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Duas araras estranhas no ninho do glorioso Dr. Ulisses

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Um refrão de uma música da década de 1950 da cantora de boleros Nora Ney, que diz: “ninguém me ama/ninguém me quer/ninguém me chama/ de meu amor… Pode muito bem se aplicar ao caso político atual das duas futuras secretárias do governo Gladson Cameli: Maria Alice, da Gestão Administrativa; e a Eliane Sinhasique, do Turismo. Lideranças de peso do MDB estão tratando ambas como araras estranhas no ninho do Glorioso do Dr. Ulisses Guimarães. O ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, já tinha declarado à coluna na semana passada que Eliane e Alice não representam o MDB, por não terem sido escolhidas pelo partido dentro de um debate. “Deve ser da cota do Gladson”, disparou Vagner. Ontem, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), enviou uma postagem dizendo que tinha a mesma posição do companheiro de partido Vagner Sales. Está tudo muito estranho no MDB. O presidente Flaviano Melo (MDB), que chegou a protestar por maiores espaços no governo, sob a alegação do MDB ser o maior partido da coligação calou-se como por encanto. Enquanto isso o PSDB e o PROGRESSISTA avançaram e são as siglas dominantes do governo em número de cargos e de influência. Quem indicou as secretárias Eliane Sinhasique e Maria Alice? O Flaviano Melo, por baixo dos panos? O próprio Gladson? O Pádua Bruzugu é que não foi, está correndo atrás de um mimo e ainda não conseguiu. O certo é que no desenho do governo o MDB é maior apenas no nome. O problema é quem nem se sabe de fato quem é que manda no MDB.

MDB NÃO ABRE MÃO DO INCRA
Aguardem um cabo-de-guerra pelo comando do INCRA entre PSL e MDB. MDB não abre mão.

SABE O QUE É CENSURA
Durante uma entrevista na campanha de um grupo de jornalistas, na TV-GAZETA, em que o entrevistado foi o então candidato Marcus Alexandre (PT), um dos donos da Companhia de Selva, por não gostar da entrevista e achar que foi prejudicial entrou em apoplexia e desancou uma série de ofensas aos entrevistadores, dos quais o futuro Porta-Voz Rogério Wenceslau era um deles. Já sentiu na pele o que é censura. Um bom motivo para ter se posicionado por uma imprensa livre. É bom que seja, porque chegou à raia do nojento o jornalismo da maioria dos órgãos de comunicação nos governos do PT. Aliás, o que ocorreu foi tudo, menos jornalismo.

UMA BOA ESCOLHA
Quanto à escolha do Rogério Wenceslau acho que foi acertada. A coluna será sempre uma barreira contra a censura de quem está no poder, seja do PT, PROGRESSISTA, PSB ou qualquer partido. Que venham novos ares. O espaço sempre estará livre às críticas e ao contraditório.

CABO-ELEITORAL FORTE
O presidente da ALEAC, deputado Ney Amorim, virou cabo-eleitoral ativo do deputado Nicolau Junior (PCdoB) para presidência da ALEAC. Ney tem boa relação com muitos deputados. O deputado Jenilson Lopes (PCdoB) foi um de quem o Ney pediu voto ao Nicolau.

PROJETO NA ALEAC
Já se encontra na ALEAC o projeto de Reforma Administrativa do futuro governo Gladson Cameli, que pode acabar sendo votado na sessão de hoje, já que é matéria de consenso. Por questões jurídicas teve de ser encaminhado pelo atual governador, dentro de um acordo.

REGISTRO DA REALIDADE
A pesquisa do DATA-CONTROL não trouxe nenhuma novidade, quando divulga que o governador Tião Viana tem 42% de Péssimo e 12% de Ruim. Não era de se esperar outros números para um final tão melancólico. Foi o pior de todos os governadores do PT.

REJEIÇÃO RECORDE
O Tião Viana vai deixar o governo com uma impopularidade recorde. 54% de Rejeição ao seu governo e míseros 13.60% de Aprovação. O senador Jorge Viana (PT), se pretende fazer uma análise séria sobre a sua derrota e a do seu partido, no Acre, não pode deixar os dados de fora.

FORA DA REALIDADE
A ficha não caiu para o presidente do PT, André Kamai. FPA não existe mais. Os partidos nanicos que integravam esta aliança, só foram fiéis até quando o PT tinha cargos para dar. Com a derrota estão todos se bandeando apoiar o governo do Gladson Cameli. Que FPA?

