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Rocha: “Guardião não será usado para espionagem política”

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O vice-governador eleito Major Rocha, que foi o responsável pela montagem da equipe que vai comandar o sistema de segurança do Estado a partir de janeiro, com o aval do governador eleito Gladson Cameli, destacou ontem como um plano de emergência, colocar o maior número de policiais nas ruas, para um embate direto e imediato à criminalidade, na busca de mais segurança à população. “Chega de ter medo de sair de noite para ir a um restaurante, de ir a uma praça, de falar a um celular na rua, com temor de assaltantes”, destacou. Uma medida que está sendo trabalhada é substituir o efetivo de Policiais Militares da ativa à disposição de órgãos públicos, em torno de 200 homens, por PMs da reserva. Acha que não haverá descontinuidade na segurança de autoridades, porque os policiais da reserva agregam uma experiência que adquiriram ao longo da carreira. Outro ponto ressaltado foi a questão dos presídios. “Temos que ter o controle total através de monitoramento eletrônico na entrada e nas dependências internas”. Um grupo está colhendo informações de como isso funciona em presídios de segurança máxima. Defende ainda que todos os órgãos de inteligência policial sejam centralizados e prometeu de que o aparelho de escuta Guardião, sobre cujo uso foram travadas várias polêmicas, será usado como auxiliar no enfrentamento dos bandidos. “O Guardião não vai mais servir como instrumento político de escuta de adversários”, advertiu. Para Rocha, o que mais tem lhe alegrado na série de contatos que vem mantendo com os poderes é a receptividade e a promessa de uma luta conjunta. “Ressalto como positivo a instalação pelo Judiciário de uma Vara de Combate ao Crime Organizado”, enfatizou Rocha.

NÃO É MINHA PREOCUPAÇÃO
Não é a troca de governo que mudará a linha crítica da coluna. Pouco importa a quem seja endereçado o comentário. E muito menos se alguém gostou ou não gostou. É irrelevante. Em cargo público ninguém é intocável. Foi assim no triste governo que finda e será no próximo.

LIBERDADE DE IMPRENSA
Na última semana o governador eleito Gladson Cameli e o futuro vice-governador Major Rocha fizeram uma visita demorada ao ac24horas, ressaltaram a importância do Site mais lido do Acre, e reforçaram o que foi a bandeira de campanha do Gladson: liberdade total à imprensa. Também estava presente na conversa com o diretor Roberto Vaz, o deputado Nicolau Junior.

NÃO ME APETECE NENHUM CARGO
Nesta disputa por cargos (a quem interessar possa), não me apetece nenhum cargo no futuro governo Gladson Cameli. Não troco a minha tranquilidade de acordar a hora que quiser e não dar satisfação a ninguém por nada. Ganho o suficiente para viver com comodidade e dignidade. Já fui Secretário de Comunicação de três governadores e três prefeitos da capital. Isso me basta. A única coisa que me interessa do governo Cameli é que dê certo. Estou entre os que, avidamente torce por isso. Loucura torcer contra!Se der certo, melhor para o Acre e seu povo. Se der errado vira este desastre que estamos assistindo no final desta gestão do PT. O governador e o secretário podem nomear quem entenderem, não me diz respeito. Só me dirá respeito se fizeram algo errado. Mas com as medidas tomadas já começou bem. Ser jornalista. É só o que quero. Sem abrir mão, jamais, da minha liberdade de criticar, de denunciar e até de elogiar.

MAIS VIVO DO QUE NUNCA
Quem tiver apostando que o jornal OPINIÃO vai sair do mercado está mais enganado do que nunca. O mercado não tem dono e será sempre dos mais competentes e ousados. E ponto.

FORA DA DISPUTA
O deputado José Bestene (PROGRESSISTA) esteve ontem pela Assembléia Legislativa e desconversou sobre uma possível candidatura sua à presidência da ALEAC. Pontuou que o seu partido tem dois candidatos, Nicolau Junior e Géhlen Diniz, que deverá se afunilar num nome.

FORA DO CONTEXTO
Está completamente fora do contexto a disputa no voto entre Nicolau Junior e Géhlen Diniz.

MÁQUINA GIGANTE
Durante as discussões na equipe de transição e com os pacotes de demissões no atual governo, ficou se tendo a noção exata como era gigante a máquina estatal. O corte de 1.300 cargos comissionados, constante da Reforma Administrativa, foi um baque no empreguismo.

