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Petecão não briga, mas não ficou satisfeito

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Assim que terminou a reunião de ontem com os membros da executiva regional do seu partido, para discutirem se aceitariam ou não os cargos de pequena importância política, o senador Sérgio Petecão (PSD), me ligou para dizer que deixou o seu partido a vontade para aceitar os cargos oferecidos no próximo governo, disse que não ia brigar com um governo que ajudou a eleger, que trabalhou muito para derrotar o PT, e por isso esperava um espaço mais político na administração futura. “Eu conversei com o Gladson Cameli em Brasília, esta semana, manifestei meu apoio, falei que não brigar com ele, mas também mostrei a minha insatisfação. E disse que, o meu tratamento com o seu governo será do tamanho como estou sendo tratado”, revelou à coluna. Traduzindo: não haverá racha no sentido literal da palavra. Mas também nenhum contentamento. O que chateia o senador Sérgio Petecão (PSD)  é o fato de que dava como certo o cumprimento da promessa de que ficaria com a Secretaria de Agricultura e não ficou. Engordaram ainda mais o caminhão de cargos do PSDB, que acabou indicando o secretário. Ofereceram ao PSD, uma diretoria na Agricultura, o que significa que quem indicar será subalterno do secretário. É como a história do cabo: não manda porque não é sargento. É mais ao menos como alguém que dava o filé como certo e acabou ganhando carne de pescoço. As outras ofertas sem significado político foram a falida COHAB-Acre, a nada atraente Agência de Negócios do Acre e também a nada política Secretaria de Tecnologia. Este foi o final desta novela. Como os senhores que são políticos que se entendam.

DO MESMO TAMANHO
Na ânsia das discussões ontem no PSD, surgiu uma proposta gaiata: “pelo tamanho minúsculo da COHAB é o cargo talhado e ideal para abrigar o anão Montana Jack”. Bem lembrado.

APOSTA ERRADA
Quem apostou que o deputado eleito José Bestene (PROGRESSISTA) seria o cara da articulação política do governo, apostou errado. Até o vento que está batendo nas suas costas é quente.

GOVERNO PARALELO
“O governador eleito Gladson Cameli atente para o governo paralelo que está sendo montado ao seu redor. Quando quiser colher a corda poderá ser muito tarde”. Comentário ouvido ontem de um dos deputados que comporão a sua base de apoio na Assembléia Legislativa.

MELHOR VEREADOR
Dos atuais vereadores que terminaram este período legislativo na Câmara Municipal de Rio Branco, o vereador Roberto Duarte (MDB) foi sem dúvida o maior destaque da oposição, não deu trégua ao ex-prefeito Marcus Alexandre (PT), mesmo sendo integrante da minoria.

PROJEÇÃO NA MÍDIA
A fórmula para ter a sua atuação destacada na mídia é mostrar algo no plenário, em ações fora dele, posições que fujam da mesmice das Indicações Parlamentares ao prefeito. Se a atuação é diferente, o político cumpre o seu papel, não há como a imprensa não dar cobertura.

COM MUITA SERIEDADE
Uma empresa que trabalha na legalidade é a BIOLAR, cujos donos têm como conduta não participar de licitações espúrias e entrega sempre os medicamentos que vende. Há que se ter cuidado ao citar empresas sem condenação no caso da prefeitura de Senador Guiomard.

AO ESTILO DO BOM MINEIRO
O senador eleito Márcio Bittar (PSDB) não está tão fora do circuito de indicações de cargos no futuro governo, como divulguei e o próprio declarou várias vezes. Tem trabalhado mais no segundo escalão. São suas as indicações da Fundação Cultural e da Rádio Difusora Acreana.

ATUANDO NOS BASTIDORES
Enquanto muita gente briga por espaço no primeiro escalão o senador eleito Márcio Bittar (MDB) vai distribuindo as suas pedras no tabuleiro dos escalões intermediários e pondo os seus.

BARRARAM O ZECA NO BAILE
Como presidente do PROGRESSISTA, o deputado José Bestene, está mal na fita e sem prestígio! Não foi convidado a um ato ontem, em que o PSDB declarou apoio para a candidatura à presidência da ALEAC do deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTA). Zeca foi barrado no baile.

SEGREDO DE ESTADO
O que mais escuto é deputado, senador, dirigente político, reclamando de que não foi sequer chamado para opinar sobre a Reforma Administrativa. Liguei ontem para uma fonte importante do futuro governo para ouvir sua opinião, sobre as lamúrias: “a questão é técnica. Se a gente chamasse os políticos, eles iriam querer reduzir os cortes que foram feitos”.