NUNCA FOI IDEOLÓGICA
A aliança do PT com os partidos nanicos nunca foi ideológica, mas de interesses pessoais. Foi mantida nestes últimos 20 anos porque o PT tinha cargos para dar. Outra coisa, presidente Kamai, na sua análise sobre a eleição faltou o componente arrogância de que podiam vencer a hora que entendessem. Pisaram em muita gente. Um governo rejeitado. O troco foi na urna.

COMUNICARAM MAL
Outra coisa, presidente André Kamai: o governo do PT se comunicou mal, achou que comunicar bem era agredir adversários. Investiram uma fortuna na mídia tradicional. Não se modernizaram. Avanços do governo não chegaram à opinião pública. Os tempos mudaram!

NESTE MATO TEM COELHO
O professor Carlos Coelho foi o único do PSD que se deu bem. Enquanto reuniões e mais reuniões aconteciam dentro do PSD para discutir espaços, costurou por fora e acabou sendo escolhido para o cargo de Assessor Especial do governador eleito Gladson Cameli.

RESTA SABER
Resta saber qual será a função dos chamados assessores especiais. No governo que se finda, na maioria, era espaço ocupado para colocar afilhados políticos, que somente recebiam. Dos escolhidos para o próximo governo, se espera que invertam a pirâmide e trabalhem. E só.

ISSO PODE, ARNALDO?
O consultório de odontologia do Posto do São Francisco não está funcionando porque o setor competente da PMRB não providenciou o conserto do ar condicionado. Isso pode, Arnaldo?

O DEBATE É LIVRE
Não sei quem será o futuro presidente da Assembléia Legislativa. Mas deveria se mirar na gestão do presidente Ney Amorim, que nunca interferiu no debate e respeitou as críticas.

ESPERAR A PRÁTICA
A futura secretária Eliane Sinhasique mandou um relato de como viu a fusão das secretarias de Pequenos Negócios e Turismo, e seus planos para a pasta. Vamos conferir na prática.

NOTÍCIA BOA NÃO SE ESCONDE
Somente agora e depois de muita controvérsia é que o setor de imprensa do futuro governo soltou a informação de que foram cortados 1.300 cargos de confiança, ficou em 14 secretárias e serão economizados cerca de 90 milhões de reais ao ano. Notícia boa não se esconde.

MUITO A CONTRIBUIR
Vejo nas redes sociais críticas injustas à escolha do Osmir Lima para Assessor Especial do governador eleito Gladson Cameli. O Osmir deixou o governo do PT antes da pré-campanha e mostrou a cara contra o PT, na campanha. E é experiente em política. Sagaz e competente.

NINGUÉM VAI SENTIR FALTA
Serão extintos no futuro governo 1.300 cargos existentes no organograma do governo atual. Com a mais absoluta certeza, a maioria era cabide de emprego, ninguém sentirá falta.

NÃO PODIA DAR CERTO
Com o batalhão de cargos de confiança e do qual boa parte era ociosa, não podia como este governo não chegar ao fim com montanhas de dívidas e lutando para pagar o 13º.

FIM DE SONHO
Com a redução de 1.300 cargos de confiança no governo Gladson Cameli, um corte profundo, muitos que esperavam estes cargos para se aboletar, esqueçam, acordem deste sonho.

NÃO CONDENO POR ANTECIPAÇÃO
Em relação às prisões da deputada Juliana Rodrigues (PRB) e do deputado federal eleito Manuel Marcos (PRB), não faço julgamento por antecipação. Não sou Juiz para condenar.

NA PISCINA E NUS
Políticos de Senador Guiomard, depois que o vereador Gilson da Funerária (PROGRESSISTA), dedurou e gravou o prefeito André Maia, que está preso, dizem que só conversam com o vereador se for todo mundo nu e dentro da piscina. Quando o avistam longe, cortam caminho.

AUTOR DA CONFUSÃO
Foi a delação do vereador Gilson da Funerária (PROGRESSISTA) à PF que levou à prisão do prefeito André, de assessores, e culminou com a suspensão do mandato de cinco vereadores.

