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Petecão não briga, mas não ficou satisfeito

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Assim que terminou a reunião de ontem com os membros da executiva regional do seu partido, para discutirem se aceitariam ou não os cargos de pequena importância política, o senador Sérgio Petecão (PSD), me ligou para dizer que deixou o seu partido a vontade para aceitar os cargos oferecidos no próximo governo, disse que não ia brigar com um governo que ajudou a eleger, que trabalhou muito para derrotar o PT, e por isso esperava um espaço mais político na administração futura. “Eu conversei com o Gladson Cameli em Brasília, esta semana, manifestei meu apoio, falei que não brigar com ele, mas também mostrei a minha insatisfação. E disse que, o meu tratamento com o seu governo será do tamanho como estou sendo tratado”, revelou à coluna. Traduzindo: não haverá racha no sentido literal da palavra. Mas também nenhum contentamento. O que chateia o senador Sérgio Petecão (PSD)  é o fato de que dava como certo o cumprimento da promessa de que ficaria com a Secretaria de Agricultura e não ficou. Engordaram ainda mais o caminhão de cargos do PSDB, que acabou indicando o secretário. Ofereceram ao PSD, uma diretoria na Agricultura, o que significa que quem indicar será subalterno do secretário. É como a história do cabo: não manda porque não é sargento. É mais ao menos como alguém que dava o filé como certo e acabou ganhando carne de pescoço. As outras ofertas sem significado político foram a falida COHAB-Acre, a nada atraente Agência de Negócios do Acre e também a nada política Secretaria de Tecnologia. Este foi o final desta novela. Como os senhores que são políticos que se entendam.

DO MESMO TAMANHO
Na ânsia das discussões ontem no PSD, surgiu uma proposta gaiata: “pelo tamanho minúsculo da COHAB é o cargo talhado e ideal para abrigar o anão Montana Jack”. Bem lembrado.

APOSTA ERRADA
Quem apostou que o deputado eleito José Bestene (PROGRESSISTA) seria o cara da articulação política do governo, apostou errado. Até o vento que está batendo nas suas costas é quente.

GOVERNO PARALELO
“O governador eleito Gladson Cameli atente para o governo paralelo que está sendo montado ao seu redor. Quando quiser colher a corda poderá ser muito tarde”. Comentário ouvido ontem de um dos deputados que comporão a sua base de apoio na Assembléia Legislativa.

MELHOR VEREADOR
Dos atuais vereadores que terminaram este período legislativo na Câmara Municipal de Rio Branco, o vereador Roberto Duarte (MDB) foi sem dúvida o maior destaque da oposição, não deu trégua ao ex-prefeito Marcus Alexandre (PT), mesmo sendo integrante da minoria.

PROJEÇÃO NA MÍDIA
A fórmula para ter a sua atuação destacada na mídia é mostrar algo no plenário, em ações fora dele, posições que fujam da mesmice das Indicações Parlamentares ao prefeito. Se a atuação é diferente, o político cumpre o seu papel, não há como a imprensa não dar cobertura.

COM MUITA SERIEDADE
Uma empresa que trabalha na legalidade é a BIOLAR, cujos donos têm como conduta não participar de licitações espúrias e entrega sempre os medicamentos que vende. Há que se ter cuidado ao citar empresas sem condenação no caso da prefeitura de Senador Guiomard.

AO ESTILO DO BOM MINEIRO
O senador eleito Márcio Bittar (PSDB) não está tão fora do circuito de indicações de cargos no futuro governo, como divulguei e o próprio declarou várias vezes. Tem trabalhado mais no segundo escalão. São suas as indicações da Fundação Cultural e da Rádio Difusora Acreana.

ATUANDO NOS BASTIDORES
Enquanto muita gente briga por espaço no primeiro escalão o senador eleito Márcio Bittar (MDB) vai distribuindo as suas pedras no tabuleiro dos escalões intermediários e pondo os seus.

