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Reforma profunda deixa apenas 14 secretarias

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Debruçando sobre o texto da Reforma Administrativa, publicado completo ontem pelo ac24horas, dá para se notar que o governador eleito Gladson Cameli cumpriu o que prometeu durante a campanha de enxugar o paquiderme que era a máquina estatal montada pelo PT, ao longo dos 20 anos, e que acabou por levar o Estado, neste governo que se finda, à bancarrota econômica. Ficarão apenas 14 secretarias. A extinção de Fundações e fusões de órgãos deverá tornar a administração menos burocrática. O corte é profundo também no número de cargos comissionados. Não tinha alternativa ao futuro governo ao não ser diminuir o custo do Estado. Se continuasse do mesmo tamanho, adotando as mesmas práticas do empreguismo deste ciclo de 20 anos do PT, quando a sua administração encerrasse estaria sendo bisado o que está acontecendo na atual gestão que termina no dia 31 deste mês. O Estado ficou pequeno. Não vai dar para acomodar todos os que esperavam ser chamados. Vai haver muita gritaria. Aliás, já está havendo. Mas o preço que se paga em todas as mudanças e cortes de privilégios é sempre alta. Como no ditado: vão-se os anéis e ficam os dedos. O projeto da Reforma será votado amanhã na Assembléia Legislativa. A tendência natural é que venha ser aprovado. Não se pode ser contra melhorias.

TEMPESTADE EM COPO COM ÁGUA
Parece que a Assessoria de Imprensa do futuro governo pegou a prática de dar faniquitos quando não se doura a pílula numa matéria. Tosca e ingênua a nota emitida. Tempestade em copo de água. Devagar com o andor. Talvez, esteja contaminada, pela companhia petista. O PT é que adorava dar faniquito. O texto da Reforma, basicamente é o que foi publicado, com algumas modificações. Vamos deixar de ver chifre na cabeça de cavalo. Unicórnio só existe na
lenda. O colega que fez o texto não teve interesse em fazer maldade contra ninguém. Em queimar A ou B ou A e muito menos distorcer. Querem que textos sejam submetidos ás revisões prévias antes da publicação? É isso? Erraram de endereço! Se há um relacionamento que não é bom para um órgão de comunicação, é o de ser puxadinho. Embora tenha gente que goste. No mais, vamos ficar sempre no tom respeitoso. A questão é que ninguém deu nenhuma informação à imprensa sobre a Reforma. Todo mundo se trancou. Não podem reclamar de nada. Ninguém nunca recebeu um dado sobre o projeto. Ponto final no assunto.

ASSESSORES ESPECIAIS
Já estão escolhidos como assessores especiais Osmir Lima, Jairo Carioca, Artur Laborino, Carlitinho Cavalcante e Carlos Coelho. Estas escolhas já são consideradas oficiais.

FIM DA FUNDAÇÃO ALDEIA
Na área da comunicação a Fundação Aldeia, que englobava a TV-ALDEIA e a Rádio FM-96, assim como toda a cadeia de rádios FMs e a Rádio Difusora Acreana, será extinta. Ficará tudo acoplado na Assessoria de Comunicação. A TV-ALDEIA, quase zero de audiência, será linkada.

EDUCAÇÃO ABRIGARÁ CULTURA E ESPORTES
Não haverá Secretarias de Esportes e nem de Cultura autônomas, passarão a fazer parte da nova Secretaria de Educação, com a denominação Secretaria de Educação, Cultura e Esportes – SECE.

VALORIZANDO O QUADRO
Um dado que chamou a atenção na Reforma Administrativa é de que todas as funções gratificadas do FG-1 à FG-10 serão exercidas, exclusivamente, por servidores ocupantes de cargo efetivo da administração direta e indireta. Isso valoriza o funcionário efetivo.

TETO MÁXIMO
Cada secretário ou cargo equivalente receberá o teto salarial de R$ 19.115, 80 mil reais.

ARTIGO 61
Dá autorização para dissolver, extinguir, fundir ou privatizar as entidades: CILA-CODISACRE-CAGEACRE-EMATER-ACREDATA E COLONACRE. Estes elefantes brancos, neste governo que se encerra, serviam na maioria dos casos, como cabides de emprego para abrigar afilhados.