MELHOR, NÃO SE DESLUMBRAR!
Até ontem a Mailza Gomes era mais um rosto comum nas ruas de Senador Guiomard. No aniversário, no máximo recebia parabéns do marido e alguns amigos. Foi despontar como Senadora, que vieram parabéns de artistas do cenário nacional. Melhor, não se deslumbrar!

ISSO É QUE VAI MARCAR
O que vai marcar a sua passagem pelo Senado não é só pelo fato de ser mulher, mas o que vai produzir como ação política. É com isso que a nova senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTA) terá que se preocupar, para não passar em brancas nuvens. E ter uma estrutura de mídia para divulgar os seus atos.

NOME DA TECNOLOGIA
Economista Luiz Fernando é o nome que o senador Sérgio Petecão (PSD) vai levar ao Gladson Cameli como indicação do PSD para ser o secretário de Ciência e Tecnologia, Para a COHAB-ACRE o nome a ser sugerido é o do ex-vereador Pedrinho OIiveira.

ERRO CRASSO
O deputado Daniel Zen (PT) já tinha alertado que não seria possível extinguir as estatais e outras empresas com passivos. Somente agora a equipe do novo governo que elaborou a reforma se tocou e voltou atrás. Mas pode contrapor, não entupindo estes órgãos de ociosos.

POR ENQUANTO, TUDO SÃO FLORES
Não creio que nenhum deputado vá votar contra o projeto de Reforma Administrativa do futuro governo, porque é moralizador: corta 1.300 cargos de confiança, deixa em 14 secretarias e vai render uma economia de cerca de 90 milhões de reais ao ano. Tende na votação prevista para hoje na Assembléia Legislativa ter até os votos do PT e PCdoB. Por enquanto tudo são flores. Tudo é lua de mel. O jogo para valer começa a partir de 1º de janeiro. Com a posse, virá a realidade de pegar um Estado quebrado economicamente.

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Blog do Crica

Tchê: “sem apoio, deixo a liderança do governo”

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O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), admitiu ontem ao BLOG DO CRICA de que dependendo da conversa que terá com o governador Gladson Cameli, quando este retornar, poderá deixar a sua liderança na Assembléia Legislativa. A série de trapalhadas da equipe governamental, com a demissão de indicados dos deputados da base governista, sem não dar nenhuma satisfação, quebrando a unidade duramente que ele construiu, são motivos que fazem Tchê repensar seriamente a permanência na função. “Líder fraco, governo fraco”, desabafou Tchê. Ele manifesta um desconforto com o fato de não estar sendo prestigiado. “Não sou convidado para debater nada das decisões políticas do governo. Vim saber da questão dos precatórios pela imprensa. Estou sendo pressionado por colegas que tiveram seus indicados em cargos do governo demitidos sem nenhuma explicação. Assim não dá para continuar”, advertiu. Acha que vai ganhar muito mais e crescer fora do governo, se dedicando às atividades da UNALE. Tchê se mostrou muito determinado ao falar ao BLOG: “sem apoio, do jeito que está, deixo a liderança do governo”. É que ela está vendo ruir todo o trabalha de unificar a base, que quando assumiu a função estava completamente destroçada.

POSIÇÃO COERENTE

A posição do líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), é coerente. Ficar no cargo desprestigiado, ouvindo reclamações dos deputados da base governista e sem ter como atender, o caminho certo é pegar o boné para não ficar sofrendo desgaste com colegas.

ALGUÉM EXPLICA?

A base do governo estava estraçalhada, a oposição ganhava todas as votações e mesmo sendo minoria, se consegue uma unidade e os projetos do governo passaram a ser aprovados, e o próprio governo colabora agora para quebrar essa unidade, alguém explica? Não entendo.

VEJA COMO É TUDO ATRAPALHADO

Um deputado passou ontem informação ao BLOG de que o presidente do IMC, Carlitinho Cavalcante, foi comunicado que o governo precisava do seu cargo. Quando estava com a trouxa arrumada eis que o governo voltou atrás e o manteve no cargo. Não é atrapalhado?

DEPOIS QUE VER

A candidatura do deputado Fagner Calegário (não será pelo PV) a prefeito de Rio Branco, anunciada ontem pelo próprio é o tipo da notícia na qual só creio depois que ver o registro no TRE-AC. Muito embora diga que esta é uma decisão amadurecida.