MAIS UM TUCANO EMPLACADO
A confirmação ontem pelo chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, de que o presidente da executiva regional do PSDB, o popular Correinha, chefiará a pasta da Cultura, aumenta o tamanho do PSDB no governo. Não o conheço com ação na área da Cultura, mas é articulado.

QUESTÃO DE ARTICULAÇÃO
Não vejo como demérito ser o PSDB hoje o partido com uma maior estrutura no governo: PM, Segurança, IAPEN, ISE, Agricultura e Cultura, mas como mérito da articulação política do vice-governador Major Rocha. Na política, quem não se articula e só lamenta fica pelo caminho.

CONVITE PESSOAL
O professor Carlos Coelho esclareceu ontem à coluna que a sua escolha para a Assessoria Especial do governador eleito Gladson Cameli não se deu por articulação pessoal. Foi o próprio Gladson que comunicou a sua escolha ao senador Sérgio Petecão (PSD). Esclarecido está.

RELAÇÕES AMISTOSAS
O líder do governo do PT, deputado Daniel Zen (PT), foi a ponte mais usada pelo chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, durante o período da transição. Ficaram bem próximos. Tanto é que o Zen foi ontem uma espécie de mestre de cerimônia do Ribamar, na ALEAC.

PALANQUE FOI DESMONTADO
Este tipo de relação institucional não é nada de anormal. O palanque foi desmontado. Com a posse do Gladson Cameli, Ribamar Trindade vai tratar do governo e o deputado Daniel Zen (PT) partirá para cumprir o papel que a urna lhe reservou, de ser oposição ao futuro governador.

LENE PETECÃO, PERFEITA!
A vereadora Lene Petecão (PSD) fez a análise mais centrada sobre o desempenho do seu partido na última eleição, que não elegeu nenhum deputado. Falou que o tamanho do PSD no governo é o que merece, por ter abandonado as suas candidaturas de federal e de estadual.

POR CERTO, MUITO MAIS FORTE
A vereadora Lene Petecão (PSD) foi pragmática. Se o PSD tivesse todo entrado de cabeça e elegesse Marivaldo Melo (PSD) a deputado federal e Jairo Carvalho (PSD) a estadual, por certo estaria mais encorpado para exigir um maior espaço dentro do novo governo. Foi o erro.

FAVORECERIA O PT
Uma briga entre o senador Sérgio Petecão (PSD) e o governador eleito Gladson Cameli não iria lhe beneficiar em nada, prejudicaria o governo que ajudou a eleger e só favoreceria o PT.

FECHADO EM COPAS
O atual governador está fechado em copas, na espera dos repasses do dia 20 e do dia 30. Torço para que deixe todos os salários zerados, mas a cada dia vejo a situação mais difícil.

OUTRO COMPONENTE
Há outro componente no fechamento das contas deste governo: as dívidas com os fornecedores. O cobertor é curto para pagar credores, 13º salário e o mês de dezembro.

PEDIDO DE AUDIÊNCIA
O vice-governador eleito Major Rocha revelou ontem que vai pedir uma audiência com a prefeita Socorro Neri. Quer a PMRB na parceria com a Segurança. Como manter a iluminação pública e ruas com acesso. Negou que vá falar de política. Mas, duvido que política não entre no cardápio.

PT TEM DE SER PROTAGONISTA
A frase acima foi dita ontem pelo vereador Rodrigo Forneck (PT), numa breve conversa sobre política. Admitiu titubeante a possibilidade do PT ter candidato próprio à PMRB, em 2020.

ACHO MUITO DIFÍCIL
Mesmo tendo sido fragorosamente derrotado na última eleição para o governo e parlamento, o PT continua a ser o partido mais importante da futura oposição. Com figuras com densidade eleitoral majoritária como Jorge Viana e Marcus Alexandre.

CONTINUA O MANTRA
O governador Sebastião Viana continua o mantra com os poucos amigos que lhe restaram, de que não vai deixar o Acre, dará aula na Faculdade de Medicina na UNINORTE, UFAC, atenderá no consultório médico e fará atendimentos ambulatoriais no HUERB. Direito profissional.

ESCOLHA DE CONFIANÇA
Não cabe debate político sobre a escolha da equipe de assessores especiais, porque diz respeito a uma opção pessoal do governador, por serem nomes que ficarão no seu entorno.