BARRARAM O ZECA NO BAILE
Como presidente do PROGRESSISTA, o deputado José Bestene, está mal na fita e sem prestígio! Não foi convidado a um ato ontem, em que o PSDB declarou apoio para a candidatura à presidência da ALEAC do deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTA). Zeca foi barrado no baile.

SEGREDO DE ESTADO
O que mais escuto é deputado, senador, dirigente político, reclamando de que não foi sequer chamado para opinar sobre a Reforma Administrativa. Liguei ontem para uma fonte importante do futuro governo para ouvir sua opinião, sobre as lamúrias: “a questão é técnica. Se a gente chamasse os políticos, eles iriam querer reduzir os cortes que foram feitos”.

TENDE A NÃO DAR CERTO
Não é nem preciso ser especialista da área para sentir que a gestão compartilhada entre o PSDB e o PSD, na Agricultura, não vai dar certo, porque há interesses políticos conflitantes.

CAPÍTULOS INTERESSANTES
A disputa dos grupos políticos do Juruá por cargos estaduais naquela região não será nada pacífica. Os grupos que apoiaram a candidatura do Gladson Cameli são antagônicos.

DIAS DE TENSÃO
O governador vive dias de tensão, talvez os mais angustiantes da sua administração: a espera dos valores dos repasses do FPE do dia 20 e do dia 30, para saber se pagará o 13º salário.

O PODER É TRAIDOR
Depois que ouvi ontem de uma figura da imprensa que mais paparicou o atual governador, que viveu na sua órbita durante seus dois mandatos, numa conversa, a lhe endereçar uma adjetivação pesada, e se dizer “alegre” com a derrota do PT, pensei comigo: “o fim de um mandato é a hora da verdade” . O governador não pode reclamar, escolheu as companhias.

MUITO CURIOSO
Estou muito curioso para ver as atuações na Assembléia Legislativa dos deputados Géhlen Diniz (PROGRESSISTA), Roberto Duarte (MDB) e Luiz Gonzaga (PSDB), que foram os principais carrascos da oposição ao governo que se finda, tendo que atuar sendo vidraças.

NADA DE LADAINHA
Depois dos 100 primeiros dias de governo não caberá mais a ladainha antiga de que se recebeu uma “herança maldita”. Na campanha, os candidatos pela oposição tinham a varinha de condão para resolver todos os problemas do Acre. E é do novo gestor que será cobrado.

OTIMISTA INCORRIGÍVEL
O nosso governador é um otimista incorrigível. O mundo do seu governo está desabando e ele rindo e comemorando a entrega de 30 leitos, como se isso tirasse a saúde do atual caos.

PEDRA CANTADA
A declaração do vereador Rodrigo Forneck (PT) de que o seu partido deverá ter candidato próprio á PMRB na eleição de 2020, só confirma o que a coluna já tinha publicado, de que a prefeita Socorro Neri não se encontra nos planos petistas de adesão à sua reeleição.

ESCRITO NAS ESTRELAS
O que o PT esperava com a perda do governo era que as suas principais cabeças pensantes fossem abrigadas a partir de janeiro nos quadros da prefeitura da capital, e com a Reforma Administrativa o sonho acabou. Mas é melhor a prefeita estar bem com o povo, que com o PT.

PÃO NOSSO DE CADA MÊS
O novo governador já vai sentar na cadeira do seu gabinete com um pão duro que terá que deglutir todos os meses, o desembolso de mais de 30 milhões de reais ao ACRE PREVIDÊNCIA.

É UM DEFICIT CRESCENTE
Não se trata de “rombo deixado” pelo governo que vai sair, mas de um déficit crescente acumulado de outros governos. E que não tem pais, mas vários padrastos malvados…

MINISTÉRIO EQUILIBRADO
Até articulistas políticos da grande mídia que apostavam no fracasso do governo Jair Bolsonaro já na montagem do seu ministério, admitem que, conseguiu formar uma equipe de ministros de qualidade. Alguns ainda continuam no palanque, esquecendo que foram derrotados.