O TEMPO ESTÁ CORRENDO

O tempo está correndo contra a “CPI da ENERGISA”. Disse quando da sua criação que não tinha poderes para baixar um centavo na conta de luz e que era uma jogada populista. Levaram até torcida organizada. O tempo está correndo contra a CPI e está comprovando.

VIGA RECLAMA DO POUCO CASO

O deputado Chico Viga estava ontem na ALEAC mostrando o seu desconforto da forma como vem sendo tratado pelo governo. Reclama que, uma indicação de um pequeno CEC-1 que, ele tinha dentro da administração foi demitida. “Não posso aceitar este tratamento”, reclamou.

FOICE NA BASE

A foice está comendo na base do governo na ALEAC. Não atingiu só o deputado Chico Viga, mas também o deputado Vagner Felipe (PR), que perdeu espaço no governo. O deputado Neném Almeida diz não ter visto a cor de um cargo dos que foram aprovados na última reforma. O certo é que há um descontentamento claro em relação ao Gladson Cameli.

A VERDADE DA PESQUISA

No Jardim da Infância da política se aprende que numa pesquisa se soma o Ótimo ao Bom. E jamais se soma o Regular. Portanto, senhores do conselho, a aprovação real do governo Gladson Canmeli é de apenas 37%. Bem abaixo dos mais de 50% com os quais se elegeu. Na realidade houve uma queda de 16% em relação à votação que obteve. Portanto, nada a comemorar. Faço a observação para que o governador não embarque em contas erradas.

ANÁLISE PERFEITA

Recebi a seguinte postagem do leitor Albeci Coelho sobre o dado da pesquisa da RECORD, relativo à pergunta sobre o percentual de eleitores que votariam novamente no Gladson Cameli. Vamos à postagem: “84% não mudaria o voto no Gladson, ou seja, dos 55% (votos válidos) que votaram nele, hoje só 84% votaria de novo. Resumindo: Gladson perdeu 17% dos seus eleitores”. O Albeci acertou na mosca. Não é 84% sobre o 100% dos eleitores. Ponto.

ASSIM O BOI NÃO DANÇA

Chega reclamação de leitor que no domingo não tinha médico para atendimento na UPA da Sobral. Pergunta que não quer calar: o que fez até aqui a secretária de Saúde, Mônica Flores?

UMA PERGUNTA

Quando é que a Comissão de Saúde da ALEAC vai chamar a secretária Mônica Feres para vir dizer o que pensa sobre a Saúde, seus planos para tirar o sistema do buraco em que se encontra, porque desde a sua posse nada melhorou e esta senhora fica num mutismo.

A CULPA É DO MAZINHO

Ontem, enquanto o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) discursava na ALEAC houve uma queda de energia. Como seu adversário político, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, estava presente, alguém sapecou: “O Géhlen vai acusar o Mazinho de mandar apagar a luz”.

DURO COM OS QUE DISCORDAVAM

Levando para o lado ideológico o Arcebispo Dom Moacyr Grechi foi enquanto comandou a igreja do Alto Acre, uma espécie de ícone da esquerda acreana. Era duro contra os que discordavam dele ideologicamente. Proibiu os queridos Padres Peregrino e José, simpáticos aos governos militares, de rezar missas nas igrejas do Acre. E não voltou atrás na decisão.

NÃO INVALIDA

Mas este fato histórico na invalida o trabalho de Dom Moacyr pelos mais humildes.

MAIS VALE UM GOSTO

De um aliado do ex-deputado Ney Amorim ontem na ALEAC, sobre a saída deste do governo. “Não me arrependo de ter apoiado o Gladson e ajudado a derrotar o Jorge Viana”, disse.

ALÉM DA IDEOLOGIA

O deputado Jenilson (PCdoB) raciocina além da sua ideologia. Cumprimentou ontem na ALEAC, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, como um dos “melhores” prefeitos do Acre.

FALHA DO CERIMONIAL

Apenas a deputada Juliana Rodrigues (PRB) esteve presente na solenidade oficial em comemoração ao aniversário do Estado, na qual estava o governador Gladson Cameli. Os deputados da base do governo reclamaram ontem do Cerimonial do Governo, que não enviou nenhum convite aos deputados e nem comunicou. Depois reclamam dos deputados ausentes.

