacyr Grechi foi enquanto comandou a igreja do Alto Acre, uma espécie de ícone da esquerda acreana. Era duro contra os que discordavam dele ideologicamente. Proibiu os queridos Padres Peregrino e José, simpáticos aos governos militares, de rezar missas nas igrejas do Acre. E não voltou atrás na decisão.

NÃO INVALIDA

Mas este fato histórico na invalida o trabalho de Dom Moacyr pelos mais humildes.

MAIS VALE UM GOSTO

De um aliado do ex-deputado Ney Amorim ontem na ALEAC, sobre a saída deste do governo. “Não me arrependo de ter apoiado o Gladson e ajudado a derrotar o Jorge Viana”, disse.

ALÉM DA IDEOLOGIA

O deputado Jenilson (PCdoB) raciocina além da sua ideologia. Cumprimentou ontem na ALEAC, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, como um dos “melhores” prefeitos do Acre.

FALHA DO CERIMONIAL

Apenas a deputada Juliana Rodrigues (PRB) esteve presente na solenidade oficial em comemoração ao aniversário do Estado, na qual estava o governador Gladson Cameli. Os deputados da base do governo reclamaram ontem do Cerimonial do Governo, que não enviou nenhum convite aos deputados e nem comunicou. Depois reclamam dos deputados ausentes.

NÃO SE ADMIREM

Caso o deputado Roberto Duarte (MDB) venha a recuar de disputar a prefeitura da capital, ninguém se admire se o vereador Emerson Jarude se filiar ao MDB e ocupar este espaço.

A QUE PONTO SE CHEGA

Nada contra o Hino de Cruzeiro do Sul. Mas não teve nenhum sentido, ao não ser para agradar o governador Gladson Cameli, ser executado o referido hino, na solenidade de comemoração ao Estado. O que não fazem os nossos burocratas bajuladores para serem agradáveis.

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Blog do Crica

Ney Amorim foi mais um enfeite no governo

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A saída do secretário Ney Amorim do governo tem componentes que não podem ficar restritos aos corredores palacianos. A justificativa que saiu num consenso com o governador Gladson Cameli foi a versão cômoda. No popular, o surrado jogo para a platéia. Na realidade, a queda do Ney se dá porque não foi o protagonista político no contexto que lhe foi prometido. Foi um “articulador político” apenas no nome do cargo, mas não na prática. Como é que iria ser o articulador político do governo apenas no surreal, sem o poder de encaminhar numa conversa com os parlamentares uma indicação para nomear nem um vigia? Esperava-se que pelo seu potencial, ele fosse bem aproveitado no governo, depois do belo trabalho que culminou com a eleição do deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) para a presidência da ALEAC. Deram-lhe uma salinha sem nenhum poder. Estava mais como um enfeite num espaço próximo ao gabinete civil. Falando para as paredes. Então, o Ney Amorim fez o que deveria ser feito por alguém que se vê subaproveitado e que tenha o sentimento de pudor: pedir para sair. Saiu sem briga e vai buscar novos caminhos no comando de um partido político, onde deverá abrigar o seu grupo e se preparar para a eleição de 2022. Politicamente, este é um governo embaralhado. Alguém pode até não gostar do Ney, mas da nova geração é um dos políticos mais habilidosos que conheço. E governo Gladson Cameli só perde com o episódio.

QUEM É O ARTICULADOR POLÍTICO?

Afinal, quem é o articulador político do governo? É o grande mistério. O Ney Amorim já saiu. O Vagner Sales também pulou fora. O Alysson Bestene não tem este perfil, e seu cargo de secretário Institucional é uma compensação pela perda da Saúde. E a função ficou à deriva.

COMENTÁRIO NADA OFICIAL

A informação que corria ontem nos bastidores, que dou com ressalvas, por não ser oficial, é de que Ney Amorim estaria se filiando ao PR, partido do qual ficaria como presidente, levando consigo vinte vereadores, dois prefeitos e a promessa que sairá a deputado federal em 2022.

NADA MAIS QUE OBRIGAÇÃO

Quando o governador Gladson Cameli promete repassar pouco mais de 800 mil reais para a prefeitura de Sena Madureira não está fazendo mais que a sua obrigação de levar melhorias ao município, onde foi disparado o mais votado. E com o apoio do Mazinho Serafim. Ponto final.

DUPLA DO BARULHO

A articulação para a ida do vereador Emerson Jarude para o MDB formar chapa com o deputado Roberto Duarte (MDB) na disputa da prefeitura de Rio Branco dará uma dupla do barulho. No bom sentindo, são atuantes na Câmara Municipal de Rio Branco e na ALEAC.

ALFINETADA

O governador Gladson Cameli deu uma bela de uma alfinetada na candidatura do deputado Roberto Duarte (MDB), ao soltar de que o Minoru Kinpara é um bom candidato a prefeito.