TENDE A NÃO DAR CERTO
Não é nem preciso ser especialista da área para sentir que a gestão compartilhada entre o PSDB e o PSD, na Agricultura, não vai dar certo, porque há interesses políticos conflitantes.

CAPÍTULOS INTERESSANTES
A disputa dos grupos políticos do Juruá por cargos estaduais naquela região não será nada pacífica. Os grupos que apoiaram a candidatura do Gladson Cameli são antagônicos.

DIAS DE TENSÃO
O governador vive dias de tensão, talvez os mais angustiantes da sua administração: a espera dos valores dos repasses do FPE do dia 20 e do dia 30, para saber se pagará o 13º salário.

O PODER É TRAIDOR
Depois que ouvi ontem de uma figura da imprensa que mais paparicou o atual governador, que viveu na sua órbita durante seus dois mandatos, numa conversa, a lhe endereçar uma adjetivação pesada, e se dizer “alegre” com a derrota do PT, pensei comigo: “o fim de um mandato é a hora da verdade” . O governador não pode reclamar, escolheu as companhias.

MUITO CURIOSO
Estou muito curioso para ver as atuações na Assembléia Legislativa dos deputados Géhlen Diniz (PROGRESSISTA), Roberto Duarte (MDB) e Luiz Gonzaga (PSDB), que foram os principais carrascos da oposição ao governo que se finda, tendo que atuar sendo vidraças.

NADA DE LADAINHA
Depois dos 100 primeiros dias de governo não caberá mais a ladainha antiga de que se recebeu uma “herança maldita”. Na campanha, os candidatos pela oposição tinham a varinha de condão para resolver todos os problemas do Acre. E é do novo gestor que será cobrado.

OTIMISTA INCORRIGÍVEL
O nosso governador é um otimista incorrigível. O mundo do seu governo está desabando e ele rindo e comemorando a entrega de 30 leitos, como se isso tirasse a saúde do atual caos.

PEDRA CANTADA
A declaração do vereador Rodrigo Forneck (PT) de que o seu partido deverá ter candidato próprio á PMRB na eleição de 2020, só confirma o que a coluna já tinha publicado, de que a prefeita Socorro Neri não se encontra nos planos petistas de adesão à sua reeleição.

ESCRITO NAS ESTRELAS
O que o PT esperava com a perda do governo era que as suas principais cabeças pensantes fossem abrigadas a partir de janeiro nos quadros da prefeitura da capital, e com a Reforma Administrativa o sonho acabou. Mas é melhor a prefeita estar bem com o povo, que com o PT.

PÃO NOSSO DE CADA MÊS
O novo governador já vai sentar na cadeira do seu gabinete com um pão duro que terá que deglutir todos os meses, o desembolso de mais de 30 milhões de reais ao ACRE PREVIDÊNCIA.

É UM DEFICIT CRESCENTE
Não se trata de “rombo deixado” pelo governo que vai sair, mas de um déficit crescente acumulado de outros governos. E que não tem pais, mas vários padrastos malvados…

MINISTÉRIO EQUILIBRADO
Até articulistas políticos da grande mídia que apostavam no fracasso do governo Jair Bolsonaro já na montagem do seu ministério, admitem que, conseguiu formar uma equipe de ministros de qualidade. Alguns ainda continuam no palanque, esquecendo que foram derrotados.

MALAS ARRUMADAS
Com a renúncia do senador Gladson Cameli, a sua suplente Mailza Gomes (PROGRESSISTA) já
arruma as malas para assumir a vaga do Senado em janeiro. Vamos acompanhar seu trabalho.

PESO NA ELEIÇÃO
Depois da prisão do prefeito de senador Guiomard, André Maia, com a Mailza como senadora, o casal James Gomes-Mailza Gomes passará a ser o grande eleitor na campanha municipal de 2020, naquele município. Perderam a última eleição, e retornam dando as cartas na mesa.

UMA FALA DO JV
Há um bom tempo, falando sobre crise econômica, o senador Jorge Viana (PT) dizia que indagava sempre como é que alguém quer ser prefeito. Vendo o que está ocorrendo hoje, tinha razão. Não é só a crise econômica a assustar os prefeitos, mas principalmente o rescaldo da Lava Jato, que virou uma adaga sob as cabeças dos gestores municipais.