NÃO SE ADMIREM

Caso o deputado Roberto Duarte (MDB) venha a recuar de disputar a prefeitura da capital, ninguém se admire se o vereador Emerson Jarude se filiar ao MDB e ocupar este espaço.

A QUE PONTO SE CHEGA

Nada contra o Hino de Cruzeiro do Sul. Mas não teve nenhum sentido, ao não ser para agradar o governador Gladson Cameli, ser executado o referido hino, na solenidade de comemoração ao Estado. O que não fazem os nossos burocratas bajuladores para serem agradáveis.

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Blog do Crica

Ney Amorim foi mais um enfeite no governo

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A saída do secretário Ney Amorim do governo tem componentes que não podem ficar restritos aos corredores palacianos. A justificativa que saiu num consenso com o governador Gladson Cameli foi a versão cômoda. No popular, o surrado jogo para a platéia. Na realidade, a queda do Ney se dá porque não foi o protagonista político no contexto que lhe foi prometido. Foi um “articulador político” apenas no nome do cargo, mas não na prática. Como é que iria ser o articulador político do governo apenas no surreal, sem o poder de encaminhar numa conversa com os parlamentares uma indicação para nomear nem um vigia? Esperava-se que pelo seu potencial, ele fosse bem aproveitado no governo, depois do belo trabalho que culminou com a eleição do deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) para a presidência da ALEAC. Deram-lhe uma salinha sem nenhum poder. Estava mais como um enfeite num espaço próximo ao gabinete civil. Falando para as paredes. Então, o Ney Amorim fez o que deveria ser feito por alguém que se vê subaproveitado e que tenha o sentimento de pudor: pedir para sair. Saiu sem briga e vai buscar novos caminhos no comando de um partido político, onde deverá abrigar o seu grupo e se preparar para a eleição de 2022. Politicamente, este é um governo embaralhado. Alguém pode até não gostar do Ney, mas da nova geração é um dos políticos mais habilidosos que conheço. E governo Gladson Cameli só perde com o episódio.

QUEM É O ARTICULADOR POLÍTICO?

Afinal, quem é o articulador político do governo? É o grande mistério. O Ney Amorim já saiu. O Vagner Sales também pulou fora. O Alysson Bestene não tem este perfil, e seu cargo de secretário Institucional é uma compensação pela perda da Saúde. E a função ficou à deriva.

COMENTÁRIO NADA OFICIAL

A informação que corria ontem nos bastidores, que dou com ressalvas, por não ser oficial, é de que Ney Amorim estaria se filiando ao PR, partido do qual ficaria como presidente, levando consigo vinte vereadores, dois prefeitos e a promessa que sairá a deputado federal em 2022.

NADA MAIS QUE OBRIGAÇÃO

Quando o governador Gladson Cameli promete repassar pouco mais de 800 mil reais para a prefeitura de Sena Madureira não está fazendo mais que a sua obrigação de levar melhorias ao município, onde foi disparado o mais votado. E com o apoio do Mazinho Serafim. Ponto final.

DUPLA DO BARULHO

A articulação para a ida do vereador Emerson Jarude para o MDB formar chapa com o deputado Roberto Duarte (MDB) na disputa da prefeitura de Rio Branco dará uma dupla do barulho. No bom sentindo, são atuantes na Câmara Municipal de Rio Branco e na ALEAC.

ALFINETADA

O governador Gladson Cameli deu uma bela de uma alfinetada na candidatura do deputado Roberto Duarte (MDB), ao soltar de que o Minoru Kinpara é um bom candidato a prefeito.

TERÁ QUE SE ACOSTUMAR

O governador Gladson Cameli terá que se acostumar com a ideia de que um dos principais opositores ao seu governo na ALEAC, deputado Roberto Duarte (MDB), não arredará de disputar a prefeitura da capital, por ser esta uma decisão já tomada pela direção do MDB.

SAIA JUSTA

Os que ficarão numa saia justa serão os peemedebistas do primeiro escalão no governo, Eliane Sinhasique, Maria Alice, Pádua Bruzugu e Roberto Feres. Numa eleição para prefeito da capital, vão com que roupa: apoiar o candidato do Gladson Cameli ou candidato do MDB?

CANDIDATO A FEDERAL

O deputado Jonas Lima (PT) está inclinado em disputar uma das vagas de deputado federal. Cansou da ALEAC. Já teve conversa com a primeira suplente Leila Galvão (PT), para uma dobradinha em 2022. Jonas pode se afastar para a Leila assumir o mandato por um período.