CARGOS COMISSIONADOS
Os valores a serem pagos aos ocupantes dos cargos de confiança vão da CEC-1 com R$ 1.500,00 à CEC-7 de R$ 7.100. Serão, apenas 900 postos na nova configuração administrativa, o que significa um corte profundo em relação ao número existente no atual governo.

ESPERAR OS RESULTADOS
Agora é esperar os resultados. Os secretários que vão assumir comecem a mudar o disco de críticas, pois, a partir de janeiro não serão mais oposição. Não foram críticos do desastrado governo do PT? Agora terão que se mostrar melhor do que os que criticaram. E sem desculpas.

NADA DE FANIQUITOS
E os novos secretários terão que colocar na cabeça que não serão mais baladeira, mas vidraças. E por parte da coluna podem se preparar que vamos repetir nossa posição em relação ao atual governo do PT. O espaço estará sempre aberto às críticas. Quem quiser palmas e elogios, com certeza, não encontrará nesta coluna. Portanto, nada de faniquitos.

NÃO BRIGO COM A NOTÍCIA
São mais de 40 anos de coluna política, centenas nasceram e desapareceram ao longo deste tempo. A coluna sobreviveu por não abrir mão da crítica. E exatamente por isso é que neste governo não vou transformar este espaço em loas de amém e sim senhor ao poder. Jamais!

PIOR RAÇA
O que é pior para um governo não é a oposição. Não é a imprensa livre. A oposição é essencial qualquer governante, o que deve ser deixado longe é a raça de bajuladores, sejas os que orbitam pelos gabinetes, sejam os da imprensa. Afundam qualquer gestão. Basta ver o fim melancólico do atual governo.

DILMA FOI EXEMPLAR COM A IMPRENSA
Como presidente, a Dilma foi um fracasso. Mas em relação ao papel da imprensa foi irretocável. Mesmo muito criticada sempre refutou as ações de petistas que queriam o tal “controle social” da mídia, no popular a censura. A sua posição de que preferia sofrer uma crítica injusta que censurar a liberdade de expressão, deve ser sempre lembrada.

LIBERDADE DE IMPRENSA, SEMPRE!
Em suas entrevistas o governador eleito Gladson Cameli tem repetido que quer uma imprensa livre, que critique os seus erros, não quer bajuladores. Isso é bom, por mostrar um ângulo moderno de gestão. Se bajulador na imprensa (como teve nos últimos quatro anos) alavancasse governo, o atual não estaria acabando de forma tão desastrosa na opinião pública. Tem que avisar também aos que o cercam.

MAIS PRIVILEGIADOS
PSDB e PROGRESSISTAS são os partidos da coligação que apoiou a candidatura do Gladson Cameli ao governo que ficaram com o maior naco na futura administração. Não podem reclamar de absolutamente nada. Terão é de justificar na prática se foram certas as indicações.

VOLTANDO TUDO NOVAMENTE
Voltou a crescer os roubos de motos, carros, assaltos às residências, execuções, enfim, pode- se dizer que Rio Branco voltou à sua triste realidade. O futuro secretário de Segurança, Paulo César, terá a árdua tarefa de fazer retornar a paz a uma cidade das mais violentas do país.

OS DOIS GRANDES DESAFIOS
Não é preciso pensar muito para se dizer que os dois maiores desafios do futuro governo serão as pastas da Saúde e da Segurança. A Saúde, da qual se esperava melhores dias do atual governo; acabou no caos, e a Segurança, abaixo do ideal. Ambas, são as maiores queixas da população.

CONTINUO SEM ENTENDER
Foi mais positiva do que se esperava a Reforma Administrativa que será votada amanhã na Assembléia Legislativa. Bem enxuta. Só não consigo assimilar a junção das secretarias de Pequenos Negócios com Turismo. Distribuir secador de cabelo com a atividade turística, eu vejo como pólos opostos.

FICOU UM SHOW
As fotos mostram que, a ornamentação natalina da cidade de Cruzeiro do Sul ficou um show. Falando com amigos cruzeirenses, estes me disseram que foi a mais bela já feita na cidade.

NÃO É COTA DO MDB
Encontrei ontem o ex-prefeito Vagner Sales em um supermercado. E fez uma revelação que me surpreendeu: “as indicações da Maria Alice e da Eliane Sinhasique não são indicações do MDB, são da cota do Gladson Cameli”. Eu pensava que eram avalizadas pelo MDB. Registro.