TEMPOS DE MISTICISMOS
Os tempos são de misticismos. A futura ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, diz que conversou com Jesus, ambos no alto de um pé de goiabeira. A primeira-dama Marlúcia Cândida diz que “levitou” após beijar a mão do Papa. Cada qual com seu cada qual. Tempos de misticismos.

“A MÍDIA DIANTE DO PÚBLICO”
Sou exigente na leitura. Recomendo aos donos de órgãos de comunicação, aos jornalistas, principalmente, os da área política, o artigo do jornalista na última edição da VEJA, JR GUZZO, que mostra numa realidade sarcástica o que foi o papel desastrado da mídia na eleição presidencial. Uma parte do contundente texto: “…..o que acaba de acontecer na eleição, muito simplesmente, foi o maior fiasco que os meios de comunicação brasileiros já viveram em sua história recente. É melhor assinar logo o boletim de ocorrência, admitir que alguma coisa deu horrivelmente errado e pensar, talvez, se não seria o caso de averiguar quais falhas foram cometidas. Por que a mídia ignorou a lista de desejos, claríssima, que a maioria da população estava apresentando aos candidatos? Por que não tentou, em nenhum momento, entender por que um número cada vez maior de eleitores se inclinava a votar em Jair Bolsonaro?…… E segue outro trecho do texto: “…… a mídia, na verdade, convenceu a si própria de que não estava numa cobertura jornalística, e sim numa luta do bem contra o mal. Em vez de reportar, passou a torcer e a trabalhar para um lado na campanha, convencida de ter consigo a superioridade moral. Resultado: disputou uma eleição contra Jair Bolsonaro e perdeu por mais de 10 milhões de votos de diferença……..”. O texto segue desmontando patuscada por patuscada da imprensa nacional, que saiu desmoralizada do pleito. Vale a pena quem é do ramo da mídia comprar a última VEJA e ler o cirúrgico artigo do JR Guzzo. Na verdade, Bolsonaro deu uma surra na mídia tradicional, que o mostrava como a figura reencarnada de Hitler. Não combinaram com o eleitor. Saíram humilhados. Foi uma derrota histórica.

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Blog do Crica

Tchê: “sem apoio, deixo a liderança do governo”

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O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), admitiu ontem ao BLOG DO CRICA de que dependendo da conversa que terá com o governador Gladson Cameli, quando este retornar, poderá deixar a sua liderança na Assembléia Legislativa. A série de trapalhadas da equipe governamental, com a demissão de indicados dos deputados da base governista, sem não dar nenhuma satisfação, quebrando a unidade duramente que ele construiu, são motivos que fazem Tchê repensar seriamente a permanência na função. “Líder fraco, governo fraco”, desabafou Tchê. Ele manifesta um desconforto com o fato de não estar sendo prestigiado. “Não sou convidado para debater nada das decisões políticas do governo. Vim saber da questão dos precatórios pela imprensa. Estou sendo pressionado por colegas que tiveram seus indicados em cargos do governo demitidos sem nenhuma explicação. Assim não dá para continuar”, advertiu. Acha que vai ganhar muito mais e crescer fora do governo, se dedicando às atividades da UNALE. Tchê se mostrou muito determinado ao falar ao BLOG: “sem apoio, do jeito que está, deixo a liderança do governo”. É que ela está vendo ruir todo o trabalha de unificar a base, que quando assumiu a função estava completamente destroçada.

POSIÇÃO COERENTE

A posição do líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), é coerente. Ficar no cargo desprestigiado, ouvindo reclamações dos deputados da base governista e sem ter como atender, o caminho certo é pegar o boné para não ficar sofrendo desgaste com colegas.

ALGUÉM EXPLICA?

A base do governo estava estraçalhada, a oposição ganhava todas as votações e mesmo sendo minoria, se consegue uma unidade e os projetos do governo passaram a ser aprovados, e o próprio governo colabora agora para quebrar essa unidade, alguém explica? Não entendo.

VEJA COMO É TUDO ATRAPALHADO

Um deputado passou ontem informação ao BLOG de que o presidente do IMC, Carlitinho Cavalcante, foi comunicado que o governo precisava do seu cargo. Quando estava com a trouxa arrumada eis que o governo voltou atrás e o manteve no cargo. Não é atrapalhado?