MALAS ARRUMADAS
Com a renúncia do senador Gladson Cameli, a sua suplente Mailza Gomes (PROGRESSISTA) já
arruma as malas para assumir a vaga do Senado em janeiro. Vamos acompanhar seu trabalho.

PESO NA ELEIÇÃO
Depois da prisão do prefeito de senador Guiomard, André Maia, com a Mailza como senadora, o casal James Gomes-Mailza Gomes passará a ser o grande eleitor na campanha municipal de 2020, naquele município. Perderam a última eleição, e retornam dando as cartas na mesa.

UMA FALA DO JV
Há um bom tempo, falando sobre crise econômica, o senador Jorge Viana (PT) dizia que indagava sempre como é que alguém quer ser prefeito. Vendo o que está ocorrendo hoje, tinha razão. Não é só a crise econômica a assustar os prefeitos, mas principalmente o rescaldo da Lava Jato, que virou uma adaga sob as cabeças dos gestores municipais.

TEMPOS DE MISTICISMOS
Os tempos são de misticismos. A futura ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, diz que conversou com Jesus, ambos no alto de um pé de goiabeira. A primeira-dama Marlúcia Cândida diz que “levitou” após beijar a mão do Papa. Cada qual com seu cada qual. Tempos de misticismos.

“A MÍDIA DIANTE DO PÚBLICO”
Sou exigente na leitura. Recomendo aos donos de órgãos de comunicação, aos jornalistas, principalmente, os da área política, o artigo do jornalista na última edição da VEJA, JR GUZZO, que mostra numa realidade sarcástica o que foi o papel desastrado da mídia na eleição presidencial. Uma parte do contundente texto: “…..o que acaba de acontecer na eleição, muito simplesmente, foi o maior fiasco que os meios de comunicação brasileiros já viveram em sua história recente. É melhor assinar logo o boletim de ocorrência, admitir que alguma coisa deu horrivelmente errado e pensar, talvez, se não seria o caso de averiguar quais falhas foram cometidas. Por que a mídia ignorou a lista de desejos, claríssima, que a maioria da população estava apresentando aos candidatos? Por que não tentou, em nenhum momento, entender por que um número cada vez maior de eleitores se inclinava a votar em Jair Bolsonaro?…… E segue outro trecho do texto: “…… a mídia, na verdade, convenceu a si própria de que não estava numa cobertura jornalística, e sim numa luta do bem contra o mal. Em vez de reportar, passou a torcer e a trabalhar para um lado na campanha, convencida de ter consigo a superioridade moral. Resultado: disputou uma eleição contra Jair Bolsonaro e perdeu por mais de 10 milhões de votos de diferença……..”. O texto segue desmontando patuscada por patuscada da imprensa nacional, que saiu desmoralizada do pleito. Vale a pena quem é do ramo da mídia comprar a última VEJA e ler o cirúrgico artigo do JR Guzzo. Na verdade, Bolsonaro deu uma surra na mídia tradicional, que o mostrava como a figura reencarnada de Hitler. Não combinaram com o eleitor. Saíram humilhados. Foi uma derrota histórica.

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Blog do Crica

Com que roupa os comunistas vão para a PMRB?

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A pergunta acima, eu fiz ontem a uma das principais lideranças do PCdoB no Estado, deputado Edvaldo Magalhães. Defende que, antes de se falar em um nome para disputar a prefeitura de Rio Branco tem de se pensar como primeiro plano na recomposição do que chama de “forças democráticas”, que traduzindo quer dizer, juntar os cacos que restaram da extinta Frente Popular do Acre, que encerrou o seu ciclo com uma derrota esmagadora nas urnas, na eleição passada. Temos que ver com quem poderemos contar para depois se traçar outras estratégias, explicou à coluna. E as conversas, defende, devem começar já a partir de Abril. Sobre se o PCdoB apoiará a reeleição da prefeita Socorro Neri, Edvaldo fez uma pergunta: “é preciso saber: ela quer ser candidata à reeleição?”. E completou: “tanto podemos lhe apoiar como não podemos, tudo vai depender das discussões que serão travadas”. O PCdoB, que vinha de derrotas importantes em eleições anteriores, recuperou-se na última campanha, conseguindo eleger dois deputados estaduais e um deputado federal, o que o coloca no centro do debate. As relações do partido com a prefeita Socorro Neri estão frias.