UNANIMIDADE
A prefeita Socorro Neri foi eleita por unanimidade para presidir a AMAC. Foi um acerto dos prefeitos, porque a sua presença à frente do cargo significará certeza de gestão séria.

OUTRA CIDADE
A cidade de Brasiléia, convenhamos, está bem melhor no visual do que antes da prefeita Fernando Hassem assumir. Antes parecia uma cidade fantasma. O mais gratificante para a população é que conseguiu o equilíbrio fiscal, sem o que não há como realizar obras.

PECOU PELA FALTA DE PLANEJAMENTO
Não se pode deixar dizer que o atual governador fez um primeiro mandato com mais pontos positivos do que negativos, mas no segundo mandato embicou de tal forma que não conseguiu nivelar pelo alto a sua gestão. E termina como todo mundo está vendo. Aconteceram alguns avanços nestes 20 anos de PT, não se pode entrar pelo radicalismo de que não houve nenhum avanço. Notadamente, nos governos Jorge Viana e Binho Marques. E no primeiro mandato do atual governador. Mas no somatório, no campo econômico, o seu projeto da Florestania, que foi mais um conceito, na prática foi um fracasso. Não gerou emprego e nem renda. O Estado continua miserável e dependente do FPE. Não houve planejamento, foi se fazendo as coisas na tora e sem um suporte financeiro garantido. E temos como saldo um cabedal de obras não concluídas e projetos com sérios problemas, como a ZPE, Peixes da Amazônia, Complexo do Peixe e a UPA, ambos em Cruzeiro do Sul. O Parque Industrial de Tarauacá, o HUERB, Fábrica de Camisinhas, são péssimos exemplos de gestão que não deram certo ou que se arrastam no vermelho de suas contas. Sem falar no empreguismo desenfreado, que veio à tona com a lista das demissões no apagar das luzes. Quiseram dar um passo maior do que a perna. E na gestão pública isso não pode ocorrer. São abacaxis que cairão no colo do próximo governador e que terá de descascar sem ficar olhando para o retrovisor. E também deve servir de exemplo de que na administração pública não se pode gastar mais do que suporta a receita. E quando isso acontece o fracasso é algo certo.

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Blog do Crica

Tchê: “sem apoio, deixo a liderança do governo”

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O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), admitiu ontem ao BLOG DO CRICA de que dependendo da conversa que terá com o governador Gladson Cameli, quando este retornar, poderá deixar a sua liderança na Assembléia Legislativa. A série de trapalhadas da equipe governamental, com a demissão de indicados dos deputados da base governista, sem não dar nenhuma satisfação, quebrando a unidade duramente que ele construiu, são motivos que fazem Tchê repensar seriamente a permanência na função. “Líder fraco, governo fraco”, desabafou Tchê. Ele manifesta um desconforto com o fato de não estar sendo prestigiado. “Não sou convidado para debater nada das decisões políticas do governo. Vim saber da questão dos precatórios pela imprensa. Estou sendo pressionado por colegas que tiveram seus indicados em cargos do governo demitidos sem nenhuma explicação. Assim não dá para continuar”, advertiu. Acha que vai ganhar muito mais e crescer fora do governo, se dedicando às atividades da UNALE. Tchê se mostrou muito determinado ao falar ao BLOG: “sem apoio, do jeito que está, deixo a liderança do governo”. É que ela está vendo ruir todo o trabalha de unificar a base, que quando assumiu a função estava completamente destroçada.

POSIÇÃO COERENTE

A posição do líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), é coerente. Ficar no cargo desprestigiado, ouvindo reclamações dos deputados da base governista e sem ter como atender, o caminho certo é pegar o boné para não ficar sofrendo desgaste com colegas.

ALGUÉM EXPLICA?

A base do governo estava estraçalhada, a oposição ganhava todas as votações e mesmo sendo minoria, se consegue uma unidade e os projetos do governo passaram a ser aprovados, e o próprio governo colabora agora para quebrar essa unidade, alguém explica? Não entendo.

VEJA COMO É TUDO ATRAPALHADO

Um deputado passou ontem informação ao BLOG de que o presidente do IMC, Carlitinho Cavalcante, foi comunicado que o governo precisava do seu cargo. Quando estava com a trouxa arrumada eis que o governo voltou atrás e o manteve no cargo. Não é atrapalhado?