FILHOS PROBLEMAS
O Jair Bolsonaro vem comandando bem a sua transição e sem os percalços maiores que os adversários esperavam. Montou um bom ministério, com uma ou outra interrogação. O seu grande problema é quando um dos seus filhos abre a boca: vem uma tormenta de trapalhadas.

GUERRA ESTÁ COMEÇANDO
A guerra jurídica que envolve os mandatos da deputada Juliana Rodrigues (PRB) e do deputado federal eleito Manuel Marcos (PRB) está apenas começando com a decisão do TRE-AC de não diplomá-los. Não duvidem se uma Liminar do TSE derrubar a proibição. Há jurisprudência.

EXTREMAMENTE ÉTICO
Li a entrevista do colega Nelson Liano em sua coluna com o deputado federal Alan Rick (DEM). O Alan é aquilo que está no texto: um político equilibrado e ético. É um dos que tem deixado o governador livre para escolher assessores. Deve repetir o destaque no segundo mandato. Terá facilidade nos ministérios, por ser um parlamentar amigo do presidente Jair Bolsonaro.

VÃO CAIR MAIS CINCO
Um deputado que perdeu a eleição me puxou ontem a um canto na Assembléia Legislativa e revelou que pelo menos cinco dos atuais deputados eleitos vão perder os seus mandatos. Mas não quis entrar em detalhes. Mas que tem deputado com bicho na capação, isso tem sim.

ATO FORMAL
A diplomação de um candidato eleito deputado é um ato formal e não é obrigada a presença de quem ganhou na solenidade oficial de entrega dos diplomas. O fato da deputada Juliana Rodrigues (PRB) e do deputado federal eleito Manuel Marcos (PRB) não serem diplomados hoje, nada impede de que possam recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, ganhar os recursos e receberem os diplomas, posteriormente. Por isso é que ressalvei em nota acima que, esta é uma batalha jurídica que ainda se encontra nas escaramuças iniciais. Tudo imprevisível.

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Blog do Crica

Tchê: “sem apoio, deixo a liderança do governo”

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O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), admitiu ontem ao BLOG DO CRICA de que dependendo da conversa que terá com o governador Gladson Cameli, quando este retornar, poderá deixar a sua liderança na Assembléia Legislativa. A série de trapalhadas da equipe governamental, com a demissão de indicados dos deputados da base governista, sem não dar nenhuma satisfação, quebrando a unidade duramente que ele construiu, são motivos que fazem Tchê repensar seriamente a permanência na função. “Líder fraco, governo fraco”, desabafou Tchê. Ele manifesta um desconforto com o fato de não estar sendo prestigiado. “Não sou convidado para debater nada das decisões políticas do governo. Vim saber da questão dos precatórios pela imprensa. Estou sendo pressionado por colegas que tiveram seus indicados em cargos do governo demitidos sem nenhuma explicação. Assim não dá para continuar”, advertiu. Acha que vai ganhar muito mais e crescer fora do governo, se dedicando às atividades da UNALE. Tchê se mostrou muito determinado ao falar ao BLOG: “sem apoio, do jeito que está, deixo a liderança do governo”. É que ela está vendo ruir todo o trabalha de unificar a base, que quando assumiu a função estava completamente destroçada.

POSIÇÃO COERENTE

A posição do líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), é coerente. Ficar no cargo desprestigiado, ouvindo reclamações dos deputados da base governista e sem ter como atender, o caminho certo é pegar o boné para não ficar sofrendo desgaste com colegas.

ALGUÉM EXPLICA?

A base do governo estava estraçalhada, a oposição ganhava todas as votações e mesmo sendo minoria, se consegue uma unidade e os projetos do governo passaram a ser aprovados, e o próprio governo colabora agora para quebrar essa unidade, alguém explica? Não entendo.

VEJA COMO É TUDO ATRAPALHADO

Um deputado passou ontem informação ao BLOG de que o presidente do IMC, Carlitinho Cavalcante, foi comunicado que o governo precisava do seu cargo. Quando estava com a trouxa arrumada eis que o governo voltou atrás e o manteve no cargo. Não é atrapalhado?

DEPOIS QUE VER

A candidatura do deputado Fagner Calegário (não será pelo PV) a prefeito de Rio Branco, anunciada ontem pelo próprio é o tipo da notícia na qual só creio depois que ver o registro no TRE-AC. Muito embora diga que esta é uma decisão amadurecida.