DEPOIS QUE VER

A candidatura do deputado Fagner Calegário (não será pelo PV) a prefeito de Rio Branco, anunciada ontem pelo próprio é o tipo da notícia na qual só creio depois que ver o registro no TRE-AC. Muito embora diga que esta é uma decisão amadurecida.

O TEMPO ESTÁ CORRENDO

O tempo está correndo contra a “CPI da ENERGISA”. Disse quando da sua criação que não tinha poderes para baixar um centavo na conta de luz e que era uma jogada populista. Levaram até torcida organizada. O tempo está correndo contra a CPI e está comprovando.

VIGA RECLAMA DO POUCO CASO

O deputado Chico Viga estava ontem na ALEAC mostrando o seu desconforto da forma como vem sendo tratado pelo governo. Reclama que, uma indicação de um pequeno CEC-1 que, ele tinha dentro da administração foi demitida. “Não posso aceitar este tratamento”, reclamou.

FOICE NA BASE

A foice está comendo na base do governo na ALEAC. Não atingiu só o deputado Chico Viga, mas também o deputado Vagner Felipe (PR), que perdeu espaço no governo. O deputado Neném Almeida diz não ter visto a cor de um cargo dos que foram aprovados na última reforma. O certo é que há um descontentamento claro em relação ao Gladson Cameli.

A VERDADE DA PESQUISA

No Jardim da Infância da política se aprende que numa pesquisa se soma o Ótimo ao Bom. E jamais se soma o Regular. Portanto, senhores do conselho, a aprovação real do governo Gladson Canmeli é de apenas 37%. Bem abaixo dos mais de 50% com os quais se elegeu. Na realidade houve uma queda de 16% em relação à votação que obteve. Portanto, nada a comemorar. Faço a observação para que o governador não embarque em contas erradas.

ANÁLISE PERFEITA

Recebi a seguinte postagem do leitor Albeci Coelho sobre o dado da pesquisa da RECORD, relativo à pergunta sobre o percentual de eleitores que votariam novamente no Gladson Cameli. Vamos à postagem: “84% não mudaria o voto no Gladson, ou seja, dos 55% (votos válidos) que votaram nele, hoje só 84% votaria de novo. Resumindo: Gladson perdeu 17% dos seus eleitores”. O Albeci acertou na mosca. Não é 84% sobre o 100% dos eleitores. Ponto.

ASSIM O BOI NÃO DANÇA

Chega reclamação de leitor que no domingo não tinha médico para atendimento na UPA da Sobral. Pergunta que não quer calar: o que fez até aqui a secretária de Saúde, Mônica Flores?

UMA PERGUNTA

Quando é que a Comissão de Saúde da ALEAC vai chamar a secretária Mônica Feres para vir dizer o que pensa sobre a Saúde, seus planos para tirar o sistema do buraco em que se encontra, porque desde a sua posse nada melhorou e esta senhora fica num mutismo.

A CULPA É DO MAZINHO

Ontem, enquanto o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) discursava na ALEAC houve uma queda de energia. Como seu adversário político, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, estava presente, alguém sapecou: “O Géhlen vai acusar o Mazinho de mandar apagar a luz”.

DURO COM OS QUE DISCORDAVAM

Levando para o lado ideológico o Arcebispo Dom Moacyr Grechi foi enquanto comandou a igreja do Alto Acre, uma espécie de ícone da esquerda acreana. Era duro contra os que discordavam dele ideologicamente. Proibiu os queridos Padres Peregrino e José, simpáticos aos governos militares, de rezar missas nas igrejas do Acre. E não voltou atrás na decisão.

NÃO INVALIDA

Mas este fato histórico na invalida o trabalho de Dom Moacyr pelos mais humildes.

MAIS VALE UM GOSTO

De um aliado do ex-deputado Ney Amorim ontem na ALEAC, sobre a saída deste do governo. “Não me arrependo de ter apoiado o Gladson e ajudado a derrotar o Jorge Viana”, disse.

ALÉM DA IDEOLOGIA

O deputado Jenilson (PCdoB) raciocina além da sua ideologia. Cumprimentou ontem na ALEAC, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, como um dos “melhores” prefeitos do Acre.

FALHA DO CERIMONIAL

Apenas a deputada Juliana Rodrigues (PRB) esteve presente na solenidade oficial em comemoração ao aniversário do Estado, na qual estava o governador Gladson Cameli. Os deputados da base do governo reclamaram ontem do Cerimonial do Governo, que não enviou nenhum convite aos deputados e nem comunicou. Depois reclamam dos deputados ausentes.