NA CORDA BAMBA

O destino político da ex-deputada Leila Galvão (PT) está nas mãos dos vereadores de Brasiléia. Já foram enviadas pelo TCE para a apreciação da Câmara Municipal as prestações de contas dos anos de 2009, 2010 e2011, quando era prefeita, todas rejeitadas. Se mantida a decisão do TCE, Leila ficará inelegível. Mas, não apostem nisso, tem maioria que garante a derrubada do que foi decidido pelo TCE. A votação está prevista para entrar em pauta na terça-feira.

NÃO É IMPOSITIVA

Uma decisão do TCE não é impositiva, ou seja, o vereador não é obrigado a votar no que foi decidido pelos Conselheiros, que funciona no máximo como recomendação. A Câmara Municipal de Brasiléia é soberana para votar contra o parecer emitido pelo TCE. Ponto.

NOVA REVOLUÇÃO

O jornalista Salomão Matos (PROGRESSISTAS) diz que está fazendo a segunda revolução de Porto Acre, com a sua candidatura a prefeito, com o apoio de lideranças importantes que tem recebido a sua candidatura a prefeito. Por ironia, o único obstáculo está dentro do seu partido, onde a vereadora do PROGRESSISTAS, apóia o prefeito Bené Damasceno, seu adversário.

NÃO É POSSÍVEL

Não costumo falar do que não tenho certeza, mas fica difícil não crer nas críticas que segmentos organizados da população e os vereadores vêm fazendo sobre a gestão do prefeito Tião Flores, de sérios problemas na cidade e zona rural. A lembrar: Em 2020 terá eleição.

MOVIMENTO POLÍTICO

A reunião da vereadora Mailza Gomes (PROGRESSISITAS) com o prefeito de Senador Guiomard, Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), pode ser um passo de uma aliança política para a eleição de prefeito no próximo ano. Seu grupo saiu fortalecido na última campanha.

FEITO DE PESO

O fato do ex-prefeito James Gomes, ter feito da Meire Serafim, a candidata a deputada mais votada de Senador Guiomard, sem ela ter qualquer afinidade política com o município, foi um feito de peso. Por isso, seu apoio e da mulher Mailza, serão decisivos na eleição municipal.

O DEBATE PERDEU MUITO

Falo do que acompanhei. A base de apoio do novo governo perdeu muito com a derrota da ex- deputada Eliane Sinhasique (MDB). Fluente na palavra, por certo estaria na linha de frente da defesa do governo. Mas, a política tem nuances, nem sempre os melhores se reelegem.

DOIS COMANDOS

O MDB tem praticamente hoje dois comandos distintos. No Juruá, reina soberano o grupo do ex-prefeito Vagner Sales. E na capital e região do Alto Acre o deputado federal Flaviano Melo (MDB) dá as cartas. O quinhão do partido ficou reduzido no governo a três secretárias sem muita expressão política. Seus cardeais perderam a disputa pelas pastas mais importantes.

EXPLICA A CORRIDA PELA PMRB

É uma das explicações pelas quais o MDB quer ser protagonista na eleição de prefeito da capital. Ao procurar o professor Minoru Kinpara, bem votado para o Senado em Rio Branco, para ser o nome do partido na disputa da PMRB, o MDB não quer ser apenas bucha de canhão.