O TEMPO ESTÁ CORRENDO

O tempo está correndo contra a “CPI da ENERGISA”. Disse quando da sua criação que não tinha poderes para baixar um centavo na conta de luz e que era uma jogada populista. Levaram até torcida organizada. O tempo está correndo contra a CPI e está comprovando.

VIGA RECLAMA DO POUCO CASO

O deputado Chico Viga estava ontem na ALEAC mostrando o seu desconforto da forma como vem sendo tratado pelo governo. Reclama que, uma indicação de um pequeno CEC-1 que, ele tinha dentro da administração foi demitida. “Não posso aceitar este tratamento”, reclamou.

FOICE NA BASE

A foice está comendo na base do governo na ALEAC. Não atingiu só o deputado Chico Viga, mas também o deputado Vagner Felipe (PR), que perdeu espaço no governo. O deputado Neném Almeida diz não ter visto a cor de um cargo dos que foram aprovados na última reforma. O certo é que há um descontentamento claro em relação ao Gladson Cameli.

A VERDADE DA PESQUISA

No Jardim da Infância da política se aprende que numa pesquisa se soma o Ótimo ao Bom. E jamais se soma o Regular. Portanto, senhores do conselho, a aprovação real do governo Gladson Canmeli é de apenas 37%. Bem abaixo dos mais de 50% com os quais se elegeu. Na realidade houve uma queda de 16% em relação à votação que obteve. Portanto, nada a comemorar. Faço a observação para que o governador não embarque em contas erradas.

ANÁLISE PERFEITA

Recebi a seguinte postagem do leitor Albeci Coelho sobre o dado da pesquisa da RECORD, relativo à pergunta sobre o percentual de eleitores que votariam novamente no Gladson Cameli. Vamos à postagem: “84% não mudaria o voto no Gladson, ou seja, dos 55% (votos válidos) que votaram nele, hoje só 84% votaria de novo. Resumindo: Gladson perdeu 17% dos seus eleitores”. O Albeci acertou na mosca. Não é 84% sobre o 100% dos eleitores. Ponto.

ASSIM O BOI NÃO DANÇA

Chega reclamação de leitor que no domingo não tinha médico para atendimento na UPA da Sobral. Pergunta que não quer calar: o que fez até aqui a secretária de Saúde, Mônica Flores?

UMA PERGUNTA

Quando é que a Comissão de Saúde da ALEAC vai chamar a secretária Mônica Feres para vir dizer o que pensa sobre a Saúde, seus planos para tirar o sistema do buraco em que se encontra, porque desde a sua posse nada melhorou e esta senhora fica num mutismo.

A CULPA É DO MAZINHO

Ontem, enquanto o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) discursava na ALEAC houve uma queda de energia. Como seu adversário político, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, estava presente, alguém sapecou: “O Géhlen vai acusar o Mazinho de mandar apagar a luz”.

DURO COM OS QUE DISCORDAVAM

Levando para o lado ideológico o Arcebispo Dom Moacyr Grechi foi enquanto comandou a igreja do Alto Acre, uma espécie de ícone da esquerda acreana. Era duro contra os que discordavam dele ideologicamente. Proibiu os queridos Padres Peregrino e José, simpáticos aos governos militares, de rezar missas nas igrejas do Acre. E não voltou atrás na decisão.

NÃO INVALIDA

Mas este fato histórico na invalida o trabalho de Dom Moacyr pelos mais humildes.

MAIS VALE UM GOSTO

De um aliado do ex-deputado Ney Amorim ontem na ALEAC, sobre a saída deste do governo. “Não me arrependo de ter apoiado o Gladson e ajudado a derrotar o Jorge Viana”, disse.

ALÉM DA IDEOLOGIA

O deputado Jenilson (PCdoB) raciocina além da sua ideologia. Cumprimentou ontem na ALEAC, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, como um dos “melhores” prefeitos do Acre.

FALHA DO CERIMONIAL

Apenas a deputada Juliana Rodrigues (PRB) esteve presente na solenidade oficial em comemoração ao aniversário do Estado, na qual estava o governador Gladson Cameli. Os deputados da base do governo reclamaram ontem do Cerimonial do Governo, que não enviou nenhum convite aos deputados e nem comunicou. Depois reclamam dos deputados ausentes.