NÃO SE ADMIREM

Caso o deputado Roberto Duarte (MDB) venha a recuar de disputar a prefeitura da capital, ninguém se admire se o vereador Emerson Jarude se filiar ao MDB e ocupar este espaço.

A QUE PONTO SE CHEGA

Nada contra o Hino de Cruzeiro do Sul. Mas não teve nenhum sentido, ao não ser para agradar o governador Gladson Cameli, ser executado o referido hino, na solenidade de comemoração ao Estado. O que não fazem os nossos burocratas bajuladores para serem agradáveis.

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Blog do Crica

Ney Amorim foi mais um enfeite no governo

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A saída do secretário Ney Amorim do governo tem componentes que não podem ficar restritos aos corredores palacianos. A justificativa que saiu num consenso com o governador Gladson Cameli foi a versão cômoda. No popular, o surrado jogo para a platéia. Na realidade, a queda do Ney se dá porque não foi o protagonista político no contexto que lhe foi prometido. Foi um “articulador político” apenas no nome do cargo, mas não na prática. Como é que iria ser o articulador político do governo apenas no surreal, sem o poder de encaminhar numa conversa com os parlamentares uma indicação para nomear nem um vigia? Esperava-se que pelo seu potencial, ele fosse bem aproveitado no governo, depois do belo trabalho que culminou com a eleição do deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) para a presidência da ALEAC. Deram-lhe uma salinha sem nenhum poder. Estava mais como um enfeite num espaço próximo ao gabinete civil. Falando para as paredes. Então, o Ney Amorim fez o que deveria ser feito por alguém que se vê subaproveitado e que tenha o sentimento de pudor: pedir para sair. Saiu sem briga e vai buscar novos caminhos no comando de um partido político, onde deverá abrigar o seu grupo e se preparar para a eleição de 2022. Politicamente, este é um governo embaralhado. Alguém pode até não gostar do Ney, mas da nova geração é um dos políticos mais habilidosos que conheço. E governo Gladson Cameli só perde com o episódio.

QUEM É O ARTICULADOR POLÍTICO?

Afinal, quem é o articulador político do governo? É o grande mistério. O Ney Amorim já saiu. O Vagner Sales também pulou fora. O Alysson Bestene não tem este perfil, e seu cargo de secretário Institucional é uma compensação pela perda da Saúde. E a função ficou à deriva.

COMENTÁRIO NADA OFICIAL

A informação que corria ontem nos bastidores, que dou com ressalvas, por não ser oficial, é de que Ney Amorim estaria se filiando ao PR, partido do qual ficaria como presidente, levando consigo vinte vereadores, dois prefeitos e a promessa que sairá a deputado federal em 2022.

NADA MAIS QUE OBRIGAÇÃO

Quando o governador Gladson Cameli promete repassar pouco mais de 800 mil reais para a prefeitura de Sena Madureira não está fazendo mais que a sua obrigação de levar melhorias ao município, onde foi disparado o mais votado. E com o apoio do Mazinho Serafim. Ponto final.

DUPLA DO BARULHO

A articulação para a ida do vereador Emerson Jarude para o MDB formar chapa com o deputado Roberto Duarte (MDB) na disputa da prefeitura de Rio Branco dará uma dupla do barulho. No bom sentindo, são atuantes na Câmara Municipal de Rio Branco e na ALEAC.

ALFINETADA

O governador Gladson Cameli deu uma bela de uma alfinetada na candidatura do deputado Roberto Duarte (MDB), ao soltar de que o Minoru Kinpara é um bom candidato a prefeito.

TERÁ QUE SE ACOSTUMAR

O governador Gladson Cameli terá que se acostumar com a ideia de que um dos principais opositores ao seu governo na ALEAC, deputado Roberto Duarte (MDB), não arredará de disputar a prefeitura da capital, por ser esta uma decisão já tomada pela direção do MDB.

SAIA JUSTA

Os que ficarão numa saia justa serão os peemedebistas do primeiro escalão no governo, Eliane Sinhasique, Maria Alice, Pádua Bruzugu e Roberto Feres. Numa eleição para prefeito da capital, vão com que roupa: apoiar o candidato do Gladson Cameli ou candidato do MDB?