DEPOIS QUE VER

A candidatura do deputado Fagner Calegário (não será pelo PV) a prefeito de Rio Branco, anunciada ontem pelo próprio é o tipo da notícia na qual só creio depois que ver o registro no TRE-AC. Muito embora diga que esta é uma decisão amadurecida.

O TEMPO ESTÁ CORRENDO

O tempo está correndo contra a “CPI da ENERGISA”. Disse quando da sua criação que não tinha poderes para baixar um centavo na conta de luz e que era uma jogada populista. Levaram até torcida organizada. O tempo está correndo contra a CPI e está comprovando.

VIGA RECLAMA DO POUCO CASO

O deputado Chico Viga estava ontem na ALEAC mostrando o seu desconforto da forma como vem sendo tratado pelo governo. Reclama que, uma indicação de um pequeno CEC-1 que, ele tinha dentro da administração foi demitida. “Não posso aceitar este tratamento”, reclamou.

FOICE NA BASE

A foice está comendo na base do governo na ALEAC. Não atingiu só o deputado Chico Viga, mas também o deputado Vagner Felipe (PR), que perdeu espaço no governo. O deputado Neném Almeida diz não ter visto a cor de um cargo dos que foram aprovados na última reforma. O certo é que há um descontentamento claro em relação ao Gladson Cameli.

A VERDADE DA PESQUISA

No Jardim da Infância da política se aprende que numa pesquisa se soma o Ótimo ao Bom. E jamais se soma o Regular. Portanto, senhores do conselho, a aprovação real do governo Gladson Canmeli é de apenas 37%. Bem abaixo dos mais de 50% com os quais se elegeu. Na realidade houve uma queda de 16% em relação à votação que obteve. Portanto, nada a comemorar. Faço a observação para que o governador não embarque em contas erradas.

ANÁLISE PERFEITA

Recebi a seguinte postagem do leitor Albeci Coelho sobre o dado da pesquisa da RECORD, relativo à pergunta sobre o percentual de eleitores que votariam novamente no Gladson Cameli. Vamos à postagem: “84% não mudaria o voto no Gladson, ou seja, dos 55% (votos válidos) que votaram nele, hoje só 84% votaria de novo. Resumindo: Gladson perdeu 17% dos seus eleitores”. O Albeci acertou na mosca. Não é 84% sobre o 100% dos eleitores. Ponto.

ASSIM O BOI NÃO DANÇA

Chega reclamação de leitor que no domingo não tinha médico para atendimento na UPA da Sobral. Pergunta que não quer calar: o que fez até aqui a secretária de Saúde, Mônica Flores?

UMA PERGUNTA

Quando é que a Comissão de Saúde da ALEAC vai chamar a secretária Mônica Feres para vir dizer o que pensa sobre a Saúde, seus planos para tirar o sistema do buraco em que se encontra, porque desde a sua posse nada melhorou e esta senhora fica num mutismo.

A CULPA É DO MAZINHO

Ontem, enquanto o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) discursava na ALEAC houve uma queda de energia. Como seu adversário político, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, estava presente, alguém sapecou: “O Géhlen vai acusar o Mazinho de mandar apagar a luz”.

DURO COM OS QUE DISCORDAVAM

Levando para o lado ideológico o Arcebispo Dom Moacyr Grechi foi enquanto comandou a igreja do Alto Acre, uma espécie de ícone da esquerda acreana. Era duro contra os que discordavam dele ideologicamente. Proibiu os queridos Padres Peregrino e José, simpáticos aos governos militares, de rezar missas nas igrejas do Acre. E não voltou atrás na decisão.

NÃO INVALIDA

Mas este fato histórico na invalida o trabalho de Dom Moacyr pelos mais humildes.

MAIS VALE UM GOSTO

De um aliado do ex-deputado Ney Amorim ontem na ALEAC, sobre a saída deste do governo. “Não me arrependo de ter apoiado o Gladson e ajudado a derrotar o Jorge Viana”, disse.

ALÉM DA IDEOLOGIA

O deputado Jenilson (PCdoB) raciocina além da sua ideologia. Cumprimentou ontem na ALEAC, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, como um dos “melhores” prefeitos do Acre.

FALHA DO CERIMONIAL

Apenas a deputada Juliana Rodrigues (PRB) esteve presente na solenidade oficial em comemoração ao aniversário do Estado, na qual estava o governador Gladson Cameli. Os deputados da base do governo reclamaram ontem do Cerimonial do Governo, que não enviou nenhum convite aos deputados e nem comunicou. Depois reclamam dos deputados ausentes.