NÃO SE ADMIREM

Caso o deputado Roberto Duarte (MDB) venha a recuar de disputar a prefeitura da capital, ninguém se admire se o vereador Emerson Jarude se filiar ao MDB e ocupar este espaço.

A QUE PONTO SE CHEGA

Nada contra o Hino de Cruzeiro do Sul. Mas não teve nenhum sentido, ao não ser para agradar o governador Gladson Cameli, ser executado o referido hino, na solenidade de comemoração ao Estado. O que não fazem os nossos burocratas bajuladores para serem agradáveis.

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Blog do Crica

Ney Amorim foi mais um enfeite no governo

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A saída do secretário Ney Amorim do governo tem componentes que não podem ficar restritos aos corredores palacianos. A justificativa que saiu num consenso com o governador Gladson Cameli foi a versão cômoda. No popular, o surrado jogo para a platéia. Na realidade, a queda do Ney se dá porque não foi o protagonista político no contexto que lhe foi prometido. Foi um “articulador político” apenas no nome do cargo, mas não na prática. Como é que iria ser o articulador político do governo apenas no surreal, sem o poder de encaminhar numa conversa com os parlamentares uma indicação para nomear nem um vigia? Esperava-se que pelo seu potencial, ele fosse bem aproveitado no governo, depois do belo trabalho que culminou com a eleição do deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) para a presidência da ALEAC. Deram-lhe uma salinha sem nenhum poder. Estava mais como um enfeite num espaço próximo ao gabinete civil. Falando para as paredes. Então, o Ney Amorim fez o que deveria ser feito por alguém que se vê subaproveitado e que tenha o sentimento de pudor: pedir para sair. Saiu sem briga e vai buscar novos caminhos no comando de um partido político, onde deverá abrigar o seu grupo e se preparar para a eleição de 2022. Politicamente, este é um governo embaralhado. Alguém pode até não gostar do Ney, mas da nova geração é um dos políticos mais habilidosos que conheço. E governo Gladson Cameli só perde com o episódio.

QUEM É O ARTICULADOR POLÍTICO?

Afinal, quem é o articulador político do governo? É o grande mistério. O Ney Amorim já saiu. O Vagner Sales também pulou fora. O Alysson Bestene não tem este perfil, e seu cargo de secretário Institucional é uma compensação pela perda da Saúde. E a função ficou à deriva.

COMENTÁRIO NADA OFICIAL

A informação que corria ontem nos bastidores, que dou com ressalvas, por não ser oficial, é de que Ney Amorim estaria se filiando ao PR, partido do qual ficaria como presidente, levando consigo vinte vereadores, dois prefeitos e a promessa que sairá a deputado federal em 2022.

NADA MAIS QUE OBRIGAÇÃO

Quando o governador Gladson Cameli promete repassar pouco mais de 800 mil reais para a prefeitura de Sena Madureira não está fazendo mais que a sua obrigação de levar melhorias ao município, onde foi disparado o mais votado. E com o apoio do Mazinho Serafim. Ponto final.

DUPLA DO BARULHO

A articulação para a ida do vereador Emerson Jarude para o MDB formar chapa com o deputado Roberto Duarte (MDB) na disputa da prefeitura de Rio Branco dará uma dupla do barulho. No bom sentindo, são atuantes na Câmara Municipal de Rio Branco e na ALEAC.

ALFINETADA

O governador Gladson Cameli deu uma bela de uma alfinetada na candidatura do deputado Roberto Duarte (MDB), ao soltar de que o Minoru Kinpara é um bom candidato a prefeito.

TERÁ QUE SE ACOSTUMAR

O governador Gladson Cameli terá que se acostumar com a ideia de que um dos principais opositores ao seu governo na ALEAC, deputado Roberto Duarte (MDB), não arredará de disputar a prefeitura da capital, por ser esta uma decisão já tomada pela direção do MDB.

SAIA JUSTA

Os que ficarão numa saia justa serão os peemedebistas do primeiro escalão no governo, Eliane Sinhasique, Maria Alice, Pádua Bruzugu e Roberto Feres. Numa eleição para prefeito da capital, vão com que roupa: apoiar o candidato do Gladson Cameli ou candidato do MDB?