CANDIDATO A FEDERAL

O deputado Jonas Lima (PT) está inclinado em disputar uma das vagas de deputado federal. Cansou da ALEAC. Já teve conversa com a primeira suplente Leila Galvão (PT), para uma dobradinha em 2022. Jonas pode se afastar para a Leila assumir o mandato por um período.

SITUAÇÃO INCÔMODA

O governador Gladson Cameli está numa situação incômoda: não pode fazer uma campanha publicitária sobre sua administração nestes seis meses, porque não tem licitação. E por isso não pode pagar. A disputa pelo pacote publicitário terminou em recursos e o final está longe.

CONFUSÃO DE METRO

A disputa das 14 empresas para ficar com o bolo publicitário do governo ainda vai dar confusão de metro. Enquanto isso a equipe econômica comemora a economia com a mídia. Os senhores empresários da comunicação não esperem uma solução tão cedo. Eu acho é graça.

FIM DO FAROESTE

A equipe da Segurança deu uma bela de uma freada na cidade de Sena Madureira, tirando de circulação as cabeças das quadrilhas que aterrorizavam a cidade. Tinha virado um faroeste.

FUNDADOR DO PT

O Arcebispo Dom Moacyr Grechi, que faleceu em Rondônia, teve uma atuação política ostensiva no Acre, onde foi a pedra basilar para a fundação do PT, patrocinando a criação das Comunidades Eclesiais de Base e condições financeiras para embalar o partido no nascedouro.

PETISTA DE CARTEIRINHA

Dom Moacyr Grechi, nos idos tempos do PT, foi um dos chamados petistas de carteirinha.

GERAR EMPREGOS OU LUCRO?

No governo passado era cobrada uma taxa de donos de restaurantes pelos dias na EXPOACRE de mil reais. Neste governo subiu para dois mil reais. É uma feira para gerar empregos ou para o governo lucrar? Num Estado com alto índice de desemprego foi uma decisão desfocada.

VAMOS COLOCAR NO DEVIDO LUGAR

Vamos colocar a pesquisa da RECORD na verdadeira leitura que deve ser feita. O governo Gladson teve apenas 37% de aprovação. 9% de Ótimo e 28% de Bom. Não se soma numa pesquisa o Regular. Ou seja, houve uma queda no pouco mais de 50% com que foi eleito. Este é um ponto.

HÁ QUE SE SEPARAR

O governo ficou numa avaliação mediana de 37%, abaixo do ideal. Quando uma maioria esmagadora diz que votaria no Gladson Cameli de novo não é uma aprovação ao seu governo, mas uma clara demonstração que o PT continua num inferno astral de popularidade. E que entre ele e o PT continua preferindo ele. É bom deixar a situação bem clara para não misturar.

PARA SE PREOCUPAR

Os números do governo no setor Segurança não foram nada favoráveis ao Gladson Cameli. 50% consideram que a Segurança está igual a do governo passado, que foi um fracasso. E 27% acham que no atual governo é pior. Traduzindo para o popular, a maioria está descontente.

TAMBÉM PARA SE PREOCUPAR

Pouco difere em termos de rejeição a Segurança da Saúde pelos entrevistados. É só ler os números de maneira fria. 52% dos ouvidos acharam que a Saúde está igual ao no governo anterior, que foi um desastre. E 25% que piorou. Os que aprovam são uma minoria.

CORREÇÃO DE RUMO

Ficou assim claro de que o governo Gladson Camelin tem que mudar a estratégia na Saúde e Segurança porque a maioria na pesquisa considerou que não houve uma melhora. É preciso saber ler os números de pesquisa para não ficar divagando no que não é a realidade.

O QUE TEM DE FICAR NA CABEÇA

O que tem ficar na cabeça do Gladson Cameli é que o céu não é de brigadeiro. O seu governo tem apenas 37% de aprovação e a população está descontente com os caminhos da Segurança e Saúde, que prometeu mudar durante a campanha. Isso é que tem que se preocupar.

NÃO POSSO SER AGRADÁVEL

Não vou fazer uma leitura errada inversa só para ser agradável ao governador.

FICOU PATENTE

O que também ficou muito patente na pesquisa da RECORD é que os entrevistados não estão com saudade do PT no poder. O que é uma preocupação para a eleição do próximo ano. Isso fica claro que, com todos os tombos iniciais ainda preferem o Gladson Cameli ao petismo.

PESQUISA É MOMENTO

Pesquisa retrata apenas um momento, é como as nuvens que mudam, vale para o momento.

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