NÃO SE ADMIREM

Caso o deputado Roberto Duarte (MDB) venha a recuar de disputar a prefeitura da capital, ninguém se admire se o vereador Emerson Jarude se filiar ao MDB e ocupar este espaço.

A QUE PONTO SE CHEGA

Nada contra o Hino de Cruzeiro do Sul. Mas não teve nenhum sentido, ao não ser para agradar o governador Gladson Cameli, ser executado o referido hino, na solenidade de comemoração ao Estado. O que não fazem os nossos burocratas bajuladores para serem agradáveis.

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Blog do Crica

Ney Amorim foi mais um enfeite no governo

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A saída do secretário Ney Amorim do governo tem componentes que não podem ficar restritos aos corredores palacianos. A justificativa que saiu num consenso com o governador Gladson Cameli foi a versão cômoda. No popular, o surrado jogo para a platéia. Na realidade, a queda do Ney se dá porque não foi o protagonista político no contexto que lhe foi prometido. Foi um “articulador político” apenas no nome do cargo, mas não na prática. Como é que iria ser o articulador político do governo apenas no surreal, sem o poder de encaminhar numa conversa com os parlamentares uma indicação para nomear nem um vigia? Esperava-se que pelo seu potencial, ele fosse bem aproveitado no governo, depois do belo trabalho que culminou com a eleição do deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) para a presidência da ALEAC. Deram-lhe uma salinha sem nenhum poder. Estava mais como um enfeite num espaço próximo ao gabinete civil. Falando para as paredes. Então, o Ney Amorim fez o que deveria ser feito por alguém que se vê subaproveitado e que tenha o sentimento de pudor: pedir para sair. Saiu sem briga e vai buscar novos caminhos no comando de um partido político, onde deverá abrigar o seu grupo e se preparar para a eleição de 2022. Politicamente, este é um governo embaralhado. Alguém pode até não gostar do Ney, mas da nova geração é um dos políticos mais habilidosos que conheço. E governo Gladson Cameli só perde com o episódio.

QUEM É O ARTICULADOR POLÍTICO?

Afinal, quem é o articulador político do governo? É o grande mistério. O Ney Amorim já saiu. O Vagner Sales também pulou fora. O Alysson Bestene não tem este perfil, e seu cargo de secretário Institucional é uma compensação pela perda da Saúde. E a função ficou à deriva.

COMENTÁRIO NADA OFICIAL

A informação que corria ontem nos bastidores, que dou com ressalvas, por não ser oficial, é de que Ney Amorim estaria se filiando ao PR, partido do qual ficaria como presidente, levando consigo vinte vereadores, dois prefeitos e a promessa que sairá a deputado federal em 2022.

NADA MAIS QUE OBRIGAÇÃO

Quando o governador Gladson Cameli promete repassar pouco mais de 800 mil reais para a prefeitura de Sena Madureira não está fazendo mais que a sua obrigação de levar melhorias ao município, onde foi disparado o mais votado. E com o apoio do Mazinho Serafim. Ponto final.

DUPLA DO BARULHO

A articulação para a ida do vereador Emerson Jarude para o MDB formar chapa com o deputado Roberto Duarte (MDB) na disputa da prefeitura de Rio Branco dará uma dupla do barulho. No bom sentindo, são atuantes na Câmara Municipal de Rio Branco e na ALEAC.

ALFINETADA

O governador Gladson Cameli deu uma bela de uma alfinetada na candidatura do deputado Roberto Duarte (MDB), ao soltar de que o Minoru Kinpara é um bom candidato a prefeito.

TERÁ QUE SE ACOSTUMAR

O governador Gladson Cameli terá que se acostumar com a ideia de que um dos principais opositores ao seu governo na ALEAC, deputado Roberto Duarte (MDB), não arredará de disputar a prefeitura da capital, por ser esta uma decisão já tomada pela direção do MDB.

SAIA JUSTA

Os que ficarão numa saia justa serão os peemedebistas do primeiro escalão no governo, Eliane Sinhasique, Maria Alice, Pádua Bruzugu e Roberto Feres. Numa eleição para prefeito da capital, vão com que roupa: apoiar o candidato do Gladson Cameli ou candidato do MDB?