CANDIDATO A FEDERAL

O deputado Jonas Lima (PT) está inclinado em disputar uma das vagas de deputado federal. Cansou da ALEAC. Já teve conversa com a primeira suplente Leila Galvão (PT), para uma dobradinha em 2022. Jonas pode se afastar para a Leila assumir o mandato por um período.

SITUAÇÃO INCÔMODA

O governador Gladson Cameli está numa situação incômoda: não pode fazer uma campanha publicitária sobre sua administração nestes seis meses, porque não tem licitação. E por isso não pode pagar. A disputa pelo pacote publicitário terminou em recursos e o final está longe.

CONFUSÃO DE METRO

A disputa das 14 empresas para ficar com o bolo publicitário do governo ainda vai dar confusão de metro. Enquanto isso a equipe econômica comemora a economia com a mídia. Os senhores empresários da comunicação não esperem uma solução tão cedo. Eu acho é graça.

FIM DO FAROESTE

A equipe da Segurança deu uma bela de uma freada na cidade de Sena Madureira, tirando de circulação as cabeças das quadrilhas que aterrorizavam a cidade. Tinha virado um faroeste.

FUNDADOR DO PT

O Arcebispo Dom Moacyr Grechi, que faleceu em Rondônia, teve uma atuação política ostensiva no Acre, onde foi a pedra basilar para a fundação do PT, patrocinando a criação das Comunidades Eclesiais de Base e condições financeiras para embalar o partido no nascedouro.

PETISTA DE CARTEIRINHA

Dom Moacyr Grechi, nos idos tempos do PT, foi um dos chamados petistas de carteirinha.

GERAR EMPREGOS OU LUCRO?

No governo passado era cobrada uma taxa de donos de restaurantes pelos dias na EXPOACRE de mil reais. Neste governo subiu para dois mil reais. É uma feira para gerar empregos ou para o governo lucrar? Num Estado com alto índice de desemprego foi uma decisão desfocada.

VAMOS COLOCAR NO DEVIDO LUGAR

Vamos colocar a pesquisa da RECORD na verdadeira leitura que deve ser feita. O governo Gladson teve apenas 37% de aprovação. 9% de Ótimo e 28% de Bom. Não se soma numa pesquisa o Regular. Ou seja, houve uma queda no pouco mais de 50% com que foi eleito. Este é um ponto.

HÁ QUE SE SEPARAR

O governo ficou numa avaliação mediana de 37%, abaixo do ideal. Quando uma maioria esmagadora diz que votaria no Gladson Cameli de novo não é uma aprovação ao seu governo, mas uma clara demonstração que o PT continua num inferno astral de popularidade. E que entre ele e o PT continua preferindo ele. É bom deixar a situação bem clara para não misturar.

PARA SE PREOCUPAR

Os números do governo no setor Segurança não foram nada favoráveis ao Gladson Cameli. 50% consideram que a Segurança está igual a do governo passado, que foi um fracasso. E 27% acham que no atual governo é pior. Traduzindo para o popular, a maioria está descontente.

TAMBÉM PARA SE PREOCUPAR

Pouco difere em termos de rejeição a Segurança da Saúde pelos entrevistados. É só ler os números de maneira fria. 52% dos ouvidos acharam que a Saúde está igual ao no governo anterior, que foi um desastre. E 25% que piorou. Os que aprovam são uma minoria.

CORREÇÃO DE RUMO

Ficou assim claro de que o governo Gladson Camelin tem que mudar a estratégia na Saúde e Segurança porque a maioria na pesquisa considerou que não houve uma melhora. É preciso saber ler os números de pesquisa para não ficar divagando no que não é a realidade.

O QUE TEM DE FICAR NA CABEÇA

O que tem ficar na cabeça do Gladson Cameli é que o céu não é de brigadeiro. O seu governo tem apenas 37% de aprovação e a população está descontente com os caminhos da Segurança e Saúde, que prometeu mudar durante a campanha. Isso é que tem que se preocupar.

NÃO POSSO SER AGRADÁVEL

Não vou fazer uma leitura errada inversa só para ser agradável ao governador.

FICOU PATENTE

O que também ficou muito patente na pesquisa da RECORD é que os entrevistados não estão com saudade do PT no poder. O que é uma preocupação para a eleição do próximo ano. Isso fica claro que, com todos os tombos iniciais ainda preferem o Gladson Cameli ao petismo.

PESQUISA É MOMENTO

Pesquisa retrata apenas um momento, é como as nuvens que mudam, vale para o momento.

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