AÇODAMENTO NÃO É BOM COMPANHEIRO

Na política, o açodamento nunca foi bom companheiro. A oposição à prefeita Socorro Neri tentou jogá-la como “mentirosa” na opinião pública na questão da compra dos kits escolares. Depois que provado foi de que a aquisição aconteceu como foi anunciado, calaram-se. Deveriam ter reconhecido o erro, não seria demérito.

NEM PAIS E NEM MÃES BASTARDOS

O mérito na liberação de recursos para a construção da ponte de mão dupla que ligará Brasiléia à Epitaciolândia é exclusivamente do governador Gladson, que trava a luta desde que era senador. O registro tem de ser feito, para não aparecer os pais e mães bastardos da obra.

CALMA, VALENTES!

O desastrado governo anterior passou oito meses sem dar uma ajuda ao Hospital Sousa Araújo, que trata dos hansenianos. Os críticos de hoje, todos ligados ao governo antecessor, e que denunciam o caos e cobram providências do atual governador, só agora viraram valentes?

VAI QUE É TUA, GLADSON!

Lideranças de Brasiléia que apoiaram o governador Gladson estão cuspindo marimbondos contra a inércia da sua gestão, onde a única troca de comando acontecida foi na Educação, cota do MDB, e os demais até hoje chupam os dedos. E perguntam: “Valeu nosso apoio?”

CHOROS E RISOS

Os que mais choram pelo “abandono” depois da campanha do Cameli são as lideranças do PROGRESSISITAS, que não conseguem nomeação nem de vigias dos órgãos estaduais, em Brasiléia. Em compensação, em Rio Branco e Sena Madureira, o PROGRESSISTAS nomeou parentes e aderentes. Na política é assim mesmo, enquanto alguns choram, outros gargalham.

MAIOR VITÓRIA PROPORCIONAL

É bom lembrar que foi em Brasiléia que, proporcionalmente, Gladson Cameli obteve o seu maior percentual de votos na disputa do governo. É a história: bocado comido, bocado esquecido. Tudo bem, vocês que são do mesmo partido que se entendam e se resolvam.

FILÃO PARA INVESTIGAÇÃO

O vereador João Luz (MDB) levantou um ponto que merece reflexão e uma discussão política profunda, a questão da má qualidade das obras do “Ruas do Povo”, projeto menina dos olhos do Tião Viana, e que nas primeiras chuvas o asfalto derreteu. Com a palavra, o DEPASA.

ATESTADO DE BURRICE

Reforço o artigo do ex-deputado federal João Correia, publicado no ac24horas, criticando o acordo burro pelo qual o ex-governador Tião Viana mandaria o projeto da Reforma Administrativa do Gladson para a ALEAC (na ocasião, só ele podia fazê-lo) e em troca teria as contas do seu governo aprovadas. E aconteceu. Foi um atestado de burrice do novo governo.

DEU UM SALVO-CONDUTO

O governador Gladson Cameli poderia perfeitamente tomar posse e em seguida mandar a Reforma Administrativa do governo, mas preferiu dar um salvo-conduto ao antecessor.

INTERESSA O RESULTADO

O secretário Paulo Wadat é um craque na explanação do que pretende fazer na agricultura acreana para lhe tirar da pré-história. Quero ver os resultados. Conversa bonita é para a teoria. O inferno –dizem- está cheio de bem intencionados. Aguardemos a soja, café, arroz e etc.

SÓ PODE SER BRINCADEIRA!

Leio que, o governo passado investiu 1 bilhão de reais na agricultura, no Acre. Se de fato investiu foi uma prova de incompetência, porque investiu mal. A produção no Estado continua a ser incipiente, importamos tudo, e não temos nada que possa ser visto como um avanço.

FORA DA BASE

Pelos seus pronunciamentos de muitas cobranças e críticas ao governador Gladson Cameli, o deputado Fagner Calegário (PV), não é computado na cúpula governista como integrante da base de apoio. Mas não há razão de surpresa, Calegário foi eleito na coligação da FPA.