TERÁ QUE SE ACOSTUMAR

O governador Gladson Cameli terá que se acostumar com a ideia de que um dos principais opositores ao seu governo na ALEAC, deputado Roberto Duarte (MDB), não arredará de disputar a prefeitura da capital, por ser esta uma decisão já tomada pela direção do MDB.

SAIA JUSTA

Os que ficarão numa saia justa serão os peemedebistas do primeiro escalão no governo, Eliane Sinhasique, Maria Alice, Pádua Bruzugu e Roberto Feres. Numa eleição para prefeito da capital, vão com que roupa: apoiar o candidato do Gladson Cameli ou candidato do MDB?

CANDIDATO A FEDERAL

O deputado Jonas Lima (PT) está inclinado em disputar uma das vagas de deputado federal. Cansou da ALEAC. Já teve conversa com a primeira suplente Leila Galvão (PT), para uma dobradinha em 2022. Jonas pode se afastar para a Leila assumir o mandato por um período.

SITUAÇÃO INCÔMODA

O governador Gladson Cameli está numa situação incômoda: não pode fazer uma campanha publicitária sobre sua administração nestes seis meses, porque não tem licitação. E por isso não pode pagar. A disputa pelo pacote publicitário terminou em recursos e o final está longe.

CONFUSÃO DE METRO

A disputa das 14 empresas para ficar com o bolo publicitário do governo ainda vai dar confusão de metro. Enquanto isso a equipe econômica comemora a economia com a mídia. Os senhores empresários da comunicação não esperem uma solução tão cedo. Eu acho é graça.

FIM DO FAROESTE

A equipe da Segurança deu uma bela de uma freada na cidade de Sena Madureira, tirando de circulação as cabeças das quadrilhas que aterrorizavam a cidade. Tinha virado um faroeste.

FUNDADOR DO PT

O Arcebispo Dom Moacyr Grechi, que faleceu em Rondônia, teve uma atuação política ostensiva no Acre, onde foi a pedra basilar para a fundação do PT, patrocinando a criação das Comunidades Eclesiais de Base e condições financeiras para embalar o partido no nascedouro.

PETISTA DE CARTEIRINHA

Dom Moacyr Grechi, nos idos tempos do PT, foi um dos chamados petistas de carteirinha.

GERAR EMPREGOS OU LUCRO?

No governo passado era cobrada uma taxa de donos de restaurantes pelos dias na EXPOACRE de mil reais. Neste governo subiu para dois mil reais. É uma feira para gerar empregos ou para o governo lucrar? Num Estado com alto índice de desemprego foi uma decisão desfocada.

VAMOS COLOCAR NO DEVIDO LUGAR

Vamos colocar a pesquisa da RECORD na verdadeira leitura que deve ser feita. O governo Gladson teve apenas 37% de aprovação. 9% de Ótimo e 28% de Bom. Não se soma numa pesquisa o Regular. Ou seja, houve uma queda no pouco mais de 50% com que foi eleito. Este é um ponto.

HÁ QUE SE SEPARAR

O governo ficou numa avaliação mediana de 37%, abaixo do ideal. Quando uma maioria esmagadora diz que votaria no Gladson Cameli de novo não é uma aprovação ao seu governo, mas uma clara demonstração que o PT continua num inferno astral de popularidade. E que entre ele e o PT continua preferindo ele. É bom deixar a situação bem clara para não misturar.

PARA SE PREOCUPAR

Os números do governo no setor Segurança não foram nada favoráveis ao Gladson Cameli. 50% consideram que a Segurança está igual a do governo passado, que foi um fracasso. E 27% acham que no atual governo é pior. Traduzindo para o popular, a maioria está descontente.

TAMBÉM PARA SE PREOCUPAR

Pouco difere em termos de rejeição a Segurança da Saúde pelos entrevistados. É só ler os números de maneira fria. 52% dos ouvidos acharam que a Saúde está igual ao no governo anterior, que foi um desastre. E 25% que piorou. Os que aprovam são uma minoria.

CORREÇÃO DE RUMO

Ficou assim claro de que o governo Gladson Camelin tem que mudar a estratégia na Saúde e Segurança porque a maioria na pesquisa considerou que não houve uma melhora. É preciso saber ler os números de pesquisa para não ficar divagando no que não é a realidade.

O QUE TEM DE FICAR NA CABEÇA

O que tem ficar na cabeça do Gladson Cameli é que o céu não é de brigadeiro. O seu governo tem apenas 37% de aprovação e a população está descontente com os caminhos da Segurança e Saúde, que prometeu mudar durante a campanha. Isso é que tem que se preocupar.

NÃO POSSO SER AGRADÁVEL

Não vou fazer uma leitura errada inversa só para ser agradável ao governador.

FICOU PATENTE

O que também ficou muito patente na pesquisa da RECORD é que os entrevistados não estão com saudade do PT no poder. O que é uma preocupação para a eleição do próximo ano. Isso fica claro que, com todos os tombos iniciais ainda preferem o Gladson Cameli ao petismo.

PESQUISA É MOMENTO

Pesquisa retrata apenas um momento, é como as nuvens que mudam, vale para o momento.

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