CANDIDATO A FEDERAL

O deputado Jonas Lima (PT) está inclinado em disputar uma das vagas de deputado federal. Cansou da ALEAC. Já teve conversa com a primeira suplente Leila Galvão (PT), para uma dobradinha em 2022. Jonas pode se afastar para a Leila assumir o mandato por um período.

SITUAÇÃO INCÔMODA

O governador Gladson Cameli está numa situação incômoda: não pode fazer uma campanha publicitária sobre sua administração nestes seis meses, porque não tem licitação. E por isso não pode pagar. A disputa pelo pacote publicitário terminou em recursos e o final está longe.

CONFUSÃO DE METRO

A disputa das 14 empresas para ficar com o bolo publicitário do governo ainda vai dar confusão de metro. Enquanto isso a equipe econômica comemora a economia com a mídia. Os senhores empresários da comunicação não esperem uma solução tão cedo. Eu acho é graça.

FIM DO FAROESTE

A equipe da Segurança deu uma bela de uma freada na cidade de Sena Madureira, tirando de circulação as cabeças das quadrilhas que aterrorizavam a cidade. Tinha virado um faroeste.

FUNDADOR DO PT

O Arcebispo Dom Moacyr Grechi, que faleceu em Rondônia, teve uma atuação política ostensiva no Acre, onde foi a pedra basilar para a fundação do PT, patrocinando a criação das Comunidades Eclesiais de Base e condições financeiras para embalar o partido no nascedouro.

PETISTA DE CARTEIRINHA

Dom Moacyr Grechi, nos idos tempos do PT, foi um dos chamados petistas de carteirinha.

GERAR EMPREGOS OU LUCRO?

No governo passado era cobrada uma taxa de donos de restaurantes pelos dias na EXPOACRE de mil reais. Neste governo subiu para dois mil reais. É uma feira para gerar empregos ou para o governo lucrar? Num Estado com alto índice de desemprego foi uma decisão desfocada.

VAMOS COLOCAR NO DEVIDO LUGAR

Vamos colocar a pesquisa da RECORD na verdadeira leitura que deve ser feita. O governo Gladson teve apenas 37% de aprovação. 9% de Ótimo e 28% de Bom. Não se soma numa pesquisa o Regular. Ou seja, houve uma queda no pouco mais de 50% com que foi eleito. Este é um ponto.

HÁ QUE SE SEPARAR

O governo ficou numa avaliação mediana de 37%, abaixo do ideal. Quando uma maioria esmagadora diz que votaria no Gladson Cameli de novo não é uma aprovação ao seu governo, mas uma clara demonstração que o PT continua num inferno astral de popularidade. E que entre ele e o PT continua preferindo ele. É bom deixar a situação bem clara para não misturar.

PARA SE PREOCUPAR

Os números do governo no setor Segurança não foram nada favoráveis ao Gladson Cameli. 50% consideram que a Segurança está igual a do governo passado, que foi um fracasso. E 27% acham que no atual governo é pior. Traduzindo para o popular, a maioria está descontente.

TAMBÉM PARA SE PREOCUPAR

Pouco difere em termos de rejeição a Segurança da Saúde pelos entrevistados. É só ler os números de maneira fria. 52% dos ouvidos acharam que a Saúde está igual ao no governo anterior, que foi um desastre. E 25% que piorou. Os que aprovam são uma minoria.

CORREÇÃO DE RUMO

Ficou assim claro de que o governo Gladson Camelin tem que mudar a estratégia na Saúde e Segurança porque a maioria na pesquisa considerou que não houve uma melhora. É preciso saber ler os números de pesquisa para não ficar divagando no que não é a realidade.

O QUE TEM DE FICAR NA CABEÇA

O que tem ficar na cabeça do Gladson Cameli é que o céu não é de brigadeiro. O seu governo tem apenas 37% de aprovação e a população está descontente com os caminhos da Segurança e Saúde, que prometeu mudar durante a campanha. Isso é que tem que se preocupar.

NÃO POSSO SER AGRADÁVEL

Não vou fazer uma leitura errada inversa só para ser agradável ao governador.

FICOU PATENTE

O que também ficou muito patente na pesquisa da RECORD é que os entrevistados não estão com saudade do PT no poder. O que é uma preocupação para a eleição do próximo ano. Isso fica claro que, com todos os tombos iniciais ainda preferem o Gladson Cameli ao petismo.

PESQUISA É MOMENTO

Pesquisa retrata apenas um momento, é como as nuvens que mudam, vale para o momento.

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