SITUAÇÃO INCÔMODA

O governador Gladson Cameli está numa situação incômoda: não pode fazer uma campanha publicitária sobre sua administração nestes seis meses, porque não tem licitação. E por isso não pode pagar. A disputa pelo pacote publicitário terminou em recursos e o final está longe.

CONFUSÃO DE METRO

A disputa das 14 empresas para ficar com o bolo publicitário do governo ainda vai dar confusão de metro. Enquanto isso a equipe econômica comemora a economia com a mídia. Os senhores empresários da comunicação não esperem uma solução tão cedo. Eu acho é graça.

FIM DO FAROESTE

A equipe da Segurança deu uma bela de uma freada na cidade de Sena Madureira, tirando de circulação as cabeças das quadrilhas que aterrorizavam a cidade. Tinha virado um faroeste.

FUNDADOR DO PT

O Arcebispo Dom Moacyr Grechi, que faleceu em Rondônia, teve uma atuação política ostensiva no Acre, onde foi a pedra basilar para a fundação do PT, patrocinando a criação das Comunidades Eclesiais de Base e condições financeiras para embalar o partido no nascedouro.

PETISTA DE CARTEIRINHA

Dom Moacyr Grechi, nos idos tempos do PT, foi um dos chamados petistas de carteirinha.

GERAR EMPREGOS OU LUCRO?

No governo passado era cobrada uma taxa de donos de restaurantes pelos dias na EXPOACRE de mil reais. Neste governo subiu para dois mil reais. É uma feira para gerar empregos ou para o governo lucrar? Num Estado com alto índice de desemprego foi uma decisão desfocada.

VAMOS COLOCAR NO DEVIDO LUGAR

Vamos colocar a pesquisa da RECORD na verdadeira leitura que deve ser feita. O governo Gladson teve apenas 37% de aprovação. 9% de Ótimo e 28% de Bom. Não se soma numa pesquisa o Regular. Ou seja, houve uma queda no pouco mais de 50% com que foi eleito. Este é um ponto.

HÁ QUE SE SEPARAR

O governo ficou numa avaliação mediana de 37%, abaixo do ideal. Quando uma maioria esmagadora diz que votaria no Gladson Cameli de novo não é uma aprovação ao seu governo, mas uma clara demonstração que o PT continua num inferno astral de popularidade. E que entre ele e o PT continua preferindo ele. É bom deixar a situação bem clara para não misturar.

PARA SE PREOCUPAR

Os números do governo no setor Segurança não foram nada favoráveis ao Gladson Cameli. 50% consideram que a Segurança está igual a do governo passado, que foi um fracasso. E 27% acham que no atual governo é pior. Traduzindo para o popular, a maioria está descontente.

TAMBÉM PARA SE PREOCUPAR

Pouco difere em termos de rejeição a Segurança da Saúde pelos entrevistados. É só ler os números de maneira fria. 52% dos ouvidos acharam que a Saúde está igual ao no governo anterior, que foi um desastre. E 25% que piorou. Os que aprovam são uma minoria.

CORREÇÃO DE RUMO

Ficou assim claro de que o governo Gladson Camelin tem que mudar a estratégia na Saúde e Segurança porque a maioria na pesquisa considerou que não houve uma melhora. É preciso saber ler os números de pesquisa para não ficar divagando no que não é a realidade.

O QUE TEM DE FICAR NA CABEÇA

O que tem ficar na cabeça do Gladson Cameli é que o céu não é de brigadeiro. O seu governo tem apenas 37% de aprovação e a população está descontente com os caminhos da Segurança e Saúde, que prometeu mudar durante a campanha. Isso é que tem que se preocupar.

NÃO POSSO SER AGRADÁVEL

Não vou fazer uma leitura errada inversa só para ser agradável ao governador.

FICOU PATENTE

O que também ficou muito patente na pesquisa da RECORD é que os entrevistados não estão com saudade do PT no poder. O que é uma preocupação para a eleição do próximo ano. Isso fica claro que, com todos os tombos iniciais ainda preferem o Gladson Cameli ao petismo.

PESQUISA É MOMENTO

Pesquisa retrata apenas um momento, é como as nuvens que mudam, vale para o momento.

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