NEM UM MELHORAL

O deputado Roberto Duarte (MDB) diz ter dados de que o governo Gladson não fez uma compra de medicamentos e insumos para a Saúde. Pelo menos, não conheço uma Nota de Empenho referente a uma aquisição, diz. Deduz-se que, trabalham com o estoque deixado.

MAIOR BESTEIRA

A maior besteira que se possa dizer para criticar o governador Gladson é de que viaja muito à Brasília. Se ficar sentado no seu gabinete só recebendo pedidos de emprego, o Acre não sairá do atoleiro que o antecessor deixou. Tem de estar nos ministérios buscando recursos extras.

AVISO AOS LEITORES

Durante uma semana a coluna não será renovada. Vou tirar umas curtas férias. Volto logo.

NÃO É A ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE

Os números de prisões, apreensões de armas, drogas, carros roubados, visivelmente, mostram que os crimes estão tendo uma solução rápida por parte da polícia. A nova equipe da Segurança não é a última bolacha do pacote, mas tem mostrado resultados satisfatórios na elucidação de crimes. Já se vê mais a presença policial nas ruas. Isso é bom, por inibir a bandidagem. As execuções na guerra entre facções vão continuar a acontecer, mas já se nota uma queda e a prisão dos envolvidos ocorre de forma rápida. Por tudo isso, o secretário de Segurança, Coronel Paulo César, até aqui mereceu o voto de confiança que lhe foi depositado.

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Blog do Crica

Marcando uma posição política

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É uma opinião, como observador dos debates nas sessões da ALEAC neste início de legislatura. Nunca nem cheguei a trocar uma palavra com ele. Mas entre os deputados que se elegeram pela aliança que apoiou o Gladson Cameli ao governo, nenhum dos novatos tem feito uma defesa mais incessante da nova administração do que o deputado Neném Almeida (SD) que não deixa um ataque ao governador sem defesa. Não deveria nem ser um fato a se destacar, mas é; pelo caso de não ser óbvio, já que, a maioria dos deputados que foram eleitos na aliança que chegou ao poder, simplesmente, dão o calado como resposta às críticas dos parlamentares oposicionistas. Caminha-se para se assistir na ALEAC o mesmo filme com a base de apoio no Legislativo do governo antecessor, com uma maioria silenciosa, em que dois ou três defendia a mais desastrada das gestões petistas, e a oposição minoritária deitava e rolava.

ACABARIA COM O JOGO DE EMPURRA

Não sei da legalidade do projeto de lei a ser proposto pelo deputado Neném Almeida (SD), de que o governo pague direto aos terceirizados e não aos donos das empresas. Tem o lado de que poria fim ao jogo de empurra do governo dizer que paga e os empresários de que não recebem. Evitaria os protestos de servidores como o de ontem da COPESERGE, na ALEAC.

OUTRO LADO

Mas há o outro lado. Aumentaria mais uma responsabilidade do Estado e poderia levar ao desestímulo do empresariado. Seria uma espécie de intervenção branca na iniciativa privada, o governo seria tutor do que não lhe pertence. Por isso a pergunta, se há legalidade no projeto?

HONESTIDADE POLÍTICA

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foi honesto ao reconhecer que, o governo do PT, ao qual serviu, não cumpriu com as obrigações salariais, em relação aos servidores terceirizados.

INFLUÊNCIA ZERO

Ontem, critiquei os governos do PT por não fazer nada para a construção de uma nova ponte ligando Brasiléia-Epitaciolândia. Agora, veio a boa notícia de que o governo federal garantiu a liberação dos recursos. Volto dizer: se até a eleição de 2020 a obra for concluída, o Gladson Cameli passa a ser o grande eleitor do Alto Acre nas eleições municipais para prefeito de Brasiléia e Epitaciolândia.

PARA FICAR REGISTRADO

É bom na política se situar o mérito em quem merece o mérito. Por isso é que faço o registro

ENTREGUE AS BARATAS

É preciso cautela antes de acusar o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno, de desonesto, com base apenas na abertura de CPI na Câmara Municipal. O que se pode dizer é que a sua administração anda bamba de realizações, é só ir aos ramais, onde até trator de esteira atola.

UMA FORTE CONCORRENTE

Havendo um convite dentro de uma densidade partidária não tenho muita dúvida de que a ex-deputada Leila Galvão (PT) aceitaria disputar a prefeitura de Epitaciolândia, na eleição do próximo ano. Foi bem votada no município. E se entrar no jogo torna-se forte concorrente.

VOLTA EM 2020

Os nomes do PT que escaparam da enxurrada medíocre que foi o governo passado e que, por conseguinte, foi responsável pela maior derrota do partido no Acre, mesmo perdendo a eleição, foram o Angelim, Jorge Viana e Marcus Alexandre. Nenhum candidato em 2020.

JV CONTINUA PERIGOSO

Dentro do PT, Jorge Viana continua sendo o nome mais perigoso para a oposição em 2022, sendo como candidato a senador ou a governador. JV perdeu a eleição dentro de um contexto de burrice do seu partido de lançar dois candidatos e ser herdeiro do péssimo governo do irmão.

NÃO TRANSMITE SIMPATIA

O Coronel Ulisses Araújo (PSL), de posições firmes e um bom currículo profissional, e que já manifestou o desejo de disputar a prefeitura da capital no próximo ano precisa melhorar a sua postura na televisão, onde na última eleição, nos debates e entrevistas, não transmitiu simpatia e profundidade no que defendia. Mas a sua candidatura enriquecerá o pleito.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Na Reforma da Previdência fico com a opinião dos profissionais mais qualificados da área econômica brasileira, de que a aprovação é essencial para não afundar o Brasil e o país voltar a crescer, do que com os que pensam de forma politiqueira e ideológica, para assegurar os privilégios de uma elite existente nos poderes.

NOVAS REGRAS FORÇAM

As novas regras eleitorais com o fim das coligações proporcionais é que estão levando os partidos nanicos a terem candidatos a prefeito, como forma de assegurar palanque aos candidatos a vereadores. O PSC atentou para o novo momento e vai de Jamil Asfury à PMRB.

CASA DO SILÊNCIO

Não se fala nada nos gabinetes governamentais sobre a recomendação do MP de demitir os secretários com problemas jurídicos. E como passaram os 10 dias de prazo dados pelo MP para que a medida fosse efetivada e não se cumpriu, a dedução é de que ninguém será exonerado.

NOMES NA MIRA

Os secretários que estavam na mira do MP, eram Vagner Sales, James Gomes e Alércio Dias. Nenhum com qualquer obstáculo a que possam continuar no secretariado do governo.

NÃO FICARÁ FORA

A tendência natural do SOLIDARIEDADE e ter uma candidatura própria a prefeito de Epitaciolândia, até pelo fato da sua maior liderança, a deputada Vanda Denir (SD), ter sido bem votada no município. As eleições municipais são pólos formadores de base para 2022.

DILEMA POLÍTICO

Deputados como Antonia Sales (MDB) e Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), por virem de legislaturas em que sempre estiveram na linha de frente de cobrança aos governos petistas, agora na situação, ficam no dilema de evitar cobrar do novo governo o que sempre cobraram da tribuna do PT.

POSIÇÃO DE TRANQUILIDADE

O senador Petecão (PSD) participa da próxima campanha municipal numa posição privilegiada, pelo fato de ter ainda vários anos de mandato pela frente, a sua vaga não estará em disputa na eleição de 2022. Deverá trabalhar apenas para reforçar a bancada de vereadores do PSD.

OLHO ESBUGALHADO

Quem está de olho esbugalhado para 2022 é o vice-governador Major Rocha, que tem dito aos amigos que, numa eventual saída do Gladson para disputar o Senado, ele disputará o governo.

CASA MAL ASSOMBRADA

A sensação de quem chega ao DERACRE é de se deparar com casa mal assombrada. Prédio encardido, pintura descascando, um retrato fiel de como era a coisa na gestão passada. À noite, por certo, deve aparecer fantasma. Salva a SEOP, onde fica o secretário Thiago Caetano.

TUDO MUITO RÁPIDO

Na política você pode ir do patamar de humanista ao de um ser rancoroso, depende do que você se expressar. E depois que desaba na opinião pública e cola imagem de rancoroso, mesmo que jure aos pés do altar, jamais será considerado um humanista. É o preço amargo da palavra. As opiniões que escutei de figuras respeitáveis da sociedade, reforçam esta tese.

BOCA DE JACARÉ-AÇU

Aliados do governo reclamam de que o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS) domina a quase totalidade dos cargos nas repartições estaduais de Sena Madureira, com a indicação de afilhados para as CECS. O comparam a um “jacaré-açu”, bocarra aberta, comendo e chorando.

FIEL AO DISCURSO

O secretário da Infraestrutura, Thiago Caetano, é fiel ao discurso da campanha de expurgo do PT, e que levou Gladson Cameli ao governo, se cercando de auxiliares que efetivamente estiveram na eleição pedindo votos para tirar o PT do poder. Coisa rara, neste governo!

NÃO APOSTEM NO SILÊNCIO

Quem tem visto o deputado Daniel Zen (PT) caladão na ALEAC, não aposte que será a sua tônica, este silêncio tem prazo de validade, quando o Gladson completar 100 dias à frente do governo. Zen é um dos quadros mais preparados do PT, ferino, ele domina a tribuna como poucos. Pode anotar: o Zen vai dar uma trabalheira quando abrir a comporta de cobranças.

BOM QUE ACONTEÇA

O debate entre oposição e base do governo é bom que aconteça, para não ficar um marasmo.

COMO É QUE É?

Quer dizer, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), que o governo tem dinheiro? Por qual razão não pagar, então, os débitos do Hospital do Juruá, da empresa que prestou atendimento cardiológico, e tirar o Gladson Cameli do alvo do tiroteio por serviços de saúde mal prestados?

NOME FORTE

O ex-prefeito Marcus Alexandre não tem falado em política e de forma sábia. O momento é de recuo e ver como vai se comportar o governo Gladson. É um nome que ficará na geladeira do PT para ser tirado em 2022, para eventual disputa de um cargo majoritário ou Câmara Federal.

BOI DE PIRANHA

Acompanhei os bastidores da eleição. No meado da campanha, Marcus Alexandre já estava abandonado pelos seus padrinhos políticos. O Jorge Viana foi um dos poucos a ser leal até o fim.

BRANCA MENEZES

É um nome sempre lembrado pelas lideranças de Senador Guiomard, quando se trata da eleição do próximo ano para vir a ser candidata à prefeita do município. Um dos maiores defensores da sua candidatura é o vice-governador Major Rocha, tucano como a Branca.

LINHA DE FRENTE

As suas ações na defesa do governador Gladson Cameli mostram um afastamento político do grupo do Coronel Ulisses Araújo. Falo do advogado Valdir Perazzo, um liberal de convicção e uma figura respeitável.

CARTA MAIS POLÊMICA

O governador Gladson Cameli vai jogar na mesa a carta mais polêmica do início da sua administração, que é a decisão da terceirização das atividades do HUERB, unidade que só está lhe dando dor de cabeça e desgaste político até aqui. Se de fato a terceirização acontecer e vier uma empresa especializada em gestão hospitalar, a tendência é dos serviços de atendimento ao público melhorarem. Porque vai prevalecer o mérito, eficiência, em que o profissional da medicina receberá pelo que produzir. E haverá condições de dotar o HUERB de especialistas em todas as áreas. Em princípio, sou a favor de se buscar sempre a eficiência, o que pode acontecer deixando o comando à iniciativa privada e diminuindo o tamanho do Estado.

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